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segunda-feira, 25 de março de 2013

Google lança galeria online São Paulo Street Art

Da Redação

O Google Art Project, plataforma online que exibe imagens de obras de arte de museus pelo mundo, lançou nesta quinta-feira (22/3) a galeria virtual São Paulo Street Art. A curadoria da coleção, a primeira de arte urbanda do projeto, foi feita por Andre Deak e Felipe Lavignatti, do Arte Fora do Museu, Eduardo Srur, Haroldo Paranhos e Eduardo Saretta.

A galeria reúne mais de 100 obras de mais de 80 artistas, entre elas criações de Eduardo Kobra, Speto, Tomie Ohtake, Di Cavalcanti e Claudio Tozzi. Algumas dessas obras já constavam da seleção do Arte Fora do Museu e foram aproveitadas no projeto do Google.

Para promover a inclusão da Galeria São Paulo Street Art, o Google realizará um Hangout nesta sexta-feira (22/3), às 17h, com a participação de artistas e especialistas em arte na cidade, para apresentar mais detalhes sobre o processo de escolha das obras. Para acompanhar o bate-papo, o usuário deverá acessar a página do Google Brasil no Google+.

Clique aqui para acessar a galeria online.

Retirado do site Cultura e Mercado em 25/03/13 do endereço:
http://www.culturaemercado.com.br/convergencia/google-lanca-galeria-online-sao-paulo-street-art/

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terça-feira, 5 de março de 2013

"Ensaios sobre Arte e Estética" de João Werner

Nosso colaborador João Werner lançou o Ensaios sobre Arte e Estética, são 15 pequenos artigos abordando diversos aspectos da arte e da fruição estética mais dois ensaios acadêmicos com análises críticas da modernidade e da pós-modernidade.

Em seu site é possível ler alguns destes artigos bem como, é claro, “caso você goste do vatapá”, links para adquirir uma versão Kindle, Ipad ou uma versão impressa on demand.

Capa do livro "Ensaios sobre arte e estética", de João Werner"Ensaios sobre Arte e Estética"
Autor: João Werner
1ª edição em março de 2012.
Páginas: 94 pp.

Ensaios presentes no volume:
"O emocional na arte"
"O espaço e a representação na história da arte"
"
A apreciação e o objeto artístico"
"
A arte e o abstracionismo"
"
A Estética do irregular"
"
A relação entre arte e técnica"
"Crítica ao Neoexpressionismo"
"
Arte conceitual"
"O admirável e o estético"
"O trauma moderno da História"
"Pompier contemporâneo"
"Valores artísticos e comerciais"
"
A interpretação de Leonardo"
"
Van Gogh e o signo da contrariedade"
"
A estética de Max Bense"
"Algumas relações estéticas da Modernidade"
"Simbologia da cultura do século XX"

 

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Carlos Farias convida: "Cantigas e histórias no São Francisco – cidadania pela arte”

Enviado por Carlos Farias

"Cantigas e histórias no São Francisco – cidadania pela arte”

O cantor e psicólogo Carlos Farias foi um dos artistas selecionados pela Funarte/Ministério da Cultura para realizar ações artísticas e culturais em cidades do Norte de Minas, dentro do Edital Microprojetos Rio São Francisco. Eis o roteiro escolhido por ele:

1 - BONITO DE MINAS – 27/11/12 - Terça-feira – 19 horas

Local: Escola Estadual Henrique de Matos

2 - JANUÁRIA – 28/11/12 - quarta-feira – 08:00 horas

Local: Instituto Federal de Educação do Norte de Minas Gerais (IFNMG)

3- JANUÁRIA – 29/11/12 – quinta-feira – 08:00 horas

Local: Fundação Caio Martins

4 – PEDRAS DE MARIA DA CRUZ - 29/11/12 – quinta-feira, 19h30

Local: Escola Estadual de Pedras de Maria da Cruz

Participação especial de alunos e artistas locais.

Natural de Machacalís – MG, Carlos Farias é um artista comprometido com a preservação e divulgação da cultura popular dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. Dentre as suas ações, destaca-se a criação do Coral das Lavadeiras de Almenara, com o qual vem alcançando reconhecimento nacional e internacional.

Agradecimentos: alunos, professores e diretores das escolas participantes; artistas locais, poetas Marli Fróes, Laís Evelyne e Luã Raoni (assistente de produção).

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Workshop “Egito: arte para a eternidade”, hoje.

O Programa de Ocupação do Papo Café e Mucury Cultural apresentam

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Workshop “Egito: arte para a eternidade”, amanhã

O Programa de Ocupação do Papo Café e Mucury Cultural apresentam

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

933 já leram a mycury 8. e vc?

Lançada nos finalmentes do ano passado, o número 8 da Revista Mucury faz sucesso de público e crítica.

Marcamos 933 leitroes.

Para todos os gostos e tipos de leitores, a Revista Mucury transita entre artigos científicos à poesia, sem crise.

Sempre com grandes colaboradores, além de todos os que vêm ao longo de 5 anos e 8 números, além de nossa equipe, não é mesmo? Clarice Palles, Daniella Salles, Viviane Silva e Marcelo Torres.

É “tão sortida quanto a feirinha do Veneta”,  tem de tudo: literatura, poesia, cultura popular, antropologia, sociologia e história. E nossa linha editorial só tem um norte: ao menos um texto sobre o Mucuri.

A nove está no forno, aguardem…

Confira outros números clicando aqui.

Para dar uma adiantada, eis o que de recheio:

A palavra em pelo

Viola Caipira

João Evangelista Rodrigues

Jornalista, Escritor e Compositor

http://vialaxia.blogspot.com/

BALADA PARA UMA MOCINHA

A!MOR

AMOR FORA DE HORA

SEM VOCÊ

PARA UMA MENINA COM UMA DOR

Madson Hudson Moraes é poeta e jornalista pela Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. Suas atividades acadêmicas estão mais voltadas para a Literatura, Música e Poesia Brasileira. Selecionado na 54º Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos e no livro Contos de Outono - Contos de Amor e Desamor, ambos publicados pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Esteve entre os 100 vencedores do Prêmio Literário Waldeck Almeida de Jesus no ano de 2008.

Introdução EFBM

ESTRADA DE FERRO BAHIA E MINAS

Fernando da Matta Machado

Nasceu em 1943 na cidade do Rio de Janeiro (RJ).O pai natural de Diamantina (MG) e a mãe de Teófilo Otoni (MG).

Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais - IHGMG, do Instituto Histórico e Geográfico de Sabará - IHGSa, do Instituto Histórico e Geográfico do Alto Rio das Velhas – IHGARV e da Academia de Letras Ciências e Artes do São Francisco – ACLECIA.

Autor do livro “Navegação do Rio São Francisco”, do texto “Dados biográficos de Pedro Versiani” e da monografia "Contratação e liquidação de câmbio de exportação".

Organizador dos livro “A Companhia de Santa Bárbara: um caso da indústria têxtil em Minas Gerais” e "Memórias", de João da Matta Machado.

Publicou diversos artigos em jornais e revistas.

Noções Maleáveis sobre o sertão

Mariana Oliveira e Souza

Graduada em Ciências Sociais na UFMG, com ênfase em Antropologia, Arqueologia e formação complementar em História. Atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFMG e participa do Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais-NUQ-UFMG.

Introspecção e mineiridade: um olhar cultural

Maurício Caleiro

Cineasta e jornalista.

Blog: http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com

“cidade dos mortos – notas sobre o cemitério do Bonfim”

Patrick Arley de Rezende

É fotógrafo e livreiro. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais e é mestrando em Antropologia pela mesma UFMG.

MILTON RIBEIRO TAVARES, "de saudosa memória"

Igor Sorel Tavares

Arquiteto pela UFMG, 1980, com especialização em transportes pelo IBAM, 1983, funcionário da Secretaria Municipal de Indústria Comércio e Turismo da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni.

Os primeiros 123 versos da Eneida de Virgílio

Luís Santiago

Graduado em História pela Universidade Estadual de Montes Claros. Escritor com títulos publicados sob o nome de Luís Santiago (a maioria sem ISBN), com destaque para a série O Vale dos Boqueirões, sobre a história do vale do Jequitinhonha, da qual quatro volumes já foram publicados.

Relações de poder, distribuição do espaço doméstico e o ‘designer’ de interiores

Tania Quintaneiro

Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora adjunta aposentada do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Atua nas áreas de teoria sociológica clássica. Pesquisa a política interamericana e a atuação do Estado, com ênfase nas relações entre o Brasil, os Estados Unidos e América Latina no período da Segunda Guerra Mundial. Pesquisa relações de gênero por meio da produção de viajantes estrangeiros ao Brasil no século XIX. Tem se dedicado especialmente ao estudo da sociologia de Norbert Elias.

Vejo gentes

Bom Dia Mãe

João Quixico Domingos

Natural de Cazenga-Luanda -Angola, mestrando em Ensino da Língua e Literatura Portuguesa

Saca-rolhas

Roberto Taufick

Bacharel em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco/USP, membro honorário da sua Academia de Letras Contista, cronista, romancista, poeta e compositor. Nas horas vagas, Especialista em Políticas Públicas em Gestão Governamental, com foco em antitruste.

Folhei-a:

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

A FUNÇÃO SOCIAL DA ARTE–das cavernas à TV

O Programa de Ocupação de Espaço Papo Café e Mucury Cultural apresenta:

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Programa de Ocupação de Espaço da Livraria Papo Café

cabeçalho

A livraria Papo Café e a Mucury Cultural lançam o Programa de Ocupação de Espaço com o objetivo de fazer circular a produção cultural de Teófilo Otoni e região e possibilitar uma programação cultural diversificada e constante.

Farão parte desta programação espetáculos de teatro, dança, shows musicais, exposições de artes plásticas, visuais e artesanato, lançamento de livros, ações de leitura, workshops, eventos e outras propostas culturais.

O Som no Beco é o projeto musical da livraria Papo Café que acontece uma vez por mês, aos sábados, e tem por objetivo apresentar cantores, grupos musicais e bandas de diversos estilos musicais.

O cinema também está contemplado neste programa por meio do Cineclube Eduardo Veloso, projeto da Mucury Cultural que terá programação quinzenal com longas, médias e curtas-metragens, animações e mostras de cinema. Pode ter sua programação estendida através de parcerias ou propostas.

Convidamos a todos os interessados em participar desta programação os interessados deverão preencher os formulários para cada categoria (clique aqui para ver as instruções de download dos formulários):

Cursos, Oficinas, Workshops;

Exposições e outros Eventos Culturais;

Teatro e Dança;

Som no Beco;

Envio das propostas:

O envio deverá ser feito por e-mail em um dos seguintes endereços eletrônicos: contato@mucurycultural.org ou papo.cafe@hotmail.com.

Prazos:

O prazo para resposta é de no máximo de 15 dias após a confirmação de recebimento da proposta por parte da Livraria Papo Café ou da Mucury Cultural.

Julgamento e publicação dos resultados:

A escolha, aprovação e o agendamento ficam sob a responsabilidade de representantes da Livraria e Papo Café e será comunicada aos proponentes por e-mail e publicada na página da Programação Papo Café no www.mucurycultural.org, (clique aqui para acessá-la).

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Prédios e esgotos de São Paulo estão em exposição no site Arte Fora do Museu, com visita guiada.

Retirado do Pop Kitsch & Cult em 04/04/12 do endereço:

http://carlosminuano.blogspot.com.br/2012/04/cidade-oculta.html

Por Carlos Minuano

Na correria quase insana do dia a dia, quantas pessoas são capazes de perceber que a cinzenta capital paulista abriga obras artísticas em muros, prédios, jardins e até em canais de esgoto? Circulando por essa “cidade oculta” dois jornalistas tiveram uma ideia: criar um site que mapeasse a arte espalhada pelas ruas de São Paulo. Assim surgiu o projeto Arte Fora do Museu. Desde meados de 2011, quando entrou no ar, o site oferece uma visita guiada por um circuito de arte praticamente desconhecido, com pinturas, esculturas, construções arquitetônicas e grafites feitos em espaços públicos, que muita gente sequer sabe que existem.

O projeto começou a tomar forma na cabeça de Felipe Lavignatti em 2007, quando foi à Faap ver uma exposição: “Fiquei espantado quando vi, no saguão de entrada da faculdade, réplicas de esculturas do Aleijadinho. É fácil saber quais obras estão em museus como o Masp, o MAM. Mas identificar de quem é uma escultura no centro da praça da Sé é uma tarefa um pouco mais difícil”, argumenta. Os jornalistas Lavignatti e André Deak, que trabalham juntos em outros projetos na Casa da Cultura Digital Brasileira, decidiram se dedicar ao mapeamento de, ao menos, algumas dessas obras da cidade, incluindo ainda sinopses detalhadas e comentários de especialistas. “O conteúdo jornalístico de pesquisa e a análise de cada item desse projeto compõem um material de apoio à visita”, observa Deak. “Como identificar o autor de um grafite somente pelos traços do artista? Sem um conhecimento prévio, fica difícil”, acrescenta.

O Arte Fora do Museu começou a ganhar corpo, efetivamente, em 2010, após ter sido selecionado em primeiro lugar no edital Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet. Os autores tinham, então, seis meses para fazer o levantamento de cem obras de arte em áreas públicas. Escolheram um sistema de georreferenciamento que funcionasse a partir de celulares, por meio de um aplicativo para Iphone, uma estratégia chamada de mobile first – que permite desenvolvimento para celulares, mas que funciona também na web. Ajudaram na tarefa de seleção das obras os consultores Fabio Cypriano, crítico de arte do jornal Folha de S. Paulo, e Diogo de Oliveira, que trabalha com turismo voltado para arte. A segunda etapa era organizar o acervo. Segundo Deak, na hora de peneirar o que incluiriam, ou não, no site, optaram por dar prioridade às obras com relevância reconhecida por especialistas, consideradas modernas ou contemporâneas, que ficassem em localidades próximas ao centro da cidade e às quais o acesso fosse fácil e gratuito.

Depois disso, foi a hora de sair para a rua e fotografar. Também conversaram sobre cada obra com especialistas como o grafiteiro Pato, os arquitetos Ricardo Ohtake e Valter Caldana, a educadora Rosana de Paula Prado e a mosaicista Isabel Ruas. As entrevistas resultaram em cem vídeos, produzidos com equipamentos simples como uma pequena câmera Flip HD, um microfone de lapela com fio ligado em um gravador digital e um tripé comprado na rua Santa Ifigênia. As fotos, que estão no Flickr, e as entrevistas, disponíveis no YouTube, estão liberados com licença Creative Commons. “Se foi feita com dinheiro público, toda a produção resultante deve ser pública. Mas também nos interessa que nosso trabalho circule, e que mais pessoas tenham acesso ao que fizemos”, justifica Deak.

Escola a céu aberto. “Foi um aprendizado incrível”, conta Lavignatti. As “aulas” aconteciam durante viagens de metrô, passeios a pé, de carro e bicicleta, por cerca de sete dias. Enquanto o mapeamento das obras era feito com auxílio do Google Street View, que dava o local exato de cada uma, o site começava a ser desenhado pelo programador Paulo Geyer, outro parceiro do projeto. Apesar de trabalhar quase sem recursos e sem ganhar nenhum centavo, a dupla de criadores do Arte Fora do Museu não pretende parar por aí: “Esperamos que a ideia floresça e que alguém resolva patrocinar uma continuação, aprimoramentos e uma versão para Android”, diz Deak.

Os dois pretendem investir em maior interação com redes sociais, inserção de comentários e espaço para que os internautas possam mandar suas sugestões de obras. Ventos parecem soprar a favor do projeto. Lavignatti conta que um grupo de Montevidéu os procurou para propor o desenvolvimento de um projeto similar na capital uruguaia, a ser lançado em breve. E o projeto também deve ir em breve para o Rio de Janeiro. Se as negociações avançarem e a ideia sair do papel, 200 obras de arte devem ser mapeadas na cidade maravilhosa. Fora do Brasil existem algumas experiências semelhantes, mas quase todas baseadas em catalogação colaborativa, ou seja, demandam um sistema complexo de checagem da produção coletiva. Por isso, a opção pelo caminho jornalístico mais tradicional: apuração com especialistas, produção de conteúdo, edição e apresentação multimídia. “Nosso objetivo é construir um grande portal integrado, com o maior número de cidades possível”, explica Lavignatti.

www.arteforadomuseu.com.br

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terça-feira, 27 de março de 2012

casa tomada 2º ciclo de portfólios

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

15 DE FEVEREIRO DE 1922: OS MODERNISTAS DE TOPETE EXACERBADO

Um movimento começa como movimento? O que é um movimento?
Como não sabemos a resposta, leiamos nós.

Retirado do obvious em 16/02/12 do endereço:

http://lounge.obviousmag.org/nao_vale_o_sopro/2012/02/queremos-luz-ar-ventiladores-aeroplanos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29

em literatura por Lucas Reis Gonçalves

semana22.jpg"Queremos luz, ar, ventiladores, aeroplanos, reivindicações obreiras, idealismos, motores, chaminé de fábricas, sangue, velocidade, sonho, na nossa Arte!", abria o segundo dia da tão famosa Semana de Arte Moderna o (logicamente) paulista Menotti del Picchia. Não porque esse último fosse poeta ou por qualquer outra mera fatalidade, o dia 15 de fevereiro foi O dia da poesia do repercutido festival.

semana_jornal.JPG

Em meio a uma apresentação sem grandes sustos do piano de Guiomar Novaes, a real atração: a conferência de del Picchia e as leituras de Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Plínio Salgado. Sustentados por um coro respeitável de vaias, miados e latidos, os poetas mantiveram-se firmes e não afrouxaram pé sob tamanhos insultos.

Mais tarde, Mário comentou sobre tal episódio:

"Mas como tive coragem pra dizer versos diante duma vaia tão barulhenta que eu não escutava no palco o que Paulo Prado me gritava da primeira fila das poltronas?... Como pude fazer uma conferência sobre artes plásticas, na escadaria do Teatro, cercado de anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?..."

Mário não estava só. Junto com ele nesse rio de afiadas pedras, em proporção semelhante, estava Ronald Carvalho. O poeta ousou ler o clássico - mas nem tão clássico assim na época - poema Os Sapos, de Manuel Bandeira. Por entre ironias do público sobre o refrão poético "Foi! - Não foi", Ronald leu por completo o (agora) aclamado texto:

Os Sapos

Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos.

A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,

Berra o sapo-boi:

- "Meu pai foi à guerra!"

- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,

Parnasiano aguado,

Diz: - "Meu cancioneiro

É bem martelado.

semana22_noticia.jpg

Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.

O meu verso é bom

Frumento sem joio.

Faço rimas com

Consoantes de apoio.

Vai por cinquüenta anos

Que lhes dei a norma:

Reduzi sem danos

A fôrmas a forma.

Clame a saparia

Em críticas céticas:

Não há mais poesia,

Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:

- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"

- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo

O sapo-tanoeiro:

- A grande arte é como

Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.

Tudo quanto é belo,

Tudo quanto é vário,

Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas

(Um mal em si cabe),

Falam pelas tripas,

- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,

Lá onde mais densa

A noite infinita

Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é

Que soluças tu,

Transido de frio,

Sapo-cururu

Da beira do rio...

Repercussão do dia

Mono 12.jpg

O resultado na época, contrapondo-se à visão histórica da literatura agora em voga, não foi o dos melhores:

"Foi, como se esperava, um notável fracasso a récita de ontem da pomposa Semana de Arte Moderna, que melhor e mais acertadamente deveria chamar-se Semana de Mal - às artes. O futurismo tão decantado não é positivamente de futuro... No presente, diante da ignorância de tal semana por parte da sonolenta sociedade, ainda é possível que dê alguma coisa; depois, porém, de conhecer a droga, ninguém penetrará a botica em que foi transformado o Municipal [...] A sonolenta sociedade paulista foi sacudida duas vezes do seu torpor de atraso: uma, para vibrar com Guiomar Novaes, e outra, com mais intensidade ainda, quando soube repelir o cabotinismo. De tudo quanto vimos e observamos do tal futurismo, metidos sempre no nosso atraso mental, deduzimos que os modernistas possuem uma coisa: topete, muito topete, e tanto assim que já se anuncia pra amanhã uma exibição teratologista." (Folha da Noite, 16/02/1922)

Assim mesmo, enquanto Guiomar calava o público e esse tentava (e tentava e tentava) calar os poetas modernistas, um sopro insólito já era dirigido para as próximas gerações: a Semana de Arte Moderna de 1922 ainda iria vingar.

Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/nao_vale_o_sopro/2012/02/queremos-luz-ar-ventiladores-aeroplanos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29#ixzz1mXySV8Ie

lucasgoncalves

Artigo da autoria de Lucas Reis Gonçalves.

Lucas Reis Gonçalves é poeta e articulador cultural. Novamburguense frequentador da capital gaúcha, formou-se em eletrônica e com ela trabalhou por mais de um ano - até descobrir, por inteiro, a literatura. Depois de três anos esboçando versos, publicou seu primeiro livro, Se soubesse o que dizer, diria em prosa (Paco Editorial, 2011), e, através dele, descobriu e criou por acaso, juntamente com o músico Dado Vargas, um novo projeto de declamação poética: Eletropoeteria. Lucas nasceu em 1990 e atualmente escreve para sites de literatura (públicos e independentes)..

Saiba como fazer parte da obvious.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ser artista = fazer arte?

Enviado por Daianne Prates.

Retirado do Dez Minutos de Solidão em 02/01/2012 do endereço:

http://dezminutosdesolidao.wordpress.com/2011/07/01/208/#comment-35

Créditos da imagem: Fractal Ontology

Tout art est une révolte contre le destin de l’Homme” (Toda arte é uma revolta contra o destino do homem) André Malraux

Como é possível um homem que não pode criar, realizar, fazer arte, ser artista?

É no mínimo cômico – para não dizer lamentável – que o termo artista tenha ganhado uma significação, de modo geral, tão rasa. Ao invés de ser artista aquele que faz arte, é artista aquele transformado em estrela, ícone pop. Ser uma estrela pop não significa necessariamente fazer arte, significa ser uma figura que, por algum motivo, ganhou destaque no mundo das estrelas, no universo dos famosos.

Produz-se então, toda uma “aristocracia artística”, que arranca suspiros, choros e todo tipo de atitudes ridículas dos fãs, além de fornecerem um potencial significativo de material inútil para nutrir as “novidades” de certas mídias. E então se acaba vendo aquela nova-velha relação de idolatria: o pastor e seu rebanho, o escolhido e os condenados, o artista e os não-artistas, o ídolo e os fanáticos.

Há um entorpecimento arraigado nos que acreditam piamente nos ídolos: impotentes, não podem fazer coisa alguma senão tentar reproduzir , já que são incapazes de produzir, de criar. Que é o homem senão um ser criador? Se não o é, se o potencial de criação encontra-se nas mãos de “eleitos”, para que diabos ser humano então? Digo, qual a diferença entre um homem passivo, que não age, que não cria, que só escuta o que os outros dizem, que não pensa por si, e um animal domesticado?

Podem me chamar de purista – o que certamente não sou -, mas quando a arte não é veículo de expressão, quando é apenas pretexto para alguma outra coisa – consumir ou vender cervejas, por exemplo -, se assemelha com algum tipo de anemia. E isso não é um purismo estético nem um primor pela “arte pela arte”. Pelo contrário, é um desejo de uma arte pungente, que seja invenção, criação e contemplação de mundos, fruto da poesia que inflama os corações das gentes.

Seriam melhores esses artistas-estrelas do que os artistas das ruas, dos becos, das vanguardas, dos mundos, dos submundos, das esquinas, dos guetos, das favelas, das praças, das rodas, das vilas, dos subúrbios, das oficinas de cultura, dos muros, das roças, das praias, dos corações e espíritos que transbordam de vontade? Haveria escolhidos, indivíduos destinados desde o nascimento a governar, guiar e conduzir os pobres-diabos que não nasceram sob o signo da bem-aventurança e que, em conseqüência, não detém o poder? Quantas vozes serão ainda serão suprimidas enquanto homens ainda privarem-se de levantar suas vozes, seus pensamentos e seus desejos porque não se julgam capazes?

Acreditar em uns poucos é fechar os olhos para toda a pluralidade do mundo. Não acredito em ídolos, não acredito em representatividade. Dei-me o benefício da dúvida, a força da crítica e o poder da desconfiança. Verdades imutáveis que caem do céu não me satisfazem. Arte é expressão. Artistas somos todos nós, os que criam.

Que a arte não seja algo acabado. Que seja jovem*, que seja voz, que seja revolta, que seja LIBERDADE.

Que seja Eterno devir artístico.

Pós-escrito: O texto faz referência ao “mainstream”, que quer queiramos ou não, quer busquemos mídias e artistas alternativos ou nos apeguemos “às raízes”, ainda faz desfilar em nossa sociedade as inutilidades de “artistas” pré-fabricados, sejam eles de plástico ou de ouro.

*A palavra Jovem está aqui empregada não num sentido biológico, mas num sentido artístico, numa vontade e urgência de arte.

“A cultura não terminava para nós, na produção e consumo de livros, quadros, sinfonias, filmes e obras de teatro. Nem começava ali. Entendíamos por cultura a criação de qualquer espaço de encontro entre os homens e eram cultura, para nós, todos os símbolos da identidade e da memória coletivas: testemunhas do que somos, as profecias da imaginação, as denúncias que nos impedem de ser.”  Eduardo Galeano.

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