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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Notícias do Coral das Lavadeiras e Carlos Farias

Enviado pelo amigo Carlos Farias.

Estamos por aqui curiosos pelo conteúdo, pois a capa está maravilhosa!

Parabéns ao Coral das Lavadeiras e ao Carlos Farias, que simbolizam a força destes nossos vales!

1 - Disco novo na praça

discos 2Finalmente ficou pronto neste mês de novembro o terceiro disco da parceria entre Carlos Farias e o Coral das Lavadeiras de Almenara. O novo CD chama-se “Devoção” e contêm treze faixas, nove delas fruto de pesquisas realizadas por Carlos Farias nos vales do Jequitinhonha e Mucuri.  O sincretismo afro católico, com influências indígenas, está bem presente nas canções, que tratam de temas ligados a água, aos santos, caboclos e Orixás. De uma forma lúdica e respeitosa, o disco é um convite a um mergulho no sagrado, no respeito à biodiversidade e aos conhecimentos ancestrais, tão bem expressos na faixa “Rezando com Tereza”. As canções compostas especialmente para o disco seguem a mesma temática: “Estiagem”, composta e interpretada pela lavadeira Juracy Lima da Silva; “Lavadeiras do Jequitinhonha”, da parceria entre João Bá, Celso Freire e Nádia Campos; “Mãezinha foi pro riacho” (de Sanráh e Bruno Lopes) e “Águas de Almenara”, de Ziolita Almeida e Ulisses Abreu. Os arranjos são assinados por Carlos Farias e pelo pianista Zé Geraldo, que incluíram o som desse maravilhoso instrumento em várias faixas. Os outros músicos participantes são Carlinhos Ferreira (percussão), Ivan Virgílio (flauta e sax soprano), Pedro Gomes (baixo), Sanráh, Carlos Farias e Eustáquio Magal (violões). Capa e encarte trazem todas as letras, ficha técnica, textos de apresentação em português, inglês e espanhol, fotos e logomarcas. Aliás, as fotos da capa são um show à parte: elas foram tiradas de duas esculturas  – uma lavadeirinha e o bonequinho representando Carlos Farias – feitas pela professora Isa Saraiva Teatini e alunos da Escola Municipal José Madureira Horta, de Belo Horizonte, que há alguns anos vem estudando e pesquisando a obra dos artistas do Vale do Jequitinhonha.  A maioria das fotos é do Luã Raoni e o projeto gráfico é assinado por Neilton Lima. A direção artística do coral é de Beatriz Farias. Uma emenda parlamentar do deputado estadual André Quintão destinou a maior dos recursos que possibilitaram a produção desse importante disco. As lavadeiras e a cultura de Minas agradecem.

Contatos para shows, palestras e aquisição dos discos:

(31) 9943-3414/ 9377-7530 / epovaleeventos@yahoo.com.br

2 – Caravana Cultural aguarda recursos

Carlos e lavadeiras no Jequitinhonha - foto Luã RaoniO cantor e compositor Carlos Farias aguarda a liberação de recursos da Petrobras para colocar na estrada o projeto “Caravana Musical – Cidadania pela Arte”. Aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o projeto levará espetáculos musicais, palestras e oficinas com o Coral das Lavadeiras, Carlos Farias e artistas convidados a vários municípios mineiros. Haverá reedição do celebrado Cd-livro “Aqua – a música das Lavadeiras do Jequitinhonha”, que será lançado durante a turnê, juntamente com o novíssimo “Devoção”.

3 - Intercâmbio feminino: lavadeiras de Almenara receberam mulheres itaobienses

No dia 27 de outubro a Associação Comunitária das Lavadeiras de Almenara recebeu o GRUFEMI – Grupo Feminino Itaobiense, para uma confraternização cultural, no Rotary Clube de Almenara. De acordo com Nina Costa, o Grufemi está completando 20 anos de atividades e busca a emancipação social da mulher itaobinense, através de práticas artísticas e culturais. “Reconhecemos a importância do Coral das Lavadeiras no cenário brasileiro e gostaríamos de conhecer de perto o trabalho dessas mulheres, mas acima de tudo, conhecer a história de vida delas”, afirmou Nina. A comitiva de Itaobim, formada por quarenta mulheres, incluindo crianças, foi recebida festivamente pelas lavadeiras. Foi uma tarde agradável, de muita conversa, brincadeiras e trocas de informações artísticas e culturais. Para Carlos Farias, coordenador do Coral, o intercâmbio é uma forma de promover a cidadania e a inclusão através da arte. Com o projeto “Caravana Musical” será possível promover encontros semelhantes em outras cidades de Minas.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Adiamento do Festival Boca do Sertão

Atualizado em 20/08/13 às 21:27

É com grande pesar que trazemos a notícia do adiamento do Festival Boca do Sertão que seria realizado em Carlos Chagas.

A informação que nos foi transmitida primeiramente dizia do adiamento, a data prevista é 26 de setembro.

Segundo a página oficial do evento:

“Infelizmente em função de questões procedimentais junto a legislação que regula as contratações pelos municípios, não sera possível,realizarmos o Festival Boca do Sertão na data prevista, o fator primordial para esse entrave é porque nosso Município encontra se sem a presença de um Procurador Jurídico, isto porque a pouco mais de dez dias o tal procurador foi exonerado pelo Senhor Prefeito, portanto sem a participação de um procurador geral não é possível contratar ninguém em razão da lei de contratações exigir um parecer jurídico assinado pelo Procurador, no entanto a Prefeitura sinaliza no sentido de solucionar esse problema dentro em breve, assim esperamos, temos uma data prevista para o Festival acontecer que seria no fim do mês de Setembro deste ano.Em breve teremos uma data definitiva”.

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lavadeiras do Jequitinhonha–Projeto Cantos de Trabalho

 

Enviado pelo grande amigo Carlos Farias

Este documentário mostra a história do Coral das Lavadeiras de Almenara, narrada por elas mesmas.

Entre canções e depoimentos, elas mostram porque o grupo se tornou um dos mais importantes e expressivos do Brasil.

O psicólogo e compositor Carlos Farias, mentor e coordenador do coral, faz intervenções inteligentes e carinhosas sobre as lavadeiras-cantoras (EPOVALE).

Produção do SESC-TV para a série Coleções – Canto de trabalho.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Carlos Farias convida: "Cantigas e histórias no São Francisco – cidadania pela arte”

Enviado por Carlos Farias

"Cantigas e histórias no São Francisco – cidadania pela arte”

O cantor e psicólogo Carlos Farias foi um dos artistas selecionados pela Funarte/Ministério da Cultura para realizar ações artísticas e culturais em cidades do Norte de Minas, dentro do Edital Microprojetos Rio São Francisco. Eis o roteiro escolhido por ele:

1 - BONITO DE MINAS – 27/11/12 - Terça-feira – 19 horas

Local: Escola Estadual Henrique de Matos

2 - JANUÁRIA – 28/11/12 - quarta-feira – 08:00 horas

Local: Instituto Federal de Educação do Norte de Minas Gerais (IFNMG)

3- JANUÁRIA – 29/11/12 – quinta-feira – 08:00 horas

Local: Fundação Caio Martins

4 – PEDRAS DE MARIA DA CRUZ - 29/11/12 – quinta-feira, 19h30

Local: Escola Estadual de Pedras de Maria da Cruz

Participação especial de alunos e artistas locais.

Natural de Machacalís – MG, Carlos Farias é um artista comprometido com a preservação e divulgação da cultura popular dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. Dentre as suas ações, destaca-se a criação do Coral das Lavadeiras de Almenara, com o qual vem alcançando reconhecimento nacional e internacional.

Agradecimentos: alunos, professores e diretores das escolas participantes; artistas locais, poetas Marli Fróes, Laís Evelyne e Luã Raoni (assistente de produção).

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Artistas de Roraima e Minas Gerais fazem uma mistura de ritmos

Enviado por Carlos Farias e retirado do Folha Web em 10/02/12 do endereço:

http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=124024

Foto: Raynere Ferreira

Eliakin Rufino e o mineiro Carlos Farias se apresentam na noite de sexta-feira, no Palácio da Cultura

Por NEIDIANA OLIVEIRA

neidiana@folhabv.com.br

Uma mistura nortista que envolve a boa música brasileira junto com a cultura que, por mais que esteja afastada territorialmente, se converge com a tradição de conservar a natureza, os aspectos sociais e o romantismo das canções. Assim será o show Roraiminas, realizado no próximo dia 10, no Palácio da Cultura, na Praça do Centro Cívico, às 21h.

Como protagonistas do evento estarão os regionalistas Eliakin Rufino, roraimense nato, e Carlos Farias, mineiro de Machacalís. Roraiminas será a culminância de dois trabalhos que, apesar de serem produzidos em estados diferentes, possuem um mesmo caminho, ideal e pensamento, que é o de divulgar a cultura regional.

Com um estilo shot-reggae, samba de roda e chulas de terreiros, o cantor, compositor, produtor cultural e criador do conhecido Coral das Lavadeiras, Carlos Farias, mostrará seu estilo musical. “Vamos celebrar este encontro artístico, regional e de conhecimento, pois será uma forma de entretenimento cultural. Cada um vai mostrar seu trabalho e suas singularidades que, juntas, formam um caldo folclórico regionalista”, destacou o músico.

Oriundo de uma das regiões mais belas e potencialmente ricas de Minas Gerais, o Vale do Jequitinhonha, Farias veio a Roraima disseminar o ritmo de sua terra e conhecer o trabalho do renomado artista regional Eliakin Rufino. “O público vai conferir um conjunto de canções autorais, regravações e inéditas que farão parte do show”, ressaltou.

Roraiminas é uma iniciativa própria dos artistas, que busca a valorização cultural, social e ambiental, por meio de canções que trabalham os diversos aspectos da sociedade. A cultura popular estará em destaque nas canções que priorizam o negro, o índio e todo o contexto regional.

“Nos conhecemos via internet, por termos um amiga em comum. Nisso vimos que, apesar da distância territorial, nosso trabalho artístico era semelhante, tendo em evidência a divulgação da cultura regional”, declarou o escritor, poeta, músico e produtor cultural Eliakin Rufino.

Com o ritmos caribenhos, músicas do Movimento Roraimeira, letras regionalistas e a mistura da música brasileira, Rufino acrescentará seu trabalho ao evento. Para ele, esta é uma ponte que liga o Norte de Minas ao Norte do Brasil, com o intuito de envolver costumes, tradições, religiosidade e a arte local.

“Buscamos trabalhar músicas com temáticas amazônicas que está totalmente ligado a nossa realidade. Enquanto as canções de Carlos Farias, que surgem por meio de pesquisas, destacam os aspectos folclóricos, sociais e típicos da região de Jequitinhonha. Então o show nada mais é que uma mistura de ritmos”, complementou.

Eliakin Rufino comentou que o público será contagiado pelas culturas mineira e local, tendo como foco a valorização social dos povos que, independente de que nação seja, são essenciais na propagação de sua arte. Durante o show os CDs dos artistas estarão à venda.

Roraiminas acontecerá na próxima sexta-feira, 10, no Palácio da Cultura, às 21h. Os ingressos custam R$ 10,00 a inteira e R$ 5,00 a meia, para estudantes e idosos, e podem ser adquiridos na bilheteria do local do evento.

QUEM É CARLOS FARIAS

Cantor, compositor e produtor cultural, Carlos Farias nasceu em Machacalís, em Minas Gerais, ao lado da aldeia dos índios Maxakali. No período de 1985 a 1994, trabalhou na implantação e supervisão de projetos sociais/comunitários, mantidos pelo Governo Federal, em toda a micro-região do Médio e Baixo Jequitinhonha.

Paralelamente a estes trabalhos, participou de festivais, desenvolveu pesquisas etnomusicais e contribuiu decisivamente na criação do Coral das Lavadeiras, na cidade de Almenara, em 1991. Atua como regente e coordenador do coral, sendo co-responsável pela projeção alcançada pelo grupo, em todo o país.

Quanto à inspiração, Carlos Farias contou que o maior destaque vai para as questões ambientais, rios, verde e belezas naturais, além de aspectos de inclusão social, que hoje ainda é escasso na sociedade, e o amor, que retrata os encontros e desencontros do cotidiano.

PROJETO CORAL DAS LAVADEIRAS - As lavadeiras do Vale do Jequitinhonha, região do nordeste de Minas Gerais, são guardiãs de antigas canções, que envolvem batuques, sambas, afoxés, frevos, rodas, modinhas e toadas, cuja origem já se perdeu na memória do tempo. São músicas de trabalho, lúdicos e de louvor, de influência africana, indígena e portuguesa, que revelam a mistura étnica que originou a rica música popular brasileira.

A história do Coral das Lavadeiras começou em 1991, a partir da construção de uma lavanderia comunitária no bairro São Pedro, em Almenara, pelo ex-prefeito Roberto Magno. Incentivadas por Carlos Farias, elas passaram a cantar em grupo e criaram a Associação Comunitária das Lavadeiras de Almenara (ASLA), reunindo mais de 50 mulheres. O trabalho teve repercussão e começou a participar de festivais em diversas cidades brasileiras.

Em outubro de 1999, as lavadeiras tiveram a primeira experiência em estúdio ao participarem da gravação de um CD coletivo, em Teófilo Otoni, juntamente com outros grupos culturais do Vale do Jequitinhonha. Esse disco chama-se "Por Cima das Aroeiras" e ficou pronto no ano 2000.

Em 2002, com o lançamento do CD-Livro “Batukim Brasileiro – O Canto das Lavadeiras”, terceiro álbum de Carlos Farias, reunindo uma parte do repertório pesquisado, a música das lavadeiras cruzou as fronteiras do país e chegou à Europa, participando assim do 3º Festival de Arte, Criatividade e Recreação (FACR), realizado na Ilha da Madeira, em Portugal.

Atualmente, cerca de 39 mulheres ganham o seu sustento lavando roupas na lavanderia comunitária, em Almenara. Uma dezena delas participa do coral, que vem sendo considerado parte integrante do patrimônio cultural imaterial do Vale de Jequitinhonha.

QUEM É ELIAKIN RUFINO

Nascido em 27 de maio de 1956, em Roraima, Eliakin Rufino se mantém em sua terra natal até hoje, salvo breves períodos de estudo e trabalho fora do Estado. Escritor, poeta, músico, cantor, compositor, filósofo, produtor cultural, professor e jornalista, foi um dos fundadores do movimento cultural Roraimeira, que teve início na década de 80 e durou cerca de 16 anos.

Com a proposta de colocar em destaque a identidade cultural roraimense, por meio da produção de uma arte referenciada pelos elementos da vida e das paisagens locais, surgiu o movimento cultural Roraimeira, tendo como componentes principais: Eliakin Rufino, Neuber Uchoa e Zeca Preto.

Ao longo de sua carreira histórica no Estado, produziu oito livros de poesia, lançou quatro CDs solo e três coletivos, compartilhados com os companheiros do Movimento Roraimeira. E continua sua trajetória artística cantando e encantando o público, por meio de sua profunda observação do mundo e transferindo esta sensação.

Questionado sobre o que o inspira nas composições, Eliakin Rufino afirmou que, assim como o artista mineiro Carlos Farias, seus embasamentos estão sempre ligados ao meio ambiente, destacando a riqueza da região, a carência na inclusão social, ou seja, tudo o que se refere ao índio, negro e as minorias, e a valorização da cultura regional.

Em sua trajetória tem vários livros publicados, entre eles: Pássaros Ariscos (1984), Poemas (1987), Escola de Poesia (1990), Brincadeira (1991), Poeta de água doce (1993), Versão Poética do Estatuto da Criança e do Adolescente (1995) e Poesia para ler na cama (1997). Tem também poemas publicados em antologias e sites de poesia nacionais e internacionais.

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