sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Revanchismo ou faxina ética?

Retirado do Cultura e Mercado em 19/08/2011 do endereço: http://ht.ly/678Xt

O cancelamento de 11 convênios, no valor total de R$ 12 milhões (assinados na gestão Juca Ferreira) vem gerando polêmicas com os beneficiários. Assim repercutiu o jornal O Estado de S.Paulo, em matéria realizada Jotabê Medeiros, sobre o imbróglio envolvendo o governo Dilma. Segundo o jornal, artistas e produtores de convênios cancelados avaliam que a atual Ministra da Cultura, Anna de Holanda, optou por uma ação de ruptura radical com o governo anterior, em vez de fazer um governo de continuidade.

Na semana passada, o Estado noticiou o caso da Rede de Revistas, grupo que reúne publicações de artes, que viu seu convênio abruptamente suspenso após ter sido selecionado e passado por várias instâncias de avaliação. Essa semana, outras duas instituições, o Instituto E (de design) e a Associação Brasileira de Estilistas (Abest), acusaram a descontinuidade de seus projetos.

Fui atrás para saber quais foram essas instâncias de avaliação e qual a transparência dada ao convênio e nada encontrei. Sobre a comissão avaliadora, nada posso falar. E sobre a necessidade desses convênios, qual a prioridade e adequação com o Plano Nacional de Cultura, tampouco.

O Instituto E tinha visto a aprovação, no ano passado, do projeto Design Sustentável para Equipamentos Culturais e Mobiliário Urbano, orçado em R$ 2.735.419,24 (incluindo as contrapartidas e os desembolsos). “O que o MinC alega são problemas processuais, dos quais caberia a ele mesmo a resolução, solicitando que sejam completadas as informações. Os problemas burocráticos, no caso do Instituto E, já tinham sido resolvidos. E o cancelamento foi de modo arbitrário e sem direito a resposta”, afirmou nota do porta-voz do projeto.

Já o projeto cancelado dos estilistas envolveria o apoio de desfiles internacionais com os brasileiros Pedro Lourenço, Alexandre Herchcovitch e Carlos Miele e premiaria dois estilistas de destaque nas principais semanas de moda do ano passado. O apoio do Estado brasileiro à indústria de moda nacional tem sido incentivado desde a gestão Gilberto Gil, e a própria ministra Ana de Hollanda esteve na SP Fashion Week para ilustrar sua preocupação com o setor.

O jornal alega que na última Conferência Nacional de Cultura em 2010, moda, design e arquitetura passaram a ser reconhecidos como cultura pelo MinC e foram definidas estratégias para essas áreas. A nova Lei Rouanet, em trâmite no Congresso, prevê a inclusão do setor em um fundo setorial. Mas não diz nada sobre priorizar repasses à novas funções do MinC, quando Pontos de Cultura ficaram sem receber desde 2007, por exemplo.

Segundo Vitor Ortiz, secretário executivo do Ministério da Cultura (o segundo no comando), a “conotação política” que querem dar aos cancelamentos é “equivocada” por uma série de motivos. O primeiro, ele diz, é que dos mais de 200 convênios celebrados, somente 11 foram cancelados, o que não caracteriza uma caça às bruxas. “Se fosse governo de descontinuidade, teríamos cancelado a metade ou todos”, diz. “Todos os que foram cancelados o foram por motivos administrativos, técnicos ou jurídicos. O proponente pode ter acesso ao parecer. Antes de serem enviados para pagamentos, os projetos passam por essas avaliações e pela Advocacia Geral da União (AGU), e nem a ministra nem ninguém pode mandar pagar antes disso”, afirmou.

“O parecer da AGU que questionava muitos dos itens já havia sido resolvido para que pudéssemos inscrever o projeto. De acordo com o advogado do Instituto E, este documento é tão contestável que evidenciava que havia por trás uma vontade política de minar o convênio”, rebate fonte do Instituto E.

“O primeiro questionamento é saber se é habitual e se os outros ministérios colocaram os projetos conveniados na gestão anterior em tão radical escrutínio. Ainda mais sendo um governo de continuidade. Parece uma excessiva desconfiança em relação à gestão anterior, do governo Lula”, diz o editor Sergio Cohn, que representa a Rede de Revistas. “O projeto passou por todas as etapas habituais de perícia técnica e jurídica do Ministério, tendo adequado ou justificado os pontos questionados pelo Ministério. A retomada desse processo, como tem acontecido, e de uma forma extremamente lenta, atrapalha o cumprimento dos prazos do projeto”.

Fontes do MinC informaram que o contrato em questão foge do padrão das duas primeiras edições. Antes era realizado com financiamento da Lei Rouanet e custava cerca de R$ 2 milhões. No último ano, justamente quando o ex-ministro tentou impor sua recondução à pasta, numa campanha autointitulada #ficajuca, o contrato cresceu para R$ 5 milhões em repasse direto. Será uma coincidência a adesão dos veículos beneficiários à campanha?

Um colaborador de Ana de Hollanda, em conversa em off com a reportagem de O Estado de S.Paulo, disse que houve excesso de “distributivismo” na gestão de Juca Ferreira, e que isso está sendo objeto de análise.

Um ex-gestor da administração de Ferreira, que não quis se identificar, disse o seguinte ao Estado: “Estes convênios estavam regulares. O cancelamento é um ato político de revanchismo, desastrado e desastroso para a cultura. A atual gestão está perseguindo grupos culturais que cometeram o crime de receber apoio do MinC na gestão Lula. Além de não lutar por mais orçamento para cultura, a atual gestão está cancelando os investimentos já realizados. Isso sim é improbidade.”

Quero lembrar que Dilma vem fazendo um revolução no que diz respeito à corrupção nesse país. E os casos revelados recentemente em outras pastas são cânceres antigos, encrustrados na máquina do Estado. Resta saber se a quebra de convênios não é apenas a ponta de um grande estopim, e se Dilma está realmente preocupada em gerar uma associação negativa à imagem de Lula.

As pesquisas atuais demonstram o contrário. Mesmo com uma leve queda no índice de aprovação, Dilma vem ganhando reconhecimento por seu rigor no combate à corrupção, que é inerente aos que não têm força moral e ética superiores. Se for comprovado abuso de poder, uso da máquina, discricionaridade, se os princípios de impessoalidade e probidade admnistrativa não foram observados, a punição se faz necessária.

* Com informações do Estadão.com

Redação http://www.culturaemercado.com.br

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Lançamento do Flor Morena de Aline Calixto em Belo Horizonte

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sessão Vitrine

Retirado do site do MIS em 17/08/2011 do endereço:

http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=767

cinema

19 a 25/ago/2011


Confira os horários na programação ao lado auditório MIS
R$ 6,00 (50% de desconto para estudantes)

Morro do Céu

Morro do Céu

Um Lugar ao Sol

Um Lugar ao Sol

Estrada Real da Cachaça

Estrada Real da Cachaça

Pacific

Pacific

O MIS abre espaço para o projeto Sessão Vitrine, criado pela Vitrine Filmes como forma de levar a diversificada produção cinematográfica brasileira ao encontro do público. O projeto busca destacar filmes de jovens cineastas lançados no primeiro semestre de 2011.

São filme que, apesar de receberem grande atenção dos principais festivais do Brasil e do mundo, têm dificuldade de chegar ao público.
Para o lançamento do projeto, será feita uma retrospectiva da primeira Sessão Vitrine e um debate sobre a distribuição alternativa de filmes brasileiros. Confira a programação para o mês de agosto.
Programação
19 de agosto, sexta
19h - Um Lugar ao Sol
Sessão seguida de debate com André Sturm (diretor do MIS), Silvia Cruz (Vitrine Filmes) e Cynthia Alario (sócia fundadora da Brazucah)
20 de agosto, sábado
15h - Estrada Real da Cachaça

21 de agosto, domingo

17h - Chantal Akerman, De Cá
19h - Morro do Céu
21 - Estrada para Ythaca
25 de agosto, quinta
20h - Pacific (Pré-estreia)
Filmes
Um Lugar ao Sol, de Gabriel Mascaro, 66 min, Brasil, 2009, português, documentário
O documentário aborda o universo dos moradores de coberturas de prédio das cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O diretor obteve acesso aos moradores das coberturas através de um curioso livro que mapeia a elite e pessoas influentes da sociedade brasileira. No livro são catalogados 125 donos de cobertura. Destes 125, apenas 09 cederam entrevistas. Através dos depoimentos dos moradores de cobertura, o filme traz um rico debate sobre desejo, visibilidade, insegurança, status e poder, e constrói um discurso sensorial sobre o paradigma arquitetônico e social brasileiro.
Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, 98 min, Brasil, 2008, português, documentário
Estrada Real da Cachaça é um caminho, uma viagem. Espécie de roadmovie espaço-temporal, o filme busca um reencontro com a realidade nacional através da mais brasileira das bebidas, a cachaça. Trata-se de uma investigação histórica, antropológica, sócio-econômica e poética que procura, ao longo da chamada Estrada Real, articular fragmentos significativos da trajetória da nação. Estrada Real da Cachaça propõe a reatualização de um percurso ancestral com o objetivo de mapear a presença da cachaça na cultura brasileira.  A cachaça é produzida em todo o território brasileiro, mas Minas Gerais é o estado mais conhecido por sua qualidade. O motivo está relacionado à corrida pelo ouro, no século XVIII, que fez com que colonizadores portugueses e brasileiros fossem para o interior do país acompanhados da bebida.
Chantal Akerman, De Cá de Gustavo Beck, 62 min, Brasil, 2010, inglês, documentário
Um vídeo de entrevista com a realizadora belga Chantal Akerman em que ela reflete sobre o cinema, a vida e a sua obra.

Morro do Céu,
de Gustavo Spolidoro, 71 min, Brasil, 2009, português, documentário
Morro do Céu é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá, o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de trem, a colheita da uva e a descoberta do primeiro amor.

Estrada para Ythaca
, de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, 70 min, Brasil, 2010, português, ficção
“Mantenha sempre Ythaca em sua mente.
Chegar lá é sua meta final,
Mas não tenha pressa na viagem.
Melhor que dure vários anos;
E ancore na ilha quando você estiver velho,
com todas as riquezas que você tiver adquirido no caminho,
sem esperar que Ythaca irá enriquecê-lo.
Ythaca terá lhe dado a linda viagem.
Sem ela você nunca teria partido,
E ela não poderia dar-lhe mais…
Tão sábio que serás, com todo conhecimento,
Já terás entendido o que significa Ythaca.”

Pacific
, de Marcelo Pedroso, 72 min, Brasil, 2009, português, documentário
O documentário Pacific é todo construído a partir de imagens de passageiros de um cruzeiro que tem como destino uma das mais belas paisagens brasileiras, o arquipélago de Fernando de Noronha. São sete dias de viagem registrados pelas lentes de turistas que filmam tudo, a todo instante. Ao lançar seu olhar sobre o olhar dos personagens, o filme se revela um ensaio sobre a produção de imagens na contemporaneidade, além de lançar luz para melhor entendimento da sociedade brasileira, a partir de um grupo social pouco visto e longe dos estereótipos do samba, da pobreza e do futebol.

REALIZAÇÃO:

Museu da Imagem e do SomGoverno do Estado de São Paulo

 

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Lançamento do “Meu São Miguel do Jequitinhonha, livro de Caio Duarte

scan0001SERVIÇO:

Evento: Lançamento do Livro “Meu São Miguel do Jequitinhonha, de Caio Duarte

Data: 18 de Novembro de 2011

Hora: 19h:30min

Local: Salão Social do SESC-MG

Endereço: Av. Laender, 146 - São Diogo – Teófilo Otoni/MG

 

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exposição MÚLTIPLOS MÚLTIPLOS

Tudo aquilo que se divide, se multiplica.
A multiplicidade, multiplicitate no latim, pode ser representativa de um grande número ou simplesmente, uma qualidade multíplice, mas, de certo, refere-se a uma superabundância.
É justamente pensando em conceitos de infinidades e abundâncias que na próxima quarta-feira, dia 10 de Agosto, será inaugurada a exposição “Múltiplos Múltiplos”, na galeria CAZA Arte Contemporânea.
A exposição conta com a participação de 16 artistas, são eles: Marcos Abreu, Julio Ferreira Sekiguchi, Victor Arruda, Marcio Zardo, Roberto Tavares, Roberto Precioso, Marcelo Lago, Jorge Duarte, Manfredo de Souzanetto, Jefferson Svoboda, Júlio Castro, Helio Branco, America Cupello, Sandra Passos, Murilo Maia e Leo Ayres.

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GRAVEOLA + TONO (rj) nessa quinta no Oi Futuro!

18 de agosto - quinta

Teatro Oi Futuro Klauss Vianna

21h | $15 inteira $7,50 meia

confirme presença aqui!

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novas Diretrizes em Tempos de Paz.

Mucuryanos,

Estamos ralando muito para que tenhamos um grande espetáculo no último final de semana de Agosto!

Nossos parceiros e colaboradores estão de parabéns! Um bom espetáculo só conseguimos com cooperação.

E evidentemente sua participação é fundamental! É a coroação de nossa ralação, né?

Estamos confirmando o ponto de vendas e daqui a pouco vamos buscar o material gráfico. Vamos ver também se conseguimos vender os ingressos pelo blog.

Bem, agora do espetáculo. Esta montagem que traremos está rodando os principais palcos brasileiros desde 2008 com a Direção do Fernando Couto, é belíssimo, é impossível não se emocionar.

E estamos com tudo! Este espetáculo estreou o SESC PALADIUM, uma das maiores casas de espetáculos do país recém-inaugurado em Belo Horizonte.

Portanto o Grupo In-Cena de Teatro, a cia. Atores Associados e nós da Mucury Cultural temos o prazer de convida-los todos ao:

 

Clique aqui para outras informações sobre o espetáculo.

Sinpose, Ficha Técnica, e muito mais!

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