Mostrando postagens com marcador Moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Marta Suplicy escreve que moda, como música clássica, deve usar incentivo fiscal

Há um contorcionismo e uma simplificação e evidentemente uma falta de diálogo por parte do Ministério e por parte da Ministra.

Com estes argumentos, é evidente que a cultura está em tudo, mas imaginemos que para publicar um nóvo Código Penal Comentado juristas peçam entrem com projeto na Rouanet?

Do Folha de São Paulo – Especial para Serafina

Por Marta Suplicy

Desde que entrei no Ministério da Cultura venho aprendendo em ritmo veloz sobre as mais diferentes artes e sobre as pessoas. A cultura é fundamental no sentido de nos fazer ter asas e voar as geografias do mundo e dos sentimentos.

Em momentos de alegria ela é nossa maior expressão e na tristeza nosso colo amigo. O mais simples dos mortais pode dançar, cantar, produzir ou usufruir deste alimento. Por ser tão plena e fácil e ao mesmo tempo ter a possibilidade de ser extremamente cara e sofisticada, a cultura chega a ser banalizada e na política orçamentária raramente é lembrada.

Na incursão neste mundo ministerial, a moda me pegou de surpresa. Tenho clareza de sua importância: seja para nos posicionarmos como imagem (pense em Lady Gaga, David Bowie, Chacrinha, Sabrina Sato...) seja para entender diferentes sociedades (pode-se escrever a história do papel da mulher nas diferentes épocas da humanidade através de suas vestimentas), seja pela beleza e arte de apreciar o belo ou simplesmente a criatividade daquele momento na história.

O que eu não sabia e passei a conhecer, depois de tanta discussão se moda é ou não cultura, é o número de museus de moda. Só de moda. Inclusive no Brasil. Eles existem na Coreia do Sul, no Japão, nos EUA, na Itália... a lista é longa.

Além de exposições temporárias em museus ícones como o Louvre ou o Metropolitan. Como ministra, agora mais interessada no que existe sobre o assunto, visitei exposições temporárias em Pequim, Washington, Frankfurt...

Realmente, é cultura. Elas falam daqueles povos e são manifestações de épocas. Como os chineses, nesta mostra de 20 anos de moda no país se apropriaram e digeriram o Ocidente e fizeram os vestidos mais lindos e originais que já vi! Vai ser interessante daqui a 50 anos analisar qual foi o impacto desta apropriação.

Fiquei surpresa com uma carta aberta da Maria Rita Khel1, que resumo na crítica que país pobre não deveria gastar patrocinando quem pode pagar. Ainda mais vestidos!

É uma mentalidade linear que à risca seria dizer que não patrocinaremos a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), porque ela poderia obter patrocínio sem Lei Rouanet2 e continuando este tipo de raciocínio porque nem todos podem ir ao teatro.

Mudei de ideia sobre tudo isso. A Lei Rouanet, que em breve será melhorada com a substituição pelo Procultura, serve para ampliar todas as áreas culturais, de museus a peças de teatro, passando por escolas de samba, desde que elas consigam patrocínio com esta lei de incentivo fiscal. O que para a cultura só acrescenta pois é recurso que não viria para cá. Quanto aos que têm maior dificuldade na captação, nossos editais para criadores negros, mulheres, índios, edital Amazônia, vêm do nosso parco orçamento. Sem esquecer os pontos de cultura que acabamos de aumentar criando convênios com as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro onde (incrível) não existiam.

Marta Suplicy, 68, é ministra da Cultura. Formada em psicologia pela PUC-SP, fez mestrado na Michigan State University e apresentou programas como o "TV Mulher".

http://www1.folha.uol.com.br/serafina/2013/10/1362052-marta-suplicy-escreve-que-moda-como-musica-classica-deve-usar-incentivo-fiscal.shtml

Leia Mais ►

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Mostra “Costela de Adão”, de Ronaldo Fraga em Teófilo Otoni

image002

SERVIÇO:

Evento: Mostra “Costela de Adão”, de Ronaldo Fraga em Teófilo Otoni

Data: 21 de Outubro a 15 de dezembro de 2013

Hora: 9h:00min às 17h:00min

Local: Sebrae Teófilo Otoni

Endereço: Rua Francisco Sá, 207 – Centro

Leia Mais ►

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estética e moda negra brasileira são tema de seminários em BH

Do ODC

Capital mineira recebe evento que vai mapear a cadeia produtiva do setor no país e refletir sobre a relação com economia criativa e a estética negra.

Banner-Seminário-Moda-Afro

Com o objetivo de refletir a temática da moda negra brasileira, a Fundação Cultural Palmares – MinC (FCP), em parceria com a Associação Nacional da Moda Afro-Brasileira (ANAMAB) e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, realiza nos dias 24 e 25 de outubro, em Belo Horizonte/MG, o I Seminário – Moda, Estética Negra e Economia Criativa, que pretende também debater o mercado brasileiro de moda afro e a sua relação com a economia criativa e a estética negra.

Mapeamento – O Seminário também será uma oportunidade para realizar um mapeamento inédito no Brasil, que vai revelar o número de ateliês e estilistas de moda afro-brasileira e qual é a realidade desses produtores.
Para participar do evento, que vai debater ainda sobre desenvolvimento sustentável e empreendorismo, os interessados devem acessar a ficha de inscrição preencher o formulário e enviar para os e-mails:25anospalmares@palmares.gov.br e makotafan2013@noderosa.com.br. As vagas são limitadas.

PROGRAMAÇÃO

Homenageadas: Makota Subukenã Kiamaza- MG e Maria do Carmo Valerio (Muene-SP)

24 de Outubro (Quinta-feira)
19h30 – Solenidade de Abertura com autoridades local e nacional
20h – Palestra “Desafios para uma política nacional para a cultura negra”
21h – Festa da Moda (Espaço Cultural 104)
25 de Outubro (sexta-feira)

Painéis temáticos
8h às 12h – Painel – História da Moda Afro-Brasileira e o Simbólico:
12h30 às 13h30– Almoço
14h às 16h– Mesa Redonda – Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável
16h30 às 18h30 – Painel – Inserção da Moda Afro-brasileira no Mercado

Fonte: Fundação Cultural Palmares

Retirado do site do ODC em 10/10/13 do endereço:

http://observatoriodadiversidade.org.br/site/estetica-e-moda-negra-brasileira-sao-tema-de-seminarios-em-bh/

Leia Mais ►

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A moda e a Lei Rouanet

Tema de indignação de uns e alegria de outros, o certo é que há pouco diálogo, pouca discussão e ainda menos informação.

Será que a Rouanet é mesmo o melhor caminho para o financiamento da moda, ou melhor,  para a “internacionalização da moda” ou a formação de “novos agentes do setor”?
A Ministra diz que sim.

Do MinC

O estilo Carmen Miranda deve subir ao palco na semana de moda em Paris. Essa é a pretensão do estilista Pedro Lourenço, que quer traduzir os valores culturais e estéticos da cantora numa exposição de artefatos e criações artísticas em duas coleções contemporâneas na capital da França.

A decisão da ministra Marta Suplicy em autorizar projetos do segmento de moda a buscarem patrocínio via renúncia fiscal é fruto de um diálogo com o setor que vem desde o ano passado. Nessa discussão, o MinC estabeleceu 4 eixos para que as propostas pudessem se enquadrar na Lei Rouanet. São eles:

  1. A Internacionalização da moda;
  2. A criação com simbologia brasileira;
  3. A formação de novos agentes do segmento moda (estilistas, por exemplo)
  4. E a preservação de acervos – como, por exemplo, as obras de Zuzu Angel e Dener.

"Os desfiles são memórias de um tempo no país e nós vemos como arte também. É o 'soft power' do Brasil, uma exposição além do futebol e carnaval, algo que mostra nosso talento na área de criação. São milhares de fotógrafos e cinegrafistas que registram esses eventos. Isso é mídia espontânea do Brasil, num conceito positivo. Entendemos que os desfiles são exposições de Arte do Brasil. Uma coleção de uma indústria não teria esse apoio. Não apoiamos a marca, apoiamos o conceito", explicou a ministra.

Outros dois estilistas também mostrarão o soft power brasileiro nas passarelas, a partir da aprovação de projetos pela Lei Rouanet. A decisão foi publicada hoje (22) no Diário Oficial da União.

Experiência conceitual

Misturando o estranho com o familiar, Alexandre Herchcovitch vai expor numa coleção feminina o movimento de antropofagia cultural nas mostras de Moda em São Paulo e Nova York. Numa visão contemporânea, o estilista vai unir o estrangeiro migrante e o sedimento local, extraindo a experiência conceitual que emerge do passado colonial no contato dos europeus com corpos ameríndios.

Os artefatos têxteis e as técnicas brasileiras que transitam entre o popular e o erudito devem ser exibidos nas temporadas de moda de São Paulo na mostra "Artesãos do Brasil na poética da moda", de Ronaldo Fraga. As exposições de cultura visual contemporânea são inspiradas em Mário de Andrade, João Cabral de Melo Neto e o artesão Espedito Seleiro.

"O Ronaldo Fraga e o Alexandre Hercovith também são talentos e nós estamos abertos para todos os estilistas, abertos para a moda, estamos esperando que virão mais. E isso vai trazer para a Lei Rouanet pessoas que nunca entraram, como a indústria têxtil. Hoje, com a autorização para Pedro Lourenço, Alexandre Herchcovitch e Ronaldo Fraga, estamos falando de patrimônio material e imaterial brasileiro. Não é o estilista que está indo para Paris, é o Brasil que tem que se mostrar e nós temos talentos", completou Marta Suplicy.

(Ascom/MinC)
(Foto na home: Elisabete Alves, Ascom/MinC)

Retirado do MinC em 26/08/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/banner-1/-/asset_publisher/G5fqgiDe7rqz/content/a-moda-e-a-lei-rouanet/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fbanner-1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_G5fqgiDe7rqz%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D2

Leia Mais ►