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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Conheça e participe do Mapa da Cultura do Vale do Mucuri

Mapa da Cultura do Vale do Mucuri_thumb[5]

Precisamos, nos conhecer, há diversas iniciativas, projetos, ações e trabalhadores da cultura espalhados em toda a região, e nos mapearmos é o primeiro passo para nos articularmos e trabalharmos ainda mais fortemente para o desenvolvimento do setor cultural de nossa região. Esta é a proposta desta iniciativa.

Nós da Associação Mucury Cultural atuamos na pesquisa, produção cultural e promoção do patrimônio material e imaterial do Vale do Mucuri, potencializando nosso trabalho, estabelecemos uma parceria com a Artéria Cultura e Cidadania para o mapeamento da dinâmica cultural, manifestações, agentes, produtores, gestores, equipamentos e locais de fruição cultural no nordeste de Minas Gerais.

Com as informações deste Mapa da Cultura do Vale do Mucuri, teremos maior visibilidade às ações desenvolvidas, às instituições e aos trabalhaores da cultura, o que contribuirá muito na obtenção de informações e indicadores culturais que subsidiarão nossos projetos e propostas, assim como facilitar trabalho do poder público no fomento de programas culturais e ações estruturadoras no âmbito das políticas públicas de cultura.

O Mapa da Cultura é um Software Livre sobre a licença GPLv3, desenvolvido em Ruby on Rails 3.2.13 com base de dados em PostgreSQL, utilizando o OpenLayers (Open Street Map).

E como fazer?

1. Clique aqui para fazer seu cadastro. Crie seu login e senha.

2. Clique aqui para cadastrar sua atividade, empreendimento, projeto, ação, grupo, entidade ou coletivo.

3. E pronto!

Dúvidas? contato@mucurycultural.org.

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Seminário articula ações em rede no Vale do Jequitinhonha

Enviado por Valemais

SEMINÁRIO RENOVA VOCAÇÃO DO VALE DO JEQUITINHONHA PARA A COOPERAÇÃO CULTURAL E ARTICULA AÇÕES EM REDE

Encontro pretende reunir agentes culturais de 40 cidades para discutir fortalecimento do trabalho colaborativo e construção compartilhada de políticas públicas

O Vale do Jequitinhonha se posiciona novamente como um importante pólo de cooperação cultural no estado de Minas Gerais, na segunda quinzena de fevereiro. Um dos mais ricos, diversos e pulsantes centros de produção e reflexão da cultura mineira, a região acolhe entre os dias 21 e 23 de fevereiro o encontro Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha, que espera reunir artistas, agentes culturais, profissionais do setor e gestores públicos e privados de pelo menos 40 cidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, até 10 de fevereiro.

O objetivo é rearticular o expressivo movimento de valorização cultural da região iniciado em torno do Jornal Geraes, em 1978. Desde então, inúmeras outras ações e entidades se constituíram com finalidade parecida, mas sem uma atuação coordenada, em bloco, que permitisse fortalecer o conjunto dos envolvidos, ajudar a sedimentar o trabalho em rede e fomentar a construção compartilhada de políticas públicas para a área, em conjunto com o poder público municipal, estadual e federal.

A iniciativa é do Valemais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Araçuaí. O patrocínio é da Petrobras. A intenção é estruturar uma rede colaborativa a partir de ações de impacto regional, que gere trabalho, renda e permita estruturar um núcleo de articulação, capacitação e promoção permanente do Jequitinhonha.

O seminário integra as comemorações dos 30 anos do show Onhas do Jequi, ação coletiva que daria corpo e visibilidade à produção musical da região, posicionando nacionalmente músicos e autores hoje conhecidos e reconhecidos, como Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, Rubinho do Vale, Tadeu Martins, Gonzaga Medeiros, Lira e Frei Chico. O evento culmina em março com um show que recompõe esse encontro histórico, em Belo Horizonte.

Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha terá debates, palestras, shows e exposições, distribuídos ao longo dos três dias. A abertura, às 19h do dia 21, no Centro Cultural Luz da Lua, receberá autoridades locais, representantes das universidades federais e de associações de municípios do Baixo, Médio, Alto e da Margem Esquerda do Jequitinhonha.

Em seguida, às 20h, Guilardo Veloso e Vilmar Oliveira, do Valemais, recompõem o histórico de ações colaborativas e participativas da região e apresentam uma proposta preliminar de construção da Rede Jequitinhonha Cultural, em torno de programas como o Viva o Vale.

O evento prevê a participação de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Petrobras, Secretaria de Estado de Cultura, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e de secretários e diretores de cultura de cidades da região.

Entre os debatedores, há convidados de instituições culturais respeitadas no estado como a ONG Cresertão, Associação Campo das Vertentes, Associação Quilombola Vaz Pereira, Observatório da Diversidade Cultural, Rede Fora do Eixo e Sociedade Independente da Música. Estarão presentes também algumas das entidades de atuação mais destacada na região, como Fecaje, Casa de Cultura de Capelinha, Centro Cultural Nagô de Araçuaí e Ponto de Cultura do Rubim.

As mesas de discussão estão concentradas no sábado, dia 22. E giram em torno dos seguintes temas: "Políticas de Rede e Cultura de Participação" (8h30), “Relato de Experiências” (11h), "Política Nacional de Cultura e Desenvolvimento Cultural Local" (14h), "Manutenção e Financiamento de Redes" (17h30).

Na manhã de domingo, a mesa "Amassando o Barro e Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural" se desdobra em três tópicos: Projetos de Curto, Médio e Longo Prazos, Comunicação da e na Rede e, por fim, Formas de Composição e Coordenação da Rede.

A programação inclui também duas noites de apresentações musicais. As atrações incluem atrações locais e um recital com a cantora Titane e o violeiro Pereira da Viola.

Ao final, os organizadores apresentam publicamente a Carta de Araçuaí, escrita colaborativamente ao longo do evento pelos participantes, com as diretrizes do pacto que está sendo proposto entre os diferentes agentes culturais que atuam na região.

Contexto cultural

Com cerca de 1,2 milhões de habitantes distribuídos por 86 municípios e a estimativa de que haja outras 1 milhão de pessoas de lá sediadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vale do Jequitinhonha ocupa um espaço de enorme relevância no contexto geopolítico do estado, que ainda não se traduz em benefícios proporcionais para a região.

SERVIÇO

O QUÊ?: Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha

QUANDO?: 21 a 23 de fevereiro de 2014

ONDE?: Centro Cultural Luz da Lua (Rua Dom Serafim, 426 - Bairro Esplanada - Araçuaí - Minas Gerais).

QUANTO?: Inscrições gratuitas limitadas a 150 participantes, até 10 de fevereiro, por meio de formulário disponível no evento Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural, no Facebook. Dois terços dos inscritos terão direito a alimentação e hospedagem, mediante seleção.

INFORMAÇÕES AO PÚBLICO:

redejequitinhonhacultural@gmail.com | facebook.com/redejequitinhonhacultural

31 3423-1940 | 31 9208-9537 | 33 3731-4432

INFORMAÇÕES ADICIONAIS À IMPRENSA

Israel do Vale |israeldovale@uol.com.br |31 3309-6558

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural

Entre os dias 21 e 23 de fevereiro próximos acontecerá em Araçuaí o Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural.

Iniciativa do Valemais – Instituto Sociocultural do Jequitinhonha e pretende:

Articular uma rede cultural no Vale do Jequitinhonha que possa discutir seu movimento cultural, seus eventos, diretrizes, financiamento e outras atividades que englobem o fazer cultural e as diversas políticas públicas nas esferas: municipal, estadual e federal.

Participarão entidades, poder público e agentes culturais da região, numa excelente oportunidade de diálogo e troca em um movimento que ocorre há quase 40 anos e sente a necessidade de reinventar-se:

A Rede Jequitinhonha Cultural já existe desde 1978, ano em que foi lançado o Jornal Geraes. O que estamos propondo é atualizá-la aos novos tempos.

A proposta de articulação em rede é bastante pertinente, na medida em que sua atuação em forma cooperativada é mais consistente e democrática, ela – a rede – não necessita de uma estrutura institucional e burocrática próprias, além de uma baixa hierarquização, democratizando e dando novo corpo a um dos principais movimentos populares e culturais de Minas Gerais e do Brasil.

SERVIÇO

Evento: Seminário Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural

Data: 21 a 23 de fevereiro de 2014

Local: Centro Cultural Luz da Lua

Endereço: Rua dom Serafim, 426, Bairro Esplanada – Araçuaí

Inscrições: clique aqui.

Mais informações: redejequitinhonhacultural@gmail.com | facebook.com/redejequitinhonhacultural
31 3423-1940 | 31 9208-9537 | 33 3731-4432

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Produção audiovisual indígena–entrevista com Vincent Carelli

Do Blog Acesso

Por Bernardo Vianna

O trabalho do Vídeo nas Aldeias teve início em 1986, a princípio como uma experiência de apropriação, pelos indígenas, da construção de sua própria imagem por meio da linguagem audiovisual. Seu idealizador, o antropólogo Vincent Carelli, conta que, ao longo desses 27 anos, o projeto tomou várias direções, “formação de cineastas indígenas, produção de autores indígenas, programas na TV. O Vídeo nas Aldeias tenta se encaixar para ver qual a contribuição que pode dar em determinado momento do país”.

Hoje, o momento ao qual o projeto precisa se adaptar envolve a precarização de políticas públicas voltadas à diversidade cultural, como o Cultura Viva, que impulsionou inúmeras ações culturais durante a última década. Outro elemento desse cenário são as mídias e redes sociais, das quais muitos indígenas já fazem uso desde que tais tecnologias começaram a se popularizar no Brasil.

Além de comercializar os vídeos em seu catálogo, o Vídeo nas Aldeias disponibiliza, na internet, séries e materiais pedagógicos voltados ao ensino fundamental. Confira o livro-vídeo Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças e o Guia para professores e alunos do Kit “Cineastas Indígenas: Um outro olhar”. Os vídeos também podem ser acessados nos canais do projeto no YouTube e no Vimeo.

Acesso – Você poderia sintetizar para o leitor como surgiu e qual a proposta do Vídeo nas Aldeias?

Vincent Carelli – Há mais de 40 anos trabalho com índios. Em 1986, resolvi fazer esse projeto mais como uma experiência de apropriação da imagem pelos índios, da imagem deles. De lá para cá, passados 27 anos, o projeto tomou várias formas, primeiro uma coisa mais interna, depois a formação de cineastas indígenas, a produção de autores indígenas, os programas na TV; o Vídeo nas Aldeias tenta se encaixar para ver qual a contribuição que pode dar em determinado momento do país. Fizemos uma série para a TV Escola [a série Índios no Brasil] que durante uma década foi exibida nas TVs públicas. Hoje, a gente investe muito em fazer a produção indígena chegar às escolas. Há essa nova lei que torna obrigatório abordar a temática das culturas indígenas e afrodescendentes de maneira transversal, o que abriu uma possibilidade para a gente dialogar com o público estudantil. Em 2013, fizemos uma série de filmes infantis com guias didáticos para o ensino fundamental, com recursos da Unesco. Estamos agora fazendo um filme sobre a tragédia do povo Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul e vamos iniciar, este ano, um processo de formação de cineastas entre os Guarani Kaiowá. Temos trabalhado não só a apropriação da própria imagem pelos índios como a produção de uma nova imagem e o diálogo com a sociedade nacional. Existe uma ignorância sobre a questão indígena muito grande, um fosso de invisibilidade nacional.

Acesso – O discurso sobre os povos indígenas, quando por eles construído, serve como contraponto à imagem estereotipada vigente?

V. C. – É um contraponto no sentido de que o olhar é diferenciado, não é um olhar exotizante, é um olhar intimista. Até pela própria linha de ensino que a gente adota, o cinema direto, que é um cinema observacional, na contramão do clipe televisivo. A produção indígena, o olhar indígena, desconstrói esse estranhamento. Os índios, quando falam deles mesmo, falam, muitas vezes com muito humor, do seu cotidiano, da sua vida, de tudo o que nos aproxima deles, a humanidade. É um contraponto sim, a produção indígena revela, transporta você para a intimidade de um mundo que poderia parecer estranho, mas não, o que transparece é humanidade. Isso é uma coisa que marca, que atrai, que ganha o público de uma maneira geral.

Acesso – E qual o impacto das novas tecnologias digitais e das mídias e redes sociais sobre o trabalho do Vídeo nas Aldeias?

V. C. – Você está falando de várias coisas ao mesmo tempo. Quanto à questão tecnológica, saímos do analógico e fomos para o digital. Claro que facilitou muito, até na finalização. Antigamente, no analógico, uma ilha de edição custava 250 mil dólares. De repente, passou a custar quatro mil, fora a agilidade que isso permitiu. Mas há também uma armadilha nesse processo. Acabou a fita e isso quer dizer que os índios têm que ter acesso a toda uma parafernália nova. Ninguém trabalha mais sem computador, sem internet. Aquele gravadorzinho K7 que eles tanto gostavam para gravar e ficar ouvindo já não existe mais. Eles agora têm um gravador digital, mas não têm um computador para baixar, enfim, existem algumas dificuldades.

Quanto à circulação da informação nas redes sociais, realmente eles aderiram muito rapidamente. Eu confesso que passei batido pelo Orkut, mas os indígenas caíram de boca logo quando essa rede apareceu. O perfil do Vídeo nas Aldeias tem quatro mil e tantos amigos no Facebook e, entre eles, provavelmente 40% são jovens e adolescentes indígenas. Você vê que há uma necessidade de abertura para o mundo, de criar laços de amizade, laços de aliança. Já sobre a questão Guarani Kaiowá, eu não costumo buscar informação no jornal, os índios têm um blog, uma página, e postam diariamente o que acontece em toda a região. Eles têm uma articulação para a circulação de informação, as redes sociais viraram, realmente, um novo espaço de circulação de informação livre. Tem do melhor e do pior, mas você pode criar a sua rede de informação e por aí se cria uma nova perspectiva. O genocídio Guarani Kaiowá acontece há pelo menos três décadas, mas ele conseguiu chegar ao público brasileiro, de fato, agora nessa nova era.

Acesso – Qual sua avaliação das políticas públicas para o fomento do audiovisual indígena?

V. C. – A gente teve um programa na TV que foi de suma importância, que mostrava a necessidade de um espaço indígena na TV pública. Mas houve um retrocesso tão grande na política cultural brasileira... O Vídeo nas Aldeias, por exemplo, ganhou um grande impulso na era Gil [período em que Gilberto Gil foi ministro da Cultura], com o Cultura Viva, para financiar oficinas, equipar comunidades indígenas. Todo esse investimento na diversidade, em dar voz a quem nuca teve voz, tudo isso acabou, foi desmantelado, burocratizado.

Acesso – No ano passado foi encaminhada, à Secretaria do Audiovisual, a Carta de Diamantina, demandando uma política específica para o audiovisual indígena.Qual foi a resposta?

V. C. – Nem sequer responderam. A gente pediu uma audiência para conversar, trocar ideias juntos, mas enfim. Hoje em dia, a área em que o Vídeo nas Aldeias tem um know-how, em que produz coisas interessantes, é na formação. Mas não tem mais, no Brasil, verba para formação. E formação gera produção. Estamos, inclusive, fechando uma parceria com o Mídia Ninja para equipar os índios do Mato Grosso do Sul. A gente vai fazer uma divulgação em streaming ao vivo da audiência pública marcada para fevereiro, dos depoimentos, das atrocidades que foram cometidas. Eu acho que está mais fácil trabalhar por esses canais do que voltar a ter um programa na TV Brasil.

Retirado daqui em 22/01/2014.

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Revista Observatório da Diversidade Cultural recebe trabalhos até 28/02

Do ODC

revista_ODC

A cultura está no centro dos debates contemporâneos sobre cidadania, desenvolvimento e paz social. Parte desse debate está ancorado na perspectiva de reconhecer a diversidade cultural como bem e como recurso, ou seja, expressão simbólica de formas identitárias simultaneamente singulares e universais, e fonte de dinamismo social e econômico, associado à criatividade e à inovação.

Mas, para que a diversidade das culturas cumpra esse duplo papel, o desafio parece ser o da transformação das diferenças de origem étnicas, religiosas, territoriais, de gênero etc, em capital cultural que expressa diferenças, mas que também aponta para o diálogo e cooperação entre as diferentes comunidades e povos.

Nesse contexto, a Revista Observatório da Diversidade Cultural pretende ser mais um instrumento para a promoção da diversidade, por meio da difusão de pesquisas, textos acadêmicos e não-acadêmicos, estudos de casos, práticas de experimentação e inovação e fontes informativas. Deste modo, será possível configurar uma efetiva contribuição para qualificar quem trabalha com a proteção e promoção da diversidade cultural.

REGRAS GERAIS PARA A SUBMISSÃO DE TRABALHOS

O Observatório da Diversidade Cultural (ODC) convida a comunidade de pesquisadores na área da Cultura para apresentação de trabalhos que irão compor a primeira edição da publicação eletrônica Revista Observatório da Diversidade Cultural. Serão aceitos artigos acadêmicos e não-acadêmicos, relatos de pesquisa, relatos de intervenção na realidade e resenhas de livros.

Período para a submissão de trabalhos para a primeira edição: 3 de dezembro de 2013 a 28 de fevereiro de 2014.

Avaliação e seleção: os trabalhos apresentados serão avaliados e selecionados pela Comissão Editorial da Revista Observatório da Diversidade Cultural, composta por membros da equipe do ODC. Os participantes selecionados serão comunicados via email.

Previsão de lançamento da Revista Observatório da Diversidade Cultural: março de 2014.

Especificações e forma de envio dos trabalhos:

1- Os trabalhos devem ser enviados com informações completas de seus autores (nome completo, vínculo acadêmico, telefone e e-mail de contato). Os trabalhos devem ser enviados para o email: secretaria@observatoriodadiversidade.org.br;
2- Os trabalhos submetidos à Revista Observatório da Diversidade Cultural devem ser inéditos;
3- Os textos devem seguir as seguintes especificações técnicas:
• Formato World espaçamento 1,5 fonte Arial e corpo 12;
• Devem conter um mínimo de 16.000 e um máximo de 35.000 caracteres com espaços, incluindo notas, bibliografia; quadros, gráficos e tabelas;
• Todos os textos devem vir acompanhados de resumos em português e inglês, contendo entre 500 e 600 caracteres com espaços e 3 palavras-chave;
• As demais especificações devem seguir as normas da ABNT, disponíveis em http://www.pucminas.br/documentos/normalizacao_monografias.pdf
• Imagens e ilustrações poderão ser inseridas no corpo do próprio texto, com limite máximo
de 2,5 MB.

Retirado em 09/12/13, daqui.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

III CNC comprova diversidade cultural nas proposições

Do MinC

O Comitê Executivo da III Conferência Nacional de Cultura (CNC) divulgou esta semana o trabalho de sistematização das 1.409 propostas encaminhadas pelos Estados, Distrito Federal e Conferências Livres, realizadas desde o mês de setembro deste ano. O processo de consolidação de todos os relatórios dessas etapas preparatórias agrupou reivindicações coincidentes e resultou em nova redação com 614 proposições. A lista final que será levada aos debates em Plenária, a partir da próxima quarta-feira (27), em Brasília, reflete a diversidade cultural brasileira.

O trabalho de sistematização do Comitê Executivo foi realizado a partir da classificação das propostas cadastradas nos 16 subeixos regimentais. As mesmas temáticas começaram a ser discutidas desde a etapa municipal da CNC, neste ano, com encontros realizados por todo País.

"A discussão nacional, até às vésperas da Plenária, em Brasília, já revela a abrangência do tema geral proposto para essa Conferência, que elencará todos os desafios para consolidação do Sistema Nacional de Cultura [SNC]", avalia o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Américo Córdula.

Os 16 subtemas estão inseridos nos quatro eixos de discussão, também pré-definidos: implementação do SNC; produção simbólica e diversidade cultural; cidadania e direitos culturais; e cultura como desenvolvimento sustentável. As propostas encaminhadas pelas Conferências Estaduais e Livres foram agrupadas, respeitando essas temáticas, sendo que o resultado final considerou a ideia central contida na redação das proposições originais.

"O trabalho de sistematização buscou contemplar a diversidade das demandas e proposições apresentadas, procurando valorizar os conteúdos abordados em cada Conferência", explica Américo Córdula.

Nenhuma proposta descartada

As propostas dos subeixos foram reunidas em blocos temáticos para facilitar o debate nos Grupos de Trabalho, durante a etapa nacional. Nenhuma das proposições originais foi descartada no processo de sistematização, sendo que muitos temas foram abordados por mais de um colegiado.

Com o agrupamento de propostas, foi possível verificar os temas com maior destaque nas discussões anteriores, como a reivindicação de 14 Estados e sete Conferências Livres pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 150, que destina à cultura 2% da receita da União, 1,5% da receita dos Estados e do Distrito Federal e 1% da receita dos Municípios. Outra proposição com grande número de citações – 12 unidades federativas definiram como prioridade –  está relacionada ao subeixo sobre a qualificação da gestão em cultura. Ela aborda o desenvolvimento, fortalecimento e ampliação de estratégias para a formação e capacitação desses gestores.

A realização das 35 Conferências Livres contribuiu para a diversificação e equilíbrio das proposições. No subeixo sobre diversidade cultural, acessibilidade e tecnologias sociais, 14 propostas resultaram na reivindicação consolidada que cobra a implementação de políticas de acesso de pessoas com deficiência à produção, circulação e fruição de bens e serviços culturais em todos os Estados do Brasil.

As 614 propostas sistematizadas podem ser consultadas na plataforma web Conferência Virtual que também oferece um fórum de debates prévios à Plenária Nacional. Nesse ambiente digital de discussões, de livre acesso, é possível comentar todas as proposições consolidadas e marcar as 20 reivindicações que o internauta entender como prioritárias. Todo esse manancial de opiniões será relatado no início dos trabalhos da Plenária, já na próxima quinta-feira (28), o que pode influenciar nas decisões dos delegados com direito a voto.

(Texto:Renato Pena)

III Conferência Nacional de Cultura
27 de novembro a 1º de dezembro - Centro de Convenções Brasil 21 – Brasília/DF

Assessoria de Imprensa
Fone: (61) 2024-2268
E-mail: imprensacnc@cultura.gov.br

Retirado daqui em 25/11/13.

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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Festival Internacional da Diversidade Cultural

Do INSOD

O II Festival OMI – O Festival Internacional da Diversidade Cultural se fundamenta em eixos temáticos que visam contemplar o público-alvo e experiências que promovam o diálogo entre a teoria e prática. Tais eixos também organizam as atividades do I Festival OMI – O Festival Internacional da Diversidade Cultural baseadas em debates e trocas de experiências através da realização de mesas-redondas, oficinas, intervenções artísticas de diversas linguagens e receptivos escolares.

Ao fim e ao cabo, pretende-se abordar a diversidade cultural como mecanismo de suporte à identificação, interpretação, registro e apropriação da cultura local e regional, nacional e internacional, de modo a propiciar novas perspectivas em relação à produção de conhecimento, suas metodologias aplicadas e experiências de intervenção na realidade.

Clique aqui para as inscrições e aqui para conferir a programação.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Minas Território da Cultura em Itambacuri–Palestra “A diversidade Cultural e o Desenvolvimento das Cidades”

Enviado por Sanderson James

Minas Território da Cultura em Itambacuri

SERVIÇO:

Evento: Palestra “A diversidade Cultural e o Desenvolvimento das Cidades

Data: 24 de Outubro de 2013

Hora: 09h:30min às 11h:30min

Local: Auditório da Cooperativa dos Produtores Rurais de Itambacuri

Informações: 31-3915-2680

Endereço: Praça dos Fundadores S/N

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fundo Internacional para a Diversidade Cultural recebe projetos

O Fundo Internacional para a Diversidade Cultural recebe, até 14 de junho, propostas de financiamento para programas e projetos.

Lápis coloridos

Criado pela Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada na Unesco em 2005, o Fundo tem como objetivo o apoio a programas e projetos de países em desenvolvimento, especialmente no que se refere à implementação de políticas culturais e ao fortalecimento de infraestruturas institucionais correspondentes; ao fortalecimento das capacidades culturais; ao fortalecimento das indústrias culturais existentes; à criação de novas indústrias culturais; e à proteção de expressões culturais comprovadamente em risco de extinção.

As solicitações poderão ser apresentadas por: governos dos países em desenvolvimento membros da Convenção, ONGs nacionais da área da cultura, grupos vulneráveis ou outros grupos sociais minoritários. Os pedidos serão avaliados por um painel de seis especialistas nomeados pelo Comitê Intergovernamental da Convenção, formado por 24 países, dentre os quais o Brasil.

O montante máximo dos pedidos de financiamento é de US$ 100.000,00 (cem mil dólares) para os programas e projetos, e de US$ 10.000,00 (dez mil dólares) para a assistência preparatória.

No Brasil, os pedidos devem ser enviados para a Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores (DAMC – Ministério das Relações Exteriores – Palácio Itamaraty – Esplanada dos Ministérios – Bloco H- Brasília – DF – Brasil- CEP 70.170-900) onde os projetos passarão por uma pré-seleção realizada por uma comissão conjunta com o MinC.

Clique aqui para acessar o formulário de pedidos de financiamento e outras informações.

Retirado do Cultura e Mercado em 22/04/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/editais/fundo-internacional-para-a-diversidade-cultural-recebe-projetos/

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desafio de colocar a Diversidade Cultural e a Inclusão em prática no SNC: Sobre horários e distâncias

Retirado do blog Sistema Nacional de Cultura em 29/01/13 do endereço:

http://sncmg.wordpress.com/2013/01/29/desafio-de-colocar-a-diversidade-cultural-e-a-inclusao-em-pratica-no-snc-sobre-horarios-e-distancias/

imageO discurso de proteção e promoção à diversidade cultural definitivamente já tomou lugar no cotidiano dos gestores públicos e de grande parte da sociedade. Numa sociedade democrática todo mundo “acha legal” a diversidade cultural, defende políticas de inclusão para todos (mesmo que com diferenças no formato), e quase sempre tem algo a falar sobre o tema.

Porém, transformar os princípios da diversidade cultural em prática cotidiana de indivíduos e instituições nem sempre é fácil. Precisamos pensar, ao conectar os temas de diversidade cultural e inclusão cultural, em criar alternativas que possibilitem igualdade de oportunidade de acesso sob várias ópticas: diversidade de linguagens artísticas, de estilos, de idiomas, de formatos de ação cultural, de lugares dentro da cidade, de faixas etárias. E, como não poderia deixar de ser, diversidade de horários. Como os cidadãos têm vidas diferentes, lógicas diferentes de organização do horário, moram em diferentes (e distantes) lugares das cidades, se uma reunião pública quer que todos tenham a oportunidade de estar presente, teríamos que pensar em analisar estas várias configurações de horário para planejar mais horários diferenciados mais locais da cidade para que mais pessoas pudessem optar por estar presente.

Ao conversar com uma pessoa mais simples sobre política pública, percebemos alguns elementos de um dos principais desafios do SNC: envolver a TODOS na discussão sobre a criação do Sistema Nacional de Cultura, não apenas artistas e gestores. Para alguém que trabalha de segunda a sexta, de 8h às 18h, é complicado participar de reuniões durante este horário. O ideal seria termos mais de uma reunião em diversos horários para que as pessoas pudessem organizar seus “horários disponíveis”, facilitando o processo de participação. Na mesma medida, para alguém que mora nos limites das cidades, longe das sedes ou centros, como pensar em “atravessar a cidade” para participar com regularidade?

Um limitador é o fato de a maioria das equipes de órgãos públicos de cultura ser pequena. Muitos gestores já trabalham “no limite”, até com muito esforço, mas sem poder exigir que suas equipes trabalhem fora do seu horário padrão. É um dilema… Alguns sugerem que os gestores talvez pudessem propor flexibilidade na equipe (uma pessoa da equipe poderia trocar seu turno e trabalhar um sábado pela manhã ou um dia à noite), mas como lidar quando o gestor tem apenas duas pessoas e o órgão não pode simplesmente fechar as portas para que um dos funcionários troque de turno? A situação priora na precariedade de compreensão dos setores administrativos ou financeiros da maioria das prefeituras e órgãos públicos das outras esferas sobre as peculiaridades da área cultural.

Ouvimos uma moça esta semana que discutia CULTURA num passeio comum, próximo à Avenida Paraná, centro de Belo Horizonte, MG. O tema tinha diretamente a ver com o momento nacional. Era uma moça simples (depois ela disse que trabalha como secretária num prédio no centro), que talvez não estivesse em nenhum mailing ou entre os contatos de nossos órgãos públicos de cultura, mas a vontade dela em discutir a coisa pública era genuína. Ao aproximar dela, apresentamo-nos um ao outro e falamos um pouco sobre sistema nacional de cultura, sobre espetáculos, sobre oportunidades. A frase final dela na conversa provocou uma reflexão sobre a necessidade de estratégias específicas para envolver efetivamente o cidadão comum nas discussões de interesse público: “José Junior, eu queria participar destas reuniões de fórum de políticas culturais, de conferência de cultura, mas como é que eu faço se acontece sempre em horário que eu não posso ir por causa do meu trabalho???”. E completou “Não adianta eu chegar pro meu chefe e falar que é pro bem de todos, que veremos os resultados depois e tudo mais… O senhor acha que os empregados, como eu, estão relegados ao lugar de nunca poder participar? Na conferência municipal de BH, em 2009, por exemplo, como eu podia participar se moro pra lá de Venda Nova (um bairro de Belo Horizonte bem distante do centro) e as reuniões sempre terminam muito tarde”.

Pré-conferências regionais, caravanas descentralizadas, reuniões à noite ou sábado, conteúdos facilitados para pessoas mais simples são algumas das estratégias que poderiam ajudar, mas esbarram na escassez de recursos e dificuldades de mobilização dos órgãos públicos e na desconfiança e até pouco compromisso por parte da sociedade civil. Ou todos os envolvidos fazem um esforço complementar (governos viabilizando horários alternativos e reuniões em vários pontos da cidade, para várias faixas etárias diferentes e envolvendo o ambiente da escola pública e sociedade civil comprometendo-se mais e organizando-se regularmente) ou não conseguiremos atingir boa parte das metas do Plano Nacional de Cultura até 2020.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Planos Municipais de Cultura - Diversidade mineira

Retirado do site do PMC em 26/07/12 do endereço:

http://www.planomunicipaldecultura.com.br/index.php/108-pmc/141-diversidade-mineira.html

As quatro cidades mineiras que participam do Projeto de Assistência Técnica à Elaboração de Planos Municipais de Cultura chegam ao II Seminário (veja programação), que acontece em Salvador de 31 de julho a 3 de agosto, em momento crucial na consolidação de seus diagnósticos culturais e projeção das diretrizes e dos objetivos dos seus planos de cultura. Minas Gerais é o estado com maior número de cidades no Projeto: a capital Belo Horizonte e três da região metropolitana. O processo de desenvolvimento dos planos tem sido diferente entre os municípios mineiros. Sabará e Betim, por exemplo, estão criando seus fóruns municipais de cultura.

“A participação do Conselho Municipal de Políticas Culturais é uma instância prevista pelo Projeto para validação do Plano de Cultura, e as cidades que ainda não possuem seu Conselho foram orientadas a criarem um Fórum Municipal de Cultura, em formato similar ao Conselho, para que este possa, no futuro, amadurecer e se tornar o Conselho Municipal de Políticas Culturais”, pontua Luana Vilutis, analista técnica do Projeto e que, semana passada, realizou reuniões e oficina com os municípios mineiros, junto ao coordenador técnico Vicente Federico.

Oficina em Belo Horizonte

Na oficina, a equipe técnica da Escola de Administração da UFBA apresentou orientações de como desencadear todas as etapas do plano a partir do diagnóstico. “Além de trabalhar as diretrizes e objetivos do Plano, a oficina foi adiante, e abordamos também a construção de metas, ações, indicadores e resultados, pois em geral há uma dificuldade em diferenciar esses conceitos e uma necessidade de visualizar o seu desdobramento”, observa Luana.

“O encontro possibilitou que cada município conhecesse um pouco mais da realidade do outro, e essa experiência compartilhada enriquece o processo de todos, porque espelha semelhanças e diferenças”, comenta a analista. Ela sublinha também o “traço diferencial” de Santa Luzia, que além de possuir Conselho Municipal de Cultura, reúne conselheiros representantes da sociedade civil no Núcleo Executivo Municipal do Projeto.

Dos três municípios, Sabará foi o único que não enviou representantes da Secretaria Municipal de Cultura, sob o argumento de que o órgão estava envolvido com os preparativos para o aniversário da cidade. Luana destaca que Sabará convocará o Fórum de Cultura recém-instituído e precisa criar uma sistemática de trabalho mais dinâmica, focada nas etapas do Plano, a fim de cumprir os prazos do Projeto. “As cidades das regiões metropolitanas têm de entregar seus planos de cultura até 30 de setembro, um prazo mais curto do que o das capitais, que é em dezembro”, contextualiza. Vinte municípios participam do Projeto de Assistência Técnica à Elaboração de Planos de Cultura de Capitais e Cidades de Regiões Metropolitanas.

Já Belo Horizonte passa por um momento de recomposição da equipe do Núcleo Executivo do Projeto, devido a uma nova configuração da equipe da Fundação Municipal de Cultura. “Em Belo Horizonte, fizemos uma reunião com os dirigentes para assegurar que o Projeto de Assistência prossiga no mesmo rumo, dando continuidade às etapas previstas, em diálogo com o Conselho Municipal de Políticas Culturais e concluindo-se no prazo previsto”, diz. Durante o II Seminário de Planos Municipais de Cultura, todos os municípios envolvidos vão falar sobre o desenvolvimento dos seus planos e participar de oficinas e consultorias específicas.

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sábado, 5 de novembro de 2011

Imagens e sons da periferia

 

retirado do Eus-R em 05/11/2011 do endereço:

http://eusr.wordpress.com/2011/11/03/imagens-e-sons-da-periferia/

1ª Mostra Favela É Isso

De sexta a domingo

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro)

Entrada gratuita


Há cerca de 7 anos, a ONG Favela É Isso Aí vem desenvolvendo uma série de ações voltadas ao apoio e à divulgação de iniciativas artísticas e culturais produzidas nas periferias de Belo Horizonte e de outras cidades brasileiras. É justamente com o intuito de reunir e apresentar ao público o resultado de duas de suas principais realizações que acontece, de hoje a domingo, no Sesc Palladium, a 1ª Mostra Favela É Isso Aí.

“Sempre fizemos eventos particulares para celebrar o encerramento de nossos projetos e, neste ano, decidimos reunir tudo em apenas uma mostra. Acredito que, desse modo, a produção ganha, ao mesmo tempo, consistência e visibilidade”, defende a antropóloga Clarice Libânio, coordenadora-executiva do evento e da ONG Favela É Isso Aí, em referência às atrações musicais oriundas do projeto Diversidade Cultural e aos vídeos selecionados para o 3º Festival Imagens da Cultura Popular Urbana.

Navalah. Formada em 2003, no glomerado da Serra, a banda mistura grunge, punk e pop alternativo. Quando? Sábado, a partir das 20h (ao lado de Cacá Gualberto).
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

“De um lado, os artistas têm a oportunidade de produzir e expor seus trabalhos com qualidade, em um espaço situado no centro da cidade, o que facilita o acesso a distintos públicos. De outro, a própria cidade passa a ter ao alcance uma produção pouco conhecida, podendo, a partir desse encontro, reduzir preconceitos e construir debates qualificados”, completa.

Programação. No contexto do estreante projeto Diversidade Musical, serão apresentados à população de Belo Horizonte seis artistas relacionados a diferentes estilos musicais e diversas regiões da periferia da cidade.

“Trata-se de um projeto que teve origem no ano passado, por meio do lançamento de um edital que obteve cerca de 60 inscrições. A ideia desse edital era mostrar a diversidade musical das vilas e favelas e o que apresentamos, nesse sentido, são artistas que representam rap, funk, rock, MPB, sertanejo e chorinho”, descreve Clarice, sobre as seis atrações que se apresentam de hoje a sábado, sempre a partir das 20h.

A Corte Convida. Participante assíduo do Duelo de MCs, o grupo mistura MPB, samba e rap. Quando? Amanhã, a partir das 20h.
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

“Depois de selecionados, os artistas tiveram conversas com o César Maurício, coordenador artístico do projeto e da mostra, sobre o desenvolvimento de seus trabalhos, assim como foram produzidos videoclipes, fotos e vários materiais que devem facilitar a sua circulação por outros circuitos”, explica a antropóloga, que entende a iniciativa como um estímulo à carreira dos artistas contemplados.

Já o Festival Imagens da Cultura Popular Urbana, em sua 3ª edição, tem como principal objetivo a divulgação de curtas, médias e longas-metragens que se voltem à cultura das periferias das grandes cidades.

“Se nas outras edições recebemos inscrições de vários Estados brasileiros e até mesmo do Paraguai, esse ano tivemos muitas inscrições de Belo Horizonte e dos municípios da região metropolitana, o que aponta, em certo sentido, uma nova direção para o festival”, analisa Clarice.
Além dos inscritos, conta, a mostra traz algumas obras convidadas, como os longas “8 Mil”,
direção coletiva, e “Uma Avenida no Meu Quintal”, de Frederico Triani e Samira Motta.

Mc Fael. Morador do Conjunto Granja de Freitas já acumula dez anos de carreira dedicada ao funk e seus desdobramentos. Quando? Amanhã, a partir das 20h.
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

IV For Rainbow e CNC divulgam lista de cineclubes selecionados para participar da Mostra Itinerante

Publicado por pimentel43 no blog do Conselho Nacional de Cineclubes e retirado em 07/07/2011 do endereço:

http://cncbrasil.wordpress.com/2011/07/06/iv-for-rainbow-e-cnc-divulgam-lista-de-cineclubes-selecionados-para-participar-da-mostra-itinerante/

Os organizadores da IV Mostra For Rainbow divulgou ontem a relação dos cineclubes selecionados para participar da Mostra Itinerante do IV For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

A atividade conta com o apoio e parceria do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e acontecerá em110 cineclubes de todo o Brasil, através da exibição de filmes premiados e outros títulos que participam desta edição do festival. Os filmes da mostra itinerante estarão ainda concorrendo ao Troféu Artur Guedes de Melhor Filme, selecionado por júri popular, em todas as localidades de exibição. As exibições, seguidas de debate, acontecerão no período de 24 a 30 de junho de 2011 e fazem parte do programa “Mostra Cá que Eu Mostro Lá".

Os cineclubes que participam da itinerância do For Rainbow foram selecionados através de chamada pública e receberão uma maleta artesanal com o “kit For Rainbow”, contendo um DVD com filmes de curta e média metragem, um catálogo, um CD com produtos gráficos para reprodução e textos de interesse da questão LGBT, um cartaz, produtos artesanais com motivos LGBT e camiseta para sorteio ao público das sessões itinerantes.

Confira  abaixo os filmes que serão exibidos na mostra e os cineclubes selecionados para participar da Mostra Itinerante.

CURTAS MOSTRA ITINERANTE
(tempo total: 104 minutos)

Brincos de estrelas
Direção: Marcela Bertoletti - Rio de Janeiro/ RJ

Depois de tudo
Direção: Rafael Saar - Niterói/RJ

E agora Luke
Direção: Alan Nóbrega - Rio de Janeiro/RJ

Ensaio de cinema
Direção: Allan Ribeiro - Rio de Janeiro/RJ

Eu não quero voltar sozinho
Direção: Daniel Ribeiro - São Paulo/SP

Felizes para sempre
Direção: Ricky Mastro - São Paulo/SP

GloSSário
Direção: Fabinho Vieira - Fortaleza/CE

Homofobia, lesbofobia e transfobia
Direção: Felipe Fernandes - Brasília/DF

Sem Purpurina - Realidade LGBT Na Baixada Santista
Direção: Fernanda Balbino, Lara Finochio, Lívia Carvalho e Xenda Amici - Santos/SP

On my Own
Direção: Yuri Yamamoto - Fortaleza/CE

Confira também os cineclubes selecionados para a Mostra Itinerante
Por região

Norte

  1. Abdec/Ac - Cineclube Opiniões (Rio Branco - Acre)
  2. Abdec-Pa / Cineclube Pedro Veriano (Belém - Pará)
  3. Cine Maiandeua (Belém - Pará)
  4. Cine Paraíso (Macapá - Amapá)
  5. Cineclube Baré (Manaus - Amazonas)
  6. Cineclube Cocar (Rio Branco - Acre)
  7. Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar – Instituto Nangetu (Belém – Pará)
  8. Cineclube Ti Bamburucema (Belém - Pará)
  9. Cineoca, De Lírio (Porto Velho - Rondônia)
  10. Coletivo Difusão Amazonas (Manaus - Amazonas)
  11. Comunidade Corrente Do Bem (Rio Branco - Acre)
  12. Paracine (Belém - Pará)
  13. Rede [Aparelho]-: (Belém - Pará)
  14. Santa Rosa Do Purus (Santa Rosa Do Purus - Acre)
  15. Uni Escola Cinema (Vigia De Nazaré - Pará)

Nordeste

  1. Asderbaica – Associação Para O Desenvolvimento Comunitário De Radio Difusão Do Bairro Da Assembleia De Incentivo A Cultura Esporte E Lazer (Cruz Das Almas - Bahia)
  2. Associação Comunitária Mãe Da Divina Providência – Cineclube Jaguar (Jaguarana - Ceará)
  3. Associação Cultural De Ubaitaba (Ubaitaba - Bahia)
  4. Associação Literária E Cultural De Coruripe (Coruripe - Alagoas)
  5. Asttrac (Camocim - Ceará)
  6. Aurora Filmes (Recife - Pernambuco)
  7. Casa De Cultura Júlia Rocha (Nazarezinho - Paraíba)
  8. Centro Cultural Do Bom Jardim (Fortaleza - Ceará)
  9. Centro Cultural João Ferreira Da Silva (Piaçabuçu - Alagoas)
  10. Centro Formador De Recursos Humanos/Escola Técnica Do Sus-Pb. (João Pessoa - Paraíba)
  11. Cepam (Morada Nova - Ceará)
  12. Cine Aratanha (Pacatuba - Ceará)
  13. Cine Brincadeiras (Fortaleza - Ceará)
  14. Cine Clube Expresso Br (Fortaleza - Ceará)
  15. Cine Cururu (Fortaleza - Ceará)
  16. Cine Debate (Recife - Pernambuco)
  17. Cine Dos Icós (Icó - Ceará)
  18. Cine Ibiapina (Ibiapina - Ceará)
  19. Cine Molotov (Fortaleza - Ceará)
  20. Cine Olho D'água (Horizonte - Ceará)
  21. Cine Poty (Crateús - Ceará)
  22. Cine Rua (Eusébio - Ceará)
  23. Cine Taquarana (Taquarana - Alagoas)
  24. Cineclube Curta Doze E Meia (Recife - Pernambuco)
  25. Cineclube De Antonina Do Norte (Antonina Do Norte - Ceará)
  26. Cineclube De Cruz (Cruz - Ceará)
  27. Cineclube Espia Só (Fortaleza - Ceará)
  28. Cineclube Garatuja (Tianguá - Ceará)
  29. Cineclube O Cinema Vai A Escola (Salvador – Bahia)
  30. Cineclube Orlando Vieira (Aracaju - Sergipe)
  31. Cineclube Ouricine (Ouriçangas - Bahia)
  32. Cineclube Praça De Iròko (Itabuna - Bahia)
  33. Cinelapa - Cineclube Amélia Rodrigues (Amélia Rodrigues - Bahia)
  34. Cinestésico (João Pessoa - Paraíba)
  35. Companhia Teatral Mestres Da Graça (Palmeira Dos Índios - Alagoas)
  36. Difusão Cultural De Atibaia – Unidade Caatiba/ Ba (Caatiba - Bahia)
  37. Instituto Aptus De Educação, Arte, Cultura E Ação Social (Pacatuba - Ceará)
  38. Juriti (Juazeiro e Crato - Ceará)
  39. Nascedouro Cineclube (Olinda - Pernambuco)
  40. O Cinema Vai À Escola (Salvador - Bahia)
  41. Ong História Viva - Cineclube Estação. (Independência - Ceará)
  42. Pentecoste (Pentecoste - Ceará)
  43. Peuqenos Produtores Artesanais De Siribinha (Conde - Bahia)
  44. Saudáveis Subversivos / Barracão Cine Clube (Maceió - Alagoas)
  45. Tela Tudo Clube De Cinema-Ideário (Maceió - Alagoas)
  46. Tintin Cineclube (João Pessoa - Paraíba)

Centro-Oeste

  1. Cem Integrado À Ed. Profissional Técnica Do Gama – (Cemi Gama - Distrito Federal)
  2. Centro De Ensino Médio 414 (Samambaia - Distrito Federal)
  3. Cine Navegantes (Aripuanã - Mato Grosso)
  4. Cineclube Almas De Vidro (Samambaia - Distrito Federal)
  5. Cineclube Arte 7 (São Raimundo Nonato - Piaúi)
  6. Cineclube Arte E Cultura (São Raimundo Nonato - Piauí)
  7. Cineclube Ced 01 (Cruzeiro Velho - Distrito Federal)
  8. Cineclube Darcy Ribeiro (Brasília - Distrito Federal)
  9. Cineclube Nelson Pereira Dos Santos (Jataí - Goiás)
  10. Espaço Cultural Vila Esperança / Cine Vila (Goiás - Goiás)
  11. Inca - Instituto Cultural América (Cuiabá - Mato Grosso)

Sudeste

  1. Abd Capixaba (Vitória - Espírito Santo)
  2. Casa De Cultura Cássia Afonso De Almeida (Mateus Leme - Minas Gerais)
  3. Centro De Apoio A Diversidade - Cad Limeira (Limeira - São Paulo)
  4. Ceunsp (Salto - São Paulo)
  5. Cine Chega Mais (Rio De Janeiro - Rio De Janeiro)
  6. Cineclube Badaró (Guaçuí - Espírito Santo)
  7. Cineclube Bordel Sem Paredes (Juiz De Fora - Minas Gerais)
  8. Cineclube Da Funec (Contagem - Minas Gerais)
  9. Cineclube Do Conselho Popular De Vitória (Cpv) (Vitória - Espírito Santo)
  10. Cineclube Do Nós - Grupo Teatral Nós Da Rua (São João Da Barra - Rio De Janeiro)
  11. Cineclube Guadala (Vila Velha - Espírito Santo)
  12. Cineclube Jaguarão (Jaguarão - Rio Grande Do Sul)
  13. Cineclube Maria Sena (Caratinga - Minas Gerais)
  14. Cineclube Mate Com Angu (Duque De Caxias - Rio De Janeiro)
  15. Cineclube Monte Azul (Monte Azul - São Paulo)
  16. Cineclube Na Cidade (Jundiaí - São Paulo)
  17. Cineclube Osvaldo De Oliveira (Itu - São Paulo)
  18. Cinekbça (Vitória - Espírito Santo)
  19. Difusão Cineclube De Atibaia (Atibaia - São Paulo)
  20. Fundação Cultural De Uberaba (Uberaba - Minas Gerais)
  21. Instituto Cultural Joaquim Ribeiro Sadi – Cineclube Sadi Ribeiro (Ipatinga - Minas Gerais)
  22. Instituto De Imagem E Cidadania (Bom Jardim - Rio De Janeiro)
  23. Mgd - Movimento Gay De Divinópolis (Divinópolis - Minas Gerais)
  24. Mgs – Movimento Gay E Simpatizante Do Vale Do Aço (Ipatinga - Minas Gerais)
  25. Museu De História E Ciências Naturais (Além Paraíba - Minas Gerais)
  26. Ong Cisane (Nova Iguaçu - Rio De Janeiro)
  27. Piranga (Piranga - Minas Gerais)
  28. Prefeitura Municipal De Platina (Platina - São Paulo)
  29. Secretaria Municipal De Cultura De Américo Brasiliense (Américo Brasiliense - São Paulo)
  30. Sinprominas (Belo Horizonte - Minas Gerais)

Sul

  1. Cine Inovare (Ilópolis - Rio Grande Do Sul)
  2. Cineclio (Santiago - Rio Grande Do Sul)
  3. Cineclube A Hora Mágica (Londrina - Paraná)
  4. Cineclube Laguna (Laguna - Santa Catarina)
  5. Cineclube Meu Boi Viveu (Jaguaruna - Santa Catarina)
  6. Cineclube Pescadores Em Rede – Fundação Municipal De Cultura (Bombinhas - Santa Catarina)
  7. Matakiterani Associação Cultural (Lages - Santa Catarina)
  8. Ponto De Cultura Teatro Vivo (Jaraguá Do Sul - Santa Catarina)

Serviço
IV FOR RAINBOW

Mostra Itinerante do Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual
www.forrainbow.com.br

E-mails:
forrainbow@forrainbow.com.br
cenapop@gmail.com
CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Diretoria de Comunicação
Gestão Nação Cineclube (2010/2012)

E-mails:
acervo2010.cnc@cineclubes.org.br
acervoadjunto2010.cnc@cineclubes.org.br
comunicacao2010.cnc@cineclubes.org.br

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Os crente e a elite cultural: o paradoxo da diversidade

Publicado originalmente por Newton Cannito no Cultura e Mercado e retirado em 29/06/2011 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/os-crente-e-a-elite-cultural-o-paradoxo-da-diversidade/comment-page-1/#comment-121145 

A elite cultural brasileira não gosta dos “crentes”. Afinal eles não são o “brasileiro típico” do imaginário cultural brasileiro.  Crente não leu Gilberto Freyre.

Para a elite cultural o brasileiro típico seria: alegre,  malandrinho,  meio músico, curte samba ou funk e a mulher é gostosa e trepa bem.

A elite cultural queria que o pobre fosse a imagem do pretinho alegre da escravidão. Mas para tristeza da elite os pobres estão é virando crente mesmo.

A elite adora diversidade cultural e o crente não curte tudo.

Para a elite umbanda é “uma cultura linda”. Para um crente a umbanda é magia mesmo. Crente acredita em umbanda, a elite acha uma tradição super bonita e que tem músicas ótimas.

Para a elite o pobre ideal é tropicália: ele circula, é diverso, tem contato com a cultura popular e de preferência tem sexualidade ambígua e libertária.

A elite gosta de pobre com estilo. Pobre sem estilo é chato.

O trabalho ideal para o pobre é a cultura. Fazer arte para se distrair e nos divertir. Se fizer isso a gente contrata.

No ponto de vista da elite “crente é chato” . Afinal ele não usa roupa colorida, não é uma maquina de sensualidade e nem esta disponível sexualmente para o patrão.

A elite cultural defende a diversidade cultural em tudo.  Exceto com crente.  Com eles não vale, pois “eles são chatos, feios, sem graça. E anti-diversidade”.

Paradoxo da diversidade: a diversidade tem que estar presente em todos? Ou a diversidade inclui pessoas que não querem a diversidade dentro de si?

A diversidade cultural deve incluir pessoas anti-diversidade?

Tem sentido alguém como eu, que gosta da diversidade, querer impor a diversidade a quem não quer ter a diversidade na sua vida?  Impor diversidade, não seria contradição em si?

Ter  preconceito com quem não é a favor da diversidade não seria uma atitude que contraria aos princípios da diversidade?

Ou seria melhor eu entender que quem não gosta da diversidade, ajudará a compor um panorama diversificado de cultura?

Uma coisa é fato: já é hora da elite cultural parar de ter preconceito com os “crentes”, parar de chamar eles de “crentes” e ver que sob o título genérico e preconceituoso de “crente” existe, na verdade, uma vasta gama de diversidade religiosa popular que – no mínimo – expressa necessidades culturais e espirituais de nosso povo. No mínimo.

Newton Cannito http://www.doutorcaneta.blogspot.com

Cineasta e escritor. Foi Secretario do Audiovisual do Ministério da Cultura. Para mais artigos deste autor clique aqui

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