domingo, 17 de janeiro de 2010

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...

 

A SOS DIREITOS HUMANOS deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Tradição e Renovação da Renda de Bilro":

"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão

têm direito inalienável à Verdade, Memória,

História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado


O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos
A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO
A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.

AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5
A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.
QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA
A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS deseja apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.

Paz e Solidariedade,

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br

Postado por SOS DIREITOS HUMANOS no blog MUCURY ASSOCIAÇÃO HISTÓRICO CULTURAL em 16 de janeiro de 2010 11:29

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tradição e Renovação da Renda de Bilro

 

JACK CORREIA, Crato (CE) · 12/1/2010 20:21

A arte na sua mais pura expressão pode ser também facilmente identificada no trabalho de pessoas comuns que buscam no seu dia-a-dia a satisfação de criar... simplesmente criar! Foi assim que pensei logo que conheci um pequeno grupo de artesãs em Santana do Cariri, cidade localizada na Chapada do Araripe, com pouco mais de 17 mil habitantes e que fica a 550 km da capital cearense.... Confira no Overmundo > mais

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"robin hood" - a última batalha

 

Eduardo Escorel*

17/5/2010 - 12:50**

Há várias batalhas no filme dirigido por Ridley Scott. A última começou na semana passada, quando “Robin Hood” teve lançamento mundial em cerca de 10 mil cinemas, depois de ser exibido na abertura do Festival de Cannes. No Brasil, desde sexta-feira está em mais de 400 salas; nos Estados Unidos, em 3,5 mil.
Pretendendo repetir o sucesso de “Gladiador”, também dirigido por Ridley Scott, com o mesmo Russell Crowe no papel principal, “Robin Hood” foi produzido por 237 milhões de dólares, mais de duas vezes o custo do filme anterior. Russell Crowe foi contratado por 20 milhões de dólares, e 20% da renda a partir desse mínimo garantido.
“Gladiador” venceu sua última batalha, rendendo mais de 457 milhões de dólares, sendo 269 milhões só nos Estados Unidos. Para ter sucesso comercial equivalente, “Robin Hood” precisará render mais de 900 milhões, conseguindo cobrir assim também os gastos de lançamento. Nos três primeiros dias de exibição, nos Estados Unidos, rendeu 37 milhões de dólares.
Trata-se, portanto, de investimento de alto risco, aliado a operação logística complexa. Fartura de recursos e know-how especializado, para contar a origem de uma lenda situada no século XII, tornando possível encenar batalhas, emboscadas, escaramuças e massacres – do ataque a um castelo na França, na volta da Palestina, em que o rei Ricardo Coração de Leão morre, à ocupação das telas do planeta, na semana passada.
Na escala de produções como “Robin Hood”, é nisso que o cinema dominante se transformou – demonstração de estratégia e tática, tanto militar, quanto mercadológica e cinematográfica.
A partir de março de 2009, o veterano comandante conduziu suas tropas com a eficiência costumeira, adquirida na realização de mais de 20 filmes, alguns memoráveis. Ridley Scott “sabe de quantos cavalos dispõem, quantas cabeças tem a mão, quantas câmeras precisa para fazer um plano. Ele é o patrão, e por ter esse comando da infraestrutura, é capaz de criar outros mundos”, declarou Russell Crowe a David Carr, no New York Times. Testemunhos dão conta do grau de empenho de Ridley Scott para assegurar o enquadramento perfeito. Quando uma barcaça de 15 toneladas insistia em aparecer onde não devia, não hesitou em entrar na água e tentar empurrá-la para fora de quadro. Dirigir filmes da dimensão de “Robin Hood”, além de capacidade intelectual e controle emocional, exige esforço físico. O preço pode ser uma prótese no joelho, à qual Ridley Scott está se adaptando.
O personagem do arqueiro real, futuro Robin Hood, é um herói libertário que assume a liderança da luta de Nottingham, submetida à tirania do rei João, irmão mais moço e sucessor de Ricardo Coração de Leão. Em um reino endividado pela gastança nas Cruzadas, cobrar impostos à força é a opção escolhida. Herança maldita, endividamento e massacres são referências explícitas às crises e horrores do nosso tempo, que servem para tentar estabelecer conexões com a sensibilidade contemporânea.
O roteiro de Brian Helgeland, autor entre outros de “Combate pela verdade” e “Sobre meninos e lobos”, a partir da primeira versão de Ethan Reiff and Cyrus Voris, pela qual receberam, em dólares, cifra de sete dígitos, não tem pudor em recorrer a frases feitas do naipe de “reis precisam de súditos, e súditos precisam de reis”; “nunca desisitir” para que “cordeiros se tornem leões”; “desunião traz destruição” e outras que tais. Beijos apaixonados em close coroam as peripécias. No fim do espetáculo de violência no qual “Robin Hood” se compraz, o que predomina é sensação de vazio.

* Eduardo Escorel é cineasta e ensaísta, dirigiu “O Tempo e o Lugar”, escreve sobre cinema para a Revista Piauí. O texto foi retirado no dia 17/05/2010** do blog questões cinematográficas: http://www.revistapiaui.com.br/blog/questoes_cinematograficas/post_115/%E2%80%9CRobin_Hood%E2%80%9D_%E2%80%93_a_ultima_batalha.aspx

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Streming do Dissonante pelo celular

DISSONANTE 

27/07/2009 13:21 Autor: Lehilton é

1. Introdução

O aplicativo Rádio Dissonante é um software que permite transmitir rádio ( streaming ) a partir de um celular para um servidor Icecast2, que é utilizado pelo Projeto Dissonante. O objetivo é aproveitar a tecnologia 3G para permitir fazer rádio em situações e eventos inesperados ou lugares onde um computador com acesso a internet não está disponível.

2. Celulares compatíveis

Celulares de plataforma S60, com pelo menos a terceira edição (n95s, n82, n97, 6120c). Uma lista maior:

http://en.wikipedia.org/wiki/S60_(software_platform)#S60_versions_and_supported_devices .

3. Instalação

Baixe o arquivo Radio_S60_3_X_v_1_0_0.sisx para o seu computador; envie para o celular (por bluetooth, USB...); abra o arquivo pelo celular e siga as instruções.
Uma vez instalado, vá em aplicativos, abra "Radio Dissonante". Clique opções->configurar e digite os dados (para o projeto dissonante o nome de usuário deve ser source e a porta 443). Depois de configurado clique em opções->iniciar.

4. Código-fonte, bugs etc.

Codigo-fonte: Radio.zip .
Bugs conhecidos: Ao tentar iniciar um conexão diferente o programa pode fechar, apenas repita a operação.
Licença: nenhuma (programa usa a biblioteca Lame para codificar mp3).
Correções, observações e sugestões são bem-vindas ao email: lehilton@gmail.com .

Retirado do site do Projeto Dissonante, em 15/01/2009: http://dissonante.org/site/index.php?arquivo=textos&page=0&artigo=22

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes – gincana e Kong Fu*

11/1/2010 - 12:54

Thais,


Finalmente, concordamos. Você tendo detestado, nem pretendia ver. Mas acabei indo, na esperança de que, desta vez, estivessemos de acordo. Sherlock Holmes é mesmo lamentável. Depois das nossas discordâncias sobre Bastardos Inglórios e Avatar, estava preocupado com a possibilidade delas serem um insanável problema de geração.
Com apenas uma semana em cartaz, Lula, o Filho do Brasil foi substituído por Sherlock Holmes no cinema em que assisti os dois filmes. E Avatar, repetindo o sucesso mundial (em 4 semanas, nos Estados Unidos, rendeu US$ 429 milhões), continua firme, ocupando as melhores posições do mercado brasileiro desde o Natal. Agora, com a chegada por aqui de Sherlock Holmes, tudo indica que Lula, o Filho do Brasil irá penar para se manter à tona.
Segundo declaração do distribuidor, Bruno Wainer, ao Globo ( 9/1/10 ), “o problema do filme foi o massacre político que ele recebeu, o que prejudicou seu lançamento”. Tenho minhas dúvidas se essa terá sido a razão do resultado comercial inferior ao esperado. “Massacre político” parece exagerado e seria preciso comprovar que comentaristas e críticos de cinema tem o poder de afastar o público do cinema. Fora isso, desconcertante que o distribuidor considere Lula, o Filho do Brasil um “programa para toda a família”. Estou para ver um adolescente, frequentador de cinema, que tenha interesse pela saga de um retirante nordestino que se torna líder sindical. Parece natural que, entre os dois, Avatar seja o preferido dos jovens. O Joaquim, que achou o filme longo, não é um adolescente padrão.
Até que ponto a imprensa tem ou não influência no fracasso ou sucesso de um filme é questão em aberto. Na verdade, os jornais mais divulgam e informam do que criticam. Ignoram alguns filmes e abrem espaço generoso para outros, usando critérios difíceis de entender. Você viu a primeira página do Segundo Caderno, do Globo de ontem (10/1/10). É toda dedicada, com direito a continuação na página 2, a Nine, filme musical dirigido por Rob Marshall. O autor da matéria, Artur Xexéo, descreve o filme como “…uma sensível homenagem a Federico Fellini e, por extensão, a todo o cinema italiano de 40 anos atrás.” Depois, afirma que é uma idéia original e um “musical-cabeça”, e completa considerando que “os números musicais são tão bons […] quanto os de Chicago. Mas, entre um e outro, resta ao espectador acompanhar a depressão de Guido.” Nos parágrafos finais, informa que o filme foi massacrado pela crítica americana e um fracasso comercial quando estreou nos EUA. Quantos leitores irão ou deixarão de ir ao cinema por terem lido essa matéria? Eu fiquei tentado a ir. Em geral, gosto de filmes depressivos. O que me parece desproporcional é o espaço dedicado ao filme, considerando o que é dito do “musical-cabeça”. Você não acha? Mas, quem somos nós para opinarmos sobre os critérios editoriais do Segundo Caderno? Quando tiver visto Nine, por favor, não deixe de me dizer o que achou.
Voltando ao Sherlock Holmes, “uma gincana de lutas marciais”, nas suas palavras, com as quais concordo inteiramente. Como, então, você explica que seja aplaudido no Globo (8/1/10), tenha chamada na primeira página da Folha de S.Paulo (8/1/10) e meia página da Ilustrada? Rodrigo Fonseca, responsável pelos aplausos, diz que o filme “de Conan Doyle quase nada tem” e que os personagems são gaiatos. Já a Folha reproduz declarações do diretor, Guy Ritchie, dizendo que “sua versão não descaracteriza os personagens nem as histórias originais.” Como ambos parecem ser apreciadores de rinhas, poderiam se enfrentar para dirimir a questão. Ainda na Folha, Ricardo Calil parece não ver incompatibilidade entre a cotação “bom” para Sherlock Holmes, e dizer que é “uma máquina hollywoodiana bem azeitada, eficiente e impessoal. A trama de mistério […] é banal, mas cumpre a função de reapresentar os personagens”. Para mim, se além disso ele ainda considera que o filme carece de substância e estilo, a cotação deveria ser “ruim”.
Quanto ao público, Thais, essa é a grande problemática, como dizia um grande amigo, nascido fora do Brasil, a respeito de outra questão. A julgar pela sessão de sexta-feira (8/1/10), está indo ver Sherlock Holmes e gostando. Nos Estados Unidos, o filme rendeu US$ 165 milhões desde a estréia, e tem tudo, como Avatar, para ter uma boa carreira comercial no Brasil. Como é que você se sente desta vez, não gostando de um filme que agrada à multidão?


Beijo,


Eduardo

* Eduardo Escorel é cineasta e ensaísta, dirigiu “O Tempo e o Lugar”, escreve sobre cinema para a Revista Piauí. O texto foi retirado no dia 12/01/2010 do blog questões cinematográficas: http://www.revistapiaui.com.br/blog/questoes_cinematograficas/post_31/Sherlock_Holmes_%96_gincana_e_Kung_Fu.aspx

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

 

exorcizo pela escrita
no útero da paisagem
o que de mim
em mim mesmo ultrapassa
a parede da fala
o malefício do poemaCachoeira da Moeda 059
prefiro ser vasto em sossego
sem saliência
liso de gravuras
mais que própria pedra de giz

 

joão evangelista rodrigues

poeta, escritor e jornalista

http://vialaxia.blogspot.com/

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Atajo Carajo!*

Um atalho para a Bolívia

Por Carlos Jáuregui e Tiago Capixaba

No vocabulário das agências de turismo, ir a um show do grupo ATAJO não seria exatamente uma “atração obrigatória” para os que visitam La Paz-Bolívia. Porém o programa vale a pena para quem quiser conhecer mais o país para além dos passeios guiados e dos grupos bolivianos que tocam suas “flautinhas” mundo afora. Saibam um pouco mais sobre esse show presenciado por dois viajantes bárbaros em sua passagem pela Bolívia.

 

 

Do estereótipo à diversidade

O Atajo foi fundado em 1996 como um grupo de blues com letras de protesto, mas, desde então, seu som ganhou complexidade e variedade sem perder sua atuação política, que inclui até a participação na campanha de Evo Morales à presidência. Hoje, quem vai ao show do Atajo tem praticamente um paronama geral da atual cena musical boliviana e de algumas demandas sociais desse povo.

Na mesma noite em que se ouvem ritmos tradicionais bolivianos como Morenada, Hayño, Saya e Tonada, também há espaço para sons importados como o blues, o rock, o reggae, a música rancheira mexicana e a copla argentina. Tudo com um ar meio “cult”, mas sem excessos, já que a banda não ignora o ritmo mais ouvido pelas classes humildes do país e desprezado pelos “intelectuais”: a cumbia.

Tanta versatilidade pode levar o internauta a pensar que estamos falando de uma espécie de banda de baile, mas não se trata disso: esse repertório tão variado (de Calcinha Preta à Arrigo Barnabé numa analogia improvisada com o Brasil) é autoral em sua maior parte, com dois ou três covers por show.

Descobertas e decepções

Quem estiver passeando pelo país e for a algum show terá uma amostra bem “honesta” da Bolívia, mas sem uma única nota executada com as famigeradas flautas andinas. Não que elas sejam de mal gosto, mas já estão “obviamente acessíveis” a qualquer visitante.

Acima o clipe da canção “Que la DEA no me vea”, que fala sobre a cultura da coca na Bolivia e se posiciona contra qualquer interesse estadunidense pela erradicação dessa folha e dessa tradição:


 

 

 

 

* retirado em 11/01/10 do site da Revista Caros Amigos no endereço:http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=multimidia&cv=16&cp=&pv=1&pp=1

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