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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Fórum de Políticas Culturais em Fronteira dos Vales

Por Bruno Bento

Nesta última terça-feira, a Prefeitura Municipal de Fronteira dos Vales por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realizou no Espaço Cultural Poeta Gonzaga Medeiros, o Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais, um encontro que reuniu gestores, produtores, agentes, secretarias de cultura e entidades de 12 cidades dos vales do Mucuri e Jequitinhonha.

Foram convidados a assessora da Representação do Ministério da Cultura em Minas Gerais, Cláudia Houara e os consultores Aderbal de Andrade e Alysson Amaral. Cláudia apresentou as ações do Ministério da Cultura e da Representação em Minas Gerais e as possibilidades para as regiões no que se refere às políticas para a cultura, projetos, programas e ações. Amaral apresentou o Sistema Nacional de Cultura-SNC e o desafio para a implantação dos Sistemas Municipais de Cultura e respectiva adesão dos municípios ao SNC. Já Andrade tratou dos Planos Municipais de Cultura, instrumento obrigatório aos sistemas e que planejam e norteiam as políticas culturais nos municípios em consonância com estados e governo federal.

Foram discutidas várias demandas, necessidades e sugestões durante o encontro, condensadas no documento final, a “Carta de Fronteira dos Vales”, a ser encaminhado à Secretaria do Estado de Cultura e ao Ministério da Cultura.

A perspectiva é de continuidade e ampliação dos encontros, debates e discussões com cada vez mais munícipios envolvidos e a construção de uma rede de colaboração entre sociedade civil, prefeituras e agentes culturais da região para o desenvolvimento regional e da economia da cultura/criativa dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha.

Foi uma excelente iniciativa da Secretaria de Cultura de Fronteira dos Vales para a integração do setor cultural desta região que bem sabemos tem na Economia da Cultura/Criativa seu grande potencial de desenvolvimento.

Segue o documento final na íntegra:

Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais

Carta de Fronteira dos Vales

O Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais realizado no Espaço Cultural Poeta Gonzaga Medeiros na cidade de Fronteira dos Vales, no dia 28 de abril de 2015, inciativa da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com a participação de representantes da sociedade civil e do poder público dos seguintes municípios: Fronteira dos Vales, Crisólita, Felizburgo, Maxacalis, Teófilo Otoni, Águas Formosas, Almenara, Ponto dos Volantes, Carlos Chagas, Jequitinhonha, Poté e Joaíma.

Os participantes discutiram a necessidade de integração e visibilidade das Culturas e da Gestão Cultural nos municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sobremaneira aqueles necessitam de maior atenção na construção e consolidação de políticas públicas de cultura que primem pela democracia, inclusão, acesso, participação, preservação e promoção de memória.

No encontro foram apresentados e discutidos o Sistema Nacional de Cultura e os procedimentos para a adesão por parte dos municípios e a respectiva construção dos sistemas municipais de cultura, com seus mecanismos de gestão, financiamento, participação e controle social.

Os municípios presentes elegeram as seguintes demandas:

· a adequação de mecanismos e do instrumental técnico-burocrático para facilitar inclusão e adesão dos municípios às políticas públicas de cultura propostas pelo Estado e Governo Federal;

· a capacitação em gestão cultural para a execução de tais políticas;

· e articulação das Universidades Federais e Estaduais e do IFNMG para incentivar o protagonismo do planejamento, execução e monitoramento de políticas públicas de cultura por parte dos municípios.

Os objetivos deste encontro e da articulação entre os municípios são desencadear, ampliar e integrar ações, programas e projetos de fomento e financiamento à cultura nos municípios da região buscando a melhoria da autoestima, da promoção da equidade, do desenvolvimento humano e geração de trabalho e renda.

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terça-feira, 25 de março de 2014

Quando Cantamos e Dançamos com o Jequitinhonha

Trinta anos de "As Onhas do Jequi".

Em 1984 o Jequitinhonha desembarcava na capital mineira com a cultura popular, seus artistas grupos e agentes culturais. Aí se vão 30 anos e a capital mineira tornara-se uma parte do território cultural do Vale do Jequitinhonha, hoje não há mineiro que não conheça e as expressões culturais desta região são conhecidas mundo afora.

Para comemorar estes 30 anos, o Valemais – Instituto Sociocultural Jequitinhonha lançou o projeto “Quando o Jequitinhonha Canta e Dança”, que aconteceu em fevereiro com o seminário “Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural”. Este seminário reuniu mais de 50 cidades e quase uma centena de agentes culturais do Jequitinhonha, Mucuri, Belo Horizonte e várias partes de Minas.

A segunda parte deste projeto começará no dia 12 de abril de 2014, com a reedição do “As Onhas do Jequi” no Minascentro, com a gravação de um DVD. Esta será uma oportunidade imperdível de festejar a cultura popular. O show terá a participação de Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Frei Chico, Lira Marques, Coral Vozes das Veredas, Tadeu Franco, Gonzaga Medeiros e Tadeu Martins.

Já no dia 13, o encerramento terá outro grande show com outra comemoração, os 20 anos da carreira de Pereira da Viola com o show “Incelente Maravilha” convidando Titane, Wilson Dias, Josino Medina e Célio Sene.

É mesmo uma Incelente Maravilha, quando todos cantamos e dançamos com o Jequitinhonha!

Cartaz QJCD Shows

SERVIÇO

Evento: Quando o Jequitinhonha Canta e Dança

Data: 12 de abril de 2014 – “As Onhas do Jequi”

Hora: 20h

Data: 13 de abril de 2014 – “Incelente Maravilha”

Hora: 20h

Local: Minascentro

Endereço: Avenida Augusto de Lima, 785 – Centro – Belo Horizonte

Informações: 31-9952-3054 - www.facebook.com/InstitutoValemais

Ingressos: www.sympla.com.br/valemais

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

"Políticas de Rede e Cultura de Participação” [1]

Por Bruno Bento[2] Foto: VIVA O VALE!<br /> Viva a Rede Jequitinhonha Cultural!

A contemporaneidade contribui para a construção, consolidação e funcionamento de redes, fenômenos tão antigos quanto a própria humanidade. A internet é a principal plataforma/ferramenta para boa parte destas redes, principalmente nas tecidas a partir do setor cultural, funcionando para a criação, circulação e fruição (MOREIRA; JARDIM; ZIVIANI, 2011).

Segundo os estudiosos destes processos, as redes contribuem para a descentralização e maior horizontalidade dos processos de criação, gestão, circulação e fruição. Podem ser centralizadas, descentralizadas e distribuídas.

O trabalho colaborativo é outra característica destas redes, quanto mais colaboração, melhor a horizontalidade. Entretanto há limites, para o pesquisador José Oliveira Júnior (informação verbal), há de se diferenciar os processos colaborativos das redes, uma vez que elas são instáveis, avulsas e não exigem compromisso, ao contrário das ações e processos colaborativos. Ainda segundo o pesquisador, nos processos colaborativos usamos todos os princípios de rede, mas nos é exigido compromisso.

Há alguns exemplos, no setor cultural, de projetos, ações ou programas em rede, como o Programa Cultura Viva que criou a partir de 2005 uma grande rede com milhares de Pontos de Cultura em todas as regiões do Brasil, inclusive no Mucuri e no Jequitinhonha, entretanto ainda não tornou-se política pública. O próprio Plano Nacional de Cultura, criado pela Lei no 12.343, de 2 de dezembro de 2010 estabelece:

Art. 3º Compete ao poder público, nos termos desta Lei: [...] VII - articular as políticas públicas de cultura e promover a organização de redes e consórcios para a sua implantação, de forma integrada com as políticas públicas de educação, comunicação, ciência e tecnologia, direitos humanos, meio ambiente, turismo, planejamento urbano e cidades, desenvolvimento econômico e social, indústria e comércio, relações exteriores, dentre outras.

Como uma estratégia para sua implementação, PNC pretende:

Fortalecer a gestão das políticas públicas para a cultura, por meio da ampliação das capacidades de planejamento e execução de metas, a articulação das esferas dos poderes públicos, o estabelecimento de redes institucionais das três esferas de governo e a articulação com instituições e empresas do setor privado e organizações da sociedade civil.

As redes e consórcios, de acordo com Luana Vilutis, fazem parte da estratégia de planejamento e execução das políticas públicas de cultura “[...] não apenas contribuem para diversificar os mecanismos de financiamento à cultura, como são fundamentais para garantir o monitoramento e a avaliação de suas ações públicas” (VILUTIS, 2013, p.8).

O trabalho em rede e os processos colaborativos nos remetem à participação, na sua falta não há nem uma coisa nem outra, remetendo-nos agora à política e à democracia, já que nestes processos a adesão é livre. Para avançarmos é importante tratar ainda que rapidamente de participação, da democracia e de políticas públicas.

Novamente com contribuição do José Oliveria Júnior “a participação pode ocorrer de diversas formas, todavia só se realiza plenamente pelo compromisso e pela deliberação” (informação verbal).

Não devemos nos cansar de repetir que nossa democracia é recente e o faremos ainda por décadas. Mesmo com todas as suas limitações, que não são o mote desta rápida reflexão, a democracia brasileira nos trouxe, como povo, à cena política de forma institucional e soberana e limitada.

Constitucionalmente temos instrumentos para além do voto nas eleições, podemos exercer a democracia diretamente em alguns casos. A participação cidadã direta, por meio de instrumentos como o plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei:

O plebiscito é uma consulta popular a todos os eleitores sobre alguns assuntos que antecede o processo de elaboração de uma lei.

O referendo também se trata de consulta popular a respeito de uma lei, porém, sobre uma lei já aprovada pelo Legislativo, a fim de rejeitá-la ou mantê-la.

A iniciativa popular de lei representa a possibilidade de o povo apresentar proposta de lei ao Legislativo. Necessita da assinatura de pelo menos 1% dos eleitores de, no mínimo, cinco Estados da Federação (ARAGÂO, 2013p. 7).

Há outros instrumentos de participação e controle social, tais como conselhos, fóruns, câmaras, colegiados e as conferências, que são as instâncias máximas desta dinâmica.

No caso específico da cultura, 2013 foi o ano das conferências. Aconteceram nas três instâncias entre junho e dezembro. E apesar de todas as críticas, muitas bastante acertadas, este modelo parece consolidar-se, temos de avançar na ampliação da participação popular e setorial, no controle e no monitoramento das diretrizes definidas nas conferências, para que não fiquemos “faz de conta”. Aí entram os conselhos, fóruns, etc, é neste momento que a sociedade civil tem de estar articulada, mobilizada.

Em Minas Gerais, por exemplo, há centenas de conselhos de patrimônio cultural, neste 2014, fomos o último Estado a aderir ao Sistema Nacional de Cultura, mas falta muito. Falta muito por parte do poder público, porém a sociedade civil precisa mobilizar-se, continuamente e mais.

Participando deste seminário (e) Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural temos de ouvir, trocar experiências, refletirmos e propormos os rumos, as ferramentas e os processos que desejamos para o desenvolvimento desta nossa terra e de nosso povo igualmente sofrido e prenhe de beleza e força. Já regamos com muito suor e sangue esta terra acre, rezamos para chegar a hora da florada.

Os debates do Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural podem ser conferidos no canal da Rede clicando aqui.

Referências:

ARAGÃO, Ana. Participação, Consulta e Controle Social. Coleção Política e Gestão Culturais. P55 Edições, Salvador, set 2013. Disponível em <http://conferenciadecultura.files.wordpress.com/2013/11/cartilhas_secult_set13_participac3a7c3a3oconsulta_e_controle_ana_aragc3a3o.pdf>. Acesso em 19 fev. 2014;

BRASIL. Lei 12.343, de 2 de dezembro de 2010. Institui o Plano Nacional de Cultura - PNC, cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais - SNIIC e dá outras providências. Diário Oficial [da] República do Brasil, Brasília, 03 de dez. 2007. Seção 1, p.1. Acesso em 19 fev. 2014;

BRASIL. Ministério da Cultura. As metas do Plano Nacional de Cultura. Brasília, DF: 2012.

MOREIRA, Fayga;JARDIM, Gustavo; ZIVIANI, Ziviani. Trabalho Colaborativo e em Rede com a Cultura. In: BARROS, José Márcio; JUNIOR José Oliveira (Orgs). Pensar e Agir com a Cultura: desafios da gestão cultural. Observatório da Diversidade Cultural. Belo Horizonte, 2011. Disponível em <http://observatoriodadiversidade.org.br/arquivos/pensar_agir.pdf>. Acesso em 19 fev. 2014;

VILUTIS, Luana. Redes e Consórcios. Coleção Política e Gestão Culturais. P55 Edições, Salvador, set 2013. Disponível em <http://conferenciadecultura.files.wordpress.com/2013/11/cartilhas_secult_set13_redes-e-consc3b3rcios_final.pdf >. Acesso em 19 fev. 2014;


[1] Texto elaborado para a participação no debate “Políticas de Rede e Cultura de Participação” no Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural realizado em Araçuaí entre 21 e 23 de fevereiro de 2014.

Esta mesa contou com a participação dos seguintes componentes:

Israel do Vale - Jornalista, com passagem nos principais veículos de mídia imprensa do Brasil, já participou de diversas redes de cultura e comunicação no país. Exerce um papel político de acompanhamento e provocação para a efetiva participação popular nos processos políticos. Atualmente, é gestor de comunicação no Programa Música Minas, programa de apoio à divulgação, circulação e exportação da música produzida em Minas Gerais;

José Oliveira Junior - Escritor, Comunicador, especialista em novas tecnologias em comunicação; diretor não remunerado de apoio ao trabalhador associado do SATED Minas; Supervisor de pesquisa do Observatório da Diversidade Cultural; Consultor UNESCO para a implantação do Sistema Nacional de Cultura em Minas Gerais; Coordenador de projetos da Gerência de Ações Culturais do Sesc Minas;

Pereira da Viola - O músico e articulador (desde sempre) teve sua figura vinculada à resistência cultural, evidenciando ritmos e tradições, que vão além do território mineiro. Um dos fundadores da Associação Nacional dos Violeiros do Brasil, do Encontro Nacional dos Violeiros; ativista de movimentos sociais como o MST; membro-fundador da Associação Quilombola Vaz Pereira;

Talles Lopes - Cientista Social, produtor e gestor cultural. Um dos gestores nacionais do Fora do Eixo, rede de cultura, comunicação e comportamento presente em todos os estados brasileiros e compartilha as experiências do movimento em processos colaborativos e impulsionados pela dinâmica de rede;

Titane - Faz parte da geração que renovou a MPB nos anos 80, em Minas Gerais. Além de cantora, também representa a Associação Campo das Vertentes que atua na pesquisa e experimentação no campo musical, além das interfaces com o corpo, as artes cênicas, a ecologia e a integração cultural da região.

[2] Cientista Social e especialista em Gestão Cultural convidado para participar como mediador no debate “Políticas de Rede e Cultura de Participação” em 22 de fevereiro de 2014.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

4º Festival de Animação e Arte

Sugerido por Reginaldo Rodrigues

logomarca 4º Festival de Animação e Arte

A 4ª edição do Festival de Animação e Arte, acontece em Capelinha no Vale do Jequitinhonha, teve início no dia 15 de fevereiro com oficinas de teatro e durante os meses de março e abril serão realizadas montagens de diversos espetáculos tendo o público estudantil como alvo.

Segundo a assessoria do festival, alunos de 08 escolas de Capelinha participaram das oficinas, as próximas oficinas ocorrerão no domingo (23).

Confira as fotos das oficinas.

Com informações daqui.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Seminário articula ações em rede no Vale do Jequitinhonha

Enviado por Valemais

SEMINÁRIO RENOVA VOCAÇÃO DO VALE DO JEQUITINHONHA PARA A COOPERAÇÃO CULTURAL E ARTICULA AÇÕES EM REDE

Encontro pretende reunir agentes culturais de 40 cidades para discutir fortalecimento do trabalho colaborativo e construção compartilhada de políticas públicas

O Vale do Jequitinhonha se posiciona novamente como um importante pólo de cooperação cultural no estado de Minas Gerais, na segunda quinzena de fevereiro. Um dos mais ricos, diversos e pulsantes centros de produção e reflexão da cultura mineira, a região acolhe entre os dias 21 e 23 de fevereiro o encontro Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha, que espera reunir artistas, agentes culturais, profissionais do setor e gestores públicos e privados de pelo menos 40 cidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, até 10 de fevereiro.

O objetivo é rearticular o expressivo movimento de valorização cultural da região iniciado em torno do Jornal Geraes, em 1978. Desde então, inúmeras outras ações e entidades se constituíram com finalidade parecida, mas sem uma atuação coordenada, em bloco, que permitisse fortalecer o conjunto dos envolvidos, ajudar a sedimentar o trabalho em rede e fomentar a construção compartilhada de políticas públicas para a área, em conjunto com o poder público municipal, estadual e federal.

A iniciativa é do Valemais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Araçuaí. O patrocínio é da Petrobras. A intenção é estruturar uma rede colaborativa a partir de ações de impacto regional, que gere trabalho, renda e permita estruturar um núcleo de articulação, capacitação e promoção permanente do Jequitinhonha.

O seminário integra as comemorações dos 30 anos do show Onhas do Jequi, ação coletiva que daria corpo e visibilidade à produção musical da região, posicionando nacionalmente músicos e autores hoje conhecidos e reconhecidos, como Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, Rubinho do Vale, Tadeu Martins, Gonzaga Medeiros, Lira e Frei Chico. O evento culmina em março com um show que recompõe esse encontro histórico, em Belo Horizonte.

Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha terá debates, palestras, shows e exposições, distribuídos ao longo dos três dias. A abertura, às 19h do dia 21, no Centro Cultural Luz da Lua, receberá autoridades locais, representantes das universidades federais e de associações de municípios do Baixo, Médio, Alto e da Margem Esquerda do Jequitinhonha.

Em seguida, às 20h, Guilardo Veloso e Vilmar Oliveira, do Valemais, recompõem o histórico de ações colaborativas e participativas da região e apresentam uma proposta preliminar de construção da Rede Jequitinhonha Cultural, em torno de programas como o Viva o Vale.

O evento prevê a participação de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Petrobras, Secretaria de Estado de Cultura, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e de secretários e diretores de cultura de cidades da região.

Entre os debatedores, há convidados de instituições culturais respeitadas no estado como a ONG Cresertão, Associação Campo das Vertentes, Associação Quilombola Vaz Pereira, Observatório da Diversidade Cultural, Rede Fora do Eixo e Sociedade Independente da Música. Estarão presentes também algumas das entidades de atuação mais destacada na região, como Fecaje, Casa de Cultura de Capelinha, Centro Cultural Nagô de Araçuaí e Ponto de Cultura do Rubim.

As mesas de discussão estão concentradas no sábado, dia 22. E giram em torno dos seguintes temas: "Políticas de Rede e Cultura de Participação" (8h30), “Relato de Experiências” (11h), "Política Nacional de Cultura e Desenvolvimento Cultural Local" (14h), "Manutenção e Financiamento de Redes" (17h30).

Na manhã de domingo, a mesa "Amassando o Barro e Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural" se desdobra em três tópicos: Projetos de Curto, Médio e Longo Prazos, Comunicação da e na Rede e, por fim, Formas de Composição e Coordenação da Rede.

A programação inclui também duas noites de apresentações musicais. As atrações incluem atrações locais e um recital com a cantora Titane e o violeiro Pereira da Viola.

Ao final, os organizadores apresentam publicamente a Carta de Araçuaí, escrita colaborativamente ao longo do evento pelos participantes, com as diretrizes do pacto que está sendo proposto entre os diferentes agentes culturais que atuam na região.

Contexto cultural

Com cerca de 1,2 milhões de habitantes distribuídos por 86 municípios e a estimativa de que haja outras 1 milhão de pessoas de lá sediadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vale do Jequitinhonha ocupa um espaço de enorme relevância no contexto geopolítico do estado, que ainda não se traduz em benefícios proporcionais para a região.

SERVIÇO

O QUÊ?: Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha

QUANDO?: 21 a 23 de fevereiro de 2014

ONDE?: Centro Cultural Luz da Lua (Rua Dom Serafim, 426 - Bairro Esplanada - Araçuaí - Minas Gerais).

QUANTO?: Inscrições gratuitas limitadas a 150 participantes, até 10 de fevereiro, por meio de formulário disponível no evento Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural, no Facebook. Dois terços dos inscritos terão direito a alimentação e hospedagem, mediante seleção.

INFORMAÇÕES AO PÚBLICO:

redejequitinhonhacultural@gmail.com | facebook.com/redejequitinhonhacultural

31 3423-1940 | 31 9208-9537 | 33 3731-4432

INFORMAÇÕES ADICIONAIS À IMPRENSA

Israel do Vale |israeldovale@uol.com.br |31 3309-6558

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural

Entre os dias 21 e 23 de fevereiro próximos acontecerá em Araçuaí o Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural.

Iniciativa do Valemais – Instituto Sociocultural do Jequitinhonha e pretende:

Articular uma rede cultural no Vale do Jequitinhonha que possa discutir seu movimento cultural, seus eventos, diretrizes, financiamento e outras atividades que englobem o fazer cultural e as diversas políticas públicas nas esferas: municipal, estadual e federal.

Participarão entidades, poder público e agentes culturais da região, numa excelente oportunidade de diálogo e troca em um movimento que ocorre há quase 40 anos e sente a necessidade de reinventar-se:

A Rede Jequitinhonha Cultural já existe desde 1978, ano em que foi lançado o Jornal Geraes. O que estamos propondo é atualizá-la aos novos tempos.

A proposta de articulação em rede é bastante pertinente, na medida em que sua atuação em forma cooperativada é mais consistente e democrática, ela – a rede – não necessita de uma estrutura institucional e burocrática próprias, além de uma baixa hierarquização, democratizando e dando novo corpo a um dos principais movimentos populares e culturais de Minas Gerais e do Brasil.

SERVIÇO

Evento: Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural

Data: 21 a 23 de fevereiro de 2014

Local: Centro Cultural Luz da Lua

Endereço: Rua dom Serafim, 426, Bairro Esplanada – Araçuaí

Inscrições: clique aqui.

Mais informações: redejequitinhonhacultural@gmail.com | facebook.com/redejequitinhonhacultural
31 3423-1940 | 31 9208-9537 | 33 3731-4432

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MÚSICA MINAS traz Painel de Interiorização aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

O Música Minas continua as ações de circulação pelo interior nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, com encontros nas cidades de Teófilo Otoni, Almenara e Águas Formosas. O objetivo é divulgar os editais e estimular agentes culturais a se beneficiarem das oportunidades oferecidas pelo Programa.

Os painéis:

  • Em Teófilo Otoni, o painel acontecerá na programação do Beco das Cultura, festival de cultura e arte, no dia 14/12 (neste sábado), na Livraria e Cafeteria Papo Café;
  • Já em Almenara acontecerá no dia 16/12 (segunda-feira) no Clube dos Operários;
  • E na cidade de Águas Formosas, o painel será realizado no Centro de Cultura como parte da programação do I Mucuriarte, festival de cultura do Vale do Mucuri, no dia 17/12 (terça-feira).

O Música Minas circula por todas as macrorregiões do Estado fomentando a criação de microrrotas pelo interior, por meio de parcerias com prefeituras, universidades, festivais, eventos, bares, restaurantes, centros culturais e equipamentos públicos e privados com vocação para a música. Em campo, o Programa compreende cada vez mais as necessidades, demandas e anseios dos diversos agentes da música em todo o território mineiro e colhe informações valiosas para seu planejamento.

Música Minas

O Música Minas foi criado em 2009 por meio de parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Cultura e o Fórum da Música de Minas Gerais, instância que reúne entidades representativas da música no Estado como a Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina (AAMUCE), Fora do Eixo Minas (FEM), Grupo Cultural NUC, Rede Catitu, Sociedade Independente da Música (SIM), Instituto Sociocultural do Jequitinhonha (VALEMAIS) e Associação Mucury Cultural.

Criado com o objetivo de apoiar a divulgação, a circulação e a exportação da música produzida em Minas Gerais e o desafio de fazer com que a diversidade da música mineira seja reconhecida nacionalmente e internacionalmente, o Programa é considerado um dos mais sólidos do país no setor.

Momento de interiorização

Na tentativa de expandir as ações do Programa e agregar ainda mais artistas mineiros, o Música Minas vem promovendo uma série de ações de interiorização. Para tal, são realizadas palestras, painéis de discussão e mesas redondas que visam divulgar as oportunidades e os editais que possibilitam a capacitação dos agentes culturais.

Confira as próximas paradas do Música Minas:

  • Teófilo Otoni

Data: 14/12/13

Hora: 15h30min

Evento: Beco das Cultura

Local: Livraria e Cafeteria Papo Café

Endereço: Rua Doutor Manoel Esteves, 150, Lj-05, Centro.

  • Almenara

Data: 16/12/13

Hora: 19h30min

Local: Clube dos Operários

Endereço: Rua Severiano Coutinho, 324, Centro.

  • Águas Formosas

Data: 17/12/13

Hora: 15:00

Evento: Mucuriarte

Local: Centro de Cultura

Endereço: Rua Dr. Sebastião Figueiredo, 643 – Centro.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Reuniões do Fórum Permanente de Cultura da Região do Jequitinhonha e Mucuri e Consec em Teófilo Otoni

Em continuidade à programação do Programa Minas Território da Cultura, será criado o Fórum Permanente de Cultura da Região do Jequitinhonha e Mucuri  e realizada uma reunião itinerante do Conselho Estadual de Política Cultural.

Da ASCOM-PMTO

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Fórum Permanente de Cultura da Região do Jequitinhonha e Mucuri

Acontecerá no dia 9 de outubro próximo, no auditório da CDL, das 9h às 12h, a primeira reunião do Fórum Permanente de Cultura Região do Jequitinhonha e Mucuri, nesse encontro o Fórum será instituído, composto por representantes do poder público.  O objetivo é mapear as demandas coletivas e fazer levantamento das vocações e potencialidades locais para orientar as respectivas políticas públicas.

 

CONSEC

Uma reunião itinerante do Conselho Estadual de Política Cultural – CONSEC com o objetivo de debater assuntos relacionados à realidade cultural da região acontecerá das 14h30 às 18h30, no auditório da CDL. O Conselho Estadual de Política Cultural (CONSEC), criado pela Lei delegada nº 180, é um órgão colegiado cuja missão é acompanhar a elaboração e implantação das políticas públicas do Estado para a cultura. 

Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Teófilo Otoni

SERVIÇO:

Evento: Reunião e Criação do Fórum Permanente de Cultura da Região do Jequitinhonha e Mucuri

Data: 09 de Outubro de 2013

Hora: 09:00 - 12:00 horas

Evento: Reunião Itinerante do Conselho Estadual de Política Cultural

Data: 09 de Outubro de 2013

Hora: 14h30 - 18h30

Local: Auditório da CDL

Endereço: Av. Dr. Luiz Boali Porto Salman, 1370, Teófilo Otoni - MG

Informações: 33-3529-3061

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Centro de Arte Popular – Cemig inaugura exposição Arte no Vale do Jequitinhonha

Da SEC-MG

Mostra apresenta peças do acervo da colecionadora Priscila Freire

A Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Superintendência de Museus e Artes Visuais, e do Centro de Arte Popular – CEMIG, inaugura nova exposição temporária ‘Arte no Vale do Jequitinhonha, dia 20 de junho, às 20 horas, no Centro de Arte Popular – Cemig (Rua Gonçalves Dias, 1608 – Funcionários). O espaço integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

A mostra, composta por peças do acervo da colecionadora Priscila Freire, será aberta para visitação do público no dia 21 de junho e apresentará 80 obras do Vale do Jequinhonha, que integram o acervo pessoal da colecionadora. São objetos adquiridos em diversas regiões do Vale, ao longo dos anos.

O visitante terá a oportunidade de apreciar peças que revelam a pureza e o imaginário de artistas como Noemisa Batista dos Santos, Isabel Mendes da Cunha, Ulisses Pereira Chaves, Olinta Teixeira e também anônimos provenientes da região do Jequitinhonha.

Para revelar ao visitante todo o encantamento por trás de algumas obras pontuais da coleção, Priscila Freire, que também é a curadora da exposição, imaginou uma sala toda negra, com iluminação feérica, sem qualquer tipo de interferência visual, dando destaque somente às esculturas, como se fossem joias raras. Na realidade, esta é a forma como a colecionadora as vê: preciosas representações da cultura popular.

Para Sérgio Reis, jornalista e crítico de arte, a coleção de Priscila Freire é um convite para se perceber como os artistas populares conseguem moldar, com engenho e emoção, imagens que brotam do coração de Minas Gerais.

A exposição tem entrada gratuita e fica no Centro de Arte Popular – Cemig até o dia 29 de setembro de 2013.

Sobre a colecionadora Priscila Freire

Formada em Biblioteconomia / UFMG (1951). Fundadora, coordenadora, professora e diretora do Teatro Escola. Como atriz atuou em peças de Strindberg, Pirandello, Brecht, no cinema atuou em filmes de João Vargas, Santos Pereira, Paulo Augusto Gomes e Olívio Tavares de Araújo. É autora dos livros Conversa de Corpo (1983), A Viagem do João de Barro (1994) e Histórias de Guignard (2000).  Como gestora cultural foi Superintendente de Museus do Estado de Minas Gerais (1983), Presidente da Associação Amigas da Cultura (1981), Coordenadora do Sistema Nacional de Museus (1987), Diretora do Museu de Arte da Pampulha (1993 – 2001 a 2009), Assessora do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA (1990), Presidente da Associação de Amigos do Museu Casa Guignard de Ouro Preto (1999 – 2005) e Integrante do Conselho do Centro de Arte Contemporânea Inhotim – CACI / Brumadinho.

Sobre o Centro de Arte Popular – Cemig

Espaço privilegiado de divulgação e apreciação do trabalho de artistas populares de todo o Estado de Minas Gerais, o acervo do museu conduz o visitante ao mundo do imaginário de diferentes artistas. Por meio de suas obras, somos conectados às origens, histórias e crenças de um povo que traz nas mãos um sincretismo cultural próprio, brasileiro.

Em seus dois primeiros andares, o Centrode Arte Popular – Cemig abriga salas que retratam a arte popular mineira. Seu acervo é organizado por materiais, temas e cronologia, onde o visitante pode conferir esculturas em madeira e em cerâmica, telas, teares. Mídias, som e imagem tornam as exposições ainda mais dinâmicas e interativas, e ajudam na contextualização dos temas, mostrando ao visitante uma dimensão mais ampla e profunda do histórico cultural de cada região.

Retirado do site da SEC-MG em 20/06/13, do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/205/1575

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mercado Criativo–A cultura do Norte de Minas, Vales do Jequitinhonha e Mucuri em BH

Venha viver o Sertão Mineiro em Belo Horizonte durante um dia inteiro de programação com música, teatro, feira de artes e moda, culinária típica, exposições, intervenções, literatura de cordel e muito mais!

PROGRAMAÇÃO

Shows: Wilson Dias (Norte de Minas) + Dea Trancoso (Vale do Jequitinhonha) + Carlos Farias (Vale do Mucuri)

Exposição: Literatura de Cordel com participação de Gonçalo Ferreira da Silva (Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel).

Teatro: Cia. dos Aflitos interpreta o cordel "A Chegada da Prostituta do Céu".

Feira de Artes e Moda

Intervenções Artísticas

Culinária Típica do Norte de Minas

E mais:

Lançamento do Edital de Seleção de Artistas para a Virada Cultural do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri

Inauguração do Espaço Areté Educar e Sala do Movimento Nacional de Direitos Humanos/ Minas (MNDH/Minas)

Realização: Mercado das Borboletas

Parceria: MNDH, Midhia, Arete Educar e Insituto IDH

Apoio: Incubadora Artes e Negócios Sustentáveis

ENTRADA GRATUITA

Informações:

(31) 3245-7411

(31) 9472-0034

eventos@areteeducar.org.br

Acesse: www.mercadodasboboletas.com.br e www.areteeducar.org.br

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lavadeiras do Jequitinhonha–Projeto Cantos de Trabalho

 

Enviado pelo grande amigo Carlos Farias

Este documentário mostra a história do Coral das Lavadeiras de Almenara, narrada por elas mesmas.

Entre canções e depoimentos, elas mostram porque o grupo se tornou um dos mais importantes e expressivos do Brasil.

O psicólogo e compositor Carlos Farias, mentor e coordenador do coral, faz intervenções inteligentes e carinhosas sobre as lavadeiras-cantoras (EPOVALE).

Produção do SESC-TV para a série Coleções – Canto de trabalho.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

9º FESTEJE – FESTIVAL DE TEATRO DO VALE DO JEQUITINHONHA–Divisópolis

Enviado por André Luiz Dias

PROGRAMAÇÃO

DOMINGO – DIA 15 /01

12:00Hs – CREDENCIAMENTO

14:00Hs – Encontro da Diretoria da RCT – Rede de Coletivos Teatrais do Vale do Jequitinhonha

18:30 Hs – Jantar

20:00 Hs – CERIMONIA DE ABERTURA – CAMARA MUNICIPAL

20:45hs – Espetáculo Teatral “Trapezista” – Cia. Aquário de Teatro ( Vitória da Conquista-Ba)

22:00hs – Coral Araras Grandes (Araçuaí)

22:00 Hs – Barraca FESTEJE – Luciano Chapadeiro (Jequitinhonha)

SEGUNDA – FEIRA – DIA 16 /01

7:00 Hs Café da manhã

9:00Hs – DEBATE DO ESPETÁCULO

12:00Hs – Almoço

14:00Hs – Oficinas

18:30 Hs – Jantar

20:00Hs – Espetáculo Teatral “Silêncio que Corta” – Grupo IN-CENA de Teatro (Teófilo Otoni)

22:00 Hs – Barraca FESTEJE – Hendrick Souza (Pedra Azul-MG)

TERÇA-FEIRA 17/01

7:00 Hs Café da manhã

9:00Hs – DEBATE DO ESPETÁCULO

12:00Hs – Almoço

14:00Hs – Oficinas

18:30 Hs – Jantar

20:00Hs – Assembléia Geral da AGRUTEVAJE

22:00 Hs – Barraca FESTEJE – Banda Raízes D’Lá (Pedra Azul-MG)

QUARTA-FEIRA 18/01

7:00 Hs Café da manhã

10:00 hs – Apresentação de grupos de Cultura Popular

12:00Hs – Almoço

14:00Hs – Oficinas

18:30 Hs – Jantar

20:00Hs – Espetáculo Teatral “Raízes” – GRUTEAPA (Grupo de Teatro Amador de Pedra Azul) – Pedra Azul/MG

22:00 Hs – Barraca FESTEJE – Banda Onha Ki (Medina)

QUINTA-FEIRA 19/01

7:00 Hs Café da manhã

9:00Hs – DEBATE DO ESPETÁCULO

12:00Hs – Almoço

14:00Hs – Oficinas

18:30 Hs – Jantar

20:00Hs – Espetáculo Teatral “ Terra – A História de João Boa Morte – Cabra marcado para morrer “ – Cia de Teatro Ícaros do Vale (Araçuaí)

22:00 Hs – Barraca FESTEJE – Artistas da Terra – LUMÃ PINHEIROS E SUA VIOLA

SEXTA-FEIRA 20/01

7:00 Hs Café da manhã

9:00Hs – DEBATE DO ESPETÁCULO

12:00Hs – Almoço

14:00Hs – Oficinas

18:30 Hs – Jantar

19h30 min – Mostra das Oficinas

20:30Hs – Grupo de Percussão Quingemm (Araçuaí)

21:00hs FESPOED – Festival de Poesia de Divisópolis

23:00 Hs – Barraca FESTEJE - DI PORTA A FORA – PADRE PARAÍSO

SABADO 21/01

7:00 Hs Café da manhã

9hs – Espetáculo “Circo de Solesado” – Cia. De Teatro Artvale (Pedra Azul)

12:00Hs – Almoço

18:30 Hs – Jantar

20:00Hs – Espetáculo Teatral “ Invenção de Orfeu” – Cia Aquário de Teatro - VITÓRIA DA CONQUISTA - BA

22:00 Hs – CERIMONIA DE ENCERRAMENTO E PREMIAÇÃO DO FESPOED

23:00Hs – SHOW DE ENCERRAMENTO – Artistas da Terra

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sábado, 31 de dezembro de 2011

festival vale cantar

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Festival Vale Cantar

Enviado por Santiago Barbosa

O Festival Vale Cantar é um evento para apresentação de composições, voltado para a música popular brasileira. Tem como objetivo promover o intercâmbio de experiências entre músicos, compositores, intérpretes e artistas que venham valorizar a produção cultural de Minas Novas e região, estimulando o interesse da população pela música.

Regulamento

Preencha a Ficha de Inscrição e envie para o endereço da RÁDIO BOM SUCESSO

PRAÇA DR. BADARÓ, Nº 112 - CENTRO

MINAS NOVAS - MG

CEP: 39650-000

Inscrições até 30 de Novembro

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Visões do Vale VI

Retirado do site da UFMG em 04/11/2011 do endereço:

http://www.ufmg.br/polojequitinhonha/mostra_novidades.php?codigo=32

Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Seminário Visões do Vale, realizado pelo Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. O evento ocorre nos dias 3 e 4 de novembro, no auditório 1 da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE), no campus Pampulha - UFMG.

O Visões do Vale é um espaço aberto para que membros de universidades, poder público, terceiro setor e sociedade civil possam compartilhar e discutir suas experiências e percepções sobre o Vale. O tema deste ano é Vale do Jequitinhonha: cultura e desenvolvimento, a intenção do seminário é abordar os diferentes aspectos da região que influenciam sua economia e desenvolvimento cultural.

Sobre a programação

As discussões serão desenvolvidas a partir de uma conferência e diversas mesas temáticas, além disso, o Visões também é um espaço para que grupos que desenvolvem diferentes projetos na região do Vale do Jequitinhonha, possam apresentar um pouco do trabalho que realizam e com isso estabelecer contatos e até parcerias.

O Seminário não pretende apenas construir uma visão acadêmica sobre um local tão complexo e tão rico quanto o Vale, mas permitir que as complexidades da região, bem como de suas tradições, cultura e população sejam pensadas a partir de pontos de vista que vem do próprio Vale.

Este ano o evento reúne professores e representantes de universidades de Minas Gerais, como a Unimontes, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e a Universidade Federal de Minas Gerais, e de outros estados, como a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, além de artesãos e agentes culturais do Vale do Jequitinhonha.

Acompanhe a programação do evento

03/11: Quinta-feira

9h: ABERTURA

UNIVERSIDADE, CULTURA E EXTENSÃO

Conferencista: ALBERTO FERREIRA DA ROCHA JUNIOR (UFSJ)

Debatedora: PATRICIA MANESCHY DUARTE DA COSTA (FAETEC/RJ)

MEDIADORA: SONIA MARIA DE MELO QUEIROZ (UFMG)

11:30h: LANÇAMENTO DE LIVROS

12h: INTERVALO

14h - MESA 1: POLÍTICAS DE  PATRIMÔNIO

LEONARDO BARRETO DE OLIVEIRA (IPHAN)

CARLOS HENRIQUE RANGEL (ESPECIALISTA EM PATRIMÔNIO)

BETÂNIA GONÇALVES FIGUEIREDO (UFMG)

JOSÉ PEREIRA (PRODUTORA LUZ DA LUA)

MEDIADORA: MARIA DAS DORES PIMENTEL NOGUEIRA (UFMG)

16:30h : APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS

1. AGRICULTURA FAMILIAR E PROGRAMAS PÚBLICOS ASSOCIADOS À ÁGUA NO MÉDIO JEQUITINHONHA - MG

2. ASSOCIATIVISMO: UMA POSSIBILIDADE DE FOMENTO AO ARTESANATO DO VALE DO JEQUITINHONHA

3. CONHECIMENTOS ETNOBOTÂNICOS EM QUINTAIS AGROBIODIVERSOS DO VALE DO JEQUITINHONHA ? MG

4. JEQUITINHONHA: A CIDADE INVISÍVEL DA ALEGORIA E DO DEVANEIO

5. O OLHAR ETNOGEOGRÁFICO E AS NOVAS TERRITORIALIDADES E PAISAGENS CULTURAIS DA FAZENDA ALTO DOS BOIS / VALE DO JEQUITINHONHA

18:30h: ENCERRAMENTO

04/11: Sexta-feira

8:30h - MESA 2: MOVIMENTOS CULTURAIS NO VALE DO JEQUITINHONHA

TADEU MARTINS (VALEMAIS)

LUIS SANTIAGO (UNIMONTES)

MATEUS SERVILHA (UFVJM)

MEDIADOR: JOÃO VALDIR ALVES DE SOUZA (UFMG)

10:30h - MESA 3: MÚSICA, TEATRO E LITERATURA NO VALE DO JEQUITINHONHA

RUBINHO DO VALE (MÚSICO)

FERNANDO LIMOEIRO (UFMG)

VERA LÚCIA FELÍCIO PEREIRA (ESCRITORA)

MEDIADOR: MARCIO SIMEONE HENRIQUES (UFMG)

12h: INTERVALO

14h - MESA 4: ARTESANATO: ECONOMIA E CULTURA NO VALE

MARIA DOROTÉA DE AGUIAR BARROS NADDEO (FUNDAÇÃO MATUTU)

MARIA TERESA FRANCO RIBEIRO (UFBA)

ULISSES MENDES ? (ARTESÃO DE ITINGA)

MEDIADORA: TEREZINHA MARIA FURIATI (UFMG)

16:30h : APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS

1. ?O ORIGINAL É QUE É O RICO?: O CONSUMO DO ARTESANATO DO VALE DO JEQUITINHONHA

2. ARTESANATO E MEDIAÇÃO SOCIAL NO VALE DO JEQUITINHONHA

3. O ARTESANATO DO VALE DO JEQUITINHONHA: PRESERVAÇÃO, MANUTENÇÃO E TRANSMISSÃO DO OFÍCIO

4. UM OLHAR SOBRE OS ?VALES? DO JEQUITINHONHA

5. A POLÍTICA NO VALE DO JEQUITINHONHA: UMA ANÁLISE DOS COMPORTAMENTOS CORRUPTOS NA REGIÃO

18:30h: ENCERRAMENTO COM APRESENTAÇÃO CULTURAL

Inscrições

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Colonização e o Povoamento do Baixo Jequitinhonha em Minas Gerais, no século XIX: a “guerra justa” contra os índios - Cézar Moreno Conceição Tavares

LANÇAMENTO DA EDIÇÃO COMEMORATIVA

A COLONIZAÇÃO E O POVOAMENTO DO JEQUITINHONHA NO SEC XIX: a guerra contra aos índios, face ao bicentenário do município de Jequitinhonha e região, e a resistência cultural dos povos indígenas, livro de Cézar Moreno

Com participação especial de Walter Dias, Milena Torres, Luiz Felipe, Nivaldo Caetano, Admilson Campos e outros.

VALEMAIS - INSTITUTO SOCIOCULTURAL DO JEQUITINHONHA.

DIA 30/06 A PARTIR DAS 19 HS

LOCAL: BAR COPO SAGRADO

RUA SANTO AMARO, 459, SAGRADA FAMILIA, BH MG


Objeto de Pesquisa

A colonização e o povoamento do baixo Jequitinhonha em Minas Gerais e a guerra contra os índios, no século XIX.

Fonte/Corpo Documental

Foram utilizadas fontes primárias impressas pela Revista do Arquivo Público Mineiro e manuscritas das Secções Colonial e Provincial do referido arquivo; publicações do século XIX e documentos avulsos publicados pela mesma revista. Obras dos viajantes e leis.

Abordagem da problemática/Metodologia do Trabalho

Com base nas fontes e bibliografia, buscou relacionar o processo de colonização e povoamento com a decadência da mineração, a expansão da fronteira colonial, a militarização, a devastação da mata, a política indigenista, a viabilização da navegação do Rio Jequitinhonha como rota comercial e de comunicação entre o interior mineiro e o litoral baiano. O estudo vai até a formação social das nos arredores dos quartéis.

Estágio Atual da Pesquisa

O trabalho fez parte do Programa de Bolsas de Iniciação Científica – PROBIC – da PUC-MG, resultando na sua publicação. A pesquisa prossegue com o estudo da História invisível dos índios Maxakali do Jequitinhonha – aliados do colonizador na guerra contra os botocudos.

Resumo

A Colonização e o Povoamento do Baixo Jequitinhonha em Minas Gerais, no século XIX: A guerra contra os índios

Cézar Moreno Conceição Tavares[1]

A colonização e o povoamento do baixo Jequitinhonha em Minas Gerais se processaram em dois momentos com sentidos diferentes. O primeiro, com a expedição do capitão-mor de Porto Seguro, João da Silva Santos, em 1804, e depois em 1806, com o Ouvidor, também, de Porto Seguro, José Marcelino da Cunha, ambos atendendo ordens diretas do governador da Capitania, de explorar o rio Jequitinhonha. O segundo, aconteceu em 1811, com o alferes Julião Fernandes, que cumprindo as ordens editadas através da Carta Régia de 1808, que declarava uma “Guerra Justa”, ofensiva e exterminadora contra os habitantes da mata.
No começo do século XIX, a Corte Portuguesa se transfere para o Brasil, e D. João autoriza a construção de estradas em várias regiões, dando início à expansão da fronteira agrícola colonial, em consonância com os interesses particulares de desbravar a mata, e acabar com os esconderijos dos índios, livrando o nordeste mineiro da sua ação destruidora.
A ocupação do Baixo Jequitinhonha se tornou oficial com a chegada do alferes Julião Fernandes, para instalar e comandar os quartéis da Sétima Divisão Militar do Jequitinhonha. As ordens eram: enfrentar o índio pela força das armas; garantir o direito da apropriação privada das terras e da mão-de-obra indígena; aprisionar qualquer índio que fosse encontrado com armas e em resistência; distribuir lotes de sesmarias aos colonos para desbravar e devastar a mata, esconderijo natural dos índios; e finalmente, marcar a data de início do cativeiro dos índios que seriam utilizados pelos colonizadores, através da ação religiosa e do batismo.
A colonização e o povoamento se deram com a apropriação privada do território de caça, pesca e coleta dos índios, através de uma ocupação genocida, que integrou à força os índios ao mundo civilizado, aldeando, destribalizando e desculturando ou exterminando, visando a interiorização da fronteira agrícola. Abria-se um novo horizonte: ocupação de novas lavras, índios para prear e terra para agricultura isenta de impostos, através de incentivos fiscais e fundiários.
A política indigenista adotada por D. João, questionava os métodos brandos implantados a partir do período pombalino e visava uma guerra de extermínio e escravização dos rebeldes e a destribalização e desculturação dos dóceis. E a caça aos índios bravos e ferozes criou uma nova relação entre o branco e o índio, colonizador e colonizado.
Para animar o povoamento, havia o incentivo do governo, em vigor desde 1808. Esses incentivos fiscais e fundiários, somados aos ganhos com a preação e lavouras promoveram uma migração em massa para o Baixo Jequitinhonha. A mata seduzia o mineiro pelo que oferecia, e exercia uma forte atração ao excedente populacional de Minas Novas, aliciando jovens, casais, aventureiros, fugitivos e família inteiras. Com a força do machado do colono, as terras foram transformadas primeiro em áreas de agricultura, e, no final do século, em pastagens de fazendas de criação de gado, pela concentração da terra e riqueza.
O processo pode ser caracterizado como parte da expansão da fronteira colonial, com uma política indigenista marcada pela violência contra os índios, justificada por razões político-militares e pelo “sentimento de ameaça à integridade física do reino português, como se os grupos indígenas da região pudessem promover movimentos de oposição à ocupação plena do território e fossem capazes de desorganizar o sistema de dominação política instaurado pelo regime colonial”.

 Obs.: O livro pode ser adquirido na Sede do CEDEFES e também pelo fone (31) 3463.8074.

[1] Bacharel e Licenciado em História pela PUC-MG. Assessor de Patrimônio Cultural do Centro de Apoio Operacional Estadual da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais. Trabalha atualmente no projeto de mestrado: A História Invisível dos Maxakali no Jequitinhonha – século XIX: simulação da resistência – História e Memória: Século XIX. Participa do Projeto Aranã: Indígenas e Indianidades Emergentes no Vale do Jequitinhonha – MG, CEDEFES.

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