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terça-feira, 14 de maio de 2013

Instituições culturais do Estado de Minas integram a 11ª Semana Nacional de Museus

Nesta edição, o evento traz o tema Museus (memória + criatividade) = mudança social

De 13 a 19 de maio acontece a 11ª edição da Semana Nacional de Museus, que será realizada em todo o Brasil. Com o tema Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social, o evento conta com um total de 1.252 instituições participantes, com 3.911 atividades distribuídas em 535 municípios de todo o país.

Em Minas Gerais, 168museus e instituições museológicas se inscreveram para participar do evento. Em todo o Estado, ao longo de sete dias, serão realizadas 631atividades em instituições de 90 municípios.

Em Belo Horizonte serão oferecidas 111 atividades, todas gratuitas, distribuídas nos 32 museus e centros culturais inscritos para participar deste evento. A programação completa da 11ª Semana de Museus está disponível no site www.museus.gov.br.

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio da Superintendência de Museus e Artes Visuais (SUMAV), ) preparara uma programação especial para o público, com exibições de filmes, oficinas, palestras, shows e visitas guiadas nos seis museus a ela subordinados – Museu Mineiro (BH); Centro de Arte Popular-Cemig (BH); Museu Casa Alphonsus de Guimaraens (Mariana); Museu Casa Guignard (Ouro Preto); Museu Casa Guimarães Rosa (Cordisburgo) e Museu do Crédito Real (Juiz de Fora).

Programação completa

Semana de Museus – Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, a Semana Nacional de Museus acontece anualmente em comemoração ao ‘Dia Internacional dos Museus’, celebrado no dia 18 de maio. Nesta 11ª edição do evento, o tema escolhido é ‘Museus (memória + criatividade) = Mudança Social’, que pretende promover reflexões sobre o papel dos museus em um mundo de constantes transformações.

Democrática, a Semana Nacional de Museus permite a participação não só de instituições museológicas, mas de outros órgãos culturais, compartilhando seu tema com lugares de memórias como arquivos, bibliotecas, casas de cultura, redes sociais e galerias, entre outros.

A 1ª Semana de Museus, em 2003, teve a participação de 57 instituições que realizaram 270 eventos. Desde então, o número de participantes só aumentou, o que demonstra o interesse da área em realizar uma programação comum em todo o país.

Uma pesquisa realizada pelo IBRAM com as instituições participantes da 10ª Semana de Museus, em 2012, mostra a movimentação do setor e o aumento do público durante este período. A pesquisa revelou também o fortalecimento da imagem dos museus e o crescimento da visibilidade das instituições, fortalecendo o envolvimento da comunidade com as ações desenvolvidas e ampliando a integração entre os museus brasileiros.

Segundo a pesquisa, a 10ª Semana de Museus gerou 504 novos empregos durante a sua realização, como a contratação de palestrantes, curadores, monitores, músicos, atores, montadores de exposição e outros prestadores de serviços. Além disso, foram mobilizados 2.333 voluntários. 

Desde a sua criação, em 2003, a Semana Nacional de Museus possibilitou a participação de mais de 4.000 entidades promovendo aproximadamente 12.300 eventos, realizados em 600 municípios espalhados pelo território nacional.

Retirado do site da SECult-MG em 14/05/13 do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/205/1536

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de maio de 2012

“Ano Pastor Hollerbach” - 150º aniversário de sua chegada ao povoado de Philadelphia

1

Johann Leonhardt Hollerbach, o Pastor Hollerbach como é mais conhecido, nasceu em Wertheim, Baden (Alemanha) em 09 de outubro de 1835 e faleceu em Teófilo Otoni, em 10 de julho de 1899. Aos 23 anos de idade troca a condição de professor auxiliar pela de estudante de Teologia, ordenando-se pastor em 25 de agosto de 186. Em 23 de maio de 1862, chega ao povoado de Philadelphia, hoje município de Teófilo Otoni/MG.
Durante os 37 anos que serviu à região, as suas atividades não se limitaram à religião, atuando também como elemento propulsor de extraordinário trabalho de assistência social e educacional para a comunidade. Assim, logo a chegar ao povoado, funda o primeiro estabelecimento oficial de ensino (escola primária), onde ministrava aulas em alemão e português (escola bilíngue).
É Patrono da Educação em Teófilo Otoni por meio da Lei 5.553, de 28 de dezembro de 2005 e Patrono Perpétuo da Cadeira 22, da Academia de Letras de Teófilo Otoni.

Texto extraído daqui.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

933 já leram a mycury 8. e vc?

Lançada nos finalmentes do ano passado, o número 8 da Revista Mucury faz sucesso de público e crítica.

Marcamos 933 leitroes.

Para todos os gostos e tipos de leitores, a Revista Mucury transita entre artigos científicos à poesia, sem crise.

Sempre com grandes colaboradores, além de todos os que vêm ao longo de 5 anos e 8 números, além de nossa equipe, não é mesmo? Clarice Palles, Daniella Salles, Viviane Silva e Marcelo Torres.

É “tão sortida quanto a feirinha do Veneta”,  tem de tudo: literatura, poesia, cultura popular, antropologia, sociologia e história. E nossa linha editorial só tem um norte: ao menos um texto sobre o Mucuri.

A nove está no forno, aguardem…

Confira outros números clicando aqui.

Para dar uma adiantada, eis o que de recheio:

A palavra em pelo

Viola Caipira

João Evangelista Rodrigues

Jornalista, Escritor e Compositor

http://vialaxia.blogspot.com/

BALADA PARA UMA MOCINHA

A!MOR

AMOR FORA DE HORA

SEM VOCÊ

PARA UMA MENINA COM UMA DOR

Madson Hudson Moraes é poeta e jornalista pela Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. Suas atividades acadêmicas estão mais voltadas para a Literatura, Música e Poesia Brasileira. Selecionado na 54º Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos e no livro Contos de Outono - Contos de Amor e Desamor, ambos publicados pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Esteve entre os 100 vencedores do Prêmio Literário Waldeck Almeida de Jesus no ano de 2008.

Introdução EFBM

ESTRADA DE FERRO BAHIA E MINAS

Fernando da Matta Machado

Nasceu em 1943 na cidade do Rio de Janeiro (RJ).O pai natural de Diamantina (MG) e a mãe de Teófilo Otoni (MG).

Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais - IHGMG, do Instituto Histórico e Geográfico de Sabará - IHGSa, do Instituto Histórico e Geográfico do Alto Rio das Velhas – IHGARV e da Academia de Letras Ciências e Artes do São Francisco – ACLECIA.

Autor do livro “Navegação do Rio São Francisco”, do texto “Dados biográficos de Pedro Versiani” e da monografia "Contratação e liquidação de câmbio de exportação".

Organizador dos livro “A Companhia de Santa Bárbara: um caso da indústria têxtil em Minas Gerais” e "Memórias", de João da Matta Machado.

Publicou diversos artigos em jornais e revistas.

Noções Maleáveis sobre o sertão

Mariana Oliveira e Souza

Graduada em Ciências Sociais na UFMG, com ênfase em Antropologia, Arqueologia e formação complementar em História. Atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFMG e participa do Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais-NUQ-UFMG.

Introspecção e mineiridade: um olhar cultural

Maurício Caleiro

Cineasta e jornalista.

Blog: http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com

“cidade dos mortos – notas sobre o cemitério do Bonfim”

Patrick Arley de Rezende

É fotógrafo e livreiro. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais e é mestrando em Antropologia pela mesma UFMG.

MILTON RIBEIRO TAVARES, "de saudosa memória"

Igor Sorel Tavares

Arquiteto pela UFMG, 1980, com especialização em transportes pelo IBAM, 1983, funcionário da Secretaria Municipal de Indústria Comércio e Turismo da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni.

Os primeiros 123 versos da Eneida de Virgílio

Luís Santiago

Graduado em História pela Universidade Estadual de Montes Claros. Escritor com títulos publicados sob o nome de Luís Santiago (a maioria sem ISBN), com destaque para a série O Vale dos Boqueirões, sobre a história do vale do Jequitinhonha, da qual quatro volumes já foram publicados.

Relações de poder, distribuição do espaço doméstico e o ‘designer’ de interiores

Tania Quintaneiro

Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora adjunta aposentada do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Atua nas áreas de teoria sociológica clássica. Pesquisa a política interamericana e a atuação do Estado, com ênfase nas relações entre o Brasil, os Estados Unidos e América Latina no período da Segunda Guerra Mundial. Pesquisa relações de gênero por meio da produção de viajantes estrangeiros ao Brasil no século XIX. Tem se dedicado especialmente ao estudo da sociologia de Norbert Elias.

Vejo gentes

Bom Dia Mãe

João Quixico Domingos

Natural de Cazenga-Luanda -Angola, mestrando em Ensino da Língua e Literatura Portuguesa

Saca-rolhas

Roberto Taufick

Bacharel em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco/USP, membro honorário da sua Academia de Letras Contista, cronista, romancista, poeta e compositor. Nas horas vagas, Especialista em Políticas Públicas em Gestão Governamental, com foco em antitruste.

Folhei-a:

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Na Trilha Guerreira dos Borun

fotoOntem, 17, foi o dia de encerramento da Exposição Na Trilha Guerreira dos Borun, uma mostra da saga de nossos ancerstrais indígenas, suas lutas e das comunidades indígenas remanescentes no leste e nordeste de Minas Gerais.

Foi também o lançamento do livro homônimo, resultado de uma vida inteira de dedicação à causa indigenista da pesquisadora Geralda Chaves Soares. Assim como a exposição, o livro traz consigo o esforço de resgate, retomada e valorização da história indígena, e na medida do possível sob a perspectiva de quem “perdeu” a história, ao menos em sua versão oficial. são fotografias, ilustrações, relatos e discussões levantadas acerca da chegada da população não-índia nestes nossos “sertões”.

Aproveitamos para registrar uma grande amizade e colaboração que nasce do encontro da Mucury Cultural e Papo Café com a Geralda Soares, começamos com os “Poi” direitos todos! Vamos trabalhar bastante ainda. Muito obrigado Geralda, pelo seu tempo, disposição incansável e todo o amor à esta nossa terra já tão banhada de sangue de nós mesmos.

Curadora e Autora: Geralda Chaves Soares - Pedagoga, indigenista, e pesquisadora da história indígena do leste de Minas. Sócia do centro de documentação Eloy Ferreira da Silva. Assessora de projetos da Associação indígena Pankararu Pataxó – AIPPA – AraçuaíO livro relata a história indígena da região leste de Minas (Jequitinhonha, Rio Doce e Mucuri e São Mateus) e a realidade indígena Atual.

Ah, e o livro encontra-se à venda na Livraria Papo Café.

* Foto Daianne Prates.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Na Trilha Guerreira dos Borun

Gera 01Hoje, dia 12 de abril ao meio dia, será aberta a Exposição Na Trilha Guerreira dos Borun, uma mostra da saga de nossos ancerstrais indígenas, suas lutas e das comunidades indígenas remanescentes no leste e nordeste de Minas Gerais.

E no dia 17 será lançado o livro Na Trilha Guerreira dos Borun, resultado de uma vida inteira de dedicação à causa indigenista da pesquisadora Geralda Chaves Soares.

Assim como a exposição, o livro traz consigo o esforço de resgate, retomada e valorização da história indígena, e na medida do possível sob a perspectiva de quem “perdeu” a história, ao menos em sua versão oficial. são fotografias, ilustrações, relatos e discussões levantadas acerca da chegada da população não-índia nestes nossos “sertões”.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Folha de São Paulo revela que foto do suicídio de Vladimir Herzog foi encenada

Retirado do IMAGES&VISIONS em 06/02/12 do endereço:

http://imagesvisions.blogspot.com/2012/02/folha-de-sao-paulo-revela-que-foto-do.html

© Foto de Silvaldo Leung Vieira. O suicídio forjado de Vladimir Herzog. São Paulo, 1975.

O jornal Folha de S.Paulo publicou no último domingo (05/02), uma entrevista com Silvaldo Leung Vieira, autor da célebre fotografia do jornalista Vladimir Herzog morto numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, em 1975. Silvaldo, que foi localizado em Los Angeles diz ter sido "usado" pela ditadura para forjar a cena de suicídio de Herzog. "Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", afirmou Silvado à Folha. Fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos, foi recrutado pelo Dops (Departamento de Ordem Social e Política) para uma de suas primeiras "aulas práticas": o registro do cadáver do jornalista, que havia comparecido espontaneamente ao DOI-Codi, após ter sido procurado por agentes da repressão em sua casa e na TV Cultura, onde trabalhava como diretor de jornalismo.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

História do Samba

Retirado do MINC em 01/12/2011 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2011/11/30/historia-do-samba/

Fundação Palmares apresenta o projeto 'Cantando e Contando a História do Samba'

Dez seminários promovidos pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (FCP/MinC), abordarão a História e a Cultura Afro-brasileira por meio de temas centrais da cultura, como a dança, a música, a religião, a arte, os ritos e as tradições. A série de encontros faz parte do projeto Cantando e Contando a História do Samba, e o primeiro encontro será realizado nesta quinta e sexta-feira, 1º e 2 de dezembro, na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Os outros nove seminários ocorrerão ao longo de 2012.

Nos dois dias de encontro haverá palestras, debates, minicursos com abordagem de temáticas relativas às leis, relato de experiências exitosas apresentadas pelo público e apresentações culturais. Para participar, os interessados devem efetuar inscrição pelo endereço eletrônico: www.cantandoahistoriadosamba.com.br.

A Fundação Palmares, com base na Lei 10.639/2003, pretende que os seminários atuem como instrumento teórico e metodológico e sejam direcionados  a professores, educadores, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e outros.  Os encontros também vão contribuir para a implementação da Lei 11.769/2008,  que torna obrigatório o ensino de música na educação básica, buscando a inclusão de questões raciais no ambiente escolar, por meio da música.

Cantando e Contando a História do Samba

Desenvolvido para professores das diversas áreas do conhecimento, de escolas da rede pública e particular, o projeto é de autoria da Associação Musical Artística e Cultural (AMAC) e pretende oferecer, aos profissionais de ensino, estratégias de intervenção pedagógica que favoreçam a construção de atividades lúdicas com base na musicalidade rítmica do samba.

A realização do projeto faz parte de um conjunto de atividades propostas pela FCP, com a finalidade de ampliar o diálogo com a sociedade civil e demais órgãos dos governos federal e estaduais, que reconheçam e promovam os direitos humanos, os valores éticos, o reconhecimento da diversidade de manifestações culturais de matriz africana, a inclusão e a cidadania cultural.

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)

(Fonte: FCP/MinC)

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Projeto Memória do Banco do Brasil–João Cândido

O Banco do Brasil, a fundação Banco do Brasil e a Petrobrás, em parceria com a Prefeitura de Teófilo Otoni, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura têm o prazer de convidá-lo para a Exposição “João Cândido”, a luta pelos direitos humanos, que será realizado no período de 07 a 10 de novembro, das 8hs às 16hs , no Sind-ute.

A iniciativa integra as atividades do projeto Memória, desenvolvido pela fundação Banco do Brasil e pela Petrobrás para resgatar a história de personalidades que defenderam a inclusão social no país. O projeto homenageia o marujo João Cândido, líder da Revolta da Chibata, e trata da luta pelos direitos humanos.

Abertura: dia 07/11/11

Horário: 8hs

Local: Sind-ute

Rua Julio Costa nº 13 B. São Diogo

 

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

brasil feminino–mulheres inesquecíveis

noname

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

festival de história - 2011

enviado por Franzlália Melo.

fHist

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Colonização e o Povoamento do Baixo Jequitinhonha em Minas Gerais, no século XIX: a “guerra justa” contra os índios - Cézar Moreno Conceição Tavares

LANÇAMENTO DA EDIÇÃO COMEMORATIVA

A COLONIZAÇÃO E O POVOAMENTO DO JEQUITINHONHA NO SEC XIX: a guerra contra aos índios, face ao bicentenário do município de Jequitinhonha e região, e a resistência cultural dos povos indígenas, livro de Cézar Moreno

Com participação especial de Walter Dias, Milena Torres, Luiz Felipe, Nivaldo Caetano, Admilson Campos e outros.

VALEMAIS - INSTITUTO SOCIOCULTURAL DO JEQUITINHONHA.

DIA 30/06 A PARTIR DAS 19 HS

LOCAL: BAR COPO SAGRADO

RUA SANTO AMARO, 459, SAGRADA FAMILIA, BH MG


Objeto de Pesquisa

A colonização e o povoamento do baixo Jequitinhonha em Minas Gerais e a guerra contra os índios, no século XIX.

Fonte/Corpo Documental

Foram utilizadas fontes primárias impressas pela Revista do Arquivo Público Mineiro e manuscritas das Secções Colonial e Provincial do referido arquivo; publicações do século XIX e documentos avulsos publicados pela mesma revista. Obras dos viajantes e leis.

Abordagem da problemática/Metodologia do Trabalho

Com base nas fontes e bibliografia, buscou relacionar o processo de colonização e povoamento com a decadência da mineração, a expansão da fronteira colonial, a militarização, a devastação da mata, a política indigenista, a viabilização da navegação do Rio Jequitinhonha como rota comercial e de comunicação entre o interior mineiro e o litoral baiano. O estudo vai até a formação social das nos arredores dos quartéis.

Estágio Atual da Pesquisa

O trabalho fez parte do Programa de Bolsas de Iniciação Científica – PROBIC – da PUC-MG, resultando na sua publicação. A pesquisa prossegue com o estudo da História invisível dos índios Maxakali do Jequitinhonha – aliados do colonizador na guerra contra os botocudos.

Resumo

A Colonização e o Povoamento do Baixo Jequitinhonha em Minas Gerais, no século XIX: A guerra contra os índios

Cézar Moreno Conceição Tavares[1]

A colonização e o povoamento do baixo Jequitinhonha em Minas Gerais se processaram em dois momentos com sentidos diferentes. O primeiro, com a expedição do capitão-mor de Porto Seguro, João da Silva Santos, em 1804, e depois em 1806, com o Ouvidor, também, de Porto Seguro, José Marcelino da Cunha, ambos atendendo ordens diretas do governador da Capitania, de explorar o rio Jequitinhonha. O segundo, aconteceu em 1811, com o alferes Julião Fernandes, que cumprindo as ordens editadas através da Carta Régia de 1808, que declarava uma “Guerra Justa”, ofensiva e exterminadora contra os habitantes da mata.
No começo do século XIX, a Corte Portuguesa se transfere para o Brasil, e D. João autoriza a construção de estradas em várias regiões, dando início à expansão da fronteira agrícola colonial, em consonância com os interesses particulares de desbravar a mata, e acabar com os esconderijos dos índios, livrando o nordeste mineiro da sua ação destruidora.
A ocupação do Baixo Jequitinhonha se tornou oficial com a chegada do alferes Julião Fernandes, para instalar e comandar os quartéis da Sétima Divisão Militar do Jequitinhonha. As ordens eram: enfrentar o índio pela força das armas; garantir o direito da apropriação privada das terras e da mão-de-obra indígena; aprisionar qualquer índio que fosse encontrado com armas e em resistência; distribuir lotes de sesmarias aos colonos para desbravar e devastar a mata, esconderijo natural dos índios; e finalmente, marcar a data de início do cativeiro dos índios que seriam utilizados pelos colonizadores, através da ação religiosa e do batismo.
A colonização e o povoamento se deram com a apropriação privada do território de caça, pesca e coleta dos índios, através de uma ocupação genocida, que integrou à força os índios ao mundo civilizado, aldeando, destribalizando e desculturando ou exterminando, visando a interiorização da fronteira agrícola. Abria-se um novo horizonte: ocupação de novas lavras, índios para prear e terra para agricultura isenta de impostos, através de incentivos fiscais e fundiários.
A política indigenista adotada por D. João, questionava os métodos brandos implantados a partir do período pombalino e visava uma guerra de extermínio e escravização dos rebeldes e a destribalização e desculturação dos dóceis. E a caça aos índios bravos e ferozes criou uma nova relação entre o branco e o índio, colonizador e colonizado.
Para animar o povoamento, havia o incentivo do governo, em vigor desde 1808. Esses incentivos fiscais e fundiários, somados aos ganhos com a preação e lavouras promoveram uma migração em massa para o Baixo Jequitinhonha. A mata seduzia o mineiro pelo que oferecia, e exercia uma forte atração ao excedente populacional de Minas Novas, aliciando jovens, casais, aventureiros, fugitivos e família inteiras. Com a força do machado do colono, as terras foram transformadas primeiro em áreas de agricultura, e, no final do século, em pastagens de fazendas de criação de gado, pela concentração da terra e riqueza.
O processo pode ser caracterizado como parte da expansão da fronteira colonial, com uma política indigenista marcada pela violência contra os índios, justificada por razões político-militares e pelo “sentimento de ameaça à integridade física do reino português, como se os grupos indígenas da região pudessem promover movimentos de oposição à ocupação plena do território e fossem capazes de desorganizar o sistema de dominação política instaurado pelo regime colonial”.

 Obs.: O livro pode ser adquirido na Sede do CEDEFES e também pelo fone (31) 3463.8074.

[1] Bacharel e Licenciado em História pela PUC-MG. Assessor de Patrimônio Cultural do Centro de Apoio Operacional Estadual da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais. Trabalha atualmente no projeto de mestrado: A História Invisível dos Maxakali no Jequitinhonha – século XIX: simulação da resistência – História e Memória: Século XIX. Participa do Projeto Aranã: Indígenas e Indianidades Emergentes no Vale do Jequitinhonha – MG, CEDEFES.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Balaiada nas ondas do rádio

Retirado do Zema Ribeiro em 05/05/2011 do endereço:

http://zemaribeiro.blogspot.com/2011/05/balaiada-nas-ondas-do-radio.html

24 programas de 15 minutos são adaptação de histórias em quadrinhos. Magno Cruz é homenageado


ZEMA RIBEIRO
ESPECIAL PARA O IMPARCIAL

Insurreição popular ocorrida no Maranhão no segundo quarto do século XIX, a Balaiada será lembrada pela radionovela Dom Cosme, o tutor da liberdade. O título alude a Negro Cosme, liderança do movimento, até hoje um herói lembrado, sobretudo pelo movimento negro do Maranhão.
A radionovela foi aprovada pelo Grêmio Recreativo e Cultural Libertos na Noite, em edital público da Associação Brasileira de Rádios Públicas (Arpub), de 2010. A citada entidade ludovicense organiza o bloco afro Netos de Nanã e é ponto de cultura – o Dagbá Dijó Emi: em liberdade, juntos pela vida.
Os 20 mil reais assegurados pela seleção no edital garantiram a pesquisa, produção e gravação dos 24 programas, de 15 minutos cada – seis horas no total, tempo previsto no instrumento público de seleção. O time envolvido na feitura da radionovela ainda busca apoio para realizar um lançamento oficial da mesma, em São Luís. Magno Cruz, militante histórico do movimento negro maranhense, será homenageado: todos os programas são dedicados a ele, falecido em agosto do ano passado, durante o desenvolvimento do projeto.
“Uma das revistas em quadrinhos que adaptamos era de autoria dele [Negro Cosme e a Guerra da Balaiada]. A ideia da radionovela foi dele, que procurou a mim e a[o ator] Lauande Aires ainda em 2001. Na época havíamos acabado de fundar a Rádio Conquista FM [comunitária, sediada no bairro do Coroado]. O projeto à época acabou não vingando, só sendo retomado com o lançamento do Prêmio Roquete Pinto, em 2010”, explica a atriz e gestora cultural Elizandra Rocha, diretora-geral do projeto.
A outra revista adaptada para o rádio foi Balaiada: A Guerra do Maranhão, de Iramir Araújo, Ronilson Freire e Beto Nicácio. “Foi uma opção consciente, embora a literatura sobre o assunto seja escassa. As HQs retratam o movimento sob a ótica dos revolucionários, os líderes da Balaiada: Negro Cosme, Cara-Preta, Balaio, entre outros. Nas bibliotecas, o que encontramos sobre o assunto em geral trata estes herois como sanguinários desordeiros”, continua.
O elenco de Dom Cosme mescla nomes bastante conhecidos do teatro maranhense a talentos promissores: Urias de Oliveira e Gigi Moreira somam-se a Lauande Aires [diretor de elenco] e Neto de Nanã. Os dois últimos dividem a direção musical. Para Elizandra, “foi uma experiência muito interessante juntar saberes e fazeres tão distintos. Fazer rádio é estimulante. É um veículo de comunicação que ainda exerce muito fascínio nas pessoas. A dramaturgia em rádio exige muito talento e dedicação dos atores, já que toda a interpretação está na voz”.
A Arpub já disponibilizou todos os programas contemplados para audição e download em seu
site. Os programas podem ser baixados por instituições que não tenham fins lucrativos, mediante cadastro no site. Os programas serão distribuídos a rádios públicas e educativas brasileiras, filiadas à associação.
No Maranhão Dom Cosme irá ao ar pelas ondas da Rádio Universidade FM, dentro do programa Santo de Casa, transmitido de segunda à sexta-feira, às 11h, dedicado à produção musical maranhense – até o fechamento da matéria, ainda não estava confirmada a data de início da veiculação, nem sua periodicidade.
Magno Cruz, o homenageado, era um aficionado por rádio. Apresentava um programa na Conquista FM e era ouvinte assíduo do Chorinhos e Chorões, dominical apresentado por Ricarte Almeida Santos, dedicado ao mais brasileiro dos gêneros musicais, como o nome já entrega. “Era costumeiro receber suas ligações nas manhãs de domingo. Às vezes para pedir maiores informações sobre determinado disco ou artista tocado. Às vezes simplesmente para um elogio sincero. Era um ouvinte fiel. Não há melhor meio para homenageá-lo que pela via do rádio, acertada escolha”, comentou o apresentador, vibrando ao saber, pela reportagem de O Imparcial, de Dom Cosme, o tutor da liberdade.
[O Imparcial, 3/5/2011]

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Memória

Publicado originalmente no site do Ministério da Cultura e retirado em 25/04/2011 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2011/04/22/memoria-3/

Em cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff, inconfidentes são sepultados em museu de Ouro Preto

As ossadas recentemente identificadas como sendo de três inconfidentes mineiros foram sepultadas no dia 21 de abril no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), com a presença da presidenta Dilma Rousseff, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia.

Com os despojos de José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota são agora 16 inconfidentes identificados. Outros 10 têm paradeiro desconhecido. O enterro no Panteão da Inconfidência foi uma das atividades em comemoração ao Dia de Tiradentes.

“A revolta dos inconfidentes, que eles sufocaram, lançou para sempre a semente de liberdade no coração dos brasileiros”, afirmou a presidenta.

A ministra Ana de Hollanda considerou a identificação um feito histórico para o patrimônio brasileiro. “A oportunidade de enterra-los dignamente no Panteão do Museu da Inconfidência é muito importante para manter acesa essa relação genuína dos brasileiros com a liberdade”, disse.

Participaram também da cerimônia os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, além de ministros da comitiva presidencial.

Medalha

Ainda na programação do Dia de Tiradentes, Dilma Rousseff, Ana de Hollanda e mais 236 personalidades e instituições foram agraciadas com a mais alta comenda concedida pelo governo de Minas Gerais, a Medalha da Inconfidência, um reconhecimento pela contribuição ao estado e ao país.

“Eu me senti muito honrada com a homenagem e levarei comigo essa lembrança, principalmente porque me dei conta de que, há exatos 50 anos, meu pai, Sérgio Buarque de Hollanda, recebia essa mesma comenda”, refletiu.

Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; do Planejamento, Miriam Belchior; e da Justiça, José Eduardo Cardozo; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; e os governadores do Espírito Santo, José Renato Casagrande; e do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, também receberam a comenda.

A Medalha foi criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek, e é entregue sempre no dia 21 de abril, com três designações: Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência, além do Grande Colar, concedido a chefes de Estado.

Leia detalhes sobre a identificação das ossadas dos inconfidentes.

(Texto: Ascom/MinC)
(Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR e Pedro Silveira)

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