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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Revista Mucury 11 no ar

Por Bruno Bento.

Este 2014 foi brabo. Mas apesar das rosnadas e mordidas, salvamo-nos todos, ainda mais fortes e determinados a seguir aboiando sonhos e esperanças nestes grotões coloridos e profundos.

A Revista Mucury é uma destas resistências aboiadas, é fruto de muito amor e dedicação de uma equipe incrível, particularmente as meninas do Estúdio COMBO, Adélia Braga e Viviane Silva, da nossa editora Clarice Palles e de toda a equipe da Associação Mucury Cultural. E claro, de nossos lindos, maravilhosos e talentosíssimos colaboradores, que são poetas, gestores culturais, jornalistas, fotógrafos, artistas visuais, professores, cientistas políticos, sociólogos e por aí vai.

Já é a 11 e agora vocês vão saber a história da Feirinha do Veneta! Ou pelo menos as imagens da minha primeira aula de diversidade.

Finalmente podemos mostrar como esta revista é sortida. É que nem a Feirinha do Veneta, retratada pelo fotógrafo Leonardo Cambuí, que trocou tanto as unhas dos dedos no futebol de rua de “pé-de-moleque” da Teófilo Rocha. Tem ela e muita poesia, artes visuais, ciência política e gestão cultural, nesse “secos e molhados”, sortida e diversa Revista Mucuri 11.

Chega de falatório por cá, aproveitei essa belezura!
É só clicar na imagem e folhear.

E que Krenhouh Jissa Kiju continue nos dando brabeza e coragem!

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terça-feira, 5 de março de 2013

Encontro irá produzir realização inédita na paisagem mineira

Projeto reúne fotógrafos renomados e coletivo cultural de jovens no interior de MG

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O encontro de dois fotógrafos-artistas consagrados com um coletivo cultural de jovens do interior de Minas Gerais sugere novos caminhos e oportunidades para a criação e a produção colaborativa, com desdobramentos que possam contribuir para a consolidação de redes criativas inter-regionais. Esse é o ponto de partida do projeto Inter Residências Ações (I.R.A.), uma iniciativa cultural inédita, pautada no campo da experimentação artística.

O projeto, selecionado pelo “Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição”, tem coordenação do fotógrafo Pedro Motta e do sociólogo e gestor cultural Daniel Perini. Eles convidaram o coletivo "Sem Eira  Nem Beira", de São João Del Rei, para se envolver em uma residência criativa de dez dias na cidade com os artistas Eustáquio Neves (Diamantina/MG) e Miguel Chikaoka (Belém/PA).

Deste encontro – reunindo duas personalidades da fotografia com ampla experiência na realização de projetos inovadores, e jovens artistas de São João Del Rei – espera-se uma interseção que produza interações estéticas e uma realização inédita, a partir de uma intervenção física (não predatória) na paisagem natural da região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais.

Ainda que a realização da intervenção em uma paisagem, seja um produto inovador, este projeto pretende produzir um livro de 144 páginas com registro de todo o processo colaborativo: encontros, residência, ações e textos reflexivos e críticos. O I.R.A. também prevê a realização de  palestras com os artistas, jovens e organização do projeto, para que possam descrever o percurso traçado por cada participante – abrindo, portanto, o processo para o público em geral.

Preservação Além do ineditismo de seu processo, o projeto também está voltado para o cuidado com a preservação e divulgação cultural em nosso país. A região é detentora de um vasto patrimônio natural e histórico, e por isso a ação proposta pelos integrantes do projeto levantará questões cuja resposta será dada pela conscientização da população acerca da necessidade de se preservar e recuperar essas riquezas regionais.

O work in progress do projeto, com fotos, registros, impressões e ficha técnica, pode ser acompanhado pelo site www.ira.art.br. De acordo com seus realizadores, os desdobramentos do projeto certamente irão contribuir para a difusão e a memória da arte contemporânea, tão caras ao Estado de Minas Gerais.

​O I.R.A. tem patrocínio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Federal de São João Del Rei.

Serviço:

Daniel Perini

Daniel@periniprojetos.com.br

Pedro Motta

mottapedro@terra.com.br

www.ira.art.br

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa recebe exposição fotográfica ‘Pendurados nos fios’

Retirado do site da SeC-MG em 01/08/12 do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/999

A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, recebe, na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, no dia 10 de agosto, às 19 horas, a exposição do fotógrafo Marcelo Prates ‘Pendurados nos fios’. A entrada é franca e a obra traz retratos urbanos que registram o que é arremessado aos fios de postes instalados nas ruas. Objetos como sapatos, tênis, peças de roupas, bonecos, cabides e outros são flagrados nos fios, sempre retratados com lirismo e originalidade.   

Em sua obra anterior ‘Pássaros da Liberdade’, Marcelo fotografou passarinhos em voo, cena essa usualmente retratada. As imagens da nova exposição demonstram a natureza inusitada da mostra ao mudar o foco do olhar direcionado ao céu.

O ato de arremessar coisas para cima carrega em si um significado diferente em cada parte do mundo. Por exemplo, em alguns lugares, militares jogam sapatos no fio, pintados de laranja ou outra cor, para demonstrar que terminaram seu treinamento básico. Prates, registrando essas cenas, aproxima homem e objeto; céu e terra.

A mostra é composta por painéis de 80 x 100 centímetros e mosaicos de 100 x 180 centímetros.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Exposição fotográfica mostra contrastes da América Latina no Palácio das Artes

Retirado do site da SeC-MG do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/205/978

De 24 de julho a 26 de agosto, as galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta, do Palácio das Artes, são ocupadas pelos contrastes que habitam a América Latina por meio da exposição fotográfica coletiva "Peso e Leveza – fotografia latino americana entre o humanismo e a violência’, com entrada gratuita. As imagens foram feitas por 15 artistas da Argentina, Nicarágua, Colômbia, México, Brasil, dentre outros países da região. A mostra tem iniciativa do Instituto Cervantes em Belo Horizonte, com parceria da Fundação Clóvis Salgado e apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). A curadoria é de Rosina Cazali (Guatemala) e Laura Terré (Espanha).   

A exposição conta com 73 fotografias. A seleção das obras aconteceu durante o Festival PhotoEspaña, ocorrido no final de 2010, em Cartagena, na Colômbia, e em Manágua, Nicarágua. Todas foram escolhidas vislumbrando a representação do equilíbrio do continente, onde há espaço para a pluralidade de cenários, nos quais extremos, disparidades, desigualdades sociais e violência convivem e, paradoxalmente, unificam os povos desses países.

Como o título da exposição já indica, se, por um lado, há imagens de teor inquietante e angustiante, por outro, há algumas que denotam a beleza da vida e a utopia da humanidade e convidam o público a respirar essa leveza. Por exemplo, a série “Nadie se atreva a llorar... dejen que ría el silencio”, assinada pelo venezuelano Juan Toro, coloca em primeiro plano uma cena cheia de violência e muito sangue. No outro polo, o mexicano Ernesto Muñiz retrata a vivacidade das cores da tradição religiosa em “En mi país, rezamos todos y por todo", bem como a fragilidade humana é evidenciada na série “Frágil”pela ítalo-portenha Myriam Meloni.

Antes de chegar ao público mineiro, “Peso e Leveza” esteve em cartaz no Rio de Janeiro e São Paulo. Depois de Belo Horizonte, a exposição segue para Brasília.

 

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nova Fotografia: Fragmentos de Simplicidade

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

1º Concurso Nacional de Fotografia de Minas Gerais

Enviado por Michelle de Oliveira Freitas.

clique e vá para o site do cuncurso.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Na Trilha Guerreira dos Borun: os Mocuriñ

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Há poucos dias tivemos a oportunidade de conhecer a indigenista Geralda Soares. Ela representa o esforço pela valorização e resgate da cultura e história indígenas de toda a porção Leste de Minas Gerais, região que engloba os vales do Rio Doce, Jequitinhonha, Mucuri e São Mateus.

É esta região qual diversas etnias indígenas se refugiaram até o século XIX dos “portugueses”, dos Kraí (os loucos), dos brancos.

Estas etnias foram chamadas de Botocudos, em alusão às tampas de barris de bebida alcóolica.

Tínhamos aí uma questão delicadíssima, a Alteridade. Os brancos, que se pensavam os homens de verdade contra os botocudos, os selvagens, as tampas de barris... Por outro lado tínhamos os Borun, nome que os índios se chamavam, significando “homens verdadeiros” em contraposição aos Kraí, os de cabeça doida.

Não poderia haver outra coisa: guerra, massacre, sangue.

A história no Mucuri também é assim, com suas ressalvas, com suas exceções. Sempre poucas.

E no fim das contas temos a história dos vencedores: os brancos, os Kraí.

Os indígenas que não morreram, tentaram a todo custo mimetizarem-se. Muitos conseguiram, muitos desapareceram.

O trabalho da nossa amiga Geralda Soares é não somente o de contar a história dos que “perderam” a guerra, as também de buscar aqueles que abandonaram o ser índio para sua própria sobrevivência. Este é o caso dos Mocuriñ.

Passaram décadas como não índios, mas no início do século XXI, retomaram sua condição e história indígenas e estão, com muito trabalho, revisitando sua ancestralidade, buscando e interpretando sua existência, pesquisando e retomando suas tradições.

No dia 15 de abril, fomos com ela para conhece-los. Estávamos ansiosos. A expedição até a comunidade indígena dos Mocuriñ contou com a presença de Ademar Lemos, Leonardo Cambuí, Bruno Bento e claro, Geralda Soares.

Não saímos tão cedo quanto imaginávamos, mas chegamos a tempo do almoço que Dona Castorina tinha-nos preparado: frango caipira, arroz, feijão e macarrão. Estava delicioso.

Aos poucos foram chegando, uns sozinhos, outros em grupos, em núcleos familiares, e cada um com seu cachorro e um papagaio. Logo tínhamos mais de 10 pessoas discutindo sua história, as notícias dos familiares, daqueles que não puderam reunir-se, dos que ainda moram em outros lugares e de suas inquietações como comunidade e como indígenas. Assistimos ao vídeo de um casamento recente Maxakali. Foi discutida a participação em eventos nos quais a condição indígena é o principal tema, e as mulheres presentes solicitando mais participação.

Das mais de dez pessoas que dissemos, haviam 4 gerações, avós, filhos, netos e bisnetos. Os últimos já nasceram índios, Mocuriñ!

Um assunto nos chamou bastante atenção, a construção do Kieme, a casa coletiva onde as reuniões, encontros, discussões e festas ocorrem, é o ponto nevrálgico da aldeia, da comunidade. Esperamos estar lá para vermos e registrarmos este momento importantíssimo na retomada de no reapoderamento do ser índio dos Mocuriñ.

As fotografias retratam este nosso encontro e os momentos das discussões, e são nosso presente, aos indígenas deste nosso Mucuri, do Leste, Jequitinhonha e São Mateus, e são nosso presente aos Mocuriñ, à nossa nova mas grande amiga, Gêra, e a todos os Dias do Índio, todos os dias!

Para um pouco sobre a história dos Mocuriñ, trazemos um trecho extraído do livro Na Trilha Guerreira dos Borun, de Geralda Soares[1]:

O Povo Mocuriñ é formado pelos descendentes do Capitão Pohok, condutor de longa migração de vários povos, saindo da proximidade dos colonos europeus no Vale do Mucuri e se estabelecendo no vale do Itambacuri.

Pohok torna-se aliado dos Frades Capuchinhos na fundação do Aldeamento de Itambacuri em 1873. E avô de Domingos Ramos Pohok ou Pacó, primeiro professor indígena bilíngue de Minas Gerais.

Os Mocuriñ vivem hoje na Comunidade dos Xavier, no Município de Campanário, no Vale do Mucuri.

Domingos Ramos Pacó, sua filha Noemia Xavier e o indígena Chico Bugre são os antepassados mais próximos dos atuais Mocuriñ.

Ao todo são aproximadamente 100 pessoas que vivem na área rural e urbana desta região. Algumas famílias migraram para São Paulo e Belo Horizonte.

Domingos Ramos Pacó escreve a História de Itambacuri que é arquivada no APM (Arquivo Público Mineiro) em Belo Horizonte por Frei Olavo Timmers, OFM.

Em 1986 este documento e publicado pelo economista Eduardo Ribeiro no livro "Lembranças da Terra do Jequitinhonha e Mucuri", e em 2006 uma equipe de pesquisadores do CEDEFES e do Conselho dos Povos Indígenas de Minas Gerais e do GTME faz os primeiros contatos com a comunidade dos Xavier, iniciando aí seus contatos com entidades ligadas a Causa Indígena, com os demais indígenas e com a FUNAI.

Passam então a participar das atividades organizadas pelos indígenas e apoiadores.

Em 2006 são oficialmente apresentados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O povo Mocuriñ luta pelo seu reconhecimento pelos órgãos oficiais, pelo direito a um atendimento diferenciado na educação e saúde e pela ampliação da área de 19 alqueires em que vivem.

O reconhecimento do Povo Mocuriñ como mais um povo indígena de Minas e o resgate de uma divida histórica do Vale do Mucuri, de Itambacuri e da Sociedade para com aqueles que sobreviveram ao longo processo de exclusão e discriminação dos indígenas nesta região.

[1] SOARES, Geralda Chaves. NA TRILHA GUERREIRA DOS BORUN. Belo Horizonte: Núcleo de Publicação do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix., 2010. P. 209-211.

Confira as fotos:

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

OI FUTURO APRESENTA A EXPOSIÇÃO ‘RAIZ’, DO FOTÓGRAFO RAI BANDEIRA DE MELLO

Retirado do Oi Fututo em 05/04/12 do endereço:

http://www.oifuturo.org.br/imprensa/release.php?id=7223&/oi_futuro_apresenta_a_exposicao_raiz_do_fotografo_rai_bandeira_de_mello_

O mais carioca dos baianos, Rai Bandeira de Mello navegou nas artes visuais com um olhar aguçado pela sensibilidade de poeta e escritor. Assistente de Nelson Pereira dos Santos nas produções dos anos 1970, autor de vários curtas-metragens, Rai sempre olhou para cima e do céu tirou sua inspiração. A explosão de nuvens e a natureza fazem parte dessa Expofoto apropriadamente chamada de Raiz. Um Rai que vem da terra, do céu, da natureza.

Link para Download (PDF, 250Kb)

     

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Prêmio Brasil Fotografia 2012

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sexta-feira, 30 de março de 2012

Inquietudine | Abertura: 02/04

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Revistas Legais: Revista OLD

Retirado do Queimando o Filme em 22/03/12 do endereço:

http://www.queimandofilme.com/2012/03/21/revistas-legais-revista-old/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=revistas-legais-revista-old

Por André Corrêa

“Sempre senti falta de uma publicação brasileira que discutisse a fotografia com uma perspectiva documental, artistica, pessoal”.

É assim que Felipe Abreu, estudante de Audiovisial na USP e editor da revista OLD abre sua primeira edição. A meu ver, esse sentimento é compartilhado por muita gente. Existe apenas uma revista à venda hoje que se encaixa nesse perfil, na minha opinião: a revista ZUM, da qual já falei várias vezes aqui. Então entendo a vontade do Felipe de colocar bloco na rua.

A revista está na sua oitava edição digital, e acabou de nascer, em janeiro desse ano, em versão impressa. É daquelas bem gostosas de ler. Seja no papel (ela é distribuida em escolas e centros culturais de São Paulo) ou no digital, através de seu layout na horizontal, que se encaixa perfeitamente bem em uma tela de computador.

Em suas (geralmente de 36 a 46) páginas, a revista traz um conteúdo colaborativo muito fluido e rico em imagens, com um certo destaque (não sei se intencional) pras fotos preto e branco. Os temas são tratados com cuidado e profundidade, sem com isso ficarem pedantes ou cansativos, o que é raro, como você sabe… :-)

Você vai encontrar desde uma edição especial sobre fotografia com iPhone até fotógrafos clássicos sérios e sisudos. Entrevistas com figuras como o Phill, da Lomography do Rio, até Luli Radfahrer, famoso publicitário, marketeiro, palestrante e incentivador das mais diversas iniciativas. Ou seja, é uma revistinha legal de se colecionar. Ela traz sempre entrevistas, portifólios (você pode mandar o seu!), debates sobre temas fotográficos e o que mais der na telha da cabeça do Felipe.

Se pudesse, comprava todas as edições impressas pra guardar e colocar na mesa pros amigos lerem quando me visitassem em casa. Essa revista é daquelas que te dá vontade de fazer isso… ;-)

Então chega de perder tempo. Parte logo pra cima, escolhe uma edição, e começa a ler!

 

André Corrêa

Marketeiro e fotógrafo amador (não necessariamente nessa ordem), criou o QueimandoFilme.com já que não consegue fazer fotos tão legais assim, e achou que de repente, como fotógrafo, daria um bom blogueiro. Fotografa com digitais e analógicas, sem preconceito e nem frescuras.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Facebook censura foto da ícone feminista Simone de Beauvoir

Retirado do IMAGES&VISIONS em 16/03/12 do endereço:

http://imagesvisions.blogspot.com/2012/03/facebook-censura-foto-da-icone.html

Por FERNANDO RABELO - EDITOR

© Foto de Art Shay. A filósofa existencialista e ícone feminista Simone de Beauvoir. Chicago. 1952.

O meu mural de fotografias históricas é mais uma vez censurado pelo Facebook, que me puniu com três dias de suspensão a partir de hoje (15/03). Desta vez uma fotografia publicada no ano passado, a da filósofa existencialista e ícone feminista Simone de Beauvoir nua de costas num banheiro, foi removida do site.

O fotógrafo Art Shay fez essa célebre foto em Chicago em 1952. Art Shay era amigo do escritor Nelson Algren, o amante de Simone na época. O fotógrafo viu a cena pela porta entreaberta da sala de banho e a eternizou para sempre. “Como jovem fotógrafo da Life Magazine, eu sempre levava minha Leica comigo.

E esse dia não era exceção. Estritamente falando, sim essa fotografia foi roubada, segundo uma ótica feminista. Eu me encontrava então nessa situação, fotógrafo estagiário da Life Magazine (inicialmente contratado para carregar as sacolas e escrever as legendas), quando eu vi Beauvoir sair do banho e ficar se penteando na frente do espelho. Eu rapidamente tirei duas ou três fotos e ela escutou os cliques. "Você é um rapaz malvado", ela me disse, no entanto, ela nem me pediu para que eu parasse de fotografar, nem fechou a porta, para mim, Madame não era "uma instituição" nessa época, era acima de tudo a amante estrangeira do meu amigo”, afirmou o fotógrafo em entrevista para a revista francesa “Le Nouvel Observateur” em 2008.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

12 Poses: André Corrêa do Queimando Filme

Retirado do Toy Camera Blog em 01/03/12 do endereço:

http://toycamera.com.br/blog/12-poses-andre-correa-do-queimando-filme/#.T09oxfEgeYs

Da série de entrevistas 12 poses do Toy Camera:

O entrevistado de hoje é bem conhecido pelos analógicos de plantão. André Corrêa é o fundador do blog“Queimando Filme” que com poucos meses de vida já faz sucesso e conquistou leitores fiéis.

Se você ainda não conhece o QF, tá marcando touca. Um blog sobre fotografia analógica, com um texto bom de ler e informações interessantes para qualquer pessoa que gosta de fotografia.

Além do blog e sua paixão por gatos, André ministra workshops de fotografia analógica e aqui no 12 poses vai falar um pouco sobre filmes, toycameras e grãos, muitos grãos.

Nome: André Corrêa

Idade: 38, com carinha de 28

Localidade: São Paulo e adjacências

Faz o quê da Vida? Trabalho como Gerente de Marketing, fotografo, sou casado e tenho duas gatas que servem de ensaio pra quando tiver filhos

1. Que tipo de ToyCameras você usa?

Gosto de variar: Tenho umas 15, e revezo bastante. As mais usadas são Olympus Trip 35, Lubitel TLR, Diana F+, Lomo LC-A, e uma Canon SLR analógica cujo modelo esqueci ;-)

2. Porque você gosta de fotografar com filme?

O ritual. Costumo dizer que fotografar com filme é como fazer (como hobby) comida caseira: você tem que seguir um ritual, escolher os ingredientes, ter paciência, improvisar com cuidado, e mesmo assim não tem certeza do que vai sair da panela…

3. Qual sua memória mais antiga com fotografia analógica?

Meu pai fotografando durante a minha infância. Ele fotografava bastante com uma SLR Minolta, e eu acompanhava. Na adolescência ganhei dele uma Yashika MF-3, minha primeira câmera de fato. Depois peguei a Minolta do meu pai, e depois tantas outras…

4. O que você mais gosta de fotografar?

Com filme, Coisas e lugares. Com digital, gente e gatos.

5. Qual seu tipo de filme favorito?

Assim como com as câmeras, gosto bastante de revezar filmes. Tem dias que acordo com vontade de pb, tem dia que a vontade é de cromo… mas definitivamente gosto de filmes granulados. Raramente fotografo com filmes com ISO menor que 400 e, quando o faço, costumo puxar o filme pra cima pra granular.

6. Tem algum projeto ou trabalho em andamento?

Hoje meu maior projeto fotográfico não é realizado tirando fotos, mas escrevendo. Comecei em novembro a criar o www.queimandofilme.com, como um blog sobre fotografia analógica como hobby, e pra minha surpresa ele alcançou uma quantidade de leitores que nunca havia imaginado que alcançaria. O prazer disso é indescritível. Poder compartilhar com tanta gente o que conheço, e aprender o que eu nem sabia que existia.

7. Quem são seus fotógrafos favoritos?

A turma fundadora da Magnum. Eles são (desculpe a referência nerd) Os X-Men da fotografia. Os caras criaram o primeiro “supergrupo” de fotógrafos do mundo. Três me fascinam a ponto de colecionar biografias: HenriCartier-Bresson, Robert Capa e Doisneau.

8. Onde você busca inspiração?

No meu momento de vida. Novamente fazendo a comparação, é como fazer comida. Penso “o que estou com vontade de fotografar hoje?” como quem pensa “O que estou afim de comer hoje?”. Tem dias que não tenho “fome de foto”, e simplesmente não fotografo. Tem dias que a fome é terrível, e aí haja rolinho de filme ;-)

9. Tem alguma técnica favorita?

Acho que não… mas estética, sim, tenho: grãos. Gosto de imagens granuladas. Imagens sem grãos deixo pra fotografia digital, que também tem espaço na minha vida. Mas o analógico é feito de grãos. Não tê-los participando de minhas fotos acho algo estranho.

10. Se você pudesse escolher um lugar ou alguém para fotografar, qual seria sua escolha?

Pergunta bem difícil, viu? Como não costumo me prender, não tenho um lugar nem uma pessoa preferida.

11. Que importância a fotografia tem na sua vida?

Ela representa tudo que um hobby pode fazer de bom a uma pessoa. Ela me distrai, me ensina, me educa, me acalma, me motiva, me ajuda a mostrar meu mundo aos outros, e ao entender o mundo dos outros. É lúdico, terapêutico, educativo.

12. Um recado para nossos leitores. :-)

Quando tinha uns 18 anos, resolvi fazer Tai-Chi e King Fu. Ao começar as aulas, metódico como sou, pedi aos dois professores referências de livros ou guias que eu pudesse estudar pra entender o que eu estava começando a fazer. Os dois, que sequer se conheciam, me deram o mesmo conselho: “Não leia, não estude, não procure. Apenas faça. As respostas vêm com a prática.”

Esse é o conselho: não busque respostas fora de você. Leia sim, estude sim, mas pra encontrar caminhos, não pra encontrar respostas. O que está fora de você te mostra caminhos, perguntas. As respostas (Qual meu estilo? O que gosto de fotografar?) virão com a sua prática.

Muito obrigado por participar do 12 Poses, André!

Veja mais fotos no Flickr e  informações sobre workshops aqui, aqui e aqui. :D

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

FOTOGRAFIAS ILUSTRADAS DE TEBE INTERESNO

Retirado do Obvious em 20/02/12 do endereço:

http://obviousmag.org/archives/2008/07/fotografias_ilu.html

Por andré montejorge

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As imagens dizem tudo. E mesmo quando não estão acompanhadas de singelas poesias ou simples explicações, passam uma espécie de visão infantilizada da realidade. Suas fotomontagens ou ilustrações sobre fotos, brincam com o imaginário popular, se aproveitam dos sonhos de criança e divertem com monstros que não assustam ninguém.

- "Com o que você sonha, Capitão?!". Esta frase acompanha uma inimaginável mistura de grama e um submarino nuclear. Assim como o simples rabiscar em uma foto de nuvens no céu, onde ele exercita o que todo pequeno apenas imagina e brinca: -"O único amigo do caracol era o elefante, que por não ter vergonha de seu pequeno amigo, usou uma concha também."

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Tebe Interesno usa a suavidade de traços e uma perspicácia própria para que o simples fique complexo. Com uma capacidade única, conseguiu por exemplo, deixar uma janela sem graça de um prédio antigo e feio, em um divertido ponto criativo. Detalhe: usou apenas branco e quatro pontos em preto.

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O monstrengo sem braços que morde um prédio como se fosse uma barra de chocolate, os enormes bonecos que jogam bola ou destroem construções de grandes cidades, a fumaça poluente que tomam forma, o bicho cuja antena ilumina o nevoeiro, entre tantos, mostram o quanto esta mistura de arte, crítica, imaginação, criatividade, deu certo.

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Sua visão que "ziguezagueia" entre artística e publicitária, fez com que a fachada de um prédio virasse uma guitarra imaginária e mostrou que as armas nucleares estão sempre nas mãos dos homens. Uma bela forma de falar com a sociedade: com fatos e fotos.

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Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2008/07/fotografias_ilu.html#ixzz1mpmEvdzZ

montejorge

Sobre o autor: andré montejorge é publicitário, tem dois filhos e ama cozinhar. Edita o Bem Legaus além de colaborar com alguns blogs de várias nacionalidades. Pretende virar chef de cozinha e quem sabe manter um blog sobre culinária. Saiba como fazer parte da obvious.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nan Goldin fala da polêmica exposição que chega ao MAM

Retirado do site de O Globo (não pedimos,mas mantivemos o link original e a mensagem que aparece quando copiamos, está lá no final) em 08/02/12 do endreço:

http://oglobo.globo.com/cultura/nan-goldin-fala-da-polemica-exposicao-que-chega-ao-mam-3897043


Cena do ‘slideshow’ ‘The other side’: estudo sobre o ‘terceiro sexo’
Foto: Divulgação / Nan Goldin

Cena do ‘slideshow’ ‘The other side’: estudo sobre o ‘terceiro sexo’ Divulgação / Nan Goldin

RIO - Em meio a uma polêmica que se arrasta desde novembro, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) inaugura amanhã para convidados e na quinta-feira para o público a maior retrospectiva já feita no país da fotógrafa americana Nan Goldin — classificada pelo jornal "The New York Times" como "a mais influente dos últimos 20 anos" depois de ter forjado um novo gênero fotográfico. Entre as décadas de 1970 e 2000, quando circulava pelos submundos de Nova York e Boston, Nan flagrou, entre outras, imagens de nudez (tanto adulta quanto infantil), sexo explícito, uso de drogas e homossexualidade. A obra, que o Oi Futuro exibiria em janeiro mas desistiu, alegando não ser condizente com seu perfil educativo, foi acolhida pelo MAM, mas inspira cuidados: para derrubar eventuais liminares, o museu mobilizou uma equipe jurídica que ficará de plantão durante os próximos dias.Com curadoria de Ligia Canongia e Adon Peres, a exposição vem sendo costurada há mais de um ano. Mas, no fim de 2011, quando o Oi Futuro — que deu R$ 341 mil ao evento como patrocínio — tomou conhecimento do conteúdo das fotos de Nan, abriu mão de sediá-la e solicitou que seu logotipo ficasse de fora de todo o material de divulgação.

A exposição "Heartbeat", que mobilizou uma equipe multinacional e demorou uma semana para ser totalmente instalada no segundo andar do MAM carioca, reúne um total de 1.195 fotos. São 15 imagens impressas da série "Landscapes" (1979-2008) — que Nan não costuma exibir — e três slideshows de cerca de 50 minutos cada um que abrigam o conteúdo que causou polêmica: "The ballad of sexual dependency" (1981-2008) — considerada sua obra-prima —, "The other side" (1972-1990) e "Heartbeat" (1999), que dá nome à mostra.

Para Nan, seu conjunto de snapshots — que muitos acreditam que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor no Brasil desde 1990 — fala de "afeto e relacionamento humano".

— Há uma discrepância entre o ruído em torno do trabalho da Nan e a realidade das imagens — diz Luiz Camillo Osório, curador do MAM-Rio. — Para encerrar essa polêmica, fizemos dois encontros multidisciplinares sobre o assunto no museu, vimos as imagens juntos e não achamos que estamos infringindo o estatuto. A Nan expõe no mundo todo e, por mais que haja discussão em torno das imagens, elas são vistas e debatidas. Isso é saudável e democrático.

Apesar dessa conclusão e da vontade de separar a mostra da polêmica anterior, o corpo jurídico do museu, liderado pelo advogado Álvaro Piquet, já preparou uma estratégia para, se necessário, defender "Heartbeat" na Justiça. Contra possíveis liminares, guarda na manga uma vasta pesquisa sobre a legislação em vigor e promete fazer uma espécie de vigília no Judiciário.

Quem visitar o segundo andar do MAM até o dia 8 de abril verá que o cuidado foi redobrado. Cada slideshow ocupa, sozinho, uma sala escura especialmente construída para abrigá-lo. Trata-se de um ambiente sombrio, com um telão quadrado, que tem, logo na porta, um cartaz que informa que o conteúdo em exibição não é "recomendado para menores de idade".

Na noite de domingo, Nan Goldin anunciou que não viria à inauguração de "Heartbeat", mas conversou com O GLOBO por telefone por mais de uma hora e insistiu em dizer que sua ausência não tem qualquer relação com a polêmica.

— Minha mãe está muito perto do fim da vida. Tem 96 anos e sofre de Alzheimer. Meu pai tem 98 e está lúcido, sofrendo muito. Eles foram casados e moraram juntos por 72 anos. Então é hora de ficar com eles — justificou.

Nan, no entanto, promete vir à cidade em abril. Quer promover um finissage no encerramento da mostra brasileira.

— Ainda quero encontrar os artistas que me defenderam ante o Oi Futuro e também aprofundar minha pesquisa sobre as crianças brasileiras. Desde que vi "Pixote — A lei do mais fraco" (de Hector Babenco, de 1981), me interesso por isso. Ainda quero incluir um capítulo sobre as crianças do Brasil no slideshow em que estou trabalhando atualmente, o "Fire leap".

"Fire leap", aliás, foi, segundo Nan, cogitado pelos curadores para ser exibido no Rio, mas como reúne, ao longo de 15 minutos, cerca de 200 fotos só de crianças, ficou de fora. Seria cutucar a onça com vara curta.

Mas Nan está de bom humor e comemora a inauguração:

— "The ballad of sexual dependency" é o trabalho da minha vida. Uma carta de amor para meus eternos amigos.

Nan Goldin vai contando, à distância, o que o visitante verá no MAM:

— As 15 fotos de "Landscape" (que estarão numa parede pintada de fúcsia acinzentada a pedido da artista) mostram meu amor pelo deserto, pelo oceano e pelo céu, essas coisas gigantescas. É uma pequena mostra de um trabalho que tem centenas de imagens e lembra como somos pequenos no universo.

Em seguida, Nan comenta os três slideshows:

— "Heartbeat" surgiu de uma parceria com a Björk. Ela canta, eu ilustro. E ganhou uma nova versão na semana passada. Terá 160 fotos, metade do que costuma ter, espalhadas por 50 minutos, num ritmo mais lento do que o normal.

Segundo Nan, "Heartbeat" fala sobre a dificuldade do relacionamento a dois. Dividido em cinco capítulos, ele é um registro muito próximo da vida de cinco casais amigos dela.

— É quase como se eu fosse parte do casal. Fotografei-os muito de perto mesmo, mas nunca transei com eles — diz.

Um trabalho de 30 anos

Já "The other side", que ocupa a segunda sala da exposição, trata da vida do grupo de transexuais, travestis e drag queens do qual Nan se aproximou nos anos 1970, quando ainda era adolescente, em Boston:

— Convivi com eles por três anos, e vi como eram completamente alijados da sociedade. As pessoas os odiavam.

Por conta desse slideshow, que também tem 50 minutos, Nan conta já ter recebido diversas cartas de agradecimento.

— Muitas pessoas me escreveram dizendo que ele as ajudou a sair do armário, a se assumir e, sobretudo, a não se sentir tão sozinhas no mundo — ela diz. — Talvez seja pelo fato de eu nunca ter encarado aquelas pessoas como homens ou mulheres, mas como um terceiro sexo. Isso muito antes de escreverem sobre isso por aí.

"The ballad of sexual dependency" está, de propósito, no fim da mostra. Com 42 minutos de duração e 720 slides, é a obra-prima de Nan, um trabalho que demorou quase 30 anos para ficar pronto.

— Comecei em 1981, em Nova York, e fui mexendo nele até 2008. É a história de uma vida, de uma comunidade que não existe mais graças à Aids. Assisto à "Balada" com frequência e já perdi a conta de quantos ali morreram. Era um grupo que decidiu ficar politicamente, esteticamente e ideologicamente afastado da cultura dominante.

A trilha sonora de "The ballad" conta com mais de 40 músicas e foi cuidadosamente montada por Nan. Há Maria Callas cantando a ópera "Norma", Lou Reed e Velvet Underground, entre outros.

— Em 1989, quando abandonei as drogas, passei a fotografar durante o dia, usando a luz natural, e isso também está lá, marcando uma mudança radical no meu trabalho.

Na coleção de snapshots de "The ballad", diverte-se aquele que tenta localizar famosos entre os anônimos clicados por Nan. Estão lá o cineasta John Waters e os artistas plásticos Jean-Michel Basquiat e Andy Warhol, entre outros.

O trabalho de Nan Goldin faz parte dos principais acervos artísticos do mundo. Está presente, por exemplo, no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, na Tate Gallery, em Londres, e no Georges Pompidou, em Paris.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/nan-goldin-fala-da-polemica-exposicao-que-chega-ao-mam-3897043#ixzz1ln3VDJn7

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Folha de São Paulo revela que foto do suicídio de Vladimir Herzog foi encenada

Retirado do IMAGES&VISIONS em 06/02/12 do endereço:

http://imagesvisions.blogspot.com/2012/02/folha-de-sao-paulo-revela-que-foto-do.html

© Foto de Silvaldo Leung Vieira. O suicídio forjado de Vladimir Herzog. São Paulo, 1975.

O jornal Folha de S.Paulo publicou no último domingo (05/02), uma entrevista com Silvaldo Leung Vieira, autor da célebre fotografia do jornalista Vladimir Herzog morto numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, em 1975. Silvaldo, que foi localizado em Los Angeles diz ter sido "usado" pela ditadura para forjar a cena de suicídio de Herzog. "Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", afirmou Silvado à Folha. Fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos, foi recrutado pelo Dops (Departamento de Ordem Social e Política) para uma de suas primeiras "aulas práticas": o registro do cadáver do jornalista, que havia comparecido espontaneamente ao DOI-Codi, após ter sido procurado por agentes da repressão em sua casa e na TV Cultura, onde trabalhava como diretor de jornalismo.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nan Goldin – Heartbeat no MAM Rio

Retirado do site do MAM Rio em 31/01/2012 do endereço:

http://www.mamrio.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=297&Itemid=36

9  fev - 8 de abr 2012

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro abrigará a partir de 8 de fevereiro a maior exposição da artista norte-americana NAN GOLDIN [Washington D.C., 1953] já realizada no Brasil, com uma série de fotografias impressas e slideshows, dos anos 70 aos 2000. A curadoria é da crítica carioca Ligia Canongia e do historiador de arte suíço-brasileiro Adon Peres.

Seu slideshow “The Ballad of Sexual Dependency”, incluído nesta mostra, é considerado uma das maiores influências da produção ocidental atual. Desde o final dos anos 70, suas imagens, ao estilo de instantâneos [snapshots], de colorido intenso, foram anunciadas como um marco da fotografia de arte.

Nan Goldin se celebrizou fotografando com luz natural, sua “família” de amigos e amantes, em Boston e, depois, Nova York. Os registros que Goldin fez de travestis, cenas de sexo, drogas  e vítimas de Aids, uma crônica da Nova York dos anos 70 | 80, estão nas coleções das mais importantes instituições de arte do mundo.

Exposição

Slideshows

"The ballad of sexual dependency”, obra que tornou a artista célebre no mundo, é composta 720 fotografias, realizadas entre 1978 e 1986 e compiladas entre 1981 e 1996. Assinada por Nan, a trilha sonora deste slideshow vai de Maria Callas a Lou Reed e o Velvet Underground. "The ballad …” é um mosaico de situações, eventos e pessoas de seu convívio, com atmosfera de um diário íntimo, iluminação ultra-saturada e cromatismo intenso;

"Heartbeat", datado de 2000-2001, é sobre relacionamentos amorosos, com a composição de Sir John Tavener, “Prayer of the heart”, interpretada por Björk e Brodsky Quartet, na trilha sonora. São 245 slides sobre a interação entre homem e mulher e seus filhos;

"The other side", fotografado de 1972 a 1992, reúne 230 slides, compilados em 1994, de imagens de travestis e é um work in progress, que está sempre sendo ampliado e modificado. Esta série começou quando Goldin foi morar com um grupo de drag queens, quis registrar seu cotidiano para preservar como eles eram e glorificar o encanto que criavam fora das restrições de gênero.

Fotografias impressas

As 17 fotos da série "Landscapes", de médio formato, vêm da Matthew Marks Gallery de Nova York. É um conjunto raro da produção de Nan Goldin. Embora iniciada nos anos 70, Goldin guardou-a por longo tempo e pouco a exibe. A artista argumenta que o mundo exterior lhe era pouco familiar, porque passou muito tempo em grandes cidades, e perdeu a relação com os elementos naturais.

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