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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Turnê Mangalô Profundas Gerais

Enviado por Daniel Froes

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A BANDA MANGALÔ cai na estrada esta semana para sua primeira turnê pelo interior de Minas Gerais, através de projeto aprovado em edital do Programa Música Minas.

Entre os dias 5 e 7 de dezembro, os músicos farão shows nas cidades de Carlos Chagas, Serro e no distrito de Milho Verde, apresentando parte da riqueza musical do Vale do Mucuri, em composições como “Tradição” (André Ribeiro), “Clarão da Flor” (Wilton Rodrigues) e “Malba” (Gustavo Tomich e Carlos Roberto Ferreira).

A Turnê Mangalô Profundas Gerais é a oportunidade perfeita para a banda redescobrir a potência cultural do Estado e levar a música do interior para o interior, intensificando as trocas culturais e a renovação de repertórios. E, claro, para também provar da culinária e hospitalidade típicas do povo mineiro!

» Carlos Chagas - 5/12 | BUTECART

» Serro - 6/12 | Armazém do Rosário de Serro

» Milho Verde (distrito de Serro) - 7/12 | Armazém Bar e Espaço Cultural

Contatos para shows: (31) 8812 3936 / 9245 7559

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

ENCONTRO EM BH PRETENDE POSICIONAR A MÚSICA MINEIRA E INICIATIVAS DE TECNOLOGIA SOCIAL APLICADA À MÚSICA NO MERCADO INTERNACIONAL

Do FMM

Circuito Cultural Praça da Liberdade abriga série de shows, discotecagens, palestra e debates gratuitos nos dias 12, 13 e 14 de maio

O Programa Música Minas, o Sebrae e a Secretaria de Estado de Cultura, por meio do Circuito Cultural Praça da Liberdade, promovem nos dias 12, 13 e 14 de maio uma série de shows e debates em torno do pré-lançamento do Ei Música Brasil – Encontro Internacional de Música de Minas Gerais.

O objetivo é envolver o setor musical do estado na construção colaborativa de uma nova plataforma de promoção da música mineira, em diálogo com os movimentos do mercado digital e o ambiente de intercâmbio e cooperação internacional.

Nesta fase inicial, o Ei Música Brasil terá seis shows e duas mesas de debates, base da formação de um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento da plataforma.

Os shows serão realizados entre 12 e 14 de maio, a partir das 19h, na Praça da Liberdade; os debates, no dias 12 e 13, das 14h às 18h, no Museu Mineiro. As inscrições para as mesas de debates e a participação no GT podem ser feitas online, pelo site www.musicaminas.com, entre 5 e 9 de maio. Toda programação é gratuita.

O Ei Música Brasil pretende estimular a criação de redes, a troca de conhecimentos e a geração de negócios, por meio do compartilhamento de soluções brasileiras de tecnologia social aplicadas à música. A intenção é estreitar o relacionamento da produção mineira com ações inovadoras no país, capacitar os agentes do estado para atuar no mercado nacional e internacional e colocar Minas Gerais no calendário mundial da música.

Os debates reunirão nomes de destaque na gestão cultural no país, com atuação no mercado da música. São voltados para profissionais da indústria, selos e gravadoras, casas de shows, festivais, músicos, produtores, editores, gestores, empresários, fãs e apaixonados por música.

Pretendem identificar e desenvolver ideias capazes de criar valor, capacitar profissionais, valorizar os músicos, descobrir formas alternativas de geração de receita e de circulação de produtos e serviços, construir novas rotas internacionais de shows, formar público.

Os shows serão viabilizados por meio de ativos do banco de contrapartidas do Música Minas, formado por artistas e demais agentes beneficiados pelos editais do programa.

Nesta primeira amostra, a programação expressa a diversidade da música feita no Estado, com o chorinho do Toca de Tatu, a música étnica de Sérgio Pererê, o jazz de Rafael Martini, o pós-rock do Dibigode Instrumental, a nova música popular de Luiza Brina e o acento regional de Déa Trancoso.

Confira a programação completa:

seg, 12.mai

Debate, seguido de GT

(14h às 18h • Museu Mineiro)

Novas plataformas para a promoção da música no Brasil e no mundo

Palestrante:

Benjamim Taubkin (Núcleo Contemporâneo/SP)

Shows

(19h • Pça da Liberdade)

• Sérgio Pererê

• Dibigode Instrumental

• DJ Luiz Valente

ter, 13.mai

Debate, seguido de GT

(14h às 18h • Museu Mineiro)

Feiras de negócios, intercâmbio e cooperação na área da música

Debatedores:

Ivan Ferraro (Feira da Música de Fortaleza/CE)

Pena Schimidt (Curador musical/SP)

Kuru Lima (Rede Conexão/MG)

Paulo André (Abril Pro Rock e Porto Musical/PE)

Shows

(19h • Pça da Liberdade)

• Rafael Martini (piano e clarinete)

• Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira (concerto para voz e percussão)

• DJ Rafael Roots

qua, 14.mai

Shows

(19h • Pça da Liberdade)

Toca de Tatu

• Luiza Brina

• DJ Daniel Maia


Música Minas

O Música Minas é uma ação de política pública firmada entre o Governo de Minas e o Fórum da Música, grupo de entidades organizadas e representativas do setor musical que reúne a AAMUCE (Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina), FEM (Fora do Eixo Minas), Grupo Cultural NUC, Rede Catitu, SIM (Sociedade Independente da Música), Valemais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, AMAES (Associação de Músicos, Artistas e Esportistas) e Associação Mucury Cultural.

Em sua quinta temporada, o programa tem a gestão do Valemais, sob a coordenação do Núcleo Executor formado por Guilardo Veloso, Francisco Cereno, Francisco Damasceno, Gabriel Murilo e Israel do Vale –todos eles, pela primeira vez à frente da condução do Música Minas.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

O Circuito Cultural Praça da Liberdade é o resultado da parceria do Governo de Minas com a iniciativa privada. O objetivo é explorar a diversidade cultural em uma região de Belo Horizonte com enorme valor histórico, arquitetônico e simbólico. São onze espaços culturais já em funcionamento, além de outros sete em fase de instalação.

Somente em 2013, mais de 800 mil pessoas visitaram o complexo. Só o programa educativo atendeu mais de 130 mil alunos da rede pública de ensino, além de associações e entidades filantrópicas. O Circuito é co-gerido pelo Instituto Sérgio Magnani, por meio de parceria com o Governo do Estado.

Espaços em funcionamento: Arquivo Público Mineiro; Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa; Centro Cultural Banco do Brasil; Centro de Arte Popular – Cemig; Cefar Liberdade - Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado; Espaço do Conhecimento UFMG; Horizonte Sebrae – Casa da Economia Criativa; Memorial Minas Gerais Vale; Museu das Minas e do Metal; Museu Mineiro e Palácio da Liberdade.

Espaços em fase de instalação: Casa Fiat de Cultura; Centro de Ensaios Abertos; Centro Cultural Oi Futuro, Escola de Design da UEMG, um centro de referência da música, Museu do Automóvel e o Centro de Apoio ao Visitante (Rainha da Sucata).

Informações:

contato@musicaminas.com
Programa Música Minas
Tel: 31 3234-8104

Retirado em 07/05/14, daqui.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Lançamento do disco No Brasil Nu, de Vinícius Medina

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No dia 14 de fevereiro, o cantor e compositor Vinícius Medina lançará seu primeiro disco solo em Teófilo Otoni, em um evento que contará com outras atrações e manifestaões. O artista que atualmente mora em Belo Horizonte é vocalista da Banda Raiz de Jequi e vem se destancando nas cenas do Reggae e MPB.

O disco:

"Este novo trabalho de Vinícius Medina representa a evolução da música mineira. Um disco em que emergem influências variadas que se misturam e criam uma singularidade sonora impecável, ouvida na simplicidade do tambor e nas texturas eletrônicas. Nas letras das canções Medina se torna um poeta da contemporaneidade, falando da vida urbana rápida, do aroma das montanhas, e do frescor do mar do sul da Bahia.
'No Brasil Nu' já nasceu sendo uma promessa da música mineira, que saiu de Teófilo Otoni e hoje faz escala em Belo Horizonte para o Brasil (Pedro Guinu)”.

O artista:

Vinícius Medina é músico brasileiro, compositor, e está lançando o seu primeiro disco NO BRASIL NU.
Medina é vocalista da banda Raiz de Jequí, com a banda já tocou nos estados de MG, ES e RJ, passando em sua maioria pelo Vale do Mucuri e Jequitinhonha. Em 2013 se apresentou em Juiz de Fora juntamente com a banda "The Wailers", banda que acompanhou Bob Marley na sua carreira musical. Em 2012, se apresentou com a banda no FAN - Festival de Arte Negra no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, com a participação de José Rodrigues (Unidade Punho Forte).
Ainda na mesma edição do FAN, Medina também se apresentou com o grupo LealSoundSystem, parceria esta que levou o músico à participar de uma apresentação única, no palco do Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, juntamente com Dj. Renatito, Lorenza Junqueira, Nathy Faria, Sérgio Pererê, Tânia Azze, Wagner Bagão e Zaika dos Santos.
Ainda em 2012 gravou a música ‘Sabedoria’ no primeiro álbum da banda Kabalions e em 2011 gravou com a banda Djambê, na bonustrack "Cativeiro". Participou também da abertura do show do grupo Teatro Mágico, na VI Semana de Artes da UFOP, e no Espaço Vila Verde em Nova Lima com a banda Tribo de Jah. Em 2009 apresentou-se no FestiVelhas - Projeto Manuelzão(UFMG).
Medina aprendeu e pôs em prática os seus estudos na Manufaturada Orquestra que é uma orquestra de improviso dirigido em tempo real, através de uma linguagem corporal na metamorfose da construção coletiva (Soundpainting).

SERVIÇO:

Evento: Espetáculo da Vida, de Rodrigo Ferrari

Data: 14 de Fevereiro de 2014

Hora: 20h:30min

Evento: Lançamento do disco Brasil Nu, de Vinícius Medina

Data: 14 de Fevereiro de 2014

Hora: 21h:00min

Evento: DJ Cubanito

Data: 14 de Fevereiro de 2014

Hora: 23h:00min

Local: Espaço Cultural Casarão do SESC – SESC Teófilo Otoni

Endereço: Rua Rui Barbosa, S/N - São Diogo - Teófilo Otoni

Preço: R$40,00 (com direito ao CD No Brasil Nu) e R$20,00 e 1 Kg de alimento não perecível (só entrada)

Venda de ingressos: Portaria e http://www.sympla.com.br/ingressos-evento?id=17026 (via internet)

Endereço: Av. Francisco Sá, 129, Centro – Teófilo Otoni

Contatos: (31) 9258-8278 / medinamusic7@gmail.com

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MÚSICA MINAS traz Painel de Interiorização aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

O Música Minas continua as ações de circulação pelo interior nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, com encontros nas cidades de Teófilo Otoni, Almenara e Águas Formosas. O objetivo é divulgar os editais e estimular agentes culturais a se beneficiarem das oportunidades oferecidas pelo Programa.

Os painéis:

  • Em Teófilo Otoni, o painel acontecerá na programação do Beco das Cultura, festival de cultura e arte, no dia 14/12 (neste sábado), na Livraria e Cafeteria Papo Café;
  • Já em Almenara acontecerá no dia 16/12 (segunda-feira) no Clube dos Operários;
  • E na cidade de Águas Formosas, o painel será realizado no Centro de Cultura como parte da programação do I Mucuriarte, festival de cultura do Vale do Mucuri, no dia 17/12 (terça-feira).

O Música Minas circula por todas as macrorregiões do Estado fomentando a criação de microrrotas pelo interior, por meio de parcerias com prefeituras, universidades, festivais, eventos, bares, restaurantes, centros culturais e equipamentos públicos e privados com vocação para a música. Em campo, o Programa compreende cada vez mais as necessidades, demandas e anseios dos diversos agentes da música em todo o território mineiro e colhe informações valiosas para seu planejamento.

Música Minas

O Música Minas foi criado em 2009 por meio de parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Cultura e o Fórum da Música de Minas Gerais, instância que reúne entidades representativas da música no Estado como a Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina (AAMUCE), Fora do Eixo Minas (FEM), Grupo Cultural NUC, Rede Catitu, Sociedade Independente da Música (SIM), Instituto Sociocultural do Jequitinhonha (VALEMAIS) e Associação Mucury Cultural.

Criado com o objetivo de apoiar a divulgação, a circulação e a exportação da música produzida em Minas Gerais e o desafio de fazer com que a diversidade da música mineira seja reconhecida nacionalmente e internacionalmente, o Programa é considerado um dos mais sólidos do país no setor.

Momento de interiorização

Na tentativa de expandir as ações do Programa e agregar ainda mais artistas mineiros, o Música Minas vem promovendo uma série de ações de interiorização. Para tal, são realizadas palestras, painéis de discussão e mesas redondas que visam divulgar as oportunidades e os editais que possibilitam a capacitação dos agentes culturais.

Confira as próximas paradas do Música Minas:

  • Teófilo Otoni

Data: 14/12/13

Hora: 15h30min

Evento: Beco das Cultura

Local: Livraria e Cafeteria Papo Café

Endereço: Rua Doutor Manoel Esteves, 150, Lj-05, Centro.

  • Almenara

Data: 16/12/13

Hora: 19h30min

Local: Clube dos Operários

Endereço: Rua Severiano Coutinho, 324, Centro.

  • Águas Formosas

Data: 17/12/13

Hora: 15:00

Evento: Mucuriarte

Local: Centro de Cultura

Endereço: Rua Dr. Sebastião Figueiredo, 643 – Centro.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Novos caminhos para a música

Do Cultura e Mercado

Por Patrícia Lima

Foto: Sean MurrayVocê provavelmente já ouviu falar em serviços de streaming musical como Deezer, Rdio e Grooveshark, já escutou em alguma festa uma música mixada por um DJ ou pelo menos já reparou que o número de pessoas ouvindo músicas pelo celular cresceu exponencialmente desde 2011. Se você ainda não reparou nada disso, é só uma questão de tempo: as novas formas de consumo de música já estão bem instaladas por aqui e ainda há bastante espaço no mercado para crescer.

De acordo com relatório divulgado pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) em fevereiro deste ano, o mercado fonográfico brasileiro teve um crescimento de 5,13% em 2012 na comparação com 2011, somando uma receita de R$ 398,2 milhões.

Pelo segundo ano consecutivo, a alta foi impulsionada pelo segmento digital, responsável pelo aumento de 83% na receita do setor, que compensou a queda das vendas de CDs, DVDs e Blu-Rays. O mercado digital já representa 28,37% do faturamento da indústria da música no Brasil.

Para Maria Clara Guimarães, supervisora do Departamento de Digital e Novos Negócios da Sony Music, a receita digital vai superar a física nos próximos anos, como já aconteceu nos Estados Unidos. “Além disso, haverá um crescimento no número de assinantes de serviços de streamingdevido, principalmente, à entrada de grandes players internacionais, ao custo-benefício para os usuários e à disseminação do serviço entre os consumidores de música, já que grande parte deles têm um forte apelo social (compartilhamento, recomendações, seguidores de playlists, etc)”, completa.

Arthur Fitzgibbon, diretor no Brasil da OneRPM, primeira distribuidora global de música digital com atendimento na América Latina, adiciona aos fatores que impulsionarão o aumento do mercado digital no país o fato de que o iTunes passará a aceitar cartões de crédito nacionais. “Além disso, o Brasil se tornou um território fértil para esse mercado devido a boa aceitação doe-commerce, a ampliação da classe média e ao maior acesso a banda larga”, afirma o diretor.

Os músicos independentes ainda não sentiram tanto o resultado desse crescimento do mercado digital. Quem afirma isso é Mauricio Tagliari, sócio da YB Music. “Nós temos nosso catálogo todo distribuído para streaming, nossos lançamentos mais recentes receberam destaque nestes serviços e no iTunes, mas a receita ainda não é significativa”, confessa.

A chegada em peso dessa revolução digital no mercado da música trouxe aos consumidores um acesso mais rápido, barato e prático às obras em relação ao mercado analógico e também o poder de utilizar o conteúdo produzido de formas inovadoras, além de tornar quase impossível para os artistas, detentores de direitos autorais, o controle da distribuição de seus produtos.

De acordo com Leo Wojdyslawski, advogado e sócio na área de propriedade intelectual do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, o cenário hoje é bem mais controlado do que há 10 anos, época em que se dizia que a indústria fonográfica iria desaparecer. “Não só não desapareceu, como também houve uma adaptação a essas novas modalidades de distribuição digital.”

O advogado também explica que hoje existem vários serviços de streaming com catálogos enormes que agradam a todos os gostos musicais. E, paralelamente, os canais de distribuição também se adaptaram, seja por ordens judiciais (como no caso do Napster e do Kazaa), seja por desenvolvimento econômico e institucional do modelo de negócio desses canais (YouTube). Ou seja, a própria indústria soube se adaptar e tirar proveito da revolução digital.

Para Wojdyslawski, a gestão dos direitos na era digital talvez seja até mais barata e eficiente do que em outros tempos. “Não vejo que seja um problema para a indústria fonográfica porque os canais de distribuição oferecem ferramentas de controle totalmente confiáveis”, complementa.

“Estamos inclusive vendo uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro e verificando um grande aumento no consumo de música legalizada. O que demonstra o potencial do interesse pelos serviços de música digital, já que o brasileiro nunca deixou de consumir música”, acrescenta Maria Clara Magalhães, da Sony Music.

Quem possui uma visão diferente em relação ao otimismo com este mercado é o diretor de redação da revista Galileu e DJ da noite paulistana, Alexandre Matias. Ele não acredita no total controle de direitos autorais, porque para ele, no fim das contas, isso vai estrangular a internet. “Imagine se todo mundo que posta fotos no Facebook ou no Tumblr tivesse que pagar direitos autorais pelo conteúdo que não é dele?”. Para o jornalista, a linha divisória do controle deve ser determinada pelo uso que é feito da obra: se comercial ou não.

Matias também não está tão seguro em relação aos serviços de streaming que cobram tarifas: “Não sei dizer se o streaming pago é uma opção viável. Há alternativas, mas elas nunca cobrem o todo. Ninguém vai esperar o disco novo do Arcade Fire que saiu na semana passada cair no Rdio ou no Deezer para ouvi-lo”, afirma.

Daqui para frente – As visões em relação ao futuro do mercado digital de música também são bastante variadas. O advogado Leo Wojdyslawski acredita que a tendência do consumo de música depende e vai depender ainda mais das condições técnicas de infraestrutura do país. “Se o 4G funcionar e for mais barato que o 3G hoje em dia, teremos um grande mercado para streaming, para as pessoas ouvirem todo e qualquer conteúdo no celular. As assinaturas de streaming são baratas, mas os planos de conexão de internet são caros.”

O curitibano Alexandre Stamm é um dos integrantes do projeto Drunk Disco, duo de DJs conhecidos por seus mashups (músicas produzidas a partir da junção de duas músicas ou mais) que toca em grandes clubes paulistas como Cine Joia, Glória, Bar Secreto e Neu. Stamm afirma que é difícil prever quais os próximos passos para o mercado de música. “Não é só a música, mas toda nossa sociedade está mudando cada vez mais rápido e em diversos aspectos”, afirma. Ainda assim, arrisca um palpite: “A tendência mais clara é que, cada vez mais, os artistas tenham como fonte de renda seus shows e não mais a execução e a criação de músicas novas. As músicas servirão apenas como divulgação dos shows. E isso já acontece nas periferias há muito tempo. O CD virou um flyer do show, distribuído de graça nas regiões onde o artista se apresenta”.

Em relação aos independentes, Mauricio Tagliari diz que, enquanto o consumo de música se basear na força da grande mídia, não veremos nada de novo. “Vai ser sempre o mais visto do YouTube, que é o mais tocado na rádio popular e também o mais presente na grade das TVs. Estamos longe de ter um fenômeno Porta dos Fundos na música. Apenas quando a música de artistas independentes gerar receita na web (em download e streaming) sem precisar de reforço do mainstream, a distribuição de espaço no mercado poderá mudar”.

Retirado do Cultura e Mercado em 11/11/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/destaque/novos-caminhos-para-o-mercado-de-musica/

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Música Independente: inscrições até 29/03/13

Retirado do site do Música Independente em 07/03/13 do endereço:

http://musicaindependente.art.br/projeto/

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O Projeto tem por objetivo proporcionar oportunidades artísticas e promocionais a intérpretes, compositores e instrumentistas profissionais de qualquer idade, residentes em Minas Gerais, que se dedicam à música, através de apresentações musicais, com destaque para shows e encontros inéditos.

O projeto

Criado em 2005 pela SIM, junto à Secretaria de Estado da Cultura, Fundação Clóvis Salgado, Rede Minas e Rádio Inconfidência, no intuito de incentivar o crescimento da cena musical de Minas Gerais. O projeto é voltado para os artistas mineiros com a intenção de dar visibilidade, formar público e contribuir para a profissionalização da cena musical independente de Minas Gerais.

Nas suas cinco edições anteriores, realizadas entre os anos 2005 e 2009, na Sala João Ceschiatti da Fundação Clóvis Salgado, foram contabilizados 136 espetáculos que foram gravados e transmitidos pela Rádio Inconfidência e Rede Minas.

O projeto deixou de ser realizado durante os últimos três anos e agora está de volta e não poderiam ser outros os parceiros, justificados, sobretudo pela sua história: Rádio Inconfidência, a primeira rádio a apostar na produção independente do Estado, além de levá-la a outras instâncias nacionais e internacionais; a Rede Minas que vem ganhando prêmios pela sua capacidade de reinvenção e pela atenção aos conteúdos locais e a preocupação com a sua projeção nacional. O time se completa com a SIM - Sociedade independente da Música, uma associação cultural, sem fins lucrativos criada com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da chamada cadeia produtiva da música, e aqui, como gestora e mobilizadora do setor musical de todo o Estado para a participação no programa.

O Projeto pretende realizar 10 eventos quinzenais com 2 apresentações artísticas musicais cada, totalizando entre 20 shows. Os eventos irão acontecer na casa de espetáculos Granfino’s. Serão selecionados através de edital público 20 artistas residentes em Minas Gerais. Haverá uma reserva de pelo menos 25% de artistas do interior do estado. Os eventos serão gravados e cada show (2 por evento) irá gerar um programa de rádio e um de tv a serem veiculados semanalmente pelos parceiros do Projeto, Inconfidência e Rede Minas respectivamente.

As ações sugeridas para 2013 potencializam os resultados já obtidos nas edições anteriores e as ações propostas, além de dar uma maior visibilidade ao projeto e ao artista, desperta o interesse pelo Música Independente, além de contribuir para a decisiva expansão da carreira dos artistas agraciados.

Esperamos com esta ação influenciar positivamente na projeção profissionalização dos artistas e de toda a cena musical mineira, dando visibilidade, formando público, gerando interesse na profissão e ampliando os laços nas diversas áreas culturais e com os diversos parceiros.

 

 

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Comunidade Azougue mais uma vez de malas prontas!

Enviado por Fred Caiçara

Turnê do álbum de estreia “Coisas que não se fabricam mais”.

Depois de passar pelas capitais: Recife, Fortaleza, Vitoria, São Paulo e Belo Horizonte, a banda desta vez irá percorrer cidades do interior de São Paulo.

Em seis anos de carreira, a Comunidade Azougue construiu uma trajetória consistente no cenário musical pernambucano. Inclui-se na lista de artistas que reforçam e apostam no uso de ritmos e costumes da terra misturados ao samba, afrobeat, dubs, timbres e afins, com textos e poesia contemporânea que ao mesmo tempo também nos transporta ao passado.

O quinteto desenvolve um trabalho autoral e de produção independente que vem conquistando plateias por onde passa.

Serviço

Comunidade Azougue – Show "Coisas que não se fabricam mais"

  • Dia 04 - SESC Ribeirão Preto
  • Dia 05 - São Carlos - UFSCAR
  • Dia 06 - SESC Sorocaba
  • Dia 10 - SESC Rio Preto
  • Dia 11 - SESC Santos
  • Dia 13 - Campinas – Casa São Jorge
  • Dia 14 - SESC Birigui
  • Produção e Assessoria

A Gravina (81) 8879-3090 (11) 8157-9508 – Taciana Enes gravinaproducao@gmail.com

Visite o site da Comunidade Azougue!

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Virada inComum, neste sábado

Virada inCOMUM sem lei - toque e troque sua arte!

Artistas de Belo Horizonte, chega de escrever projetos e buscar captação!

Nós queremos é tocar nossa arte, é fazer um som!

Fazer algo IN COMUM.

Para você que é COMUM, ou não, e:

* quer fazer parte do CATÁLOGO MUSICAL da MUSICA DE MINAS para as feiras internacionais VIC e WOMEX

* quer cooperar com uma nova maneira de fazer arte: TOTALMENTE independente;

* está devendo o RAD e quer continuar sendo um cooperado da COMUM;

* quer tornar-se um cooperado da COMUM;

PARTICIPE da festa:

Virada inCOMUM sem lei - toque e troque sua arte!

Serão 12 horas de muita arte e ação cooperativa...

em mais de 40 atividades culturais!

DATA: 25 de agosto de 2012 - de 19 horas às 7 da manhã

(com direito a café da manhã)

Local: Quadra da Escola de Samba Cidade Jardim

Endereço: Rua do Mercado, 47, Conjunto Santa Maria

Como participar:

Envie um e-mail fazendo sua proposta.

Equipe da COMUM responsável pela organização:

Coordenação: Geovana Jardim

(31) 3486-7848 / 9243-6692 (tim) – geovana@portalcomum.com.br

Produção artística:

Fabiana Martins e Vanessa Ferreira

fabianamartins@portalcomum.com.br

vanessaferreira@portalcomum.com.br

Confira a página no Facebook, aqui.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ação de Interiorização do Música Minas em Teófilo Otoni

Na última sexta-feira, dia 03 de agosto, recebemos os representantes do Circuito Fora do Eixo e do Vale Mais para uma Ação de Interiorização do Música Minas, programa que visa fomentar e incentivar a música feita em Minas. Nesta oportunidade estavam presentes Carlos Farias, Victor Maciel, Talles Lopes, Beatriz Farias, gestora da cultura do poder público municipal e representantes da cadeia produtiva da música.

Durante o encontro, a equipe apresentou o programa, suas potencialidades e oportunidades, além de sua história de luta pela valorização da música mineira, salientando a necessidade premente de articulação e organização dos elos da referida cadeia produtiva para que se tenha políticias públicas que atendam ao seu interesse e que o setor possa também buscar sustentabilidade.

Segundo o Talles em sua página no Facebbok:

“em Teofilo Otoni finalizamos nossa primeira semana de trabalho, com a Ação de Interiorização do Música Minas. Mais um encontro muito bacana, com diversos músicos e produtores, que se mostraram bem estimulados com o atual momento da cidade, e muita disposição para se conectar com os diversos movimentos culturais do Estado.
Agora é hora de retornar a BH e seguir com o trabalho. Iniciar o trabalho pelo Vale do Jequitinhonha e Mucuri é inspirador, ao mesmo tempo que já aponta claramente muitos desafios para o Programa Musica Minas. A diversidade e riqueza cultural do estado exigem politicas culturais consistentes e também diversificadas, entendendo que existe um Brasil de Dentro, uma Minas interiorana, que precisa ser potencializada.

Para saber mais:

O Programa

Desde o seu lançamento, em 2009, o MÚSICA MINAS beneficiou cerca de 740 artistas, por meio de 173 propostas selecionadas pelos seus editais. A iniciativa levou artistas mineiros para importantes festivais, cursos e eventos em todo o mundo, além de ter realizado ações de representação em feiras internacionais de música como: WOMEX (Copenhague/Dinamarca), BAFIM (Buenos Aires/Argentina), CMJ Music Marathon (Nova York/EUA), CMW - Canadian Music Week (Toronto/Canadá), Mercado da Música Viva De Vic (Espanha), Culturgal - Feiras das Indústrias Culturais da Galícia (Pontevedra/Espanha), dentre outras.

O programa Música Minas é realizado por meio da parceria firmada entre o poder público, representado pela Secretária de Estado de Cultura e a sociedade civil, na figura do Fórum da Música de Minas Gerais, que une entidades organizadas e representativas da música como a AAMUCE (Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina), COMUM (Cooperativa da Música de Minas), FEM (Fora do Eixo Minas), Grupo Cultural NUC, Rede Catitu, SIM (Sociedade Independente da Música) e VALE MAIS (Instituto Sociocultural do Jequitinhonha).

Aqui, a página do Música Minas.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Música Minas em Teófilo Otoni


Música Minas leva ações de estímulo à música mineira ao interior

Equipe visita cidades para divulgar oportunidades para artistas e produtores

O MÚSICA MINAS, programa de fomento à produção e divulgação da música mineira, realizado em parceria pela Secretaria de Estado de Cultura e pelo Fórum da Música, dá inicio a uma série de ações de interiorização, com o objetivo de ampliar o acesso e estimular a participação dos artistas e produtores residentes no interior de Minas Gerais. O trabalho consiste em divulgar as oportunidades geradas pelo programa para profissionais da cadeia produtiva da música, nas diversas regiões do Estado, por meio de palestras e painéis demonstrativos.

As ações, que se estenderão por várias cidades, começarão no dia 30 de julho, na cidade de Diamantina, região Nordeste de Minas Gerais, passando por municípios como Capelinha (31 de julho), Araçuaí (1º de agosto), Almenara (2 de agosto) e Teófilo Otoni (3 de agosto).

Em 2011, a equipe de interiorização do Música Minas percorreu 28 cidades mineiras e gerou ótimos resultados, entre eles um mapeamento do cenário musical destes municípios, com análises sobre os anseios e necessidades dos artistas e demais agentes culturais.

O Programa

Desde o seu lançamento, em 2009, o MÚSICA MINAS beneficiou cerca de 740 artistas, por meio de 173 propostas selecionadas pelos seus editais. A iniciativa levou artistas mineiros para importantes festivais, cursos e eventos em todo o mundo, além de ter realizado ações de representação em feiras internacionais de música como: WOMEX (Copenhague/Dinamarca), BAFIM (Buenos Aires/Argentina), CMJ Music Marathon (Nova York/EUA), CMW - Canadian Music Week (Toronto/Canadá), Mercado da Música Viva De Vic (Espanha), Culturgal - Feiras das Indústrias Culturais da Galícia (Pontevedra/Espanha), dentre outras.

O programa Música Minas é realizado por meio da parceria firmada entre o poder público, representado pela Secretária de Estado de Cultura e a sociedade civil, na figura do Fórum da Música de Minas Gerais, que une entidades organizadas e representativas da música como a AAMUCE (Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina), COMUM (Cooperativa da Música de Minas), FEM (Fora do Eixo Minas), Grupo Cultural NUC, Rede Catitu, SIM (Sociedade Independente da Música) e VALE MAIS (Instituto Sociocultural do Jequitinhonha).

Oportunidades

Músicos com residência comprovada em Minas Gerais podem se inscrever nos editais de Intercâmbio e Coletânea Música Minas. O primeiro dá aos profissionais da música a possibilidade de participar de eventos realizados em qualquer região do Brasil e do mundo, mediante comprovação de convite. As inscrições devem ser realizadas até o quinto dia útil do mês anterior à viagem proposta.

Já o edital da Coletânea Música Minas oferece a artistas de gêneros diversos a possibilidade de integrar uma coletânea que será distribuída entre produtores, programadores e formadores de opinião em feiras internacionais como a Womex e Música Viva de VIC. Os interessados podem se inscrever até o dia 24 de agosto. Informações no www.musicaminas.com

Cidades e Datas da Ação de inteorização

30/07 - Diamantina

31/07 - Capelinha

01/08 - Araçuaí

02/08 - Almenara

03/08 - Teófilo Otoni

Informações para a Imprensa:

CL Assessoria em Comunicação: 31 3274 8907

Christina Lima: christina@christinalima.com.br

Graziella Giannini graziella@christinalima.com.br

www.musicaminas.com e http://www.cultura.mg.gov.br

Em Teófilo Otoni, na Sala de Reuniões da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Av. Luiz Boali Porto Salman, 308 – 2º Andar/Sala 207 - Centro, às 16h.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bahia recebe encontro de negócios do mercado da música

Retirado do Cultura e Mercado em 20/06/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/agenda/bahia-recebe-encontro-de-negocios-do-mercado-da-musica/

Da Redação

De 4 a 8 de julho, a cidade de Salvador (BA) recebe o projeto Encounters, um espaço de negócios internacionais voltado ao mercado da música.

Durante os cinco dias, serão promovidos seminários, conferências, mesas de debate e encontros de negócios, reunindo compradores de música e jornalistas para negociar com produtores locais e promover a música brasileira no exterior.

Estarão presentes no evento: Crispin Parry, presidente da British Underground, agência de desenvolvimento do setor musical; Felix Hines, diretor administrativo da Westbury Music, editora independente de música contemporânea; o jornalista Bernardo Gutierrez; a empreendedora criativa Wozzy Brewster; e o representante da BM&A no Reino Unido, Jody Gillett.

O evento é uma realização da BM&A (Brasil Música e Artes) em parceria com a APEX-Brasil (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos) e Bahia Music Export e QualiCultura, parcerias entre a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o Sebrae-BA e a Fundação Cultural.

A ficha de inscrição está disponível aqui.

*Com informações do site Brasil Music Exchange

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Comunidade Azougue esbanja suingue

Mucuryanos, olhe quem quer vir para o Beco das Cultura 2012!

O que acham?

Retirado daLivRevista em 12/06/12 do endereço:

http://www.livrevista.com/article.php?id=1748

No último dia nove de maio, a banda Comunidade Azougue apresentou a Bauru sua mistura coesa de ritmos nordestinos

Por Amanda Melo

mannndi@hotmail.com

Clique aqui e baixe o disco "Coisas que não se fabricam mais"Perto das nove da noite, poucas pessoas se acomodavam nas mesas da Área de Convivência do Sesc Bauru. Poucos minutos depois, o público crescia para aguardar pelo início da apresentação. O que já se podia esperar de Comunidade Azougue, banda de Olinda (PE), era um som no mínimo explosivo – retratado pela bebida de pólvora, cachaça e limão que nomeia o grupo.

Depois de quase seis anos juntos, Fred Caiçara (voz), Chico Tchê (baixo), Léo Oroska (percussão), Júlio Castilho (guitarra) e Sanzyo Dub (bateria), acompanhados por outros parceiros de estúdio, gravaram o primeiro disco, intitulado “Coisas Que Não Se Fabricam Mais” (2011). O próprio nome do álbum sugere a mistura de ritmos que todos presenciariam.

De camisas floridas e ginga pernambucana trazida à superfície, a banda entrou no palco com pinta de quem mostraria o que tem de melhor. A faixa que dá nome ao disco abriu o show. Agitação e coesão musical não faltaram aos artistas que, cada um numa espécie de universo próprio, formavam a mistura de timbres e cadências cujo efeito único era a vontade de dançar junto a eles.

A iluminação do palco em “Dorotéia” contribuiu para o groove e o calor retratados pela canção. Inevitável lembrar-se do rap ritmado de Chico Science ao ouvir o sotaque marcante de Fred Caiçara. Teve espaço até para uma palinha de “A Ordem é Samba”, de Jackson do Pandeiro e Severino Ramos. O suingue fez a banda seguir o show com “Orion e as Pirâmides” e “Quero Me Pintar de Preto”.

Foto: Amanda Melo - Estilo e simpatia definem o vocalista Fred Caiçara

Com o samba cadente de “Eva Brasileira”, ficou representada a malemolência de um bom nordestino. Fred convidou o público a acompanhar a melodia que se repete ao fim da música. “Não precisa nem ensaiar. É jam”, instruiu. Ainda na pegada do samba, “Aurora” deixou a marca da cuíca, tocada com maestria por Léo Oroska, e “Nas Quebradas” acompanhou a levada das canções anteriores.

Algo como uma mistura de cúmbia e merengue. Nem mesmo a banda define o estilo da releitura de “Balada nº7”, de Moacyr Franco. Acontece que, como o próprio Fred diz, “experimento é isso”. O agitado “Samba de Graça” fez o público deixar os assentos para arriscar um balanço.

Na reta final da apresentação de Comunidade Azougue, Júlio Castilho presenteou o público com solos contundentes e danças malucas em “Sandália de Dedo” e “Samba de Black”. Para fechar o show, o funk meio samba de “Gentileza” e uma inédita, chamada “Areia”, marcada pelo afrobeat de Fela Kuti.

Aplausos não faltaram para que os pernambucanos retornassem para o bis, com direito à escolha do público: “Samba de Black” e “Coisas Que Não Se Fabricam Mais”. O que ficou foi o destaque de uma mistura maluca que dá certo e que traz ao sudeste um apanhado da cultura nordestina.

Para saber mais sobre a banda, acesse:

Comunidade Azougue

Trama Virtual

Facebook

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Entrevista: Comunidade Azougue

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

A mudança da Lei Rouanet e o Músico Independente

Nosso amigo Manoel J. Souza Neto, Diretor do Museu do Som Independente, editor chefe do Observatório da Cultura, além de outras coisas, é um preocupado ativo defensor dos interesses do setor cultural, em especial a música. De vez em quando publicamos algum de seus questionamentos ou esclarecimentos.

Esta semana em seu Facebook chamou a atenção para o cenário da música independente, e pertinente como sempre, está aí para lermos e para nos mobilizarmos. confira:

Por Manoel J. Souza Neto

ATENÇÃO MEIO MUSICAL: Amigos opinem em um assunto de interesse nacional dos músicos: A lei Rouanet vai mudar e fui procurado pelos amigos do NIM para ajudar o RELATOR do projeto na Câmara a definir o conceito de musica independente para a nova lei PROCULTURA. O texto estava muito ruim e dava espaço para interpretação equivocada de que o patrão possa ser considerado independente.

O texto estava assim:

"VI – projeto cultural de produção independente: b) na área da produção musical, cujo proponente não exerça, cumulativamente, as funções de fabricação e distribuição de qualquer suporte fonográfico, ou que não detenha a posse ou propriedade de casas de espetáculos ou espaços de apresentações musicais;"

Fiz esta proposta:

b) na área da produção musical, cujo proponente não exerça, a função de contratante, nos ramos editora, gravadoras produção e agenciamento artístico, ou cumulativamente as funções de fabricação e distribuição de qualquer suporte fonográfico para terceiros, ou que não detenha a posse ou propriedade de casas de espetáculos ou espaços de apresentações musicais; Para definição de artista independente será considerado aquele que detém autonomia sobre todas as etapas de produção e difusão da sua própria carreira artística, ou cadastrado como músico na OMB, ou estiver cadastrado como pessoa jurídica como Micro Empreendedor Individual na categoria Cantor/Musico Independente, ou ainda estiver cadastrado em Cooperativa de Música.

Este texto elimina completamente a hipótese de artistas das majors (grandes gravadoras), ou as própria gravadoras tentarem se enquadrar como independentes e dá tom jurídico ao texto, pois todas as hipóteses de independente ou músico estão baseadas em lei, já que micro empreendedor individual, cooperativa definem a atividade músico e permitem cadastro de pessoa jurídica. Já o caso da OMB dá legalidade via atividade profissional regulamentada. Em qualquer um dos casos o artista independente no entanto não está desprotegido e nem na ilegalidade. Por efeito os músicos passariam ou a se cooperar, ou voltar a se registrar na OMB, ou fariam seus registros de micro empreendedor individual, tirando da ilegalidade a categoria (hoje 92% na informalidade segundo IPEA). Além disso impediria espertalhões do campo patronal alegarem serem independentes. Pois ficaria evidente quem é o artista quem é o independente.

OPINEM!

Abraços.

Manoel José De Souza Neto (São Paulo, 09.01, Curitiba). Produtor cultural, pesquisador, escritor e agitador. Membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais - CNPC (2010/12).

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