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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Continuação do FESTCURTASBH em Teófilo Otoni

Por questões técnicas, ontem foi impossível a finalizarmos a programação, que foi adiada para o próximo dia 8 de junho.

Apareçam!

A Itinerância do 15º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte em Teófilo Otoni, realizada pela Fundação Clóvis Salgado, Ministério da Cultura, Associação Mucury Cultural e Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico e Casa de Cultura.

Focado na difusão de filmes que estão fora do circuito comercial, o Festival Internacional de Curtas exibe, em edições anuais, uma vasta produção nacional e internacional de curtas-metragens. O Festival é uma realização da Fundação Clóvis Salgado e do Ministério da Cultura.

No terceiro ano consecutivo, a Itinerância de Teófilo Otoni contará com os programas Infantil I e II, Juventude I e II, Brasil I e II, Minas, Animação para Adultos, Internacional I, Maldita e Movimentos do Mundo.

Toda a programação acontecerá na Casa de Cultura, situada à Rua Jair Werneck, 330, Bairro Cidade Alta (Alto da COPASA) e a entrada é gratuita.

 

Programação:

Dia: 08/06

Hora: 16h

PROGRAMA 04 - BRASIL I

Hora: 17h:30

PROGRAMA 01 - INTERNACIONAL I

Hora: 19h

PROGRAMA 14– MALDITA

Hora: 20h:20

PROGRAMA 08 - MOVIMENTOS DO MUNDO

CLIQUE AQUI E CONFIRA AS SINOPSES

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Produção audiovisual indígena–entrevista com Vincent Carelli

Do Blog Acesso

Por Bernardo Vianna

O trabalho do Vídeo nas Aldeias teve início em 1986, a princípio como uma experiência de apropriação, pelos indígenas, da construção de sua própria imagem por meio da linguagem audiovisual. Seu idealizador, o antropólogo Vincent Carelli, conta que, ao longo desses 27 anos, o projeto tomou várias direções, “formação de cineastas indígenas, produção de autores indígenas, programas na TV. O Vídeo nas Aldeias tenta se encaixar para ver qual a contribuição que pode dar em determinado momento do país”.

Hoje, o momento ao qual o projeto precisa se adaptar envolve a precarização de políticas públicas voltadas à diversidade cultural, como o Cultura Viva, que impulsionou inúmeras ações culturais durante a última década. Outro elemento desse cenário são as mídias e redes sociais, das quais muitos indígenas já fazem uso desde que tais tecnologias começaram a se popularizar no Brasil.

Além de comercializar os vídeos em seu catálogo, o Vídeo nas Aldeias disponibiliza, na internet, séries e materiais pedagógicos voltados ao ensino fundamental. Confira o livro-vídeo Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças e o Guia para professores e alunos do Kit “Cineastas Indígenas: Um outro olhar”. Os vídeos também podem ser acessados nos canais do projeto no YouTube e no Vimeo.

Acesso – Você poderia sintetizar para o leitor como surgiu e qual a proposta do Vídeo nas Aldeias?

Vincent Carelli – Há mais de 40 anos trabalho com índios. Em 1986, resolvi fazer esse projeto mais como uma experiência de apropriação da imagem pelos índios, da imagem deles. De lá para cá, passados 27 anos, o projeto tomou várias formas, primeiro uma coisa mais interna, depois a formação de cineastas indígenas, a produção de autores indígenas, os programas na TV; o Vídeo nas Aldeias tenta se encaixar para ver qual a contribuição que pode dar em determinado momento do país. Fizemos uma série para a TV Escola [a série Índios no Brasil] que durante uma década foi exibida nas TVs públicas. Hoje, a gente investe muito em fazer a produção indígena chegar às escolas. Há essa nova lei que torna obrigatório abordar a temática das culturas indígenas e afrodescendentes de maneira transversal, o que abriu uma possibilidade para a gente dialogar com o público estudantil. Em 2013, fizemos uma série de filmes infantis com guias didáticos para o ensino fundamental, com recursos da Unesco. Estamos agora fazendo um filme sobre a tragédia do povo Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul e vamos iniciar, este ano, um processo de formação de cineastas entre os Guarani Kaiowá. Temos trabalhado não só a apropriação da própria imagem pelos índios como a produção de uma nova imagem e o diálogo com a sociedade nacional. Existe uma ignorância sobre a questão indígena muito grande, um fosso de invisibilidade nacional.

Acesso – O discurso sobre os povos indígenas, quando por eles construído, serve como contraponto à imagem estereotipada vigente?

V. C. – É um contraponto no sentido de que o olhar é diferenciado, não é um olhar exotizante, é um olhar intimista. Até pela própria linha de ensino que a gente adota, o cinema direto, que é um cinema observacional, na contramão do clipe televisivo. A produção indígena, o olhar indígena, desconstrói esse estranhamento. Os índios, quando falam deles mesmo, falam, muitas vezes com muito humor, do seu cotidiano, da sua vida, de tudo o que nos aproxima deles, a humanidade. É um contraponto sim, a produção indígena revela, transporta você para a intimidade de um mundo que poderia parecer estranho, mas não, o que transparece é humanidade. Isso é uma coisa que marca, que atrai, que ganha o público de uma maneira geral.

Acesso – E qual o impacto das novas tecnologias digitais e das mídias e redes sociais sobre o trabalho do Vídeo nas Aldeias?

V. C. – Você está falando de várias coisas ao mesmo tempo. Quanto à questão tecnológica, saímos do analógico e fomos para o digital. Claro que facilitou muito, até na finalização. Antigamente, no analógico, uma ilha de edição custava 250 mil dólares. De repente, passou a custar quatro mil, fora a agilidade que isso permitiu. Mas há também uma armadilha nesse processo. Acabou a fita e isso quer dizer que os índios têm que ter acesso a toda uma parafernália nova. Ninguém trabalha mais sem computador, sem internet. Aquele gravadorzinho K7 que eles tanto gostavam para gravar e ficar ouvindo já não existe mais. Eles agora têm um gravador digital, mas não têm um computador para baixar, enfim, existem algumas dificuldades.

Quanto à circulação da informação nas redes sociais, realmente eles aderiram muito rapidamente. Eu confesso que passei batido pelo Orkut, mas os indígenas caíram de boca logo quando essa rede apareceu. O perfil do Vídeo nas Aldeias tem quatro mil e tantos amigos no Facebook e, entre eles, provavelmente 40% são jovens e adolescentes indígenas. Você vê que há uma necessidade de abertura para o mundo, de criar laços de amizade, laços de aliança. Já sobre a questão Guarani Kaiowá, eu não costumo buscar informação no jornal, os índios têm um blog, uma página, e postam diariamente o que acontece em toda a região. Eles têm uma articulação para a circulação de informação, as redes sociais viraram, realmente, um novo espaço de circulação de informação livre. Tem do melhor e do pior, mas você pode criar a sua rede de informação e por aí se cria uma nova perspectiva. O genocídio Guarani Kaiowá acontece há pelo menos três décadas, mas ele conseguiu chegar ao público brasileiro, de fato, agora nessa nova era.

Acesso – Qual sua avaliação das políticas públicas para o fomento do audiovisual indígena?

V. C. – A gente teve um programa na TV que foi de suma importância, que mostrava a necessidade de um espaço indígena na TV pública. Mas houve um retrocesso tão grande na política cultural brasileira... O Vídeo nas Aldeias, por exemplo, ganhou um grande impulso na era Gil [período em que Gilberto Gil foi ministro da Cultura], com o Cultura Viva, para financiar oficinas, equipar comunidades indígenas. Todo esse investimento na diversidade, em dar voz a quem nuca teve voz, tudo isso acabou, foi desmantelado, burocratizado.

Acesso – No ano passado foi encaminhada, à Secretaria do Audiovisual, a Carta de Diamantina, demandando uma política específica para o audiovisual indígena.Qual foi a resposta?

V. C. – Nem sequer responderam. A gente pediu uma audiência para conversar, trocar ideias juntos, mas enfim. Hoje em dia, a área em que o Vídeo nas Aldeias tem um know-how, em que produz coisas interessantes, é na formação. Mas não tem mais, no Brasil, verba para formação. E formação gera produção. Estamos, inclusive, fechando uma parceria com o Mídia Ninja para equipar os índios do Mato Grosso do Sul. A gente vai fazer uma divulgação em streaming ao vivo da audiência pública marcada para fevereiro, dos depoimentos, das atrocidades que foram cometidas. Eu acho que está mais fácil trabalhar por esses canais do que voltar a ter um programa na TV Brasil.

Retirado daqui em 22/01/2014.

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

forumdoc de volta a Teófilo Otoni

forumdoc_2012_07
FORUMDOC.BH
MOSTRA ITINERANTE TEOFILO OTONI 2013
O forumdoc.mg tem como objetivo ampliar e democratizar o acesso a uma programação de cinema diferenciada no estado de Minas Gerais. Os filmes que integram o forumdoc.mg em 2013 são representativos das mostras que compuseram o 16º Festival do Filme Documentário e Etnográfrico - forumdoc.bh, festival de cinema que acontece anualmente em Belo Horizonte desde 1997.
As temáticas e as formas de cada filme são variadas, mas sempre se preocupam com uma proposição política, social e estética, proporcionando uma discussão mediada com os espectadores, e buscando o compartilhamento de experiências, ao tentar perceber principalmente o que cada um deles tem a nos mostrar sobre a vida e sua maneira de nos apresentar ao nosso mundo.
Em Teófilo Otoni, o forumdoc.mg acontece de 16 a 19 de maio de 2013, no Auditório da CDLTO. A curadoria é composta por filmes que participaram das Mostras do forumdoc.bh.2012. As sessões serão comentadas por Carla Italiano, mestranda em Comunicação Social pela UFMG. Atua na área de audiovisual como produtora e montadora.
O evento, que se encontra em sua quinta edição, conta com o patrocínio da CEMIG/Governo de Minas e da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura/Governo Federal, via Lei de Incentivo à Cultura. Além disso, conta com a parceria das instituições locais ICETAS/CDLTO e Associação Histórico Cultural Mucury.
Todas as atividades que compõem a programação têm caráter público e gratuito.
Dia: 16 a 18 de maio
Local: Auditório da CDLTO
Endereço: Avenida Luiz Boali, 1370 – Ipiranga
Entrada: Gratuita
Realização: Associação Filmes de Quinta, Associação Mucury Cultural e ICETAS.
Apoio:  Casa de Cultura de Teófilo Otoni-PMTO, Livraria e Cafeteria Papo Café e Restaurante Rua das Flores.
PROGRAMAÇÃO

Dia: 16/05- Quinta
20h:00min
clip_image002Tava, a casa de pedra
Brasil | 2012 | cor | 78’
Direção: Ariel Ortega, Ernesto de Carvalho, Patrícia Ferreira, Vincent Carelli
Fotografia e som: Ariel Ortega, Ernesto de Carvalho, Patrícia Ferreira, Vincent Carelli
Montagem: Tatiana Almeida, Vincent Carelli
Produção: Vídeo nas Aldeias
Sinopse: Interpretação mítico-religiosa dos Mbya-Guarani sobre as reduções jesuíticas do século XVII no Brasil, Paraguai e Argentina.
Dia: 17/05- Sexta
16h:00min
clip_image004A falta que me faz
85 min| Brasil | 2009
Personagens: Alessandra Ribeiro, Priscila Rodrigues, Shirlene Rodrigues, Valdênia Ribeiro, Paloma Campos
Direção: Marília Rocha
Produção: Luana Melgaço
Produtor Associado: Helvécio Marins Jr., Felipe Duarte
Fotografia: Alexandre Baxter, Ivo Lopes Araújo
Montagem: Francisco Moreira, Marília Rocha
Sinopse: Durante um inverno, rodeadas pela Cordilheira do Espinhaço, um grupo de meninas vive o fim da adolescência. Um romantismo impossível as enlaça com homens de fora, deixando marcas em seus corpos e na paisagem a seu redor. Entre festas, amizades, angústias e contradições da passagem para a idade adulta, cada uma encontra sua maneira particular de resistir à mudança e existir na incerteza.
Dia: 17/05 - Sexta
20h:00min
clip_image006A cidade é uma só?
Brasil | 2012 | cor | 80’
Direção: Adirley Queirós
Roteiro: Adilrey Queirós e Thiago Mendonça
Fotografia: Leonardo Feliciano
Som: Francisco Craesmeyer
Montagem: Marcius Barbieri
Produção: Adirley Queirós e André Carvalheira
Sinopse: Daí eu pensei em como fazer um filme bem legal, agradável e gângster: Brasília, I Love You.
Dia: 18/05- Sábado
16h:00min
clip_image008Doméstica
Brasil | 2012 | cor | 75’
Direção: Gabriel Mascaro
Montagem: Eduardo Serrano
Produtor: Rachel Ellis
Sinopse: Sete adolescentes assumem a missão de registrar por uma semana a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque da intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar e se transforma num potente ensaio sobre afeto e trabalho.
Dia: 18/05- Sábado
20h:00min
clip_image010OTTO
Brasil | 2012 | cor | 71’
Direção: Cao Guimarães
Fotografia: Cao Guimarães e Florencia Martínez
Som: O Grivo
Montagem: Cao Guimarães e Florencia Martínez
Produção: Cao Guimarães
Sinopse: OTTO é um filme que acompanha o processo de gravidez de minha mulher e nascimento de meu filho. Instintivo e visceral como um gesto. Intimista e confidente como um diário filmado. Uma celebração à vida, um filme de amor.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cineastas indígenas para jovens e crianças

O Vídeo nas Aldeias acaba de lançar a coleção Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças, um livro-vídeo para estudantes do ensino fundamental de todo país. Patrocinada pela “Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais”, da UNESCO, a publicação traz um guia didático e uma seleção de 6 filmes com temáticas voltadas para o público infanto-juvenil – realizados junto aos povos Wajãpi, Ikpeng, Panará, Ashaninka, Mbya-Guarani e Kisêdjê – em dois formatos:

- Em versão digital, disponível na íntegra para computadores, tablets e outros dispositivos móveis:

Leia ou faça o download do livro

“Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”. A partir dele, você poderá acessar os filmes da coleção, além de outras produções de cineastas indígenas, bem como diversas fontes de pesquisa* sobre os povos e temas abordados.

Assista aqui aos filmes da coleção!

*requer conexão à internet.

A cópia digital interativa do guia lhe dará acesso aos filmes da coleção “Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças”, bem como a outros filmes citados no livro e a sites e livros para pesquisa complementar, como a Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil Mirim, do Instituto Socioambiental.

- Em breve, o livro acompanhado por dois DVDs, contendo seis filmes e textos didáticos de apoio, estará também disponível em livrarias.

A coletânea reúne títulos consagrados nacional e internacionalmente como a vídeo carta “Das crianças Ikpeng para o mundo”, dos Ikpeng, e “Depois do ovo, a guerra”, dos Panará, assim como dois filmes inéditos, o “Mbya Mirim”, dos Mbya-Guarani e “No tempo do verão”, dos Ashaninka. “Akukusiã, o dono da caça”, dos Wajãpi, e “A história do monstro Khátpy”, dos Kisêdjê, completam a coleção.

FONTE: Vídeo nas Aldeias

Retirado do Observatório da Diversidade Cultural em 29/04/13 do endereço:

http://observatoriodadiversidade.org.br/site/rascunho-cineastas-indigenas-para-jovens-e-criancas/

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