Mostrando postagens com marcador cultura material. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura material. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

2º Mucuriarte, em Poté

SAVE-THE-DATE_mucuriarteEste ano teremos o 2º Mucuriarte – Festival de Cultura do Vale do Mucuri, e será em Poté
O Festival é o resultado de um esforço coletivo de agentes, produtores, entidades culturais e artistas da região materializado na fundação do Instituo Válido Mucuri no ano de 2013, nesta edição, conta com a parceria da Associação Mucury Cultural, que juntos têm por missão atuar na valorização das culturas e identidades do Vale do Mucuri. Contamos ainda com a parceria da Prefeitura Municipal de Poté, Lapa Ação Cultural e patrocínio do Governo de Minas Gerais por meio da Secretaria de Estado de Cultura e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas-IDENE.
O 2º Mucuriarte é a continuidade da parceira e articulação com os diversos segmentos e agentes culturais da região e do estado, dando visibilidade à cultura regional do Vale do Mucuri, possibilitando fruição cultural à população por meio de uma programação democrática e diversa com apresentações musicais e teatrais, feira de artesanato, festival da canção, noite literária, oficinas, debates e encontro de grupos de cultura popular.
Nesta edição será retomado o Fórum Regional de Cultura do Vale do Mucuri um importante espaço de debate e reflexão sobre a dinâmica cultural da região, seus potenciais, limites e demandas, que teve como resultado de sua primeira edição a criação Festival Mucuriarte. Na segunda edição, o fórum contará com rodas de conversa e grupos de trabalho que apresentarão e debaterão propostas para o desenvolvimento setorial da cultura na região.
O município de Poté se originou a partir do território indígena às margens do rio homônimo em 1837, emancipando-se de Teófilo Otoni em 1938. O vale do Mucuri, em sua conformação atual, tem origem na ocupação não índia iniciada com o objetivo de ligar Minas ao mar, por meio das Cias de Comércio e Navegação do Mucuri e de Estrada de Ferro Bahia e Minas. Aos Borun e Maxakali, juntaram-se negros, imigrantes provenientes do Vale do Jequitinhonha e da região Nordeste do Brasil, europeus, asiáticos e de outras regiões, contribuindo para a construção desta região marcada pela diversidade cultural manifesta na música, culinária, artesanato, religiosidade e cultura populares através das Folias, Batuques e Contradanças.
  • Estão abertas as inscrições para as oficinas do 2º Mucuriarte, até esta segunda-feira, 14/12! Para os detalhes e inscrições, clique neste link: https://goo.gl/eDY7kZ. As Inscrições para as Oficinas se encerram no dia 10 de dezembro, ou quando acabarem as vagas.

 

A programação:

Obs.: Café da Manhã, Almoço e Jantar serão oferecidos somente aos inscritos nas oficinas não residentes em Poté
Dia 15 – Terça-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Abertura e funcionamento da Secretaria do Mucuriarte/Credenciamento
    • A secretaria do Mucuriarte funcionará no prédio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, na Praça Frei Gaspar, nº 358.
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 – Início das Oficinas
  • 18:00 – Grupo de Teatro Jovens Cênicos – “Escuta aqui seu Ladrão” – Teatro Municipal – Público 14 anos
  • 20:00 – Jantar
  • 21:00 – Barraca Mucuriarte
  • 21:00 – Encontro de Violeiros e Sanfoneiros de Poté
Dia 16 – Quarta-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 –  Abertura da Feira de Artesanato
  • 17:00 – Grupo de Teatro Expressão Poteni – “O Casamento do Palhaço” – Teatro Municipal – Público Infanto-Juvenil
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Noite Literária
  • 22:00 – Vinícius Medina
  • 23:00 – Maurício Tizumba e o Tambor Mineiro
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Dia 17 – Quinta-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 – Abertura do 2º Fórum Regional de Cultura
    • Roda de Conversa: O Instituto Válido Mucuri
  • 17:00 – Grupo Teatral Dramédia - Escola de Machos – Teatro Municipal – Público 16 anos
  • 18:00 - Insólito Cia de Teatro – Alígero – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Poté – Público 14 anos
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Primeira Eliminatória do Festival de Música
  • 21:30 – Sérgio Moreira
  • 22:30 – Bilora
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Dia 18 – Sexta-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 15:00 –2º Fórum Regional de Cultura
    • Tema: A Cultura no Mucuri – uma reflexão sobre o setor cultural na região
  • 17:00 – Ícaros do Vale Cia de Teatro - “A Filha que bateu na mãe, Sexta-Feira da Paixão e virou cachorra” – Academia de Saúde, próximo ao Estádio Municipal –  Público Livre
  • 18:00 – Grupo In-Cena de Teatro – “Uma História sem Pé nem Cabeça” – Teatro Municipal – Público Infantil
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Segunda Eliminatória do Festival de Música
  • 21:30 – Lima Júnior
  • 22:30 – Pereira da Viola
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Dia 19 – Sábado:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 09:00 – Assembleia Geral do Instituto Válido Mucuri
  • 11:00 – Mostra de Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 – Cortejo de Grupos de Cultura Popular
  • 17:00 – Grupo Teatro Arte Vida – “PARATIBUM” – Academia de Saúde, próximo ao Estádio Municipal –  Público Infantil
  • 18:00 - Grupo de Teatro Formosa Arte – “Grito do Maxakali” – Anfiteatro – Academia de Saúde, próximo ao Estádio Municipal – Público Livre
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Final do Festival de Música
  • 21:30 – Zé da Guiomar
  • 23:00 – Tau Brasil
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Serviço
  • Evento: 2º Mucuriarte
  • Agenda: de 15 a 19 de dezembro de 2015, em Poté, Vale do Mucuri/MG
  • Acesso: gratuito, sem restrições de faixa etária
  • Informações para o público: (33) 3525-1328, (33) 98886-4097, facebook.com/associacaomucurycultural, facebook.com/validomucuri
  • Realização: Instituto Válido Mucuri, Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural
    e Prefeitura de Poté
  • Patrocínio: Governo de Minas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas-IDENE
  • Informações para imprensa: (33) 98886-4097, contato@mucurycultural.org 
Leia Mais ►

domingo, 20 de setembro de 2015

As Culturas Populares em Debate no Vale do Mucuri

 

FLYER-EMCP-148mmX210mm

Celebrar as tradições ancestrais dos povos do Vale do Mucuri é o objetivo da primeira edição do “Encontro Mineiro de Cultura Popular”, um evento inédito que pretende valorizar, difundir e articular ações de preservação da rica memória das comunidades tradicionais de toda a região. De 25 a 27 de setembro, Teófilo Otoni receberá feira de artesanato, shows, debates e um grande cortejo com os principais grupos de cultura popular do leste e do nordeste de Minas Gerais.

As culturas populares são as formas pelas quais as comunidades se relacionam com seu ambiente, e suas expressões se dão por meio de inúmeras manifestações, como a música, o artesanato, a religiosidade, a cultura alimentar e a forma como se vestem, seus sotaques e casos. As culturas populares são como as comunidades espontaneamente digerem a realidade, criando sua própria visão de mundo.

Entretanto, essas culturas ainda são quase invisíveis, seja pela ausência de políticas públicas que deem conta de suas identidades e complexidades, seja pelo desprezo dos grandes meios de comunicação. Mesmo assim, são as culturas populares que inundam o mundo com seus repertórios, cores e sabores.

O Encontro Mineiro de Cultura Popular, cumprindo os objetivos do Plano Setorial das Cultura Populares, pretende debater e celebrar a diversidade cultural de que é composto o Vale do Mucuri.

O ambiente atual é bastante propício para o debate sobre as identidades que formam o Mucuri, a contribuição da diversidade das comunidades e povos que constroem essa região. A participação das comunidades tradicionais, principalmente as quilombolas e indígenas são importantes para o sucesso deste encontro e dos seus desdobramentos, maior intercâmbio entre as comunidades, maior visibilidade e a inclusão da pauta das culturas populares na agenda política local e regional, fundamentais para o reconhecimento, fortalecimento e promoção das identidades.

O Encontro foi viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, será realizado pela Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural, Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com o patrocínio da Petrobras e apoio do IDENE, Cimos-Mucuri/MPMG e UFVJM.

 

Programação

O Encontro acontecerá entre os dias 25 e 27 de setembro de 2015 e trará debates, cortejo de grupos da cultura popular (ternos de folia, grupos de batuques e bois), feira de artesanato e shows – tudo isso com entrada franca.  

A programação tem início com a abertura da feira de artesanato com destaque para a produção da cerâmica, artesanato em tecido e a arte indígena. Artesãos de cidades dos vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce irão expor seus trabalhos na Praça Germânica, no centro de Teófilo Otoni. No mesmo espaço, as duas primeiras noites serão dedicadas a shows com grandes nomes da música do Mucuri como Pereria da Viola e Bilora, além dos cantores e compositores Abraão Xingú e Mestre Dema.

No sábado, dia 26, manhã e tarde serão dedicados aos debates no Campus Mucuri da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. As Culturas Populares e Tradicionais serão discutidas nas mesas “Identidades no Vale do Mucuri” e “Rumos e Resistências”, com a presença de representantes das comunidades quilombolas e povos indígenas, pesquisadores, agentes culturais e representantes do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni.

Dia 27, domingo, o evento segue com um cortejo na Praça Tiradentes durante a manhã. Ao todo serão cerca de 10 grupos de cultura popular, entre eles Batuque Pai João Preto (São Julião/Teófilo Otoni), Grupo de Batuques do Córrego do Norte (Santa Helena de Minas), Terno de Reis de Fronteira dos Vales, Folia de Reis Maria do Bode (Almenara), Grupo Folclórico os Coquis (Rubim), Os meninos e o Boi (Rubim) e Grupo de Batuque dos Quilombolas de Ouro Verde Minas (Ouro Verde de Minas), representando diversas cidades da região e também algumas do Vale do Jequitinhonha – cuja influência nas tradições de origem negra foram fundamentais para a identidade das comunidades do Mucuri.

 

Serviço

- Evento: Encontro Mineiro de Cultura Popular
- Agenda: de 25 a 27 de setembro de 2015, em Teófilo Otoni, Vale do Mucuri/MG
- Acesso: gratuito, sem restrições de faixa etária
- Informações para o público: (33) 3529-3061 e culturapopular.mucurycultural.org

- Realização: Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural
e Prefeitura de Teófilo Otoni
- Patrocínio: Petrobras e Governo de Minas
- Apoio: Cimos-Mucuri/MPMG e UFVJM
- Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais

- Informações para a imprensa: (33) 8886-4097 e imprensa@lapacultural.com.br

Leia Mais ►

terça-feira, 13 de maio de 2014

O I Festival da Cultura Quilombola de São Julião está chegando

PARA_BLOG_cultura

O Festival

O I Festival da Cultura Quilombola São Julião é o amadurecimento de uma celebração que já ocorre desde 2011 na Comunidade Rural de São Julião realizada pela Associação Quilombola Vaz Pereira. Naquele ano ocorreu o I Encontro de Violeiros da Comunidade Quilombola de São Julião, convidados por Pereira da Viola que num atípico frio de agosto, festejou junto à sua comunidade e várias outras do entorno, a riqueza, beleza e diversidade da Cultura Popular de várias regiões das Minas e do Brasil, já que haviam convidados de diversos lugares, muita música e diversas oficinas na Incelente Maravia da festança, as manifestações de São Julião também foram valorizadas e tiveram seu lugar de destaque garantido, a realização contou com a participação da Associação Quilombola Vaz Pereira e da Associação Comunitária São Julião II.

Em 2012 com a parceria do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros, Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni e Associação Mucury Cultural o II Encontro de Violeiros da Comunidade Quilombola de São Julião ganhou uma versão em Teófilo Otoni, foram mais de 16 atrações, entre músicos, contadores de causo, violeiros e cantadores convidados e a festa novamente conduzida pelo anfitrião Pereira da Viola, na comunidade, repetiram-se os shows e aconteceram diversas oficinas, parte das ações socioculturais do Instituto VivaViola, projeto desenvolvido a partir do Projeto VivaViola – composto por Pereira da Viola, Bilora, Wilson Dias, Joaci Ornelas, Gustavo Guimarães e Chico Lobo.

O I Festival da Cultura Quilombola manifesta a necessidade da comunidade de valorizar-se a si, a seus semelhantes e à sua história de resistência e de luta. Esta proposta é de uma grande celebração da cultura popular e da cultura quilombola por meio da música, de oficinas, culinária, artesanato e outras manifestações locais e convidadas, tais como mestres de folia, folias, batuques, artesanato e culinária, o III Encontro de Violeiros da Comunidade Quilombola de São Julião, oficinas e ações de valorização da cultura quilombola.

O festival acontecerá entre os dias 24 e 28 de junho de 2014. Nesta data comemora-se o aniversário de nascimento de João Preto, ou Pai João, o patriarca dos Pereira. Por isso, esta data carrega grande simbolismo para a comunidade de São Julião e todos os que lutam pela justiça e paz neste Mucuri.

João Preto dedicou sua vida a lavrar terra, cultura e religiosidade populares e à luta por uma vida melhor, justa e pacífica na sua comunidade. Esta luta hoje é continuada e ampliada para a questão quilombola pela a Associação Quilombola Vaz Pereira, composta pelos Vaz, Pereira e Paraguai.

O festival prestará ainda homenagem à Mãe Augusta, a matriarca da Comunidade Quilombola de São Julião que encantou-se no último mês de abril, juntando-se ao seu Pai João Preto.

 

Viva Pai João Preto e Mãe Augusta!

Viva a cultura popular!

Viva São Julião!

Viva a Cultura Quilombola!

Programação

  • Abertura e recepção

Data: 24/06

Horário: 14h

  •  Oficinas (para a comunidade):

Data: 25 a 27/06

Horário: 14h às 18h

Público infantil

  • Brinquedos e Brincadeiras – Josino Medina e Wellison Pimenta;
  • Iniciação artística – Michelle Freitas;
  • Construção de instrumentos – Carlinhos Ferreira;

Público Adulto

  • Cerâmica – Áureo Vieira;
  • Poesia – Cláudio Bento;
  • Dança – Patrícia Sene;

Apresentação/exposição dos trabalhos realizados

Data: 28/06

Horário: 14h às 18h

Roda de Conversa com Mestres de Folia e Batuqueiros

Data: 28/06

Tema: Folias, Batuques e Tradições

Horário: 14h às 16h

Roda de Conversa com Lideranças Quilombolas

Data: 28/06

Tema: Identidades e Territórios

Horário: 16h30min às 18h30min

3º Encontro de Violeiros de São Julião

Show de convidados/artistas locais, batuque e Folia de Reis com o Grupo Pai João e mestres convidados;

Data: 27 e 28/06

Horário: 19h30 às 23h30

Leia Mais ►

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Adiamento do Festival da Cultura Quilombola

O Festival da Cultura Quilombola será adiado em função das chuvas, que caem como há muito não se via por toda a região.

O festival acontecerá entre os dias 24 e 28 de junho de 2014. Nesta data comemora-se o aniversário de nascimento de João Preto, ou Pai João, o patriarca dos Pereira. Por isso, esta data carrega grande simbolismo para a comunidade de São Julião e todos os que lutam pela justiça e paz neste Mucuri.

João Preto dedicou sua vida a lavrar terra, cultura e religiosidade populares e à luta por uma vida melhor, justa e pacífica na sua comunidade. Esta luta hoje é continuada e ampliada para a questão quilombola pela a Associação Quilombola Vaz Pereira, composta pelos Vaz, Pereira e Paraguai.

Em breve mais informações.

Viva João Preto!

Viva a cultura popular!

Viva São Julião!

Viva a Cultura Quilombola!

Leia Mais ►

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Festival da Cultura Quilombola

O Festival

O I Festival da Cultura Quilombola São Julião é o amadurecimento de uma celebração que já ocorre desde 2011 na Comunidade Rural de São Julião realizada pela Associação Quilombola Vaz Pereira. Naquele ano ocorreu o I Encontro de Violeiros da Comunidade Quilombola de São Julião, convidados por Pereira da Viola que num atípico frio de agosto, festejou junto à sua comunidade e várias outras do entorno, a riqueza, beleza e diversidade da Cultura Popular de várias regiões das Minas e do Brasil, já que haviam convidados de diversos lugares, muita música e diversas oficinas na Incelente Maravia da festança, as manifestações de São Julião também foram valorizadas e tiveram seu lugar de destaque garantido, a realização contou com a participação da Associação Quilombola Vaz Pereira e da Associação Comunitária São Julião II.

Em 2012 com a parceria do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros, Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni e Associação Mucury Cultural o II Encontro de Violeiros da Comunidade Quilombola de São Julião ganhou uma versão em Teófilo Otoni, foram mais de 16 atrações, entre músicos, contadores de causo, violeiros e cantadores convidados e a festa novamente conduzida pelo anfitrião Pereira da Viola, na comunidade, repetiram-se os shows e aconteceram diversas oficinas, parte das ações socioculturais do Instituto VivaViola, projeto desenvolvido a partir do Projeto VivaViola – composto por Pereira da Viola, Bilora, Wilson Dias, Joaci Ornelas, Gustavo Guimarães e Chico Lobo.

O I Festival da Cultura Quilombola manifesta a necessidade da comunidade de valorizar-se a si, a seus semelhantes e à sua história de resistência e de luta. Esta proposta é de uma grande celebração da cultura popular e da cultura quilombola por meio da música, de oficinas e outras manifestações locais e convidadas, tais como mestres de folia, folias, batuques, artesanato e culinária, o III Encontro de Violeiros da Comunidade Quilombola de São Julião, oficinas  e ações de valorização da cultura quilombola.

A Programação

Oficinas

Data: 02 a 04/01

Horário: 14h às 18h

  • Cerâmica – André Ribeiro
  • Iniciação Artística – Michelle Freitas

Data: 04/01

Horário: 10h às 12h

  • Mapa da Cultura do Vale do Mucuri – Bruno Bento

Apresentação/Exposição

Trabalhos realizados nas oficinas e pela comunidade.

Data: 05/01

Horário: 14h às 18h

Roda de Conversa com Mestres de Folia e Batuqueiros

Data: 04/01

Tema: Folias, Batuques e Tradições

Horário: 15h às 18h

Roda de Conversa com Lideranças Quilombolas

Data: 05/01

Tema: Identidades e Territórios

Horário: 15h às 18h

3º Encontro de Violeiros de São Julião

Show de convidados/artistas locais, batuque e Folia de Reis com o Grupo Pai João e mestres convidados.

Data: 04 e 05/01

Horário: 19h às 23h

Encerramento da Folia de Reis

Com o Grupo Pai João e mestres convidados.

Data: 06/01

Horário: a partir das 20h

Leia Mais ►

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cantoria das Águas – o avanço do setor cultural do Vale do Mucuri

Por Bruno Bento.

clip_image002Enquanto convalesço de uma segunda dengue, tento descrever brevemente a alegria e trabalho que participamos nos dias 18 e 19 deste janeiro em Águas Formosas, uma das cidades mais importantes, bonitas, poéticas e cantadas do Vale do Mucuri, onde foi realizado o I FÓRUM REGIONAL DE CULTURA DO VALE DO MUCURI.

Este encontro teve como objetivos a mobilização, a articulação do setor cultural regional, bem como discussões de temas como identidade cultural e necessidade de institucionalização de uma movimentação que andava meio dispersa nos vários municípios da região, além de uma proposta mais abrangente, uma vez que não podemos falar em cultura sem pensarmos em inclusão, cidadania e sustentabilidade.

Em linhas gerais os resultados foram a criação de um Fórum Permanente de Cultura do Mucuri e o Válido Mucuri – Instituto de Cultura, Cidadania e Sustentabilidade Ambiental e o início de um trabalho-processo de reflexão, mobilização, articulação, profissionalização, produção e fruição cultural.

O evento contou com presença dos grandes nomes da cultura popular do Mucuri e das Minas, tais como: Bilora, Pereira da Viola, Gonzaga Medeiros, Tau Brasil, Carlos Farias, eles e todos nós, lotamos o auditório o Centro de Cultura Professor Maurício Marcondes Coelho. Éramos artistas, produtores, agentes culturais e políticos representantes de diversas cidades da região, da AMUC – Associação dos Municípios da Microrregião do Vale Do Mucuri –, e do Vale do Jequitinhonha, como FECAJE e VALEMAIS - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, além ilustre da presença de Raimundo Luiz Vieira Dutra, vereador de Padre Paraíso e grande articulador cultural do Jequitinhonha.

Durante a abertura do evento, os discursos foram uníssonos no apoio às ações que seriam propostas pelo fórum e pela futura entidade, salientamos- o do prefeito de Águas Formosas, Carlinhos e do Presidente da AMUC e prefeito de Ataléia, Geraldo Amador (que podem ser conferidos no link a seguir).

Tive a honra de conduzir um bate papo sobre identidade cultural, partimos do livro “O que faz o brasil, Brasil” de Roberto DaMatta, e fizemos algumas reflexões sobre nossa identidade mucuriana: o que faz o mucuri, Mucuri? Foi a pergunta que fizemos. Ao final do primeiro dia e desta conversa podemos dizer, a grosso modo, que somos nós quem fazemos o Mucuri:

Foi, é e será o homem, portanto a cultura que transformou uma porção de território em espaço social e culturalmente construído, de mesma maneira o fizemos com a palavra, com o lugar dos Borun. Entretanto para sabermos como se deu este processo e quais suas características e resultados ainda precisamos ir fundo nos grotões deste nosso Mucuri.

(Para conferir o vídeo de transmissão do primeiro dia do Fórum, clique aqui.)

Já no segundo dia, iniciamos com a participação emocionante de Pereira da Viola numa discussão sobre a importância do encontro e da criação da entidade e de um fórum permanente e que fossem mais abrangentes em sua atuação. Em sequência foi apresentado o modelo de estatuto.

Após o almoço foi aberta a Assembleia Geral que criou o Válido Mucuri – e elegeu a primeira diretoria e respectivos conselhos de Administração e Fiscal.

(Para conferir o vídeo de transmissão do segundo dia do Fórum: 1ª parte, 2ª parte 1, 2ª parte 2, 2ª parte 3)

E em clima de confraternização que marcou todo o encontro, a diretoria e componentes dos conselhos e do Fórum Permanente de Cultura do Mucuri foram empossados, todos com o comprometimento de atuar fortemente na articulação e mobilização para o desenvolvimento setorial da cultura no Mucuri.

Também já foram escolhidos os municípios para sediarem as duas primeiras edições do Festival Cultural (ainda sem nome definido) do Vale do Mucuri, sendo a primeira edição no ano de 2013 em Águas Formosas e em 2014 em Machacalis.

(Para conferir o vídeo de transmissão do encerramento do Fórum, clique aqui.)

O dia foi fechado com uma bela chuva versejada por Gonzaga Medeiros como sendo o sinal dos novos tempos para a cultura regional e popular do Mucuri, e eles junto aos grandes artistas nos brindaram com um show maravilhoso, o corolário de um final de semana histórico para todos nós e o nosso Vale.

Finalmente, podemos concluir que após décadas de idas e vindas, inicia-se outro ­oriente para o desenvolvimento do setor cultural no Mucuri, e sua identidade. Por conseguinte, sabemos por nossos irmãos mais próximos do Jequitinhonha que o caminho passa pela valorização da cultura popular, por isso avançaremos pelos grotões, também que articulação e mobilização são processos que não podem ser interrompidos sob pena de termos de começar tudo outra vez, e que em tempos hipermodernos temos de promover e também valorizar a diversidade de nossas expressões artístico-culturais e todos os seus meios de produção e fruição.

Há muito trabalho a ser feito, muita experiência a ser compilada e partilhada, muita conversa, suor e sangue para prosseguirmos!

Que Krenhuh Jissa Kiju nos ajude!

Ps.: em breve virão as fotos do evento.

Leia Mais ►

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Centro de Arte Popular – Cemig (CAP)

Retirado do site da SeC-MG em 15/08/12 do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/museus-de-minas-gerais/centro-de-arte-popular

APRESENTAÇÃO

O antigo Hospital São Tarcísio, na Rua Gonçalves Dias, foi transformado no Centro de Arte Popular - Cemig, inaugurado no dia 19 de março de 2012. Com projeto dos arquitetos Janete Costa e Acácio Gil Borsoi, o novo equipamento cultural, que está sob a administração da Superintendência de Museus e Artes Visuais, integra o Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

O Centro é um espaço dinâmico, capaz de refletir a riqueza e a diversidade cultural de Minas Gerais, de dinamizar a produção, o consumo e a fruição culturais e de atuar como poderoso fator de inclusão social, na geração de empregos e de renda.

Espaço privilegiado de divulgação e apreciação do trabalho dos artistas populares de Minas e do Brasil, o Centro oferece a seus visitantes a oportunidade de conhecer nossa arte de raiz, participando, compartilhando e visualizando ativamente as diferentes artes produzidas no país.

O projeto museológico do Centro de Arte Popular - Cemig foi elaborado para conduzir o visitante ao mundo do imaginário do artista que, através de sua arte, nos leva às suas origens, culturas, histórias, crenças, religiões, lendas, verdades, fazeres e práticas de um povo que traz nas mãos a tradução de um sincretismo cultural próprio e característico do povo brasileiro.

Histórico do prédio

A edificação principal, projetada inicialmente para uso residencial pelo arquiteto Luiz Signorelli, segue as características do ecletismo. Aprovado em 1928, o projeto recebeu mais tarde, em 1946, acréscimo de um terceiro pavimento e, posteriormente, foi implantado um anexo, já com influência modernista. As áreas construídas somam aproximadamente 1.500m² e seus espaços são possíveis de sofrer adequação ao novo uso proposto.

Não há tombamento em qualquer instância de governo, mas por se localizar no entorno da Praça da Liberdade, deve seguir diretrizes altimétricas definidas pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, que solicitou o tombamento da edificação em nível municipal.

ARQUITETURA E MUSEOGRAFIA

Arquitetura

Nome de destaque na valorização da Arte Popular Brasileira, a arquiteta responsável pelo projeto do Centro de Arte Popular - Cemig, Janete Ferreira da Costa nasceu em Garanhuns (PE), em 1932 e faleceu em novembro de 2008. Janete cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, e a de Planejamento de Interiores, no Instituto Joaquim Nabuco, em Recife (PE).

Responsável por centenas de projetos de arquitetura de interiores e ambientação de residências, prédios públicos, escritórios de empresas e, sobretudo, de hotéis, Janete executou projetos em todo o Brasil e no exterior, usando como complemento obras de artistas brasileiros.

Seu trabalho tem como características, além da linguagem contemporânea e do profundo conhecimento dos materiais e da sua adequação e coerência com os ambientes criados, a valorização da Arte Popular Brasileira e a criação de design exclusivo e personalizado para os projetos.

O escritório responsável pelo projeto do Centro de Arte Popular -Cemig é o Borsoi Arquitetura Ltda., sendo que também participaram do projeto os arquitetos Acácio Gil Borsoi, falecido em 4 de novembro de 2009, Rosa Aroucha e Marcelo Neves.

Museografia

A museografia do Centro de Arte Popular - Cemig teve como finalidade valorizar e deixar claro ao visitante as referências materiais e não-materiais que definem a identidade de diferentes grupos humanos – artistas e artesãos – no tempo e no espaço.

Assim, o novo espaço cultural deu ao artista popular a oportunidade de mostrar sua arte em um espaço próprio, onde as obras estão sendo exibidas museograficamente. Com curadoria criteriosa e ampla, as obras foram selecionadas com rigor e destaque aos grandes artistas mineiros vivos ou mortos.

O projeto de museografia e a curadoria são de Eliane Guglielme e Mário Santos. O projeto luminotécnico é de Mário Santos e o de ambientação é de Carmem Roberta Gil Borsoi e Mário Santos.

 O ESPAÇO

Tecnologia

Preparado tanto para abrigar exposições de longa duração quanto temporárias, o Centro de Arte Popular - Cemig conta com moderno aparato tecnológico.

Mídias, som e imagem tornam as exposições mais dinâmicas, contemporâneas e interativas, e ajudam na contextualização dos temas, mostrando ao visitante uma dimensão mais ampla e profunda do histórico cultural de cada região. Assim, as músicas regionais, entrevistas e imagens locais das comunidades são complementos expositivos e interativos com referências às obras expostas, suas origens, seus autores, entre outras informações.

A cenografia geral do Centro de Arte Popular - Cemig inclui projeções de imagens, sound tube, mapa interativo no chão,backlights, totem com computador touch screen, fotografias nas paredes, TVs LCD, entre outros equipamentos.

Diversos ambientes

Nos 1° e 2° andares, estão duas salas de arte popular mineira, com esculturas e obras organizadas por materiais, temas e cronologia. Dessa forma, há espaços distintos para: esculturas em madeira e em cerâmica; telas; teares; instrumentos musicais; sala multimídia, e um espaço que destacará os principais celeiros de arte popular de Minas Gerais, como por exemplo, o Vale do Jequitinhonha.

O Centro conta ainda com sala multiuso e auditório para realização de seminários, conferências, palestras, laboratórios de arte, workshops, cursos de atualização cultural, entre outros, além de um espaço multidisciplinar para realização de atividades cujo objetivo principal é informar, formar e dotar o museu de uma dinâmica cultural.

Na área externa, há um jardim para o café com mesas e comercialização de produtos alimentícios locais.

Exposição Temporária e de Longa Duração

O acervo total do Centro de Arte Popular Cemig tem cerca de 800 peças, grande parte delas pertencente ao Estado, mas também oriundas de empréstimo, através de comodato, de acervo de colecionadores privados e de outras instituições museais.

A exposição de longa duração apresenta ao público cerca de 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais. Isso inclui desdeas manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos.

Para demonstrar a diversidade da produção de arte popular do Estado, a mostra traz obras de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Araxá, São João Del Rey, Ouro Preto, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados e Sabará. Há fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, instalações, peças de festas religiosas, ex-votos pintados, oratórios, santos e pinturas populares de artistas como Noemisa, GTO, Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica, além de outros anônimos.

Primeira exposição temporária

A mostra "Atos de fé" exibe ao público, pela primeira vez, um recorte da coleção de 3.000 peças da colecionadora tiradentina Maria Zahle Penna, composta por oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVII, XVIII e XIX. Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII produzido por escravos e com peças feitas pelo Mestre Borboleta.

 

Leia Mais ►

terça-feira, 7 de agosto de 2012

“evém” o primeiro encontro de violeiros de teófilo otoni!

Leia Mais ►

FCP e UNESCO realizam Seminário Internacional sobre sítios de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão

Retirado do site da Fundação Palmares em 07/08/12 do endereço:

http://www.palmares.gov.br/2012/08/fcp-e-unesco-realizam-seminario-internacional-sobre-sitios-de-memoria-ligados-ao-trafico-negreiro-e-a-escravidao/

Por Drielly Jardim

A Fundação Cultural Palmares (FCP), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), realizará o Seminário internacional “Herança, Identidade, Educação e Cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão”. O evento, que será realizado de 20 a 23 de agosto, é fruto de uma convocação realizada pela UNESCO com base no projeto “A Rota do Escravo”, que desde o seu lançamento, em 1994, implementou um programa sobre o tráfico negreiro que marcou as relações entre a África, a Europa e as Américas.

O Seminário, que conta com o apoio dos Ministérios da Cultura, Educação,Turismo e Relações Exteriores, reunirá autoridades comprometidas com o desenvolvimento de políticas públicas sobre essa questão além de profissionais atuantes na preservação, na promoção e produção de conteúdos pedagógicos sobre os sítios de memória ligados à escravidão e pesquisadores que estudam o tema.

O encontro permitirá a criação de uma rede internacional de gestores de sítios de memória para o desenvolvimento das recomendações formuladas pelo Seminário, além de reafirmar a troca de experiências realizada durante as reuniões técnicas.

Um dos principais objetivos é a elaboração de um guia conceitual e metodológico dirigido aos gestores culturais, que deve facilitar a instalação de turismo de memória em torno dos sítios, lugares, monumentos e museus ligados ao tráfico negreiro e à escravidão.

O Seminário Internacional também faz parte da preparação do plano de ação para a Década Internacional dos Afrodescendentes (2013-2022), declarada pela Organização das Nações Unidas e as comemorações do 24º aniversário da Fundação Cultural Palmares.

Abertura – Com uma programação especial, a abertura do Seminário Internacional será no Museu Nacional da República, localizado na Esplanada dos Ministérios, e abordará, entre outros temas, as experiências e perspectivas do turismo de memória. Na abertura, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, falará sobre os objetivos do Seminário, que reforçam a valorização da cultura africana e afrodescendente e a contribuição do negro na formação da identidade brasileira. O Diretor do projeto A Rota do Escravo, Ali Moussa-Iye, fará uma análise comparativa das experiências dos itinerários de memória nas diferentes regiões.

Data especial – Durante o Seminário Internacional, a Fundação Cultural Palmares comemorará também uma data especial. No dia 22 de agosto, a instituição completa 24 anos de trabalho pela promoção, preservação, proteção e disseminação da cultura negra e afro-brasileira.

A data será celebrada com um show do cantor Carlinhos Brown, no Teatro Nacional de Brasília. A apresentação será aberta ao público e promete levantar a plateia com sucessos como A Namorada e Tantinho, além de músicas que marcaram a época em que comandava a banda Timbalada.

Programação completa – Todas as informações sobre o seminário, a partir de hoje, estarão disponíveis no hotsite www.palmares.gov.br/rotadoescravo e no Portal da Palmares. Acesse e saiba sobre a programação do evento, informações sobre os palestrantes e notícias.

Serviço

Seminário internacional “Herança, identidade, educação e cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão”

Quando: Abertura dia 20/08/2012

Local: Museu Nacional da República – Setor Cultural Sul, Lote 2 – Esplanada dos Ministérios – Brasília/DF.

Para participar, confirmar presença no e-mail: internacional@palmares.gov.br

Reunião Técnica de Especialistas em Gestão dos Sítios e Lugares de Memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão

Local: Hotel St. Peter – Setor Hoteleiro Sul, Quadra 02 – Bloco D – Brasília/DF

Dia 22/08/2012

Show de comemoração do 24º Aniversário da Fundação Cultural Palmares

Local: Teatro Nacional de Brasília – SCTN, Via N2, Asa Norte,  Brasília/DF

Leia Mais ►

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tapetes de Corpus Christi em Teófilo Otoni

clip_image003Na festa católica de Corpus Christi em Teófilo Otoni se manteve talvez uma das únicas tradições da religiosidade popular, a confecção dos tapetes com serragem, sementes, sal e areia e outros materiais.

Estes tapetes cobrem ruas para a procissão, e dezenas de fiéis passam a madrugada do dia 07 trabalhando na preparação dos desenhos no qual representam o imaginário religioso.

O resultado é um lindo e colorido caminho para que os fiéis logo pela manhã venerem a Eucaristia.

Confiram algumas fotos*:

clip_image002 clip_image004 clip_image001[7]

*(Fotos: Carlos Alberto Lares/Site da Rádio Teófilo Otoni)

Leia Mais ►

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A força e a magia ancestral da congada

Retirado do Overblog em 09/05/12 do endereço:

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-forca-e-a-magia-ancestral-da-congada

Mário Souza e Dalton PaulaNo próximo domingo, 13 de maio, dias das mães, às 9 horas, a Igreja Matriz de Campinas e também as ruas da histórica Campininha ficarão ainda mais bonitas, e sem dúvida, muito mais alegres. Pois celebrando uma tradição que há mais de seis décadas existe em Goiânia, a irmandade da Vila Santa Helena e a irmandade 13 de Maio, juntamente com vários ternos, catopés e moçambiques levarão suas cores, ritmos, cantos e louvores para esse grande Encontro das Congadas, que homenageia Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia, e também revela a força ancestral da cultura afro-brasileira.

Unindo anciãos e anciãs, jovens, crianças, homens e mulheres, os grupos de congada destacam a diversidade, não apenas na riqueza de seus ritmos, indumentárias e estilos, mas no caráter plural desta instituição que agrega aqueles e aquelas que têm em comum a devoção aos santos católicos e também o desejo de manter viva essa tradição, de dar continuidade ao que é ensinado por nossos mestres e mestras.

E é exatamente o desejo e a fé que move congadeiros e congadeiras, visto que durante todo o ano eles se preparam para essa festa, articulam apoios e mobilizam toda a comunidade na organização das Congadas. E desde as novenas em louvor a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia, os momentos festivos, as procissões nos bairros e o grande cortejo pelas ruas de Campinas, tudo isso é feito com um esmero absoluto de quem deseja dar o melhor de si, isso a cada ano, porque a festa é um momento ímpar, de celebração, e principalmente de orgulho.

Nesse dia, homens e mulheres negras se tornam capitães, reis, rainhas e princesas do Congo, se mostram, e de cabeça erguida rompem as barreiras, do espaço urbano, do racismo e da indiferença, cantam e dançam, e mesmo debaixo de um sol escaldante se mantém fortes, festejam sua fé e sua alegria de viver.

Essa força ancestral se expressa nos braços de quem faz o toque das caixas de congo, na regência dos capitães, no som da sanfona. E lembrando o papel fundamental das matriarcas e congadeiras, destaco o quanto feminino se faz presente no Congado, seja na delicadeza dos passos das bandeirinhas, no bailado de rainhas e princesas, e também em postos antes nunca ocupados por mulheres, na Congada Irmandade 13 de maio, temos Cristina, única tocadora de caixa; e também a jovem Vilmara, que pelo segundo ano tocará sanfona, assumindo a função que era do avô, seu Onofre (Fundador desta irmandade).

Impossível não lembrar das fardas dos congos, catopés e moçambiques, tão caprichosamente preparadas, tão cheias de detalhes, cores, estampas, fitas e adereços. Ao vestir a farda, congadeiros e congadeiras se unem em um mesmo propósito, ficam imponentes, exuberantes, valentes. É essa coragem que os ajuda a enfrentar os desafios que encontram pelo caminho e os mantém nessa tradição, convictos de sua crença, e do seu respeito que devem aos antepassados (nossas raízes) e a todos/as que fazem com que essa festa se realize e se fortaleça.

Encontro das Congadas de Goiânia

Domingo (13 de maio), às 9 horas, na Igreja Matriz de Campinas

Leia Mais ►

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cine Palácio, Ministério Público e Patrimônio

Na semana passada os principais meios de comunicação locais, regionais e nacionais noticiaram com estardalhaço a situação do antigo Cine Palácio: a fachada interditada e descaracterizada.

Depois de mais de um ano o Ministério Público-MP se apercebeu que o letreiro em neon tinha sido retirado. E já tínhamos avisado ao Vice-Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Teófilo Otoni-CMPCTO logo na semana do ocorrido, que o tal letreiro fora retirado sem alarde e sem nenhuma justificativa.

De todo modo, foi muito bom ver pela televisão a indignação do MP, da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni e o CMPCTO. E agora? A prefeitura vai intervir? Como?

Lembremos que o tombamento da Praça Tiradentes e seu entorno. Ele só existiu por causa da tentativa desesperada, dos gestores da divisão de cultura da PMTO à época, para conseguirem tombar o antigo Palácio. Mas a própria PMTO iniciou uma reforma na referida praça que nunca acabou e causou inúmeros transtornos à população, como por exemplo, os tapumes que cobriram a praça por quase 1 (um) ano. Não terminou nem terminará nesta gestão.

Lembremos também de que há um painel belíssimo que resume nossa cultura e história no interior do antigo cinema que já está em situação deplorável. E quem entrou lá na Feira Internacional de Pedras Preciosas em 2009? Não vamos comentar, pois o interior não é tombado.

Lembremos ainda da árvore que caiu há quase um mês por cima da Poxixá - locomotiva símbolo da Estrada de Ferro Bahia e Minas. A árvore foi retirada, mas as providências ainda estão no nível burocrático. Não nos esqueçamos, há muito mais tempo, ela é uma das latrinas públicas, além de ser patrimônio de nossa cracolândia. Depredada e malfeitamente reformada ao invés de restaurada. Fica lá, como uma lápide violada em jardim público.

Onde está o MP? A Poxixá é muito mais simbólica que o símbolo do domínio da cultura estadunidense, tudo bem que era ela inglêsa, mas significa muito mais à formação de nossa região, nossa cultura, nosso imaginário.

Podemos ainda falar de dezenas de casarões que foram ao chão. Vamos a alguns:

    • O que deu lugar à nova e enorme loja do Magazine Luiza, a descaracterização do que abrigava a antiga sede do Laboratório Pasteur, a derrubada da antiga Magda Cozinhas, outro ao lado que era da família “Marx”, todos na Rua Epaminondas Otoni;
    • O da antiga sede do Partido dos Trabalhadores-PT e o de uma vidraçaria, ambos na Avenida Visconde do Rio Branco;
    • Outro no início da Rua Doutor João Antônio;
    • O dos Ribeiro e outros na Rua Doutor Manoel Esteves;
    • Ah, e o Hotel Central? A descaracterização da Villa Geysa, e outros mais na via principal, a Avenida Getúlio Vargas.

Neste pequeno e rápido apanhado já contabilizamos pelo menos 10.

Bem, chutar cachorro morto é fácil. O Palácio está fechado, a empresa ainda persiste, mas alguém já foi perguntar ao seu gerente se precisa de apoio para a conservação de todo o seu patrimônio particular? Pois bem, existem ainda por algum tempo, Películas, Roteiros e Fotografias de um dos pioneiros da cinematografia na nossa região, o Sr. Mauro. Vão fazer o quê?

Por que não há uma união de esforços para a desapropriação de espaços destinados à cultura que não são plenamente utilizados? Como o Teatro Vitória, por exemplo? A utilidade pública é patente!

Temos de nos desdobrar para conseguirmos trabalhar, os custos são muito altos, aluguel, divulgação, e tudo o mais que envolve a produção e a circulação cultural. Quem são os grandes parceiros?

Temos alguns, é verdade, não sejamos levianos. Mas o poder público e outras instituições que têm em seus estatutos a missão de fomentar a cultura agem muito aquém da necessidade, o que nos obriga a pular, para “não virarmos comida de cobra”. Temos de contar com o setor privado e a boa intenção de alguns empresários e de nosso público, claro.

Entretanto não paramos não. Estamos trabalhando bastante e investindo nosso sangue, nosso suor, nosso pouco dinheiro e algum dos apoiadores para atingirmos nosso objetivo: produzir e circular cultura.

E quando falamos “não paramos”, o fazemos não somente em nome da Mucury Cultural não, mas em nome de todo o setor cultural da cidade e região!

Há muito que ser feito para a preservação do patrimônio material e imaterial, e o principal: uma política clara para o fomento, preservação e circulação cultural. Aguardamos há tempos a votação e aprovação do Sistema Municipal de Cultura, pois sem ele, de que adianta olhar os prédios e fachadas que restam de pé sem a FRUIÇÃO da cultura nestes bens culturais?

A resposta é que não adianta muito, se conseguimos preservar o passado sem perspectiva para a fruição da cultura no nosso futuro no curto, médio e longo prazos.

E a grande responsabilidade é da nossa falta de articulação enquanto gestores, produtores e executores de cultura em nossa cidade. Sem nos articularmos, não há muito o que fazer, só uns textos como este e mais um bocado de protestos no Facebook, e de que nos adiantam? Somente desanuviam nossa raiva efêmera.

Ah, e quanto ao Cine Palácio, clique no link e vejam a tal matéria:

http://intertvonline.globo.com/mg/noticias.php?id=17747

Querem ais imagens históricas da cidade? Cliquem no link:

http://www.mucurycultural.org/p/imagens-mucury-cultural.html#.T6fXsutYuYs

Leia Mais ►

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sobre as águas e as culturas de Minas

Enviado ppor João Evangelista Rodrigues

por joão evangelista rodrigues

Todos sabemos, via Guimarães Rosa, e isto já virou refrão: Minas são muitas. Mas o que as pessoas não explicitam é de que Minas estão falando, quando se referem a um de nossos maiores escritores.

Realmente, se Minas são multivárias, multivastas são as formações e manifestações culturais deste Estado. Porque Minas mesmo, às vezes, parece permanecer em seu estado mineral, inerte, empedernido, como a fazer jus, à origem de seu nome. Outras, a essencial, é intocada como convém a um mapa sagrado. Minas é o que se vê e ouve. O que se sente com o coração e a mente abertos.

Parece, ainda bem, porque dentro e fora das burocráticas estruturas criadas, durante mais de trezentos anos de história, para “administrar a cultura de Minas”, pulsa uma infinidade de vozes, populares ou nem tanto, mas todas em busca de espaço e de expressão em suas comunidades. Claro, hoje, graças à Internet, nas imponderáveis geografias do mundo.

Veja-se; por exemplo, as eleições para a escolha dos membros que irão compor o Conselho Estadual de Cultura cuja votação, claro, ocorreu lá longe, na suntuosa e escura Cidade Administrativa uma semana antes das comemorações da Inconfidência Mineira. Não vou entrar no mérito do processo, pelo simples fato de que, por questões de somenos, não o acompanhei de perto. Não posso afirmar com certeza se este processo foi democrático ou burocrático. Legítimo ou ilegitimado por lutas de puder, por ser apenas mais uma forma de manter a cultura de Minas onde sempre esteve. Debaixo das asas, nas mãos de poucos, os mesmos. Dos que, não sei por que cargas d´água, se auto elogiam e se elegem como donos de tudo o que se refere às coisas de Minas.

E por falar em água, Minas pode ser considerada o sertão das águas, maior riqueza, juntamente com sua cultura, que todo o minério já minerado e amontoado do outro lado do mundo. Minério já negociado e comprometido, através de contratos que duram cerca de duzentos anos a frente. Na verdade, Mina já nasceu vendida, ultrajada, escavada, apesar do orgulho mineiro e das opiniões em contrário.

Não sou pessimista, sou até sonhador demais. Conheço bem as infinitas geografias de Minas. Suas entranhas e estranhas minerações. Seu jeitinho e sua falta de jeito para com os interesses do povo. Por dentro e pro fora da máquina gestora. Mas às vezes um espírito sombrio, desses que chegam na penumbra das salas de espera e dos gabinetes, tomam conta de mim e me ponho a cismar. Será que a profecia de Drummond está se cumprindo á risca? Minas não há mais? Pelo menos o Pico do Caué não há mais. A Serra do Curral não há mais. As montanhas de Conceição do Mato Dentro, em futuro próximo, não existirão mais. O Rio São Francisco, na parte que corre pelas veias de Minas, como todos seus afluentes, está franciscanamente enfraquecido e pobre. Corre o risco de não haver mais. Até mesmo as pedreiras de reservas calcárias de Arcos são sistematicamente contrabandeadas no lombo do trem de ferro. Daí, pergunto-me: Há liberdade democrática em Minas? Ou apenas democracia formal? Liberdade só para motivo de desfiles e discursos em Ouro preto, no dia 21 de abril?

Com relação ao Conselho, que se fosse bom ninguém daria, só espero que as pessoas eleitas procurem conhecer, com o coração e com a sensibilidade, com olhos livres de vaidade, de ganância, de preconceitos e sem competição toda riqueza cultural deste território. Espero que vejam além da Praça da Liberdade, dos jogos de poder da Cidade Administrativa, do Palácio da Liberdade, do Palácio das Artes, dos ares da moda, das academias e de outros palacetes da cultura “mineira”. É no sertão da voz, da palavra não domesticada, da música natural das águas, nas pequenas cidades e comunidades rurais que floresce a maior riqueza.

Apesar da labuta e da vida singela que levam. Não estou descartando nem desvalorizando, com isso, o que se faz e se produz com autenticidade e qualidade aqui na capital, em nenhuma das áreas da arte e da cultura. A questão é que existe muito mais em Minas do que isso e com igual força e importância. E não me venha dizer que, pelo fato de ser rural, de ser do interior, de ser artesanal, é conservadora ou desintegrada do que antigamente se chamava de vanguarda, coisa que nem existe mais e que muitos ainda teimam em defender. Da mesma forma que defendem, em vorazes campanhas eleitorais, sua fatia fatal no já desgastado latifúndio (cultural) mineiro, via Leis de Incentivo. Diga-se de passagem, depois da criação das Leis de Incentivo e do famigerado Marketing Cultural, descoberto pelas grandes empresas, os artistas, a sua maioria, viraram produtores e se tornaram inimigos comuns. Hoje, raramente se vê colaboração entre grupos de artistas, a não ser que esteja mediada por um bom cachê, via incentivo. Nem me refiro aos lobbies e as inevitáveis negociatas para garantir a captação dos projetos aprovados.

O pior é depois desse expediente legal, as obras produzidas já nascem estigmatizadas e condicionadas pela política cultural, criada pelo departamento de marketing da empesa apoiadora. Ou seja, quem não concordar ou não adequar a esta política, estará, automaticamente fora do processo. Com raríssimas exceções são produções de entretenimento, desideologisadas, descomprometidas com a vida mesma da sociedade, com seus sonhos e contradições.

Bem, quem dera Minas valorizasse e defendesse, de fato, suas águas e suas culturas. Nem precisaria destruir suas montanhas para angariar recursos. No futuro e, praticamente já e uma realidade, água e cultura valerão mais do que ouro em pó. Vejam só, oh! Quem diria. Minas sem mineiro. Mineiro sem montanhas. Quem não se lembra do belo poema Tristes Horizontes, publicado no maior jornal dos mineiros na década de 80. Minas sem água e sem cultura.

Minas sem alma. Sem futuro. Minas sem aura. Sem glória, sem Glaura. Adeus Minas de tantas andarílias Marílias sem Dirceu. Minas a Deus da dará.

E os Gerias. Ah! OS Gerais? Mire e veja; O Senhor sabe de saber mais fundo. Imagine. Os Gerais descansam, descambam, decantam, desparecem, cantam em campos e cerrados muito mais além de Minas. Muito mais que muitos. Da parte dos homens de sangue nos olhos. Dos que gosto de tanto mais saber de olhar no rosto. Ora se não. Pois seja.

“Mas, da parte do poente, algum vento suspendia e levava rabos-de-galo, como que com eles fossem fazer um seu branco ninho, muito longe, ermo dos Gerais, nas beiras matas escuras e águas todas do Urucúia, e nesse céu sertanejo azul-verde, que mais daí a pouco principiava a tomar rajas feito de ferro quente e sangues. Digo, porque até hoje tenho isso tudo do momento riscado em mim, como a mente vigia atrás dos olhos.”

Minha foto

João Evangelista Rodrigues
Leia Mais ►

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Na Trilha Guerreira dos Borun: os Mocuriñ

DSC_0306

Há poucos dias tivemos a oportunidade de conhecer a indigenista Geralda Soares. Ela representa o esforço pela valorização e resgate da cultura e história indígenas de toda a porção Leste de Minas Gerais, região que engloba os vales do Rio Doce, Jequitinhonha, Mucuri e São Mateus.

É esta região qual diversas etnias indígenas se refugiaram até o século XIX dos “portugueses”, dos Kraí (os loucos), dos brancos.

Estas etnias foram chamadas de Botocudos, em alusão às tampas de barris de bebida alcóolica.

Tínhamos aí uma questão delicadíssima, a Alteridade. Os brancos, que se pensavam os homens de verdade contra os botocudos, os selvagens, as tampas de barris... Por outro lado tínhamos os Borun, nome que os índios se chamavam, significando “homens verdadeiros” em contraposição aos Kraí, os de cabeça doida.

Não poderia haver outra coisa: guerra, massacre, sangue.

A história no Mucuri também é assim, com suas ressalvas, com suas exceções. Sempre poucas.

E no fim das contas temos a história dos vencedores: os brancos, os Kraí.

Os indígenas que não morreram, tentaram a todo custo mimetizarem-se. Muitos conseguiram, muitos desapareceram.

O trabalho da nossa amiga Geralda Soares é não somente o de contar a história dos que “perderam” a guerra, as também de buscar aqueles que abandonaram o ser índio para sua própria sobrevivência. Este é o caso dos Mocuriñ.

Passaram décadas como não índios, mas no início do século XXI, retomaram sua condição e história indígenas e estão, com muito trabalho, revisitando sua ancestralidade, buscando e interpretando sua existência, pesquisando e retomando suas tradições.

No dia 15 de abril, fomos com ela para conhece-los. Estávamos ansiosos. A expedição até a comunidade indígena dos Mocuriñ contou com a presença de Ademar Lemos, Leonardo Cambuí, Bruno Bento e claro, Geralda Soares.

Não saímos tão cedo quanto imaginávamos, mas chegamos a tempo do almoço que Dona Castorina tinha-nos preparado: frango caipira, arroz, feijão e macarrão. Estava delicioso.

Aos poucos foram chegando, uns sozinhos, outros em grupos, em núcleos familiares, e cada um com seu cachorro e um papagaio. Logo tínhamos mais de 10 pessoas discutindo sua história, as notícias dos familiares, daqueles que não puderam reunir-se, dos que ainda moram em outros lugares e de suas inquietações como comunidade e como indígenas. Assistimos ao vídeo de um casamento recente Maxakali. Foi discutida a participação em eventos nos quais a condição indígena é o principal tema, e as mulheres presentes solicitando mais participação.

Das mais de dez pessoas que dissemos, haviam 4 gerações, avós, filhos, netos e bisnetos. Os últimos já nasceram índios, Mocuriñ!

Um assunto nos chamou bastante atenção, a construção do Kieme, a casa coletiva onde as reuniões, encontros, discussões e festas ocorrem, é o ponto nevrálgico da aldeia, da comunidade. Esperamos estar lá para vermos e registrarmos este momento importantíssimo na retomada de no reapoderamento do ser índio dos Mocuriñ.

As fotografias retratam este nosso encontro e os momentos das discussões, e são nosso presente, aos indígenas deste nosso Mucuri, do Leste, Jequitinhonha e São Mateus, e são nosso presente aos Mocuriñ, à nossa nova mas grande amiga, Gêra, e a todos os Dias do Índio, todos os dias!

Para um pouco sobre a história dos Mocuriñ, trazemos um trecho extraído do livro Na Trilha Guerreira dos Borun, de Geralda Soares[1]:

O Povo Mocuriñ é formado pelos descendentes do Capitão Pohok, condutor de longa migração de vários povos, saindo da proximidade dos colonos europeus no Vale do Mucuri e se estabelecendo no vale do Itambacuri.

Pohok torna-se aliado dos Frades Capuchinhos na fundação do Aldeamento de Itambacuri em 1873. E avô de Domingos Ramos Pohok ou Pacó, primeiro professor indígena bilíngue de Minas Gerais.

Os Mocuriñ vivem hoje na Comunidade dos Xavier, no Município de Campanário, no Vale do Mucuri.

Domingos Ramos Pacó, sua filha Noemia Xavier e o indígena Chico Bugre são os antepassados mais próximos dos atuais Mocuriñ.

Ao todo são aproximadamente 100 pessoas que vivem na área rural e urbana desta região. Algumas famílias migraram para São Paulo e Belo Horizonte.

Domingos Ramos Pacó escreve a História de Itambacuri que é arquivada no APM (Arquivo Público Mineiro) em Belo Horizonte por Frei Olavo Timmers, OFM.

Em 1986 este documento e publicado pelo economista Eduardo Ribeiro no livro "Lembranças da Terra do Jequitinhonha e Mucuri", e em 2006 uma equipe de pesquisadores do CEDEFES e do Conselho dos Povos Indígenas de Minas Gerais e do GTME faz os primeiros contatos com a comunidade dos Xavier, iniciando aí seus contatos com entidades ligadas a Causa Indígena, com os demais indígenas e com a FUNAI.

Passam então a participar das atividades organizadas pelos indígenas e apoiadores.

Em 2006 são oficialmente apresentados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O povo Mocuriñ luta pelo seu reconhecimento pelos órgãos oficiais, pelo direito a um atendimento diferenciado na educação e saúde e pela ampliação da área de 19 alqueires em que vivem.

O reconhecimento do Povo Mocuriñ como mais um povo indígena de Minas e o resgate de uma divida histórica do Vale do Mucuri, de Itambacuri e da Sociedade para com aqueles que sobreviveram ao longo processo de exclusão e discriminação dos indígenas nesta região.

[1] SOARES, Geralda Chaves. NA TRILHA GUERREIRA DOS BORUN. Belo Horizonte: Núcleo de Publicação do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix., 2010. P. 209-211.

Confira as fotos:

Leia Mais ►

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Comunidades Quilombolas

Retirado do site do MinC em 18/04/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/04/17/comunidades-quilombolas-2/

Mais de 1.800 comunidades já foram certificadas após a sanção do Decreto 4.887/2003

Nesta quarta-feira, 18 de abril, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), reunidos em sessão plenária, a partir das 14h, vão julgar a Ação de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, que contesta o Decreto nº 4.887, de novembro de 2003.  O decreto regulamenta o procedimento para a identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas. A ADI foi apresentada pelo Partido Democratas (DEM).

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, defende a constitucionalidade do decreto e afirma que se trata de uma ação de reparação à população negra brasileira. “Esse é um decreto cidadão, que vem no sentido de reparar um pouco do que ocorreu durante os 380 anos de escravidão da população negra”, afirma. Eloi é o entrevistado desta terça-feira, 17, dentro do Especial Decreto 4.887 que a Fundação vem produzindo sobre o tema e cujas entrevistas vêm sendo publicadas no site da instituição.

Segundo o presidente da Palmares, em oito anos de sanção do decreto, muito foi feito. “Pelo menos 1.820 comunidades quilombolas foram certificadas, 121 tituladas a partir da certificação e 149 relatórios técnicos de identificação e delimitação foram produzidos”, disse.

Para Eloi Ferreira, o decreto busca “a construção de um ambiente de igualdade entre negros e não negros e, ao mesmo tempo, tem o papel de amenizar o sofrimento em torno do que houve ao longo dos séculos a essa população em decorrência das consequências da abolição”.

Leia a entrevista

Leia Mais ►

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

KRÉ: o balaio indígena do Rio Grande do Sul

Retirado do Overmundo em 16/11/2011 do endereço:

http://overmundo.com.br/banco/kre-o-balaio-indigena-do-rio-grande-do-sul-1

Por Lab Cultura Viva · Rio de Janeiro, RJ

Inserir legenda de vídeo aqui

Já está disponível na web o documentário KRÉ(Balaio), resultado final da oficina de audiovisual do projeto Intercâmbio Ponto-a-ponto do programa Cultura Viva do Ministério da Cultura.

O vídeo foi realizado na Aldeia Indígena Serrinha, em Ronda Alta, Rio Grande do Sul.

O documentário é uma produção da TV OVO em parceria com o Instituto Kaingáng.

KRÉ (Balaio) narra a produção manufatureira de balaio pelos indígenas. A personagem que conta essa história é Natália de Paula Ré Jagtá Trindade.

Conheça outros documentários financiados pelo Ministério da Cultura, através do projeto LabCultura Viva.

Acesse: http://labculturaviva.org/

Leia Mais ►