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sexta-feira, 20 de julho de 2012

ZINECÓRNIO no Catarse, confira e garanta a sua!

Enviado por Mayara Pascotto.

Señores, somos a ZINECÓRNIO, uma zine feita por 4 meninaz i muito amor e queremos fazer um rolê teste nessa coisa chamada crowdfunding.

Domingo dia 22 de outubro deste ano de 2012 estaremos lançando no Projeto Pessoal – um evento legal que vai rolar na Penha/SP – a 3ª edição da nossa zine.

http://www.facebook.com/projetopessoal

https://vimeo.com/46015832

Nossa meta é descobrir usando isso aqui se a gente tem cacife e moral nas internerds pra rodar maiz zines pra um público maior, se conseguimos mandar a zine pra fora de SP, quem é o nosso público e o que eles estão dispostos a fazer pra ajudar a gente a continuar tocando esse projeto pra frente.

Vamos rodar a zine na gráfica nesta sexta-feira dia 20 e sábado dia 21, e se conseguirmos essas humildes R$210,00 realidades até sábado e fazer nascer além da triagem que a gente já vai pagar dos nossos humildes cofrinhos de artista 50 ZINES á + PRA TODO MUNDO KRA batemos a meta de enviar pro povo que não mora em SP e já pediu zine antes e o teste de trabalhar com crowdfunding nessa edição e quem sabe nas próximas.

Se a gente não vende nosso peixe ninguem vai vender por noiz né

Brigado pela atenção desde já, e vai curintia

Mayara Pascotto

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Continuando Mais Simples Ainda: Pappas Palace no Embolacha

Voltamos para que você também contribua para esta proposta muito pra lá de boa!
Na onda do crowfunding, o da famigerada vaquinha, nossa amiga Jilli Pop do Pappas Palace lançou-se no Embolacha, um site  de crowfunding só para músicos, confira e colabore!
                                                        
O Projeto

Pensando na complexidade que é hoje o mercado fonográfico, independente da democratização cultural, resolvemos pedir a ajuda de vocês para tornar as possibilidades de materializar nosso sonho - a gravação de nosso primeiro disco - MAIS SIMPLES AINDA.
É, porque se todos vocês ajudarem, vai realmente ser mais simples nossa vida, já que o processo de gravação de nosso novo som poder acontecer...
Com essência genuinamente brasileira MAIS SIMPLES AINDA é um projeto do duo Pappas Palace e vem para aproximar as pessoas do viés espontâneo e sutil que a vida a todos, por princípio maior, propõe.
A nossa ideia é poder registrar nosso primeiro trabalho e circular por aí, levando música, de um jeito simples, como degustação, para todos.
Saídos de uma história musical consistente de 8 anos de estrada vivida com a banda Julia Car, com a qual ganhamos premios e boas críticas, o Pappas Palace nasceu com o intuito de simplificar. Após 2 anos de duo nos divulgando com um ep independente de nome Uma Dose, resolvemos então que já era chegada a hora de lançar um disco.
Com fluidez, este projeto acontece apresentando canções que já estão prontas, pré produzidas e se permitem ser livres ao ponto de percorrer nuances estéticas sonoras variadas formando nossa linguagem.
Pappas Palace diverte e emociona com intensidade quando transita tanto por sua face rocker como por seu viés sutil, onde a música brasileira tem precioso espaço. Do pandeiro à bateria, do piano às programações, do punk ao funck carioca, acontecemos. Com versos abusados e delicados, usamos piano e os samplers para que as palavras componham imagens de significados novos.
É um trabalho para ser degustado! E para que muitos degustem precisamos gravar! Logo, esse é um projeto de gravação de disco, e a ideia é que nos ajudem a fazer dessa empreitada um processo MAIS SIMPLES AINDA.

Gastos do projeto

Produção do disco
Gravação
Mixagem
Masterização
Design
Prensagem
Clipe para divulgação

Biografia do Artista:

Saiba mais sobre Pappas Palace:
Pappas Palace é um corpo orgânico eletrônico coletivo de São Paulo formado pela cantora e compositora JulliPop e pelo cantor, baterista e arranjador Tatá Muniz que faz um interessante trabalho de fusão de elementos do pop, rock e da música eletrônica desde 2009. Já validados pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches, que os colocou como músicos capazes de sinalizar “os rumos muito, muito, muito novos da música das ruas deste novo mundo” esteve nestes dois anos de trabalho por lugares como Sesc Vila Mariana, Sesc Pinheiros. Casa das Caldeiras, Virada Esportiva de Campinas, Programa Todo Seu (Ronnie Vonn), Mtv, Fnac Morumbi, A Obra em Belo Horizonte, Rádio Usp, entre outros.
Com raízes na banda Julia Car, da qual a dupla fez parte, o que importa para os dois neste trabalho é associar diversão e informação. O duo lançou em 2009 o ep Uma Dose, produzido por Guilherme Chiappetta, que tem participações de Clemente Nascimento (Inocentes e Plebe Rude) e Sammliz (Madame Saatan – banda Paraense), com três faixas que prometem eles, ser realmente um meio de experimentar uma dose de seu som. Atualmente, preparam-se para lançar fisicamente MAIS SIMPLES AINDA, disco previsto para 2012, que já tem 5 músicas lançadas virtualmente e um show para circulação.

Saiba mais:

http://www.pappaspalace.com
http://www.youtube.com/user/PappasPalace
http://soundcloud.com/pappas-palace

Autor do projeto:

JulliPop
Artista plástica, arte educadora, cantora e compositora brasileira, 32 anos, caracteriza-se por uma ação poética colada ao desejo, sendo o viés sensorial “pictoresco”, seu movimento. “Busco brincar com o olhar sensível dos corpos do contexto urbano através da poesia, seja ela por meio da cor, da linha, das formas, movimentos, palavras ou melodias… seja ela por provocações pedagógicas ou pictóricas… onde houver possibilidade de visceralidade atuante, lá estarei eu, sempre ou quase sempre, colorida, propondo uma pausa.” diz JulliPop. Imbuída em imprimir poesia aos espaços com os quais tem oportunidade de se encontrar, vem, desde 1997, comprometida com a possibilidade de convidar o outro a experimentar parcelas oníricas na vida. É integrante do duo Pappas Palace, motivo pelo qual resolveu entrar aqui.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mais Simples Ainda: Pappas Palace no Embolacha

Na onda do crowfunding, o da famigerada vaquinha, nossa amiga Jilli Pop do Pappas Palace lançou-se no Embolacha, um site  de crowfunding só para músicos, confira e colabore!
                                                        
O Projeto

Pensando na complexidade que é hoje o mercado fonográfico, independente da democratização cultural, resolvemos pedir a ajuda de vocês para tornar as possibilidades de materializar nosso sonho - a gravação de nosso primeiro disco - MAIS SIMPLES AINDA.
É, porque se todos vocês ajudarem, vai realmente ser mais simples nossa vida, já que o processo de gravação de nosso novo som poder acontecer...
Com essência genuinamente brasileira MAIS SIMPLES AINDA é um projeto do duo Pappas Palace e vem para aproximar as pessoas do viés espontâneo e sutil que a vida a todos, por princípio maior, propõe.
A nossa ideia é poder registrar nosso primeiro trabalho e circular por aí, levando música, de um jeito simples, como degustação, para todos.
Saídos de uma história musical consistente de 8 anos de estrada vivida com a banda Julia Car, com a qual ganhamos premios e boas críticas, o Pappas Palace nasceu com o intuito de simplificar. Após 2 anos de duo nos divulgando com um ep independente de nome Uma Dose, resolvemos então que já era chegada a hora de lançar um disco.
Com fluidez, este projeto acontece apresentando canções que já estão prontas, pré produzidas e se permitem ser livres ao ponto de percorrer nuances estéticas sonoras variadas formando nossa linguagem.
Pappas Palace diverte e emociona com intensidade quando transita tanto por sua face rocker como por seu viés sutil, onde a música brasileira tem precioso espaço. Do pandeiro à bateria, do piano às programações, do punk ao funck carioca, acontecemos. Com versos abusados e delicados, usamos piano e os samplers para que as palavras componham imagens de significados novos.
É um trabalho para ser degustado! E para que muitos degustem precisamos gravar! Logo, esse é um projeto de gravação de disco, e a ideia é que nos ajudem a fazer dessa empreitada um processo MAIS SIMPLES AINDA.

Gastos do projeto

Produção do disco
Gravação
Mixagem
Masterização
Design
Prensagem
Clipe para divulgação

Biografia do Artista:

Saiba mais sobre Pappas Palace:
Pappas Palace é um corpo orgânico eletrônico coletivo de São Paulo formado pela cantora e compositora JulliPop e pelo cantor, baterista e arranjador Tatá Muniz que faz um interessante trabalho de fusão de elementos do pop, rock e da música eletrônica desde 2009. Já validados pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches, que os colocou como músicos capazes de sinalizar “os rumos muito, muito, muito novos da música das ruas deste novo mundo” esteve nestes dois anos de trabalho por lugares como Sesc Vila Mariana, Sesc Pinheiros. Casa das Caldeiras, Virada Esportiva de Campinas, Programa Todo Seu (Ronnie Vonn), Mtv, Fnac Morumbi, A Obra em Belo Horizonte, Rádio Usp, entre outros.
Com raízes na banda Julia Car, da qual a dupla fez parte, o que importa para os dois neste trabalho é associar diversão e informação. O duo lançou em 2009 o ep Uma Dose, produzido por Guilherme Chiappetta, que tem participações de Clemente Nascimento (Inocentes e Plebe Rude) e Sammliz (Madame Saatan – banda Paraense), com três faixas que prometem eles, ser realmente um meio de experimentar uma dose de seu som. Atualmente, preparam-se para lançar fisicamente MAIS SIMPLES AINDA, disco previsto para 2012, que já tem 5 músicas lançadas virtualmente e um show para circulação.

Saiba mais:

http://www.pappaspalace.com
http://www.youtube.com/user/PappasPalace
http://soundcloud.com/pappas-palace

Autor do projeto:

JulliPop
Artista plástica, arte educadora, cantora e compositora brasileira, 32 anos, caracteriza-se por uma ação poética colada ao desejo, sendo o viés sensorial “pictoresco”, seu movimento. “Busco brincar com o olhar sensível dos corpos do contexto urbano através da poesia, seja ela por meio da cor, da linha, das formas, movimentos, palavras ou melodias… seja ela por provocações pedagógicas ou pictóricas… onde houver possibilidade de visceralidade atuante, lá estarei eu, sempre ou quase sempre, colorida, propondo uma pausa.” diz JulliPop. Imbuída em imprimir poesia aos espaços com os quais tem oportunidade de se encontrar, vem, desde 1997, comprometida com a possibilidade de convidar o outro a experimentar parcelas oníricas na vida. É integrante do duo Pappas Palace, motivo pelo qual resolveu entrar aqui.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

2011: o ano em que o Brasil descobriu o coletivo

Retirado do Cultura e Mercado em 25/01/2012 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/crowdfunding/2011-o-ano-em-que-o-brasil-descobriu-o-coletivo/

Por Mônica Herculano

Em 2011 os brasileiros acompanharam um verdadeiro boom das plataformas de financiamento coletivo. Mas não só isso. O “movimento crowd” vem ganhando cada vez mais força no país.Crowdsourcing, crowdfunding (que acaba de ganhar um canal especial aqui no Cultura e Mercado),crowdlearning – entre outros que provavelmente já existem por aí e a gente nem sabe ainda – viraram febre.

E esse interesse veio não apenas de quem tem um projeto bacana e não sabe como colocar em prática, ou não tem um financiador, mas também por aqueles que entendem muito de internet e viram aí uma oportunidade de aproveitar ainda mais (porém nem sempre melhor) o uso da rede mundial de computadores.

“O maior acerto, sem dúvida, foi o foco iniciado pelo Catarse: projetos culturais. O Brasil é um país muito carente de apoio para projetos culturais, e utilizar o crowdfunding como alternativa de financiamento para eles foi excepcional. O maior equívoco foi o estouro de plataformas, embaladas pelo sucesso do Catarse. Muito fundadores simplesmente colocaram suas plataformas no ar sem nenhum planejamento ou visão de mercado. E muitas simplesmente desapareceram”, afirma Rafael Zetti, fundador da ideias.me, considerada pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios como uma das 45 startups que estão mudando a cara da internet brasileira.

Zatti foi o primeiro estrangeiro a entrar no grupo Crowdsortium, que regula o crowdsourcing nos EUA. Para ele, há uma supervalorização do crowd no Brasil e muita coisa vem nascendo apenas na empolgação. “Apesar de muita gente considerar isso bom para o movimento, eu penso o contrário: estamos recém consolidando o modelo crowd no Brasil e ainda não há uma consciência coletiva desenvolvida, a ponto de não nos preocuparmos com o que é lançado”, alerta.

Segundo ele, várias plataformas não conseguiram financiar projetos não pelo projeto ser ruim, mas por falta de conhecimento. “A maioria culpa o movimento (crowdfunding) que não soube entender seu projeto, colocando em descrédito algo que deveria servir como instrumento financeiro para ele.”

Outro alerta é que algumas plataformas não se preocupam com o pós-projeto, quando os donos do projeto devem executá-lo e entregar as recompensas. “O que acontece é que muitas recompensas acabam atrasando demais ou não sendo entregues. Pessoas que não receberam suas recompensas acabam não apoiando outros projetos. Todo mundo perde”, diz Zatti.

Em seu blog, o Crowd o quê?, Zatti listou as plataformas que nasceram (e as que morreram) em 2011.Clique aqui para ver.

Também há uma lista de projetos bem-sucedidos, como é o caso da Banda Mais Bonita da Cidade – que teve seu primeiro CD financiado pelos fãs – e o de Belo Monte – documentário que arrecadou mais de R$ 140 mil, de 3.429 colaboradores.

“Há muito potencial no movimento crowd não apenas para 2012, como também para os anos seguintes. Costumo dizer que recém estamos arranhando a multidão. Há várias ideias de plataformas que conheço que ainda não foram viabilizadas aqui e ainda temos uma enormidade de usuários de internet que ainda não conhecem o crowdsourcing ou crowdfunding. Talvez este seja, inclusive, o maior desafio para 2012: tornar o movimento crowd tão popular quanto é o e-commerce hoje. Tem muita gente boa trabalhando pra isso e, acredito eu, que seja apenas questão de tempo”, afirma Zatti.

Artigo - Para evitar erros por empolgação com o termo, é bom analisar se o seu projeto ou a sua ideia realmente precisam estar em uma plataforma crowd para serem viabilizados. Leia aqui artigo de Rafael Zatti sobre essa questão.

Mônica Herculano http://www.uiadiario.com.br

Mônica Herculano é jornalista e produtora cultural. Diretora de redação de Cultura e Mercado e editora do www.uiadiario.com.br. Twitter: @nicklanis Para mais artigos deste autor clique aqui

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Crowd Economy

Retirado do Cultura e Mercado em 09/12/2011 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/tvcem/crowd-economy/

Por Mônica Herculano

Uma palestra em forma de bate-papo com Reinaldo Pamponet, no programa Empreendedores Criativos.

Pamponet é co-fundador da Eletrocooperativa e respeitado sevirólogo da rede, ou seja, “se vira para vir a ser”, terminologia difundida pela Rede ItsNoon, seu principal empreendimento atual, que articula uma rede de criadores que ganham nas chamadas criativas da rede.

Nessa conversa, ele aborda a nova economia, baseada no ser humano e no poder das redes.

Mônica Herculano http://www.uiadiario.com.br

Mônica Herculano é jornalista e produtora cultural. Diretora de redação de Cultura e Mercado e editora do www.uiadiario.com.br. Twitter: @nicklanis Para mais artigos deste autor clique aqui

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Achados e Perdidos – um excelente projeto de quadrinhos!

Enviado por Cris Fariah do Bonecos Animados.

 

Leia online e ouça a primeira música do primeiro capítulo de Achados e Perdidos AQUI

Gostamos de contar histórias e adoramos fazer isso em quadrinhos. Sabíamos que queríamos fazer quadrinhos e que trabalhávamos bem juntos. Então começamos. É dessa falta absoluta de profundidade que surgiu o Quadrinhos Rasos. Como exercício, passamos a escolher músicas um para o outro com o objetivo de produzir páginas de quadrinhos a partir da letra dessas músicas. É um exercício e é divertido e enquanto for assim vamos continuar fazendo. Não esperávamos que a resposta fosse ser tão boa, colocamos online porque queríamos nos obrigar a postar e a manter os prazos. Cada um faz uma página por semana e é isso.

Enquanto produzimos as páginas do Quadrinhos Rasos, continuamos produzindo nossos projetos de quadrinhos, e a prática regular, como esperado, tem nos feito muito bem. Um desses projetos, que começamos em 2007 ganhou mais corpo e mais consistência e resolvemos que era hora de realizá-lo – decidimos fazer isso a tempo para o lançamento no 7° FIQ – O Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Acreditamos que esse projeto deva ser lançado por um selo de quadrinhos que represente tudo que a gente acredita em relação a essa forma de entretenimento – a começar pelo fato de acreditarmos que é, de fato, entretenimento – e fazemos na esperança de que o tanto que nos divertimos fazendo possa se transformar na diversão de quem lê. Daí surgiu a ideia de que o Quadrinhos Rasos pudesse se tornar essa plataforma de publicação, porque nada representa melhor o que a gente faz do que isso.

O projeto é um álbum em quadrinhos – a quem goste de chamar de Graphic Novel, mas preferimos chamar de álbum, livro, gibi ou revistinha mesmo. Ele terá 212 páginas entre quadrinhos e extras de produção. Achados e Perdidos é sobre um garoto que acorda um dia e tem um buraco negro na barriga. A relação com a música que atraiu tanta gente até o Quadrinhos Rasos foi mantida, mas dessa vez de outra forma. É um quadrinho com trilha sonora. Ele virá com um cd encartado para todo mundo poder ler com calma, escutando as músicas que estão sendo compostas exclusivamente para isso. Para cuidar da música, chamamos o Bruno Ito, um grande amigo, e um músico excepcional. Ele está compondo algumas das coisas mais lindas que já ouvimos. É inacreditável.

É essa sucessão de incredulidades que tem nos incentivado a acreditar cada vez mais em tudo que fazemos. Resolvemos criar quadrinhos porque é isso que a gente faz, e é como trabalhamos melhor juntos. Quando colocamos isso na internet para todo mundo ver… Bem, muita gente veio ver e comentou, e conversou e opinou e não dá nem para começar a agradecer todas essas pessoas. E agora, bem, nossa presunção faz com que acreditemos que estamos caminhando onde deveríamos caminhar e que o próximo passo é esse. Queremos nos aventurar na realização dos nossos projetos e acreditamos que a melhor maneira de fazer isso é a partir das pessoas que querem ver o projeto acontecer tanto quanto a gente. Porque afinal de contas, são as pessoas que escolhem com o que se divertir e não nós que escolhemos por elas. O que podemos fazer é torcer para que aquilo que nos diverte, entretenha vocês também. Para a impressão do álbum e gravação dos CD’s precisamos de R25.000,00 (vinte e cinco mil reais) que são os custos exatos de produção. E precisamos disso até o dia 10 de outubro pra podermos ter tempo de imprimir tudo! Obrigado pelo apoio!… a gente ama vocês.

Achados e Perdidos from Quadrinhos Rasos on Vimeo.

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sábado, 25 de junho de 2011

Catarse

Retirado do Digestivo Cultural em 25/06/2011 do endereço:

http://www.digestivocultural.com/entrevistas/entrevista.asp?codigo=45&titulo=Catarse

Por Vicente Escudero

Luís Otávio Ribeiro, Daniel Weinmann e Diego Reeberg, fundadores do Catarse

Segundo a Wikipedia, crowd funding (também conhecido por crowd financing, crowd sourced capital, ou street performer protocol) representa a cooperação coletiva por uma rede de pessoas que investem recursos e dinheiro, normalmente pela internet, para patrocinar iniciativas atendendo a diversas finalidades, como o auxílio a vítimas de desastres, patrocínio de iniciativas de jornalismo-cidadão, softwares livres e até campanhas políticas.

No Brasil, a iniciativa do crowd funding na internet ainda é incipiente e são poucos os exemplos de projetos que comprovam a eficácia do sistema. Buscando mudar este panorama, um grupo de amigos fundou o primeiro site de crowd funding nacional focado no empreendedorismo cultural, o Catarse. Luís Otávio Ribeiro, Daniel Weinmann, Diego Reeberg, fundadores da empresa, contam um pouco da história do site, as dificuldades enfrentadas pela distância separando os envolvidos no projeto e dão dicas aos leitores que pretendem ter seus projetos aprovados pela curadoria do Catarse para captar recursos através da audiência do site.

1. O Catarse não é trabalho de uma pessoa só, certo? Quem são os criadores do site e como vocês se conheceram?

Diego ― Criadores do site são 3: eu, o Luís e o Daniel. Eu e o Luís nos conhecemos há 3 anos, somos colegas da mesma turma no curso de administração da FGV em São Paulo. A gente começará a cursar agora em agosto o último ano da faculdade. O Daniel, a gente conheceu por um contato em comum (Rafael Zatti, fundador do site ideias.me, plataforma de crowdsourcing). Eu havia conversado um dia, no final de setembro com o Rafael, via Skype, já que ele mora em Santa Maria, RS, sobre crowdfunding e crowdsourcing (ele, na época, blogava sobre o tema).

Nessa conversa falei pra ele que estávamos trabalhando pra trazer o modelo do Kickstarter para o Brasil. Poucos dias depois disso, houve um evento de empreendedores em Porto Alegre (o Daniel é de lá) onde o Rafael foi. Lá, eles se conheceram e o Daniel comentou sobre o interesse dele em crowdfunding para o Rafael, que acabou falando sobre a gente. Uma semana depois falei com o Daniel pelo Skype, três semanas depois a gente era sócio e, mais adiante (na primeira semana de novembro), começamos a trabalhar no Catarse.

Daniel ― Vale lembrar que hoje a equipe é formada por 6 pessoas. Em abril deste ano anunciamos a fusão com outra plataforma decrowdfunding, a Multidão. Então, o Catarse e a Multidão, agora, formam o Grupo Comum e tem como integrantes, além de nós três, o Rodrigo Maia, Thiago Maia e Pedro Struchiner (do Multidão).

2. O crowdfunding na internet brasileira ainda está em processo de amadurecimento. Qual o diferencial que vocês oferecem no Catarse para os criadores dos projetos em comparação com outros sites, como o Vakinha? E aos colaboradores?

Diego ― Primeiramente, em relação ao Vakinha, é o foco: O Catarse trabalha estritamente com projetos criativos, enquanto o Vakinha pode servir para angariar fundos para uma festa de casamento ou pra compra de um produto. Daí temos que os usuários do Catarse já sabem que tipos de projetos encontrarão no site.

O Vakinha também é um site fundado na ideia de que a arrecadação do dinheiro será praticamente toda proveniente de amigos e conhecidos. Por mais que, no Catarse, a maioria do valor venha dessa rede, muitas pessoas desconhecidas (dos donos do projeto) também acabarão apoiando.

O Catarse assume uma função de "vitrine de bons projetos criativos" que facilita a vida dos apoiadores de um lado, e dá destaque para os autores do projeto de outro. Como nós fazermos a curadoria dos projetos, geramos maior credibilidade para quem for apoiar (pois o projeto precisou passar por uma seleção para estar no site).

Luís ― Mas, lógico, essas diferenças são apenas em relação ao Vakinha. Depois que lançamos, surgiram alguns outros sites de crowdfunding com a proposta como a nossa (como a do Kickstarter, na verdade).

Acho que o grande diferencial é a qualidade e quantidade dos projetos e a comunidade que se relaciona com o site. Por termos bem mais projetos (e também mais projetos bem-sucedidos) do que outras iniciativas, o site tem uma base de usuários grande, já recebeu um volume de financiamento para os projetos bem maior que os outros sites e cresce em um ritmo acelerado. De qualquer forma, pra isso ter acontecido, acho que a curadoria tem um grande peso. Nós já recebemos mais de 400 projetos, mas apenas 41 entraram no site.

3. A influência do Kickstarter está muito presente no Catarse. Vocês também buscaram outras fontes para o modelo de negócio do crowdfunding, mesmo ainda não existindo um conceito para determinar os limites do que seria o "crowdfunding"...?

Diego ― O Kickstarter realmente foi a grande inspiração. A gente discutiu outros modelos, como o do IndieGoGo (que, por sinal, foi lançado antes do Kickstarster), que tem um modelo mais aberto, onde qualquer projeto pode entrar no ar, não há curadoria. O Ulule, site francês, que agora também existe no Brasil, também foi uma grande inspiração. E o Queremos, que produz shows no Rio de Janeiro utilizando o crowdfunding como ferramenta, também está presente nas discussões sobre modelo de negócios porque alia o investimento de pessoas físicas com o apoio de empresas.

4. O que um projeto deve conter para ser financiado pelo público através do Catarse? O processo de seleção tem critérios rígidos ou vocês aceitam projetos de todas as áreas?

Diego ― A gente aceita projetos de várias áreas, mas isso não faz com que o processo seja menos rígido. As três grandes áreas que trabalhamos são de projetos empreendedores, culturais e jornalísticos. Dentro disso, aceitamos projetos de artes plásticas, circo, dança, filmes, fotografia, música, teatro, etc. ― e também para projetos criativos que surjam em campos como alimentação, design, moda, tecnologia, jogos e quadrinhos.

Luís ― Para entrar no nosso processo de seleção, o primeiro passo é ver se o projeto está de acordo com as nossas diretrizes, ou seja: a) tem que ser um projeto finito; b) tem que haver recompensas associadas ao projeto; c) não podem ser causas de caridade. Outro ponto bem importante é conversar com o dono do projeto para conhecer a sua trajetória. A gente também tenta entender como a pessoa moverá sua comunidade (através das mídias sociais ou em contatos off-line) e como fará com que pessoas resolvam contribuir para os projetos. E, por fim, tem também a parte subjetiva, que está mais ligada à qualidade do projeto em si e tem a ver com o nosso gosto para coisas criativas.

Pode-se dizer que os projetos no Catarse são, em grande parte, um reflexo do gosto artístico dos seus sócios (e isso ajuda a gente a manter uma originalidade, já que outras plataformas não conseguirão copiar o nosso gosto).

Daniel ― Alguns pontos importantes sobre o que um projeto deve contar pra conseguir o financiamento: a) o principal, de longe, é o autor do projeto ter paixão por ele. Aí ele vai ter energia suficiente e capacidade para motivar pessoas a apoiarem sua causa; b) transparência e demonstrar habilidade e capacidade para executar o projeto são pontos bem importantes também; c) já ter uma rede estabelecida de pessoas que admiram o seu trabalho.

É bem provável que mais de 50% do que for arrecadado virá de contatos do autor do projeto, logo, se ele não tiver previamente uma rede de contatos que poderão ajudar ele nesse processo, vai ficar bem difícil de ele criá-la durante a campanha; d) saber se comunicar através das mídias sociais, dialogar com pessoas interessadas, divulgar o projeto para as pessoas certas é fundamental; e) elaborar recompensas únicas (difíceis de conseguir de outra forma); f) fazer um vídeo matador (curto, que explique o porquê ―razões e emoções― de você querer realizar aquele projeto).

Enfim, todo autor de projeto tem que se vestir de empreendedor, mesmo que cultural, para conseguir fazer um projeto de crowdfunding acontecer. O site ajuda (principalmente na organização dos pagamentos, em gerar credibilidade), mas o autor do projeto é o grande responsável por concretizá-lo.

5. O Catarse já está no ar faz algum tempo. Quais os erros mais comuns cometidos pelos projetos que não são aprovados para veiculação no site?

Luís ― Achar que pessoas desconhecidas vão contribuir com o projeto logo de cara. Primeiramente, o autor do projeto tem que trazer gente que já confia nele ou no seu trabalho para apoiar o projeto. Para um desconhecido, é muito mais fácil apoiar um projeto depois que 40 ou 50 pessoas já contribuíram.

Daniel ― Nesse mesmo ponto, algo a ressaltar é que, não necessariamente, a campanha deve começar no dia em que o projeto for ao ar. Se o projeto não possui Twitter, página no Facebook, talvez valha a pena ele começar isso 1 ou 2 meses antes do projeto ir pro ar, pra criar um público interessado naquela causa. A afobação em colocar um projeto no ar e captar dinheiro logo em seguida não é algo bom.

Fazer um bom vídeo também é um diferencial. Geralmente os projetos que ficam em destaque no site são aqueles que possuem uma boa qualidade do vídeo (sabemos isso porque são projetos que viram referência para nós e para outros futuros projetos). Percebemos que é um diferencial o projeto estar em destaque no site e que a maioria dos projetos que não foram bem-sucedidos não tinham vídeos maravilhosos.

Diego ― colocar mais de um projeto do mesmo autor no ar ao mesmo tempo também é algo que agora nos parece negativo. Isso aconteceu com um autor, onde os projetos ficaram basicamente pelo mesmo período no site. Por mais que os projetos não fossem estritamente iguais, é possível que algumas pessoas da rede dele tenham resolvido apoiar só um dos dois projetos, sendo que o dinheiro acabou repartido para os dois e nenhum foi financiado. Agora, nós não autorizamos que um autor coloque dois projetos ao mesmo tempo no site.

6. Vocês analisam a adequação dos valores solicitados com o gasto estimado do projeto? Existe alguma exigência ou orientação neste sentido para os candidatos?

Luís ― Quando há uma discrepância muito grande entre o valor pedido e o que a pessoa está se propondo a fazer, a gente interfere. Existe uma orientação. Escrevemos um post para quem pretende colocar um projeto no site, para que a pessoa verifique se estimou todos os custos do que precisa captar.

Diego ― A gente também barra o projeto que requer um valor muito alto e que seria inviável para financiar via crowdfunding atualmente (já que o mercado ainda é pequeno). Ainda mais se o dono do projeto não tiver uma rede muito grande para financiar o seu projeto.

7. O colaborador pode acompanhar no Catarse o andamento dos projetos que foram bem-sucedidos na arrecadação de fundos?

Diego ― O autor do projeto tem um espaço de atualizações (que funciona como um blog) onde ele pode postar novidades sobre o andamento dos projetos. Mas existem autores que preferem continuar essa comunicação via e-mail. É uma escolha deles. A gente não exige nada, mas estimula que esses canais de comunicação sejam utilizados, já que os apoiadores do projeto são pessoas importantíssimas não só por terem financiado aquele trabalho, mas por ajudarem na divulgação dele. E, lógico, também é uma grande satisfação para quem apoiou um projeto saber que ele está acontecendo de verdade.

Um exemplo bacana é a forma que o Ajude um Repórter, projeto financiado pelo Catarse, utiliza essa ferramenta para se comunicar sobre as recompensas, com seus apoiadores.

8. Há alguns meses, Francis Ford Coppola deu uma entrevista ao site 99 percent dizendo: "Talvez os estudantes estejam certos. Deveria ser legal o download de músicas e filmes. Eu sei que vou ser fuzilado por dizer isso. Mas quem disse que arte deve custar dinheiro? Consequentemente, quem disse que artistas devem ganhar dinheiro com a arte?". Qual a posição de vocês, do Catarse, quanto a esta questão da distribuição pela internet de conteúdo protegido por direitos autorais? O Coppola estaria exagerando só porque consegue viver há muito tempo do lucro de uma vinícola em vez do que poderia conseguir com o cinema?

Diego ― Somos a favor de que, se o artista achar que seu trabalho deve ser protegido por direito autoral, ele deve ter essa opção. Acredito que não deva haver ninguém obrigando a dizer que um lado é certo e que o outro é errado. Mesmo assim, a gente acredita que é muito mais inteligente o artista distribuir de graça o conteúdo do seu trabalho, e ser remunerado por serviços. Uma banda que disponibiliza seus CDs de graça na internet, mas ganha dinheiro lotando casa de shows talvez seja o modelo ideal. E isso não é de hoje, né? O The Greatful Dead fez isso durante 30 anos.

Daniel ― Aliás, a gente não só acredita nisso como aplica na prática. O próprio software do Catarse é open source. Após o site ter sido desenvolvido, disponibilizamos ele para que qualquer pessoa no mundo possa desenvolver seu próprio site de crowdfunding. Pode parecer contraproducente, liberar de graça um trabalho de alguns meses que os concorrentes podem usar. Mas consideramos que isso seja mais do que benéfico. Em vez de nos preocuparmos com os concorrentes, tem agora um monte de gente boa mundo afora ajudando a construir um software ainda melhor. E o Catarse passou a ser conhecido internacionalmente por essa iniciativa pioneira.

9. A discussão do momento é a Lei Rouanet. Com a controvérsia sobre a tentativa de aprovação de fundos para o blog da Maria Bethânia, se algum artista consagrado aparecer com um projeto para o Catarse, vai ser aprovado para contribuições dos visitantes?

Luís ― Desde que o projeto passe pela nossa curadoria, sim, sem problemas. O objetivo do Catarse é que mais projetos possam acontecer de forma independente. E o dinheiro aqui não está sendo deslocado do governo, mas sim de pessoas que querem ver aquele projeto acontecer e de interagir com ele, independentemente de o autor do projeto ser alguém consagrado nacionalmente ou não. Pode ser que o artista queira realizar um projeto de uma maneira mais independente ou também que ele queira ter um vínculo mais direto com o público, duas boas razões para ele colocar um projeto para captação via crowdfunding.

10. Para terminar... Financiamento público ou privado para a cultura? Vocês acreditam que o Estado deve interferir patrocinando qualquer artista? É justo que num País onde se formam tantos analfabetos funcionais todo ano, o Estado abra mão de parte dos tributos para pagar cachês milionários, muitas vezes para quem já ficou rico com a música, cinema e afins?

Luís ― A gente acredita que um Estado menos intervencionista é melhor não só para a cultura como para toda economia. E, assim sendo, que o investimento seja mais bem pensado, o que pra mim seria fomentar atividades que gerem projetos artísticos sustentáveis (que não fiquem necessitando de financiamento público eternamente).

Daniel ― Pra mim parece muito mais interessante que as pessoas possam definir o que deve ser financiado ou não. Acho que a diversidade de trabalhos que seriam executados dessa forma seria interessantíssima. E também vejo isso muito alinhado com um movimento de empreendedorismo no setor cultural que vem emergindo nos últimos anos, o que é importante. E as plataformas de crowdfunding são ótimas ferramentas para colaborar com isso.

Luís ― É incrível ver que alguns projetos no Catarse aconteceram porque várias pessoas ficaram encantadas por uma história, um trabalho, e se dispuseram a apoiá-lo financeiramente. Incentivar esse tipo de iniciativa nos parece mais democrático, transparente e ainda gera um valor maior pra todo mundo.

Para ir além

Catarse

Vicente Escudero

Campinas, 6/6/2011

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