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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O corredor cultural já existe

D’O Tempo

Por Daniel Toledo

Realizada no último domingo, “A Ocupação” defende participação social como elemento fundador da cidade

Sem curadorias nem hierarquias, evento atraiu multidão de ações artísticas e políticas ao baixo cent

Enquanto algumas pessoas ainda desocupavam a Câmara Municipal de Belo Horizonte, anteontem, após nove dias de intensa convivência e mobilização, outras se preparavam ante uma nova ocupação, agora em torno do tradicional Viaduto Santa Teresa – e duração de apenas uma tarde e uma noite. Com espírito horizontal e coletivo, o evento intitulado “A Ocupação” convidou centenas de moradores da cidade ao encontro e à prática de propostas para um dos principais projetos urbanísticos em atual desenvolvimento na cidade: o Corredor Cultural da Praça da Estação.

Palestras, debates, performances, apresentações musicais, partidas de queimada, pequenas feiras, exposições de poesia, intervenções políticas e sessões de vídeo foram algumas das ações que transformaram em matéria desejos e atitudes que já há algum tempo pairam sobre a cidade – e, em muitos casos, sobre a própria região onde se localiza o viaduto, como o fundador Duelo de MC’s.

“Sem deixar de lado a heterogeneidade que surge como marca desse evento e de toda essa movimentação, trata-se de uma resistência positiva que afirma o desejo humano de viver o comum, e não o privado. Já há muito tempo, trilhamos um caminho de individualismo que nos deixa muito infelizes, e acredito mesmo nessa movimentação como uma retomada da alegria”, sintetiza a arquiteta e pesquisadora Natacha Rena, integrante do Movimento Fica Ficus e do Comitê de Arte e Cultura da Assembleia Popular Horizontal – dois dentre os vários coletivos presentes no evento.

Projeto. Quando relacionadas ao projeto urbanístico do Corredor Cultural da Praça da Estação, em franco desenvolvimento a partir de discussões entre a Prefeitura de Belo Horizonte e diversos representantes da sociedade civil, as ideias propagadas por Natacha desembocam em equipamentos mais alinhados às ações coletivas e interesses públicos que já se dão a ver naquele espaço do que a anseios privados de cunho meramente turístico ou mercadológico.

“Quando surgiu a ideia do corredor cultural, falava-se em uma mistura entre a Lapa carioca e Puerto Madero (em Buenos Aires), sugerindo mais uma réplica de um modelo urbanístico presente em diversas partes do mundo. Como resposta a essa ideia, houve uma ampla convocação popular, incluindo grupos até então deixados de fora da discussão, como a classe artística da cidade, assim como pequenos comerciantes e os próprios moradores de rua”, explica.

Integrante do grupo Espanca!, com sede localizada na região, e representante da sociedade civil na comissão que discute os rumos do corredor cultural, o ator Gustavo Bones também defende a importância de um projeto mais atento à realidade concreta do local. “É importante, nesse sentido, pensar em iniciativas voltadas à ação cultural, e não somente na reforma e criação de edifícios. Essa é uma discussão que já iniciamos e vamos desenvolver a partir de agora”, conta ele.

Na sua visão, essa junção entre cultura e política faz mesmo parte de um horizonte que se apresenta à capital mineira. “Vejo claramente que muitos agentes culturais estão recuperando essa função histórica da arte, que é levar o debate político à arena da cidade, ocupando, a partir de diferentes estratégias, os vários espaços públicos aos quais devemos ter acesso”, completa.

Perspectiva. Confiante em relação ao momento que se anuncia, Natacha Rena aposta na ocupação de outros espaços como um desdobramento natural do caminho trilhado até aqui. “Sem dúvida alguma, o que vem por aí é uma ocupação muito mais expressiva dos conselhos municipais, a partir da formação de grupos de trabalho que incluem profissionais de diferentes áreas, assim como artistas, professores e integrantes de movimentos sociais. Em meio a isso, eventos como o que participamos no domingo acabam sendo importantes injeções de ânimo para enfrentar burocracias, debates e negociações, inerentes a qualquer processo democrático”, defende a pesquisadora.

“É fundamental aproveitar esse momento político para mantermos vivos o debate e o diálogo, entendendo cada acontecimento desses como parte de um processo que segue – e segue nas nossas mãos”, acrescenta Bones.

Retirado do site d’O Tempo em 10/07/13 do endereço:

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/o-corredor-cultural-j%C3%A1-existe-1.677784

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Ocupação criativa no centro de SP

Do cmais+

Por Rafael Cruz

A Cia. Pessoal do Faroeste faz de sua existência um ato político e dá nova perspectiva à região da Cracolândia.

Paulo Faria | Foto: Bob Sousa

Na esquina da Rua do Triunfo com a General Osório, onde o samba e o cinema se encontram, a Cia. Pessoal do Faroeste inicia uma ocupação cultural inovadora. 

Será no “Amarelinho”, imóvel nº 23 da General Osório, que abrigou nos últimos anos o atelier da artista plástica Maria Bonomi - neta de Giuseppe Martinelli, construtor do Edifício Martinelli -, onde cinco companhias teatrais mais cinco produtoras de cinema terão espaço garantido para realizar suas atividades.

A ideia é resgatar a aura da região, conhecida como Boca do Lixo, que nas décadas de 1920 e 1930 sediou os escritórios da Paramount, Fox e Metro, além de distribuidoras e fábricas de equipamentos cinematográficos e voltou a evidência entre os anos 1960 e 1980 com o cinema marginal e as pornochanchadas. Verdadeiro reduto do cinema nacional, origem da fama de nomes como Rogério Sganzerla, Ozualdo Candeias, Júlio Bressane e Zé do Caixão.

Seu Raimundo, como é conhecido o proprietário do imóvel natural de Euclides da Cunha, na Bahia, e que veio para São Paulo como auxiliar de cozinha, possibilitou o uso dos três andares do edifício para a ocupação coletiva, que será coordenada por Paulo Faria.

Paulo é autor, ator, produtor, cenógrafo e diretor teatral. Natural do Pará, tem 47 anos, 34 deles vividos nos palcos. Cursou Letras na Universidade de São Paulo. Foi vencedor do Prêmio Coca Cola de Teatro Jovem (1999), Prêmio Nacional de Dramaturgia Plínio Marcos (2000), Prêmio de Melhor Texto e Melhor Espetáculo no Festival de Cubatão (2009), Prêmio Artes Visuais da Cooperativa Paulista de Teatro (2010) e indicado aos Prêmios Shell e Governador do Estado (2012).

Paulo Faria está à frente da Cia. Pessoal do Faroeste desde sua fundação, em 1998. Em janeiro de 2013 a companhia deixou seu antigo endereço, a Alameda Cleveland nos Campos Elíseos, endereço ocupado pelo grupo desde 2006, e se instalou na atual Sede Luz do Faroeste na Rua do Triunfo, bairro da Luz, região central da capital paulista.

O coletivo cultural que será abrigado no Amarelinho é continuação da dinâmica de transformação que se iniciou com a chegada da companhia teatral num endereço que é um verdadeiro faroeste - esquecido e temido - no coração da metrópole.
sorteio
Tendo como estopim a determinação do então prefeito Jânio Quadros, em 1953, que retirou das ruas do Bom Retiro a atividade de meretrício, o trecho compreendido entre as Avenidas Duque de Caxias, Rio Branco, Ipiranga, as Ruas Cásper Líbero e Mauá e a Praça Júlio Prestes se transformou em ponto de intenso consumo de entorpecentes e prostituição. Trazer o público para assistir peças teatrais em plena Cracolândia, evidenciando a carência da região, é um ato político.

Prestes a abrir um precedente otimista para o centro da capital, Paulo Faria conta ao cmais+ suas expectativas e objetivos com seu projeto de ocupação urbana pela cultura.

cmais+: Paulo, a cultura foi o fator regenerante de muitas localidades ao redor do mundo. Cidades como Barcelona, Bilbao e Medellín se utilizaram da circulação cultural para erradicar problemas de violência. Neste sentido, como a Cia. Pessoal do Faroeste vem utilizando sua presença na região da Cracolândia?

Paulo Faria: Colocando a história da rua de onde criamos no centro da nossa dramaturgia, sempre estruturada num gênero. De forma simples, para que todos entendam. No caso da nossa peça em cartaz, “Homem Não Entra”, o faroeste. E assim criar no público um sentimento de pertencimento, para que, ao sair da peça, se alimente e reconheça onde está. Acho o Largo General Osório uma das mais belas encruzilhadas arquitetônicas da cidade, e com um passado cultural tão belo quanto. Onde o samba se junta ao cinema. Faz ideia do quanto é muito? E estar alinhado a todos os movimentos populares da região – prostituição, pobreza, moradia, poder falar dos excluídos que muitos tentam calar; é dessa forma que sentimos a nossa presença aqui.

cmais+: A iniciativa de cessão do imóvel por um particular e a mobilização das organizações culturais que ocuparão o espaço demonstram a força da iniciativa própria que não conta com fomento. Uma vez instalados, que tipo de olhar e ação por parte do governo espera o coletivo cultural do Amarelinho?

Paulo Faria: Esperamos políticas culturais claras e objetivas que facilitem esse tipo de ação, de ocupação na cidade, como a exemplo da Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, que patrocina toda esta ação e que precisa ser ampliada. É impossível estarmos aqui na região sem um investimento público direto sem intermediários, sem isenção fiscal. A Lei de Fomento ao Teatro é um instrumento eficaz para a inclusão e valorização do indivíduo, pela sua expressão e protagonismo. O governo precisa incentivar a produção já existente na cidade, ampliando e facilitando a sua circulação e fruição. O governo não deve encarar as políticas públicas culturais como um evento. Cultura não é só evento. É também. Mas cultura quem faz é o povo.

cmais+: Ao todo, quantas pessoas estão envolvidas com a ocupação? Numa ocupação livre, caracterizada pela autogestão, como será feita a remuneração de todos os profissionais envolvidos? A receita gerada pelas atividades das produtoras e companhias, por si só, será suficiente?

Paulo Faria: Ainda não sei ao certo quantas pessoas cada coletivo reúne. A Cia. As Graças, por exemplo, até tem um ônibus! Ali será um QG de cada coletivo e o encontro possibilitará construir o que e como será essa rede. Em princípio, nos unimos numa guerrilha urbana, num projeto político de ocupação. Tudo será construindo coletivamente. Cada coletivo pagará um valor possível e cada um tem sua produção independente. A ideia não é fazer um condomínio, mas possibilitar o encontro entre o teatro, o cinema e a música, para que a tradição da rua continue, para que o bastão seja passado. Receita? Qual? Agora vamos enrolar as mangas e ir atrás de um patrocinador. Não devemos gerar lucro, geraremos ideias, expressões; não estamos falando de mercado, falamos de contracultura. De um movimento.

cmais+: Há intenção de um próximo passo? Outra ocupação similar nas imediações ou algum efeito multiplicador à ocupação do Amarelinho?

Paulo Faria: Tomara que mais “malucos” se inspirem e que o governo facilite essa maravilha. Por aqui há muito espaço público ocioso e que deveria sediar residências artísticas. Há também outra importante questão, que é a moradia no centro que não deve ser esquecida, principalmente, resolver o déficit de moradia para famílias de baixa renda, que já moram aqui em ocupações, cortiços, regularizar isso de forma simples. Somado aos artistas com seus ateliês, seus teatros, suas produtoras, acredito que essa alquimia possa ajudar a humanizar a região. Vamos garantir espaços para moradias e expressões culturais. Assim a cidade respira melhor. Vamos nos movimentar com os movimentos. A nova gestão da cidade parece que está aguçando sua escuta, parece que existe diálogo em São Paulo novamente. Estamos saudosos disso. Aqui estamos bem otimistas e ávidos que esse diálogo inicie logo.

Retirado do cmais+ em 04/06/13 do endereço:

http://cmais.com.br/arte-e-cultura/ocupacao-criativa-no-centro-de-sp?fb_action_ids=512596928787533&fb_action_types=og.likes&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

O âmbito da cultura no planejamento urbano

Por Bernardo Vianna

Do Blog Acesso

Em mais de um de seus livros, Ítalo Calvino toma como foco a cidade. Interessa ao escritor italiano o espaço urbano enquanto produto cultural. Em Cidades invisíveis ou em Marcovaldo – Ou as estações na cidade, Calvino descreve, antes da estrutura das torres e das vias públicas, os significados que as permeiam. As cidades tomam forma segundo a percepção e os desejos das personagens. O tema também inspirou Guy Debord a construir o conceito de “psicogeografia”. A partir de tal ideia, o pensador francês inspirou artistas e intelectuais a percorrer as cidades, no bojo dos movimentos de vanguarda europeus das décadas de 1950 e 1960, observando como o desenho de ruas e prédios se relaciona com as emoções e com o comportamento das pessoas.

O âmbito da cultura passou a fazer parte das políticas públicas sobre o uso e o desenvolvimento do espaço urbano, em São Paulo, desde a definição do Plano Diretor Estratégico de 2002. A lei que define, entre outras, diretrizes de ocupação do solo, infraestrutura e mobilidade, trouxe, como inovação, item dedicado à cultura. O documento prevê a elaboração de normas para a preservação de bens culturais e referências urbanas, a preservação da identidade dos bairros e a sensibilização da opinião pública sobre a importância e a necessidade de preservação do patrimônio histórico e cultural.

No último sábado, teve início, com algum atraso, o debate público para a revisão do Plano Diretor Estratégico, o que, a princípio, estava previsto para ocorrer em 2012. De acordo com Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, vereador de São Paulo e relator da Lei do Plano Diretor Estratégico, a cultura, desde 2002, passou a fazer parte, com bastante ênfase, da discussão sobre o uso do espaço urbano. “Por conta disso, eu diria que a expectativa, agora, é que esse assunto ganhe ainda mais importância. Há uma mobilização grande do segmento cultural na discussão do plano diretor e existe também um interesse da própria Secretaria de Cultura nesse sentido”, afirmou o urbanista.

A prefeitura de São Paulo divulgou, em 15 de abril, agenda de encontros para a revisão participativa do Plano Diretor Estratégico, eventos abertos ao público, que pode apresentar propostas e contribuições. Em uma segunda etapa, serão realizadas oficinas públicas nas 31 subprefeituras para ouvir propostas dos moradores locais e será aberto, também, um canal digital para a participação. Audiências públicas, em uma terceira fase do processo, debaterão as propostas apresentadas e será discutida a minuta do projeto de lei. O projeto será, então, encaminhado à Câmara dos Vereadores, que iniciará processo de consulta pública.

Cultura nos espaços públicos

A utilização do espaço público para a cultura é uma discussão que permeará todo o processo. A questão, para Bonduki, é de grande importância e deve ser uma das diretrizes do Plano Diretor. “As atividades culturais têm, certamente, um papel importante no repovoamento do espaço público. Se predominar a perspectiva dos grandes condomínios, das áreas que perdem sua capacidade de serem espaços vivos, teremos a desertificação do espaço, o que é muito ruim e tem impactos importantes, por exemplo, sobre a questão da segurança. Ruas desertas são inseguras, acabam sendo espaços violentos – não só da violência criminal como também da violência dos automóveis em alta velocidade, da falta de comunicação entre as pessoas. A valorização do espaço público é muito importante e a cultura pode ter um papel fundamental nisso”, expôs o especialista.

A valorização dos espaços culturais com saída para a rua, em oposição aos espaços localizados em áreas privadas, como shopping centers fechados, cujo acesso se dá por automóveis particulares, é, na opinião do urbanista, algo urgente. “Hoje, praticamente todos os cinemas de rua fecharam. Os teatros, principalmente na região do Centro expandido, têm dificuldade para manterem-se. Vimos, por exemplo, vários teatros serem fechados na Praça Roosevelt. Na Rua Augusta, muitas casas noturnas e lugares de atividades culturais também estão sendo fechados e sofrendo o processo da especulação imobiliária. Esse é um assunto importante: criar um mecanismo de proteção dos espaços culturais de rua para que eles possam dinamizar o próprio espaço público, a calçada. Se você tem apenas estacionamentos no térreo dos edifícios, apenas paredões e muros, você mata a rua e assim mata, também, a cidade”, disse Bonduki.

Assim como a cultura oxigena os espaços públicos urbanos, de tais espaços dependem a memória e a identidade da cidade. Um instrumento de que já se dispõe são as Zonas Especiais de Proteção Cultural – ZEPEC, áreas destinadas à preservação, recuperação e manutenção do patrimônio histórico e artístico. Outra modalidade que, na opinião de Bonduki, deveria ser incluída, é a proteção de espaços que, se não são particularmente interessantes do ponto de vista arquitetônico, o são a partir da perspectiva da manutenção de determinados usos e práticas culturais. “São locais com os quais a população se identifica. Pode ser um cinema, um teatro ou mesmo um restaurante ou um bar que, se não é interessante arquitetonicamente, transformou-se em ambiente de interesse do ponto de vista da memória da cidade. Claro que não é fácil encontrar instrumentos para garantir essa preservação, mas nós não podemos desconsiderar essa dimensão”, explicou.

Retirado do Blog Acesso em 02/05/13 do endereço:

http://www.blogacesso.com.br/?p=6120

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Veja, ouça, baixe e compartilhe: Urbano

Mucuryanos, este é o trabalho do pessoal do Falcatrua!

O André Miglio, nosso parceiro e vocalista da banda, é de Teófilo Otoni, é destas nossas terras botocudas.

Então como está no título desta postagem, veja o clip, ouça, baixe o disco e compartilhe para todo mundo que gosta de um bom rock!

O Urbano é um disco de rock, sem muitas firulas, no estilo Falcatrua. Dançante, pra cima e que reflete o astral e o momento que a banda vive hoje (Fernanda Ribeiro, retirado do site oficial do Falcatrua).

Visite site oficial do Falcatrua!

Faça o download do disco, clique aqui! E veja o clip:

 

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