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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DocBrazil Festival

Retirado do site do MINC em 09/02/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/02/09/docbrazil-festival-2/

Inscrições para a mostra de documentários realizada na China estão abertas até 15 de março

Já estão abertas as inscrições de documentários para participação no DocBrazil Festival, evento que conta com o apoio institucional do Ministério da Cultura e acontece entre os dias 2 a 30 de setembro nas cidades chinesas de Pequim, Xangai, Cantão e Macau.

Os documentaristas têm até o dia 15 de março para enviar seus trabalhos através do site www.docbrazilfestival.com. Os interessados deverão entregar um termo de autorização de exibição de imagem, DVDs com legenda em inglês, fotos, material promocional e lista de diálogos. Os selecionados serão conhecidos no dia 5 de maio.

O DocBrazil é um festival não competitivo e não há restrição quanto a temas ou gêneros dos documentários enviados para seleção ou limite para o número de inscrições por participante. O evento atua como uma plataforma criativa envolvendo parcerias e atividades paralelas e tem como objetivo  reinventar a percepção do Brasil no país asiático.

A curadora e organizadora do evento, Fernanda Ramone, explica que o festival busca o conhecimento e a troca mútua entre as duas culturas. “O intuito do evento, mais do que mostrar as similaridades e diferenças entre Brasil e China, é fortalecer o canal de entendimento entre os países”.

Ela citou ainda exemplos de parcerias que contribuem para a mudança do olhar do chinês em relação a cultura brasileira, como o Raffles International Design Institute. “Temos uma parceria com um instituto de design em que  jovens designers chineses criam os cartazes para cada documentário exibido, além de criar um pôster sobre a percepção que eles possuem do Brasil. Isso pode se transformar uma pequena mostra do que os jovens pensam ou sabem do nosso país”.

Festival

A ideia do DocBrazil Festival surgiu como forma de divulgar a riqueza e a diversidade da arte brasileira na China, e estimular, a partir dessa empatia, o desenvolvimento de um processo de expansão de horizontes, utilizando o espaço geográfico e suas nuances como ponto de encontro de similaridades humanas e de aproximação cultural.

Em 2011, o evento esteve presente nas principais cidades chinesas com sete documentários, ciclo de palestras, intervenções artísticas e shows musicais. Os títulos selecionados apresentaram temas ligados à diversidade cultural brasileira, a ruptura de estereótipos e o papel do Brasil no século XXI.

Na capital Chinesa, Beijing, o DocBrazil Festival teve destaque como uma das principais atrações internacionais do Festival 789, o maior evento dedicado ao público jovem chinês na cidade, organizado pelo mega portal chinês Sohu.com.9

(Texto: Marcos Agostinho  - Ascom/MinC)

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

In-EDIT~BRASIL - Inscrições Abertas

Enviado por Raquel Leite.

Retirado do site do IN-EDIT~BRASIL em 13/01/2011 do endereço:

http://in-edit-brasil.com/inscricoes_2012/

O In-EDIT~BRASIL, Festival Internacional do Documentário Musical, abre suas inscrições para a sua 4ª edição. O evento acontecerá em São Paulo e Rio de Janeiro de 3 a 13 de maio de 2012.

Você poderá inscrever seu filme (longa ou curta) até o dia 1 de fevereiro de 2012.

Para isso, leia atentamente o regulamento, preencha corretamente o formulário e envie suas cópias.

O vencedor do festival entrará no circuito In-Edit de documentários e levará o diretor do filme a Barcelona para apresentá-lo pessoalmente.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

III MOSTRA DE CINEMA: CULTURA, ARTE E PODER

Retirado do cinemartepoder em 06/01/2011 do endereço:

http://cinemartepoder.blogspot.com/2012/01/iii-mostra-de-cinema-cultura-arte-e.html?showComment=1325778467708#c33643163219742262

DE 03 A 09 DE FEVEIREIRO DE 2012

Com curadoria de Sávio Leite e do Grupo Oficina Multimédia, a mostra trata de semelhanças e especificidades da linguagem audiovisual em filmes que dialogam no eixo da cultura, da arte e do poder. Serão exibidos curtas e longas-metragens de jovens emergentes talentos e consagrados diretores cinematográficos brasileiros assim como dois trabalhos norte americanos.

CURTAS 01

Calma Monga Calma - Petrônio de Lorena - Brasil(PE), 2011, 18' – Cor - 35mm

Psicopata misteriosa chama a atenção da polícia e do jornalismo investigativo a partir de ataques simiescos aos varões da sociedade recifense.

Drop in the darkness - Carlosmagno Rodrigues, Cris Ventura, Sara Alves BR - 06min50s | Brasil | 2011 | Ficção

Um filme sobre a conversão evangélica baseado nas Cartas à Sete Igrejas (Capítulo 2, Versículo 19, Apocalípse) que trata dos discursos usados para a conversão de fiéis. O filme é montado em travellings verticais referenciando o arquétipo do inferno. Um pastor guatemalteco é importunado por Dylan, um bêbado que falando "spanglish" tenta convencer o pastor a lhe dar uma bíblia. A Dylan lhe interessa o valor econômico que a bíblia tem em um país arrasado pelos conflitos da guerra fria, do narcotráfico e da desigualdade social. O título "Drop in The Darkness? faz referência às circunstâncias que a banda sonora foi gravada em Antiqua-Gratemala (2009) e apresenta o desconforto causado pela solidão e a violência.

Cocais – a cidade reiventada – Ines Cardoso - | 15 min | 2008 | doc

Cocais é um documentário poético realizado junto com pacientes e funcionários de uma cidade-manicômio no interior de São Paulo. Esta é a história de uma cidade que se reinventou através de um filme, ou a história de um filme que foi inventado por uma cidade.

Nego - Sávio Leite e Marko Ajdarić – 3’- 2010 – Experimental

Uma homenagem ao intelectual negro mais fecundo que o Brasil conheceu, utilizando os quadrinhos como aporte visual e dramático.

TABA – Marcos Pimentel - 16min00s | 2010 | Documentário

Taba: coletivo de oca. Sobre os escombros e destroços das cidades contemporâneas, os novos guerreiros urbanos improvisam diariamente por ruas e ruínas... Representantes de diferentes tribos experimentam suas guerras cotidianas pela sobrevivência, habitando um território desigual e em contínuo desequilíbrio. Um documentário que desnuda os contrastes e contradições que a vida na cidade nos reserva.

Total: 58’

CURTAS 02

Eu queria ser um monstro – Marão – 8’- 2009 – Animação

O cotidiano de uma criança com bronquite durante sua infância em Nilópolis.

Magnífica desolação - Fernando Coimbra – 19’- 2010 - Ficção

O Homem, a Máquina e a Viagem. Impressões sobre o cotidiano dos maquinistas de trens de carga no Brasil.

O Sal da lua - Cristiana Miranda - 05:17 - 2010

A noite numa grande cidade latino americana. Influências européias, pesadelos tropicais.

Museu dos Corações – Inês Cardoso – 15’- 2010 - Documentário

Todo o rompimento amoroso implica numa sensação de perda da própria consciência de si.Apesar da vulgarização dos meios e das experiências em torno do amor, o rompimento é uma ferida onde pulsa esse indivíduo fragmentado. Criei o Museu dos Corações Partidos na rede, coletando depoimentos de anônimos via skype, como matéria poética para o desenvolvimento desta cartografia amorosa.

Cachoeira - Sérgio José de Andrade – 13’47”- 2010 – Ficção

Inspirado em fatos reais. Um grupo de jovens indígenas do alto Rio Negro, no Amazonas, participa de rituais em que misturam bebidas e fazem um pacto mortal e místico.

Total: 60’

CURTAS 03

Missão A (Motocicleta, Jet Ski, & Boat) – Andres Tapias-Urzua – 10’- EUA - 2006

A Missão é uma série de vídeo inspirado em uma pintura de Diego Velasquez chamado O Cristo Crucificado (1636). A recriação do personagem principal nesta pintura é cooptada como um homem-bomba, é justaposto em quatro telas mostrando eventos esportivos espetaculares e ousadia que terminam em tragédia. A natureza religiosa da ameaça representada pelo suicídio é a recriação do quadro de Velasquez, enquanto a natureza tecnológica avançada do poder econômico da civilização ocidental (raciocínio por trás da opção pela guerra tomadas para combater o terrorismo no mundo) é representado por imagens esportes radicais e habilidades (bike, jet ski e barco) usados como símbolos crítica do progresso. A missão nos permite observar o "tecido conjuntivo" do quadro de vídeo de imaginar, questionar e propor novos significados sobre a relação entre as forças ideológicas da nossa civilização, uma meditação poética sobre os atos de olhar, pensar e comparar.

Iron Joe – Andres Tapias-Urzua – 2’- EUA

Usando um casamento arranjado com um manequim e um sinal de néon, um homem sobre um ferro de passar roupas usa primitivas dublagem de vozes para criar "Iron Joe" como um "pequeno drama-comer" sobre a violência doméstica e amor.

Rapsódia do absurdo – Claudia Nunes – 15’- 2007 - Documentário

Documentário experimental com cenas de arquivo da cobertura jornalística de dois marcantes episódios de luta pela terra no campo e na cidade ocorridos no Brasil: Fazenda Santa Luzia(Aruanã-Goiás) e Parque Oeste Industrial(Goiânia-Goiás), cuja dimensão os transforma em exemplos universais do conflitoexistente entre a propriedade privada e os pobres de todo o mundo.

Muro – Tião – 18’- 2008 - Ficção

alma no vácuo, deserto em expansão

Olho de Peixe - Marco Vieira e Nancy Mora - 9' - 2012 – Ficção

Um cientista faz experimentos que desafiam os limites da ciência e vão contra as leis da natureza. Seu objetivo: Trazer de volta à vida aquilo que está morto.

Total: 45’

LONGAS

Chantal Akerman de cá - Gustavo Beck e Leonardo Luiz Ferreira - 61 min - 2010 - Documentário

Um vídeo de entrevista com a realizadora belga Chantal Akerman em que ela reflete sobre o cinema, a vida e a sua obra.

Número zero – Cláudia Nunes – 60 ‘- 2010 - Documentário

A ONU estima a população mundial de meninos de rua em 150 milhões. Destes, cerca de 40% são sem teto, porcentagem sem precedentes na história da civilização. Na América Latina, eles são 40 milhões. No Brasil, meninos e meninas de rua goianos encantaram-se tanto por uma câmera que apropriaram-se dela para contar suas estórias.

Cortina de Fumaça – Rodrigo Mac Niven – 94’- 2011 – Documentário

A política de combate às drogas vigente no mundo é colocada em discussão, incluindo suas conseqüências político sociais, a partir de depoimentos de médicos, pesquisadores, advogados, políticos e representantes de movimentos

Ex Isto – Cao Guimarães – 86’- 2010 Documentário

Livremente inspirada na obra Catatau, de Paulo Leminski, a narrativa parte da hipótese histórica imaginada pelo poeta curitibano: “E se René Descartes tivesse vindo ao Brasil com Maurício de Nassau?”O filme realiza essa hipótese e acompanha o pai da filosofia moderna em seu périplo pelos trópicos. Sob o efeito de ervas alucinógenas, ele investiga questões de geometria e da óptica diante de um mundo absolutamente estranho.

Perspectiva Felipe Barros (Vários vídeos)

1. Murmúrio da Vida – 2’43”

2. A eternidade passa como o vento – 2’55”

3. Exodus – 4’15”

4. Orawa – 3’40”

5. 98001075056 – 3’11”

6. Arbanella – 2’58”

7. O que nos dividiu agora é soma – 3’36”

8. Maré Vazante – 3’56”

9. Todo silêncio me incomoda – 5’14”

10. Onde água e terra se dissolvem – 4’35”

11. Não confie a ninguém o seu segredo – 3’35”

12. A terra ostenta a promessa da vida – 3’43”

13. Benção no Baiacu – 1’42”

14. O tempo dentro do tempo – 4’14”

15. A travessia – 3’35”

Total: 60’

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Controle ou seja controlado

Retirado do Cultura e Mercado em 27/12/2011 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/tvcem/controle-ou-seja-controlado/

Por Leonardo Brant

O ponto de partida para a realização da pesquisa-ação intitulada Ctrl-V foi o meu envolvimento com a construção da Convenção Internacional, no âmbito da UNESCO, para promoção e proteção da diversidade cultural.

Conheci e passei a colaborar ativamente com a Internacional Network for Cultural Diversity (INCD) em 2001, numa conferência na Cidade do Cabo, na África do Sul. Dali em diante, o tema passou a direcionar todos os meus esforços de pesquisa. Participei ativamente da INCD e das discussões em torno do tema, em conferências, reuniões internacionais, articulações com governos e com organismos internacionais, como a própria UNESCO.

O Brasil teve participação destacada nesse processo, sobretudo a partir de 2003, pela presença ativa de Gilberto Gil, músico e compositor que ocupou o Ministério da Cultura neste período, com quem colaborei pelo lado da sociedade civil. Estivemos, cada qual com a sua função, em diversas dessas conferências, como na Croácia, Senegal, China e, por fim, no Brasil, em 2006, quando o ministro organizou a conferência pelo lado dos governos e eu pelo lado da sociedade civil. Na época eu ocupava a vice-presidência da RIDC.

A Convenção da UNESCO tinha sido aprovada no ano anterior, com uma votação inédita e avassaladora. Estados Unidos e Israel foram os únicos países a votar contra o documento, contra 148 países-membro a favor. Durante todo o processo de negociação, o país presidido por George W. Bush pressionou fortemente todas as delegações, tentando dissuadir os Estados-membros aliados a deliberarem a favor da convenção. Mesmo a presença ameaçadora de Condoleezza Rice durante a votação não foi suficiente para abafar a derrota avassaladora dos EUA.

Esse processo todo revela a importância estratégica do mercado internacional de audiovisual para a consolidação dos EUA como potência mundial, mas já se mostrava anacrônica e ineficaz. Quando o resto do mundo resolveu atentar para a articulação entre poderio econômico e simbólico-cultural, a indústria audiovisual dominante já apresentava sinais de mudança em sua lógica de sustentação de poder, transformando-se no principal instrumento de difusão do que chamamos de globalização econômica, que também é cultural. A função estratégica antes atribuída ao poder imperialista norte-americano agora se configura cada vez mais como mecanismo de difusão das grandes corporações multinacionais.

Ainda assim, valia a pena investigar a correlação de poder da indústria cultural com o Estado norte-americano, as indústrias bélica e financeira, e a sociedade de consumo como paradigma cultural do processo de globalização, engendrado como um projeto imperialista. Uma cultura única, com valores, sentidos e visões de mundo mais ou menos homogêneas se alastrava pelo mundo a partir do domínio absoluto do mercado da imagem. Um mergulho sobre os processos históricos que possibilitaram a criação do oligopólio global das chamadas majors norte-americanas e suas relações diretas com as políticas internacionais e o grande capital fazia-se necessário.

A leitura crítica da Convenção é imprescindível para compreender as motivações de Ctrl-V. O relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de 2004, intitulado Liberdade Cultural num mundo diversificado, revela as bases políticas que justificam uma intervenção dos organismos internacionais no campo do audiovisual.

Os caminhos teóricos deixados pela Escola de Frankfurt a respeito dos riscos e implicações de uma nova indústria cultural, em plena ascensão naquela época, e a profunda alteração nos sentidos e significados da arte, foram excelentes pontos de partida para a nossa investigação teórico-prática.

A influência de Marshall McLuhan, ainda na universidade, foi preponderante para a compreensão da complexidade e da onipresença dos processos midiático em nosso cotidiano. Reli e ressignifiquei Undestanding Media, ainda uma espécie de livro de cabeceira durante todo o período de leituras relacionadas ao Ctrl-V. A Sociedade do Espetáculo denunciada por Guy Debord é outra dessas publicações, que nos deram o norte necessário em direção àquilo que procurávamos. Fui igualmente influenciado por diversos autores dedicados ao tema da pós-(híper-líquida)modernidade, como Zygmunt Balman, Stuart Hall e Gilles Lipovetsky, este último presente no documentário.

Durante todo o processo de busca em relação à diversidade cultural, resolvi empreender uma organização cultural no Brasil, para desenvolver esta importante agenda política, nas mais diversas esferas da sociedade. O Divercult cumpriu seu papel internamente, até que, em 2007, com a publicação da Convenção, estava pronto para novos desafios.

Foi aí que entrou Fernanda Martins, com uma bagagem de pesquisas e inquietações a respeito do tema. E ideias sobre cooperação internacional para a diversidade. Resolvemos levar o Divercult para a Espanha, uma excelente porta de entrada para a Europa, que começava a implementar iniciativas voltadas para o assunto, ainda num momento anterior à crise econômica que assola todo o continente.

Além de conferências, debates e pesquisas sobre diversidade cultural, o Divercult encampou, em parceria com o Instituto Pensarte, a publicação de uma coleção de livros que constitui o pontapé inicial para a pesquisa do Ctrl-V. A série Democracia Cultural traz o primeiro livro brasileiro sobre Diversidade Cultural, organizado por mim, com textos de ativistas e pensadores de todos os continentes. Consolidamos, logo em seguida, uma pesquisa sobre Democracia Audiovisual, assinada por André Martinez. E por último, a tradução para o português do livro Artes Sob Pressão, de Joost Smiers, amigo de jornadas pela diversidade cultural.

Mas foi numa visita casual à Livraria da Vila, na Vila Madalena, em companhia do antropólogo Massimo Canevacci, colaborador de primeira hora de Ctrl-V, que descobri O Grande Filme, de Edward Jay Epstein. A partir dele comecei a visualizar, mais concretamente, um roteiro para a pesquisa que virou filme. E Epstein se transformou em um dos personagens centrais do filme.

Fiz conexão automática daquela publicação com Vida: o Filme, de Neal Gabler, cuja leitura no passado marcou-me profundamente. Mais tarde, depois de entrevistá-lo nos Estados Unidos, tive contato com The Empire of Their Own, sobre os primórdios de Hollywood. Esse conteúdo tomou toda a primeira parte do documentário fruto desta pesquisa.

Nessa fase já tínhamos, eu e Fernanda, uma nova aliada. Roberta Milward foi fundamental para trazer novas referências e buscar outros pesquisadores, relevantes à pesquisa. Ela mapeou, por exemplo, inúmeras organizações e projetos audiovisuais ibero-americanos, que tinham em comum a alfabetização audiovisual e o ensino da linguagem cinematográfica. Junto com alguns produtores e realizadores, essa foi a base constitutiva da RAIA (Red Audiovisual IberoAmericana), criada a partir do apoio concedido pela AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento) no começo de 2009. A liderança, as articulações e as contribuições de Ana Tomé, que ocupava a direção da organização no Brasil, foram fundamentais para a consolidação dessa pesquisa-ação.

Algumas leituras foram importantíssimas para abrirmos janelas e compreendermos o nosso trabalho como uma mera continuidade de movimentos do passado. Resolvemos, por influência de Daniel Gonzalez, um generoso colaborador de todo o processo, viajar para a Argentina em busca de novos olhares e propostas para a questão audiovisual. Octavio Getino, o mais importante pensador de políticas ibero-americanas para o audiovisual, com seu livro Cine Iberoamericano: los desafíos del nuevo siglo, é peça fundamental na composição do nosso tabuleiro de xadrez.

Estava em pleno processo de edição da primeira parte do documentário quando percebi a importância do livro Tela Global, de Gilles Lipovetsky, para definir abordagens e até mesmo a linguagem adotada no filme, com referências filmográficas e quebras de preconceitos a respeito da capacidade de autocrítica de Hollywood, além das inúmeras proposições teóricas a sobre a relação intrínseca do cidadão global com as novas redes e telas convergentes. Corremos atrás de Lipovetsky e conseguimos gravar uma entrevista em praça pública, em Madrid, na Espanha.

Não posso deixar de citar as inúmeras influências absorvidas do meu cotidiano como pesquisador de políticas culturais e sua relação com o audiovisual, a mídia e os sistemas de poder. Cidadania Culturale Simulacro e Poder, ambas de Marilena Chauí, são bons exemplos disso. Simulacro e Simulação, de Jean Baudrillard, dentre as referências, talvez seja a mais marcante. Autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Edgar Morin, Roland Barthes, entre outros, constituíram um terreno teórico fértil para essa vôo rasante rumo às novas possibilidades para a produção audiovisual na era da convergência digital.

A última parte da investigação é destinada aos fenômenos contemporâneos, aos novos comportamentos gerados a partir das redes sociais e à multiplicação de telas, em movimentos que nos assaltam, seduzem e hipnotizam diariamente. Todas as possibilidades levantadas porCibercultura, de Pierre Lévy foram consideradas, além das novas formas de relação com a propriedade intelectual abordadas em Free Culture, por Lawrence Lessig.

Mais do que referências teóricas, esses livros nos ajudaram a moldar o processo participativo, a constituição de uma comunidade de conhecimento em torno dos desafios do audiovisual em nossa sociedade, a partir da RAIA, com diálogos, trocas de experiência e propostas concretas de cooperação, tão importantes para a constituição de Ctrl-V quanto a bagagem trazida das leituras e estudos.

A partir de um primeiro esboço, construído depois de um seminário em São Paulo, com a presença de membros-fundadores da RAIA, é que começamos a visualizar a história que iríamos contar, com formato, linguagem e léxico próprios. Depois saíram mais duas versões restritas à RAIA e o Ctrl-V 2.0, a segunda parte do documentário, que mais tarde foi totalmente modificado, a partir das minhas próprias percepções da pesquisa e sobretudo pelas valiosas contribuições e debates da rede.

A presença da rede no processo de construção dessa pesquisa não é acidental. Buscamos referências, leituras, promovemos debates em Barcelona e em São Paulo a respeito das possibilidades da rede como elemento ativador de novas possibilidades de produção audiovisual. Nesse sentido, nada mais relevante que a leitura de A Cauda Longa, de Chris Anderson eCultura da Convergência, de Henry Jenkins. Incentivadores de uma nova maneira de enxergar a relação entre grande mídia e processos participativos do novo milênio, tornaram-se contribuições valiosíssimas.

A partir dessas leituras, começamos a visualizar as novas possibilidades de produção, baseadas numa trincheira entre os velhos modelos de negócios e as mudanças de comportamento decorrentes de uma nova Cultura da Participação, do também entrevistado Clay Shirky.

Ctrl-V é propositivo. Vislumbra a possibilidade de uma nova indústria, multiprotagonista, capaz de promover a autorrepresentação, a conquista de autonomia e independência no campo simbólico. Mas não é romântico, aponta desafios para a educação, para a regulação do mercado e convoca os realizadores audiovisuais para uma nova atitude diante das oportunidades geradas com a convergência audiovisual.

Leonardo Brant http://www.brant.com.br

Pesquisador cultural, autor do livro "O Poder da Cultura", diretor do documentário Ctrl-V, criou e edita este Cultura e Mercado. É sócio da Brant Associados e do Cemec. Idealizou e coordena o programa Empreendedores Criativos. Para mais artigos deste autor clique aqui

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Centro Cultural Cartola revela a diversidade do Morro da Mangueira em documentário

Retirado do LabCulturaViva em 22/12/2011 do endereço:

http://labculturaviva.org/node/1005

O morro da Mangueira, zona norte do Rio, é um dos principais pontos de referências do samba brasileiro. Berço de Angenor de Oliveira, saudoso Cartola, a comunidade é o local de trabalho do Centro Cultural Cartola, um dos vinte Pontos de Cultura selecionados pelo Edital do Laboratório Cultura Viva para produzirem documentários que serão exibidos pela Revista Cultura Viva.

Os documentários do Centro Cultural Cartola são desenvolvidos coletivamente pela equipe. "Os temas foram escolhidos em conjunto entre a equipe realizadora e a coordenação de projetos especiais. Tivemos uma equipe de produção pequena e fixa, onde contamos com a parceria da Escola de Cinema Darcy Ribeiro", comentou Nilcemar Nogueira,uma das representantes do Centro Cultural Cartola.

"A escolha dos temas partiu do interesse de registrar o trabalho desenvolvido pela instituição de arte educação e de memória individuais e coletivas dos personagens importantes para o samba carioca". O primeiro vídeo, "Violinista do Samba", fala um pouco da vida de um novo talento musical da Mangueira, um jovem violinista de 16 anos. "Monitor da orquestra de Violinos do Centro Cultural Cartola, patrocinada pela Petrobras, Natan é um violinista e solista que dialoga com disciplina e amor entre o samba e a música erudita", diz Nilcemar.

"O segundo documentário, 'Baianas', mostrou o universo e resistência das baianas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, com suas vestimentas pesadas e carregadas de beleza e tradição, representam o amor e a fé, guardando consigo a espiritualidade. Elas são consideradas as 'mães do samba', zeladoras de nossa ancestralidade", comentou.

O terceiro vídeo se chama "Cabeças Coroadas". "Este projeto lança um olhar sobre os guardiões das matrizes do samba do Rio de Janeiro em uma sociedade que valoriza muito mais o espetáculo do carnaval do que a essência de nossa matriz cultural. O que é ser um 'cabeça coroada'? Vamos registrar a sabedoria dos mais velhos, na pessoa do compositor Aluízio Machado", falou Nilcemar.

"Realizar documentários com curto prazo de produção e pouco recurso foi um grande desafio. Mas a possibilidade de estabelecer redes para realização de produtos culturais, bem como a cooperação técnica é um fator muito positivo na parceria que temos com o Lab Cultura Viva. Esse projeto nos ensinou a trabalhar em equipe, errar e acertar, para melhorarmos nos próximos trabalhos", explicou.

A realização e veiculação nacional dos vídeos é vista como uma porta de saída para divulgar ainda mais o trabalho do Centro Cultural Cartola e dos outros Pontos de Cultura participantes do projeto. "Fomentar o audiovisual de jovens realizadores, promover a diversidade da cultura brasileira, incentivar a produção colaborativa de conteúdo digital nos Pontos de Cultura, divulgar as produções de conteúdos digitais, fortalecer a rede dos Pontos de Cultura no Brasil e difundir a nossa matriz cultural, são alguns dos ganhos que teremos quando esse projeto estiver circulando pelo país", disse Nilcemar.

Mais sobre o Centro Cultura Cartola:

Fundado em 2001, o Centro Cultural Cartola é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo a promoção da cidadania por meio da educação e cultura, motivando os jovens do Morro da Mangueira e adjacências a identificar valores culturais da comunidade a que pertencem, através de oficinas de teatro, dança, música, poesia e eventos sócio-educativos. A base desse empreendimento é a vasta obra de Angenor de Oliveira, o Cartola, cuja importância para a música popular brasileira é reconhecida.

A iniciativa do Centro Cultural Cartola propõe o reconhecimento e o respeito pela cultura afro-brasileira, com eventos que reúnem música, dança e depoimentos que mostram a força do samba, sua história e sua importância como patrimônio cultural brasileiro.  Tendo como objetivos sociais além da promoção da cultura, o meio ambiente, conservação do patrimônio histórico e artístico de nossa identidade e o combate a pobreza.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Forró de Vitrola - Edição Especial do Dia Nacional do Forró - 13.12.2011

Retirado do Acervo Origens em 07/12/2011 do endereço:

http://www.acervoorigens.com/2011/12/forro-de-vitrola-edicao-especial-do-dia.html 

Dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, é o dia em que nasceu Luiz Gonzaga e, desde 2005, é o Dia Nacional do Forró. E pra comemorar esta data, o Acervo Origens preparou uma dose dupla para os aficionados na música nordestina.

O Balaio Café, receberá mais uma edição do Forró de Vitrola, baile de forró pé de serra ao som dos discos de vinil com o DJ Cacai Nunes, antecedido pela exibição do filme “O Milagre de Santa Luzia”, dirigido por Sergio Roizenblit.

O Milagre de Santa Luzia é uma viagem pelo Brasil que toca sanfona, conduzida por Dominguinhos, principal sanfoneiro vivo do país. Entre encontros acompanhados de muita música e reunindo depoimentos dos mais representativos sanfoneiros brasileiros, o filme faz um mapeamento cultural das diferentes regiões do país onde a sanfona se estabeleceu. A película guarda preciosos registros de importantes personalidades da música popular brasileira, como o poeta Patativa do Assaré, Sivuca e Mário Zan, falecidos pouco tempo depois de suas participações no filme.

Veja o trailer do filme aqui:

Depois da exibição do filme, Cacai Nunes assume o som com seus vasto acervo de Lp’s de música nordestina, colocando todo mundo pra dançar ao som de Marinês, Azulão, Gordurinha, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e tantos outros.

Veja um vídeo do Forró de Vitrola aqui:

Serviço

Forró de Vitrola - Edição Especial – Dia Nacional do Forró

Exibição do filme “O Milagre de Santa Luzia”, dirigido por Sergio Roizenblit, e em seguida, baile de forró ao som do vinil com o DJ Cacai Nunes

Terça-feira . 13 de dezembro . 21 horas

no Balaio Café . 201 Norte

Contribuição: R$ 7,00

Infos: (61) 7813.6248 ou no www.acervoorigens.com

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"A crise do documentário" por Ian F. Svenonius

Retirado do Cinefusão em 30/11/2011 do endereço:

http://cinefusao.blogspot.com/2011/11/crise-do-documentario-por-ian-f.html

Relia uma antiga edição da revista √ice "edição de filme" e encontrei este ótimo texto de Ian F. Svenonius,  e ilustrações* de Jim Krewson.

Matéria original

A pintura a óleo é praticada há cerca de 600 anos. A serigrafia foi desenvolvida na China, durante a dinastia Song no século X, ou melhor, há uns 1.000 anos. Talvez o poema mais antigo de que se tenha notícia seja A Epopeia de Gilgamesh, redigido em escrita cuneiforme no século III a.C., o que faz a poesia escrita ter uns 5.000 anos de idade. A música provavelmente surgiu junto com o homo sapiens na África como um elemento intrínseco à cultura humana, há 160 mil anos. Em comparação, o cinema tem o equivalente ao tempo de vida de uma tartaruga: aproximadamente 124 anos. Mas, apesar de ainda ser um bebê na escala de tempo das artes, enfrenta hoje uma crise existencial.

Saudado por Lênin como “a forma de arte mais importante”, o cinema que, mesmo em plena infância, fascinou o mundo até uma geração atrás, hoje luta pela sobrevivência, relevância, público e até mesmo para voltar a ser objeto de análise e debate. Considerando que o cinema nasceu do capitalismo industrial desordenado, essa condição de crise não é tão estranha. Na verdade, já que a característica principal do capitalismo é a crise perpétua, faz sentido que o cinema—uma lasca do grande bloco—seja marcado pela mesma histeria fabricada típica do sistema que o gerou.

Quando passou a ser mais do que uma simples novidade, o cinema era uma extensão do teatro, uma forma de contar histórias sobre o mundo. Mas, ao contrário do teatro, o cinema foi a contribuição da era industrial para o mundo das artes e assim—diferente de outros meios mais antigos—inevitavelmente lembrava as novas indústrias, como a siderúrgica e petrolífera, com as mesmas divisões de trabalho estratificadas, sindicatos, greves, contratos traiçoeiros, exploração impiedosa e uma elite proprietária de mentalidade monopolista.

Como a propriedade dos meios de produção é a questão central em tais indústrias, as grandes empresas do ramo cinematográfico—Warner Bros. e MGM—garantiram controle total sobre filmes, processos, suprimentos, trabalhadores (atores e diretores eram comprados e presos a contratos) e distribuição a fim de sufocar, destruir ou desencorajar a concorrência.

Assim como o rock em sua fase “clássica”, o cinema nos Estados Unidos era, quase desde o início, uma empreitada cujos custos apenas os estúdios de Hollywood conseguiam bancar, com um punhado de “autores” ilustres responsáveis por oferecer suas novas dádivas a cada temporada. A humanidade foi hipnotizada pelas fábulas que lhes contavam nos cinemas hermeticamente fechados que se encontravam a cada esquina. Tornar-se um participante do “cinema” era um sonho glorioso. Aspirantes a atrizes se jogavam contra o megalito de Hollywood como alimentos sacrificiais, e tornar-se diretor era uma ambição fantasiosa, ridícula, comparável a querer ser presidente ou rei do Universo.

Quando a tecnologia de vídeo proliferou, no início dos anos 80, ela foi, como todas as novas parafernálias da cultura de consumo, saudada como uma revolução para o homem comum. O vídeo era barato e portátil, e não estava sob o monopólio que a indústria cinematográfica mantinha sobre os meios de produção. Agora, qualquer pessoa que tivesse cabeça e ambição podia fazer um filme, e não mais apenas aqueles com conexão no showbiz, vínculos familiares ou disposição para um teste do sofá. Como a maioria dos supostos triunfos do “povo”, era na verdade o resultado do processo de imposição de uma indústria (a indústria eletrônica japonesa) sobre outra (a indústria cinematográfica de Hollywood).

O único problema com o vídeo era sua crueza e feiura. A imagem era tosca, e não tinha a mesma sensibilidade mágica que os espectadores viam na película. Assim, apesar da proliferação em massa quase imediata de câmeras de vídeo, poucos filmes dignos de nota foram produzidos com o novo equipamento. Em vez disso, as hoje onipresentes filmadoras foram relegadas a shows de rock underground até que outro uso—o registro de atos sexuais—fosse descoberto.

Ainda assim, Hollywood respondeu à ameaça da democracia do vídeo, tornando seus meios de produção ainda mais inacessíveis. Os filmes passaram a ser dirigidos por supercelebridades e os efeitos especiais se tornaram cada vez mais sofisticados. A narrativa deixou de ser prioridade em favor das maquiagens dos monstros, das explosões interestelares e das mega-estrelas. Uma vez que a TV a cabo e a locação de vídeos continuava a estraçalhar os lucros das salas de cinema, o desejo de produzir espetáculos se tornou cada vez mais e mais a principal preocupação dos estúdios. Para que um filme fosse lançado no circuito, deveria parecer um passeio de montanha-russa com todos as suas excitações nauseabundas. Cortes de quebrar o pescoço, enquadramentos nervosos, volume de som insuportável e violência explícita e bizarra fizeram muitos filmes, ironicamente, serem inassistíveis. Uma vez ou outra, por descuido, nos vemos em uma sala de cinema, seduzidos por uma enxurrada de propaganda, convencidos de que assistir a um determinado filme é indispensável para a continuidade da nossa educação cultural. Então, humilhados, degradados, insultados e R$ 20 mais pobres, juramos nunca mais cair nessa. Essa lição de vida é aprendida, em média, uma vez por ano. Na verdade, assistir a filmes no cinema é geralmente uma forma de nostalgia.

Esse declínio já vem acontecendo há algum tempo. Jean-Luc Godard afirmou memoravelmente em uma entrevista que, quando descobriu o cinema nos anos 50, este “já estava acabado”. Realmente, nos Estados Unidos de 1946, com uma população de 141 milhões de habitantes, vendia-se 100 milhões de ingressos de cinema por semana—um total de 36,5 bilhões de ingressos no ano. Hoje, com o dobro de habitantes, vendeu-se apenas 1,4 bilhão de ingressos em 2007 em toda a América do Norte (incluindo o Canadá).

Claro, as pessoas ainda assistem passivamente às peças moralistas dos seus mestres, mas agora em casa, na televisão, e a qualidade da imagem já não é mais tão importante. Pressentindo uma oportunidade, os videomakers—pessoas não necessariamente consagradas pelos estúdios—tentaram explorar o enorme potencial de desenvolvimento de uma indústria cinematográfica descentralizada formada por autores de verdade e entusiastas, similar à cena descentralizada dos músicos, artistas plásticos e poetas. Mas a vocação inicial da câmera de vídeo como uma ferramenta documental nunca foi abalada. Tampouco o desdém generalizado por algo que podia filmar qualquer um e que estava ao alcance financeiro de todos. Em uma sociedade cujo desprezo pelos pobres é institucionalizado, o próprio fato de o vídeo ser barato era considerado um defeito.

Por causa das suas raízes no registro de shows e pornografia, o vídeo era considerado uma “verdade”. Por isso, a nova geração de diretores, excluídos do uso de película pelos altos custos, se ocuparam em fazer “documentários” em vez de dramas com suas câmeras de vídeo. Hoje, produz-se documentários em uma escala inacreditável. São, em geral, perfis de alguma pessoa incomum, como um arqueiro sem braços ou um vegetariano que pratica a caça ou uma crítica política sobre alguma guerra ou uma pesquisa histórica em homenagem a uma banda de rock qualquer com direito a testemu-nhos de pessoas que estavam “lá” ou que foram profundamente influenciadas por ela. É relativamente fácil conseguir fundos para a produção de documentários, e não faltam festivais para exibi-los.

Apesar de parte desses documentários feitos em vídeo ser interessante, o que é realmente fascinante é o volume em que são produzidos, se comparado com as narrativas ficcionais tradicionais. O que isso revela a respeito de uma geração que não parece capaz de escrever uma história com personagens ou com uma trama bem estruturada? Enquanto a música se tornou completamente fantasiosa (repleta de compositores e cantores de folk psicodélico cantarolando canções sobre magia e duendes, compositores de música eletrônica propondo sexo com robôs e cantores românticos alternativos lamentando o fim de algum mundo imaginário), os novos diretores estão obcecados em apresentar um retrato da “realidade”. Eles têm uma preocupação apocalíptica de mostrar sua época como a vêm, já que não participam do diálogo oficial surreal que está sendo registrado pela mídia imperialista corrupta.

Enquanto esse impulso em apresentar a própria época aos herdeiros da terra ecoa uma necessidade humana antiga, vista desde as pinturas rupestres, a falta de qualidade artística do vídeo precisa ser enfrentada. Esses filmes são, em geral, relatos propagandísticos de eventos, feios, sem nuances. O trabalho de câmera é quase sempre execrável, a estrutura é simplística, o método narrativo é normalmente uma paródia de programas de televisão; parecem trabalhos de escola. Enquanto a utilização desse meio poderoso e a tentativa de expressar um argumento ideológico são admiráveis, as decisões estéticas dos videomakers muitas vezes revelam uma visão de mundo infantilizada, uma concepção artística atrofiada e uma mentalidade linear e empobrecida.

Isso tudo levanta a questão: quem é a audiência de tais produções? São os seus contemporâneos? Isso parece ser pouco provável, uma vez que as repetidas histórias da guerra no Iraque e os mitos do rock que aparecem em tais filmes são velhos conhecidos de seus espectadores. Se a intenção é a mera repetição de um folclore, é até uma boa razão, apesar de as armadilhas do cinema não parecerem necessárias para tal tarefa quando um panfleto ou um artigo de revista poderia fazer o mesmo serviço pelo menos tão bem quanto um vídeo, dispensando toda aquela autopromoção. Ganhar dinheiro não pode ser o objetivo, já que esses projetos representam em geral um risco financeiro.

A resposta óbvia parece ser que os vídeos são produzidos para oferecer uma explicação sobre nós e nossa época a alguma raça alienígena futura. Os esclarecimentos cuidadosos e infantis oferecidos são pensados para serem compreendidos por alguma sensibilidade exótica, e a idiotice em exibição parece falar a uma consciência interestelar à qual não se pode atribuir nenhuma sofisticação, sob perigo de gerar mal-entendidos, e à qual tampouco podemos atribuir o compartilhamento, conosco, de pressupostos culturais. Por que outro motivo um filme como Procedimento Operacional Padrão seria tão burro e simplório? Todos os seres humanos que viram esse filme devem ter ficado chocados com sua postura apologética em relação ao que todos sabem ser uma máquina de matar desprovida de ética, o Exército dos Estado Unidos.

Não faltam documentários sem sentido. No End in Sight, por exemplo, é uma peça de propaganda que sugere que a guerra contra o Iraque foi “mal conduzida”, e então invoca o espectro do Irã no papel de bicho-papão nos comentários finais, deixando as portas abertas para uma sequência espetacular. Uma vez que essas ideias estão por todos os lados, na televisão e nos jornais, quem seria o público alvo para tamanha estupidez? Talvez uma raça futura que vasculhará os detritos de nossa civilização e em relação aos quais os realizadores sentem a responsabilidade de explicar sua ideologia capitalista maldita, o sistema que desencadeou o fim de um planeta tão lascivo. Talvez achem que enquanto os programas de TV se perderão e os jornais serão queimados no holocausto nuclear, os videodocumentários sobreviverão, protegidos por sua capa de plástico resistente. Talvez sua propaganda tenha como intenção diminuir o nojo que os alienígenas sentirão quando testemunharem a insensatez humana, o mesmo sentimento que seria despertado, em uma loja de coisas usadas, por uma grande coleção de discos que foi pisoteada, arranhada e abandonada à própria sorte.

Parece claro que os documentários, e o vídeo em geral, são feitos para alienígenas. Por que, afinal, os DVD têm a forma de OVNIs? Para atrair a atenção de alienígenas. Por que os atores pornôs depilam sua genitália? Porque os diretores imaginam que isso agradará os alienígenas para os quais o vídeo pornô é feito—os mesmos alienígenas que são normalmente retratados sem pelos. Quem decidiu que o vídeo seria utilizado dessa maneira? Ninguém em particular. Foi inconsciente. Alguma coisa a respeito do vídeo grita “O Futuro” para as pessoas. Fontes e telas de vídeo sempre aparecem em programas de televisão, discos e filmes futurísticos. Talvez tenhamos feito alguma viagem astral na qual vislumbramos esse ambiente pós-histórico.

Esse impulso de criar explicações sobre nossa época para uma raça ou forma de vida superior é compreensível, claro. Tem sido o ímpeto de muitos escritos esotéricos e religiosos ao longo da História. Mas é um equívoco pressupor que os alienígenas sejam tão esteticamente esnobes que não possam apreciar um pouquinho de arte em sua propaganda. O que esses vídeos estão de fato insinuando para essa raça futura é o quão esteticamente pobre é nossa época. Dos novos edifícios concebidos por uma geração diabólica de arquitetos às calças de sarja dos empregados de escritório, às placas do comércio sem nenhum senso artístico feitas com as mesmas fontes de computador, aos carros projetados com o mesmo computador horroroso. A população tem sido alvo de uma imensa defecada estética, e não sabe. Anos e anos de retardamento artístico e de admoestações filistinas contra a arte vindas de todos os lados resultaram em um país kitsch de merda (EUA) e, por meio da influência desmesurada desse país sobre o resto do mundo, em um mundo kitsch também de merda.

Claro, é importante que não sejamos tão duros em nosso julgamento dos autores desses vídeos medíocres. Afinal de contas, eles trabalham sob uma ditadura fascista, com todas suas atribulações psíquicas, uma população idiotizada e conexões asquerosas, fruto da necessidade de financiamento. É bastante difícil produzir qualquer coisa que seja no mundo inteiro quando não há audiência para a obra. A mídia de massa teve sucesso em nos fazer sentir distantes, azarados, loucos, solitários. Com certeza, relativamente pouca arte interessante foi produzida no Chile de Pinochet.

Na famosa entrevista de Bob Dylan no documentário Don’t Look Back, de D. A. Pennebaker, na qual ele fustiga um repórter da Time ao dizer “Não há ideias na revista Time... apenas certos fatos... o artigo que você está escrevendo, pode vir a ser um bom artigo; mas não significa nada”, ele poderia estar falando dessa nova mania de documentários. Quando, ao ser pressionado a dar uma alternativa, ele sugere, “Uma simples foto... uma simples foto de uma, digamos, prostituta vomitando na sarjeta e ao lado uma foto do Sr. Rockefeller”, ele poderia estar falando das colagens de cinejornal de Santiago Alvaréz.

O trabalho de Alvaréz aponta o caminho para uma solução do impasse no qual o mundo do documentário se encontra. Um diretor cubano, a quem Fidel Castro encarregou de produzir cinejornais sobre a bem-sucedida batalha da revolução por poder, criou uma média de um filme a cada duas semanas ao longo de 30 anos. Fez isso com praticamente nenhum material à sua disposição e, mesmo assim, seus trabalhos são evocações fantásticas das circunstâncias nas quais foram feitos. Um alienígena que visse seu trabalho certamente se encantaria com a humanidade que o criou, compreenderia a complexidade de suas criações e as circunstâncias e as contradições em seu caráter que conduziram por fim à destruição do planeta. Seria como se a tal coleção de discos arruinada encontrada na loja de coisas usadas contivesse uma explicação excitante da luta de seu antigo proprietário contra as forças terríveis que criaram a calamidade que resultou em sua destruição.

Um dos filmes de Alvaréz que merece ser visto é LBJ, de 1969. Ali se insinua que LBJ (Lyndon B. Johnson) assassinou MLK, RFK e JFK (L de “Luther”, B de “Bobby” e J de “Jack”), e o faz quase sem palavras ou narrativa. As ferramentas são simples: algumas são recortes das revistas Life e Playboy lentamente filmados. Edição engenhosa. Música enfeitiçante. Esse é um documentário que poderia ser mostrado a falantes de qualquer língua com o mesmo resultado, e que também funciona, mesmo que desligado de seu programa político, como uma bela colagem de nossa época. Música de Carl Orff, Miriam Makeba, Nina Simone, Trashmen, Pablo Milanés, Leo Brouwer e outros seguidos pelo casamento da filha de LBJ até seus atos traiçoeiros. O filme termina com a montagem de imagens do nascimento de seu neto intercaladas com um clipe de uma camponesa vietnamita queimada por napalm. Quase todo o filme é composto de fotos de jornal ou de colunas sociais de revistas. Alvarez é livre para utilizar quaisquer imagens de cinejornais, fotos de revista, imagens encontradas e a música pop, o jazz ou composições clássicas que desejar, das fontes que quiser, uma vez que trabalha para o Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos da República de Cuba, que estava e ainda está em guerra com o mundo capitalista e, por isso, desdenha as leis do copyright.

Diretores invejosos assistem aos filmes de Alvaréz e gritam “Não é justo!” quando vêem o que isso lhe permite — mas eles deveriam largar mão de seus choramingos e levar o programa adiante. As regras de licenciamento e as leis de propriedade intelectual destruíram a arte e a expressão dos países capitalistas. Está na hora de uma rebelião contra as convenções cinematográficas e, sim, contra as leis que resultam na produção cinematográfica medíocre. Santiago Alvaréz, que fez mais de 700 filmes em sua carreira, de 1959 até sua morte em 1998, seria muito mais admirado por quaisquer alienígenas que porventura desembarcassem no nosso planeta do que o lixo cafona e simplório que os diretores de documentários têm despejado ultimamente.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Movimento Bahiadoc – arte documento

direto do Overblog, retirado em 16/09/2011 do endereço:

http://www.overmundo.com.br/overblog/movimento-bahiadoc-arte-documento

Bahiadoc

Fabricio Kc · Salvador, BA

Competição é quando todos perdem para alguém ganhar. Colaboração é quando todos ganham para ninguém perder!
O movimento
Bahiadoc – arte documento inicia suas atividades: difusão, informação e interação de assuntos ligados ao cenário audiovisual independente na Bahia, através de sua plataforma online colaborativa e participativa.
O movimento quer contribuir para a formação de espaços reais e virtuais que dinamizem a ressonância das obras dos artistas independentes e incentivem novos agentes criativos a produzirem com uma câmera na mão.
Enquanto movimento, o Bahiadoc quer, através da adesão dos realizadores e de ações articuladas em rede a partir de seus ambientes online de rede social e foruns, atuar como catalisador em duas frentes principais:
1) Realizações colaborativas: estimular a articulação entre realizadores, artistas e técnicos para a realização de produções colaborativas, promovendo discussões e iniciativas sobre modelos alternativos para viabilização de produções independentes.
2) Ativismo audiovisual: a partir de articulações livres entre os colaboradores (usuários cadastrados no sítio), mobilizar ações de registros criativos de manifestações que transmitam ou reivindiquem o sentido comum de tranformação social e cultural na Bahia.
Toda semana, o Bahiadoc destacará em sua página inicial um vídeo de realizador baiano independente – e outros vídeos poderão ser acessados na seção vídeos.
Na seção Canal, o Bahiadoc publicará as produções editoriais multimídia produzidas pelo próprio sítio, como vídeos de entrevistas e minidocs sobre temas do universo audiovisual baiano independente. A ideia é produzir conteúdos com regularidade.
O projeto desenvolve ainda um banco de dados sobre produções recentes, e disponibiliza para download textos que tratam de temas relacionados à não-ficção, cinema e audiovisual.
ARTE DOCUMENTO
O movimento Bahiadoc – arte documento valoriza o aspecto documental de toda realização artística em diversas modalidades das Artes Visuais, tais como documentários, vídeo-instalações, videoarte, fotografia e outras linguagens artísticas que mantenham diálogo direto com gêneros de não-ficção.
Editorialmente, o sítio traz informações e notícias sobre o cenário audiovisual baiano, considerando os aspectos estéticos e impacto histórico e sócio-cultural das produções realizadas na Bahia, enfatizando o exercício da crítica e o sentido de transformação cultural e social.
O movimento Bahiadoc – arte documento conta com a colaboração e participação de todos os agentes interessados, sejam estudantes, produtores, realizadores e/ou artistas do cenário audiovisual baiano que compartilhem conosco a ideia de movimentos livres, criativos, ousados e dinâmicos para sacudir o nosso rico universo cultural baiano a partir dos registros autorais de nossas diversificadas realidades e suas mutações.
Enquanto início de um novo movimento, a proposta é ampliar os nossos escopos e raios de ação, formando novas redes, atraindo novos agentes e criando novas ações, sempre através da atitude colaborativa e do compartilhamento de ideias cujo sentido Comum seja o de transformação cultural e social.
Acesse o sítio:
http://www.bahiadoc.com.br

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

15° Festival do Filme Documentário e Etnográfico / 15th Documentary Film Festival–inscrições abertas

Publicado originalmente no forumdoc e retirado em 20/06/2011 do endereço:

http://www.forumdoc.org.br/2010/?p=1560

forumdoc.bh.2011

15° Festival do Filme Documentário e Etnográfico / 15th Documentary Film Festival

24 de novembro a 04 de dezembro de 2011 / November 24 th to December 04th, 2011
Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil

Estão abertas as inscrições para as mostras competitivas do forumdoc.bh.2011, 15° festival do filme documentário e etnográfico. As Mostras Competitivas Nacional e Internacional se propõem a mapear, exibir e divulgar trabalhos audiovisuais em variados formatos e durações, realizados nos últimos dois anos (2010-2011). Serão aceitos documentários de longa, média e curta-metragem, em cinema e/ou vídeo. As inscrições estão abertas até 19 DE AGOSTO DE 2011 no site <www.forumdoc.org.br/2011>.

O forumdoc.bh acontece anualmente em Belo Horizonte e apresenta um panorama diversificado da produção audiovisual de vários países, com exibição de mostras de filmes clássicos e contemporâneos. Realizado pela Associação Filmes de Quintal em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, é também um espaço para a discussão de trabalhos que constroem um diálogo com a vida social e a diversidade cultural. O forumdoc.bh.2011 será realizado em Belo Horizonte, no Cine Humberto Mauro no Palácio das Artes, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, em centros culturais municipais e comunitários e em espaços abertos da cidade, ampliando e diversificando seu público. Todas as atividades são gratuitas.

The documentary and ethnographic film festival forumdoc.bh is now receiving applications for its 15th edition. It proposes to map and exhibit  films and videos of various exhibition formats and length that have been produced in the last two years (2010-2011). Documentaries of any features can apply – <www.forumdoc.org.br/2011>.

forumdoc.bh is an yearly film festival that takes place in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil. A miscellaneous prospect of audiovisual productions from various countries is presented, which includes the exhibition of classic and contemporary films. Carried out in association with Filmes de Quintal and the Federal University of Minas Gerais, the festival outstanding selection of titles promote forums for discussion with filmmakers and specialists about works that investigate audiovisual sources in order to build a dialog with social life and cultural diversity. forumdoc.bh
’s goings-on take place in Cine Humberto Mauro (at Palácio das Artes, Belo Horizonte) also in public spots, thus diversifying and increasing its audience. No fees are charged.

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terça-feira, 14 de junho de 2011

agradecimentos pelo sucesso da mostra do forumdoc.mg em Teófilo Otoni

Olá mucuryanos e cinéfilos,

As tardes e noites dos dias 8, 9 e 10 de junho  foram incríveis!

Conseguimos algo quase inconcebível quando organizávamos junto aos parceiros a mostra do forumdoc.mg.

Portanto, gostaríamos de agradecer imensamente todos aqueles que contribuíram para o sucesso indescritível da 4ª Mostra do Filme Documentário e Etnográfico, a primeira em Teófilo Otoni.

Ao todo passaram pelo auditório do CDLTO cerca de 700 pessoas, uma média de mais de 100 por sessão.

Foi, como dissemos, uma grande surpresa a participação massiva, uma grande e boa surpresa, e isto é formação de público, dar oportunidades e abrir as portas de eventos como este para todas as pessoas, sem distinção.

Os debates foram riquíssimos e muito empolgantes, o público interagiu bastante. estamos vivenciando um grande sucesso!

Começamos agradecendo ao público presente.

Novamente agradecemos à Filmes de Quintal, e consolida-se uma ótima parceria. Cremos que será de muito proveito para nós mucuryanos!

Agradecemos também as escolas e universidades que compareceram, principalmente a UNEC, COOPED, Alfredo Sá e João Paulo II.

Continuamos agradecendo ao Bruno Vasconcelos pela delicadeza, presteza, simpatia e pela curadoria desta mostra e à Glaura Cardoso pelo carinho e dedicação para este evento.

Não podemos nos esquecer dos debatedores Igor Sorel, Marco Poubel, Rodrigo Edinilson, F.G. Júnior, Benjamin Xavier e Michelle Freitas.

E finalmente, de nossos parceiros, ICETAS/CDLTO, Estação Doce Maria e Conservatório de Música Teófilo Otoni, além de todos os outros que nos ajudaram com a divulgação e organização do evento.

Em nome da mucury cultural, muito obrigado!

No ano que vem tem mais! oxalá!

bruno bento.

Clique aqui e veja mais algumas imagens.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

as três últimas sessões do forumdoc.mg em teófilo otoni

Olá mucuryanos e cinéfilos,

Ontem e anteontem foram noites incríveis! E nesta quinta (9) o auditório esteve cheio em todas as sessões e ficaram muitos sentados no chão na sessão das 20h.

Está uma grande surpresa esta participação, uma grande e boa surpresa, e isto é formação de público, dar oportunidades e abrir as portas de eventos como este para todas as pessoas, sem distinção.

Os debates estão riquíssimos e muito empolgantes, o público interage bastante, estamos vivenciando um grande sucesso!

Novamente agradecemos à Filmes de Quintal, e consolida-se uma ótima parceria. Cremos que será de muito proveito para nós mucuryanos!

Agradecemos evidentemente ao público e às escolas que compareceram massivamente COOPED, Alfredo Sá e João Paulo II.

Continuamos agradecendo ao Bruno Vasconcelos pela delicadeza, presteza, simpatia e pela curadoria desta mostra.

Agradecemos também ao ICETAS, CDL, Estação Doce Maria e Conservatório de Música Teófilo Otoni. Além dos debatedores que resistimos em sentarmos a mesa.

Convidamos novamente a todos para as últimas 3 sessões! Hoje teremos às 16h:30min, 18h:30min e 20h:00min.

Participe e nos ajude a divulgar, compartilhe em casa, no trabalho, e nas redes sociais, claro.

Finalmente trazemos a Teófilo Otoni uma edição da Mostra Itinerante do Filme Documentário e Etnográfico, numa articulação entre Mucury Cultural, ICETAS/CDL, Conservatório de Música e Estação Doce Maria.

A mostra, que está na 4ª edição é realizada pela Associação Filmes de Quintal e circula por nove cidades mineiras. Esta mostra faz parte d’O forumdoc.mg tem como objetivo ampliar e democratizar o acesso a uma programação de cinema diferenciada no estado de Minas Gerais, através da exibição de filmes já exibidos no forumdoc.bh (festival de cinema que acontece anualmente em Belo Horizonte desde 1997) e/ou que fazem parte do acervo da Associação Filmes de Quintal, associação sem fins lucrativos responsável pela realização do projeto.

Pois é, nossa cidade que já contou com vários cinemas, mas todos ligados ao circuito comercial, um dos motivos das respectivas extinções, é uma excelente oportunidade de conhecermos outras modalidades da Sétima Arte.

Foram necessários alguns anos para que conseguíssemos e a permanência de Teófilo Otoni no circuito do forumdoc.mg depende de sua participação e de todos, nos ajudem a divulgar, chamem seus amigos, parentes, colegas e todo mundo que se interessa por cultura!

A entrada é franca!

Local: Auditório do CDL

Endereço: Av. Luis Boali, 370 – Ipiranga. Teófilo Otoni-MG

Para maiores informações sobre:

o forumdoc, clique aqui.

a programação em Teófilo Otoni, aqui.

o download do folder, aqui.

o download do release, aqui.

contatos

Michelle Freitas: 33-9917 – 6509 - michelleofreitas@hotmail.com

Bruno Bento: 33-8886-4097 - brunodiasbento@yahoo.com.br

CDLTO: 33-3529-1000

Mucury Culturalcontato@mucurycultural.org

PROGRAMAÇÃO

08/06

20h - Sessão de Abertura Terra deu, terra come

direção: Rodrigo Siqueira

09/06

16h30 - Barrados e condenados

direção: Adrian Cowell

18h30 - Kene Yuxí, As voltas do Kene

direção: Zezinho Yube

20h - Zanzibar Musica Club

direção: Philippe Gasnier, Patrice Nezan

10/06

16h30 - Avenida Brasilia Formosa

direção: Gabriel Mascaro

18h30 - Morro do Céu

direção: Gustavo Spolidoro

20h - Terras

direção: Maya Da-Rin

Algumas fotos das sessões de  ontem:

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

e hoje tem mais mostra forumdoc.mg

Olá mucuryanos e cinéfilos,

Ontem foi uma grande noite!

Com participação massiva, o que nos impressionou, assistimos emocionados e extasiados a histórias de Seu Pedro, mostradas  pelo diretor Rodrigo Siqueira, o Terra deu, terra come.

Primeiramente agradecemos à Filmes de Quintal, pois sem ela, nada disso seria real, depois ao público! este também merece todo nosso agradecimento. Ele, o público, ficou envolvido com Seu Pedro, e deu risadas, prestou assunto, e aguardou o final surpreendente da história.

Outro especial agradecimento fazemos ao Bruno Vasconcelos pela delicadeza, presteza, simpatia e pela curadoria desta mostra.

Bem, agradecemos também ao ICETAS, CDL, Estação Doce Maria e Conservatório de Música de Teófilo Otoni. Além dos debatedores que resistimos em sentarmos a mesa. Sentamos no palco mesmo… nomeando, somos os seguintes que acompanharemos as outras sessões: Rodrigo Ednilson,  Marco Poubel, Igor Sorel, F.G. Júnior, Michelle Freitas e eu (Bruno Bento). Lembramos ainda que o público interagiu bastante com nossa discussão.

E aproveitamos para convidarmos a todos para as outras 6 sessões! Hoje e amanhã teremos às 16h:30min, 18h:30min e 20h:00min.

Ah, e as fotos vêm daqui a pouco…

Participe e nos ajude a divulgar, compartilhe em casa, no trabalho, e nas redes sociais, claro.

Finalmente trazemos a Teófilo Otoni uma edição da Mostra Itinerante do Filme Documentário e Etnográfico, numa articulação entre Mucury Cultural, ICETAS/CDL, Conservatório de Música e Estação Doce Maria.

A mostra, que está na 4ª edição é realizada pela Associação Filmes de Quintal e circula por nove cidades mineiras. Esta mostra faz parte d’O forumdoc.mg tem como objetivo ampliar e democratizar o acesso a uma programação de cinema diferenciada no estado de Minas Gerais, através da exibição de filmes já exibidos no forumdoc.bh (festival de cinema que acontece anualmente em Belo Horizonte desde 1997) e/ou que fazem parte do acervo da Associação Filmes de Quintal, associação sem fins lucrativos responsável pela realização do projeto.

Pois é, nossa cidade que já contou com vários cinemas, mas todos ligados ao circuito comercial, um dos motivos das respectivas extinções, é uma excelente oportunidade de conhecermos outras modalidades da Sétima Arte.

Foram necessários alguns anos para que conseguíssemos e a permanência de Teófilo Otoni no circuito do forumdoc.mg depende de sua participação e de todos, nos ajudem a divulgar, chamem seus amigos, parentes, colegas e todo mundo que se interessa por cultura!

A entrada é franca!

Local: Auditório do CDL

Endereço: Av. Luis Boali, 370 – Ipiranga. Teófilo Otoni-MG

Para maiores informações sobre:

o forumdoc, clique aqui.

a programação em Teófilo Otoni, aqui.

o download do folder, aqui.

o download do release, aqui.

contatos

Michelle Freitas: 33-9917 – 6509 - michelleofreitas@hotmail.com

Bruno Bento: 33-8886-4097 - brunodiasbento@yahoo.com.br

CDLTO: 33-3529-1000

Mucury Culturalcontato@mucurycultural.org

PROGRAMAÇÃO

08/06

20h - Sessão de Abertura Terra deu, terra come

direção: Rodrigo Siqueira

09/06

16h30 - Barrados e condenados

direção: Adrian Cowell

18h30 - Kene Yuxí, As voltas do Kene

direção: Zezinho Yube

20h - Zanzibar Musica Club

direção: Philippe Gasnier, Patrice Nezan

10/06

16h30 - Avenida Brasilia Formosa

direção: Gabriel Mascaro

18h30 - Morro do Céu

direção: Gustavo Spolidoro

20h - Terras

direção: Maya Da-Rin

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Já estão abertas as inscrições dos concursos nacionais DOCTV América Latina III

 

 

Desde o dia 16 de maio estão abertas as inscrições dos concursos nacionais Doctv América Latina III nos países que integram a Rede Doctv (Argentina, Bolívia, México, Uruguai, Panamá e Brasil).

O DOCTV América Latina III é pioneiro no fomento à produção e teledifusão de documentários do continente. No Brasil, é ligado à Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura, TV Cultura e EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Internacionalmente, fazem parte deste programa instituições como a CACI (Conferência de Autoridades Cinematográficas de Iberoamérica) e a FNCL (Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano), esta chefiada por ninguém menos que Gabriel García Márquez.

A página oficial é:  www.doctvlatinoamerica.org.

SELEÇÃO

Em cada um dos países, através de Concurso Público Nacional, será premiado com um contrato de coprodução no valor de USD 70.000 (setenta mil dólares norte-americanos), um projeto de documentário, sendo posteriormente será exibido em um circuito de teledifusão integrado pelas redes de televisão públicas da Rede Doctv, num total de 14 países.

Não perca tempo, as inscrições poder ser feitas até o dia 14 de julho, para maiores informações, acesso ao regulamento e inscrições: clique aqui. 

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