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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ONU divulga Relatório de Economia Criativa

Do Empreendedores Criativos

Foto: Certo XornalO comércio de bens e serviços criativos totalizou montante recorde de US$ 624 bilhões no mundo em 2011 e mais do que dobrou entre 2002 e 2011. Ao mesmo tempo, a criatividade e a cultura também tiveram um significativo valor não-monetário que contribuiu para a inclusão social e o desenvolvimento, o diálogo e o entendimento entre os povos.

Essas são as principais conclusões da edição especial do Relatório de Economia Criativa da Organização das Nações Unidas “Ampliando os caminhos do desenvolvimento local”, lançado na última semana durante a conferência geral da UNESCO em Paris (França). Segundo o levantamento, entre 2002 e 2011, países em desenvolvimento aumentaram em média 12,1% seu crescimento anual na exportação de bens criativos.

“Enquanto cria vagas de emprego, a economia criativa contribui para o bem-estar das comunidades, auto-estima dos indivíduos e a qualidade de vida, alcançando assim o desenvolvimento inclusivo e sustentável. Num momento em que o mundo está a formulando uma nova agenda de desenvolvimento global pós-2015, devemos reconhecer a importância e o poder dos setores culturais e criativos como motores desse desenvolvimento “, afirmou Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.

“[A cultura] capacita pessoas a tomar posse de seu próprio desenvolvimento e estimula a inovação e a criatividade que podem impulsionar o crescimento inclusivo e sustentável “, declarou Helen Clark, gestora do PNUD.

O relatório citou alguns exemplos de como a economia criativa pode melhorar os modelos de subsistência em países em desenvolvimento. Na Argentina, os setores da economia criativa empregam cerca de 300 mil pessoas e representam 3,5% do PIB. Em Marrocos, o setor de editoração emprega 1,8% da força de trabalho, com um volume de negócios de mais de US$ 370 milhões. O mercado de música superou os US$ 54 milhões em 2009 e tem crescido desde então. Em Bangkok (Tailândia), existem mais de 20 mil empresas na indústria da moda, enquanto em toda a região, jovens estão ganhando a vida como designers de pequena escala.

Na cidade de Pikine, em Senegal, a associação Africulturban criou a “Akademy Hip Hop”, que capacita jovens locais no em design gráfico e digital, produção de música e vídeo, gestão de promoção e marketing, aulas de DJ e inglês. O programa visa ajudar jovens profissionais da economia criativa a performar de forma mais efetiva nos mercados local e global que está em constante revolução artística e tecnológica.

Brasil – Quando se refere ao país, o estudo cita a criação da Secretaria da Economia Criativa, em 2012, e dos desafios enumerados pela primeira gestão do órgão. O relatório também ressalta iniciativas como o programa Rio Criativo, o road-show feito pelas secretarias da Cultura e do Turismo do Paraná em municípios do estado com foco em economia criativa e desenvolvimento local, além de diversas programas do Sebrae para fomentar esses segmentos.

No quesito financiamento, o estudo fala sobre a Lei Rouanet e a possibilidade que ela abre para que indivíduos e corporações possam investir no setor cultural e sobre o BNDES. “O Banco Nacional de Desenvolvimento tem concedido empréstimos para as indústrias do audiovisual, música, mídia e video-games desde 2006″, diz o texto.

O documento também utiliza a organização não governamental Vídeo nas Aldeias, que promove oficinas de cinema para comunidades indígenas, como um dos exemplos de “empoderamento de indivíduos e grupos sociais “que a economia criativa tem impulsionado.

Em artigo para o relatório, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defende a transformação da cidade um hub econômico nas áreas de arte e cultura. Ele fez referência ao potencial turístico da capital paulista, ao carnaval de rua e afirma ter interesse em tornar São Paulo num espaço mais atrativo para cineasta nacionais e internacionais. “A cidadania cultural está na fundação da coexistência, e particularmente de um coexistência mais harmoniosa, e não o contrário. Esse é o caminho que São Paulo está tomando hoje, investindo todas suas forças na cultura e na cidadania”, afirmou no artigo.

O relatório chega a citar o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil sobre seu ponto de vista acerca da cultura como eixo de desenvolvimento. “[As políticas culturais atualmente são vistas como] um instrumento de emancipação, articulação global e liberdade humana no século XXI”.

A íntegra do relatório está disponível para download aqui.

*Com informações do site da UNESCO

Retirado do site Empreendedores Criativos em 20/11/13, daqui.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni é selecionado em edital de Economia Criativa MinC/MDIC

Figura 13 - Gemas lapidadasO Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançaram o Edital 03/2013 para a seleção de 27 Arranjos Produtivos Locais Intensivos em Cultura (APLs) no Brasil, um em cada unidade da Federação, tendo por objeto:

[...] elaboração de um Plano de Desenvolvimento em cada um dos APLs selecionados. Os Planos de Desenvolvimento deverão ser resultado de um esforço de construção efetuado pelos agentes locais, componentes do APL, e componentes do Núcleo Estadual de Apoio aos APLs com o apoio do agente animador a ser contratado pelo MDIC. A metodologia a ser seguida será aquela definida pelo Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais–GTP APL.

O Plano de Desenvolvimento é documento indispensável para o acesso às políticas especificas de fomento aos setores culturais e criativos concentrados nesses locais.

Nesta segunda-feira, foi publicado o resultado final e o APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni foi selecionado, em Minas Gerais, o Polo Audiovisual da Zona da Mata também foi contemplado.

Segundo Bruno Bento, coordenador-local da Unidade de Inovação Tecnológica em Gemas e Joias vinculada do Centro de Estudos em Design de Gemas e Joias da UEMG:

“O APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni compreende 21 municípios das microrregiões de Teófilo Otoni e Araçuaí, vem sendo objeto de projetos, ações e programas de desenvolvimento setorial nas últimas duas décadas, entretanto, estas iniciativas acabam surtindo efeito aquém do esperado em função de uma descoordenação. Em função disto, desde 2011 há uma tentativa por parte de vários atores do APL para a construção de seu plano de desenvolvimento, o que ainda não ocorreu, sua elaboração garantirá maior efetividade destas ações, trazendo à reboque, melhores resultados nas ações, já existentes, de transferência tecnológica, desenvolvimento, inovação, financiamento, capacitação e formalização do setor que é responsável por 99% das exportações dos municípios que o compõem e corresponde cerca de 26% do total da exportação do setor em Minas Gerais”.

A parceria entre os dois ministérios é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pelas secretarias da Economia Criativa (MinC) e do Desenvolvimento da Produção (MDIC) desde 2012.

A diretriz desta proposta é implementar políticas sintonizadas com o que estabelece o Plano Nacional de Cultura (PNC), que foi instituído por lei em 2010 e, entre outras estratégias, prevê a participação da Cultura no desenvolvimento socioeconômico sustentável do País.

Para a especialista em desenvolvimento regional,  economista, socióloga e professora Tânia Bacelar o acordo com entre MinC e MDIC é um passo muito importante para que a Cultura se torne também um eixo de desenvolvimento. "Considerar que a produção cultural e a economia criativa passam a integrar a agenda de desenvolvimento econômico do País é uma grande conquista, porque é essa a leitura que eu faço quando inclui o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior", afirma.

"É uma política estruturante e inclusiva, que apoia o desenvolvimento territorial e dá visibilidade ao grande contingente de profissionais criativos que há no Brasil", diz a secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura (SEC/MinC), Cláudia Leitão. Segundo ela, os impactos dessa política poderão incrementar em 20% o número de postos de trabalho, em 30% o número de empresas formalizadas e em 20% o volume de comercialização de bens e serviços de cada APL atendido.

Confira o resultado clicando aqui.

Com informações do MINC e do Observatório Brasileiro de APLS.

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Inscrições abertas para o 1º Encontro Cultura e Desenvolvimento

Da ED|UEMG

Estão abertas as inscrições on line para o 1º Encontro Cultura e Desenvolvimento - um olhar sobre a Economia Criativa, promovido pela Escola de Design e direcionado a todos os interessados no tema.

1º Encontro Cultura e Desenvolvimento

Já se encontram em funcionamento os Programas Institucionais de Extensão da UEMG (PDF, 432 kb), proposta criada pela Pró-reitora de Extensão e aprovada pelo Conselho de Pesquisa e Extensão da Universidade (COEPE).

Um dos intentos dessa iniciativa é o fortalecimento e potencialização de ações de Extensão já existentes nas Unidades Acadêmicas, articulando-as de modo a explorar a natureza multicampi da universidade, a interdisciplinaridade e a intersetorialidade.

Dentre eles está o Programa 3: Cultura e Desenvolvimento, coordenado pela professora da Escola de Design Maria Flávia Vanucci de Moraes e que tem como objetivos o fortalecimento e integração das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão da UEMG, relacionadas à cultura criativa como estratégia de desenvolvimento sustentável, estímulo a ações voltadas para o desenvolvimento de territórios e competências criativas bem como identificação e apoio a projetos da  universidade relacionados à capacitação e desenvolvimento de bens e serviços criativos nas dimensões econômica, social, ambiental e cultural da sustentabilidade,que contribuam ao desenvolvimento das regiões do estado e dinamização da economia criativa brasileira.

No próximo dia 4 de outubro será realizado o evento inaugural vinculado ao Programa. Trata-se do 1º Encontro de Cultura e Desenvolvimento – um olhar sobre a Economia Criativa cujo objetivo é iniciar um processo de nivelamento de conceitos e estabelecer os primeiros contatos com os representantes das unidades da UEMG.

O evento é aberto a todos os interessados, professores, alunos e funcionários  e a inscrição pode ser feita aqui. Os certificados serão enviados on line para o endereço de e-mail informado.

Retirado do site da Escola de Design da UEMG em 24/09/13 do endereço:

http://www.ed.uemg.br/noticias/2013/09/inscricoes-abertas-para-o-1-encontro-cultura-e-desenvolvimento

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Economia criativa: um belo projeto que não saiu do papel

A ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda, fala de seu projeto de economia criativa, fazendo certo mea culpa assume algumas falhas e faz uma reflexão sobre a economia criativa no Brasil. Ela tem uma coluna quinzenal n’O Cafezinho.

D’O Cafezinho

Por Ana de Hollanda

Ao assumir o Ministério da Cultura senti o peso da responsabilidade de lidar com um patrimônio em grande parte intangível e, por isso mesmo, de dificílima mensuração. Minha estreita relação com o mundo da criação artística e produção cultural no Brasil não me permitia ignorar consideráveis impasses que dificultam as condições de criação, produção, circulação, difusão e acesso aos bens culturais. O país é vastíssimo não só em dimensão territorial como em diversidade cultural. É fundamental não apenas que se respeite as especificidades regionais ou de estilo, como se fomente e estimule toda cadeia produtiva para que o acesso a esses bens se torne realidade aqui e no exterior. Por sinal, lembro que em inúmeros levantamentos internacionais acerca da imagem positiva do nosso país, prontamente se destacam a cultura e a criatividade do seu povo.

Paralelamente, desde o final dos anos noventa do século passado venho acompanhando notícias vindas do Reino Unido e estudos da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas o Comércio e o Desenvolvimento) sobre economia criativa. O novo conceito de economia voltado para a dimensão intangível da criação sublinha o valor agregado à indústria, como, por exemplo, no caso do design, da moda ou da arquitetura. Abarca também vários segmentos desde o artesanato, passando pelas artes, chegando às indústrias culturais e compreende toda a teia que envolve criação, produção, distribuição, circulação, difusão e consumo. Esses levantamentos na economia mundial do século XXI apontaram que os setores criativos são os que mais crescem com sustentabilidade e inclusão. Paradoxalmente, apesar da nossa tão aclamada criatividade e do Brasil ocupar, atualmente, a 6ª posição na economia mundial, ocupamos, timidamente, o 36º lugar em relação aos países exportadores de bens criativos.

É nítido que, informalmente, a produção cultural e suas extensões diretas e indiretas movimentam valores bem superiores ao que é contabilizado oficialmente. Geram um número desconhecido de postos de trabalho temporários, também não computados, principalmente em grandes eventos populares. Não há dúvida de que essa informalidade e as conseqüentes inseguranças social e financeira são altamente prejudiciais não apenas à economia, mas aos profissionais desses setores.

Tais fatores me fizeram ver o quão premente se fazia a busca de meios que estimulassem a sustentabilidade econômica do setor cultural, independente dos eventuais apoios a projetos através de editais públicos e leis de mecenato. Foi esta a razão fundamental para que se criasse a Secretaria da Economia Criativa (SEC), logo no início da minha gestão no Ministério da Cultura. A competente equipe comandada pela secretária Claudia Leitão se debruçou sobre a matéria e desenvolveu o plano da SEC para o período 2011-2014, assim como o arrojado Plano Brasil Criativo. O Plano foi apresentado à Presidenta Dilma que se mostrou interessada e imediatamente incumbiu a Casa Civil de coordenar os trabalhos junto aos onze ministérios envolvidos, para depois chegar às empresas públicas e privadas.

Registro que enquanto se multiplicavam as discussões para a adequação do Plano, a SEC quase nada avançou em relação à responsabilidade que lhe cabia na gestão do projeto dentro do Ministério da Cultura. Me penitencio por não ter percebido a tempo que estava sendo descumprido o primeiro passo: o fundamental mapeamento de toda cadeia produtiva da cultura que, após ampla pesquisa, seria disponibilizado na página oficial do MinC. Previa-se essa ferramenta para que os interessados buscassem informações sobre a produção cultural na sua diversidade, os meios de produção e distribuição e como ter acesso a elas. A criação artística, independente de ingerência governamental, teria condições de impulsionar um dinâmico mercado onde não haveria falta de oferta ou procura. No entanto, antecipou-se etapas seguintes como a criação do projeto Criativa Birôs, voltado para eventuais empreendedores culturais, a ser desenvolvido em parcerias alternadas, mas que, embora bastante anunciados, na realidade ainda não foram implantados. Uma infinidade de seminários passaram a ocupar a agenda da SEC. Porém, além de exposições teóricas e discussões acadêmicas, pouco se avançou em termos de gestão prática do setor. Em meados do ano passado preveni a Secretária ao cobrar, entre outras providências, uma aproximação com os verdadeiros profissionais da cultura, vinculados a outras secretarias ou autarquias do MinC. O objetivo era de que conhecesse melhor o modo prático de funcionamento, necessidades e a forma como cada área busca seu sustento. Não obstante os esforços desenvolvidos, reconheço, com frustração, que praticamente nada se avançou nesses dois anos e meio, vista a ausência de qualquer resultado beneficiando diretamente o setor cultural. Assim, o que, a meu ver, seria o plano inovador da gestão da Presidenta Dilma para a Cultura lamentavelmente pode estar fadado a ser arquivado como um belo projeto teórico que nunca saiu do papel.

PS: o texto acima já estava escrito quando tomei conhecimento, pela imprensa, da substituição da Secretária Claudia Leitão. Faço votos de que o novo secretário avance, com sucesso, nas políticas voltadas para a economia criativa.

Retirado d’O Cafezinho em 12/08/13 do endereço:

http://www.ocafezinho.com/2013/08/10/economia-criativa-um-belo-projeto-que-nao-saiu-do-papel/#sthash.KNmCOgko.dpuf

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Escrevendo um projeto cultural

Não vivemos mais sem projetos, sem planejamentos. Esta também é a realidade de produtores, empreendedores, gestores culturais e artistas.

Um dos principais objetivos destes projetos e a captação de recursos, este texto trata rapidamente sobre as leis de incentivo, ainda o mais importante e mais desigual instrumento de financiamento cultural.

Do Blog Acesso

Por Bernardo Vianna

Escrever um projeto sólido, adequá-lo às leis de incentivo, preencher planilhas, o caminho para a obtenção de financiamento para a realização de uma iniciativa cultural pede preparação e requer constante busca por conhecimento por parte do profissional da cultura. Em conversa com Alessandra Trindade, professora da Escola São Paulo de Economia Criativa e consultora em planejamento e implementação de políticas culturais, levantamos alguns pontos importantes que devem ser observados pelos produtores culturais ao redigir seus projetos.

Acesso – Que elementos chave um proponente precisa observar ao planejar dar forma a um projeto cultural?

Alessandra Trindade – Para formatar um projeto cultural o proponente precisa saber exatamente o que ele quer fazer, isto é, ter muito claro e definido o que é o projeto e qual a estrutura necessária para realizá-lo. E quando falo estrutura, tanto pode ser o material quanto os profissionais especializados em determinadas funções.

Por exemplo, ao formatar um projeto teatral, é importante que o proponente inclua a mídia desse projeto, pois a divulgação é fundamental para garantir público às apresentações que serão realizadas. Já vi casos em que o proponente concebe um projeto e, ao fazer o orçamento e considerar alto o valor final, corta itens fundamentais para a boa realização do projeto. Claro que alguns itens podem ser conseguidos por apoios, parcerias, mas não há garantias de que isso será conseguido, por isso o ideal é contemplar tudo na planilha de custos.

Acesso – A planilha é um dos pontos que mais geram dúvidas?

A. T. – Um projeto cultural que é encaminhado para aprovação nas leis de incentivo à cultura deve constar todos os itens. Caso não tenha itens importantes para a realização do projeto na planilha orçamentária, o proponente deve explicar como esses itens serão conseguidos – apoios que já estão garantidos ao projeto. Um projeto “incompleto” irá gerar dúvidas no profissional que irá analisá-lo e isso poderá dificultar ou até mesmo inviabilizar sua aprovação na lei.

Uma boa equipe também é muito importante. Há produtores ou proponentes que são centralizadores e querem fazer tudo, até mesmo para diminuir custos. Se são capazes de fazer tudo o que estão se propondo, não tem problema. Mas, se não tiverem experiência em algumas funções, deleguem isso a quem sabe fazer bem feito. Um projeto cultural, assim como qualquer outro projeto, deve ter uma equipe competente e capaz de realiza-lo.

Acesso – E quanto à adequação às leis de incentivo?

A. T. – Para a aprovação nas leis de incentivo, é importante que o proponente conheça bem a lei. As leis tem suas diferenças e é importante conhecer bem a lei para a qual está sendo buscada a aprovação do projeto. Por exemplo, há diferenças entre o ProAC, a lei estadual de cultura de São Paulo, e a Lei Rouanet.  Todas as leis estão disponíveis na internet para que os proponentes e produtores tenham acesso e possam inscrever seus projetos corretamente.

Acesso – Qual a importância de uma formação específica em produção cultural?

A. T. – Em qualquer área, seja cultural ou não, o conhecimento é muito importante. Os projetos devem ser tratados como um “negócio”. Ao abrir uma empresa eu devo conhecer bem o segmento que pretendo atuar; no segmento cultural é a mesma coisa. O produtor cultural ou proponente é um empresário e deve pensar como tal, seu “negócio” precisa ser sustentável. Assim como uma empresa precisa do lucro para continuar existindo, um projeto cultural precisa ser sustentável.

Acesso – O currículo do proponente influencia a decisão do investidor?

A. T. – Se analisarmos os patrocínios culturais por meio das leis de incentivo vemos que as empresas querem direcionar seus patrocínios a bons projetos. Afinal, ninguém quer vincular sua marca a algo que corra o risco de não dar certo. Os patrocinadores buscam projetos de produtores que realizaram ou participaram de projetos que deram certo. O “nome que está por trás do projeto” é uma das principais referências de um projeto cultural.

Acesso – Para você, falta uma base de conhecimentos mais sólida para os produtores e gestores em geral? Quais as implicações disso em um contexto de entusiasmo com a indústria criativa?

A. T. – Os produtores e gestores tem sentido a necessidade de estarem atualizados com o mercado e, na minha opinião, tem crescido a busca por conhecimentos.  O entusiasmo com a chamada “indústria criativa” tem sido um alavancador dessa busca por conhecimento. E busca por conhecimento não é apenas um curso ou uma capacitação. Temos visto cada vez mais publicações especializadas e também os blogs, como espaço para discussão e troca de experiências, tem tido um papel importante. Ainda tem produtor que não se vê como um empresário da cultura, mas esse grupo tem diminuído. Hoje quem está buscando inserção na indústria criativa e na cultura como um dos ramos dessa indústria sabe da necessidade de adquirir conhecimentos e estar sempre atualizado.

Acesso – E qual sua avaliação quanto à acessibilidade e à transparência das políticas públicas de incentivo à cultura?

A. T. – Aumentou muito a transparência das políticas públicas de incentivo à cultura e o poder público tem disponibilizado ferramentas para que elas sejam cada vez mais acessíveis. O Ministério da Cultura, por exemplo, tem realizado capacitações por todo o país para que gestores ou produtores culturais das mais diversas regiões possam utilizar-se dos benefícios de incentivo à cultura.

Há uma corrente que ainda é contra as leis de incentivo à cultura – incluindo aí produtores e gestores culturais. Mas é importante destacar que após a implantação dessas leis, principalmente da Lei Rouanet, houve um crescimento no volume de projetos culturais e o aumento da oferta cultural demonstrou que a demanda estava reprimida. Hoje, a cultura tem sido discutida pelo poder público, empresários, artistas, empreendedores culturais e o cidadão brasileiro estão cada vez mais conscientes da importância da cultura.

Retirado do Blog Acesso em 17/07/13 do endereço:

http://www.blogacesso.com.br/?p=5811

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Reconhecimento é primeiro passo para regularização da profissão produtor cultural

Retirado do site do Cultura e Mercado em 31/01/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/panoramadacultura/reconhecimento-e-primeiro-passo-para-regularizacao-da-profissao-produtor-cultural/

Por Mariana Carvalho

Com o crescimento do setor cultural no Brasil, aumenta também a demanda por profissionais melhor preparados para atuar nessa área. O mercado de produção cultural exige cada vez mais formação e qualificação específica. No entanto, capacitação específica ainda é difícil e a remuneração também é uma questão controversa. Estes são assuntos que viemos tratando nas últimas semanas na nossa série sobre o Panorama Setorial da Cultura Brasileira, pesquisa patrocinada pela Vale e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

De acordo com o levantamento, 86,6% de produtores com nível superior recebem por mês uma quantia um pouco acima de R$ 2.501, enquanto que um profissional de outro setor com a mesma escolaridade, segundo dados do IBGE, recebe em média R$ 3.600.

Uma das razões para essa disparidade pode estar na falta de regularização da profissão de produtor cultural no Brasil.

“Com a profissionalização dos setores da cultura, os produtores precisaram se organizar como categoria, buscando formação acadêmica, metodologias de atuação e normativas éticas e jurídicas de trabalho”, afirma Kátia de Marco, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC).

Segundo ela, no entanto, ainda estamos “no começo da trilha”. “Existe na atualidade uma necessidade que urge no que se refere ao reconhecimento social e econômico da profissão de Produtor Cultural, antes até da mobilização em torno da regulamentação da profissão em si, mais burocrática e polêmica. Talvez esta seja uma consequência natural deste processo, atrasado e ainda nos primeiros passos”, acredita.

O ex-coordenador do bacharelado em Produção Cultural e atual coordenador do mestrado em Cultura e Territorialidade da Universidade Federal Fluminense, Luiz Augusto Rodrigues, lembra que as primeiras graduações em Produção Cultural datam de 1996 em diante. “E são ainda poucas. Há alguns movimentos associativos, como a ABPC – Associação Brasileira de Produtores Culturais (formada por ex-alunos do curso da Universidade Federal Fluminense) e a ABGC, mas a questão da regulamentação (de como e com que propósitos) ainda tem pouca reflexão e debate. Ao menos nacionalmente”, diz ele.

Para Rodrigues, quanto mais organizada e profissionalizada estiver a profissão, melhor desempenho ela terá, tanto na esfera privada quanto pública. “Não é necessariamente a regularização (com as implicações e significações que esta possa ter) que vai dar forma a esta profissão. É justamente os processos de formação que importam”, afirma.

Ele acredita ainda que uma série de questões está em aberto, como a questão trabalhista, previdenciária e de saúde deste trabalhador; os registros profissionais e o código de ocupação; os deveres do produtor com questões ambientais e de segurança. “Há um conjunto de deveres e de direitos que devem ser debatidos com esses profissionais”.

Eduardo Santana, sócio-diretor da Fly Cow Produções Culturais e com mais de 15 anos em desenvolvimento de projetos culturais públicos e privados, destaca que o produtor carrega a imagem de “faz tudo”, o que atrapalha na qualificação de sua atividade, assim como a valorização de seu trabalho e a busca pelo reconhecimento.

Ele questiona também o comprometimento com o serviço realizado pelo produtor, levando em consideração a inconstância da remuneração. “(…) [o produtor cultural] nunca tem uma expectativa a longo prazo, pois nunca sabe o que irá acontecer no mês seguinte. Vejo que a regulamentação é a melhor solução para acabar com o serviço terceirizado ou a contratação feita de qualquer forma, sem profissionalismo”, comenta.

Para Kátia de Marco, a formalização dos direitos, deveres, fazeres e suas éticas são fundamentais e urgentes à produção cultural brasileira. E os eventos de entretenimento estão incluídos nesse universo. “Ao crescer, um segmento potencializa necessidades e a regulamentação torna-se premente. Mas antes, a meu ver, é mais importante fortalecer a trama da divulgação e da formalização da importância dessa nova profissão do século XXI, quando a cultura é percebida como um instrumento de transformação e de sobrevivência das diferenças. Esse profissional precisa ser valorizado, ser mais bem pago, movimentar cifras cada vez maiores e gerar mais mudanças e transformações de atitudes e de bem-estar nas sociedades contemporâneas”, afirma.

Dia do Produtor Cultural - Em 16 de agosto de 2012, a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizou uma audiência pública para discutir o reconhecimento do Produtor Cultural e, a partir daí, criar o Dia Estadual do Produtor Cultural.

“O crescimento da área da produção cultural tornou a regulação urgente. O produtor cultural é hoje um profissional qualificado, que atua em uma área específica, e precisa ter seus direitos como trabalhador garantidos”, afirma o presidente da Comissão de Cultura da Alerj e deputado estadual Robson Leite.

Segundo ele, a audiência pública e o projeto de lei vieram da demanda dos próprios produtores culturais, após o Encontro Nacional de Produção Cultural. “A ideia de criar o Dia do Produtor Cultural surgiu para ajudar os debates sobre a regulamentação da profissão – que deve ser feita em Brasília. Queremos incentivar a mobilização e a organização dos produtores e um dia de luta e comemoração ajuda nesse sentido”, explica.

Na audiência, segundo o deputado, foram debatidos os mecanismos de regularização e criado um grupo de trabalho estadual, com produtores e poder público, para pensar no que pode ser feito nas esferas estadual e federal. “Agora, em 2013, retormaremos esse GT.”

Em Niterói (RJ), cidade que sedia a Universidade Federal Fluminense, que despontou com o primeiro bacharelado de produção cultural no Brasil, o Dia do Produtor Cultural foi  sancionado em 2007.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Caos e transformação na gestão das empresas e da cultura

Retirado do Cultura e Mercado em 18/10/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/entrevistas/caos-e-transformacao-na-gestao-das-empresas-e-da-cultura/

Por Raul Perez

Inserir pessoas, elementos e processos do mundo da arte e da cultura na dinâmica de empresas e organizações, buscando auxiliar no desenvolvimento da criatividade e de novas soluções. Resumidamente, este é o trabalho do Conexões Improváveis, programa europeu dirigido por Roberto Gómez de la Iglesia.

Trabalhando em um cenário de incertezas – como é o da Europa neste momento -, o espanhol dedica-se a  promover o intercâmbio para fomentar transformações baseadas na responsabilidade social e na inovação.

Em entrevista ao Cemec – que recebe o especialista nos próximos dias 27 e 28 de outubro, para o curso Inovação Cultural e Cultura da Inovação– Roberto falou sobre o trabalho de “hibridizar” diferentes áreas de conhecimento e como uma transformação nos modelos organizacionais e valores do mundo corporativo é necessária. Além disso, ele analisa o momento turbulento da Europa, que está mais aberta à importância dos setores cultural e criativo para o desenvolvimento econômico e social, mas com investimentos e políticas frágeis nessas áreas. “A situação é complexa e os gestores culturais estão perdidos em meio a um nevoeiro”, declara.

Raul Perez - Você utiliza o conceito de hibridização nas relações entre Arte, Cultura e Empresa. O que isso significa?
Roberto Gómez de la Iglesia - Hibridizar significa combinar visões, conhecimentos, sentimentos, perfis diferentes, com o objetivo de buscar novos resultados, novos caminhos, novos métodos. Hibridizar, mesclar, interligar… fazer da diversidade um fator de impulso da criatividade e da inovação. No Conexões Improváveis, impulsionamos a hibridização entre arte e empresa para promover transformações organizativas e uma inovação socialmente responsável.

RP - Que grandes fatos nos fizeram chegar a esse “entorno turbulento” que você descreve?
RGI - Tudo muda em grande velocidade. Mudam as tecnologias, mudam os valores, mudam as instituições de referência. Hoje, a única constante é permanente transformação. E a incerteza. Isso nos obriga a trabalhar com novas perspectivas, novas formas organizativas, com novos modelos e valores. Temos que nos transformar em gestores de um equilíbrio instável em meio ao caos.

RP - Você considera que os produtores e gestores culturais estejam perdidos em meio a esse caos?
RGI - Realmente, os gestores culturais, pelo menos na Europa, estão vivendo um momento de confusão e desassossego. Até agora, nunca se havia insistido publicamente na importância da cultura e da criatividade para construir um novo futuro. Contudo, a situação das organizações dos setores cultural e criativo – majoritariamente microempresas ou pequenas organizações sociais – é cada vez mais precária. Vivemos um importante retrocesso do investimento público em cultura, um tímido desenvolvimento do patrocínio privado, uma escassa fidelização de públicos (com pouca predisposição a pagar por algo), a mudança de hábitos culturais das novas gerações, pouca prática na geração de recursos através do desenvolvimento de produtos próprios viáveis…. A situação é complexa e os gestores culturais estão perdidos em meio a um nevoeiro.

RP - Em linhas gerais, que novas dinâmicas e ferramentas estão sendo incorporadas à gestão cultural?
RGI - Neste momento, faz-se necessário repensar muitas das máximas da profissão relativas às infraestruturas, aos modelos organizativos, à relação público-privado, aos gostos, desejos e envolvimento cidadão. Emergem novas práticas culturais que colocam o espectador em um papel mais ativo; práticas como o Conexões Improváveis, que repensam a relação entre artes e empresas, novos modelos em rede que desenvolvem de estruturas muita pequenas a uma grande quantidade de atividades e movem uma grande quantidade de recurso. As coisas estão mudando. Ou participamos da mudança, ou desaparecemos. O futuro é incerto por definição. A inovação é exploratória e imprevisível, mas é apaixonante.


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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Diversos setores reúnem-se para finalizar Plano Brasil Criativo

Retirado do Cultura e Mercado em 28/08/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/criativem/diversos-setores-reunem-se-para-finalizar-plano-brasil-criativo/

Da Redação

A partir desta segunda-feira (27/8), representantes de diversos segmentos criativos brasileiros reúnem-se para finalizar o Plano Brasil Criativo (PBC). O início dos trabalhos foi marcado por cerimônia aberta pela ministra da Cultura Ana de Hollanda, com a presença do secretário-executivo do Ministerio da Cultura, Vitor Ortiz, e da secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão.

O plano que está sendo desenvolvido desde o início de 2011, sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República, propõe a integração de políticas e programas de diferentes setores de governo. O objetivo é fortalecer a Economia Criativa Brasileira e inserir os segmentos criativos nas estratégias governamentais para o desenvolvimento do país.

No encontro devem ser discutidos e avaliados diagnósticos acerca dos marcos legais e políticas públicas de fomento ao setor. “Junto com os criativos, vamos identificar experiências de sucesso, gargalos, dificuldades de acesso aos financiamentos; ver o que pode ser superado por meio da adequação ou criação de marcos legais”, explica Cláudia Leitão.

Estarão presentes 21 representantes de setores como teatro, circo, dança, música, artes visuais, audiovisual, animação, games, design, arquitetura, moda e gastronomia. Na interlocução com dirigentes e técnicos do MinC, os participantes abordarão questões que exijam soluções relativas à esfera federal de poder.

As dificuldades apontadas serão sistematizadas para compor uma cartilha de orientação dirigida aos entes estaduais e municipais.

Conta Satélite da Cultura - O Ministério da Cultura e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trabalham na criação da Conta Satélite de Cultura, ferramenta que vai sistematizar informações sobre as atividades econômicas relacionadas aos bens e serviços culturais, como emprego, investimentos e consumo. O objetivo é mensurar a contribuição da Cultura para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Anualmente, o IBGE faz um levantamento para identificar a participação dos setores produtivos na formação da riqueza nacional – o PIB – considerando três grandes segmentos (Indústria, Serviço, Agropecuário).

“Queremos identificar e quantificar a participação da Cultura na geração de emprego e renda para o país”, explica o diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria da Economia Criativa, Luiz Antônio Gouveia de Oliveira. A proposta é que até 2014 a conta esteja instituída. As informações geradas vão subsidiar as políticas públicas para o campo cultural.

*Com informações do site do MinC

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Energia e Dinergia para empreender de forma sustentável

Retirado do Cultura e Mercado em 10/08/12 no endereço

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/energia-e-dinergia-para-empreender-de-forma-sustentavel/

Por Minom Pinho

Em 2009, eu e André Martinez decidimos convergir nossos conhecimentos, experiências e utopias para elaborar e disseminar juntos uma metodologia capaz de dar conta da complexidade dos empreendimentos culturais, criativos e sociais.

Desde então, tivemos a oportunidade enriquecedora de colaborar e mediar reflexões entre empreendedores e gestores de diferentes segmentos culturais e criativos: Pontos de Cultura do Estado de São Paulo, bandas de música independente em Belo Horizonte, projetos culturais em periferias de metrópoles brasileiras, realizadores e produtores culturais do interior do Estado de São Paulo e do pampa gaúcho, jovens empreendedores da “Manhatan” paulistana, ativistas da Rio+20 e tantos outros.

Percorremos dezenas de localidades somando interior, litoral e capitais. Somente no 5º Encontro de Capacitação da Rede de Pontos de Cultura, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Comissão Paulista dos Pontos de Cultura, dialogamos com cerca de 600 empreendedores socioculturais nos nove encontros realizados no primeiro semestre de 2012.

Durante os encontros, conhecemos muita gente “de verdade” e iniciativas absolutamente inspiradoras. Assistimos a espetáculos musicais, cênicos e de cultura popular, resultado do trabalho cuidadoso de educadores e realizadores culturais.

Singularidade, afeto, diversidade, expressão, mitos e símbolos exalavam o Brasil que amamos mais. Há outros Brasis que amamos menos. Mas, estes, não estavam lá … Lá, só tinha congada, jongo, gente de todas as idades tocando juntas, jovens dançando brasilidades e contemporaneidades, figureiras de Taubaté esculpindo e pintando belezas azuis em punhados de terra, tropeiros cozinhando memórias de quintal, presentes encantados da Festa do Divino de Joanópolis, viola caipira, hip hop de Ribeirão, samba de Americana, poesia-repente do Sarau do Charles, costureiras cantoras vestidas de chita e crianças que acordam às 5 da matina felizes e viajam hora e meia para cantar epifanias em Bolhas de Sabão.

Lá vai o trem sem destino…

Lá vai a vida a rodar…

Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar…

Vai ensinar o quê para este povo? Singularidade? Diversidade? Dimensão simbólica? Inclusão social? Valor cultural? Arranjos criativos locais? Potenciais do território? Pois é. Aprendemos mais do que ensinamos.

É dispensável dizer que somos entusiastas dos Pontos de Cultura e daquelas outras iniciativas comunitárias que também atuam como pontos de difusão cultural, simbólica, mítica e afetiva pelo Brasil. Somos entusiastas da Economia Criativa e de todo e qualquer fluxo de pensamento-ação que aponte para a interdisciplinaridade e para o diálogo entre setores. Somos, antes de tudo devotos das soluções locais e acreditamos serem elas a luz e o caminho que nos conduzirão às almejadas, porém complexas, soluções globais.

Quando falamos sobre economia criativa e seus diálogos com iniciativas socioculturais locais há de se aprofundar o debate: quais os desafios que se apresentam aos empreendedores socioculturais e criativos? Neste momento, em que a Economia Criativa ganha destaque no panorama atual (econômico, cultural, social e ambiental) modificando pautas de desenvolvimento, torna-se necessário entendermos o que motiva o Brasil e outras nações pelo mundo a estabelecer políticas de investimento e de fomento a empreendimentos culturais e criativos nos seus territórios.

O conceito de Economia Criativa, embora recente, mantém intensa convergência com as questões de sustentabilidade local e global e está intimamente relacionado com as novas fronteiras tecnológicas: informação, inteligência, convivência e colaboração. Elas irrompem perspectivas jamais experienciadas: virtualidade, hipertextualidade, interatividade, potenciais de cocriação, intercâmbio de conhecimentos, difusão de conteúdos e novas formas de aprender. Diferente da economia tradicional, fortemente amparada na produção de bens de consumo (tangíveis) e dependente de recursos materiais para sustentar seus fluxos, a economia criativa baseia-se na produção e difusão de bens intangíveis e dependentes de insumos imateriais para a sua sustentação como criatividade, diversidade cultural, inovação, know-how, recursos intelectuais e ativação de potenciais locais.

Os conceitos de Economia Criativa e de Economia Verde nascem da necessidade da transição e mudança de paradigmas de atuação humana: da Era industrial para a Era do Conhecimento; da Sociedade de Consumo para a Sociedade da Informação; da economia de alto impacto ambiental para uma economia de baixo impacto ambiental, do pensamento individual e concentrador de patrimônios, ativos e renda para o pensamento coletivo e gerador de riquezas compartilhadas; da competição para a colaboração, da lógica da escassez para a lógica da abundância, do sucesso econômico do negócio individual para os fluxos e interações da cadeia produtiva e criativa no território, da atuação setorial para a intersetorialidade.

A questão colocada é simples: a produção e distribuição de bens de consumo degradam o meio ambiente, dependem de recursos materiais e finitos e, em geral, perdem valor com o tempo. Por outro lado, a criação, produção e circulação de bens intangíveis, culturais e criativos, dependem da criatividade humana, são recursos imateriais e infinitos e, portanto, não impactam o meio ambiente e, em geral, não perdem valor com o tempo.

A economia criativa traz inúmeros potenciais de transformação local e global, mas fazer isto acontecer de fato não é tarefa tão simples. Vários questionamentos e desafios configuram-se a partir do enunciado presente no Plano da Secretaria de Economia Criativa: a criatividade e a diversidade cultural brasileiras como recursos para um novo desenvolvimento.

Como conciliar na prática desenvolvimento econômico, preservação ambiental, diversidade cultural, inclusão social? Cultura é negócio? Como compor arranjos produtivos e criativos locais compreendendo potenciais do território e a formação de cadeias sustentáveis e justas? Como repensar a atuação empreendedora no território como geradora e potencializadora de ativos culturais e criativos, sem perder de vista as perspectivas social, simbólica, ambiental e política? Como conciliar perspectivas individuais e coletivas? Como garantir que contextos culturais, sociais, humanos, digitais e intangíveis contemplados pela economia criativa possam ajudar a resolver impasses atuais da economia tradicional focada apenas no consumo? As cadeias criativas e produtivas podem ser cadeias afetivas? Os modelos convencionais de empreendedorismo de negócios atendem plenamente às propostas transformadoras da economia criativa? É possível dar saltos criativos e inovadores compreendedo apenas o atendimento ao mercado?

São muitas perguntas e as respostas dependem das práticas que serão consolidadas por todos nós: governos, organizações sociais, empresas, sociedade civil, realizadores culturais, empreendedores criativos, públicos atendidos.

Acreditamos que tudo começa pelo modelo de empreendedorismo que adotaremos no percurso. Para concretizar os potenciais trazidos pelos princípios e conceitos da economia criativa é preciso criar novos modelos de empreendedorismo. O empreendedorismo social é um bom exemplo da necessidade de rever padrões de planejamento e gestão sob óticas mais sustentáveis e colaborativas. Quando falamos de inovação em empreendedorismo aplicado ao universo criativo e sociocultural, precisamos inserir novos elementos de análise e planejamento: linguagens artísticas aplicadas, ética, estética, redes culturais e criativas atuantes, espaço para rupturas e criação de novos conteúdos, diversidade cultural presente nos territórios e tantos outros. O empreendedorismo convencional utiliza lógicas exclusivamente econômicas e focadas em parâmetros de mercado. Esta abordagem é insuficiente para dar conta da complexidade da economia criativa e dos seus empreendimentos. Talvez, por este motivo, tenhamos avançado tão pouco no alcance dos índices de sustentabilidade global e local. Ecologicamente correto, socialmente justo e culturalmente aceito são elementos que ajudam a avaliar a sustentabilidade de um empreendimento humano , entretanto costumam ficar em segundo plano, enquanto o quesito “economicamente viável” ocupa quase todos os espaços na balança das escolhas que movem os empreendedores hoje.

Na prática, os modos tradicionais de análise e planejamento de empreendimentos utilizam abordagens binárias “ou/ou”. É um padrão de pensamento linear que focaliza uma única disciplina, a econômica. Esta prática se torna mais danosa, quando os empreendedores socioculturais e criativos estabelecem uma hierarquia entre a lógica do mercado e as demais lógicas aplicáveis: motivação sociocultural ou criativa, benefícios sociais gerados, promoção de diversidade cultural local, contribuição para processos de aprendizado coletivo, preservação ambiental dentre outras que podem e devem embasar a atuação empreendedora nos territórios. Sem dúvida, os empreendedores socioculturais e criativos estão diretamente envolvidos com processos que impactam a economia local. Entendemos que a gestão de projetos, programas e empreendimentos culturais e criativos envolve processos econômicos, mas incorporar perspectivas econômicas à atuação cultural e criativa não pode significar abandonar as finalidades artísticas, as transversalidades e os efeitos bio-psico-sociais produzidos. Tratar elementos intangíveis exclusivamente como objetos mercadológicos é uma espécie de esterilização que rouba a fertilidade criativa e desvirtua o sentido que move os empreendedores.

Para que a economia criativa alcance seus potenciais no Brasil e no mundo, precisamos repensar e ampliar os conceitos, métodos e práticas empreendedoras inspirando mudanças de paradigmas que nos permitam migrar do pensamento linear para o complexo. A proposta apresentada é a de incorporar dinergias que equilibrem e harmonizem as energias criadoras e produtivas desenhando caminhos para um novo empreendedorismo, mais sustentável e justo. Para tanto, sugerimos um novo conceito, o planejamento dinergético.

Dinergia é o processo de criação de padrões pela união dos opostos. Historicamente, o termo foi cunhado por György Doczi para exemplificar a distribuição energética presente nas harmonias naturais e estudadas pelos artistas, filósofos e cientistas, do passado e da atualidade. Tendo como signo o Retângulo Áureo, dinergia é um vocábulo que expressa a energia criadora pela ordem harmônica.

O planejamento dinergético, é inclusivo “e/e” e não deixa de lançar mão dos instrumentos tradicionais de análise e planejamento, mas se apropria deles em diálogo com outras disciplinas. São novos padrões de pensamento e ação. Razão e intuição. Ciência e arte. Isto e aquilo. Lado direito e esquerdo do cérebro. Concreto e abstrato. Tangível e intangível. Singularidade e diversidade. Linear e complexo. Os opostos gerando o equilíbrio.

O planejamento dinergético nos permite conjugar vários movimentos que nos conduzem a um novo modelo de empreendedorismo, mais harmônico e conectado à vida. Empreender pensando exclusivamente em lógicas de mercado nos induz a reproduzir ao invés de criar, repetir ao invés de inovar, desenvolver linearmente ao invés de aprender a partir da complexidade. Empreender de forma sustentável implica compreender os impactos das ações nos territórios e reorientar práticas a partir dos aprendizados acumulados no processo, isto é, empreender com sentido coletivo, propósito compartilhado, método vivo e flexível e aprendizado expansivo. Estes quatro elementos (sentido, propósito, método e aprendizado) são fundamentais à construção do planejamento dinergético. Quando compreendemos que empreender é “aprender” e não “desenvolver”, criamos espaço para o surgimento de novos pontos de vista, de novos paradigmas.

Pensamento que gera ação. Ação que gera pensamento. Sustentabilidade passa a ser um ciclo contínuo em que todos os sistemas são fundados do equilíbrio e no respeito integral à vida.

O filósofo francês Edgar Morin afirma em seu livro Rumo ao Abismo (Editora Bertrand Brasil, 2007):

Se é verdade que o nosso organismo traz em si células-tronco indiferenciadas capazes, como as células embrionárias, de criar todos os diversos órgãos de nosso ser, a humanidade também possui em si as virtudes genéricas que permitem criações novas. Não devemos mais continuar na rota do “desenvolvimento”. Precisamos mudar de caminho, precisamos de um novo começo.

Se empreender significar aprender, poderemos experimentar novas formas de atuação que extrapolem a disciplina econômica para abrigar contextos de colaboração entre atores internos e externos das iniciativas, integrando processos de pesquisa, ação e aprendizado e utilizando a interdisciplinaridade e a dinergia para buscar o equilíbrio econômico, ambiental, cultural e social desejado. Este pode ser o novo começo que precisamos.

A economia criativa abre janelas para a valorização dos bens intangíveis, para a criatividade, para o que é infinito, para uma cultura da abundância, para os potenciais locais, para a diversidade cultural como valor. Compreender as perspectivas econômicas das iniciativas socioculturais e criativas é um bom começo. Compreender o afeto, o simbólico, o coletivo, o intangível, o diálogo, a colaboração e o aprendizado expansivo no desenho e planejamento de novos empreendimentos socioculturais, criativos e convencionais é um bom começo. Isto e aquilo. Energia e dinergia. Para além do mercado, há a vida, há o simbólico, o afeto, os mitos, os pulsos criativos, o aprendizado, o novo paradigma.

Todos nós, pensadores e fazedores socioculturais e criativos, temos muito que compreender, aprender e colaborar nestes novos começos em que os princípios norteadores da economia criativa brasileira (diversidade cultural, inovação, sustentabilidade e inclusão social) podem e devem ser aplicados, vivenciados e compartilhados, coinspirando pessoas, órgãos e gestores públicos, organizações sociais e iniciativa privada e construindo novos paradigmas de empreendedorismo no país.

Bons aprendizados e novos começos para todos.

Minom Pinho

Sócia-diretora da Casa Redonda Cultural e consultora. Em coautoria com o pesquisador e conferencista André Martinez, idealizou a plataforma Sociocultural em Rede. Para mais artigos deste autor clique aqui

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

I Colóquio debate Cultura e Desenvolvimento

Retirado do site do MinC em 23/07/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/07/20/i-coloquio-celso-furtado-sobre-cultura-e-desenvolvimento/

Campina Grande será a primeira cidade brasileira a receber o evento

Nesta semana terá início o primeiro dos diversos colóquios que percorrerão o Brasil para promover reflexões a partir do pensamento do economista brasileiro Celso Furtado (1920-2004) sobre economia da Cultura.

Na quinta-feira, 26 de julho, em Campina Grande, na Paraíba, será realizado o 1º  Colóquio Celso Furtado sobre Cultura e Desenvolvimento, resultado de parceria entre o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC), com a Secretaria de Cultura da Paraíba, o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento e o Instituto Itaú Cultural.

A secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, explica que os colóquios serão uma discussão “furtadiana” que percorrerá o Brasil. Além do Nordeste, os encontros serão levados às demais regiões brasileiras.

Debate nacional

O objetivo do encontro, que marca também o nascimento de Furtado em Pombal, sertão paraibano, é promover um debate nacional sobre o papel da Cultura para o desenvolvimento do país.

A viúva do economista e diretora do Centro Celso Furtado, Rosa Freire d’Aguiar, lembra que ele foi o primeiro ministro brasileiro a pensar em Cultura como vetor do crescimento econômico e social.

“Foi o primeiro a encomendar um estudo sobre a economia da Cultura, que era muito incipiente na época, e ele pensou isso muito antes de ser ministro da pasta da Cultura (1986-1988)”, afirma.

No encontro da Paraíba haverá, ainda, o lançamento do livro Ensaios sobre Cultura e Ministério da Cultura, coletânea que reúne textos de Celso Furtado, alguns inéditos, organizada por Rosa Freire d’Aguiar, tradutora, jornalista e também diretora do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

O colóquio estará em Brasília ainda este ano, no dia 26 de setembro. Nas demais regiões, o debate chegará em 2013: Curitiba, no dia 21 de março; Belém, 23 de maio; e São Paulo, 21 de agosto.

Pensamento econômico

Como economista, Celso Furtado marcou o pensamento econômico brasileiro e deixou uma obra de mais de 30 livros publicados em mais de 15 idiomas.

É considerado o cientista social latino-americano mais lido em todo o mundo. Além de teórico, foi também um homem de gestão.

Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), criou e dirigiu a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). Também foi ministro do Planejamento do ex-presidente João Goulart (1961-1964) e ministro da Cultura no governo José Sarney, período da redemocratização do país.

Veja a programação do encontro em Campina Grande

Acesse o Centro Celso Furtado

(Texto: Marcelo Leal, Ascom/SEC/MinC)
(Foto: Fernando Rabelo)

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Incubadora ajuda empresas criativas a desenvolverem suas estratégias

Retirado do Cultura e Mercado em 20/07/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/criativem/incubadora-ajuda-empresas-criativas-a-desenvolverem-suas-estrategias/

Por Raul Perez

Um levantamento realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apontou que existem 384 incubadoras no Brasil. Atualmente, elas abrigam 2.640 empresas e geram mais de 16 mil postos de trabalho.

O estudo indica também que cerca de 2,5 mil empresas tiveram seus spin-offs – tornaram-se negócios autossustentáveis – e, somadas, elas geram R$ 4,1 bilhões e empregam quase 30 mil pessoas. Um dos maiores expoentes deste modelo é a Cais do Porto, incubadora que faz parte do complexo do Porto Digital, parque tecnológico criado em 2000, em Recife (PE), para reunir as empresas que atuavam na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na região.

De acordo com o último levantamento, feito em 2010, o espaço reúne mais de 200 empresas cujo faturamento somado é de cerca de R$ 1 bilhão. O papel da Cais do Porto é auxiliar as empresas que ainda estão no início de sua jornada no mercado de tecnologia a aprender a andar com as próprias pernas. Entre elas estão companhias do ramo das indústrias naval e automobilística, petróleo e gás, logística e saúde.

No mês passado, a direção do Porto Digital lançou edital de incubação com o objetivo de fomentar outro setor: o de economia criativa. O concurso irá selecionar nove empreendimentos interessados em desenvolver uma nova linha de produtos, serviços ou negócios nas áreas de design, jogos digitais, multimídia, cine vídeo-animação, música ou fotografia.

Joana Mendonça, coordenadora de Economia Criativa do Porto Digital, afirma que o segmento cultural de Pernambuco está ansioso para ampliar sua participação no mercado nacional e internacional do setor. Em 2011, o parque tecnológico realizou um encontro que reuniu cerca de 60 profissionais envolvidos com empreendimentos criativos da região para dialogar sobre o tema.

Vítor Andrade, coordenador de Incubação do Porto Digital, informa que, desde 2010, além das empresas de TIC, começaram a aglutinar-se mais intensamente no bairro de Recife Antigo – onde está localizado o parque – empresas da economia criativa. Atualmente, cerca de 60 empresas presentes no local estão voltadas à área. A incubadora faz parte do PORTOMÍDIA – Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa.

Apesar de lidar com novas empresas há algum tempo, apostar em um novo segmento exige também novas formas de planejar e criar estratégias de negócio. De acordo com os coordenadores, no caso de empreendimentos criativos, um componente muito importante é a multidisciplinaridade das equipes.

“Empreendimentos na área criativa naturalmente envolvem pessoas com experiências e formações diferentes. Na Economia Criativa Digital é comum encontrar nas equipes artistas, designers,programadores e pessoas de negócio trabalhando em conjunto para desenvolver um produto”, informam. “A gestão do empreendimento deve aprender a lidar com esses diferentes perfis dentro do processo de criação, produção e comercialização do que é feito”.

Os projetos selecionados passarão por um período de teste, a chamada pré-incubação, com duração de seis meses. Depois disso, eles serão avaliados por uma comissão julgadora, quando serão escolhidos seis empreendimentos para participar das demais etapas do processo de incubação.

No decorrer dos 18 de meses, os empreendedores receberão diversas capacitações gerenciais e técnicas para o desenvolvimento de seus produtos e para estruturação de seus negócios. Na última etapa, o empreendedor deverá ter um modelo de negócios validado e traçar uma estratégia de “atração de clientes”.

“Uma startup é no começo um conjunto de hipóteses que precisam ser validadas para que não haja investimento excessivo de tempo e dinheiro para desenvolver algo sem mercado”, adverte Vítor Andrade.

O planejamento de negócios criativos também será tema de curso no Cemec, nos dias 4 e 5 de agosto. Para saber mais, clique aqui.

*Com informações do site Meio & Mensagem

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Economia Criativa Brasileira

Retirado do site do MinC em 11/07/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/07/10/economia-criativa-brasileira-2/

Seminário na Câmara dos Deputados será transmitido pela internet

Brasília – Nesta quarta (hoje) e quinta-feira, dias 11 e 12, especialistas em economia criativa vão se reunir em Brasília, na Câmara dos Deputados, durante o  Seminário Desafios dos Marcos Legais para a Economia Criativa Brasileira. Quem não conseguiu se inscrever para o encontro (as inscrições foram encerradas no dia 6), poderá acompanhar os trabalhos pela internet.

O evento será transmitido ao vivo, online, com possibilidade do envio de perguntas pelo site da TV Câmara. A transmissão pela internet vai se dar no seguinte endereço.

A iniciativa é uma parceria do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC), com as comissões de Educação e Cultura; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados.

O seminário vai debater instrumentos jurídicos-institucionais que afetam o desenvolvimento dos setores criativos nacionais, fazendo proposições para a área.

Palestras

Para esta quarta-feira (11), primeiro dia do encontro, a partir das 13h30, está reservada uma mesa técnica, mediada pelo professor Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo, com palestras de especialistas da área.

O coordenador-geral da Regulação de Direitos Autorais  do MinC, Cristiano Borges, discutirá a nova lei do direito autoral. O professor Roberto Fragale Filho, da  Universidade Federal Fluminense, apresentará a questão da regulamentação profissional no campo cultural.

A inovação e a regulação, os direitos culturais, a questão tributária e outros temas estarão em pauta. Também participarão dos debates Guilherme Almeida, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental; José Maria Arruda de Andrade, professor da Universidade de São Paulo; o advogado da União Francisco Humberto Cunha Filho; e o conselheiro Alessandro Serafin Octaviani Luis, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No segundo dia, pela manhã, os participantes do seminário serão divididos em cinco grupos de trabalho, compostos pelos 19 segmentos criativos. Eles farão o diagnóstico de suas áreas e proposições. O resultado desta discussão será apresentado à tarde, em reunião plenária com todos os participantes do evento.

(Texto: Ascom/MinC)
(Fonte: SEC/MinC)

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Seminário discute Economia Criativa

Retirado do site do MinC em 06/07/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/07/05/seminario-discute-economia-criativa/

Inscrições para evento do Ministério da Cultura e Câmara dos Deputados se encerram nesta sexta-feira (hoje)

Brasília – Os interessados em participar dos debates em torno da Economia Criativa e contribuir para a definição dos marcos legais do segmento têm até hoje, 6 de julho, para realizar suas inscrições para o seminário ‘Desafios dos Marcos Legais para a Economia Criativa Brasileira’.

O evento será realizado nos dias 11 e 12 de julho na Câmara dos Deputados, em Brasília. As inscrições para o debate são feitas pelo site do Obervatório Brasileiro da Economia Criativa (Obec) e as vagas são limitadas.

Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Economia Criativa (SEC), em conjunto com a Câmara dos Deputados, o evento pretende promover um amplo diálogo entre especialistas e interessados na temática da economia criativa, incluindo integrantes da administração pública, de instituições de ensino e pesquisa, representantes dos setores e empreendimentos criativos e da sociedade civil.

Faça já sua inscrição!

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Economia Criativa – e agora, José?

Retirado do Cultura e Mercado em 05/07/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/economia-criativa-e-agora-jose/

Por Ana Carla Fonseca Reis

Acaba de ser formalizada a Secretaria da Economia Criativa, voltada a um tema que conquista o mundo desde sua emergência na Austrália, em 1994 e sua adoção como política de Estado no Reino Unido, em 1997.

No Brasil, a proposta desembarcou em 2004, pelas mãos do Embaixador Rubens Ricupero, quando Secretário-Geral da UNCTAD. Desde então, grupos empresariais, pesquisadores, economistas e governantes estaduais e municipais vêm ladrilhando a trilha da economia criativa, demonstrando seu potencial como estratégia de desenvolvimento, sensibilizando a sociedade civil e produzindo estudos e ações.

A institucionalização de uma secretaria no governo federal é um marco importante para que a base construída seja alavancada por políticas públicas. Como especialista no assunto, venho deixar minha contribuição para o debate e a construção dessas políticas, sugerindo alguns caminhos complementares aos mencionados no Plano da Secretaria da Economia Criativa, publicado há nove meses.

Em primeiro lugar, economia criativa abrange não apenas cultura, mas também tecnologia (o que levou o Ministério da Cultura, por anos, a privilegiar o termo “economia da cultura”). Cultura e tecnologia são as duas fontes de direitos de propriedade intelectual, que costumam definir os setores criativos de uma economia. Desenvolver a economia criativa requer, portanto, uma política articulada entre ministérios, a começar por Cultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Educação; e Ciência e Tecnologia. Mas articular políticas não significa que sairão do papel, em especial quando à dianteira do processo está um ministério com baixo capital político. Uma saída seria organizar uma força-tarefa no governo federal, tendo à sua frente uma liderança com capacidade de influência sobre os vários ministérios e operacionalizada pelo MinC.

Em segundo lugar, economia criativa é economia. O financiamento a empreendimentos criativos segue uma lógica de mercado, distinta da que se vale de leis de incentivo ou de editais de premiação. Economia criativa pressupõe que os empreendedores criativos de vários portes tenham acesso a crédito a taxas de juros aceitáveis, apesar de não disporem de garantias reais. Como o Estado não deve tomar o papel da iniciativa privada, mas sim orientar sua atuação, caberia criar um instituto de aval público-privado para empréstimos a empresas criativas, como ocorre há décadas em alguns países.

Em terceiro lugar, a capacitação requer um deslocamento do olhar para os talentos criativos. Estudos recentes demonstram a alta mobilidade desses profissionais, entre os setores tradicionais e os criativos, de modo que a valorização da criatividade não deve ser restrita a alguns cursos. Criativo não é só o artista ou o cientista. Somando-se a isso que muitos talentos se dedicarão a profissões que hoje inexistem, a criatividade deve ser reincorporada desde a educação fundamental. Essa constatação levou países como Cingapura e Hong Kong a reformularem completamente seu sistema educacional, na construção de uma estratégia voltada à economia criativa.

Por fim, para concretizar objetivos tão complexos, é fundamental que a Secretaria da Economia Criativa reconheça, polinize e credite as boas práticas já existentes no Brasil e tenha a sabedoria de focar sua atuação sobre os gargalos que vêm retardando uma trajetória brasileira construída a várias mãos.

Ana Carla Fonseca Reis http://www.garimpodesolucoes.com.br

Economista, Doutora em Urbanismo, autora de diversos livros e estudos internacionais sobre economia criativa e cidades criativas. Para mais artigos deste autor clique aqui

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Fórum Brasilianas.org sobre Indústrias Criativas

    Retirado do Luis Nassif Online em 12/06/12 do endereço:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/forum-brasilianasorg-sobre-industrias-criativas

    Por Luis Nassif

    Na próxima quarta-feira (amanhã, 13/06) realizaremos o 25º Fórum de Debates Brasilianas.org sobre Indústrias Criativas. O evento, qua acontece em São Paulo, discutirá o ecossistema das indústrias criativas no Brasil; a economia criativa e a regulação de conhecimentos tradicionais; e a reflexão sobre a brasilidade na próxima década.

    Os palestrantes confirmados são: Cláudia Sousa Leitão: Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura; Ana Maria Magni Coelho: Gerente da UACS (Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços) do SEBRAE; Jéthero Miranda: Coordenador do Curso de Design da Belas Artes; João Paulo Rodrigues Matta, Analista de Desenvolvimento da Desenbahia - Agência de Fomento do Estado da Bahia e pesquisador do CULT/UFBA; Álvaro Guillermo: Professor de Pós-graduação, dos cursos de Ciências do Consumo e Designer Estratégico da ESPM; Hecliton Santini Henriques: Presidente do Instituto Brasil de Economia Criativa; e Pedro Berti: atual organizardor do App Date SP e Be My App World Cup.

    Para participar do seminário, ligue para 0800-169-966 ou envie e-mail para eventos@advivo.com.br.

    Data: 13/06 - a partir 09h30

    Local: Blue Tree Paulista

    Rua Peixoto Gomide, 707 – Jardim Paulista São Paulo

    VEJA AQUI A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO EVENTO

    Um dos próximos desafios que o Brasil terá que enfrentar para a consolidação da economia está no desenvolvimento das Indústrias Criativas e de seus Arranjos Produtivos Locais (APL). Diante da vasta produção cultural disseminada em todo território e do potencial turístico decorrente, principalmente, das políticas de desenvolvimento regional no Nordeste e Norte, o país é dono de vasto material cultural e simbólico gerado a partir do trabalho criativo. Essa massa de informações, serviços e artes possui dinâmica econômica própria, e, portanto, exige estratégias específicas para seu desenvolvimento.

    Além de participação importante no PIB, essas indústrias tem forte capacidade para a exportação de produtos que carregam em si modos de vida, simbologia brasileira e, com isso, despertam culturalmente o país para o mundo. Heterogêneo, o setor criativo compreende uma série de segmentos: design, cinema, música, turismo, indústria de softwares, artes performativas, televisão, rádio e entretenimento em geral, museus, patrimônio histórico, tradições e artesanato.

    O conceito de Indústria Criativa surgiu nos anos 1990, na Austrália, mas foi no final da década que adquiriu mais força, ao constar nas políticas definidas pelo Department for Culture, Media and Sport (DCMS) do Reino Unido, que, em 1997, criou o Creative Industries Unit and Task Force, divisão para cuidar particularmente do setor. De acordo com o DCMS, trata-se de atividades que tem na origem a criatividade e talentos individuais. Ao contrário da indústria manufatureira tradicional, cujo foco está na linha de produção, as indústrias criativas dizem respeito à sociedade do conhecimento, com valorização do indivíduo e da exploração da propriedade intelectual. “As indústrias criativas tem por base indivíduos com capacidades criativas e artísticas, em aliança com gestores e profissionais da área tecnológica, que fazem produtos vendáveis e cujo valor econômico reside nas suas propriedades culturais ou intelectuais”.

    A tendência de “comoditizar” a criatividade e de se enfatizar o potencial de comercialização da arte, porém, não é algo novo. Theodor Adorno, no fim da década de 1940, cunhou o termo Indústria Cultural, que depois foi reforçado por outros autores da Escola de Frankfurt. Foi apontada, assim, a comodificação dos bens culturais e a absorção pelo capitalismo e seus meios de produção. A convergência entre artes, negócios e tecnologia, contudo, é hoje um estágio novo da indústria cultural e que deve ser estudado de maneira sistêmica, uma vez que articula diversas disciplinas e áreas do conhecimento humano maiores do que o pensamento simplista de uma economia financista.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

MinC lança Observatório Brasileiro da Economia Criativa

Retirado do Cultura e Mercado em 06/06/12  do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/politica/minc-lanca-observatorio-brasileiro-da-economia-criativa/

Da Redação

A ministra da Cultura, Ana de Holanda, e a secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão, lançaram na última sexta-feira (1/6) o Observatório Brasileiro da Economia Criativa (Obec), instrumento de produção e difusão de informações quantitativas e qualitativas sobre a economia criativa brasileira.

A solenidade, realizada na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), coincidiu com a publicação, no Diário Oficial da União, do Decreto 7743/2012, que oficializou a criação das secretarias da Economia Criativa (SEC) e da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC).

Para a ministra, o Obec será um instrumento eficiente e eficaz para mitigar a ausência de pesquisa, dados e informações sobre a economia criativa, “essenciais à formulação das políticas públicas para o desenvolvimento justo e inclusive que queremos e precisamos”. “Desejamos aproximar o MinC do planejamento do Estado brasileiro das próximas décadas e isso implica pensarmos qual o desenvolvimento que queremos para o país. A cultura desempenha papel estratégico nas reflexões sobre o desenvolvimento do país”, disse Ana de Hollanda.

Com a criação do Observatório – que congrega uma rede de observatórios estaduais – o MinC está investindo, neste ano, R$ 12,4 milhões em estudos e pesquisas sobre economia criativa. Deste total, R$ 7 milhões serão para a implantação dos observatórios estaduais e outros R$ 5,4 milhões serão repassados a fundações de amparo a pesquisas nos estados para bolsas de Mestrado e Doutorado em economia criativa.

“O país carece de metodologias que mensurem o tamanho da economia criativa”, disse o diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da SEC, Luiz Antônio Gouveia de Oliveira. Neste ano, serão implantados 14 observatórios, 12 nos estados sedes da Copa do Mundo 2014 (Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo) e os outros dois no Acre e em Goiás, estados que já conveniaram o Criativa Birô – equipamento que presta assessoria a empreendedores criativos. Até o final de 2013, todo o território nacional estará coberto pelo Obec.

A secretária Cláudia Leitão lembrou que o Obec é um dos esforços da SEC para responder à demanda do MinC por subsídios necessários à formulação de um modelo de desenvolvimento baseado na criatividade, inovação, diversidade cultural e inclusão social. “O MinC tem esta tarefa: de colocar a cultura como eixo de desenvolvimento”, disse.

Representantes de várias secretarias estaduais de Cultura, de universidades públicas e de entidades de pesquisa participaram da solenidade. Parceiros institucionais do MinC, estiveram também presentes o diretor-superintendente do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron; o diretor-presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, Marcos Formiga; o diretor de Engenharia, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Guilherme Melo; o presidente da ENAP, Paulo Cesar de Carvalho; a pró-reitora de extensão da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Dulce Tamara da Rocha Lamego da Silva; a presidente-interina do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Vanessa Petrelli de Corrêa e a representante do Sebrae Nacional, Ana Maria Magni Coelho.

Redação http://www.culturaemercado.com.br

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ana de Hollanda lança Obec

Retirado do site do MinC em 30/05/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/05/29/ana-de-hollanda-lanca-obec/

Ministra da Cultura assina acordos de cooperação para difusão de estudos e pesquisas

Brasília – A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, lança nesta sexta-feira, 1º de junho,  o Observatório Brasileiro da Economia Criativa (Obec). O evento acontece às 10h, no auditório da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília.

Na cerimônia, a ministra assinará acordos de cooperação técnica visando fomentar estudos e pesquisas sobre economia criativa.

O Ministério da Cultura (MinC) está investindo, em 2012, R$ 12,4 milhões no projeto, que ficará sob a responsabilidade da Secretaria da Economia Criativa (SEC).

O Obec busca produzir, reunir e difundir informações quantitativas e qualitativas sobre a economia criativa brasileira, congregando também uma rede de observatórios estaduais a serem implantados.

A SEC pretende implantar ainda este ano 14 observatórios para a aquisição de licenças de softwares de análise de dados e para concessão de bolsas de pesquisa de pós-graduação.

A interface do Obec com a sociedade será por meio de um sítio na internet onde poderão ser acessados dados sobre a economia criativa brasileira (setores, cadeias produtivas, modelos de negócio, publicações, etc). Parte deste conteúdo virá das parcerias firmadas pelo MinC no ato de lançamento do Obec.

Os acordos de cooperação técnica servirão para execução de atividades e projetos de difusão como colóquios, debates, estudos e pesquisas de conteúdo acadêmico-científico sobre o potencial da economia criativa brasileira.

Mais informações: (61) 2024-2805

(Texto: Neila Baldi, Ascom/SEC*/MinC)

*Em estruturação

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

São Paulo recebe 1º Fórum Internacional de Gestão Cultural

Retirado do Cultura e Mercado em 23/02/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/agenda/sao-paulo-recebe-1o-forum-internacional-de-gestao-cultural/

Da Redação

Nos dias 21, 22 e 23 de março, São Paulo vai receber o I Fórum Internacional de Gestão Cultural: Para Além do Mercado. O encontro é organizado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Comunicação e Cultura (CELACC), núcleo de pesquisas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, em parceria com a Livraria Cultura.

O evento vai reunir acadêmicos, gestores culturais, autoridades, estudiosos, artistas, estudantes e demais interessados nas áreas de gestão e cultura da Espanha, de países latino-americanos e do Brasil, para construir coletivamente reflexões sobre cultura e as atividades desempenhadas por cada um dos atores.

A programação inclui discussões sobre temas como as políticas de incentivo à cultura, a geopolítica do setor, a relevância da economia criativa e o papel do gestor cultural neste cenário.

Mais informações no site www.forumigc.com/forum.

Redação http://www.culturaemercado.com.br

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