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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Revista Mucury 11 no ar

Por Bruno Bento.

Este 2014 foi brabo. Mas apesar das rosnadas e mordidas, salvamo-nos todos, ainda mais fortes e determinados a seguir aboiando sonhos e esperanças nestes grotões coloridos e profundos.

A Revista Mucury é uma destas resistências aboiadas, é fruto de muito amor e dedicação de uma equipe incrível, particularmente as meninas do Estúdio COMBO, Adélia Braga e Viviane Silva, da nossa editora Clarice Palles e de toda a equipe da Associação Mucury Cultural. E claro, de nossos lindos, maravilhosos e talentosíssimos colaboradores, que são poetas, gestores culturais, jornalistas, fotógrafos, artistas visuais, professores, cientistas políticos, sociólogos e por aí vai.

Já é a 11 e agora vocês vão saber a história da Feirinha do Veneta! Ou pelo menos as imagens da minha primeira aula de diversidade.

Finalmente podemos mostrar como esta revista é sortida. É que nem a Feirinha do Veneta, retratada pelo fotógrafo Leonardo Cambuí, que trocou tanto as unhas dos dedos no futebol de rua de “pé-de-moleque” da Teófilo Rocha. Tem ela e muita poesia, artes visuais, ciência política e gestão cultural, nesse “secos e molhados”, sortida e diversa Revista Mucuri 11.

Chega de falatório por cá, aproveitei essa belezura!
É só clicar na imagem e folhear.

E que Krenhouh Jissa Kiju continue nos dando brabeza e coragem!

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segunda-feira, 24 de março de 2014

I Simpósio Integrado de Administração Pública na UFVJM em Teófilo Otoni

Entre os dias 11 e 12 de abril acontecerá no Campus Mucuri da UFVJM o I Simpósio Integrado de Administração Pública (I SINTAP), realizado pelo curso de Bacharelado em Administração Pública, da Diretoria de Educação Aberta e a Distância (DEaD) e o Departamento de Administração da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

O entendo abordará o tema Desafios das Políticas Públicas de nosso país, nas esferas municipal, estadual e federal.

Perguntamos a uma das organizadoras, Cynthia Cangussu, sobre a importância geral deste simpósio e qual sua interface com a gestão pública da cultura:

[...] a importância desse encontro é apresentar o curso – Bacharelado em Administração Pública – e os futuros gestores formados por ele.

Penso que para a gestão cultural a importância é indireta mas não deixa de ser importante. Gestores técnicos percebem muito mais a importância do incentivo cultural no município.

As vagas são limitadas e inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link ou o site abaixo.

SERVIÇO

Evento: I Simpósio Integrado de Administração Pública

Data: 11 e 12 de abril de 2014

Local: Campus Avançado do Mucuri da UFVJM – Teófilo Otoni - MG

Contato: Kênia ou Christine

Telefone: (33) 3522-6037

E-mail: sintap@ufvjm.edu.br

Mais informações: http://sgea.ufvjm.edu.br/sintap2014/

Inscrições: http://sgea.ufvjm.edu.br/sintap2014/sgea/pg/index

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quinta-feira, 6 de março de 2014

Itaú Cultural promove Semana de Gestão e Políticas Culturais em Belo Horizonte

Do ODC

Nova edição do projeto voltado para gestores públicos e produtores culturais reúne nomes de peso para analisar e debater o cenário cultural brasileiro e dialogar com a realidade local da cidade mineira

semana-gestao _ logo

O Itaú Cultural, em parceria com o Observatório da Diversidade Cultural – ODC e o Centro de Arte Popular – Cemig, promove a Semana de Gestão e Políticas Culturais em Belo Horizonte. Os encontros acontecem entre os dias 31 de março a 04 de abril, no Auditório do Centro de Arte Popular – Cemig, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, e abordam cinco pilares centrais do atual cenário cultural no Brasil: políticas culturais e participação; formação de público da cultura; planejamento e gestão cultural; o criativo e os novos arranjos produtivos na cultura; e cultura, direitos e institucionalidades.

Esta é a vigésima primeira edição desse curso livre, para o qual foram convidados professores e gestores culturais do Ceará, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Totalizando dez profissionais, eles ministram aulas expositivas e apresentam experiências de gestão cultural, tanto no setor público quanto no privado.

Entre os convidados estão Albino Rubim, José Marcio Barros, Bernardo da Mata Machado, Isaura Botelho, Ana Paula do Val, Alexandre Barreto e Humberto Cunha. Os nomes foram escolhidos a partir da relação entre os temas propostos pela Semana e a cena cultural em Belo Horizonte. “Todos são especialistas na área e atuam em território nacional. Discutir a cultura em suas diversas etapas, do criativo às políticas culturais, passando pela formação de público, é um importante exercício para desenvolver o setor no país”, comenta Juliano Januzzi, coordenador do Centro de Arte Popular.

Foram disponibilizadas 65 vagas gratuitas e as inscrições estarão abertas de 24 de fevereiro a 07 de março. Os interessados podem fazer sua inscrição pelo site: www.observatoriodadiversidade.org.br/semanadegestao. A Semana é destinada a todos os profissionais que trabalham na área cultural e têm atuação na gestão e na produção, seja pública ou privada. Os interessados devem apresentar uma carta que comprove sua atuação na área cultural.

Semanas de Gestão

Em seis anos, 21 cidades brasileiras já participaram da Semana de Gestão: São Luiz, Porto Velho, Boa Vista, Rio Branco, Salvador, Aracaju, Maceió, João Pessoa, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, São Paulo (três vezes), Macapá, Recife, Bauru, Ribeirão Preto e Presidente Prudente. Neste período, cerca de 2.300 gestores, produtores e profissionais ligados às áreas culturais participaram dos cursos livres que, no total, somam mais de 800 horas de aulas e palestras sobre a cultura nas Semanas de Gestão.

PROGRAMAÇÃO

Dia 31 de março, segunda-feira – Tema abordado durante o dia: Políticas culturais e participação.

9h
Aula expositiva Políticas Culturais no Brasil: um balanço.

Com Albino Rubim (BA), Secretário Estadual de Cultura da Bahia; professor titular da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Docente do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PÓS-CULTURA) da UFBA.

14h
Aula expositiva: A cultura e a participação social na atualidade.

Com Bernardo da Mata Machado (MG), historiador e cientista político (UFMG), com especialização em Gestão Cultural (Univ. de Barcelona). É pesquisador da Fundação João Pinheiro (MG). Atualmente, é o Secretário em exercício de Articulação Institucional do Ministério da Cultura.

Dia 1º de abril, terça-feira – Tema abordado durante o dia: Formação de público da cultura.

9h
Aula expositiva: É possível formar públicos no Brasil?

Com Isaura Botelho (SP), Doutora em ação cultural pela ECA/USP e pós-doutorada na França. É gestora cultural e coordenou a pesquisa “O Uso do Tempo Livre e as Práticas Culturais na região metropolitana de São Paulo”no Cebrap.

14h
Aula expositiva: Movimentos e redes culturais e a formação de públicos.

Com Ana Paula do Val (SP), arquiteta e urbanista, artista plástica, especialista em Cultura e Comunicação (Universidade Paris-8, França). Autora e organizadora do livro: Santo Amaro em Rede: Culturas de Convivência – SESC-SP, 2011.

Dia 2 de abril, quarta-feira – Tema abordado durante o dia: Planejamento e Gestão Cultural

9h
Aula expositiva: Planejamento e produção culturais.

Com Luciana Salles (MG), graduada em Comunicação Social e especialista em Planejamento e Gestão Cultural (PUC/MG). É responsável pela Superintendência de Programação Cultural e Ação Educativa do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

14h
Aula expositiva: Construção de carreira artística.

Com Alexandre Barreto (Alê Barreto) (RJ), administrador de empresas, gerente de projetos, produtor executivo e produtor cultural. Autor do livro Aprenda a Organizar um Show.  É um dos gestores do Grupo Nós do Morro e criador do blog “Produtor Cultural Independente”.

Dia 3 de abril, quinta-feira – Tema abordado durante o dia: O criativo e os novos arranjos produtivos na cultura.

9h
Aula expositiva: Economia criativa.

Com Juliana Nolasco Ferreira (SP), mestranda em Administração Pública e Governo na Fundação Getúlio Vargas e pesquisadora do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação (GEPI) da Escola de Direito FGV (FGV-SP).

14h
Aula expositiva: Novos arranjos criativos e produtivos.

Com Israel do Vale,  jornalista, graduado pela Universidade Metodista (SP). Atua profissionalmente há 28 anos no jornalismo cultural. É diretor-executivo da agência Picnic Digital e consultor em conteúdo transmídia.

Dia 4 de abril, sexta-feira – Tema abordado durante o dia: Cultura, direitos e institucionalidades.

9h
Aula expositiva: Direitos culturais em perspectiva

Com Francisco Humberto Cunha Filho (CE), doutor em Direito, professor dos programas de graduação e pós- graduação em Direito da Universidade de Fortaleza (UNIFOR); autor de trabalhos científicos sobre os Direitos Culturais, dentre os quais, os livros: “Direitos Culturais como Direitos Fundamentais”, “Cultura e Democracia na Constituição Federal de 1988” e “Federalismo Cultural e Sistema Nacional de Cultura”.

14h
Aula expositiva: Diversidade cultural e plano de cultura.

Com José Márcio Pinto de Moura Barros (MG), professor dos Programas de Pós Graduação em Comunicação da PUC Minas, Cultura e Sociedade da UFBa e da Faculdade de Políticas Públicas/ UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais; coordenador geral do Observatório da Diversidade Cultural (ODC).

SERVIÇO

Semana de Gestão e Políticas Culturais – Belo Horizonte/MG
De 31 de março a 04 de abril de 2014, das 9h às 18h

Local das atividades: Auditório do Centro de Arte Popular – Cemig no Circuito Cultural Praça da Liberdade – Rua Gonçalves Dias, 1608 – Lourdes, Belo Horizonte – MG (em frente ao Cine Belas Artes).

Inscrição gratuita.
Vagas: 65
Período de inscrição: de 24/02 a 07/03/14, no site: www.observatoriodadiversidade.org.br/semanadegestao
Divulgação do resultado da seleção: 21/03/14, também no site.

Informações:

Tel.: (31) 3222-3231 – Centro de Arte Popular Cemig
info@observatoriodadiversidade.org.br
www.centrodeartepopular.mg.gov.br

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Curso de Desenvolvimento e Gestão Cultural

Do Observatório da Diversidade Cultural.

Como a Cultura pode ser ferramenta efetiva de desenvolvimento econômico e social? Quais as estratégias para potencializar ações culturais visando a consolidação de uma política pública? Considerando-se o atual estágio de possibilidades e desafios colocados pelo Sistema Nacional de Cultura e pelo Plano Nacional de Cultura – iniciativas em curso no país – é importante reconhecer o caráter processual e participativo de pactuação entre diferentes atores sociais, institucionais e políticos, para a construção de políticas, programas e projetos.

Voltado a gestores e agentes culturais, artistas, educadores e interessados na área, a abordagem envolve teoria e prática, a fim de oportunizar um processo efetivo de capacitação para a construção de programas e políticas culturais para cidades e microrregiões.

O curso tem propiciado resultados efetivos em âmbito regional, ao capacitar gestores culturais locais com visão ampla, para a construção de parcerias e viabilização de propostas. A qualificação de gestores culturais, para além das questões de ordem operacional, faz-se urgente se levarmos em conta o quanto as indústrias criativas podem representar para o crescimento sustentado e em longo prazo, em países como o Brasil.

Em 2013, contou com a parceria do Museu Mineiro, vinculado à Superintendência de Museus e Artes Visuais de Minas Gerais, e do Centro de Arte Popular Cemig, que integram o Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

Para saber mais clique aqui.

Retirado em 17/02/2014 daqui.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O cliente tem sempre razão

Do Cultura e Mercado

Por Marcelo Gruman

O escritor mineiro Fernando Sabino descreveu magistralmente, na crônica Cem cruzeiros a mais, o périplo de um indivíduo que, tendo recebido certa quantia a mais de um Ministério, queria devolvê-la aos cofres públicos.

Primeiro, depois de esperar pacientemente na fila, viu o guichê ser fechado justamente na sua vez porque estava na hora do cafezinho do funcionário. No dia seguinte, ao conseguir, finalmente, ser atendido, ouviu do funcionário que estava no lugar errado, pois ali era a “pagadoria”, devendo o incauto individuo encaminhar-se à “recebedoria”. Na “recebedoria”, o funcionário informou que apenas o chefe poderia resolver o caso, mas o chefe já havia ido embora, portanto, a resolução do caso foi novamente adiada para o dia seguinte. No terceiro dia, após meia hora de espera, nosso personagem ouviu do chefe da seção que seria necessário redigir um ofício “historiando o fato e devolvendo o dinheiro” e dar entrada na solicitação no setor de protocolo. Eis o desfecho do caso, para desgosto do protagonista e prejuízo ao erário público:

Saindo dali, em vez de ir ao protocolo (…) o honesto cidadão dirigiu-se ao guichê onde recebera o dinheiro, fez da nota de cem cruzeiros uma bolinha, atirou-a lá dentro por4cima do vidro e foi-se embora. 

A crônica de Sabino fala, de forma caricatural, dos empecilhos que a burocracia impõe ao cidadão comum em seu cotidiano, até mesmo quando este cidadão quer fazer um favor ao Estado e, consequentemente, ao funcionário que lhe atendeu, seu representante, a autoridade formalmente nomeada para tratar daquele assunto específico. O desfecho tragicômico de Cem cruzeiros a mais pode ser explicado pela falência do modelo preconizado pela administração pública burocrática no Brasil, alvo de inúmeras críticas por parte de estudiosos, políticos e, talvez a parte mais interessada, a sociedade civil, obrigada a lidar quase que diariamente com as exigências do aparelho estatal. Dentre as principais críticas estão o impacto da prescrição estrita de tarefas sobre a motivação dos empregados; resistência às mudanças; desvirtuamento dos objetivos provocado pela obediência acrítica às normas e corporativismo entre os funcionários, causando destacamento dos interesses dos destinatários/clientes dos serviços da organização. A impessoalidade levada ao pé da letra pode levar a organização a não dar atenção a peculiaridades das necessidades individuais. Será que o funcionário da “pagadoria” não seria capaz de intervir junto à “recebedoria” de forma a acelerar o processo? Esta é a questão: o foco é no processo, não nos resultados.

Por sua vez, a administração pública gerencial, pensada a partir do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, sob a orientação do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado – MARE, em 1995, funda-se na ideia de que o controle deve ser exercido sobre os resultados, não mais nos processos, tornando a administração pública mais eficiente e voltada para a cidadania. Há uma mudança na compreensão da expressão “interesse público”, inicialmente identificado com a afirmação do poder do Estado, relegando ao segundo plano os conteúdos das políticas públicas. Na administração pública gerencial, interesse público relaciona-se ao interesse da coletividade e não com o aparato do Estado. Aqui, o cidadão é contribuinte de impostos e cliente dos seus serviços.

É a partir as premissas da administração pública gerencial, sobretudo a tríade planejamento-resultado-avaliação sistemática, que as ações do Ministério da Cultura devem ser pensadas.

O planejamento da Cultura   

Os resultados positivos de determinada política pública só podem ser alcançados a partir de um planejamento estratégico, e este planejamento estratégico só pode ser elaborado a partir de diagnósticos e estudos prospectivos. O programa ou ação governamental devem ser avaliados sistematicamente com vistas à determinação de sua eficiência (menor relação custo/benefício), eficácia (grau em que o programa atinge seus objetivos e metas), efetividade (efeitos positivos no ambiente externo em que interveio), sustentabilidade (capacidade de continuidade dos efeitos benéficos alcançados pelo programa) e relevância de seus objetivos. A avaliação é realizada por meio de indicadores, que quantificam os resultados obtidos na aplicação de critérios previamente selecionados, confirmando ou não o alcance das metas pré-determinadas.

O planejamento implica um plano. Em 2010, foram publicadas as metas do Plano Nacional de Cultura para os dez anos seguintes. Na sua apresentação, a ex-ministra Ana de Hollanda deixou claro qual a visão de longo para a Cultura.

Sustentabilidade e, portanto, planejamento, são algumas palavras-chave da atual gestão do Ministério da Cultura. Significa pensar lá na frente, no futuro, a partir das bases do presente. Foi com esse intuito que colocamos em discussão as metas do Plano Nacional de Cultura (PNC), que hoje apresentamos. São propostas para a próxima década. (…) As metas que nascem agora começaram a ser geradas no Seminário Nacional Cultura para Todos, em 2003, primeiro passo para o envolvimento dos cidadãos na avaliação e direcionamento das políticas culturais. Portanto, se temos 53 metas a nos guiar para a próxima década, é porque um dia abrimos espaço e ouvimos a sociedade na formulação da política pública para a cultura. (grifos meus)

O alcance das metas previstas no Plano Nacional de Cultura depende, paralelamente à infraestrutura tecnológica adequada, de uma cultura organizacional que enfatize a produção, armazenamento e avaliação de informações das ações institucionais. Apenas desta forma é possível elaborar um planejamento estratégico. Valores como eficiência e eficácia devem informar os processos rotineiros de trabalho, e as ações não podem ser interpretadas como um fim em si mesmo, mas um meio a partir do qual a avaliação é feita. Caso contrário, estaremos diante de dados, números sem significado social.

Muito mais cômoda para os gestores seria a organização de suas ações sem olhar para o futuro, apenas para o presente, porque estariam dentro de uma zona de conforto. Contudo, se isto ocorresse, reproduziríamos o estigma do funcionário público que pendura o paletó na cadeira pela manhã e só volta no final do expediente, o estigma da bur(r)ocracia que não arregaça as mangas e não põe a mão na massa, que apenas cumpre as formalidades administrativas necessárias para a elaboração do relatório de atividades a ser entregue no final do ano.

A administração pública federal deve atender às demandas do cidadão, afinal, o cliente sempre tem razão.

Referências bibliográficas

MINISTÉRIO DA CULTURA. Metas do Plano Nacional de Cultura. Brasília: Ministério da Cultura. 2011.

SABINO, Fernando. Cem cruzeiros a mais. In: ANDRADE, Carlos Drummond de & outros. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática. 1979.

Retirado em 04/02/14 daqui.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Coleção Política e Gestão Culturais

Sugerido por José de Oliveira Júnior

Por Cadena Produções

Pioneira no Brasil ao reunir em uma única edição noções básicas sobre os principais temas que dizem respeito à política e à gestão cultural no Brasil contemporâneo, a Coleção Política e Gestão Culturais, elaborada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, é leitura indispensável à produtores, gestores, agentes culturais, artistas e a todos que desejam o fortalecimento do setor cultural.

Ao todo são 10 cartilhas que contam com uma abordagem introdutória e objetiva e que tratam dos seguintes temas: Política Cultural; Legislações Culturais; Sistemas de Cultura; Planos de Cultura; Conselhos de Cultura; Fomento à Cultura, Participação, Consulta e Controle Social da Política Cultural; Gestão Cultural; Redes e Consórcios; e Territórios e Identidade.

A Coleção Política e Gestão Culturais está disponível para download.

É possível baixar a versão pdf aqui:

Conselhos de Cultura

Fomento à Cultura

Território e Identidade

Gestão Cultural

Legislações Culturais

Participação, Consulta e Controle

Planos de Cultura

Política Cultural

Redes e Consórcios

Sistema Nacional de Cultura

Retirado em 23/12/13 daqui e daqui.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O projeto como processo

Do ODC

Por Priscilla D´Agostini*

ciclosQuem atua no meio cultural certamente já se deparou, participou ou ajudou a construir um “projeto”. O projeto simboliza a possibilidade de concretização de ideias de diversos profissionais da área. No entanto, para além do preenchimento de formulários presentes nos distintos mecanismos de financiamento à cultura, o projeto precisa ser entendido como parte de um processo que requer um planejamento contínuo.

Diante da diversidade cultural do nosso País, é importante analisar o contexto no qual o projeto pretende se inserir, de forma a demonstrar a relevância da proposta apresentada. Trata-se de um diagnóstico prévio, de um olhar apurado sobre a realidade que se pretende intervir. Essa etapa é fundamental para a construção de uma proposta que tenha embasamento e pertinência.

A partir dessa análise, parte-se para a elaboração de um documento que pode ser denominado de proposta “matriz”. Essa proposta é constituída por uma parte técnica e outra conceitual que precisam estar equilibradas, de forma a demonstrar a viabilidade do projeto por meio de cronogramas, planilhas e planos de ação, e a sua relevância e pertinência, pela argumentação presente no texto.

O restante do ciclo de um projeto já é conhecido: parte-se para o direcionamento e adaptação do mesmo àsdiversas fontes de recursos, para a procura de parceiros em potencial e, posteriormente, para a execução, finalização e prestação de contas do projeto, sinalizando o seu fim. Com uma boa gestão, o ciclo de vida do projeto é conduzido nas condições propícias e dentro da qualidade esperada.

Retornemos à questão colocada inicialmente. Como o projeto pode ser parte de um processo se ele, por si só, é efêmero? Acredito que esse ponto representa o principal desafio para os gestores, artistas e tantos profissionais da cultura. É preciso um constante questionamento. Em que estágio a minha carreira artística está? O que já construí e o que almejo? Quais são as metas traçadas para a minha empresa? O que pretendo alcançar em dez anos?

Essas são questões fundamentais que, muitas vezes, são deixadas em segundo plano, devido à urgência constante em enviar propostas em tempo hábil, presentes nos diversos editais de financiamento. Em outras palavras: há a necessidade de inserir os projetos em uma perspectiva mais ampla de planejamento. Para além de traçar a justificativa, o objetivo e as etapas, os cronogramas e tantos outros itens que fazem parte de um projeto, é fundamental avaliar e traçar um planejamento prévio sobre os desdobramentos e continuidade almejados em determinada proposta, visando materializá-los em projetos futuros.

Obviamente, nada é engessado, cada percurso é vivo e pulsante. Para isso nos servimos de cada experiência, de cada erro e acerto: para a condução de projetos futuros, dentro de um planejamento macro, de forma que as propostas não se tornem iniciativas pontuais fadadas a um fim, embora promissoras. Aí se engendra a necessidade de monitorar a avaliar constantemente nossas ações. É necessário planejar para replanejar.

*Mestranda em Comunicação Social (Puc Minas) e professora do curso Desenvolvimento e Gestão Cultural do ODC

http://observatoriodadiversidade.org.br/site/o-projeto-como-processo/

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SEC lança dois editais

Do MinC

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC), lança dois editais nesta quarta-feira (31), no Galpão Bela Maré, Rio de Janeiro.  A finalidade é contribuir para o desenvolvimento da Economia Criativa brasileira por meio do apoio financeiro à qualificação profissional e ao surgimento de novos empreendimentos nos setores criativos.

Os dois editais são dirigidos a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. O total de recursos investidos pelo MinC, nos dois editais, é de R$ 6.100.000,00. As inscrições iniciarão no dia do lançamento e ficarão abertas até 13 de setembro de 2013. Confira a publicação dos editais no Diario Oficial da União (31/7/2013, páginas 16 a 18, nº 146, seção 3). Confira os editais e formulários.

Formação e qualificação em gestão cultural

O Edital de Apoio à Formação Para Profissionais e Empreendedores Criativos é voltado à realização de cursos para formação e qualificação em gestão no setor criativo, elaborados e ministrados por instituições públicas de ensino superior ou privadas sem fins lucrativos que atuam com formação.

Serão selecionados 11 projetos, divididos em três categorias: Gestão de Negócios e Empreendimentos; Gestão e Produção de Eventos; e Gestão de Carreiras. Os recursos a serem distribuídos nesse edital somam R$1.100.000,00.

Podem concorrer entidades que tenham no mínimo três anos de existência e atuação comprovada em pelo menos um dos 15 setores da Economia Criativa previstos pelo edital. Os cursos promovidos pelas instituições selecionadas devem oferecer vagas gratuitas, preenchidas por meio de processo seletivo público.

Investimento em incubadoras
Já o Edital de Fomento a Incubadoras de Empreendimentos da Economia Criativa tem a finalidade de fortalecer entidades que atuam com empreendimentos criativos e inovadores para que ampliem a oferta de vagas para a incubação. O total investido é de R$5.000.000,00. Serão contemplados até 20 projetos e cada projeto contará com o apoio do MinC no valor mínimo de R$250.000,00 e máximo de R$400.000,00.
O primeiro edital dessa modalidade lançado pelo MinC é dirigido a instituições públicas e privadas e privadas sem fins lucrativos que atuam como gestoras de incubadoras há, no mínimo, três anos.

Uma das metas da SEC/MinC é estruturar políticas de fomento a novos empreendimentos criativos. Algumas das poucas incubadoras públicas e privadas que atuam no setor têm capacidade de investimento limitada. "Queremos estimular as incubadoras que atuam nos setores criativos a ampliar sua capacidade", afirma a secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.

(Ascom/MinC)
(Texto: Marcelo Leal - Comunicação Social  da SEC/MinC)
(Foto: Embratur)

Retirado do site do MinC em 01/08/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/banner-1/-/asset_publisher/G5fqgiDe7rqz/content/sec-lanca-dois-editais/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fbanner-1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_G5fqgiDe7rqz%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D2

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Empreendimentos criativos

    Do MinC

    Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC), lançará no dia 31 de julho, às 15 horas, no Galpão Bela Maré, situado na Rua Bittencourt Sampaio, 169, entre as passarelas 9 e 10 da Avenida Brasil, Rio de Janeiro, dois editais com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento da Economia Criativa brasileira por meio do apoio financeiro à qualificação profissional e ao surgimento de novos empreendimentos nos setores criativos.

    Os dois editais são dirigidos a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. O total de recursos investidos pelo MinC, nos dois editais, é de R$ 6.100.000,00. As inscrições iniciarão no dia do lançamento e ficarão abertas até 13 de setembro de 2013.

    Formação e qualificação em gestão cultural

    O Edital de Apoio à Formação Para Profissionais e Empreendedores Criativos é voltado à realização de cursos para formação e qualificação em gestão no setor criativo, elaborados e ministrados por instituições públicas de ensino superior ou privadas sem fins lucrativos que atuam com formação. Serão selecionados 11 projetos, divididos em três categorias: Gestão de Negócios e Empreendimentos; Gestão e Produção de Eventos; e Gestão de Carreiras. Os recursos a serem distribuídos nesse edital somam R$1.100.000,00.

    Podem concorrer entidades que tenham no mínimo três anos de existência e atuação comprovada em pelo menos um dos 15 setores da Economia Criativa previstos pelo edital (veja quadro ao lado). Os cursos promovidos pelas instituições selecionadas devem oferecer vagas gratuitas, preenchidas por meio de processo seletivo público.

    Investimento em incubadoras

    Já o Edital de Fomento a Incubadoras de Empreendimentos da Economia Criativa tem a finalidade de fortalecer entidades que atuam com empreendimentos criativos e inovadores para que ampliem a oferta de vagas para a incubação. O total  investido é de R$5.000.000,00. Serão contemplados até 20 projetos e cada projeto contará com o apoio do MinC no valor mínimo de R$250.000,00 e máximo de R$400.000,00.

    O primeiro edital dessa modalidade lançado pelo MinC é dirigido a instituições públicas e privadas e privadas sem fins lucrativos que atuam como gestoras de incubadoras há, no mínimo, três anos.

    Uma das metas da SEC/MinC é estruturar políticas de fomento a novos empreendimentos criativos. Algumas das poucas incubadoras públicas e privadas que atuam no setor têm capacidade de investimento limitada. "Queremos estimular as incubadoras que atuam nos setores criativos a ampliar sua capacidade", afirma a secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.

    Outra dificuldade enfrentada pelo setor no Brasil, explica a secretária, é a falta de cursos com foco na gestão de empreendimentos criativos e gestão da produção cultural. "A formação é um dos gargalos da economia criativa e um dos desafios a que nos propusemos na SEC é estimular a formulação de cursos de gestão específicos para os profissionais criativos", diz.

    (Ascom/MinC)

    (Texto: Marcelo Leal - Comunicação Social  da SEC/MinC)

    Retirado do site do MinC em 29/07/13 do endereço:

    http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/empreendimentos-criativos/10913?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%25

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Inscrições abertas para o curso Pensar e Agir com Cultura – Desenvolvimento e Gestão Cultural / 1º Semestre 2013

Por ODC

Do Observatório da Diversidade Cultural

Curso será realizado de 18 de maio a 24 de agosto de 2013 no Museu Mineiro

O Observatório da Diversidade Cultural está recebendo inscrições para o curso de Desenvolvimento e Gestão Cultural / 1º semestre de 2013. Realizada desde 2003, a programação é referência na área, ao enfatizar a reflexão sobre a cultura como importante meio de desenvolvimento econômico e social, assim como as estratégias para potencializar ações culturais para consolidação de políticas públicas na área. Voltado a gestores e agentes culturais, artistas, educadores e interessados na área, o programa capacita gestores culturais locais com visão ampla, para a construção de parcerias e viabilização de propostas. O curso será realizado de 18 de maio a 24 de agosto de 2013, sempre aos sábados, das 08h30 às 17h30, no Museu Mineiro.

No próximo dia 18 de maio, o coordenador do Observatório da Diversidade Cultural, José Márcio Barros, realizará palestra que dará início ao curso de 88h/aula, composto pelos módulos: Cultura, diversidade e desenvolvimento; Trabalho colaborativo e em rede com a Cultura; Elaboração de projetos culturais; Políticas públicas de Cultura no Brasil; Mecanismos de financiamento e de viabilização de projetos culturais; Aspectos jurídicos da Cultura; Planejamento estratégico com a Cultura; Produção cultural; Gestão de espaços culturais; Gestão de projetos culturais; Seminário de resultados.

ODC

Reconhecido pela Unesco como uma das entidades, no mundo todo, que promove e protege a diversidade cultural, o ODC é uma organização não governamental que tem como objetivo produzir informação e conhecimento, assim como gerar experiências e experimentações, atuando sobre os desafios da proteção e promoção da diversidade cultural. O Observatório desenvolve programas de ação colaborativa entre gestores culturais, artistas, arte-educadores, agentes culturais e pesquisadores, construindo competências pedagógicas, culturais e gerenciais. A Ong busca incentivar e realizar pesquisas e práticas inovadoras, proporcionando experiências de mediação no campo da Diversidade Cultural – entendida como elemento estruturante de identidades coletivas abertas ao diálogo e respeito mútuos.

Curso Desenvolvimento e Gestão Cultural

Quando: aos sábados, de 18 de maio a 24 de agosto de 2013, das 08h30 às 17h30.

Onde: Museu Mineiro – Av. João Pinheiro, 342 – Funcionários, Belo Horizonte /MG.

Investimento: R$ 400 (à vista) ou 2 parcelas de R$ 225.

Inscrições e informações.

Retirado em 02/05/13 do endereço:

http://observatoriodadiversidade.org.br/site/inscricoes-abertas-para-o-curso-pensar-e-agir-com-cultura-desenvolvimento-e-gestao-cultural-1o-semestre-2013-2/

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segunda-feira, 18 de março de 2013

Gestão cultural em análise

Retirado do Cultura e Mercado em 18/03/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/gestao/gestao-cultural-em-analise/

Por Raul Perez

Boa formação, repertório, disciplina, visão estratégica e humildade. Esses são, na opinião de Ilana Goldstein, os principais atributos que um gestor cultural tem que reunir. Mestre em Antropologia pela USP e doutora em Antropologia pela UNICAMP e atualmente docente e coordenadora do MBA Bens Culturais da Fundação Getúlio Vargas, ela transita entre o ambiente acadêmico e a consultoria de gestão cultural.

Ilana acredita que é necessário disponibilizar e integrar as pesquisas que vem sendo feitas nos últimos anos sobre o setor cultural. “Sem dúvida, é um grande avanço que tenhamos começado a buscar indicadores e a mapear preferências e carências no setor cultural”, afirma.

A consultora falou ao Panorama Setorial da Cultura Brasileira sobre o perfil do gestor cultural no Brasil. Agora, em entrevista ao Cultura e Mercado, ela deixa suas impressões, a partir de uma visão macro, sobre ferramentas, modelos e o contexto de trabalho desses profissionais. Confira:

Cultura e Mercado – Em entrevista ao Panorama Setorial da Cultura, você afirma que não há algo como uma articulação entre as diferentes políticas culturais do Brasil. Na sua opinião, qual é o ponto de partida para que ela aconteça?

Ilana Goldstein – Não sei se existe um único ponto de partida. Mas duas medidas que me parecem fundamentais são disponibilizar e integrar as pesquisas que vêm sendo feitas nos últimos anos. Sem dúvida, é um grande avanço que tenhamos começado a buscar indicadores e a mapear preferências e carências no setor cultural. A França pauta suas políticas culturais em pesquisas sobre as práticas culturais dos franceses desde a década de 1970. No Brasil, até dez anos atrás, não havia nada nesse sentido.

Agora, já temos pesquisas sobre a cadeia da moda, sobre o setor audiovisual, sobre museus, sobre livros e leitura, sobre o consumo cultural no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas que foram desenvolvidas e divulgadas de forma isolada. Ora, além de produzir pesquisas e mapeamentos, é preciso torná-los públicos, discuti-los, compará-los e levá-los em consideração na hora de reformar a legislação, criar programas, formular editais, propor linhas de financiamento, definir patrocínios etc. De nada adiantam pesquisas engavetadas. Falo com conhecimento de causa, pois eu mesma trabalhei em uma pesquisa contratada pelo MinC sobre exposições de arte contemporânea no Brasil, em 2010, que não foi publicada até agora e não me parece ter influenciado as políticas para o setor, nem ter sido disponibilizado para equipes que desenvolveram as outras pesquisas.

CeM - Quais ações estratégicas, de instituições públicas e privadas, ajudariam na consolidação de uma cadeia da cultura “saudável”?

IG – Em primeiro lugar, acho importante garantir recursos humanos qualificados e motivados. Observando as vagas que surgem para o Ministério da Cultura e para as Secretarias Estaduais e Municipais de Cultura, nota-se que os salários costumam ser baixos, não há planos de carreira atrativos e a maioria das decisões estratégicas se concentra em cargos comissionados que mudam com as oscilações políticas e partidárias. Isso prejudica a continuidade das ações e o acúmulo de know how nas instituições.

No setor privado, meus alunos do Centro Universitário SENAC e da Fundação Getúlio Vargas também relatam uma certa precarização – carga horária excessiva, remuneração abaixo da média, baixo índice de contratação formal. Nos últimos anos, têm surgido cursos livres, cursos de graduação e, sobretudo, de pós-graduação, voltados ao aprimoramento profissional dos diversos agentes do setor cultural. Isso ainda não se traduziu em melhorias significativas nas condições de trabalho. Talvez um passo adiante seja dado se houver a regulamentação das atividades de produção e gestão cultural. De todo modo, vejo com bons olhos o aumento na procura de formação continuada pelos profissionais da cultura.

Dois outros elementos que contribuiriam para o que você chamou de “cadeia da cultura saudável”, na minha opinião, são: desburocratizar/simplificar os processos (penso, por exemplo, nas exigências documentais das leis de incentivo fiscal, na prestação de contas que os Pontos de Cultura têm dificuldade em fazer, e no fato de que empresas culturais pagam os mesmos tributos que uma outra empresa qualquer); e não deixar de incentivar a pluralidade e a diversidade (para que todas as manifestações encontrem espaço e meios de se realizar, da música de concerto ao funk, da Mostra Internacional de Cinema à literatura de cordel, das indústrias culturais às cooperativas de artesãos).

CeM - Existe uniformidade nos modelos e ferramentas de gestão para o setor cultural, ou a maior parte ainda é criada de acordo com as adversidades?

IG – Pelo que tenho visto em minha experiência, não existe qualquer consenso ou uniformidade nesse campo. Há quem utilize apenas o formulário do edital ou da lei de incentivo como norte, deixando de fora tudo o que não é exigido ali, e criando um documento que serve mais para conseguir a aprovação de sua iniciativa do que para pensar com cuidado sobre seu planejamento. Há quem desenvolva projetos interessantes com base em anos de experiência prática acumulada, sem utilizar formas sistemáticas de planejamento e gestão. Também já vi quem tentou aplicar ao terceiro setor modelos de gerenciamento de projetos nascidos na engenharia, como aquele do Project Management Institute, mas desistiu em virtude da complexidade do método e de sua inadequação ao setor cultural.

Um dos problemas é que a bibliografia sobre ferramentas de gestão cultural ainda é escassa. Outro complicador é que os profissionais das artes e da cultura muitas vezes têm alergias a planilhas, números e indicadores de resultados. Eu, pessoalmente, nos projetos que gerenciei e nos cursos em que dou aula, incentivo a utilização de algumas ferramentas adaptadas de outras áreas, como o diagnóstico participativo, a análise SWOT, a árvore de problemas, a árvore de objetivos, a matriz de avaliação, o cronograma da Gantt e o Marco Lógico. Estou convencida de que é melhor pecar pelo excesso de planejamento do que pela falta. É de que é melhor demorar um pouco a iniciar o projeto ou programa, mas ter clareza de seus objetivos, de seus riscos, de suas etapas metodológicas e das formas pelas quais os resultados serão avaliados no final. Sim, porque a avaliação, embora seja uma ferramenta crucial de aprendizagem para a equipe, muitas vezes é improvisada, lembrada apenas no final do projeto – quando já é tarde demais para produzir registros do processo.

CeM – Na sua opinião, quais qualidades um bom gestor tem que reunir?

IG – Algumas das competências são variáveis, já que o gestor cultural pode atuar numa miríade de frentes, do mercado editorial a uma unidade do SESC, da direção de uma companhia de dança à coordenação de uma O.S. Em cada um desses lugares, o gestor buscará desenvolver habilidades específicas. Agora, dentre as qualidades básicas e gerais, eu destacaria: 1. uma formação acadêmica sólida, que permita sustentar conceitual e metodologicamente o seu trabalho, e que garanta a capacidade de tecer relações entre os fenômenos culturais e seus contextos; 2. um repertório amplo e em constante atualização, por meio da leitura de livros, blogs, jornais e revistas, da frequência regular a espetáculos, seminários e exposições; 3. organização, persistência e disciplina (isso se traduz, por exemplo, na construção gradual de uma rede de contatos diversificada e confiável, na habilidade de priorizar as tarefas e administrar o tempo e no controle permanente dos orçamentos); 4. visão estratégica (que compreende pensar a curto, médio e longo prazo, detectar oportunidades e ameaças, buscar possibilidades de sinergia e parcerias); 5. abertura e humildade para aprender com os erros e para aceitar sugestões da equipe ou de outros stakeholders. Alguns desses atributos são fortalecidos por cursos e oficinas, mas outros dependem do acúmulo de experiências e de auto-análise ao longo de nossa trajetória pessoal e profissional.

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Patrocínios: da intuição à qualificação

Retirado do Cultura e Mercado em 01/03/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/patrocinios-da-intuicao-a-qualificacao/

Por Eliane Costa

Falar de patrocínios é falar de escolhas. Não me refiro à decisão quanto a patrocinar, ou não, um projeto específico. Falo de escolhas anteriores, aquelas que definem o posicionamento de uma empresa no mercado, e que, mais adiante, vão pautar suas estratégias de comunicação. Estas, por sua vez, alimentarão, na seqüência, as escolhas de patrocínios, desde a definição das áreas-foco (cultura ou esportes, por exemplo), até as decisões pontuais sobre patrocinar ou não um projeto específico.

Sendo o patrocínio uma das ferramentas da comunicação empresarial integrada, qualquer ação nessa atividade deve refletir escolhas prévias relacionadas à identidade, ao posicionamento de marca e às metas estratégicas da empresa. Quem são seus públicos prioritários e que valores ela deseja comunicar são perguntas cujas respostas precisam anteceder a decisão sobre o que patrocinar. São esses parâmetros que vão orientar, e, conseqüentemente, distinguir, a ação das diferentes instituições nessa atividade.

Uma política de patrocínios deve traduzir o contexto e os anseios específicos da organização. É natural, portanto, que as estratégias de uma empresa que defende ferozmente sua participação em um mercado altamente competitivo sejam distintas de outra que busca agregar valor à sua marca em uma perspectiva de longo prazo. Se o segmento dos grandes eventos, com artistas famosos e forte apelo midiático, poderia ser uma boa alternativa para a primeira, a preservação de acervos significativos da cultura brasileira se mostraria mais adequada às necessidades da segunda. Entre esses dois extremos, cabem, evidentemente, infinitas outras escolhas; o importante é ressaltar que o patrocínio pode estabelecer horizontes para além de uma perspectiva imediatista sobre o mercado.

Integrado às demais ferramentas que compõem o mix da comunicação, o patrocínio permite que a organização se comunique a partir da associação de sua própria marca a projetos, e, por extensão, aos valores que estes portam. Mas essas escolhas deverão, obrigatoriamente, fazer sentido para os públicos que lhe são caros.

De uma maneira mais ampla, as escolhas de patrocínio devem buscar ressaltar atributos de identidade da empresa, potencializar admiração, gerar espaços de relacionamento, atuar sobre alertas apontados em pesquisas, além de otimizar sua gestão tributária, no caso de recursos afetos às leis de incentivo.

No entanto, a maximização de visibilidade da marca e a otimização do usufruto de benefícios fiscais não devem ser as únicas variáveis a serem ponderadas quando uma empresa atua no incentivo a projetos culturais ou esportivos. Cada vez mais a responsabilidade cultural e socioambiental impõe perspectivas mais amplas a essa ação, exigindo, por exemplo, sintonia e articulação com as políticas públicas para cada setor. O patrocínio é, sem dúvida, uma ferramenta de comunicação com grande capacidade de agregar reputação a uma marca, ativo cada vez mais valioso para qualquer instituição.

Vemos, portanto, que uma política de patrocínios precisa dialogar com uma complexa gama de questões, que envolve, desde reputação e valor de marca, até sustentabilidade, direitos culturais, democratização do acesso às verbas, descentralização regional, diversidade étnica, passando ainda pelo viés da otimização tributária. Deve, também, atuar em sintonia com a cena contemporânea: novos protagonistas, novos arranjos produtivos, novas tecnologias sociais, novos paradigmas suscitados pela cultura das redes.

Fica claro, assim, que o patrocínio não se limita (ou não deveria se limitar) a um conjunto de ações pontuais ou voluntariosas do patrocinador, ou mesmo a escolhas focadas apenas na perspectiva do benefício fiscal: falamos aqui de um potente instrumento de comunicação e de gestão.

Nos últimos anos, a compreensão das potencialidades do patrocínio passou a requerer uma abordagem mais complexa dessa ferramenta de comunicação, por vezes ainda entendida de forma simplista (embora nem sempre ingênua), como um mero repasse de recursos. Isso exige das organizações uma maior sistematização de sua ação de patrocínios, incluindo a adoção de mecanismos de gestão democrática da demanda (editais de seleção pública de projetos, por exemplo), bem como o refinamento de seus processos e controles, ao lado da qualificação de seus técnicos e gestores.

Como vimos, a associação “empresa-projeto” não é aleatória, nem meramente intuitiva, mas deve representar a percepção de afinidades. E isso começa a ser compreendido tanto por patrocinadores quanto por patrocinados, que, nos últimos anos, buscam espaços de profissionalização/qualificação para suas atividades. Uma providência que certamente será positiva para todos.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Caos e transformação na gestão das empresas e da cultura

Retirado do Cultura e Mercado em 18/10/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/caos-e-transformacao-na-gestao-das-empresas-e-da-cultura/

Por Raul Perez

Inserir pessoas, elementos e processos do mundo da arte e da cultura na dinâmica de empresas e organizações, buscando auxiliar no desenvolvimento da criatividade e de novas soluções. Resumidamente, este é o trabalho do Conexões Improváveis, programa europeu dirigido por Roberto Gómez de la Iglesia.

Trabalhando em um cenário de incertezas – como é o da Europa neste momento -, o espanhol dedica-se a  promover o intercâmbio para fomentar transformações baseadas na responsabilidade social e na inovação.

Em entrevista ao Cemec – que recebe o especialista nos próximos dias 27 e 28 de outubro, para o curso Inovação Cultural e Cultura da Inovação– Roberto falou sobre o trabalho de “hibridizar” diferentes áreas de conhecimento e como uma transformação nos modelos organizacionais e valores do mundo corporativo é necessária. Além disso, ele analisa o momento turbulento da Europa, que está mais aberta à importância dos setores cultural e criativo para o desenvolvimento econômico e social, mas com investimentos e políticas frágeis nessas áreas. “A situação é complexa e os gestores culturais estão perdidos em meio a um nevoeiro”, declara.

Raul Perez - Você utiliza o conceito de hibridização nas relações entre Arte, Cultura e Empresa. O que isso significa?
Roberto Gómez de la Iglesia - Hibridizar significa combinar visões, conhecimentos, sentimentos, perfis diferentes, com o objetivo de buscar novos resultados, novos caminhos, novos métodos. Hibridizar, mesclar, interligar… fazer da diversidade um fator de impulso da criatividade e da inovação. No Conexões Improváveis, impulsionamos a hibridização entre arte e empresa para promover transformações organizativas e uma inovação socialmente responsável.

RP - Que grandes fatos nos fizeram chegar a esse “entorno turbulento” que você descreve?
RGI - Tudo muda em grande velocidade. Mudam as tecnologias, mudam os valores, mudam as instituições de referência. Hoje, a única constante é permanente transformação. E a incerteza. Isso nos obriga a trabalhar com novas perspectivas, novas formas organizativas, com novos modelos e valores. Temos que nos transformar em gestores de um equilíbrio instável em meio ao caos.

RP - Você considera que os produtores e gestores culturais estejam perdidos em meio a esse caos?
RGI - Realmente, os gestores culturais, pelo menos na Europa, estão vivendo um momento de confusão e desassossego. Até agora, nunca se havia insistido publicamente na importância da cultura e da criatividade para construir um novo futuro. Contudo, a situação das organizações dos setores cultural e criativo – majoritariamente microempresas ou pequenas organizações sociais – é cada vez mais precária. Vivemos um importante retrocesso do investimento público em cultura, um tímido desenvolvimento do patrocínio privado, uma escassa fidelização de públicos (com pouca predisposição a pagar por algo), a mudança de hábitos culturais das novas gerações, pouca prática na geração de recursos através do desenvolvimento de produtos próprios viáveis…. A situação é complexa e os gestores culturais estão perdidos em meio a um nevoeiro.

RP - Em linhas gerais, que novas dinâmicas e ferramentas estão sendo incorporadas à gestão cultural?
RGI - Neste momento, faz-se necessário repensar muitas das máximas da profissão relativas às infraestruturas, aos modelos organizativos, à relação público-privado, aos gostos, desejos e envolvimento cidadão. Emergem novas práticas culturais que colocam o espectador em um papel mais ativo; práticas como o Conexões Improváveis, que repensam a relação entre artes e empresas, novos modelos em rede que desenvolvem de estruturas muita pequenas a uma grande quantidade de atividades e movem uma grande quantidade de recurso. As coisas estão mudando. Ou participamos da mudança, ou desaparecemos. O futuro é incerto por definição. A inovação é exploratória e imprevisível, mas é apaixonante.


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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O gestor e a cultura

Retirado do Observatório da Imprensa em 24/09/12

Por Eliza Granadeiro

Cultura. Ou culturas? Muitos já falaram, outros andam falando por aí e muitos ainda falarão sobre ela. Definição, particularidades, amplitude, enfim, eis aí um dos temas mais amplos para discussão. Poderei escrever sobre isso o resto da vida e, mesmo assim, não chegar a uma conclusão. E será mesmo preciso chegar a alguma conclusão? Concluir é finalizar um pensamento, levá-lo a cabo e, quando se fala de cultura, chegar a um ponto final não me parece interessante. Isso porque cultura é algo vivo. Extremamente vivo. E como tal, não pode ter uma definição estática (conclusão?) que a poderia delimitar e reduzir.

De tudo o que já foi dito sobre o assunto, e ao que tive acesso, fico com a afirmação de Warnier de que cultura “é a bússola de uma sociedade, sem a qual, seus membros não saberiam de onde vêm, nem como deveriam se comportar”. As subsequentes definições (cultura popular, de massa, erudita etc.) são uma tentativa de enquadrar o termo em algumas situações-chave estabelecidas por uma determinada necessidade.

Na Teoria Crítica (um dos norteadores do estudo da Comunicação), há uma divisão de pensadores em integrados e apocalípticos. Para os primeiros, a indústria cultural estaria fazendo um bem ao disponibilizar os bens culturais para as pessoas que normalmente não teriam acesso a eles. Seria, então, a tão falada democratização dos integrados. Impossível não lembrar do célebre texto de Walter Benjamin (“A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”) no qual ele, integrado, fala que a reprodução de obras de arte (antes “presas” aos centros culturais sagrados, verdadeiros templos) em diversos locais, como selos de correspondência, panfletos, cartazes etc., produz um bem social na medida em que possibilita às pessoas, que normalmente não iriam a um centro cultural, terem acesso a elas. Dessa forma, elas teriam a oportunidade de usufruir desse bem, dessa obra de arte. Já os apocalípticos, tratam a indústria cultural como algo nocivo à sociedade. Tão nocivo que, na visão deles, essa indústria poderia motivar a anulação de uma determinada sociedade.

Caráter envolvente

Enquanto essas duas correntes de pensadores debatiam seus pontos de vista, acreditando que cada qual era o único certo a ser seguido, o francês Edgar Morin, no livro O espírito do tempo (livro este que inaugura outra corrente de pensamento conhecida como Teoria Culturológica), reconhece que a indústria cultural existe e que isso basta. Assim, não adianta perder tempo com julgamentos em relação a ela (coisa que os integrados e apocalípticos estavam fazendo), mas sim, que ela deve ser aproveitada e estudada de todas as suas maneiras.

Em outra corrente de pensamento dentro da Comunicação, conhecida como Estudos Culturais, afirma-se que a identidade só se forma na alteridade, ou seja, alguém só é alguma coisa diante de, diante do outro. Assim, para definirmos uma identidade, deveríamos ter sempre em mente um parâmetro para ela. Seria algo do tipo: eu tenho a identidade de uma brasileira porque não sou portuguesa, não sou russa, não sou canadense e assim por diante. Dessa forma, de acordo com essa escola de pensamento, nossa identidade cultural é formada tendo-se em conta outros parâmetros.

Retomando as bases de pensamento da Teoria Crítica, seus pesquisadores já tratavam a cultura como um produto, tanto que eles cunharam o termo “indústria cultural”. Mas, acredito que não podemos colocar a cultura no mesmo patamar de um produto qualquer, no sentido apenas de um artigo utilitário que, depois de usado, poderá ser descartado ou colocado de lado. O produto cultural, materialização da cultura, tem um caráter mais envolvente, perene, elucidante. A cultura torna-se, então, um produto de ouro, de ouro bruto, para que o gestor cultural a molde de acordo com uma determinada necessidade de mediação.

O gestor cultural

Da mesma maneira como vários artigos entram e saem de “moda”, o profissional gestor é o que está em voga ultimamente. Assim, pouco a pouco, a figura do gerente está sendo substituída pela do gestor. Muito mais do que apenas administrar burocraticamente, (não que esta seja uma tarefa fácil), o gestor tem por característica ser um estimulador de sentimentos, de emoções. Afinal, gerir cultura não é a mesma coisa que gerir um outro “negócio”. Sobre a possível pergunta se a cultura poderia ser tratada como um outro tipo de negócio, bem, isso os integrados e apocalípticos já responderam.

A palavra que melhor define o gestor cultural é diversidade. Isso porque parece-me que tudo relacionado às questões culturais tem o caráter de ser diverso. Falamos de inúmeros tipos de cultura, mesmo que todos esses tipos possam ser reunidos em um macro-conceito, desde a popular até à erudita, passando pela religiosa, política, enfim... Além disso, a própria função do gestor requer que ele tenha uma visão diversa de tantos outros fatores relacionados à gestão.

O que significará gerir a cultura? O gestor cultural deverá ter conhecimentos muldisciplinares. Se ser gestor cultural passa por algum tipo de administração, várias profissões poderiam estar incluídas na lista de potenciais gestores. O gestor é aquele que ao administrar manifestações culturais, estaria gerindo emoções que, na maioria das vezes (ou em todas elas?), são coletivas. Por ter tamanha amplitude, de acordo com a época e a situação, o gestor tem uma determinada habilidade colocada em evidência, ora ele é mais administrador, ora mais produtor, ora mais relações públicas, ora mais apreciador de arte etc.

Acredito que este caráter de multidisciplinaridade aumenta, e muito!, nossa responsabilidade, de futuros gestores culturais, uma vez que nossa formação profissional nunca estará finalizada. Sempre será preciso ler um pouco mais, viajar mais, conhecer mais pessoas diferentes.

***

[Eliza Granadeiro é jornalista e produtora cultural]

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Publicação apresenta panorama da cultura no Brasil

Retirado do Cultura e Mercado em 13/09/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/noticias/publicacao-apresenta-panorama-da-cultura-no-brasil/

Da Redação

Lançada no último dia 30 de agosto, a publicação “Panorama Setorial da Cultura Brasileira” traz uma ampla pesquisa de mercado, que ouviu e qualificou os dados de quem produz e quem investe em cultura no país. O livro é uma realização do Ministério da Cultura e da Vale, por meio da Lei Rouanet, com apoio da ESPM.

Os agentes da cadeia produtiva cultural brasileira estão preparados para os novos desafios do mercado cultural? Quais são suas fontes de informação e referências para se organizarem dentro do setor? Essas questões foram o ponto de partida para a pesquisa. Para respondê-las, as autoras – Gisele Jordão e Renata Allucci – e sua equipe entrevistaram cerca de 500 produtores culturais e 40 investidores, da iniciativa privada e do governo.

O objetivo principal foi disponibilizar informações de qualidade, pioneiras e inovadoras para o setor cultural, além de facilitar o planejamento de atividades dos atores dessa cadeia produtiva, ou seja, os agentes (artistas, produtores e fornecedores), viabilizadores (iniciativa privada e governo), difusores (pontos de distribuição de produtos culturais e divulgadores) e o público consumidor.

A pesquisa aponta dados que revelam bastante instabilidade no setor. Por exemplo, na questão sobre remuneração, 72% dos produtores entrevistados afirmam que sua remuneração é variável, apenas por trabalho realizado. Só 14% são produtores contratados. 63% deles dependem de remuneração advinda de outras atividades, revelando como é difícil para o produtor manter-se focado exclusivamente nessa atividade.

Quando perguntados “quais são as dificuldades encontradas no seu trabalho?”, 50% respondem que é o profissionalismo das equipes envolvidas num projeto cultural, e 42% que a segunda maior dificuldade é ser bem relacionado para conseguir aprovar o projeto com os investidores.

A pesquisa também revela diversos aspectos sobre como pensam os investidores da iniciativa privada e governamental. Embora todos os grupos apresentem considerações sobre a importância da cultura no desenvolvimento social, orientações distintas são percebidas em cada um deles. Para a iniciativa privada, percebe-se que o investimento é prioritariamente um meio de comunicação e de associação positiva para a marca do patrocinador. Para o poder público, observa-se que a formação de cidadãos e o desenvolvimento socioeconômico estão em primeiro plano.

Para a iniciativa privada, o projeto deve apresentar consistência e compromisso com o resultado, além de ter continuidade e conciliar interesses públicos e privados. Já para o poder público, deve ter planejamento, ser sustentável, desenvolver e despertar o público para a arte, para a consciência cultural, não servir apenas para distrair, além de garantir acessibilidade e diversidade.

A pesquisa foi construída com base em três métodos combinados. A desk-reserch, que contempla pesquisas anteriores sobre cultura no país, além de referências estrangeiras, com dados existentes entre 2007 e 2012. A pesquisa qualitativa foi feita com os investidores de cultura públicos e privados. E a pesquisa quantitativa, com produtores culturais de todo país.

O livro abre com o histórico da cultura no Brasil, desde quando sua estruturação começou mais efetivamente, na década de 1930, até os dias atuais. Em seguida, um mapa conceitual apresenta as perspectivas que nortearam a pesquisa, suas intenções e caminhos de compreensão para melhor aproveitamento na análise dos dados. Todo o material é recortado por experiências e iniciativas culturais, narradas jornalisticamente.

A publicação está disponível para download no site www.panoramadacultura.com.br.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Avança a construção da Conta Satélite da Cultura

Retirado do site do MinC em 06/09/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/09/04/minc-e-ibge-avancam-na-construcao-da-conta-satelite-da-cultura/

Nova ferramenta contábil vai identificar a contribuição da Cultura para a riqueza nacional

Reunião ontem (3) entre o diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria da Economia Criativa (SEC), Luiz Antônio de Oliveira, e o coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, definiu o grupo das 50 atividades que irão compor a Conta Satélite da Cultura.

A conta será instituída até o final de 2014 e vai sistematizar informações sobre atividades econômicas relacionadas aos bens e serviços culturais, com dados sobre geração de emprego, investimentos e consumo. O objetivo é identificar e mensurar a contribuição da Cultura para a formação do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB).

Segundo o Luiz Antonio, a maior parte das atividades listadas faz parte do setor de serviços – museus e bibliotecas, artes cênicas, serviços de arquitetura, serviços fotográficos, produção audiovisual, entre outros – e representa um “avanço” em relação a países que já instituíram contas similares, como Espanha, Chile e Colômbia.

“Já iniciamos a construção da conta brasileira a partir de uma classificação mais recente de atividades econômicas em nível mundial”, explica, citando como exemplo o design de jóias, as novas mídias eletrônicas e outras atividades desenvolvidas na internet. “Significa que a conta brasileira, quando lançada, estará fundamentada em bases mais modernas, incluindo as novas tecnologias e as atividades culturais inovadoras.”

De acordo com o diretor da SEC, o próximo passo é levantar as informações de cada segmento. “Um censo”, define. Para isso, as atividades culturais listadas na reunião com o IBGE serão avaliadas por todas as secretarias do Ministério da Cultura (MinC) e pelas entidades autárquicas vinculadas a partir das suas bases de dados.

A disponibilização parcial das informações, os “estudos intermediários” conforme explica Luiz Antonio, começará no final do primeiro semestre de 2013, antes da consolidação da Conta Satélite da Cultura. “Pode ser uma publicação mostrando o perfil do consumo cultural das famílias brasileiras ou um estudo sobre as fontes de financiamento da cultura no país”, exemplifica.

Todas essas publicações serão disponibilizadas no Observatório Brasileiro da Economia Criativa (OBEC). “E tão importante quanto divulgar os estudos, é o fato de que vamos disponibilizar nossas bases de dados para que qualquer pessoa interessada e qualquer acadêmico possa fazer os estudos que desejar”, destaca o diretor.

(texto: Marcelo Leal Ascom/SEC)

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Arquétipo do gestor cultural a serviço do que realmente interessa

Retirado do Cultura e Mercado em 04/07/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/arquetipo-do-gestor-cultural-a-servico-do-que-realmente-interessa/

Por Kluk Neto

Diante da proposição de uma reflexão sobre os temas da institucionalidade na cultura e da objetividade versus subjetividade fui, quase que de forma natural, compelido a retomar alguns questionamentos acerca das demandas que se impõem àqueles que se debruçam sobre a tarefa de dedicar-se à gestão cultural, o que me levou a traçar, por espelhamento com as tais demandas, o perfil do gestor cultural idealmente plasmado para os problemas dos nossos dias.

Do que subjaz das diversas discussões contemporâneas no campo da gestão cultural, me parece que os “gestores” forçosamente devem estar preparados hoje para coadunar questões práticas e objetivas no seu dia a dia dentro dos aparatos institucionais e burocráticos das mais diversas instituições culturais, lidar com atividades de gestão que emprestam conhecimentos dos ramos da administração e até da tão criticada quanto em voga, “economia criativa”, com seus modos de mensuração, avaliação e prestação de contas e, ao mesmo tempo, manter-se com a alma no horizonte e nos meandros do entendimento da humanidade premente e dos domínios da subjetividade inerente a toda manifestação criativa, cultural, artística, que é o objeto primeiro, a matéria prima e ao mesmo tempo o produto final que dá sentido a sua “profissão”.

Permeia ainda toda a discussão, a atenção à diversidade, aos direitos culturais, à “democratização do acesso”, ao respeito às liberdades e junto com tudo isso os movimentos e possibilidades num mundo em permanente e acelerada produção de inovação tecnológica que introduz novas dinâmicas ao processo de conexão das pessoas, e da cultura global, local e “glocal”, para usar um jargão muito celebrado recentemente. No Brasil, o gestor cultural nas esferas mais altas da administração pública irá defrontar-se ainda com embates levados a cabo por grupos econômicos organizados, lutando por interesses de mercado ao lado de grupos que embora política e ideologicamente contundentes, apresentam-se muitas vezes, alienados dos processos e das relações de mercado e economicamente desorganizados. Além dos tópicos acima listados, que compõem, mas nem de longe esgotam a agenda da hora para o gestor cultural, adicionam-se as questões da sustentabilidade ambiental que como questão humana urgente dos nossos dias, impacta e é impactada pela produção cultural e empresta dos criativos, armas preciosas para advogar pela causa.

O gestor cultural será também forçosamente levado a enfrentar as questões objetivas relacionadas aos orçamentos, à definição de prioridades e por isso mesmo escolhas de privilegiados, responsabilizando-se e justificando as suas ações a partir de convicções próprias que serão postas à prova pelo questionamento e prestação de contas ao ambiente político e institucional que o rodeia, que o sustenta e a ele delega as funções decisórias no seu campo de atuação diário.

Ao manter a consciência ancorada na percepção de que trabalhar com cultura é lidar com o amálgama da alma humana e as suas necessidades, expressões, intercomunicação e vivências individuais e coletivas em todas as dimensões possíveis (desde as claramente imaginadas até as ainda não exploradas) a imagem que me parece feliz para o arquétipo do gestor cultural contemporâneo é a daquele que consegue colocar todo o aparato objetivo do mundo burocrático e institucional a serviço da parte subjetiva, que é o que, no fundo, realmente interessa.  Usarei aqui, a expressão “para o progresso das almas”.

Dominar as ferramentas, as artimanhas, a linguagem e as forças do mundo matematizado, normatizado e institucionalizado – que é produto da sociedade moderna e que abarca, é claro, o mundo da cultura – torna-se essencial para fazer com que todo esse aparato não se transforme em elemento limitador e até perversor da dinâmica de liberdade e criação de ambientes propícios ao livre acesso a uma vida cultural (a mais plena possível).

Ao analisar as organizações culturais, que são as células onde os gestores culturais atuam por excelência, chamam a atenção algumas características apontadas pelo Professor Alfons Martinell -  com larga experiência em gestão cultural na Espanha e professor da Universitat de Girona -  e que evidenciam quanto o ambiente cultural pode estar condicionado pela institucionalidade instalada.

Segundo Martinell, uma das características das organizações é a existência de uma explícita finalidade, que definida numa organização cultural, pode muito fortemente condicionar a sua estrutura, assim como o seu modelo de gestão.

Muitas vezes as organizações culturais encontram-se, por sua finalidade, aprisionadas num modelo formatado, o que fatalmente gera dificuldades para se adaptar a condições do presente ou se preparar para o futuro.

Martinell aponta ainda uma característica muito singular quando nos diz que as organizações culturais são “intensivas em personalidade”. Muitas vezes uma personalidade do mundo cultural ou artístico pode imprimir uma marca pessoal muito forte e condicionadora da atuação da organização, sufocando movimentos de renovação ou cerceando o desenvolvimento de flexibilidades administrativas. Não raro, personalidades de excelência no campo expressivo criativo assumem funções que não coincidem com a eficácia de gestão requerida pelas organizações. Com isso, contrariando as máximas recomendadas pelos teóricos do mundo dos negócios “for profit”, no negócio da gestão cultural, especialmente os vinculados às instituições governamentais e “non-profit”, muitas vezes “o gosto” do patrão influencia o que se oferece ao freguês.

Trabalhar com as limitações atuais dos ambientes, jurídico-institucionais, políticos, ideológicos e econômicos, assim como ser capaz de trabalhar para influenciar e modificá-los quando necessário, amparado por conhecimento técnico e proposições intelectuais claras sobre o caminho proposto em matéria de política cultural e gestão desta política, afigura-se como fundamental para o êxito no estabelecimento de condições de um efetivo campo de liberdade: na criação e na vivência humana no campo da cultura e da arte.

Ao mesmo tempo, não apenas uma compreensão, mas um firme comprometimento com o trabalho que coloca o desenvolvimento humano em primeiro plano nas questões culturais me parece fundamental para que essas condições sejam criadas e sustentadas.

Atuar na concretude, conhecendo a objetividade, não só da produção cultural e artística que se faz mesmo física, material e visceral tantas vezes para atingir o espírito, como também a aridez dos diversos campos institucionais que influenciam o fazer cultural, torna-se imprescindível para permitir que o mundo de significados, a arte e a vida cultural dos indivíduos, o que realmente interessa, possa ser exercida da forma mais rica e plena possível.

Referências Bibliográficas:

BARBIERI, Nicolás; PARTAL, Adriana; MERINO, Eva. (2011). Nuevas políticas, nuevas miradas y metodologías de evaluación. ¿Cómo evaluar el retorno social de las políticas culturales? In Revista Papers nº. 96/2. Barcelona: Universitat Autònoma de Barcelona.

MARTINELL, Alfons. (s/d). Teoría de las organizaciones: Características de las organizaciones culturales (PID_00147869). Girona: Universitat de Girona.

TEIXEIRA COELHO, J. (2012). A condição da cultura. São Paulo: Observatório Itaú Cultural, mimeo.

TEIXEIRA COELHO, J. (2012). Metáforas da Cultura. São Paulo: Observatório Itaú Cultural, mimeo.

Kluk Neto - Economista, é gestor do Programa Fábricas de Cultura pela Poiesis – Organização Social de Cultura e membro do Conselho do Instituto Pensarte. Para mais artigos deste autor clique aqui.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

São Paulo recebe 1º Fórum Internacional de Gestão Cultural

Retirado do Cultura e Mercado em 23/02/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/agenda/sao-paulo-recebe-1o-forum-internacional-de-gestao-cultural/

Da Redação

Nos dias 21, 22 e 23 de março, São Paulo vai receber o I Fórum Internacional de Gestão Cultural: Para Além do Mercado. O encontro é organizado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Comunicação e Cultura (CELACC), núcleo de pesquisas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, em parceria com a Livraria Cultura.

O evento vai reunir acadêmicos, gestores culturais, autoridades, estudiosos, artistas, estudantes e demais interessados nas áreas de gestão e cultura da Espanha, de países latino-americanos e do Brasil, para construir coletivamente reflexões sobre cultura e as atividades desempenhadas por cada um dos atores.

A programação inclui discussões sobre temas como as políticas de incentivo à cultura, a geopolítica do setor, a relevância da economia criativa e o papel do gestor cultural neste cenário.

Mais informações no site www.forumigc.com/forum.

Redação http://www.culturaemercado.com.br

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Modelo de Negócios Criativos

Retirado do Cultura e Mercado em 27/01/2011 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/tvcem/modelo-de-negocios-criativos/

Em mais uma palestra do programa Empreendedores Criativos, o advogado José Mauricio Fittipaldi aborda as possibilidades e modelos de negócios diante de um cenário favorável para o desenvolvimento de negócios criativos.

Mônica Herculano http://www.uiadiario.com.br

Mônica Herculano é jornalista e produtora cultural. Diretora de redação de Cultura e Mercado e editora do www.uiadiario.com.br. Twitter: @nicklanis Para mais artigos deste autor clique aqui

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Curso de Desenvolvimento e Gestão Cultural

retirado do site da Fundação Clóvis Salgado em 22/0802011 do endereço:

http://www.fcs.mg.gov.br/noticia/17-980,curso-de-desenvolvimento-e-gestao-cultural.aspx

O Observatório da Diversidade Cultural - ODC e a Fundação Clóvis Salgado realizam mais uma edição do curso de capacitação em Desenvolvimento e Gestão Cultural em Belo Hoizonte. Com carga horária de 117 horas, o curso é composto pelos eixos conceitual e prático e integra o Programa Pensar Agir com a Cultura, uma das diretrizes de ação do ODC. O objetivo é capacitar  os participantes para o planejamento de programas e projetos de interesse público, por meio de ações colaborativas e integradas. 

O programa é voltado para gestores e agentes culturais, arte-educadores, educadores sociais, pessoas que atuam nas áreas da cultura, meio ambiente, educação e interessados. A seleção dos candidatos será feita por meio da análise dos dados informados na ficha de inscrição. Serão considerados os critérios: formação, experiência, carta de intenção (justificativa quanto ao interesse em relação à atividade) e disponibilidade. As atividades iniciam-se no dia 1º de setembro e finalizam em 20 de dezembro, com aulas às terças e quintas-feiras, de 19h às 22h, na sala de educação continuada da Fundação Clóvis Salgado.

Inscrições pelo site: www.observatoriodadiversidade.org.br/inscricoes

Informações podem ser obtidas pelo email info@observatoriodadiversidade.org.br ou pelo telefone (31) 3463-3141, de 14h às 17h

>> Clique aqui e veja o conteúdo programático (67kb).pdf.

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