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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CULTURA, da sobrevivência à existência: uma transição

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro estive reunido com diversos gestores, pesquisadores, produtores, artistas e outros trabalhadores do setor cultural, no III Seminário de Economia da Cultura em Uberlândia, discutindo um tema instigante: CULTURA, da sobrevivência à existência.

Em primeiro lugar, agradeço a honra de ter sido convidado pelo idealizador do seminário, Rubem dos Reis, gestor cultural e colega de Conselho Estadual de Política Cultural-CONSEC, e de dividir a mesa com Israel do Vale, jornalista e presidente da Rede Minas, Luciano Alves, secretário municipal de cultura de Rondonópolis-MT, com mediação foi de Aníbal Macedo, vice-presidente do CONSEC. Além da alegria e do prazer de conviver com os demais convidados, equipe de produção, o Grupontapé de Teatro, da Balaio do Cerrado e todos os envolvidos no evento.

Escrevo para relatar um naco, que foi minha participação, num evento de grande relevância para nosso setor, com um tema ainda mais relevante, então sigamos.

O Rubem, como disse, me convidou para falar sobre “Ideias que deram certo” e logo fiquei com o bicho-carpinteiro remoendo minha cabeça. Quando recebi a primeira versão do material de divulgação, com as apresentações de cada um dos convidados, chamou-me a atenção que me apresentaram como editor de uma revista cultural, pronto. Logo descobri sobre o que dizer.

A primeira coisa que pensei e fiz foi mostrar onde fica este danado do Vale do Mucuri, mostrar um pouco de nosso trabalho por aqui, como andam as coisas no setor e lá foi a história da Revista Mucury. Em resumo, um projeto que dá certo sem grana, infelizmente. Por isso só sai uma linda edição por ano com a parceria do Estúdio COMBO – Viviane Silva e Adélia Braga – e da Clarice Palles, nossa editora, de todos os antigos colaboradores e evidentemente todos os 55 autores de diversos estados e países e línguas. Afinal, é o que faz a Revista Mucury ser mais sortida que a feirinha do Veneta.

O Luciano Alves detalhou sua labuta na construção de uma política pública de cultura, a partir da criação e implantação do Sistema Municipal de Cultura de Rondonópolis, apesar das adversidades todas, que de modo algum são poucas. E o Israel do Vale pautou sua fala na premência de pensarmos a cultura de forma sistêmica, setorial, lembrando a experiência da Fábrica do Futuro em Cataguases e mesmo da iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC e Ministério da Cultura-MINC com o lançamento de edital conjunto para a elaboração de Planos de Desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais-APLs de Economia Criativa – em MG, foram contemplados o Polo Audiovisual sediado em Cataguases e o APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni.

Relatadas as experiências, de perto e de longe, caímos na armadilha da transição proposta no tema: como atravessarmos o vale de lágrimas da mera sobrevivência como setor e partirmos para a existência? O que é nosso sucesso? O que é dar certo? A que custo e quais os resultados que alcançamos?

Aí o Aníbal me fuzilou: “Bruno, você vive de quê?”. Foi mais ou menos isso. A resposta é que não vivo de cultura. E esta não é só minha, e ainda pode ser ampliada, quem vive dignamente de cultura? Há muito menos que se deveria. Ou ainda mais, como um setor que se pretende tão importante na composição socioeconômica de uma comunidade pretende sustentar-se? Esta é a armadilha e a pergunta que nos faz engolidos por esfinges diversas.

No dia anterior, a partir das palestras do Antônio Eleilson, coordenador de cultura da ONG Ação Educativa de São Paulo e do Henrique Portugal, do Skank, a pauta estava proposta: Como transitarmos da mera sobrevivência de nossas ações, projetos, para a existência?

No último dia, 7 de fevereiro, com a participação do superintendente de fomento e financiamento, Felipe Amado, do secretário do estado de Cultura, Ângelo Oswaldo e do Israel do Vale, como presidente da Rede Minas, discutimos amplamente sobre onde pretendemos chegar e começamos a proceder conforme o conselho do professor José Lasmar, da Fundação João Pinheiro que no primeiro dia nos fez refletir sobre a urgência de transformar nossas necessidades em demandas, para que sejam reconhecidas e adotadas na agenda política para o desenvolvimento. Este é um dos caminhos.

Nos últimos tempos, inclusive por este site/blog, venho discutindo questões relacionadas ao fomento e financiamento à cultura, ao desenvolvimento da política cultural, em especial em nossa região. É necessário aprofundarmos e irradiarmos o debate, é preciso que pensemos a cultura e seus arranjos locais, seja em encontros, seminários ou fóruns, além de buscarmos alternativas. Mas não é possível que nos posicionemos como setor econômico sem um grande debate acerca da necessidade de políticas de desenvolvimento para o setor.

Foi nesse sentido que elaboramos um documento final do III Seminário de Economia da Cultura, intitulado “EXISTIR E VIVER, Carta de Uberlândia”, no qual convidamos a sociedade e o setor cultural a se mobilizarem para que possamos concluir esta transição da sobrevivência à existência e cumprir nosso papel no desenvolvimento econômico, social e humano.

Ps.: Ah, e todo mundo aprendeu onde é o Vale do Mucuri, e deve ter sido a região mais citada, inclusive pelo Secretário de Cultura de Minas Gerais.

Segue a íntegra do documento:

EXISTIR E VIVER

- Carta de Uberlândia -

O III Seminário de Economia da Cultura realizado em Uberlândia entre os dias 5 e 7 de fevereiro discutiu e reafirmou a Cultura como fator primordial para o desenvolvimento humano e econômico da sociedade e das cidades. O melhor ambiente para realizar ações inclusivas, de resgate e ampliação da cidadania. Esta perspectiva já norteou a construção do Plano Estadual de Cultura elaborado pelo Conselho Estadual de Política Cultural em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, a partir de amplo diálogo com a sociedade.

O tema do Seminário propõe uma transição, “Cultura, da Sobrevivência à Existência”, e nas discussões ecoaram a necessidade de entendimento das realidades e das culturas regionais, suas demandas locais e a forma como o Estado interage com o cidadão. Considerando seu aspecto econômico, essa transição se fará na medida em que haja o entendimento acerca da cultura como um setor econômico e que se invista na economia da cultura e seus arranjos locais. Dada sua dinâmica e potencial de transversalidade e inserção - social e administrativa, as atividades artística e cultural transcendem a mera formalidade do entretenimento e de maneira contundente e organizada se apresentam como uma ferramenta para que o Poder Público estruture práticas de gestão inclusivas e que atendam satisfatoriamente a população - especialmente aquela em vulnerabilidade social, ampliando o sentimento de pertencimento e a percepção de cidadania.

As atividades culturais e artísticas podem, e devem, ser protagonistas nas conquistas e avanços sociais, uma vez que estão presentes na sociedade de maneira lúdica, contundente e transversal, utilizando as linguagens próprias de todos os extratos e segmentos sociais potencializando sobremaneira investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública.

E é nesse momento de sobressaltos econômicos e sociais, que conclamamos a sociedade a nos apoiar nessa jornada que tem como objetivo central valorizar nossas identidades, ao mesmo tempo em que busca nos inserir mais fortemente nas lutas pela melhoria do desenvolvimento humano, social e econômico de Minas Gerais.

 

* Clique aqui para acessar fotos e mais informações sobre o III Seminário de Economia da Cultura.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Apresentação do Mapa da Cultura do Vale do Mucuri em Frei Gaspar

IMG_20140804_104922189No dia 04/08 o Mapa da Cultura do Vale do Mucuri foi apresentado no município de Frei Gaspar, num encontro entre agentes culturais locais, Prefeitura Municipal de Frei Gaspar, Polo de Inovação de Teófilo Otoni e Associação Mucury Cultural.

O encontro organizado por Sema Metzker, Coordenadora de Projetos do Polo de Inovação de Teófilo Otoni e Elmiro Esperendeus de Matos, Assessor da Prefeitura Municipal, teve por tema o “Mapeamento da Economia Criativa de Frei Gaspar”, trabalho que vem sendo realizado no município pelo Polo. Na oportunidade, foi apresentada a Associação Mucury Cultural e seu representante, Bruno Bento que discorreu sobre o projeto do Mapa da Cultura, que tem por objetivo:

Mapear, georreferenciar e divulgar a dinâmica cultural do Vale do Mucuri, a partir da identificação de atividades e equipamentos culturais em plataforma amigável baseada em software livre e autoalimentada por grupos, entidades, agentes, artistas, produtores e gestores culturais;

Bento também expôs a importância das parcerias para o desenvolvimento do Mapa, salientando a construção de uma rede, entre as quais o Polo de Inovação e a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM fazem parte, e agora a Prefeitura Municipal de Frei Gaspar.

Para o trabalho local, a Prefeitura disponibilizará estrutura e recursos humanos capacitados em georreferenciamento que darão suporte à equipe do Polo de Inovação e agentes culturais locais.

Haverá nesta segunda-feira, 11/08, um segundo encontro com agentes locais para uma oficina de utilização do Mapa e para inserção de dados no OpenStreetMap, mapa de plataforma livre no qual o Mapa da Cultura baseia-se.

Para saber mais e acessar o tutorial do Mapa da Cultura do Vale do Mucuri, clique aqui.

Para acessar o Mapa da Cultura do Vale do Mucuri, clique aqui.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ONU divulga Relatório de Economia Criativa

Do Empreendedores Criativos

Foto: Certo XornalO comércio de bens e serviços criativos totalizou montante recorde de US$ 624 bilhões no mundo em 2011 e mais do que dobrou entre 2002 e 2011. Ao mesmo tempo, a criatividade e a cultura também tiveram um significativo valor não-monetário que contribuiu para a inclusão social e o desenvolvimento, o diálogo e o entendimento entre os povos.

Essas são as principais conclusões da edição especial do Relatório de Economia Criativa da Organização das Nações Unidas “Ampliando os caminhos do desenvolvimento local”, lançado na última semana durante a conferência geral da UNESCO em Paris (França). Segundo o levantamento, entre 2002 e 2011, países em desenvolvimento aumentaram em média 12,1% seu crescimento anual na exportação de bens criativos.

“Enquanto cria vagas de emprego, a economia criativa contribui para o bem-estar das comunidades, auto-estima dos indivíduos e a qualidade de vida, alcançando assim o desenvolvimento inclusivo e sustentável. Num momento em que o mundo está a formulando uma nova agenda de desenvolvimento global pós-2015, devemos reconhecer a importância e o poder dos setores culturais e criativos como motores desse desenvolvimento “, afirmou Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.

“[A cultura] capacita pessoas a tomar posse de seu próprio desenvolvimento e estimula a inovação e a criatividade que podem impulsionar o crescimento inclusivo e sustentável “, declarou Helen Clark, gestora do PNUD.

O relatório citou alguns exemplos de como a economia criativa pode melhorar os modelos de subsistência em países em desenvolvimento. Na Argentina, os setores da economia criativa empregam cerca de 300 mil pessoas e representam 3,5% do PIB. Em Marrocos, o setor de editoração emprega 1,8% da força de trabalho, com um volume de negócios de mais de US$ 370 milhões. O mercado de música superou os US$ 54 milhões em 2009 e tem crescido desde então. Em Bangkok (Tailândia), existem mais de 20 mil empresas na indústria da moda, enquanto em toda a região, jovens estão ganhando a vida como designers de pequena escala.

Na cidade de Pikine, em Senegal, a associação Africulturban criou a “Akademy Hip Hop”, que capacita jovens locais no em design gráfico e digital, produção de música e vídeo, gestão de promoção e marketing, aulas de DJ e inglês. O programa visa ajudar jovens profissionais da economia criativa a performar de forma mais efetiva nos mercados local e global que está em constante revolução artística e tecnológica.

Brasil – Quando se refere ao país, o estudo cita a criação da Secretaria da Economia Criativa, em 2012, e dos desafios enumerados pela primeira gestão do órgão. O relatório também ressalta iniciativas como o programa Rio Criativo, o road-show feito pelas secretarias da Cultura e do Turismo do Paraná em municípios do estado com foco em economia criativa e desenvolvimento local, além de diversas programas do Sebrae para fomentar esses segmentos.

No quesito financiamento, o estudo fala sobre a Lei Rouanet e a possibilidade que ela abre para que indivíduos e corporações possam investir no setor cultural e sobre o BNDES. “O Banco Nacional de Desenvolvimento tem concedido empréstimos para as indústrias do audiovisual, música, mídia e video-games desde 2006″, diz o texto.

O documento também utiliza a organização não governamental Vídeo nas Aldeias, que promove oficinas de cinema para comunidades indígenas, como um dos exemplos de “empoderamento de indivíduos e grupos sociais “que a economia criativa tem impulsionado.

Em artigo para o relatório, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defende a transformação da cidade um hub econômico nas áreas de arte e cultura. Ele fez referência ao potencial turístico da capital paulista, ao carnaval de rua e afirma ter interesse em tornar São Paulo num espaço mais atrativo para cineasta nacionais e internacionais. “A cidadania cultural está na fundação da coexistência, e particularmente de um coexistência mais harmoniosa, e não o contrário. Esse é o caminho que São Paulo está tomando hoje, investindo todas suas forças na cultura e na cidadania”, afirmou no artigo.

O relatório chega a citar o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil sobre seu ponto de vista acerca da cultura como eixo de desenvolvimento. “[As políticas culturais atualmente são vistas como] um instrumento de emancipação, articulação global e liberdade humana no século XXI”.

A íntegra do relatório está disponível para download aqui.

*Com informações do site da UNESCO

Retirado do site Empreendedores Criativos em 20/11/13, daqui.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni é selecionado em edital de Economia Criativa MinC/MDIC

Figura 13 - Gemas lapidadasO Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançaram o Edital 03/2013 para a seleção de 27 Arranjos Produtivos Locais Intensivos em Cultura (APLs) no Brasil, um em cada unidade da Federação, tendo por objeto:

[...] elaboração de um Plano de Desenvolvimento em cada um dos APLs selecionados. Os Planos de Desenvolvimento deverão ser resultado de um esforço de construção efetuado pelos agentes locais, componentes do APL, e componentes do Núcleo Estadual de Apoio aos APLs com o apoio do agente animador a ser contratado pelo MDIC. A metodologia a ser seguida será aquela definida pelo Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais–GTP APL.

O Plano de Desenvolvimento é documento indispensável para o acesso às políticas especificas de fomento aos setores culturais e criativos concentrados nesses locais.

Nesta segunda-feira, foi publicado o resultado final e o APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni foi selecionado, em Minas Gerais, o Polo Audiovisual da Zona da Mata também foi contemplado.

Segundo Bruno Bento, coordenador-local da Unidade de Inovação Tecnológica em Gemas e Joias vinculada do Centro de Estudos em Design de Gemas e Joias da UEMG:

“O APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni compreende 21 municípios das microrregiões de Teófilo Otoni e Araçuaí, vem sendo objeto de projetos, ações e programas de desenvolvimento setorial nas últimas duas décadas, entretanto, estas iniciativas acabam surtindo efeito aquém do esperado em função de uma descoordenação. Em função disto, desde 2011 há uma tentativa por parte de vários atores do APL para a construção de seu plano de desenvolvimento, o que ainda não ocorreu, sua elaboração garantirá maior efetividade destas ações, trazendo à reboque, melhores resultados nas ações, já existentes, de transferência tecnológica, desenvolvimento, inovação, financiamento, capacitação e formalização do setor que é responsável por 99% das exportações dos municípios que o compõem e corresponde cerca de 26% do total da exportação do setor em Minas Gerais”.

A parceria entre os dois ministérios é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pelas secretarias da Economia Criativa (MinC) e do Desenvolvimento da Produção (MDIC) desde 2012.

A diretriz desta proposta é implementar políticas sintonizadas com o que estabelece o Plano Nacional de Cultura (PNC), que foi instituído por lei em 2010 e, entre outras estratégias, prevê a participação da Cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável do País.

Para a especialista em desenvolvimento regional,  economista, socióloga e professora Tânia Bacelar o acordo com entre MinC e MDIC é um passo muito importante para que a Cultura se torne também um eixo de desenvolvimento. "Considerar que a produção cultural e a economia criativa passam a integrar a agenda de desenvolvimento econômico do País é uma grande conquista, porque é essa a leitura que eu faço quando inclui o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior", afirma.

"É uma política estruturante e inclusiva, que apoia o desenvolvimento territorial e dá visibilidade ao grande contingente de profissionais criativos que há no Brasil", diz a secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura (SEC/MinC), Cláudia Leitão. Segundo ela, os impactos dessa política poderão incrementar em 20% o número de postos de trabalho, em 30% o número de empresas formalizadas e em 20% o volume de comercialização de bens e serviços de cada APL atendido.

Confira o resultado clicando aqui.

Com informações do MINC e do Observatório Brasileiro de APLS.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fundação Palmares investe R$ 2,3 milhões em editais

Do Cultura e Mercado

Foto: Prefeitura Municipal ItanhaémA Fundação Cultural Palmares vai investir R$ 2,3 milhões em ações para o registro e dinamização das culturas negras brasileiras com os Editais Palmares 25 Anos: 1º Imagens da Memória e 3º Ideias Criativas, lançados no dia 1º de outubro.

O 1º Edital Imagens da Memória foi elaborado para registrar os depoimentos de mestres e mestras, que transmitem a sabedoria a memória, a identidade e a cultura negra para as próximas gerações.

A premiação de R $1,3 milhão, recurso do Fundo Nacional de Cultura, será distribuída para 12 obras audiovisuais que irão captar as narrativas de mulheres e homens negros das comunidades quilombolas, tradicionais de matriz africana e ícones das manifestações culturais afro-brasileiras sobre  temas diversos, adotando as histórias sobre a escravidão como parâmetro prioritário para os registros.

Confira o edital Imagens da Memória completo aqui.

Já o Edital Ideias Criativas, que está em sua 3ª edição, vai destinar R$ 1 milhão a 38 projetos para elaboração e execução de atividades socioeducativas formativas, assim como para pesquisas e publicações. As ações devem, principalmente, promover a dinamização, preservação e difusão da memória da população negra no Brasil.

Confira o edital Ideias Criativas completo aqui.

As inscrições para ambos os editais seguem até dia 15 de novembro.

Retirado do Cultura e Mercado em 07/10/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/editais/fundacao-palmares-investe-r-23-milhoes-em-editais/

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Inscrições abertas para o 1º Encontro Cultura e Desenvolvimento

Da ED|UEMG

Estão abertas as inscrições on line para o 1º Encontro Cultura e Desenvolvimento - um olhar sobre a Economia Criativa, promovido pela Escola de Design e direcionado a todos os interessados no tema.

1º Encontro Cultura e Desenvolvimento

Já se encontram em funcionamento os Programas Institucionais de Extensão da UEMG (PDF, 432 kb), proposta criada pela Pró-reitora de Extensão e aprovada pelo Conselho de Pesquisa e Extensão da Universidade (COEPE).

Um dos intentos dessa iniciativa é o fortalecimento e potencialização de ações de Extensão já existentes nas Unidades Acadêmicas, articulando-as de modo a explorar a natureza multicampi da universidade, a interdisciplinaridade e a intersetorialidade.

Dentre eles está o Programa 3: Cultura e Desenvolvimento, coordenado pela professora da Escola de Design Maria Flávia Vanucci de Moraes e que tem como objetivos o fortalecimento e integração das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão da UEMG, relacionadas à cultura criativa como estratégia de desenvolvimento sustentável, estímulo a ações voltadas para o desenvolvimento de territórios e competências criativas bem como identificação e apoio a projetos da  universidade relacionados à capacitação e desenvolvimento de bens e serviços criativos nas dimensões econômica, social, ambiental e cultural da sustentabilidade,que contribuam ao desenvolvimento das regiões do estado e dinamização da economia criativa brasileira.

No próximo dia 4 de outubro será realizado o evento inaugural vinculado ao Programa. Trata-se do 1º Encontro de Cultura e Desenvolvimento – um olhar sobre a Economia Criativa cujo objetivo é iniciar um processo de nivelamento de conceitos e estabelecer os primeiros contatos com os representantes das unidades da UEMG.

O evento é aberto a todos os interessados, professores, alunos e funcionários  e a inscrição pode ser feita aqui. Os certificados serão enviados on line para o endereço de e-mail informado.

Retirado do site da Escola de Design da UEMG em 24/09/13 do endereço:

http://www.ed.uemg.br/noticias/2013/09/inscricoes-abertas-para-o-1-encontro-cultura-e-desenvolvimento

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Economia criativa: um belo projeto que não saiu do papel

A ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda, fala de seu projeto de economia criativa, fazendo certo mea culpa assume algumas falhas e faz uma reflexão sobre a economia criativa no Brasil. Ela tem uma coluna quinzenal n’O Cafezinho.

D’O Cafezinho

Por Ana de Hollanda

Ao assumir o Ministério da Cultura senti o peso da responsabilidade de lidar com um patrimônio em grande parte intangível e, por isso mesmo, de dificílima mensuração. Minha estreita relação com o mundo da criação artística e produção cultural no Brasil não me permitia ignorar consideráveis impasses que dificultam as condições de criação, produção, circulação, difusão e acesso aos bens culturais. O país é vastíssimo não só em dimensão territorial como em diversidade cultural. É fundamental não apenas que se respeite as especificidades regionais ou de estilo, como se fomente e estimule toda cadeia produtiva para que o acesso a esses bens se torne realidade aqui e no exterior. Por sinal, lembro que em inúmeros levantamentos internacionais acerca da imagem positiva do nosso país, prontamente se destacam a cultura e a criatividade do seu povo.

Paralelamente, desde o final dos anos noventa do século passado venho acompanhando notícias vindas do Reino Unido e estudos da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas o Comércio e o Desenvolvimento) sobre economia criativa. O novo conceito de economia voltado para a dimensão intangível da criação sublinha o valor agregado à indústria, como, por exemplo, no caso do design, da moda ou da arquitetura. Abarca também vários segmentos desde o artesanato, passando pelas artes, chegando às indústrias culturais e compreende toda a teia que envolve criação, produção, distribuição, circulação, difusão e consumo. Esses levantamentos na economia mundial do século XXI apontaram que os setores criativos são os que mais crescem com sustentabilidade e inclusão. Paradoxalmente, apesar da nossa tão aclamada criatividade e do Brasil ocupar, atualmente, a 6ª posição na economia mundial, ocupamos, timidamente, o 36º lugar em relação aos países exportadores de bens criativos.

É nítido que, informalmente, a produção cultural e suas extensões diretas e indiretas movimentam valores bem superiores ao que é contabilizado oficialmente. Geram um número desconhecido de postos de trabalho temporários, também não computados, principalmente em grandes eventos populares. Não há dúvida de que essa informalidade e as conseqüentes inseguranças social e financeira são altamente prejudiciais não apenas à economia, mas aos profissionais desses setores.

Tais fatores me fizeram ver o quão premente se fazia a busca de meios que estimulassem a sustentabilidade econômica do setor cultural, independente dos eventuais apoios a projetos através de editais públicos e leis de mecenato. Foi esta a razão fundamental para que se criasse a Secretaria da Economia Criativa (SEC), logo no início da minha gestão no Ministério da Cultura. A competente equipe comandada pela secretária Claudia Leitão se debruçou sobre a matéria e desenvolveu o plano da SEC para o período 2011-2014, assim como o arrojado Plano Brasil Criativo. O Plano foi apresentado à Presidenta Dilma que se mostrou interessada e imediatamente incumbiu a Casa Civil de coordenar os trabalhos junto aos onze ministérios envolvidos, para depois chegar às empresas públicas e privadas.

Registro que enquanto se multiplicavam as discussões para a adequação do Plano, a SEC quase nada avançou em relação à responsabilidade que lhe cabia na gestão do projeto dentro do Ministério da Cultura. Me penitencio por não ter percebido a tempo que estava sendo descumprido o primeiro passo: o fundamental mapeamento de toda cadeia produtiva da cultura que, após ampla pesquisa, seria disponibilizado na página oficial do MinC. Previa-se essa ferramenta para que os interessados buscassem informações sobre a produção cultural na sua diversidade, os meios de produção e distribuição e como ter acesso a elas. A criação artística, independente de ingerência governamental, teria condições de impulsionar um dinâmico mercado onde não haveria falta de oferta ou procura. No entanto, antecipou-se etapas seguintes como a criação do projeto Criativa Birôs, voltado para eventuais empreendedores culturais, a ser desenvolvido em parcerias alternadas, mas que, embora bastante anunciados, na realidade ainda não foram implantados. Uma infinidade de seminários passaram a ocupar a agenda da SEC. Porém, além de exposições teóricas e discussões acadêmicas, pouco se avançou em termos de gestão prática do setor. Em meados do ano passado preveni a Secretária ao cobrar, entre outras providências, uma aproximação com os verdadeiros profissionais da cultura, vinculados a outras secretarias ou autarquias do MinC. O objetivo era de que conhecesse melhor o modo prático de funcionamento, necessidades e a forma como cada área busca seu sustento. Não obstante os esforços desenvolvidos, reconheço, com frustração, que praticamente nada se avançou nesses dois anos e meio, vista a ausência de qualquer resultado beneficiando diretamente o setor cultural. Assim, o que, a meu ver, seria o plano inovador da gestão da Presidenta Dilma para a Cultura lamentavelmente pode estar fadado a ser arquivado como um belo projeto teórico que nunca saiu do papel.

PS: o texto acima já estava escrito quando tomei conhecimento, pela imprensa, da substituição da Secretária Claudia Leitão. Faço votos de que o novo secretário avance, com sucesso, nas políticas voltadas para a economia criativa.

Retirado d’O Cafezinho em 12/08/13 do endereço:

http://www.ocafezinho.com/2013/08/10/economia-criativa-um-belo-projeto-que-nao-saiu-do-papel/#sthash.KNmCOgko.dpuf

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Empreendimentos criativos

    Do MinC

    Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC), lançará no dia 31 de julho, às 15 horas, no Galpão Bela Maré, situado na Rua Bittencourt Sampaio, 169, entre as passarelas 9 e 10 da Avenida Brasil, Rio de Janeiro, dois editais com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento da Economia Criativa brasileira por meio do apoio financeiro à qualificação profissional e ao surgimento de novos empreendimentos nos setores criativos.

    Os dois editais são dirigidos a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. O total de recursos investidos pelo MinC, nos dois editais, é de R$ 6.100.000,00. As inscrições iniciarão no dia do lançamento e ficarão abertas até 13 de setembro de 2013.

    Formação e qualificação em gestão cultural

    O Edital de Apoio à Formação Para Profissionais e Empreendedores Criativos é voltado à realização de cursos para formação e qualificação em gestão no setor criativo, elaborados e ministrados por instituições públicas de ensino superior ou privadas sem fins lucrativos que atuam com formação. Serão selecionados 11 projetos, divididos em três categorias: Gestão de Negócios e Empreendimentos; Gestão e Produção de Eventos; e Gestão de Carreiras. Os recursos a serem distribuídos nesse edital somam R$1.100.000,00.

    Podem concorrer entidades que tenham no mínimo três anos de existência e atuação comprovada em pelo menos um dos 15 setores da Economia Criativa previstos pelo edital (veja quadro ao lado). Os cursos promovidos pelas instituições selecionadas devem oferecer vagas gratuitas, preenchidas por meio de processo seletivo público.

    Investimento em incubadoras

    Já o Edital de Fomento a Incubadoras de Empreendimentos da Economia Criativa tem a finalidade de fortalecer entidades que atuam com empreendimentos criativos e inovadores para que ampliem a oferta de vagas para a incubação. O total  investido é de R$5.000.000,00. Serão contemplados até 20 projetos e cada projeto contará com o apoio do MinC no valor mínimo de R$250.000,00 e máximo de R$400.000,00.

    O primeiro edital dessa modalidade lançado pelo MinC é dirigido a instituições públicas e privadas e privadas sem fins lucrativos que atuam como gestoras de incubadoras há, no mínimo, três anos.

    Uma das metas da SEC/MinC é estruturar políticas de fomento a novos empreendimentos criativos. Algumas das poucas incubadoras públicas e privadas que atuam no setor têm capacidade de investimento limitada. "Queremos estimular as incubadoras que atuam nos setores criativos a ampliar sua capacidade", afirma a secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.

    Outra dificuldade enfrentada pelo setor no Brasil, explica a secretária, é a falta de cursos com foco na gestão de empreendimentos criativos e gestão da produção cultural. "A formação é um dos gargalos da economia criativa e um dos desafios a que nos propusemos na SEC é estimular a formulação de cursos de gestão específicos para os profissionais criativos", diz.

    (Ascom/MinC)

    (Texto: Marcelo Leal - Comunicação Social  da SEC/MinC)

    Retirado do site do MinC em 29/07/13 do endereço:

    http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/empreendimentos-criativos/10913?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%25

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Escrevendo um projeto cultural

Não vivemos mais sem projetos, sem planejamentos. Esta também é a realidade de produtores, empreendedores, gestores culturais e artistas.

Um dos principais objetivos destes projetos e a captação de recursos, este texto trata rapidamente sobre as leis de incentivo, ainda o mais importante e mais desigual instrumento de financiamento cultural.

Do Blog Acesso

Por Bernardo Vianna

Escrever um projeto sólido, adequá-lo às leis de incentivo, preencher planilhas, o caminho para a obtenção de financiamento para a realização de uma iniciativa cultural pede preparação e requer constante busca por conhecimento por parte do profissional da cultura. Em conversa com Alessandra Trindade, professora da Escola São Paulo de Economia Criativa e consultora em planejamento e implementação de políticas culturais, levantamos alguns pontos importantes que devem ser observados pelos produtores culturais ao redigir seus projetos.

Acesso – Que elementos chave um proponente precisa observar ao planejar dar forma a um projeto cultural?

Alessandra Trindade – Para formatar um projeto cultural o proponente precisa saber exatamente o que ele quer fazer, isto é, ter muito claro e definido o que é o projeto e qual a estrutura necessária para realizá-lo. E quando falo estrutura, tanto pode ser o material quanto os profissionais especializados em determinadas funções.

Por exemplo, ao formatar um projeto teatral, é importante que o proponente inclua a mídia desse projeto, pois a divulgação é fundamental para garantir público às apresentações que serão realizadas. Já vi casos em que o proponente concebe um projeto e, ao fazer o orçamento e considerar alto o valor final, corta itens fundamentais para a boa realização do projeto. Claro que alguns itens podem ser conseguidos por apoios, parcerias, mas não há garantias de que isso será conseguido, por isso o ideal é contemplar tudo na planilha de custos.

Acesso – A planilha é um dos pontos que mais geram dúvidas?

A. T. – Um projeto cultural que é encaminhado para aprovação nas leis de incentivo à cultura deve constar todos os itens. Caso não tenha itens importantes para a realização do projeto na planilha orçamentária, o proponente deve explicar como esses itens serão conseguidos – apoios que já estão garantidos ao projeto. Um projeto “incompleto” irá gerar dúvidas no profissional que irá analisá-lo e isso poderá dificultar ou até mesmo inviabilizar sua aprovação na lei.

Uma boa equipe também é muito importante. Há produtores ou proponentes que são centralizadores e querem fazer tudo, até mesmo para diminuir custos. Se são capazes de fazer tudo o que estão se propondo, não tem problema. Mas, se não tiverem experiência em algumas funções, deleguem isso a quem sabe fazer bem feito. Um projeto cultural, assim como qualquer outro projeto, deve ter uma equipe competente e capaz de realiza-lo.

Acesso – E quanto à adequação às leis de incentivo?

A. T. – Para a aprovação nas leis de incentivo, é importante que o proponente conheça bem a lei. As leis tem suas diferenças e é importante conhecer bem a lei para a qual está sendo buscada a aprovação do projeto. Por exemplo, há diferenças entre o ProAC, a lei estadual de cultura de São Paulo, e a Lei Rouanet.  Todas as leis estão disponíveis na internet para que os proponentes e produtores tenham acesso e possam inscrever seus projetos corretamente.

Acesso – Qual a importância de uma formação específica em produção cultural?

A. T. – Em qualquer área, seja cultural ou não, o conhecimento é muito importante. Os projetos devem ser tratados como um “negócio”. Ao abrir uma empresa eu devo conhecer bem o segmento que pretendo atuar; no segmento cultural é a mesma coisa. O produtor cultural ou proponente é um empresário e deve pensar como tal, seu “negócio” precisa ser sustentável. Assim como uma empresa precisa do lucro para continuar existindo, um projeto cultural precisa ser sustentável.

Acesso – O currículo do proponente influencia a decisão do investidor?

A. T. – Se analisarmos os patrocínios culturais por meio das leis de incentivo vemos que as empresas querem direcionar seus patrocínios a bons projetos. Afinal, ninguém quer vincular sua marca a algo que corra o risco de não dar certo. Os patrocinadores buscam projetos de produtores que realizaram ou participaram de projetos que deram certo. O “nome que está por trás do projeto” é uma das principais referências de um projeto cultural.

Acesso – Para você, falta uma base de conhecimentos mais sólida para os produtores e gestores em geral? Quais as implicações disso em um contexto de entusiasmo com a indústria criativa?

A. T. – Os produtores e gestores tem sentido a necessidade de estarem atualizados com o mercado e, na minha opinião, tem crescido a busca por conhecimentos.  O entusiasmo com a chamada “indústria criativa” tem sido um alavancador dessa busca por conhecimento. E busca por conhecimento não é apenas um curso ou uma capacitação. Temos visto cada vez mais publicações especializadas e também os blogs, como espaço para discussão e troca de experiências, tem tido um papel importante. Ainda tem produtor que não se vê como um empresário da cultura, mas esse grupo tem diminuído. Hoje quem está buscando inserção na indústria criativa e na cultura como um dos ramos dessa indústria sabe da necessidade de adquirir conhecimentos e estar sempre atualizado.

Acesso – E qual sua avaliação quanto à acessibilidade e à transparência das políticas públicas de incentivo à cultura?

A. T. – Aumentou muito a transparência das políticas públicas de incentivo à cultura e o poder público tem disponibilizado ferramentas para que elas sejam cada vez mais acessíveis. O Ministério da Cultura, por exemplo, tem realizado capacitações por todo o país para que gestores ou produtores culturais das mais diversas regiões possam utilizar-se dos benefícios de incentivo à cultura.

Há uma corrente que ainda é contra as leis de incentivo à cultura – incluindo aí produtores e gestores culturais. Mas é importante destacar que após a implantação dessas leis, principalmente da Lei Rouanet, houve um crescimento no volume de projetos culturais e o aumento da oferta cultural demonstrou que a demanda estava reprimida. Hoje, a cultura tem sido discutida pelo poder público, empresários, artistas, empreendedores culturais e o cidadão brasileiro estão cada vez mais conscientes da importância da cultura.

Retirado do Blog Acesso em 17/07/13 do endereço:

http://www.blogacesso.com.br/?p=5811

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Lárcio Benedetti – patrocínio cultural como estratégia corporativa

Do Blog Acesso

O apoio privado à cultura vem superando um determinado caráter filantrópico, próximo ao mecenato, e cada vez mais passa a integrar a coleção de ferramentas de que as empresas podem dispor para avançar em suas estratégias de atuação. Muitas instituições, no entanto, ainda prescindem de uma política estruturada para a área da cultura. Na outra ponta, também os proponentes de projetos culturais enfrentam o desafio da profissionalização e da qualificação.

Consultor de patrocínio empresarial, Lárcio Benedetti foi responsável, entre 2006 e 2010, pela atuação do Grupo Votorantim na área de cultura, além de ter participado do planejamento e da implantação de programas de patrocínio cultural de empresas como Petrobras e Natura. Em 2012, Benedetti concluiu, na Universidade de Budapeste, sua tese de doutorado – Decision Making Process in Corporate Sponsorship: Open Call as a Strategy to Attract, Screen, Assess and Select Sponsorship Proposals –, abordando o processo de tomada de decisão em patrocínio corporativo, tema sobre o qual o especialista falou ao Acesso.

Acesso – O perfil do patrocínio corporativo à cultura está cada vez mais distante de uma modalidade com características filantrópicas e mais próximo de uma ferramenta integrada à estratégia de atuação das empresas?

Lárcio Benedetti – Eu diria que, em parte, sim. O patrocínio já conseguiu se libertar da filantropia, porém, na maior parte das empresas, ainda não ganhou um caráter estratégico. Evidência disso é que poucas empresas possuem uma estratégia de patrocínio, que é o ponto de partida para uma atuação sólida, perene e consistente. Para essas empresas, o patrocínio ainda é tratado como uma ferramenta tática, esporádica e operacional, muitas vezes utilizada para o mero aproveitamento dos benefícios fiscais provenientes das leis de incentivo. Patrocínio integrado à estratégia corporativa ou de comunicação pressupõe ter uma política estruturada, com foco claro, portfólio coerente de projetos, investimento em qualificação, gestão e comunicação, além de desdobramentos que vão além do patrocínio a projetos em si.

Acesso – Como resultado desse processo, os proponentes vêm, por sua vez, buscando maior profissionalização e melhor qualificação?

L. B. – Sem dúvida. A demanda por profissionalização do setor cultural pode ser notada pela proliferação de uma série de iniciativas dirigidas a gestores culturais, como cursos, blogs, guias, manuais, etc. Acredito que esta procura por qualificação se deve, em grande parte, à crescente prática de bons editais realizados por instituições e empresas. Para ser competitivo em um edital, o proponente sabe que precisa inscrever uma ótima proposta, já que seu projeto será submetido a critérios técnicos – que nada têm a ver com influência ou relacionamento na empresa – e poderá passar por várias instâncias de decisão.

Acesso – Que benefícios dos editais públicos para os patrocinadores você destaca? É essa, segundo sua experiência, a modalidade de patrocínio cultural melhor sucedida?

L. B. – Os editais têm se tornado uma prática comum, não apenas em empresas públicas como também em privadas. Eu destacaria pelo menos sete benefícios que o edital pode propiciar ao patrocinador: é uma forma eficiente de divulgar a política de patrocínio da empresa; gera oportunidades de comunicação em vários momentos; estabelece diretrizes para a apresentação de propostas; define processo e instâncias de decisão; facilita a comparação das propostas inscritas; ajuda a formação de um portfolio de múltiplos; e como resultado disso tudo, tem potencial de transmitir uma imagem positiva associada a igualdade e transparência.

No entanto, isso não significa que o edital seja, em si, a melhor modalidade de seleção de projetos. Há dois grandes riscos para a sua adoção. Primeiro, o patrocinador não deve esquecer que o edital precisa fazer sentido para a empresa. Ele não é sinônimo (mas sim resultado) de uma política de patrocínio. Eu gosto de ilustrar esta ideia com a “Matryoshka”, aquelas bonecas russas aninhadas uma dentro da outra. Nesta imagem, a melhor forma de seleção de projetos é a última e menor boneca. Até chegar a ela, a empresa precisa começar pela maior boneca, que são seus valores e sua estratégia de comunicação. Em seguida, há a boneca que representa a estratégia e a política de patrocínio que a empresa precisa elaborar que, no final, definirá a alternativa de seleção que melhor se encaixa nas bonecas anteriores.

O segundo risco do edital é que ele deve ser cuidadosamente planejado e implementado, uma vez que ele expõe o patrocinador publicamente. Antes de decidir pelo uso de um edital, a empresa deve ter consciência de sua dimensão e importância.

Acesso – Observa-se, no Brasil, situação de dependência das leis de incentivo? O que você destaca como consequência desse cenário?

L. B. – As leis surgiram, como o próprio nome diz, como uma forma de incentivo para as empresas investirem em cultura. Em outras palavras, por meio de benefício fiscal, o Governo daria um estímulo, uma ajuda para o desenvolvimento da prática do patrocínio cultural no País. Porém, o que ocorre é que a maior parte das leis de incentivo possibilita 100% de dedução do valor investido. Ou seja, a empresa patrocina, mas quem paga toda a conta é o Governo. Como resultado, o investimento em cultura cresce, mas sem sustentação, sem solidez. Basta o Governo reduzir o benefício que muitas empresas, infelizmente, deixarão de patrocinar. Ou seja, o modelo de financiamento que, vale lembrar, nasceu para ser temporário, transformou-se numa situação de total dependência. Por outro lado, felizmente, há inúmeros casos de empresas que enxergam o incentivo fiscal apenas como mais um benefício que a atuação em cultura pode propiciar.  Para elas, a possibilidade de dedução fiscal não é fator condicionante para o investimento em cultura – tanto que utilizam as leis, mas também investem recursos próprios. São belos casos em que o patrocínio já está totalmente integrado ao mix de comunicação das marcas.

Retirado do Blog Acesso  em 21/05/13 do endereço:

http://www.blogacesso.com.br/?p=6169

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Desenvolvimento sustentável

Do MinC

Brasil e União Europeia unem forças para fazer com que a cooperação cultural entre ambos contribua para avançar a causa do fortalecimento da cultura na governança global. Um dos resultados dessa união são os Diálogos Setoriais União Europeia x Brasil, projeto do governo brasileiro em conjunto com a União Europeia, que realiza, em Brasília, nos dias 21 e 22 de maio, o Seminário Cultura x Desenvolvimento Sustentável.

O objetivo é promover o intercâmbio de iniciativas e ações implementadas tanto pelo Brasil quanto pela União Europeia a favor da diversidade de expressões culturais, sobretudo visando tornar mais efetivo o papel estratégico da cultura no impulso do desenvolvimento sustentável.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participa da mesa de abertura às 9h ao lado da embaixadora da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias.

Serão três mesas, cada uma com um dos eixos constituintes do conceito de desenvolvimento sustentável – desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. As conferências serão ministradas por convidados da União Europeia e Brasil com experiência acadêmica na gestão pública ou gestão cultural. A configuração da cultura como o quarto eixo do desenvolvimento será tema da palestra final, acompanhada de debate e conclusões do seminário. O conteúdo do seminário será reunido em uma publicação posteriormente.

O Ministério da Cultura busca consolidar, nas políticas públicas, a percepção da diversidade cultural como propulsora do desenvolvimento sustentável, a partir da história e das peculiaridades do país, tendo a cultura como um quarto pilar desse conceito, visto que ela perpassa os demais reconhecidos.

4º EIXO DO DESENVOLVIMENTO - O conceito de desenvolvimento sustentável é frequentemente associado e com crescimento econômico e industrial e engloba três eixos – social, econômico, ambiental. Em 2002, a Cúpula de Johanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável estabeleceu a importância da cultura para o desenvolvimento. Porém, não passou à prática e a cultura não figurou como um dos temas centrais da conferência Rio + 20 em 2012.

O Artigo 2º da Convenção sobre Proteção e a Promoção das Diversidades Culturais, adotada pela UNESCO, e ratificado pelo Brasil, afirma em seus princípios orientadores que essa proteção "constitui uma condição essencial para um desenvolvimento sustentável em benefício das gerações presentes e futuras". Mesmo assim, a cultura ainda é percebida pelos gestores públicos de outras áreas da administração e pela sociedade em geral apenas enquanto conjunto de atividades artísticas.

Nesse contexto, o projeto de reflexão conjunta entre Brasil e União Europeia é uma contribuição para o reconhecimento da posição estratégica da cultura para o desenvolvimento sustentável, na percepção inclusive dos saberes e fazeres das comunidades tradicionais nas relações entre o ser humano e o meio ambiente, passando pelos três eixos que configuram o desenvolvimento sustentável e configurando um quarto eixo.

SERVIÇO:

Seminário Cultura x Desenvolvimento Sustentável

Brasília, 21 e 22 de maio de 2013

Local: auditório da Fundação Cultural Palmares, SQN 601 – SGAN, lote 1 – Edifício ATP

Horário: 9h

Aberto ao público: inscrições no local

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

Dia 21/05

9h – Mesa de Abertura, com participação da Ministra Marta Suplicy, e da Embaixadora da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias.

10h às 13h – Mesa 1, Cultura e Desenvolvimento Social

Palestrantes: Olu Akade (Reino Unido, integrou o Fórum em Diversidade Cultural do Sudeste Asiático, da Unesco, e foi membro do Conselho Internacional para o Fórum Mundial Cultural) e Sebastião Rocha (Tião Rocha, antropólogo, educador popular e folclorista, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, ONG criada em Minas Gerais)

Mediação: Márcia Rollemberg, Secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

14h30 às 17h30 – Mesa 2, Cultura e Desenvolvimento Econômico

Palestrantes: Kimmo Aulake (consultor especial do governo finlandês e vice-chefe de exportações culturais do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia) e Paulo Miguez (Brasil, doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia e da Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA; foi secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura de 2003 a 2005)

Mediação: Cláudia Leitão, Secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura

Dia 22/05

9h às 12h – Mesa 3, sobre Cultura e Preservação do Meio Ambiente

Palestrantes: Olaf Gerlach Hansen (diretor da Culture / Futures e conselheiro-sênior do Instituto Cultural da Dinamarca) e Alfredo Wagner Berno de Almeida (antropólogo, professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura da Amazônia da Universidade Federal da Amazônia, Brasil)

Mediação: Jurema Machado, presidente do Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculada ao Ministério da Cultura.

14h às 16h – Palestra: Pode-se considerar a cultura como o 4º pilar do desenvolvimento?

Jordi Pascual (professor da Universidade Aberta da Catalunha, Espanha e coordenador geral da Comissão de Cultura da Organização Internacional de Cidades e Governos Locais Unidos)

16h às 17h – Debate sobre conclusões do seminário e as implicações gerais para a União Européia e o Brasil avançarem na causa do fortalecimento da cultura na governança global.

Debatedores: Mrs. Ann Branch, Diretora Geral para Educação e Cultura da Comissão Européia e conselheiro Gustavo da Veiga Guimarães, chefe da Divisão de Acordos e Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores.

Mediador: José Hilton Santos Almeida, presidente da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura.

(Texto: Alessandro Soares / Ascom MinC)

Retirado do site do MinC em 21/05/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/banner-1/-/asset_publisher/G5fqgiDe7rqz/content/desenvolvimento-sustentavel/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fbanner-1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_G5fqgiDe7rqz%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D2

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

2º Seminário Agenda Criativa debate os setores de Música, Literatura, Artes Visuais e Audiovisual

Do BH Eventos

Evento terá um dia com palestras e debate aberto ao público

267748_417244378383866_1775662325_nA Fundação Municipal de Cultura (FMC), em parceria com a Belotur e com apoio Fundação Nacional de Artes (Funarte), promove de sexta a domingo o 2º Seminário do programa “Agenda Criativa: A Economia Criativa dos Setores Artísticos de Belo Horizonte”. Desta vez, o encontro debate os temas Música, Literatura, Artes Visuais e Audiovisual. O evento acontece na sede da Funarte (Rua Januária, 68, Floresta).

O primeiro dia do evento (sexta-feira, 17) será aberto ao público. A partir das 9h, haverá um debate sobre o Vale Cultura com representantes dos setores artísticos de Belo Horizonte. À tarde, a partir das 14h, acontecem duas palestras: o advogado Hildebrando de Paula Pontes aborda o tema “direitos autorais e novas mídias”; na sequência, o diretor de criação da Gaz Games, Ronaldo Gazel, trata do tema “avanços tecnológicos e comunicação digital nos setores artísticos”.

O Seminário tem como objetivo pactuar e sistematizar diretrizes e linhas de ação que promovam a sustentabilidade da cadeia produtiva dos setores criativos da cultura de Belo Horizonte. Isto significa, na prática, criar mecanismos para que o financiamento da cultura em Belo Horizonte não fique restrito à Lei e ao Fundo Municipal de Incentivo à Cultura.

Segundo Cássio Pinheiro, assessor especial da FMC e coordenador do programa Agenda Criativa, a intenção é criar mais uma forma de diálogo com a classe artística, para debater as necessidades, os problemas e as demandas do setor. “O Agenda Criativa visa a fazer um diagnóstico do setor produtivo da cultura em Belo Horizonte, não só para que a FMC possa alinhar melhor as suas ações e construir melhor as suas ferramentas de fomento, mas, sobretudo, para que possamos manter o diálogo com a classe artística e buscar novos parceiros para a construção de um instrumento de sustentabilidade.”

Grupos de trabalho

No sábado, dia 18, serão formados grupos de trabalhos, composto por convidados de instituições ligadas às áreas da música, literatura, artes visuais e audiovisual. Estes grupos irão discutir aspectos que envolvem a cadeia criativa do setor, tais como formação e qualificação; produção e criação, consumo, difusão e distribuição, investimentos e patrocínios, entre outros. No domingo, os pontos debatidos pelos grupos de trabalho serão anexados a um documento final, que será entregue à FMC.

Retirado do site BH Eventos em 17/05/13 do endereço:

http://www.bheventos.com.br/noticias/5519/2-Seminario-Agenda-Criativa-debate-os-setores-de-Musica-Literatura-Artes-Visuais-e-Audiovisual.html

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Economia Criativa

 

Marta e presidente do Sebrae tratam de parceria para empreendedores criativos

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, se reuniu nesta terça-feira (26) com o presidente do Sebrae, Luiz Barreto, com o gerente do Sebrae, Juarez de Paula, e com o diretor de Direitos Intelectuais da Secretaria Executiva do Ministério da Cultura (MinC), Marcos Souza, para conversar sobre parcerias entre Sebrae e MinC. A ministra e Barreto mostraram entusiasmo com o plano de ação do convênio que será assinado em abril entre o MinC e Sebrae voltado especialmente para os micro e pequenos empreendedores criativos brasileiros.

"Nós fomos afinando parcerias e construindo um convênio com a cara do MinC e do Sebrae, com uma grande interseção entre nós e eles na construção de modelos de formação e capacitação exclusivos para a economia criativa", disse Marta.

A secretária de Economia Criativa, Claudia Leitão, também esteve na reunião e falou sobre os três eixos principais do convênio, fundamental para o desenvolvimento da economia criativa no Brasil. O primeiro eixo é o mapeamento da informação das cadeias produtivas, com diagnóstico de territórios criativos, de vocações regionais, para formulação de políticas públicas; o segundo eixo é a capacitação técnica para gestão de negócios criativos, com formação de gestores, do artesanato à cultura digital; e o terceiro eixo é a promoção e difusão desses empreendimentos em feiras, rodadas de negócios, etc.

Esses três eixos compõem os Criativa Birô, e o primeiro deles será inaugurado no Rio de Janeiro no dia 17 de maio. "Esses equipamentos darão apoio ao micro e pequeno empreendedor criativo, que são como o público do Sebrae: o pequeno que quer abrir empresa, o informal que quer se formalizar, que quer definir seu território de ação. O Criativa Birô oferecerá consultoria técnica e jurídica, capacitação profissional entre outros serviços, concentrando vários suportes em um mesmo local", disse Cláudia. Outros 12 estados e o Distrito Federal também terão escritórios Criativa Birô até o segundo semestre deste ano.

(Alessandro Soares - Ascom/MinC

Foto: Jéssica Tavares)

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segunda-feira, 18 de março de 2013

Criativa Birô: MinC promove oficina com estados conveniados

Retirado do site do MinC em 18/03013 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2013/03/15/criativa-biro-minc-promove-oficina-com-estados-conveniados/

Encontro reúne gestores públicos para planejar implantação dos escritórios de apoio ao empreendedor criativo

Gestores das secretarias de cultura do Acre, Bahia, Ceará, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, Paraná e Distrito Federal estarão em Brasília na segunda e terça-feira (18 e 19) da próxima semana para o I Encontro de Gestão dos Criativas Birôs.  Com o formato de uma oficina de planejamento, o encontro será coordenado pela Diretoria de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (SEC/MinC).

Os trabalhos serão abertos pela secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão, às 10h, e conduzidos pela diretora da SEC/MinC, Luciana Guilherme. “O objetivo é discutir a metodologia e construir estratégias conjuntas com os 12 estados e o Distrito Federal, que já firmaram convênio com o MinC”, afirma a diretora.

Implementados em parceria com os governos estaduais, entidades do sistema S como Sebrae, Sesc e Senai e universidades públicas, os Criativa Birôs são escritórios que funcionarão como centros de apoio aos artistas e pequenos empreendedores criativos na estruturação e elaboração de modelos de negócios. Nas unidades estaduais, artistas e criativos irão dispor de consultorias nas áreas de gestão e empreendedorismo, assessoria jurídica,  assessoria técnica e qualificação profissional, banco de dados e informações sobre o setor.

O primeiro Criativa Birô brasileiro será inaugurado em maio, no Rio de Janeiro, como parte do Projeto Rio Criativa desenvolvido pelo governo do estado. Os demais já conveniados estão previstos para funcionarem no segundo semestre de 2013. São Paulo e Amazonas deverão ser os próximos estados a firmarem convênio com o MinC.

Veja a programação

Serviço:

I Econtro de Gestão dos Criativas Birôs

Data: de 18 a 19 de março

Horário: dia 18 abertura às 10h; dia 19 a partir das 9h

Local: Edifício Parque Cidade Corporate, Torre B, 12º andar, Setor Comercial Sul – Brasília DF

(texto: Marcelo Leal – Ascom/SEC/MinC)

 

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Reconhecimento é primeiro passo para regularização da profissão produtor cultural

Retirado do site do Cultura e Mercado em 31/01/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/panoramadacultura/reconhecimento-e-primeiro-passo-para-regularizacao-da-profissao-produtor-cultural/

Por Mariana Carvalho

Com o crescimento do setor cultural no Brasil, aumenta também a demanda por profissionais melhor preparados para atuar nessa área. O mercado de produção cultural exige cada vez mais formação e qualificação específica. No entanto, capacitação específica ainda é difícil e a remuneração também é uma questão controversa. Estes são assuntos que viemos tratando nas últimas semanas na nossa série sobre o Panorama Setorial da Cultura Brasileira, pesquisa patrocinada pela Vale e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

De acordo com o levantamento, 86,6% de produtores com nível superior recebem por mês uma quantia um pouco acima de R$ 2.501, enquanto que um profissional de outro setor com a mesma escolaridade, segundo dados do IBGE, recebe em média R$ 3.600.

Uma das razões para essa disparidade pode estar na falta de regularização da profissão de produtor cultural no Brasil.

“Com a profissionalização dos setores da cultura, os produtores precisaram se organizar como categoria, buscando formação acadêmica, metodologias de atuação e normativas éticas e jurídicas de trabalho”, afirma Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

Segundo ela, no entanto, ainda estamos “no começo da trilha”. “Existe na atualidade uma necessidade que urge no que se refere ao reconhecimento social e econômico da profissão de Produtor Cultural, antes até da mobilização em torno da regulamentação da profissão em si, mais burocrática e polêmica. Talvez esta seja uma consequência natural deste processo, atrasado e ainda nos primeiros passos”, acredita.

O ex-coordenador do bacharelado em Produção Cultural e atual coordenador do mestrado em Cultura e Territorialidade da Universidade Federal Fluminense, Luiz Augusto Rodrigues, lembra que as primeiras graduações em Produção Cultural datam de 1996 em diante. “E são ainda poucas. Há alguns movimentos associativos, como a ABPC – Associação Brasileira de Produtores Culturais (formada por ex-alunos do curso da Universidade Federal Fluminense) e a ABGC, mas a questão da regulamentação (de como e com que propósitos) ainda tem pouca reflexão e debate. Ao menos nacionalmente”, diz ele.

Para Rodrigues, quanto mais organizada e profissionalizada estiver a profissão, melhor desempenho ela terá, tanto na esfera privada quanto pública. “Não é necessariamente a regularização (com as implicações e significações que esta possa ter) que vai dar forma a esta profissão. É justamente os processos de formação que importam”, afirma.

Ele acredita ainda que uma série de questões está em aberto, como a questão trabalhista, previdenciária e de saúde deste trabalhador; os registros profissionais e o código de ocupação; os deveres do produtor com questões ambientais e de segurança. “Há um conjunto de deveres e de direitos que devem ser debatidos com esses profissionais”.

Eduardo Santana, sócio-diretor da Fly Cow Produções Culturais e com mais de 15 anos em desenvolvimento de projetos culturais públicos e privados, destaca que o produtor carrega a imagem de “faz tudo”, o que atrapalha na qualificação de sua atividade, assim como a valorização de seu trabalho e a busca pelo reconhecimento.

Ele questiona também o comprometimento com o serviço realizado pelo produtor, levando em consideração a inconstância da remuneração. “(…) [o produtor cultural] nunca tem uma expectativa a longo prazo, pois nunca sabe o que irá acontecer no mês seguinte. Vejo que a regulamentação é a melhor solução para acabar com o serviço terceirizado ou a contratação feita de qualquer forma, sem profissionalismo”, comenta.

Para Kátia de Marco, a formalização dos direitos, deveres, fazeres e suas éticas são fundamentais e urgentes à produção cultural brasileira. E os eventos de entretenimento estão incluídos nesse universo. “Ao crescer, um segmento potencializa necessidades e a regulamentação torna-se premente. Mas antes, a meu ver, é mais importante fortalecer a trama da divulgação e da formalização da importância dessa nova profissão do século XXI, quando a cultura é percebida como um instrumento de transformação e de sobrevivência das diferenças. Esse profissional precisa ser valorizado, ser mais bem pago, movimentar cifras cada vez maiores e gerar mais mudanças e transformações de atitudes e de bem-estar nas sociedades contemporâneas”, afirma.

Dia do Produtor Cultural - Em 16 de agosto de 2012, a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizou uma audiência pública para discutir o reconhecimento do Produtor Cultural e, a partir daí, criar o Dia Estadual do Produtor Cultural.

“O crescimento da área da produção cultural tornou a regulação urgente. O produtor cultural é hoje um profissional qualificado, que atua em uma área específica, e precisa ter seus direitos como trabalhador garantidos”, afirma o presidente da Comissão de Cultura da Alerj e deputado estadual Robson Leite.

Segundo ele, a audiência pública e o projeto de lei vieram da demanda dos próprios produtores culturais, após o Encontro Nacional de Produção Cultural. “A ideia de criar o Dia do Produtor Cultural surgiu para ajudar os debates sobre a regulamentação da profissão – que deve ser feita em Brasília. Queremos incentivar a mobilização e a organização dos produtores e um dia de luta e comemoração ajuda nesse sentido”, explica.

Na audiência, segundo o deputado, foram debatidos os mecanismos de regularização e criado um grupo de trabalho estadual, com produtores e poder público, para pensar no que pode ser feito nas esferas estadual e federal. “Agora, em 2013, retormaremos esse GT.”

Em Niterói (RJ), cidade que sedia a Universidade Federal Fluminense, que despontou com o primeiro bacharelado de produção cultural no Brasil, o Dia do Produtor Cultural foi  sancionado em 2007.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cultura Digital: Cartografias Colaborativas

Retirado do site do MinC em 10/12/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/12/07/cultura-digital-cartografias-colaborativas/

Seminário acontece de 10 a 12 de dezembro, em Brasília

A partir de segunda-feira (10), acontece o Seminário Cultura Digital: Cartografias Colaborativas, no Museu da República, em Brasília. Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Políticas Culturais, o será realizado até o dia 12 e reunirá representantes dos oito projetos selecionados em edital, que foi a primeira etapa do projeto Cultura Digital: Cartografias Colaborativas.

O projeto busca o fomento ao debate de estratégias, o incentivo ao diálogo e ao compartilhamento de experiências e a identificação de projetos que promovam a utilização dos dados coletados diretamente com a sociedade (Data crowdsourcing). A análise das possibilidades de integração com oSistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) completa a lista de objetivos do programa.

No mês de outubro o MinC abriu  edital que selecionou oito projetos para participarem do Seminário, ocasião em que serão apresentados os trabalhos e compartilhadas as experiências em debates com a sociedade e o governo. Os projetos que estarão representados em Brasília são: Arte Fora do Museu, Rede Social Arquigrafia, Rota dos Baobás, Mapa da Inclusão Digital de Santarém, PortoAlegre.CC, O Mapa da Cachaça, Webdoc Graffiti e Alquimídia.

Cada projeto recebeu apoio do MinC em passagens aéreas e em recursos financeiros para ajuda de custo destinada à hospedagem e à  alimentação de até dois representantes de cada projeto selecionado.

Veja a programação completa e saiba mais sobre os projetos selecionados.

(Texto: Lara Aliano, Ascom/MinC)

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Uma nova Cultura

Por Bruno Bento – Associação Mucury Cultural

Esta segunda-feira (03/12) entrou para a história do setor cultural de Teófilo Otoni, pois foi apresentado, apreciado e aprovado por unanimidade o Projeto de Lei 189/12 pelos vereadores presentes na sessão da Câmara Municipal desta cidade.

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Este projeto, enviado pelo Executivo institui o Sistema Municipal de Cultura de Teófilo Otoni, é a maior vitória que poderíamos ter nestes anos de intenso trabalho.

Mas o episódio de hoje é o ápice, do que iniciou-se em 2005 quando a prefeita Maria José assinou o Protocolo de Intenções do Sistema Nacional de Cultura, de desde então vem hipotecando sua participação e apoio à proposta de política pública para o setor em nível nacional até sua adesão definitiva – confira aqui mais informações sobre o Sistema Nacional de Cultura – SNC, e aqui os municípios que já aderiam ao SNC.

Desde então, passamos pela conferência Municipal de Cultura em 2009, quando esta proposta começou a ser discutida e construída a partir de inúmeras reuniões, encontros e oficinas sempre sob a orientação do Ministério da Cultura e de consultores como José Oliveira Júnior, que se comprometeu com esta proposta. Desde o início deste ano, intensificamos os encontros, em julho e agosto com dois dos mais importantes de toda a cadeia criativa da cultura.100_4753 - Cópia

Outra grande importância desta aprovação é que aderindo definitivamente ao Sistema Nacional de Cultura, o município terá acesso a programas, projetos e financiamentos para o setor e em algum tempo ocorrerá assim como no Sistema Único de Saúde nu do Sistema Único de Assistência Social, só receberão recursos para a Cultura quem aderir.

A aprovação é só um dos passos, agora nos cabe a elaboração do Plano Municipal de Cultura que regulará esta política pública. Abaixo podemos ver um esquema e as instâncias para o bom funcionamento deste sistema:

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E o que significa fazermos acontecer o Sistema Municipal de Cultura?

Pelo menos algumas coisas:100_4737

a definição de orçamento específico para financiamento de ações culturais no âmbito municipal;

possibilidade de racionalização e maior eficácia na destinação de recursos para instituições, agentes, produtores do setor cultural, mediante editais e apresentação de projetos para financiamento;

maior e melhor gestão financeira do poder público e dos proponentes;

gestão compartilhada, a partir do Conselho Municipal de Cultura;

maior profissionalização do setor e seus profissionais;

Hoje o setor cultural de Teófilo Otoni conseguiu uma vitória que entrará para a história do município, que apostamos, rapidamente será um dos importantes no cenário artístico-cultural de Minas Gerais, agradecemos ao empenho da Chefe de Divisão de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Beatriz Farias , à Secretária da pasta Roseane Brito e aos Vereadores que certamente verão um novo tempo para nossa cidade e região.100_4763

Este é o momento para que todos possam saber como funciona o sistema e no que consiste nosso trabalho em um setor dos mais dinâmicos da economia mundial, inseridos na Nova Economia, ou o que no Brasil é chamada de Economia Criativa.

Este setor, como os demais precisa ser fomentado e incentivado, para que finalmente possa trazer o retorno para a Economia e para a Sociedade de uma maneira mais ampla, e este setor está diretamente ligado ao que somos e ao que queremos ser: um povo livre e soberano.

Agora temos muito trabalho até os primeiros resultados em 2013!

E pra já: TODOS os trabalhadores da cultura devem dirigir-se à Divisão de Cultura da SMEC de Teófilo Otoni para se cadastrarem a partir desta terça-feira, este procedimento é necessário para a implementãção do SMC e para a eleição e composição do Conselho Municipal de Políticas Públicas Culturais.

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domingo, 28 de outubro de 2012

MinC apoia concurso Coletivos Criativos

Retirado do site do MinC em 28/10/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/10/27/minc-apoia-concurso-coletivos-criativos/

Inscrições podem ser feitas até o dia 18 de novembro

O concurso Coletivos Criativos, da Agência do Instituto Mundial para as Relações Internacionais (Agência IR.wi), está com as inscrições abertas até o dia 18 de novembro. A iniciativa, que vai apoiar a produção de dois curtas metragens e dez projetos de intervenções audiovisuais criativas, tem o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv).

Os curtas devem ter entre cinco e dez minutos e um deles será exclusivamente para um coletivo do Distrito Federal. O objetivo das intervenções é contribuir para a formação e estímulo aos grupos de trabalhos coletivos, inovadores e criativos.

Os interessados em participar devem se inscrever utilizando o CNPJ da empresa que será cadastrada como proponente do projeto e deve ter a atividade cultural como uma de suas finalidades.

Coletividea

O concurso apresentado pela Agência IR.wi faz parte de um projeto maior, chamado de Coletividea. Desenvolvido em parceria com a Secretaria do Audiovisual do MinC, o projeto busca mostrar a importância do momento do audiovisual brasileiro – que passa por constantes transformações e transcende as barreiras do cinema tradicional – e ainda oferecer uma nova forma de enxergar a cultura.

Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail info@coletividea.com.br

Acesse o site Coletividea e faça a sua inscrição

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(Texto: Cora Dias, Ascom/MinC)

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em defesa da criação

Retirado do Cultrua e Mercado em 25/01/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/em-defesa-da-criacao/

Foram vinte meses à frente do Ministério da Cultura, tempo em que, seguindo as diretrizes da presidente Dilma, junto com uma equipe técnica séria e em diálogo permanente com a sociedade, avançamos na implementação de políticas públicas que colocassem definitivamente a cultura como eixo capital no desenvolvimento do Estado Brasileiro. É importante salientar que nossa gestão nunca teve como meta a visibilidade midiática e que o estudo dos dados e a análise criteriosa da situação interna seguiram um perfil essencialmente estruturante, visando a preparar o ministério para responder às demandas do século XXI no Brasil, que vem, cada vez mais, se apresentando como uma referência de renovação no cenário mundial.

Num primeiro momento, a reforma interna autorizada permitiu criar, sem aumento do número de cargos, a essencial Secretaria da Economia Criativa, a Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural e, conforme previsto no estatuto da Fundação Biblioteca Nacional, devolver-lhe a responsabilidade pelas políticas de livro, leitura e literatura. Por outro lado, criamos a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração, que vinha estudando com a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, sob batuta do dr. Jorge Gerdau, a nova reformulação que pretendíamos ver aprovada até 2014. Ela, sim, deveria propor estrutura e funcionamento adequados para um ministério moderno, ágil, sem heranças anacrônicas. Outra preocupação imediata foi a de avaliar os compromissos assumidos com entidades públicas e privadas, conferir a situação real dos convênios assinados e liquidar o enorme passivo de prestações de contas não examinadas. Parte desse trabalho demandou um esforço concentrado e, a partir das orientações da CGU, apontou para a necessidade de cancelar convênios considerados irregulares, mas também buscar, junto aos proponentes, soluções que previam até parcelamento de dívidas.

Um dos programas mais complexos do MinC é o Cultura Viva. São 3.703 pontos de cultura em todos os estados do país apoiados pelo MinC, diretamente ou por meio dos estados ou municípios. Nesse um ano e oito meses quitamos as dívidas e atualizamos as parcelas de todos os que estavam em condições de receber. Deixamos vários novos editais prontos para serem lançados.

Não é meu objetivo e nem é este o espaço adequado para apresentar um balanço detalhado das políticas implantadas ou em processo no ministério, em parte já apontadas no Plano Nacional de Cultura, para as áreas das artes, patrimônio, memória, fomento, formação, acesso etc. O grande compromisso desta gestão foi o de defender a sustentabilidade da produção cultural. Como disse no discurso de posse, “é a cultura que diz quem somos nós. É na criação artística e cultural que a alma brasileira se produz e se reconhece” e mais adiante “devo e vou colocar, no centro de tudo, a criação e a criatividade. O grande, vivo e colorido tear onde milhões de brasileiros tecem diariamente a nossa cultura”. Não há como pensar na cultura como eixo capital do desenvolvimento do Estado sem considerar a importância de nossos bens intelectuais, culturais. E o que estamos assistindo, em tempo de megadisputas e transações de conteúdos entre os provedores, sites de buscas e softwares é uma violenta campanha, através de seus representantes oficiais ou não, pelo afrouxamento do controle dos direitos autorais. A campanha que, de certo modo, seduz jovens, inocentes úteis usuários da internet, atiça esse público potencial contra criadores. Esse verdadeiro bullying virtual tem vitimado e inibido centenas de artistas.

Se criamos a Secretaria da Economia Criativa em busca do desenvolvimento e sustentabilidade da nossa produção cultural, não posso deixar de denunciar uma guerra orquestrada contra o criador, centro da inovação cultural e que atinge as indústrias audiovisual, fonográfica e editorial, em franca agonia em função da pirataria reinante. Denúncia, apelo, ou mesmo alerta é a certeza de que a todos nós cabe um pouco da responsabilidade pela preservação da expressão cultural, da emoção, da alegria e da alma do nosso povo.

*Publicado originalmente no jornal O Globo

 

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Caos e transformação na gestão das empresas e da cultura

Retirado do Cultura e Mercado em 18/10/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/caos-e-transformacao-na-gestao-das-empresas-e-da-cultura/

Por Raul Perez

Inserir pessoas, elementos e processos do mundo da arte e da cultura na dinâmica de empresas e organizações, buscando auxiliar no desenvolvimento da criatividade e de novas soluções. Resumidamente, este é o trabalho do Conexões Improváveis, programa europeu dirigido por Roberto Gómez de la Iglesia.

Trabalhando em um cenário de incertezas – como é o da Europa neste momento -, o espanhol dedica-se a  promover o intercâmbio para fomentar transformações baseadas na responsabilidade social e na inovação.

Em entrevista ao Cemec – que recebe o especialista nos próximos dias 27 e 28 de outubro, para o curso Inovação Cultural e Cultura da Inovação– Roberto falou sobre o trabalho de “hibridizar” diferentes áreas de conhecimento e como uma transformação nos modelos organizacionais e valores do mundo corporativo é necessária. Além disso, ele analisa o momento turbulento da Europa, que está mais aberta à importância dos setores cultural e criativo para o desenvolvimento econômico e social, mas com investimentos e políticas frágeis nessas áreas. “A situação é complexa e os gestores culturais estão perdidos em meio a um nevoeiro”, declara.

Raul Perez - Você utiliza o conceito de hibridização nas relações entre Arte, Cultura e Empresa. O que isso significa?
Roberto Gómez de la Iglesia - Hibridizar significa combinar visões, conhecimentos, sentimentos, perfis diferentes, com o objetivo de buscar novos resultados, novos caminhos, novos métodos. Hibridizar, mesclar, interligar… fazer da diversidade um fator de impulso da criatividade e da inovação. No Conexões Improváveis, impulsionamos a hibridização entre arte e empresa para promover transformações organizativas e uma inovação socialmente responsável.

RP - Que grandes fatos nos fizeram chegar a esse “entorno turbulento” que você descreve?
RGI - Tudo muda em grande velocidade. Mudam as tecnologias, mudam os valores, mudam as instituições de referência. Hoje, a única constante é permanente transformação. E a incerteza. Isso nos obriga a trabalhar com novas perspectivas, novas formas organizativas, com novos modelos e valores. Temos que nos transformar em gestores de um equilíbrio instável em meio ao caos.

RP - Você considera que os produtores e gestores culturais estejam perdidos em meio a esse caos?
RGI - Realmente, os gestores culturais, pelo menos na Europa, estão vivendo um momento de confusão e desassossego. Até agora, nunca se havia insistido publicamente na importância da cultura e da criatividade para construir um novo futuro. Contudo, a situação das organizações dos setores cultural e criativo – majoritariamente microempresas ou pequenas organizações sociais – é cada vez mais precária. Vivemos um importante retrocesso do investimento público em cultura, um tímido desenvolvimento do patrocínio privado, uma escassa fidelização de públicos (com pouca predisposição a pagar por algo), a mudança de hábitos culturais das novas gerações, pouca prática na geração de recursos através do desenvolvimento de produtos próprios viáveis…. A situação é complexa e os gestores culturais estão perdidos em meio a um nevoeiro.

RP - Em linhas gerais, que novas dinâmicas e ferramentas estão sendo incorporadas à gestão cultural?
RGI - Neste momento, faz-se necessário repensar muitas das máximas da profissão relativas às infraestruturas, aos modelos organizativos, à relação público-privado, aos gostos, desejos e envolvimento cidadão. Emergem novas práticas culturais que colocam o espectador em um papel mais ativo; práticas como o Conexões Improváveis, que repensam a relação entre artes e empresas, novos modelos em rede que desenvolvem de estruturas muita pequenas a uma grande quantidade de atividades e movem uma grande quantidade de recurso. As coisas estão mudando. Ou participamos da mudança, ou desaparecemos. O futuro é incerto por definição. A inovação é exploratória e imprevisível, mas é apaixonante.


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