Mostrando postagens com marcador Marta Suplicy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marta Suplicy. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Marta Suplicy escreve que moda, como música clássica, deve usar incentivo fiscal

Há um contorcionismo e uma simplificação e evidentemente uma falta de diálogo por parte do Ministério e por parte da Ministra.

Com estes argumentos, é evidente que a cultura está em tudo, mas imaginemos que para publicar um nóvo Código Penal Comentado juristas peçam entrem com projeto na Rouanet?

Do Folha de São Paulo – Especial para Serafina

Por Marta Suplicy

Desde que entrei no Ministério da Cultura venho aprendendo em ritmo veloz sobre as mais diferentes artes e sobre as pessoas. A cultura é fundamental no sentido de nos fazer ter asas e voar as geografias do mundo e dos sentimentos.

Em momentos de alegria ela é nossa maior expressão e na tristeza nosso colo amigo. O mais simples dos mortais pode dançar, cantar, produzir ou usufruir deste alimento. Por ser tão plena e fácil e ao mesmo tempo ter a possibilidade de ser extremamente cara e sofisticada, a cultura chega a ser banalizada e na política orçamentária raramente é lembrada.

Na incursão neste mundo ministerial, a moda me pegou de surpresa. Tenho clareza de sua importância: seja para nos posicionarmos como imagem (pense em Lady Gaga, David Bowie, Chacrinha, Sabrina Sato...) seja para entender diferentes sociedades (pode-se escrever a história do papel da mulher nas diferentes épocas da humanidade através de suas vestimentas), seja pela beleza e arte de apreciar o belo ou simplesmente a criatividade daquele momento na história.

O que eu não sabia e passei a conhecer, depois de tanta discussão se moda é ou não cultura, é o número de museus de moda. Só de moda. Inclusive no Brasil. Eles existem na Coreia do Sul, no Japão, nos EUA, na Itália... a lista é longa.

Além de exposições temporárias em museus ícones como o Louvre ou o Metropolitan. Como ministra, agora mais interessada no que existe sobre o assunto, visitei exposições temporárias em Pequim, Washington, Frankfurt...

Realmente, é cultura. Elas falam daqueles povos e são manifestações de épocas. Como os chineses, nesta mostra de 20 anos de moda no país se apropriaram e digeriram o Ocidente e fizeram os vestidos mais lindos e originais que já vi! Vai ser interessante daqui a 50 anos analisar qual foi o impacto desta apropriação.

Fiquei surpresa com uma carta aberta da Maria Rita Khel1, que resumo na crítica que país pobre não deveria gastar patrocinando quem pode pagar. Ainda mais vestidos!

É uma mentalidade linear que à risca seria dizer que não patrocinaremos a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), porque ela poderia obter patrocínio sem Lei Rouanet2 e continuando este tipo de raciocínio porque nem todos podem ir ao teatro.

Mudei de ideia sobre tudo isso. A Lei Rouanet, que em breve será melhorada com a substituição pelo Procultura, serve para ampliar todas as áreas culturais, de museus a peças de teatro, passando por escolas de samba, desde que elas consigam patrocínio com esta lei de incentivo fiscal. O que para a cultura só acrescenta pois é recurso que não viria para cá. Quanto aos que têm maior dificuldade na captação, nossos editais para criadores negros, mulheres, índios, edital Amazônia, vêm do nosso parco orçamento. Sem esquecer os pontos de cultura que acabamos de aumentar criando convênios com as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro onde (incrível) não existiam.

Marta Suplicy, 68, é ministra da Cultura. Formada em psicologia pela PUC-SP, fez mestrado na Michigan State University e apresentou programas como o "TV Mulher".

http://www1.folha.uol.com.br/serafina/2013/10/1362052-marta-suplicy-escreve-que-moda-como-musica-classica-deve-usar-incentivo-fiscal.shtml

Leia Mais ►

terça-feira, 28 de maio de 2013

Políticas do MinC em debate

Do MinC

Com o tema "Nova Política de Cultura no País", a ministra Marta Suplicy participou de um almoço-debate com 308 empresários e empresárias de setores diversos da economia. O evento que aconteceu , em São Paulo, nesta segunda-feira (27/05), foi promovido pelo LIDE, uma organização de caráter privado que reúne empresários em nove países e quatro continentes.

Ao lado da ministra, estiveram, na mesa de abertura do evento, João Dória Jr., Presidente do LIDE; Fernando Meirelles, FGV/SP; Juca Ferreira, Secretário Municipal de Cultura de S. Paulo; Marcelo Mattos Araújo, Secretário de Estado da Cultura de S. Paulo; Maurício Dinepi, Presidente do Jornal do Comércio; Oswaldo Melantonio Filho, presidente da EDENRED; Beatriz Camargo, Presidente do Museu de Artes de S. Paulo/MASP; Luiz Fernando Furlan, presidente do LIDE internacional e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do governo Lula; Norberto Birman, vice presidente da Amil; César Leonel da Silva Neto, diretor superintendente da Gocil; e Sergio de Nadai, presidente do LIDE Solidariedade.

Assim que chegou, Marta foi recebida pelo presidente do LIDE, o empresário João Dória Jr, que a acompanhou até o local do evento.

Vale-Cultura

A principal iniciativa tratada durante a fala de Marta Suplicy foi o Vale-Cultura. O programa que disponibilizará R$50 mensais a trabalhadores com ganho de até 5 salários mínimos está em fase de regulamentação e começará a funcionar a partir do segundo semestre deste ano. Segundo a ministra, neste momento o MinC foca na operacionalização do benefício, em traçar e disponibilizar, no site do ministério, os caminhos pelos quais empresas e trabalhadores irão aderir ao Programa. 

Aproveitando que falava a empresários, Marta falou da importância deste setor para que o Vale-Cultura seja bem sucedido: "Sem os empresários, o Vale-Cultura não pode funcionar". 

A ministra traçou boas perspectivas quanto ao alcance do benefício. Segundo ela, a adesão de empresas estatais como os Correios, o Banco do Brasil e a Caixa, vai "ajudar na capilaridade do Vale". Marta lembrou que estas empresas estão em todo o país e empregam muita gente. 

Outro fator que deve ampliar o alcance do Programa é o fato de que a adesão ao ele se estendeu a empresas de lucro presumido. Com isso, estima-se que o Vale tem potencial para chegar a mais de 40 milhões de pessoas. A ministra explicou que, em princípio, o Vale seria limitado a empresas que declaram seu imposto de renda com base no lucro real. Isto traria um universo de 18 milhões de trabalhadores com possibilidade de serem beneficiados. Durante a regulamentação, empresas que declaram seu imposto de renda com base em seu lucro presumido também passaram a poder oferecer o Vale a seus trabalhadores. A diferença é que no primeiro caso, as empresas podem abater até 1% de seus impostos caso façam a adesão. Já no segundo caso, não há esta possibilidade. Em ambos, as empresas se beneficiam do fato de o Vale-Cultura não ser considerado como parte do salário do trabalhador, portanto, não há incidência de impostos sobre o valor oferecido aos trabalhadores.  

Este tema da capilaridade das políticas públicas também foi citado quando a ministra tratou do Procultura, revisão da Lei de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet. Segundo Marta, o texto revisto da lei tem por objetivo privilegiar a descentralização dos recursos, uma vez que os projetos apoiados pela Lei Rouanet, atualmente, acabam sendo concentrados na região sudeste, principalmente. A ministra também informou que os recursos investidos com a lei revista devem duplicar, passando dos atuais R$1,5 bi para R$3 bi ao ano.

Copas e Olimpíadas

Marta também tratou das oportunidades que trazem os eventos esportivos que serão sediados no Brasil, nos próximos anos. "Teremos uma exposição muito grande de nossa Cultura", afirmou. Ela lembrou a importância de aproveitar ao máximo a realização das Copas das Confederações e FIFA, além das Olimpíadas em nosso País: "Oportunidades como estas não podem ser perdidas, pois não voltam cedo para o Brasil." 

Segundo a ministra, os eventos esportivos abrem a possibilidade de o Brasil exercer seu Soft Power (Poder Brando em tradução livre), que significa o exercício da política externa por meio da Cultura, em nosso caso. Marta lembrou a importância de Hollywood para a imagem dos Estados Unidos para o Mundo e a influência da gastronomia, da moda e da literatura para a França. Defendeu que a Cultura brasileira seja nossa principal ferramenta para o exercício do Soft Power.

Perguntada sobre a ação do MinC para promover a Cultura nestes eventos esportivos, Marta afirmou que elas se darão através de parcerias com municípios e não só através das transferências de recursos, mas também disponibilizando o acervo qe o ministério tem sobre a Cultura do País. 

Infraestrutura Cultural

Marta também expôs Políticas Culturais estruturantes, entre elas, o Sistema Nacional de Cultura (SNC), que tem sido implementado em Estados e Municípios brasileiros. Com ele, os Estados e Municípios formarão um estrutura para investir na CUltura, para poderem receber recursos do Governo Federal e tratá-los de forma transparente e democrática, em parceria com a sociedade civil.

Os CEUs das artes e o Programa Mais Cultura nas Escolas foram objetos de explicação pela ministra. Ambos colaboram para a educação para a arte. O primeiro, formando artistas em espaços construídos nas periferias das cidades onde serão oferecidos cursos de artes, além de bibliotecas sobre o assunto, computadores com internet para pesquisas, uma sala de cinema, entre outras coisas. O segundo, uma parceria com o Ministério da Educação em que escolas públicas receberão um recurso anual de R$20 mil para realizarem um projeto cultural vinculado a alguma linha pedagógica. 

Um país de leitores

Encerrada a fala da ministra, a plateia pode participar enviando perguntas. Um tema recorrente foi o incentivo à leitura. Marta disse que além do Vale-Cultura que vai possibilitar maior acesso aos livros, pela população, a nova diretoria da Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada ao MinC que trabalha políticas voltadas ao acesso à leitura, vai trabalhar com o foco em baratear o preço dos livros. 

Vale-Cultura e o barateamento dos livros

Este tema mereceu uma intervenção de Luiz Furlan, empresário e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do governo Lula, que compunha a mesa de abertura do evento. Segundo Furlan, o aumento da demanda gerada pelo Vale-Cultura, por si só, já deve levar a um barateamento dos livros 

Digitalização de livros e Direitos Autorais

Marta lembrou também como a digitalização de livros pode ser um meio de ampliar seu acesso. A ministra falou sobre a Reforma da Lei dos Direitos Autorais realizada pelo MinC e que deve tramitar pelo congresso em breve. Segundo ela, a diretriz adotada pelo MinC na revisão da lei foi prioritariamente proteger o autor, mas criar mecanismos para que ele esteja com sua obra na internet. 

Livros em Braile

Marta anunciou um acordo para que livros sejam traduzidos para o Braile. O fato de os autores terem abrido mão dos direitos autorais foi importante na viabilização deste projeto. Na avaliação da ministra, este é um grande passo para os Direitos Humanos. 

(Texto: Thiago Esperandio / Ascom MinC

Fotos: Cristina Gallo)

Retirado do site do MinC em 28/05/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/banner-1/-/asset_publisher/G5fqgiDe7rqz/content/politicas-do-minc-em-debate/10883?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fbanner-1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_G5fqgiDe7rqz%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D2

Leia Mais ►

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Uma avaliação da gestão Marta Suplicy

Por Carlos Henrique Machado Freitas

Do Trezentos

“Eu sou que nem gato, me enxotam no quintal eu volto pelo telhado. Esse é o truque. Eles não perceberam. Não é o povo! Não e Não! É preciso não trocar. Não confundir o povo. Povo! Não confundir… Nem com público, nem com massa…é importante. A massa é a massa. O público se enfeita todo e vai para as salas de concerto, com cara de quem está entendendo tudo. É preciso notar a diferença. A massa é horizontal, o público é vertical, mas o povo, pelo menos o povo brasileiro é DIAGONAL. É por isso que eu gosto do povo, e é por isso que a minha música é popular. Popular porque eu cuido muito mais do aspecto DIAGONAL do que horizontal ou vertical ( Villa-Lobos)”.

Passado o período de transição e da mediação aberta entre o colapso que foi o MinC de Ana de Hollanda, com os objetivos de Marta Suplicy, o que podemos classificar é que houve uma substituição da estética da barbárie instituída por Ana pela estética de civilidade atordoada de Marta.

Marta, sob o ponto de vista político, ainda vê se agigantar um conjunto claro de ações de renovação e quebra de paradigma do estatuto neoliberal na cidade de São Paulo por Fernando Haddad, o que contrasta com a sua gestão, porque Marta vem vivendo até então num mundo de fluidez virtual.

Daí o bordão vago diante das realidades emergentes, “Cultura como alimento para a alma”. Isso não quer dizer rigorosamente nada e, desse modo, vai tornando o território da cultura, hoje pacificado, em uma impaciente ansiedade em busca de uma outra ordem que não seja um ministério que paralelamente se equilibra num pacto colonial entre Estado, empresas e partidos.

Não há um ponto de vista mais avançado, menos ainda um ritmo divergente do que é estabelecido pela regulação criada por uma tríade de interesses e pactos. Como não consegue modificar o estatuto colonial e, com isso, não consegue colocar o MinC a serviço da democracia social, a ministra Marta se divide em valorizar diferentes vertentes de um mundo sobre o qual literalmente ela não tem um conhecimento concreto. E com essa artificialidade vai perdendo musculatura política, tornando-se mais aristocrática, buscando não correr riscos que ultrapassem a interpretação estabelecida pelo sistema hegemônico que não deixa intervalos para a produção de outros objetivos que não os que já estão petrificados em seu estatuto.

Marta tentou de forma seletiva, sobre o modelo construído por essa hegemonia, particularizar o progresso técnico para a produção material e econômica de quem fundamentalmente estava fora do tratado que são as manifestações de matrizes africanas no Brasil.

Certamente a ministra imaginou que, por intermédio das técnicas, afirmaria uma cidadania que sequer chegou perto da porta estreita que o sistema hegemônico desenvolveu. Porém, a ministra deve ter percebido nesse campo que a ausência de progresso se deu, muito mais porque ela reduziu a própria noção desse universo que se realiza a serviço da cultura brasileira como a principal força motora de nossas manifestações.

Recursos criativos não faltam ao universo da cultura negra no Brasil, mas é justamente a partir do uso pragmático dos equipamentos como leis, editais dessa modernização institucional, que são assegurados aos filhos escolhidos da classe dominante, branca e indiscutivelmente primitiva, do ponto de cultural, os privilégios históricos que definem a própria operação institucional do Estado.

Então o MinC de Marta Suplicy também entrou em colapso, até porque a ministra, assim como o presidente da Funarte, Antônio Grassi, o único das vinculadas que não foi substituído, enxerga a cultura brasileira pelo buraco do guichê e os brasileiros não como cidadãos, mas como público consumidor de arte.

Seria muito mais fácil Marta seguir algo natural, dar um choque de soberania nacional com uma política concreta de valorização dos Pontos de Cultura revelando os movimentos da sociedade que podem ser os únicos protagonistas a subverter o antigo jogo de evolução territorial imposto pelas novas lógicas do tratado colonial entre Estado, empresas e partidos. A ministra ainda não entendeu que o ator mais poderoso para o qual ela deveria reservar os melhores pedaços do território, é o povo brasileiro que se expressa através do programa Cultura Viva.

O credo financeiro visto pelas lentes do sistema econômico é examinado como ideologia do pensamento único que hoje domina o Ministério da Cultura, enquanto aqui fora esse discurso vai perdendo a força.

Marta cedeu para o esquema grosseiro a partir de uma classificação arbitrária dos tecnocratas do MinC que, influenciados pela cultura de massa, buscam homogeneizar e impor sobre a cultura popular uma planilha extraída do reino do mercado. Este mercado que é a expansão paralela das formas de globalização econômica, financeira, técnica e cultural que, diante das manifestações da sociedade jamais encontrará eco.

A subjetividade do discurso de Marta “a gente não quer só comida…” mostra que todas as formas exóticas que incluem novas técnicas como editais, leis, prêmios, têm origem na própria cultura de massa e jamais poderão ser instrumentos da cultura popular que, por sua vez, tem sua própria forma de expressão que associa espontaneidade com ingenuidade, sempre com um discurso universal que acaba empiricamente alimentando uma política de solidariedade.

Na verdade a questão da escassez de inspiração da ministra aparece justamente porque ela quer dispor de meios materiais para tentar fazer com que a cultura popular participe plenamente do universo da cultura moderna de massas. Certamente a ministra não conhece os símbolos e códigos da cultura popular que estão inseridos na imensa maioria do povo brasileiro. Daí o vazio de ideias de cidadania cultural que a ministra tem apresentado diante da mídia.

Tenho certeza de que nessa guerra Marta não tem culpa, mas poderia exercer um papel determinante na busca por uma qualidade interpretativa dos interesses do povo brasileiro, saindo da valorização da forma e investindo na valorização do conteúdo, o que lhe permitiria pensar nos Pontos de Cultura como o verdadeiro universalismo que perdura, mesmo diante de um jogo desigual, como a principal identidade cultural do povo brasileiro. Como disse o gênio Villa Lobos… “O povo, pelo menos o povo brasileiro é DIAGONAL”.

Retirado do Trezentos em 02/05/13 do endereço:

http://www.trezentos.blog.br/?p=7903&cpage=1#comment-11623

Leia Mais ►

quarta-feira, 13 de março de 2013

Soft Power

Retirado do site do MinC em 13/03/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2013/03/12/soft-power-2/

Em abertura de Seminário, ministra anuncia que TV paga não será incluída no Vale-Cultura

Nesta terça-feira (12), a ministra da Cultura, Marta Suplicy, proferiu a palestra de abertura da conferência Praticando Soft Power: as perspectivas brasileira e britânica, realizada no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo.  A ministra ressaltou a presença crescente do Brasil no cenário mundial na última década e falou sobre o papel estratégico que o país desempenha como um influenciador diplomático e cultural cada vez mais importante. ” O Brasil é um país de economia emergente, sem poder bélico, mas está descobrindo uma outra forma de inserção no mundo, através de suas ideias, cultura e práticas, que são fontes primordiais de poder brando”, argumentou a ministra.

Em seguida fez um apanhado de algumas das iniciativas do Ministério da Cultura (MinC) para ampliar a inserção do país dentro do contexto da política externa, por meio da Cultura. Marta falou de ações como a participação do Brasil na Feira do livro de Frankfurt, que vem cercada de uma série de iniciativas que antecedem o evento, entre elas, a tradução de livros brasileiros para a língua alemã e exposições sobre a cultura brasileira nas livrarias desta cidade que é sede da maior feira de livros do mundo.

Emancipação Social pela Cultura

“O Brasil é um país dotado de inúmeros ativos e o principal deles, é claro, o brasileiro, sem o qual não existe cultura brasileira. Garantir o pleno exercício dos direitos culturais em um contexto de inclusão social se traduz em emancipação social pela cultura”. Com este argumento, Marta defendeu o objetivo do Governo Dilma Rousseff, de promover a inclusão social do povo brasileiro por meio da Cultura.

Iniciativas do MinC com este fim como o Sistema Nacional de Cultura (SNC), os Centros Unificados de Esporte e Cultura (CEUs) e o Vale-Cultura, entre outros, foram apresentados aos presentes.

Vale-Cultura

Ao falar sobre o vale, benefício que disponibilizará R$50 mensalmente a trabalhadores CLT, com renda de até 5 salários mínimos, a ministra anunciou que as TVs pagas não devem ser incluídas entre as possibilidades de aquisição com o vale. A ministra, que vem discutindo a implantação do Vale-Cultura em viagens pelo Brasil e através do site do MinC, entre outros meios, disse que vem recebendo esta demanda de artistas em gera, com quem tem conversado e entende que, para este momento, o benefício não deve incluir as TVs pagas.

Brasil e Reino Unido

A conferência que aconteceu no Auditório do Centro Brasileiro Britânico foi organizada em parceria pela Embaixada Britânica e o Wilton Park, instituição que promove debates sobre temas da agenda internacional e faz parte da Temporada UKBrasil.

Assim que chegou, a ministra foi recebida pelo embaixador britânico no Brasil, Alan Charlton. O embaixador ressaltou os intercâmbios entre ambos os governo como uma experiência de enriquecimento mútuo entre os países. Charlton lembrou que o Brasil, com Dilma, tem dado oportunidades a brasileiros estudarem fora do país. Segundo ele, “as universidades britânicas têm adorado ter brasileiros estudando lá”.Afirmou ainda que a intenção é dobrar o número de estudantes brasileiros no Reino Unido e trazer mais britânicos para estudar no Brasil, além de ampliar as parcerias em programas de pesquisas, que envolvam estudantes dos dois países.

(Texto: Thiago Esperandio, Ascom/MinC)

(Fotos: Adriana Lima, Ascom/MinC)

Leia Mais ►

sexta-feira, 8 de março de 2013

Fórum de Políticas Culturais em MG

Retirado do site do MinC em 08/03/13 DO ENDEREÇO:

http://www.cultura.gov.br/site/2013/03/07/forum-de-politicas-culturais-em-mg/

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, abriu o Fórum de Políticas Culturais, em Minas Gerais, no final desta manhã (7), pedindo minuto de silêncio dos participantes, em homenagem a Chorão, que morreu ontem. Fez um balanço de suas ações à frente do Ministério da Cultura (MinC), tratando de temas como o Vale-Cultura e o Sistema Nacional de Cultura, anunciou o apoio que será dado à candidatura da Pampulha a Patrimônio da Humanidade e também a instalação de um CEU das Artes no Corredor Cultural Estação das Artes (Clique para ler mais sobre este assunto). Em seguida, abriu diálogo para ouvir reivindicações da comunidade cultural.

Dentre os pedidos que a ministra acolheu está o de valorização dos circos, que pedem recuperação de espaços para apresentações nas cidades. “Vou ver a questão”, respondeu a ministra.

Sobre a desigualdade de investimentos em cultura nas regiões brasileiras, em vista da concentração de projetos incentivados no eixo sul-sudeste, outro tema do encontro, a ministra explicou que o MinC faz esse debate junto à Câmara dos Deputados e que também atua para mudar isto. “Temos, por exemplo, abertas inscrições em editais para produtores e criadores negros. Falo disto a vocês porque é uma ação que visa responder à desigualdade e está em curso”, enfatizou Marta.

A Representação Regional do MinC em Minas Gerais tem organizado oficinas de orientação aos interessados em participar dos editais para criadores e produtores negros. Já foram feitas 10 oficinas.

O Fórum aconteceu na Escola Superior Dom Helder Câmara, de Belo Horizonte, e contou com presença de grande público formado por gestores municipais, representantes da sociedade civil, artistas, produtores e outros profissionais ligados à cultura.

A este evento, acompanharam à ministra o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, e a chefe de Representação MinC em Minas, Cesária Macedo.

Inauguração

Ministra participa da solenidade de inauguração do “Monumento à Justiça e ao Direito”

Assim que chegou à Escola Dom Helder Câmara, a ministra da Cultura, ao lado do Reitor da Escola, Paulo Umberto Stumpf, e demais convidados, participou da solenidade de inauguração do “Monumento à Justiça e ao Direito” (foto). A escultura, em tamanho natural (180 cm de altura), instalada no frontispício da Escola Superior Dom Helder Câmara é uma obra do artista mineiro Diego Rodrigues.

O Fórum

O Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais foi criado em 2011 como espaço para o diálogo e o aprofundamento das questões relacionadas às políticas públicas de Cultura. É constituído por diversas instituições governamentais e não governamentais e tem como proposta fortalecer espaços de diálogo e aprofundamento das questões relacionadas à Política Pública de Cultura, aproximando Governos Municipais, Estadual, Federal e a Sociedade Civil para instituir e fortalecer o Sistema Nacional de Cultura.

Atualmente fazem parte do Fórum o Ministério da Cultura, por meio da Representação Regional MG e Funarte; Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais; Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG); Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte; Associação Mineira dos Municípios; SEBRAE-MG; SESC-MG; Universidade Federal de Minas Gerais, Observatório da Diversidade Cultural e Federação dos Circuitos Turísticos – FECITUR.

(Texto: Montserrat Bevilaqua

Com informações de Redação Dom Total

Fotos: Pedro Silveira)

Leia Mais ►

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Jeanine Pires assume Secretaria Executiva

Retirado do site do MinC em 09/10/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/10/08/jeanine-pires-assume-secretaria-executiva-do-minc/

Ministra Marta Suplicy diz que nova secretária trará importante contribuição para o MinC

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, convidou para assumir a Secretaria Executiva do Ministério da Cultura (MinC) Jeanine Pires, que foi presidenta da Embratur de 2006 a 2010, e responsável pela coordenação da promoção do Brasil no exterior. Jeanine Pires substitui Vitor Paulo Ortiz Bittencourt.

“Com sua experiência e qualidades de dinamismo, determinação e capacidade de trabalho, Jeanine Pires vai trazer importante contribuição para o Ministério da Cultura”, comentou a ministra.

Jeanine Pires tem larga experiência na indústria do turismo, onde já atuou nos setores público e privado. É formada em história e pós-graduada em Ciências Sociais e em Economia do Turismo.

O amplo conhecimento do Brasil reforça seu perfil técnico, que inclui habilidades de gestão de equipes multidisciplinares e capacidade executiva.

“Fiquei muito honrada com o convite da ministra Marta para esse desafio. Minha formação acadêmica e meu trabalho no turismo me proporcionaram um entendimento sobre a importância da cultura para a identidade e a imagem de um país”, disse Jeanine.

Com 46 anos, Jeanine é casada e tem dois filhos. Ela já trabalhou com a ministra Marta Suplicy em 2006 e 2007, quando presidiu a Embratur. Antes de assumir a Secretaria Executiva do Ministério da Cultura, respondia pela presidência do Conselho de Turismo e Negócios da Fecomercio de São Paulo, atuava em projetos de marketing de destinos e realizava palestras no Brasil e no exterior.

O ato de exoneração de Vitor Ortiz foi publicado nesta segunda-feira, 8 de outubro, no Diário Oficial da União (seção 2, 1ª página),  seguido do ato de nomeação de Jeanine Pires.

(Ascom/MinC)

Leia Mais ►

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ministério da Cultura é "só confusão", diz Marta Suplicy

Enviado por Manoel J. Souza Neto

Retirado do Folha de São Paulo em 02/10 do endereço:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1162290-ministerio-da-cultura-e-so-confusao-diz-marta-suplicy.shtml

Por Matheus Magenta

De São Paulo

Após ouvir um depoimento sobre a falta de recursos para Pontos de Cultura no Tocantins, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou na tarde desta segunda-feira (1º) que a pasta é "só confusão". Ela assumiu o cargo no último dia 13.

"Esse ministério é só confusão", disse Marta durante encontro na sede da Coletivo Digital, em São Paulo, organização não governamental que atua na área de inclusão digital.

A declaração da ministra arrancou risos da plateia, formada por cerca de cem pessoas --a maioria delas ligada a ONGs que têm convênios com o Ministério da Cultura.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, visita a 30ª Bienal de São Paulo, na última quarta (26)

Marta disse ainda que o programa Cultura Viva, que inclui os Pontos de Cultura, foi "desidratado" no MinC, mas deve ser retomado agora durante sua gestão.

Os Pontos de Cultura são iniciativas independentes espalhadas pelo país e financiadas diretamente pelo ministério para impulsionar a produção e a difusão cultural, como oficinas de vídeo.

No encontro, a ministra ouviu diversas sugestões sobre a reforma da Lei de Direitos Autorais, discussão que está em curso no MinC, e reclamações sobre a falta de recursos para Pontos de Cultura durante a gestão da ex-ministra Ana de Hollanda (2011-12).

"Gente, vamos esquecer minha antecessora. Precisamos olhar pra frente", disse Marta. Ela arrancou novamente risos da plateia ao ser questionada sobre a perenidade das políticas públicas implementadas durante sua gestão.

Para Pedro Markun, do grupo Transparência Hacker, Marta deixará o MinC em algum momento por causa de seu perfil político. Ela deixou o cargo de ministra do Turismo em 2008 para disputar a Prefeitura de São Paulo.

"Você já está me mandando embora?", brincou a ministra. Em seguida, o mesmo Markun cobrou dela mais transparência no site oficial do Ministério da Cultura em relação aos gastos públicos da pasta.

"Eu nunca vi um site tão ruim", concordou Marta. Depois, ela sugeriu que a página deve passar por uma reformulação.

Após o evento, que durou quase uma hora, ela seguiu para participar de um evento da agenda do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Leia Mais ►

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Marta Suplicy toma posse e promete trabalho

Retirado do site do MinC em 14/09/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/09/13/marta-suplicy-toma-posse-e-promete-trabalho/

Na solenidade a ministra destacou o papel da cultura como identidade do povo brasileiro

Em clima de cordialidade e tranquilidade, Marta Suplicy assumiu hoje o comando da pasta do Ministério da Cultura, durante cerimônia de posse realizada no Palácio do Planalto, diante da presidenta da República, Dilma Rousseff.

Em seu discurso, a nova ministra agradeceu o convite da presidenta e destacou o papel da cultura como identidade do povo brasileiro.

“Existe também a realização de trabalhar numa área que aprecio e sei de sua relevância. Mas, mais que tudo, é trabalhar sob o comando de uma mulher forte, arretada e competente, a quem admiro e com quem dialogo muito bem”, disse Marta Suplicy.

A nova ministra elogiou seus antecessores Gilberto Gil, Juca Ferreira e Ana de Hollanda, a quem dirigiu palavras de carinho pela sua determinação e coragem que demonstrou à frente do Ministério. “Coragem e determinação eu também vou precisar ter”, pontuou.

Avanços

Marta Suplicy falou sobre os avanços da pasta da cultura desde o governo Lula e homenageou o peemedebista e presidente do Senado, José Sarney, pela sua visão inovadora ao criar o Ministério da Cultura e pensar a primeira lei de incentivo à cultura, a chamada Lei Sarney.

A presidenta da República Dilma Rousseff, em seu discurso, afirmou ter certeza de que Marta Suplicy reúne as qualidades necessárias para conduzir o ministério.

“Tenho certeza de que a ex-senadora e ex-prefeita, minha amiga e companheira Marta Suplicy está à altura de levar à frente o Ministério da Cultura, transformando, a cada momento, a cultura numa prioridade central do meu governo”, disse a presidenta.

A ex-ministra Ana de Hollanda fez um balanço de sua gestão, destacando ações como a Economia Criativa, Pontos de Cultura e outras atividades que segundo ela, têm feito a diferença na gestão da cultura no Brasil.

Ana lembrou que o governo Dilma “é um governo de continuidade” em relação à gestão do presidente Lula. Assegurou que Marta Suplicy tem sensibilidade, capacidade e que reúne todas condições para exercer o cargo.

Estudar o Ministério da Cultura

A ministra antecipou que vai se dedicar, inicialmente, sobre a aprovação do Vale Cultura – que irá beneficiar, com R$50,00 por mês trabalhadores com carteira assinada que recebam até cinco salários mínimos, para a compra de livros, ingressos de shows e filmes etc.

“Vou me debruçar sobre o Vale Cultura e vamos ver se a gente consegue aprovação na Câmara, porque, junto com a aprovação, ontem, do Sistema Nacional de Cultura, estaremos dando um passo gigante”.

Leia também.

(Texto: Waldemar Gadelha, Ascom/MinC)
(Fotos: Lula Lopes)

Leia Mais ►