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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Música Minas reúne rappers e demais agentes do Hip Hop para recolher sugestões políticas para a área

Do Música Minas

O Programa Música Minas promove neste sábado, 26 de outubro, um encontro com artistas, produtores, técnicos e demais agentes culturais para conversar sobre as demandas do Movimento Hip Hop mineiro, com foco na música.

A consulta pública é aberta a todos os interessados e será realizada a partir das 16h, no auditório do 3º piso do Shopping UAI, em frente à Rodoviária de Belo Horizonte. A reunião tem presença confirmada de representantes do interior e região metropolitana de Belo Horizonte e busca dialogar com outros movimentos de periferia como o samba.

A conversa é a primeira de uma série que busca mapear demandas e propor ações capazes de atender necessidades específicas de segmentos importantes da cena musical mineira –casos do rap ou das guardas de congado, por exemplo, que ainda encontram dificuldades de acessar os benefícios do Programa.

Organizador do encontro, Francislei Henrique (o DJ Francis), do NUC (uma das entidades do Fórum da Música de Minas Gerais), reconhece que “o Movimento Hip Hop quase sempre tem um discurso de contestação ao governo.” Segundo ele, no entanto, “isso não acontece por opção, mas pela falta de espaço para estabelecer um diálogo linear.”

“É muito importante quando o governo, através de políticas públicas, convoca esse público e atende as demandas de uma população historicamente excluída”, diz Francis. A cultura e a arte têm papel fundamental para suprir as expectativas tanto do governo quanto dos movimentos sociais”, conclui.

O Música Minas é uma ação compartilhada entre poder público e sociedade civil, por meio de convênio entre o Governo de Minas (via Secretaria de Estado de Cultura) e o Fórum da Música de Minas Gerais, representado na temporada 2013/2014 pelo VALEMAIS – Instituto Sociocultural do Jequitinhonha.

Em seu quinto ano, o Programa constitui uma grande vitória para a cena musical de todo o Estado. Mais que promover trabalhos artísticos, o Música Minas tem trabalhado no sentido de qualificar os agentes do setor, gerar oportunidades e construir pontes que promovam a sustentabilidade de carreiras na cadeia criativa e produtiva da música.

O atual Núcleo Gestor é composto por Guilardo Veloso, Francisco Cereno, Gabriel Murilo e Israel do Vale –todos pela primeira vez à frente da condução do Música Minas. A nova gestão assumiu no segundo semestre desse ano. Desde então, vem intensificando a aposta em processos de construção coletiva, com foco na transparência, descentralização e no diálogo permanente com o setor.

Dentro dessa política, as reuniões ordinárias do Fórum da Música de Minas Gerais (instância que reúne as entidades responsáveis pela formulação de diretrizes do Música Minas), agora são transmitidas ao vivo pela internet –todas as terças, a partir das 19h. A novidade permite que agentes culturais do interior tragam contribuições para a construção e o aprimoramento das políticas públicas voltadas para o setor.

Responsável pelas diretrizes do Programa, o Fórum da Música reúne sete entidades organizadas e representativas do setor musical: AAMUCE (Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina), Associação Mucury Cultural, FEM (Fora do Eixo Minas), Grupo Cultural NUC, Rede Catitu, SIM (Sociedade Independente da Música) e VALEMAIS  - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha –signatário do atual convênio.

Consulta Pública com o Movimento HIP HOP

Sábado | 26 out | 16h | Shopping UAI - Auditório do 3º piso

Rua Saturnino de Brito, 17 - Centro (em frente à Rodoviária de BH)

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terça-feira, 26 de março de 2013

Rap - Percurso e Cicatriz

Por Phyl D. Martins · Belo Horizonte, MG

“Mesmo sendo soldados da paz, temos que estar preparados pra guerra" Hudson

O homem tem sorriso fácil, lábia boa e o corpo marcado por estouros de revólver. Foram três calibres diferentes usados em regiões diversas de seu corpo. Os passos dele são um pouco desalinhados e falta-lhe um dos olhos, fenda sutilmente disfarçada por um olho de vidro. Hudson tem o rap da paz e o da guerra na ponta da língua e tem lastro o suficiente para tocar a segunda maior favela do Brasil com seu testemunho.

Todo o Aglomerado da Serra conhece Hudson Iceband, um dos criadores da Rádio Favela, fomentador da cultura Hip Hop, que, quando jovem, foi um criminoso destinado às celas e à morte. Sua figura era temida por crianças e suas ações causavam pavor ao redor. A mudança veio, e não construiu um herói ou o estereótipo pronto do bandido convertido ao bem, mas um repertório orgânico da evolução racional - um cartão de visitas popular reafirmado por sua trajetória.

Dentro de seu carro, pelas ruelas do morro, a passagem dele gera um impacto mínimo nos passantes, que o olham e lhe abrem um sorriso, talvez sincero, talvez diplomático. Desde 1997 ele desenvolve o projeto “Hip Hop - Educação Para Vida”, mediando conflitos entre alunos das escolas públicas por meio de atividades criativas. Os objetivo são impedir que crianças e adolescentes ingressem no mundo do crime e fazer valer a cultura da favela, considerada marginal.

O convite dele é ele mesmo, apresentando uma história mais comum do que se possa imaginar, guardadas as devidas proporções, e algumas alternativas de expressão artística. Ontem (23/03), por exemplo, seu projeto ocupou o Centro Cultural Vila Marçola, onde o rapper se apresentou para uma gurizada eufórica e faminta por rap. Lá, proporcionou também a primeira apresentação do grupo Garottas Bad, composto por jovens moradoras do Aglomerado e participantes do projeto de Iceband. Teffy Angel (Stéphannye, 17 anos) é uma das vocalistas do grupo e se sentia “suave” por mostrar para o público suas pŕ;;;;oprias composições.

Além de fomentar “a troca das armas por microfones”, o projeto, vencedor do prêmio Bom Exemplo 2012, evidencia a estética crua da comunidade, com todas as suas possíveis distor

ções do padrão social estabelecido pelo senso comum. O quadro era o seguinte: Indi (Indiara, 17 anos), integrante do Garottas, no alto de seu estilo, encarava seu primeiro show. Com uma mão agarrava o microfone, com o ombro mantinha uma fralda de pano e com o outro braço nanava seu filho, o pequeno David, de 8 meses.

Talento não é o ponto central, e sim a participação efetiva da comunidade, num esfoço coletivo de agentes culturais e mobilizadores sociais, que se empenham diariamente em deixar claro aos moradores as possibilidades de não serem tatuados pelas marcas da violência, bem como se agitam nas provocações à efervescência cultural.

Matheus M-Hesh (10, irmão de Teffy Angel) foi um dos que se apresentaram pela primeira vez. Ele performou “Rolex”, um trabalho autoral inspirado no cantor americano Jay Z. Hugo Iceband, logo no princípio desta narrativa, já havia notado que, para que seu convite fosse aceito, teria que conduzir a situação a partir de um viés sagaz: o da realização de desejo. Até mesmo de quem, por conta da pouca idade, pode não saber realmente o que desejar.

Confira as fotos - http://bit.ly/X2KFzq

Retirado do Overblog em 26/03/13 do endereço:

http://www.overmundo.com.br/overblog/rap-percurso-e-cicatriz

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Duelo de MCs comemora 5 anos

Retirado do Mídia Romã Livre em 10/08/12 do endereço:

http://www.romamidialivre.com.br/2012/08/duelo-de-mcs-comemora-5-anos/

O Duelo De MCs completa 5 anos de espetáculos na sexta-feira, dia 24 de agosto. Para comemorar, o Coletivo Família de Rua preparou uma programação especial, com quatro semanas de festas dedicadas a cada um dos elementos da Cultura Hip Hop. Por fim será promovido o Duelo de MCs Nacional, evento que reunirá MCs de sete cidades brasileiras, batalhando no palco. Todas as atrações acontecem debaixo do Viaduto Santa Tereza e têm entrada franca.

Confira a programação:

3 de Agosto – Noite de Danças

As comemorações pelos 5 Anos do Duelo de MCs começam na noite de três de agosto com uma festa que celebra os mais diversos estilos das danças urbanas, com batalhas de B.Boys, Hip Hop Dance, House e Locking, exibição de vídeos e apresentação de dançarinos da velha guarda do soul de Belo Horizonte.

10 de Agosto – Noite do Graffiti

O Graffiti é o tema da noite de 10 de agosto. Para ocasião, diversos artistas serão convidados com a missão de produzirem um grande painel temático, intervindo em muros localizados nos arredores do Viaduto Santa Tereza. A noite do Graffiti também contará com intervenções de MCs a partir de temáticas oriundas do universo do Graffiti e da Street Art. Será realizado ainda desfile com grifes que dialogam com a estética do Grafitti.

17 de Agosto – Noite de DJs

Na terceira semana de agosto, o Duelo de MCs será dedicado aos DJs, os maestros da Cultura Hip Hop. Nesta data será realizado um grande encontro no palco do Viaduto Santa Tereza, com a presença de importantes nomes da arte dos toca-discos.

24 de Agosto – Duelo de MCs Tradicional

O Duelo de MCs completa exatos 5 anos em 24 de agosto. Nesta data, o encontro volta às suas origens e acontece na Praça da Estação, cartão postal de BH, em frente ao Projeto Miguilim, local onde tudo começou. Para a noite dedicada aos MCs, a Família de Rua convida oitos duelistas da primeira geração de artistas que protagonizaram duelos e encontros memoráveis no centro de Belo Horizonte para reviverem esses momentos. A noite ainda contará com show de Kdu dos Anjos.

Para fechar a programação comemorativa, na tarde de 26 de agosto o Viaduto Santa Tereza receberá a esperada final do Duelo de MCs Nacional:

Duelo de MCs Nacional

O Duelo de MCs Nacional vai acontecer embaixo do Viaduto Santa Tereza, berço do Duelo de MCs, na tarde de 26 de agosto de 2012. Na ocasião, representantes de 7 cidades brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória) sobem ao palco para disputar, verso a verso, o título do melhor MC improvisador do país. Além dos duelos improvisados o evento também contará com apresentações de dança, intervenções de Graffiti e oficinas, atividades que se espalham pelo grande corredor do Viaduto Santa Tereza, celebrando as raízes do Hip Hop.

Cinco Anos Ocupando as ruas

Aquele encontro que começou tímido, com uma roda formada por 20 pessoas atentas à performance de alguns MCs locais, hoje se tornou um dos mais maiores e mais expressivos encontros da Cultura Hip Hop no Brasil. A cada noite de sexta-feira o Duelo reúne cerca de mil e quinhentas pessoas debaixo do Viaduto Santa Tereza, no centro da cidade. Gente de todas as regiões da cidade, de diversas idades e diferentes classes sociais se junta para viver e celebrar esse encontro único das artes e artistas do Hip Hop.

São MCs, DJs, dançarinos, dançarinas, grafiteiros e grafiteiras que fazem da rua, do espaço público, do concreto de um viaduto, o seu grande palco, transmitindo ali toda a beleza, essência e originalidade das manifestações artísticas que nasceram nos subúrbios do Bronx, em Nova York, no início da década de 1970.

Dias 3, 10, 17, 24, 26 e 27 de agosto de 2012

Sexta-feira, a partir das 20h

Local: Debaixo do Viaduto Santa Tereza, em frente à Serraria Souza Pinto

Entrada Franca

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Beco da Rima

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Cultura hip hop nas ruas da cidade

Retirado do Suvaco de Cobra – Hip Hop em 08/05/12 do endereço:

http://suvacodecobrahiphop.blogspot.com.br/2012/05/cultura-hip-hop-nas-ruas-da-cidade.html

Ações acontecem até o dia 13, de graça, nos bairros Barreiro, Serrano e Centro

A exemplo do que aconteceu no Morro das Pedras, em março, a nova etapa do projeto Palco Hip Hop 2012 tem atividades programadas para bairros da capital a partir de hoje até domingo, com programação inteiramente gratuita.

De acordo com Victor Magalhães, coordenador do projeto, o interessante é o fato de o evento ser realizado em bairros periféricos, descentralizando a ação cultural da área central. "Esse tipo de ação é essencial para facilitar o acesso e integrar as pessoas. Também mostra a importância de se redescobrir a cidade e enxergar a arte produzida para ela", conclui.

No show de encerramento, com apresentação de vários artistas, entre eles, o DJ Nedu Lopes, DJ Roger Dee e DJ Doseph; Arte Favela; Duelo de MCs; e o rapper Emicida. Para Monge MC, que também está na programação, Belo Horizonte passa por um momento de efervescência cultural. "O projeto potencializa esse cenário e prova o quanto a juventude da cidade tem reais condições de propor ações relevantes para nossa cultura", diz. O show será realizado em frente à PUC Barreiro (avenida Afonso Vaz de Melo, 1.200, Barreiro de Baixo). Informações no site: www.palcohiphop.com.br/programacao.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Duelo de MC’s – Edição Especial

Retirado do Romã Mídia Livre em 24/02/12 do endereço:

http://www.romamidialivre.com.br/2012/02/duelo-de-mc%E2%80%99s-%E2%80%93-edicao-especial/

Sexta-feira, 24 de fevereiro, tem Duelo de MC’s em edição especial. O desafio, agora, envolve oito MC’s de Belo Horizonte e oito do Distrito Federal. O local da “batalha” é o palco do Viaduto Santa Teresa, cujas pilastras serão grafitadas por Mone e Celo. Pontualmente, às 21 horas.

Realização do coletivo Família de Rua, o Duelo de MC’s ocupa semanalmente o Viaduto Santa Tereza, com o melhor das manifestações artísticas do Hip Hop.

Dia 24 de fevereiro de 2012

Sexta-feira, às 21h

Local: Viaduto Santa Tereza

Entrada: Franca

Classificação etária: Livre

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dexter: 'Mídia quer criar movimentinho paralelo ao rap'

Retirado do site da MTV em 03/01/2012 do endereço:

http://mtv.uol.com.br/musica/dexter-midia-quer-criar-movimentinho-paralelo-ao-rap 

Foto: Divulgação

Rapper fala sobre a realidade do rap nas periferias e dá uma dura na nova cena

Por Guilherme Ribeiro

2011 acabou e, como todos sabem, o rap desceu a Rua Augusta e escalou a pirâmide social brasileira entre um destaque e outro que começou a cantar temáticas diferentes das que, ao som de Racionais, Sabotage ou 509-E, mobilizavam as favelas há alguns anos. Mas como ficou o movimento que permaneceu na essência da periferia e da luta social?

Pra sabermos mais sobre o ano desse rap que foi pouco pautado pela imprensa, procuramos Dexter, ex-509-E, uma das grandes referências do hip hop militante, que lamenta o fato de a mídia ter "usado seus companheiros" Criolo e Emicida, acha o funk "degradante" e acusa os meios de comunicação de tentarem criar um "movimentinho paralelo ao rap combativo". Confira a entrevista abaixo na íntegra.

COMO FOI 2011 PARA O SEU RAP?

Neste ano eu fiz show até umas horas e em toda a rua que eu pisei tinha lá uma multidão me esperando. É claro que faltaram algumas coisas como o disco do Racionais que não veio, apesar de o Brown ter soltado uma música para o filme Marighella que está todo mundo ouvindo na favela, tocando em rádios comunitárias. Mas a verdade é que não teve uma divulgação do nosso rap, não é interessante pra mídia divulgar um show do Racionais, do Dexter, ou de outros que seguem a mesma linha, a não ser que ela vá lucrar com isso.

"Não é interessante pra mídia divulgar um show do Racionais."

CRIOLO, EMICIDA, RASHID...

O Emicida, o Criolo, o Rashid apareceram na mídia porque o rap deles não é tão contestador quanto o nosso. Não estou de forma alguma menosprezando o trabalho dos meus companheiros, mas o nosso rap nunca apareceu e não é feito para aparecer na televisão.

"Se você perguntar por Emicida na favela, ninguém vai ter idéia de quem é."

Eles são muito bons, inclusive esses dias eu estive com o Emicida, fiz uma participação no show dele, assim como ele já participou de show meu. Só que a mídia está tentando criar um movimentinho do rap e o Emicida e o Criolo não deveriam abraçar essa fita, porque a nossa cultura não é um movimentinho paralelo, é um todo, muito maior do que este que a TV quer criar, que tanto é paralelo que se você perguntar por Emicida na favela, ninguém vai ter idéia de quem é.

NOVOS NOMES

Entre os nomes que se firmaram em 2011 destaco Rosana Bronk's, que tem a ver com a nossa pegada, que faz rap engajado, tem o Nego Jam, do Duke Jam Nação Hip Hop, e o Gregory, do Total Drama, que apareceu bastante esse ano e vem com disco novo em 2012.

"Destaco Rosana Bronk's, Nego Jam e Gregory."

FUNK NA FAVELA

O funk é um atrativo. A galera quer se divertir também e não ficar só falando de problema, até porque o rap trata muito disso, de desigualdades, questões raciais e tal, então o funk ocupou um espaço um pouco maior na favela e eu atribuo isso ao fato de a gente não ter um material maior na rua.

Talvez não estejam ouvindo tanto rap na rua, mas existe uma grande diferença entre o nosso movimento e o funk, o nosso rap é cultura, o funk é atrativo. E, sinceramente falando, a mensagem do funk pra mim é degradante, ela degenera, os caras não estão nem aí com nada, vangloriam o crime, colocam a mulher como objeto sexual e está tudo certo, é diversão, putaria.

Eu tenho vários amigos do funk, respeito, mas não posso legitimar a música dos caras porque vai contra o que eu canto. Eles querem ganhar dinheiro, querem mulher, querem carro, ouro, eu não quero nada disso, você vê que o crime está crescendo e não é isso que o rap prega.

"A mensagem do funk pra mim é degradante, ela degenera."

PRISÃO

Eu, graças a Deus, ganhei minha liberdade neste ano. Mesmo preso, desde 2008 o juiz estava me liberando pra fazer shows, e agora, com a minha liberdade, estou conseguindo tocar projetos como o 'Como vai ser o Mundo', lá em Guarulhos.

LUTA POLÍTICA

O rap é isso, agora a gente não pode obrigar as pessoas a lutarem também. O rap salva vidas, porque a minha foi salva pelo hip hop, e a geração de 1990 - a minha - mudou a forma de pensar. Hoje, parceiros da minha geração que se engajaram no movimento, ocupam cadeiras importantíssimas dentro da sociedade. Temos o Rappin Hood na 105, o Max B.O no programa Manos e Minas, o Márcio Santos, representando =o hip hop na Secretaria da Cultura de São Paulo, então, quem entendeu a mensagem do rap se deu bem e está aí.

"Ela [a mídia] prefere mostrar o movimento dos boy pedindo maconha"

Se o boy vai pra rua pedir a liberação da maconha, eu acredito que o hip hop jamais vai fazer isso, a gente quer é comida na mesa do nosso povo, que a saúde melhore, que tenha boa condição financeira, e a gente tenta por isso na cabeça do nosso povo com as nossas letras, mas os movimentos sociais da favela a mídia não mostra e ninguém vê. Ela prefere mostrar o movimento dos boy pedindo maconha.

Eu acredito que o nosso movimento é de esquerda, é uma cultura de esquerda, e a gente faz o que precisa ser feito dentro da nossa comunidade, e a gente não quer ficar mostrando nada pra ninguém não. Fazemos questão de nós mesmos colocarmos a mão na massa. Estamos fazendo a nossa parte e fazendo a diferença.

"Se o boy vai pra rua pedir a liberação da maconha, eu acredito que o hip hop jamais vai fazer isso, a gente quer é comida na mesa do nosso povo"

EM COMPARAÇÃO AOS ANOS 90

Hoje nós queremos as mesmas coisas. Algumas a gente conquistou e por isso não estamos batendo na mesma tecla, até alguns estão cantando sobre outros assuntos, mas isso não quer dizer que não estão com a gente na luta. O que pode mudar são os timbres, a batida, a elevada e tal, mas a essência é a mesma.

RAP CAFETÃO

É uma realidade dos gringos, mas agora aqui é outra situação, é outra realidade, eles já passaram pela situação que a gente está passando de valorização da cultura e, inclusive, eu acredito que alguns deles estão voltando a fazer isso agora. É o caso do Snoop Dogg que veio pro Brasil recentemente e disse em reportagem que queria voltar a fazer um rap pra mudar a mentalidade das pessoas, rap que fale de consciência.

"Rap cafetão é uma realidade dos gringos, mas agora aqui é outra situação, é outra realidade."

GOVERNO PT

Já melhorou muita coisa, mas a elite sempre dá um jeito de ganhar mais, seja pela corrupção, seja como for. Mas acredito que a favela tem que correr atrás do seu também, tem que estudar, mostrar o seu potencial.

A Dilma ainda tem muito pra fazer, mas a gente acredita muito nela. É uma mulher que participou de guerrilhas e conhece o sofrimento do nosso povo. Vamos acreditando até chegar naquilo que a gente acredita ser o ideal, que é a igualdade social. Mas é tudo um processo, como você vai mudar em nove anos uma coisa que demorou 500 anos pra ser construída de forma errada?

"A elite sempre dá um jeito de ganhar mais, seja pela corrupção, seja como for."

E 2012?

Produtores de outros segmentos estão dizendo que 2012 é o ano do rap. Este ano nós fizemos muitas coisas, mas nem vai se comparar ao ano que vem que vem o disco do GOG, do Racionais, do MV Bill, a rapaziada escolheu 2012 pra lançar os seus materiais, diferente deste ano que veio pouca coisa nova e o que ficou marcado foram os shows e as trocas de ideias pelo Brasil inteiro.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Participe do Rap Mineiro .Com

Retirado do site Rap Mineiro em 11/11/2011 do endereço:

http://portal.rapmineiro.com/2011/04/participe-do-rap-mineiro-com.html

Nossa Idéia inicial ...

Adicionar um numero de colaboradores para estar postando conteúdos no site, sendo que dividimos o site em categorias, onde vamos inserir pessoas para ficar responsável na categoria escolhida por ele.

Como muitos não sabem, o site não tem nenhum apoio financeiro. ( Tiramos do nosso bolso, para manter as despesas, nunca ninguém investiu uma moeda no nosso projeto)  Não recebemos e não temos condições de pagar pessoas para colaborar. (só pra deixar bem claro).

É sabido por muitos que a internet é um espaço singular e de grandes possibilidades na ampliação do conhecimento e  divulgação. A Equipe Site Rap Mineiro.Com reconhece este valor, por isso tem investido neste espaço. Além de um site mais moderno e dinâmico, e da nossa presença nas redes sociais virtuais, nossa intenção é construir um relacionamento mais forte, oferecendo este espaço para troca de informação, divulgação e discussão que envolva nossa cultura.

Precisamos de Pessoas para as seguintes áreas:

Artigos: As pessoas responsáveis por esta categoria vão postar seus artigos, que envolva a Cultura Hip Hop de Minas Gerais.

Noticias: As pessoas responsáveis por esta categoria, vão  postar noticias que acontecem sobre a Cultura Hip Hop de Minas Gerais.

Rap Gospel: As pessoas responsáveis por esta categoria,  vão postar arquivos, fotos, divulgação que envolva a Cultura Gospel de Minas Gerais.

Downloads e Cds: As pessoas responsáveis por esta categoria,  vão postar CDs e Mixtapes, que Artistas e pessoas envolvidas na Cultura Hip Hop de Minas Gerais, Sendo necessário estar solicitando os responsáveis por esta categoria, para colocar o material disponível para que o publico do site possa fazer o download.

Grupos de Rap:  As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando sobre os grupos de rap de Minas Gerais, colocando release, vídeo, imagens, trabalhos disponíveis para downloads , contatos do grupo e outros.

Fotos:  As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando fotos de eventos, acontecimentos que envolva o Site Rap Mineiro .Com. Somente fotos e imagens que acontece dentro de Minas Gerais.

Eventos: As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando fotos de eventos, e fazendo a divulgação dele dentro do site. Assim também como coberturas de eventos para posteriormente estar adicionando nas postagem os resultados dos eventos ocorridos dentro de Minas Gerais.

Multimídia: As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando vídeos e  multimídia de pessoas que estão envolvida dentro da Cultura Hip Hop de Minas Gerais.

Dj’s: As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando artigos de Dj’s.

Mc’s: As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando artigos de Mc’s.

Grafite:  As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando artigos de Grafite.

B-boy e B-girl: As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando artigos de B-boys e B-girls.

Rap Nacional:  As pessoas responsáveis por esta categoria, vão estar postando artigos, fotos, noticias, eventos, grupos e outros que acontece fora do Estado de Minas Gerais.

Web Radio: As pessoas responsáveis por pela nossa Web Rádio, vão estar fazendo programas, onde é necessário a pessoa ter Banda Larga, Microfone, Horário fixo disponível na net, instalar os programas necessários para estar conectando em nosso servido de web radio, para estar fazendo o seu programa

Para trabalhar conosco e ser nosso parceiro, você precisa:

Ter facilidade de acesso à Internet, pouco importando se a conexão seja sua ou de terceiros, ter disponibilidade de tempo, pouco importando se você tiver outra ocupação.

Ter credibilidade suficiente para se relacionar com outras pessoas, ter consciência de que irá desenvolver um trabalho sem remuneração, sem vínculo empregatício com o site "Rap Mineiro .Com".

Para desenvolver seus trabalhos, você deverá:.

Tratar as pessoas com urbanidade e respeito. E respeitar as nossas regras descritas no site. VEJA AS REGRAS AQUI

Caso venha fazer parte de nossa Equipe:

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domingo, 6 de novembro de 2011

Chico Buarque faz rap em resposta a Criolo em novo show

Retirado do Eus-R em 06/11/2011 do endereço:

http://eusr.wordpress.com/2011/11/06/chico-buarque-faz-rap-em-resposta-a-criolo-em-novo-show/

Por: MARCUS PRETO

ENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE

A maior surpresa do novo show de Chico Buarque, que estreou neste sábado em Belo Horizonte, foi uma citação, em forma de rap, ao cantor paulista Criolo.

No penúltimo número antes do bis, Chico respondeu à versão de “Cálice” que Criolo anda apresentando em shows.

Os versos de Chico relembram o dia em que ele ouviu uma música que “parece aquela cantiga antiga minha e do Gil”. E segue:

“Era como se o camarada dissesse: ‘Bem-vindo ao clube, Chicão, bem-vindo ao clube”. Valeu, Criolo Doido! Evoé, jovem artista. Palmas pro refrão do rapper paulista.”

Em seguida, Chico canta os versos de Criolo:

“Pai, afasta de mim a biqueira/ afasta de mim as ‘biate’/ afasta de mim a ‘cocaine’/ pois na quebrada escorre sangue.”

No mês passado, Criolo cantou sua “Não Existe Amor em SP” com Caetano Veloso no VMB, prêmio da MTV.

Veja o Video de Cálice com Criolo:

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sábado, 5 de novembro de 2011

Imagens e sons da periferia

 

retirado do Eus-R em 05/11/2011 do endereço:

http://eusr.wordpress.com/2011/11/03/imagens-e-sons-da-periferia/

1ª Mostra Favela É Isso

De sexta a domingo

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro)

Entrada gratuita


Há cerca de 7 anos, a ONG Favela É Isso Aí vem desenvolvendo uma série de ações voltadas ao apoio e à divulgação de iniciativas artísticas e culturais produzidas nas periferias de Belo Horizonte e de outras cidades brasileiras. É justamente com o intuito de reunir e apresentar ao público o resultado de duas de suas principais realizações que acontece, de hoje a domingo, no Sesc Palladium, a 1ª Mostra Favela É Isso Aí.

“Sempre fizemos eventos particulares para celebrar o encerramento de nossos projetos e, neste ano, decidimos reunir tudo em apenas uma mostra. Acredito que, desse modo, a produção ganha, ao mesmo tempo, consistência e visibilidade”, defende a antropóloga Clarice Libânio, coordenadora-executiva do evento e da ONG Favela É Isso Aí, em referência às atrações musicais oriundas do projeto Diversidade Cultural e aos vídeos selecionados para o 3º Festival Imagens da Cultura Popular Urbana.

Navalah. Formada em 2003, no glomerado da Serra, a banda mistura grunge, punk e pop alternativo. Quando? Sábado, a partir das 20h (ao lado de Cacá Gualberto).
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

“De um lado, os artistas têm a oportunidade de produzir e expor seus trabalhos com qualidade, em um espaço situado no centro da cidade, o que facilita o acesso a distintos públicos. De outro, a própria cidade passa a ter ao alcance uma produção pouco conhecida, podendo, a partir desse encontro, reduzir preconceitos e construir debates qualificados”, completa.

Programação. No contexto do estreante projeto Diversidade Musical, serão apresentados à população de Belo Horizonte seis artistas relacionados a diferentes estilos musicais e diversas regiões da periferia da cidade.

“Trata-se de um projeto que teve origem no ano passado, por meio do lançamento de um edital que obteve cerca de 60 inscrições. A ideia desse edital era mostrar a diversidade musical das vilas e favelas e o que apresentamos, nesse sentido, são artistas que representam rap, funk, rock, MPB, sertanejo e chorinho”, descreve Clarice, sobre as seis atrações que se apresentam de hoje a sábado, sempre a partir das 20h.

A Corte Convida. Participante assíduo do Duelo de MCs, o grupo mistura MPB, samba e rap. Quando? Amanhã, a partir das 20h.
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

“Depois de selecionados, os artistas tiveram conversas com o César Maurício, coordenador artístico do projeto e da mostra, sobre o desenvolvimento de seus trabalhos, assim como foram produzidos videoclipes, fotos e vários materiais que devem facilitar a sua circulação por outros circuitos”, explica a antropóloga, que entende a iniciativa como um estímulo à carreira dos artistas contemplados.

Já o Festival Imagens da Cultura Popular Urbana, em sua 3ª edição, tem como principal objetivo a divulgação de curtas, médias e longas-metragens que se voltem à cultura das periferias das grandes cidades.

“Se nas outras edições recebemos inscrições de vários Estados brasileiros e até mesmo do Paraguai, esse ano tivemos muitas inscrições de Belo Horizonte e dos municípios da região metropolitana, o que aponta, em certo sentido, uma nova direção para o festival”, analisa Clarice.
Além dos inscritos, conta, a mostra traz algumas obras convidadas, como os longas “8 Mil”,
direção coletiva, e “Uma Avenida no Meu Quintal”, de Frederico Triani e Samira Motta.

Mc Fael. Morador do Conjunto Granja de Freitas já acumula dez anos de carreira dedicada ao funk e seus desdobramentos. Quando? Amanhã, a partir das 20h.
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

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