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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Revista Mucury 11 no ar

Por Bruno Bento.

Este 2014 foi brabo. Mas apesar das rosnadas e mordidas, salvamo-nos todos, ainda mais fortes e determinados a seguir aboiando sonhos e esperanças nestes grotões coloridos e profundos.

A Revista Mucury é uma destas resistências aboiadas, é fruto de muito amor e dedicação de uma equipe incrível, particularmente as meninas do Estúdio COMBO, Adélia Braga e Viviane Silva, da nossa editora Clarice Palles e de toda a equipe da Associação Mucury Cultural. E claro, de nossos lindos, maravilhosos e talentosíssimos colaboradores, que são poetas, gestores culturais, jornalistas, fotógrafos, artistas visuais, professores, cientistas políticos, sociólogos e por aí vai.

Já é a 11 e agora vocês vão saber a história da Feirinha do Veneta! Ou pelo menos as imagens da minha primeira aula de diversidade.

Finalmente podemos mostrar como esta revista é sortida. É que nem a Feirinha do Veneta, retratada pelo fotógrafo Leonardo Cambuí, que trocou tanto as unhas dos dedos no futebol de rua de “pé-de-moleque” da Teófilo Rocha. Tem ela e muita poesia, artes visuais, ciência política e gestão cultural, nesse “secos e molhados”, sortida e diversa Revista Mucuri 11.

Chega de falatório por cá, aproveitei essa belezura!
É só clicar na imagem e folhear.

E que Krenhouh Jissa Kiju continue nos dando brabeza e coragem!

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Exposição um itinerário gráfico de Beatriz Milhazes chega a Teófilo Otoni

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Exposição um itinerário gráfico de Beatriz Milhazes chega a Teófilo Otoni, onde será apresentado um conjunto de nove serigrafias produzidas entre 1999 e 2003. A abertura da exposição será hoje (20/11) às 19h:30min no Espaço Cultural Casarão do Sesc.

A exposição é um projeto do Departamento Nacional do Sesc, que leva a todo o país o trabalho de Beatriz Milhazes, reconhecida como uma das principais artistas plásticas brasileiras no exterior. A exposição Um Itinerário Gráfico apresenta nove serigrafias e um livro, produzidos entre 1996 e 2003. Impressas artesanalmente, essas obras integram sua primeira série de gravuras em grandes dimensões, realizada em colaboração com a Durham Press (EUA). A curadoria da exposição é de Luiza Interlenghi, por meio do programa ArteSesc.

SOBRE BEATRIZ MILHAZES

Beatriz Milhazes é pintora, gravadora, ilustradora e professora. Formou-se em Comunicação Social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, em 1981. Iniciou-se em Artes Plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), em 1980, onde mais tarde lecionaria e coordenaria atividades culturais. Além da pintura, dedica-se também à gravura e à ilustração. De 1995 a 1996, cursou gravura em metal e linóleo, no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues e, em 1997, ilustrou o livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton.

Beatriz Milhazes participa das exposições que caracterizam a Geração 80 – grupo de artistas que buscam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos de 1970 – e que têm por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais. Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), aos padrões ornamentais e à art déco. Entre 1997 e 1998, foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais, nos Estados Unidos e na Europa, e integra acervos de museus como o Museum of Modern Art (MoMa), Solomon R. Guggenheim Museum e The Metropolitan Musem of Art (Met), em Nova York.

* Com informações do SESC-MG

SERVIÇO

Evento: Exposição um itinerário gráfico de Beatriz Milhazes

Data: 20/11 (abertura)

Local: Espaço Cultural Casarão do Sesc

Endereço: Rua Rui Barbosa, S/N – São Diogo

Horário: 19h:30min

Entrada gratuita

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Exposição Mundo Cruel, de João Werner e Felipe R. Werner

Statement

"Depois de haver profetizado a "Primavera do vintém" brasileira, tal qual uma "antena da raça" (como o houvera dito Ezra Pound), nesta minha nova exposição, "Mundo cruel", desço mais um degrau no porão dos costumes. Rastejo agora pelas motivações obscuras e desejos inconfessáveis das almas atormentadas.

"Por isso, mais uma vez, sinto-me compelido a explicar o que faço. Por quê, raios, pintar a autodestruição num mundo tão positivo como o nosso?

"É engraçado. Quando, em fevereiro de 2012, falei dos nossos ladrões preferidos e de uma (até então) utópica revolta contra eles, quase tive de me desculpar por trazer à memória, especialmente dos descolados/polianas que tiveram o infortúnio de contactar-me à época, as antigas (e démodés, disseram-me) revoltas populares. Jacto-me, sim, prezado leitor: quando os 20 centavos do busão tornaram-se o motivo para as grandes multidões irem às ruas, recentemente, senti-me vingado. Gente da minha laia espiritual tem raras chances de jactar-se.

"Nesta exposição atual, entretanto, nenhuma esperança subliminar suspenderá a névoa. A morte ronda em busca de espelhos: nas pinturas que ora apresento, ou ela foi, ou é ou será. Se você vive feliz ou satisfeito, se você quer salvar o mundo ou é signatário das campanhas pela paz, não me explicarei pela tragédia do que represento e, diga-se, tragédia que nenhum Jesus ou Genésio redimirá, pois essa tragédia é inerente ao processo, como prega o Evangelho segundo São Nietzsche.

"Trago homens-bomba captados no ato, parrícidio e suicídio, rituais sinistros e decomposição e, claro, violência, muita. Mas, o melhor do pior nesta exposição será a participação, pela primeira vez, de desenhos de meu filho, Felipe, artista visual em formação, o qual apresento aos amigos. Se ele não é a única coisa que a Natureza esperou de bom de mim na vida, ver os seus desenhos ao lado dos meus dá-me a certeza de que ele é o que de melhor posso querer legar, fora eu um Abraão moderno."

Algumas das pinturas expostas

"Susane" "Jagunços" "Sweet little sixteen"

SERVIÇO:

Evento: "Mundo cruel" Exposição de pinturas digitais de João Werner e desenhos de Felipe R. Werner

Data: 29 de Outubro a 20 de Nezembro de 2013

Entrada: Gratuita com monitoria

Endereço: Rua Piauí, nº 191 – Sala 71, Londrina - PR

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mostra de Artes Visuais–IV Jornada Mineira do Patrimônio Cultural

Serviço

Evento: Mostra de Artes Visuais

Programação: 16 a 30/09/2013

Abertura: 16/09/2013

Hora: 19h

Local: Livraria Papo Café e Restaurante Rua das Flores

Endereço: Rua Doutor Manoel Esteves, 150

Preço: Gratuito

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Teófilo Otoni recebe exposição A Gravura de Lasar Segall – Poesia da Linha e do Corte

Do SESC-MG

 

Trabalhos ficam expostos para visitação de 24/08 a 29/09. A entrada é gratuita.

 

BELO HORIZONTE (19/08/2013) - Após passar por Belo Horizonte e Uberlândia, a exposição A Gravura de Lasar Segall – Poesia da Linha e do Corte chega a Teófilo Otoni. O Espaço Cultural Casarão do Sesc Teófilo Otoni recebe, de 24 de agosto a 29 de setembro, o evento que integra o ArteSesc, do Departamento Nacional do Sesc. O objetivo do projeto é realizar exposições itinerantes em centros urbanos, tornando conhecidos os acervos de instituições culturais e obras de artistas plásticos de várias partes do país. Dessa vez, o Sesc realiza parceria com o Museu Lasar Segall, com o objetivo de oferecer ao público a oportunidade de apreciar a gravura desse grande artista. A abertura, apenas para convidados, será no dia 23 de agosto, às 19h30. A visitação para o público será de 24 de agosto a 29 de setembro. 

Organizada a partir de matrizes originais do artista, especialmente reimpressas pelo Museu Lasar Segall, em São Paulo, a exposição reúne 16 gravuras em metal e 19 xilogravuras elaboradas por ele entre 1913 e 1930. A litografia, processo a que se dedicou com afinco durante seu período alemão, permanece ausente dessa mostra. No entanto, as 35 obras apresentadas são suficientes para revelar um duplo movimento. Por um lado, confrontam as distintas abordagens que a figura humana adquiriu na obra de Segall, por outro, evidenciam o modo como a gravura se fez presente em momentos cruciais de sua trajetória. A programação da exposição contará ainda com uma oficina de gravura, ministrada pelo gravurista mineiro Milton Lira, e com visitas mediadas, previamente agendadas.

SOBRE A EXPOSIÇÃO
Lasar Segall acreditava que a gravura deveria reproduzir formas chapadas, com muitos contrastes entre o preto e o branco. Ao tirar cópias de suas matrizes de madeira, carregava nas tintas, cobrindo totalmente as partes altas da placa. O resultado deveria mostrar o essencial, como um folheto de cordel.

As gravuras com o tema da emigração enfocam a viagem de navio e a chegada à nova terra. Nessas peças, em metal, Segall utiliza-se de linhas mais suaves e sinuosas para retratar o mar, as gaivotas e as curvas do navio. As gravuras sobre o Mangue retratam a vida das mulheres que se prostituíam nessa região da cidade do Rio de Janeiro. Nas xilogravuras, os contrastes são mais fortes e os traços mais simplificados.

Gravura é o nome dado a uma técnica manual de impressão. A madeira, a pedra, o linóleo e o metal são utilizados como matrizes. O artista grava imagens na matriz fazendo cortes ou sulcos, com ferramentas cortantes, tais como as goivas e os buris. Sobre a matriz, o artista passa tinta e depois imprime a imagem, que sai invertida, em um papel. Pode-se tirar várias cópias iguais, obtendo assim uma tiragem. A característica mais importante da gravura é a de não ser uma obra única, pois pode ter múltiplas cópias.

Podemos ter uma ideia clara do que é a xilogravura fazendo uma analogia com carimbos de borracha. Os carimbos têm um pequeno desenho, em relevo, e que a tinta só pega na parte mais alta desse relevo. Este é o princípio da xilogravura: a matriz de madeira funciona como um carimbo. A tinta fica apenas em sua parte mais alta, aquela que não foi cavada, e o papel só vai ser “carimbado” pelas áreas que estiverem cobertas de tinta.
Já na gravura em metal o processo é diferente. A placa de cobre, latão ou zinco é desenhada com instrumentos pontudos ou com ajuda de ácidos corrosivos que criam sulcos na sua superfície. Depois de receber uma camada de tinta, a placa é limpa para a retirada do excesso e a tinta só fica em sua parte mais baixa.
SOBRE LASAR SEGALL
Em 1906, com 15 anos, Segall saiu de sua cidade natal, Vilna, e foi para Berlim, na Alemanha, estudar arte. É reconhecido como representante da segunda geração dos expressionistas que revolucionaram a produção artística europeia, com a proposta de uma arte “interiormente verdadeira”. Esse período de sua vida, que inclui a Primeira Guerra Mundial, é de intensa militância artística na Alemanha.

Em 1910, mudou-se para Dresden, cidade onde montou um ateliê e juntou-se a um grupo de artistas expressionistas. O Expressionismo foi um movimento artístico que surgiu na Alemanha em 1905. Os artistas desse movimento buscavam a expressão através de formas simples e despojadas e eram influenciados pela arte primitiva. Foi precisamente na gravura que o artista primeiro logrou uma nova forma plástica, concisa e concentrada, que dava conta, tanto do seu lirismo nostálgico, quanto da dramaticidade que as primeiras décadas do século anunciavam.

Naquela época, a Europa estava vivendo um momento muito difícil. Os tempos duros, de muitas privações, refletiam-se nas obras dos artistas. A gravura de Lasar Segall representa bem esse momento. Com traços precisos e fortes, Segall fez uma série de gravuras que retratavam as dificuldades dos povos da Alemanha, Lituânia e outros países. Não por acaso, em 1910, Segall transfere-se de Berlim para Dresden. Ali, na cidade que vira nascer o grupo A Ponte (1905), um dos precursores do movimento expressionista na Alemanha, Segall assimilaria, de uma vez por todas, a energia ímpar da gravura, nascida da urgência do corte, num jogo áspero de brancos e negros.

LASAR SEGALL NO BRASIL

Segall veio ao Brasil, pela primeira vez, em 1913, para visitar dois de seus irmãos que moravam no país. A partir de 1924, mudou-se definitivamente para São Paulo, acompanhado de sua primeira mulher, Margarete. A mudança de um país muito frio, destruído pela guerra, para um país quente, de clima tropical, provocou uma grande transformação na pintura de Segall. No Brasil, a luz do sol e as cores eram diferentes. Era tudo mais brilhante e colorido. Imediatamente após a sua chegada, Segall começou a pintar a vegetação exuberante e o povo, com as suas misturas étnicas. O negro foi bastante representado em sua pintura nessa fase.

Já estabelecido no Brasil, Segall separa-se de Margarete e casa-se com Jenny, com quem tem dois filhos: Mauricio e Oscar. Com o tempo, Segall foi mudando o seu jeito de pintar. Começou a usar cores menos vibrantes e suas linhas ficaram mais suaves e arredondadas. Em seu ateliê, a jovem Lucy posava para ele fazer retratos. Quando viajava para Campos do Jordão, cidade montanhosa perto de São Paulo, carregava seu cavalete e fazia pinturas da paisagem. Segall viveu 66 anos. Foi um artista completo, pois além de pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, fez também móveis para sua casa, figurinos e cenários para peças de teatro e bailes de carnaval. Após sua morte, sua mulher e seus filhos montaram o Museu Lasar Segall na casa onde a família morava em São Paulo.

SERVIÇO
Evento: Exposição A Gravura de Lasar Segall – Poesia da Linha e do Corte
Abertura: 23/08/13, às 19h30 – apenas para convidados
Visitação: 24/08/13 a 29/09/13
Local: Espaço Cultural Casarão do Sesc (Av. Bernarda Barbosa Laender, 146, Centro – Teófilo Otoni/MG)
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 12h e 14h às 20h; e sábado, das 9h às 16h

Retirado do site do SESC-MG em 23/08/13 do endereço:

http://www.sescmg.com.br/index.php/noticias-sesc/34-noticias/2432-teofilo-otoni-recebe-exposicao-a-gravura-de-lasar-segall-poesia-da-linha-e-do-corte

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Edital para as mulheres SAv e Funarte

Do MinC

O grafite da carioca Panmela Castro, a apresentação de break do grupo BSB Girls (foto acima) e as poesias da maranhense Lília Diniz representaram o universo da produção cultural das mulheres na tarde desta terça-feira (2). Reunidas na sala Cássia Eller, na Funarte, em Brasília, as artistas acompanharam o lançamento do Edital Carmen Santos de Cinema de Mulheres 2013 – Apoio para Curta e Média-Metragem e do Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais. Ambos foram anunciados pelas ministras da Cultura, Marta Suplicy, e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.

"Pela primeira vez o MinC faz uma parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, com a ministra Eleonora. Nós vamos dar possibilidade de mulheres mostrarem seu talento tanto no cinema quanto em outras expressões artísticas. Muitas mulheres têm ideias, têm roteiros, têm capacidade de direção , mas não têm o recurso para fazer e com isso esperamos que nasçam muitas cineastas", vibrou a ministra Marta.

O edital para curta e média-metragens apoiará obras audiovisuais cuja titularidade e direção sejam de mulheres. Podem ser inscritos trabalhos de ficção ou documentário, com a possibilidade de utilização de técnicas de animação. As obras devem ser inéditas e originais e apresentar a temática da construção da igualdade entre mulheres e homens, os direitos da mulher e de sua cidadania. A inscrição dos trabalhos é gratuita e deve ser realizada até 19 de agosto por meio de sistema online SALICWEB, no site do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br).

"Estamos chamando a atenção para o valor do trabalho das mulheres no mundo das artes. É urgente que público e mercado se atentem à efervescente criatividade das mulheres e que possamos eliminar a representação de mulher-objeto que ainda prevalece nas produções artísticas e culturais", afirma a ministra Eleonora Menicucci, da SPM.

Audiovisual

"Com o edital Carmen Santos de Cinema de Mulheres 2013 – Apoio para Curta e Média-Metragem homenageamos uma das mulheres mais importantes do cinema nacional, mostrando a presença da mulher em todas as funções e atividades do audiovisual", explicou o secretário do Audiovisual do MinC, Leopoldo Nunes.

Serão premiadas 10 obras audiovisuais de curta-metragem, de até cinco minutos, no valor de até R$ 45 mil, cada; e seis obras audiovisuais de média-metragem, de 26 minutos, no valor de até R$ 90 mil, cada. Os vídeos premiados serão exibidos pela TV Brasil.

De forma a proporcionar maior equilíbrio na distribuição regional dos recursos, o edital prevê um ponto a mais para os projetos apresentados por proponentes dos estados Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins e com previsão de realização nessas localidades.

Artes visuais

A parceria com a SPM continua no Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais, que selecionará projetos a serem realizados por proponentes do sexo feminino que visem à prática de linguagens artísticas, à reflexão crítica e à profissionalização dos processos de gestão cultural. Serão contemplados 10 projetos, no valor de R$ 70 mil, cada.

"A participação da mulher como personagem das obas artísticas é desproporcional a sua participação como autora e é por isso que os editais se fazem tão importantes", declarou o presidente da Funarte, Antonio Grassi.

No edital da Funarte podem ser realizados projetos como exposições, mostras, oficinas, intervenções urbanas, publicações, produção crítica e documental, seminários, entre outros. O formulário de inscrição está disponível no endereço eletrônico da Funarte (www.funarte.gov.br ), assim como a lista de documentos necessários. As inscrições estão abertas até 17 de agosto.

Enxergando o preconceito

A diferença do número entre artistas do sexo feminino e masculino é constatado na prática pela grafiteira Panmela Castro, conhecida como Anarkia Boladona, que declara sentir preconceito. "Culturalmente não temos igualdade. Na Bienal, por exemplo, ainda observamos mais homens do que mulheres. Com o prêmio a mulher terá mais oportunidade de mostrar o seu trabalho e continuar a conquistar seu espaço com igualdade de gênero". 

A artista aproveitou o grafite na parede da sala Cássia Eller (foto à esquerda) para alertar as mulheres: "o rosto com a mão simboliza a cegueira, mas mesmo assim a mulher consegue olhar através. Isso mostra que as mulheres estão abrindo os olhos e se apresentando nas diversas áreas, não só na arte".

Confira mais informações sobre os editais no hotsite http://www.cultura.gov.br/editaismulheres

Veja mais fotos da cerimônia de lançamento dos editais no Flickr do ministério

http://www.flickr.com/photos/ministeriodacultura/sets/72157634453803992/

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Google lança galeria online São Paulo Street Art

Da Redação

O Google Art Project, plataforma online que exibe imagens de obras de arte de museus pelo mundo, lançou nesta quinta-feira (22/3) a galeria virtual São Paulo Street Art. A curadoria da coleção, a primeira de arte urbanda do projeto, foi feita por Andre Deak e Felipe Lavignatti, do Arte Fora do Museu, Eduardo Srur, Haroldo Paranhos e Eduardo Saretta.

A galeria reúne mais de 100 obras de mais de 80 artistas, entre elas criações de Eduardo Kobra, Speto, Tomie Ohtake, Di Cavalcanti e Claudio Tozzi. Algumas dessas obras já constavam da seleção do Arte Fora do Museu e foram aproveitadas no projeto do Google.

Para promover a inclusão da Galeria São Paulo Street Art, o Google realizará um Hangout nesta sexta-feira (22/3), às 17h, com a participação de artistas e especialistas em arte na cidade, para apresentar mais detalhes sobre o processo de escolha das obras. Para acompanhar o bate-papo, o usuário deverá acessar a página do Google Brasil no Google+.

Clique aqui para acessar a galeria online.

Retirado do site Cultura e Mercado em 25/03/13 do endereço:
http://www.culturaemercado.com.br/convergencia/google-lanca-galeria-online-sao-paulo-street-art/

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terça-feira, 5 de março de 2013

Encontro irá produzir realização inédita na paisagem mineira

Projeto reúne fotógrafos renomados e coletivo cultural de jovens no interior de MG

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O encontro de dois fotógrafos-artistas consagrados com um coletivo cultural de jovens do interior de Minas Gerais sugere novos caminhos e oportunidades para a criação e a produção colaborativa, com desdobramentos que possam contribuir para a consolidação de redes criativas inter-regionais. Esse é o ponto de partida do projeto Inter Residências Ações (I.R.A.), uma iniciativa cultural inédita, pautada no campo da experimentação artística.

O projeto, selecionado pelo “Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição”, tem coordenação do fotógrafo Pedro Motta e do sociólogo e gestor cultural Daniel Perini. Eles convidaram o coletivo "Sem Eira  Nem Beira", de São João Del Rei, para se envolver em uma residência criativa de dez dias na cidade com os artistas Eustáquio Neves (Diamantina/MG) e Miguel Chikaoka (Belém/PA).

Deste encontro – reunindo duas personalidades da fotografia com ampla experiência na realização de projetos inovadores, e jovens artistas de São João Del Rei – espera-se uma interseção que produza interações estéticas e uma realização inédita, a partir de uma intervenção física (não predatória) na paisagem natural da região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais.

Ainda que a realização da intervenção em uma paisagem, seja um produto inovador, este projeto pretende produzir um livro de 144 páginas com registro de todo o processo colaborativo: encontros, residência, ações e textos reflexivos e críticos. O I.R.A. também prevê a realização de  palestras com os artistas, jovens e organização do projeto, para que possam descrever o percurso traçado por cada participante – abrindo, portanto, o processo para o público em geral.

Preservação Além do ineditismo de seu processo, o projeto também está voltado para o cuidado com a preservação e divulgação cultural em nosso país. A região é detentora de um vasto patrimônio natural e histórico, e por isso a ação proposta pelos integrantes do projeto levantará questões cuja resposta será dada pela conscientização da população acerca da necessidade de se preservar e recuperar essas riquezas regionais.

O work in progress do projeto, com fotos, registros, impressões e ficha técnica, pode ser acompanhado pelo site www.ira.art.br. De acordo com seus realizadores, os desdobramentos do projeto certamente irão contribuir para a difusão e a memória da arte contemporânea, tão caras ao Estado de Minas Gerais.

​O I.R.A. tem patrocínio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Federal de São João Del Rei.

Serviço:

Daniel Perini

Daniel@periniprojetos.com.br

Pedro Motta

mottapedro@terra.com.br

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A resistência das imagens

Retirado do site d’O Tempo em 12/02/13 do endereço:

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=220529%2COTE&fb_action_ids=413997192014766&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22413997192014766%22%3A151836588307503%7D&action_type_map=%7B%22413997192014766%22%3A%22og.recommends%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

Por Daniel Toledo

Não é de hoje que Dereco Machado se inspira em acontecimentos urbanos para criar seus trabalhos em grafite e estêncil. Já em meados de 2008, quando andava a pleno vapor a duplicação da avenida Antônio Carlos, o artista organizou a ACZine, publicação em que documentou por meio de fotos, textos e registros de intervenções in loco a grande transformação sofrida pela cidade.

Frequentemente transitando entre trabalhos de rua e ateliê, mas quase sempre inspirado pela rotina da cidade, Dereco foi recentemente selecionado como finalista do Modern Craft Project, concurso internacional voltado a uma revisão contemporânea do conceito de artesania, realizado pela revista "Wallpaper".

"Logo que fiquei sabendo dessa história, achei interessante o conceito de artesania contemporânea e entendi que meu trabalho se aproximava disso. Mesmo usando a rua como suporte, sempre passo muito tempo no ateliê concebendo e produzindo os trabalhos", conta Dereco, selecionado em meio a outros 19 brasileiros para a etapa final da competição.

Entre os trabalhos que apresentou à curadoria do concurso, destaca-se uma complexa obra de estêncil na qual reproduz com impressionante fidelidade um dos mais conhecidos edifícios abandonados de Belo Horizonte, situado na região da Lagoinha e recentemente comprado por uma rede hoteleira.

"Depois de ficar abandonado por muito tempo, esse edifício acabou se convertendo na maior agenda de pichadores da cidade, onde estavam assinaturas de nomes importantes dessa cena. Foi a partir dessa textura que criei o trabalho, concebido como uma espécie de gravura em homenagem a uma paisagem que se perdeu, cedendo lugar a mais um edifício genérico dentro da cidade", observa.

Outro trabalho de destaque dentro do conjunto corresponde à publicação "Praça Sete de Setembro", na qual Dereco faz referência à mesma onda higienista que, no ano passado, gerou conflitos entre policiais e artesãos que há tempos trabalhavam e expunham suas criações na praça Sete.

"Nesse caso, trabalhei a partir de uma série de fotografias feitas durante uma dessas ações policiais, gerando uma espécie de narrativa em que um policial revira um cobertor. E toda a publicação foi construída a partir de colagens, em uma espécie de mosaico feito com materiais encontrados na rua", explica ele, que atualmente se dedica à criação da série "Cidadão Comum", na qual retrata, por meio do estêncil, diferentes figuras marginalizadas que povoam as ruas da cidade.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Abertas inscrições para o Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras

Retirado do site da Funarte em 17/09/12 do endereço:

http://www.funarte.gov.br/artes-visuais/funarte-e-minc-lancam-edital-%E2%80%9Cconexao-artes-visuais-mincfunartepetrobras%E2%80%9D/

Programa vai contemplar 20 projetos com prêmios de R$ 45 mil

Inscrições até 31 de outubro de 2012

Inscrições até 31 de outubro de 2012

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobras. Com investimento total de R$ 1,5 milhão, o programa viabilizará a realização de obras, mostras, palestras, seminários, debates, oficinas, residências, mapeamentos, publicações e exposições, entre outras ações de fomento às artes. Ao todo, 20 proponentes serão contemplados e cada um deles vai receber R$ 45 mil para colocar o seu projeto em prática. As inscrições, gratuitas, estão abertas até o dia 31 de outubro de 2012, para pessoas físicas ou jurídicas de todo o país.

Os proponentes têm total liberdade para escolher o tema de seus projetos, assim como o local onde serão desenvolvidos. O objetivo é contemplar projetos de produção artística experimental, de reflexão crítica e de profissionalização dos processos de gestão cultural. As atividades e os produtos gerados por meio do edital serão oferecidos gratuitamente ao público. “Em sua terceira edição, o Conexão torna ainda mais democrático o acesso às artes visuais, abrindo oportunidades para que artistas e produtores de todo país possam viabilizar os seus projetos e multiplicar essas ações por diversos estados brasileiros”, diz o presidente da Funarte, Antonio Grassi.

A análise dos projetos inscritos será feita por uma comissão composta por cinco integrantes de notório saber sobre a produção nacional na área das artes visuais. Serão avaliadas a excelência dos projetos, a exequibilidade dos prazos propostos, a estratégia de planejamento das ações e a divulgação para o público-alvo.

Em suas duas primeiras edições, o programa Conexão Artes Visuais viabilizou 65 projetos de fomento às artes visuais.  Museus ampliaram seus acervos, produtores montaram seminários, oficinas e exposições, artistas produziram pesquisas e obras de arte. Juntas, as duas edições atingiram um público direto de mais de 141 mil pessoas e um público indireto de mais de 3,8 milhões pessoas. Ao todo, foram 580 ações gratuitas diretas e indiretas, entre encontros, debates, exposições, mostras, oficinas, intervenções e palestras. Os projetos envolveram 1.444 profissionais no total, entre artistas, produtores, críticos, curadores, profissionais técnicos etc. O programa promoveu, assim, a geração de empregos, o intercâmbio entre artistas, críticos e produtores e a formação de público.

Acesse aqui o edital e arquivos relacionados

Mais informações

conexao@funarte.gov.br

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

‘Deslocamento F(r)icção’ ocupa Mezanino do Palácio Capanema

Retirado do site da Funarte em 23/08/12 do endereço:

http://www.funarte.gov.br/artes-visuais/deslocamento-friccao-ocupa-mezanino-do-palacio-capanema/

No projeto, atividades do Galpão da Pós em Artes Visuais da UFRJ se instalam no local

A visitação é gratuita

Obra integrante da defesa de tese Identidade Provisoria_eu somos nos, de Daniel Toledo

Nesta quinta-feira, 23 de agosto, no mezanino do Palácio Gustavo Capanema, Centro do Rio, será  aberto o projeto Deslocamento F(r)icção: Galpão Capanema. O trabalho foi contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012 – Projéteis Funarte de Artes Visuais Rio de Janeiro, que promove a ocupação do espaço de exposições da Instituição, no Rio. Criado por alunos e professores do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ, o projeto propõe o deslocamento do Galpão do Programa e de suas atividades de exposição. Abertas à visitação gratuita, das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira, as instalações ocupam o local até o dia 21 de setembro.

Próximo à Reitoria, à Escola de Belas Artes e à Faculdade de Arquitetura da UFRJ – na ilha do Fundão, o “Galpão da Pós”, como é chamado por todos, é usado para abrigar as atividades curriculares da Linha de Pesquisa de Linguagens Visuais do programa.

“Deslocamento F(r)icção: Galpão Capanema” é um evento voltado para as práticas artísticas como processos criativos. Segundo os organizadores, seu objetivo é ampliar e potencializar a experiência da arte, considerando tão importantes quanto a obra final o processo de elaboração e seus resíduos materiais. Os trabalhos do projeto estarão em constante diálogo com as questões ligadas à universidade, já que também é um programa de pós-graduação, desenvolvido lá. Esta relação com a academia busca desenvolver ideias e um dos conceitos do projeto é que o campo da arte e da cultura é composto por diversos subconjuntos, sendo a instituição acadêmica um deles. Outra ideia é que os espaços institucionais podem abrigar crítica e criatividade, mas  também é preciso colocar em questão práticas sociais já estabelecidas.

O grupo de artistas reunido no projeto, apresentado como um “organismo/múltiplo”, pretende dar ampla visibilidade a essas propostas, expondo as etapas anteriores às obras finais, e permitindo que o público delas participe. Cada artista vai mostrar seu processo, seja em estágio de experimentação da forma, seja no processo intelectual de pesquisa de imagens, referências e conceitos. “Nosso desejo é transformar o Palácio Capanema em um espaço que revela seu funcionamento, trazendo à superfície muito daquilo que está na base da formação do artista: seu ateliê e seu pensamento, a especificidade de sua criação”, diz a equipe de produção.

Estão previstas na proposta várias atividades, como as aulas oferecidas no semestre letivo pelos professores do programa (Cezar Bartholomeu, Felipe Scovino, Livia Flores, Milton Machado, Paulo Venâncio, Simone Michelin e Tadeu Capistrano); oficinas ministradas por alunos; defesas de dissertações e teses; seminários de pesquisas em andamento; palestras de participantes convidados como Karl Erik, Vera Terra e Paulo Cesar Duque Estrada; e ateliê aberto (os artistas vão trabalhar nele diante do público).

“Deslocamento F(r)icção: Galpão Capanema”

De 23 de agosto a 21 de setembro

Projeto e Produção: alunos e professores do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
Escola de Belas Artes (EBA) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Projeto contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012 – Projéteis Funarte de Artes Visuais Rio de Janeiro

Palácio Gustavo Capanema – Mezanino
Endereço: Rua da Imprensa, 16
Centro – Rio de Janeiro – RJ

Entrada gratuita

Baixe a programação aqui

Acesse a página http://deslocamentofriccao.blogspot.com

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terça-feira, 31 de julho de 2012

"Bad Love" - Exposição de vícios e indulgências, por João Werner

Enviado pelo grande amigo João Wener

A exposição ocorrerá em Londrina (PR) e estará aberta a partir de 31 de julho próximo.

Em meu site, tenho uma página com maiores informações e reproduções de todas as gravuras que exporei:

http://www.joaowerner.com.br/exposicoes-de-joao-werner/exposicao-bad-love-de-pinturas-digitais-de-joao-werner.htm

Att.

João Werner

para contato: werner.joao@gmail.com

Statement

"Não há tráfico de óleo de fígado de bacalhau porque óleo de fígado de bacalhau, embora saudável, tem péssimo gosto.

Só há vício naquilo que, sendo ou não proibido, é gostável.

Por isso, como bem sabe todo viciado, nenhuma droga é uma droga, e não há campanha de boas intenções que prove o contrário.

Depois de ouvir o canto da sereia, só resta mergulhar atrás do objeto do seu desejo.

Por que você acha que sabe como os outros devem morrer? Ou gastar o tempo? Ou o dinheiro?

Que culpa tem alguém de amar o que não lhe ama?"

Release

A roda da fortuna, pintura digitalA partir do próximo dia 31 de julho, João Werner abre uma nova exposição em sua Galeria em Londrina, intitulada "Bad Love".

São 24 gravuras digitais retratando o universo dos vícios e dos amores autodestrutivos. Lá estão retratadas as drogas, a pornografia, os jogos de azar e quase tudo o mais do que pode conduzir ao descentramento do sujeito, ao desejo compulsivo, ao desregramento.

Não é um ambiente eufórico. O "barato" já passou. Como o artista mostra na gravura intitulada "A roda da fortuna", a sensação é de que o melhor ficou para trás, com o personagem estendendo ao horizonte um olhar de perplexidade e de frustração.

Nóia, pintura digitalMais do que as excentricidades de uma viagem psicodélica, a exposição de João Werner revela o lado do amante não correspondido, daquele que sabe-se abandonado pela sorte em seu relacionamento. Assim, surgem gravuras como "Nóia" e "Homem na sarjeta": a passividade dos personagens retratados já representa, ela própria, uma capitulação do sujeito, uma rendição incondicional ao objeto do desejo.

O visitante desta exposição de João Werner não verá nem apologias nem falso moralismo. Encontrará, sim, a mesma linguagem pictórica de exposições anteriores do artista, as cores intensas em contrastes dramáticos, a mesma fatura, ora fragmentada em duras pinceladas, ora polida com um acabamento sutil das tonalidades.

Somando-se a isso a composição muitas vezes inusitada, têm-se uma exposição que explora de forma dramática um tema sempre atual nos debates culturais, qual seja, o apego humano à experiência transcendente, mesmo que essa experiência acarrete, ao cabo, na anulação do sujeito experimentador.

Serviço

Visitação: de 31 de julho a 28 de setembro de 2012.

Local: Galeria João Werner, rua Piauí, nº 191, sala 71, 86010-420, Londrina, PR.

Horário: terças a sextas-feiras, das 14h às 20h, sábados, das 11h às 17h.

Entrada gratuita, com monitoria.

Outras informações

Biografia resumida

João Werner é nascido em 27 de outubro de 1962, na cidade de Bela Vista do Paraíso, interior rural do Paraná.

É graduado em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina de São Paulo, 1989. Tem mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC, também de São Paulo, concluído em 1994.

Atuou como professor universitário por 10 anos, na cidade de São José dos Campos (SP), Universidade do Vale do Paraíba. Lecionou para os cursos de Arquitetura e Publicidade.

É um artista catalogado na Enciclopédia de Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural.

Desde 2006, trabalha com pintura digital, realizada em computador.

Fortuna crítica

Sua obra mereceu ensaios dos críticos de arte Adalice Araújo e Oscar D'Ambrosio, ambos integrantes da AICA, entre outros.

Desde 1984, suas exposições e obras tem sido divulgadas em mais de 30 reportagens e matérias publicadas em jornais do Paraná.

Estes textos críticos e jornalísticos podem ser lidos na página:

http://www.joaowerner.com.br/textos-sobre-joao-werner/textos-publicados-sobre-joao-werner.htm.

Exposições anteriores

Algumas de suas exposições mais destacadas são as participações na "6ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea", Firenze, Itália e a "DigitalArt.LA", em Los Angeles, USA.

Recebeu o 3º Prêmio em Gravura na "1ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea com 'Raíz en la Tierra'", Chapingo, México.

Após a abertura de sua Galeria em Londrina, tem realizado exposições individuais frequentemente. Algumas destas exposições são "Cinzas", "Feios, sujos e malvados", "O cordeiro pressente o lobo", "Et in Arcadia Ego", "Motel barato", "Legião" e "Ladrão!".

Maiores detalhes sobre estas exposições podem ser vistos na página:

http://www.joaowerner.com.br/exposicoes-de-joao-werner/exposicoes-de-joao-werner.htm

Obras de grandes dimensões

Dentre suas obras, destacamos os painéis e esculturas:

a) "Alegoria à vida do 'Lugar sem Nome'", entalhe em madeira com 18m².

b) "Shikasta", relevo em cimento com 8m².

c) "Monumento ao Trabalhador Rural", escultura em cimento com 4,32m³.

Fotos e detalhes destas esculturas podem ser vistas na página:

http://www.joaowerner.com.br/esculturas-em-madeira-e-cimento-de-joao-werner.htm

A arte digital

João Werner realiza suas pinturas digitais através de dois softwares: o Painter XII, da Corel, para pinturas com acabamento sutil e detalhado, e o Flash IV, da Adobe, para uma fatura mais agressiva, expressionista, espontânea.

As pinceladas são produzidas através de uma tablet da marca Wacom, similar a uma prancheta.

Após terminadas, as pinturas são impressas sobre papel Arches Aquarelle Rag, 250 gramas/m², da Canson francesa.

A ética envolvida neste processo de impressão é similar à ética da gravura tradicional, isto é, são produzidas tiragens limitadas de cada pintura. Cada pintura de João Werner tem uma tiragem de 50 prints. Como manda a tradição, cada print é datado, numerado, chancelado e assinado de próprio punho.

Informações mais detalhadas deste processo podem ser vistas na página:

http://www.joaowerner.com.br/venda-de-obras/venda-de-gravuras-60x42.htm

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terça-feira, 24 de abril de 2012

"Mesa de bar", exposição individual de João Werner

Enviado por João Werner 

Statement

"Embora meus quadros pareçam dizer o contrário, não faço arte de denúncia social.

Defino minhas pinturas como o resultado de imaginação comovida, isto é, como o fruto da atenção emocionalmente tingida pelo drama humano, pela pobreza, pelo trabalho humilde e a diversão barata.

Cada pintura retrata uma estória que nunca foi e nunca será escrita, porque é uma história de anônimos.

Os doces sem embalagem expostos na vendinha da esquina, o forró à luz tênue das lâmpadas de 60 watts, o calendário de mulher pelada amarelado pelo tempo. Quem olha pra isso? Pra que olhar pra isso?

Um cachorro perambula entre os barracos de minha pintura "Favela". Não há comida pra ele ali, entre os famintos. Mesmo assim, que diferença faz."

Release

"Dia 30 de abril, o artista plástico João Werner abre uma nova exposição em sua galeria em Londrina, intitulada "Mesa de bar".

Mantendo a verve esquerdista de exposições anteriores, nestas novas gravuras Werner faz um passeio pela periferia da metrópole, mostrando, com seu humor peculiar, o dia a dia dos "pouca-grana", como o próprio artista, afetuosamente, conceitua.

Catadores de papel, lavadeiras, tatuadores da old school, gente apressada indo ao trabalho em transporte coletivo, todos são representados com um traço amistoso e sensível. Não há, nesta exposição de João Werner, a representação de luxo nem de glamour, nada de jóias, de champagne ou o que quer que lembre a riqueza em qualquer outra forma. Se em uma gravura como "Malabares", por exemplo, aparecem automóveis, é apenas como um pano de fundo, como a representação inevitável da platéia anônima de mecenas dos "artistas do semáforo".

Com esta atenção compassiva do artista dedicada à vida financeiramente menos favorecida, surgem representações do lazer e da festa populares, bem como de jogos e brincadeiras infantis. Assim, por exemplo, gravuras como "Carnaval" e  "Gafieira" mostram a diversão barata e acessível, enquanto que "Pipa" e "Burquinha", por outro lado, revelam a criança em seu lazer.

Esta é, certamente, uma exposição bem menos polêmica do que outras exposições anteriores de João Werner. Ao visitante será possível ver como um artista, em outras oportunidades tão iconoclasta e contestatório, pode ser, também, um narrador atento e empático da vida mais simples. Nestas gravuras, Werner assemelha-se àquele cronista a que se referiu Walter Benjamin, o qual, não distinguindo os grandes dos pequenos acontecimentos, não deixa que nada do que aconteceu possa ser considerado perdido para a história."

Serviço

Exposição individual com 24 gravuras digitais de temática urbana.

Visitação: de 30 de abril a 29 de junho de 2012

Local: Galeria João Werner, rua Piauí, nº 191, sala 71, 86010-420, Londrina, PR.

Horário: terças a sextas-feiras, das 14h às 20h, sábados, das 11h às 17h.

Entrada: gratuita, com monitoria.

Mais informações, clique aqui.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Programa de Ocupação de Espaço da Livraria Papo Café

cabeçalho

A livraria Papo Café e a Mucury Cultural lançam o Programa de Ocupação de Espaço com o objetivo de fazer circular a produção cultural de Teófilo Otoni e região e possibilitar uma programação cultural diversificada e constante.

Farão parte desta programação espetáculos de teatro, dança, shows musicais, exposições de artes plásticas, visuais e artesanato, lançamento de livros, ações de leitura, workshops, eventos e outras propostas culturais.

O Som no Beco é o projeto musical da livraria Papo Café que acontece uma vez por mês, aos sábados, e tem por objetivo apresentar cantores, grupos musicais e bandas de diversos estilos musicais.

O cinema também está contemplado neste programa por meio do Cineclube Eduardo Veloso, projeto da Mucury Cultural que terá programação quinzenal com longas, médias e curtas-metragens, animações e mostras de cinema. Pode ter sua programação estendida através de parcerias ou propostas.

Convidamos a todos os interessados em participar desta programação os interessados deverão preencher os formulários para cada categoria (clique aqui para ver as instruções de download dos formulários):

Cursos, Oficinas, Workshops;

Exposições e outros Eventos Culturais;

Teatro e Dança;

Som no Beco;

Envio das propostas:

O envio deverá ser feito por e-mail em um dos seguintes endereços eletrônicos: contato@mucurycultural.org ou papo.cafe@hotmail.com.

Prazos:

O prazo para resposta é de no máximo de 15 dias após a confirmação de recebimento da proposta por parte da Livraria Papo Café ou da Mucury Cultural.

Julgamento e publicação dos resultados:

A escolha, aprovação e o agendamento ficam sob a responsabilidade de representantes da Livraria e Papo Café e será comunicada aos proponentes por e-mail e publicada na página da Programação Papo Café no www.mucurycultural.org, (clique aqui para acessá-la).

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terça-feira, 27 de março de 2012

casa tomada 2º ciclo de portfólios

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segunda-feira, 12 de março de 2012

BICHOS CONTEXTURA

Retirado do Obvious em 12/03/12 do endereço:

http://lounge.obviousmag.org/imaginariun/2012/03/-contextura-refe-se-a-ligacao.html

A extrutura calidoscópica numa visão de fauna.

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Contextura refe-se a "ligação das partes que formam um todo", e definindo assim chega-se as obras de Masaki Suzuki. A artista, que hoje trabalha em Masako Shizuoka (Japão), diz nunca pensar no que ira desenhar, apenas seguindo um traço no papel, considerando somente as formas da natureza e da vida que as criaturas e plantas possuem. Assim, com grande série de detalhes e de forma refinada, ela cria diferentes animais numa mescla de monocromico e cromatizado em um cosmos de linhas e formas.

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Artigo da autoria de Hermann Vherner.

Como prévia aos interessados, curiosos ou mal intencionados, posso dizer que sou Biólogo, Taurino, Tranquilo e Apreciativo. Para mais, terá que experimentar!.

Saiba como fazer parte da obvious.

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http://lounge.obviousmag.org/imaginariun/2012/03/-contextura-refe-se-a-ligacao.html#ixzz1oumZLOeV

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Exposição “Escultura do Inconsciente”, de Tatewaki Nio

Retirado do site da FUNARTE em 01/03/12 do endereço:

http://www.funarte.gov.br/evento/exposicao-escultura-do-inconsciente-de-tatewaki-nio/

Mostra exibe parte do acervo fotográfico de Tatewaki Niko

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Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011

Mostra reúne parte do acervo fotográfico do artista visual Tatewaki Nio, que selecionou, para esta exposição, 24 fotos registradas a partir de 2006 sobre o cenário arquitetônico da cidade de São Paulo. “Escultura do Inconsciente” exibe edifícios abandonados e restos de demolição que, ao mesmo tempo em que provocam o senso estético e o questionamento social do espectador, sob o olhar fotográfico de Nio se transformam em “esculturas monumentais”. O projeto começou em 2006 e agrega, hoje, um total de 45 imagens.

Visitação:
Até 25 de março | De segunda a domingo, das 14h às 22h
Entrada franca

Local:Complexo Cultural Funarte São Paulo - Galeria Mario Schenberg Alameda Nothmann 1058. Campos Elíseos, São Paulo, SP
Informações ao público:

comunicacaosp@funarte.gov.br(11) 3662-5177

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Faop transforma tapumes de Ouro Preto em obra de arte a céu aberto

Retirado do site da SEC-MG em 01/03/12 do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/176-noticias-da-secretaria/687-faop-transforma-tapumes-de-ouro-preto-em-obra-de-arte-a-ceu-aberto

Exposição a céu aberto: Ex-alunos do Aro transformam tapumes do Centro Histórico de Ouro Preto em obras de arte

A Rua Padre Rolim, principal via de acesso ao Centro Histórico de Ouro Preto, ficou mais bonita com as intervenções artísticas do projeto Tapume + Arte feitas pela Fundação de Arte de Ouro Preto | Faop, entidade ligada à Secretaria de Estado de Cultura. A iniciativa, em parceria com a Prefeitura, transformou os tapumes que cercam a área afetada por deslizamento de terra próximo ao Terminal Rodoviário. As fortes chuvas do início deste ano provocaram queda de parte do Morro do Piolho, que atingiram a Rodoviária. 

No lugar do desastre, surgiu uma obra artística coletiva. Os tapumes viraram tela para a oficina de aderência com ex-alunos do  ARO | Formação em Arte, Restauro e Ofícios e do Comunidade + Arte. Com desenhos escolhidos pelos próprios participantes, os jovens deram um colorido especial à rua com a técnica grafite, sob a orientação dos professores Dinho Bento e Thiago Alvim.

Como uma exposição a céu aberto, os professores acreditam que o trabalho vai interferir no cotidiano tanto de moradores quanto de turistas que transitam pela área. “O processo de criação coletivo realizado pela oficina colabora com a melhoria da autoestima dos participantes, que aprendem a cuidar e intervir no ambiente, sem agredi-lo”, comentam.

Para a presidente da Faop, Ana Pacheco, as ações do Tapume + Arte são uma forma de mostrar que a arte pode surgir nos mais variados espaços. No caso específico da Rodoviária, os tapumes alegram o local e também dão esperança para quem transita pela rua. A arte tomou lugar da tristeza que as chuvas de janeiro trouxeram para Ouro Preto. “É uma maneira de acolher melhor os turistas que chegam à cidade, pois essa é a principal via de acesso ao centro histórico”, completa Ana Pacheco.

Tapume + Arte

A ideia do Tapume + Arte é criar uma obra de arte coletiva, que mobilize alunos, professores e a comunidade onde a edificação está inserida. É um projeto de intervenção artística urbana, com o objetivo de transfigurar a função de proteção que o tapume exerce em uma obra, transformando-o também em um objeto de contemplação, uma obra artística voltada para o espaço público.

O projeto surgiu durante a restauração da Casa Bernardo Guimarães, sede administrativa da Faop, entre os anos de 2005 e 2006, visando a instigar a comunidade de Ouro Preto a perceber que no local, nasceria um importante centro cultural da cidade. Depois, a iniciativa se estendeu a outros pontos da cidade, por exemplo a antiga Santa Casa, e serviu de inspiração inclusive para intervenções e oficinas em outros municípios, como Betim. Em fevereiro deste ano, a iniciativa também decorou Ouro Preto para o Carnaval , com a pintura dos tapumes colocados para preservar o patrimônio e salvaguardar os foliões em outros dois locais da cidade: Ponte dos Contos (Centro) e Murinho dos Namorados (bairro Rosário).

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Exposição de Almandrade em São Paulo

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Almandrade - pelo(s) pubianos amor de deus- 2003

escultura de carpete  1982

escultura madeira _ 1986


monumento à arquitetura moderna 1978

Exposição de Almandrade em São Paulo

Por Francisco Antônio Zorzo - Professor da Ufba

A exposição de uma artista plástico como Almandrade, na Caixa Cultural de São Paulo, permite que se avalie a qualidade da produção baiana. Essa é uma excelente oportunidade para se constatar a coerência do projeto estético do multi-artista e festejar o seu reconhecimento nacional.

Desde a década de 1970, Almandrade incorporou às suas peças a atitude crítica da arte contemporânea. Tendo uma formação universitária como arquiteto pós-Brasilia, veio a assumir uma posição autônoma em relação à geração anterior, que foi muito festejada na Bahia, composta por artistas tais como Cravo Jr., Scaldaferri e Paraíso, entre outros.

Nos primeiros tempos, orientou-se pela abstração construtivista, mas depois derivou por um caminho próprio. Em suas relações com artistas que circulavam ao nível nacional, se aproximou bastante dos criadores Hélio Oiticica e de Lígia Clark e de poetas como Dias Pino e Ferreira Gullar.

Uma lâmina gilete pendurada dentro de uma garrafa compõe um objeto criado por Almandrade que gerou fértil polêmica. Como interpretar um objeto que incorpora significados múltiplos e cortantes, do vidro e do aço da realidade? Cada objeto construído depende do sentido agregado pelo artista e pelo espectador. Da parte do escultor, uma atribuição de sentido que lhe correspondeu a uma experimentação e a uma reflexão singular. No olhar do expectador a

leitura pode ir do vértice do absurdo ao erotismo-vulgar de um corte na pele.

No livro que publicou recentemente reunindo análises realizadas no correr de sua trajetória, Escritos sobre Arte, Almandrade deu a pista para muito de seus truques e procedimentos operativos. O importante, no caso da produção desse artista “cult” baiano é que obras e discursos se traduzem um ao outro, bem como conservam sintonia com sua proposta estética. Essas reflexões são importantes, porque a estética engendrada não atendeu a nenhuma chamada gregária no sentido de banalizar a arte baiana.

Como pode um objeto ser capaz de, ao mesmo tempo, causar uma fruição direta e uma decodificação crítica? As obras

de Almandrade primam pela simplicidade e pela economia de meios. Ele certamente está entre os menos barrocos produtores visuais do período entre os anos 1980 e 2000 no Brasil. Os objetos e pinturas discutiram sempre os conceitos em voga e instalaram a cunha de resistência de um pensamento rigoroso.

Para deixar mais um exemplo de suas criações, vale retomar um objeto que expôs numa galeria do Rio Vermelho, anos atrás. Um instrumento quadrado composto de duas peças sobrepostas, uma grande azul e uma pequenina dourada no meio, sendo a primeira delas vazada e riscada com linhas brancas. Esse objeto poético-visual foi denominado “Violão da Bossa Nova”. Ao fazer soar esse violão quadrado soar, Almandrade conduziu, como um mestre, seu olhar reflexivo e solitário sobre os campos das artes e da cultura contemporânea no país.


Aalmandradelmandrade (Antônio Luiz M. Andrade)

Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta.

Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio);

Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional;

Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974;

Realizou cerca de vinte exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 1975 e 1997;

Escreveu em vários jornais e revistas especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo;

Prêmios nos concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82;

Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1986;

Editou os livretos de poesias e/ou trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso", "Poemas", "Suor Noturno" e Arquitetura de Algodão".

Prêmio Copene de cultura e arte, 1997. Tem trabalhos em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia e Pinacoteca Municipal de São Paulo.

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