
Nosso colaborador João Werner lançou o Ensaios sobre Arte e Estética, são 15 pequenos artigos abordando diversos aspectos da arte e da fruição estética mais dois ensaios acadêmicos com análises críticas da modernidade e da pós-modernidade.
Em seu site é possível ler alguns destes artigos bem como, é claro, “caso você goste do vatapá”, links para adquirir uma versão Kindle, Ipad ou uma versão impressa on demand.
"Ensaios sobre Arte e Estética"
Autor: João Werner
1ª edição em março de 2012.
Páginas: 94 pp.
Ensaios presentes no volume:
"O emocional na arte"
"O espaço e a representação na história da arte"
"A apreciação e o objeto artístico"
"A arte e o abstracionismo"
"A Estética do irregular"
"A relação entre arte e técnica"
"Crítica ao Neoexpressionismo"
"Arte conceitual"
"O admirável e o estético"
"O trauma moderno da História"
"Pompier contemporâneo"
"Valores artísticos e comerciais"
"A interpretação de Leonardo"
"Van Gogh e o signo da contrariedade"
"A estética de Max Bense"
"Algumas relações estéticas da Modernidade"
"Simbologia da cultura do século XX"
Nesta quinta-feira (07) a ministra da Cultura, Marta Suplicy, vai visitar Minas Gerais no início de março nesta que é sua primeira viagem oficial ao Estado desde que assumiu a Pasta em setembro de 2012. Entre os compromissos, a ministra vai participar de reunião extraordinária do Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais que acontece no dia 07 de março, às 11h.
A reunião será uma oportunidade para se conhecer as principais diretrizes e projetos de sua gestão no MinC e para se aprofundar o diálogo da titular da Pasta com a classe artística mineira, produtores e entidades que atuam na área da cultura em nosso Estado. O encontro é aberto a todos os interessados, que devem confirmar presença pelo e-mail divulgacaomg@cultura.gov.br .
O setor está se articulando para apresentar suas propostas, opiniões e sugestões sobre o alcance da política cultural nacional no Estado e na Capital.
Conheça mais sobre o Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais AQUI.
Local: auditório da Escola Superior Dom Helder Câmara
Endereço: Rua Álvares Maciel, 628, Santa Efigênia, BH.
As informações são da Regional MG do MinC.
O encontro de dois fotógrafos-artistas consagrados com um coletivo cultural de jovens do interior de Minas Gerais sugere novos caminhos e oportunidades para a criação e a produção colaborativa, com desdobramentos que possam contribuir para a consolidação de redes criativas inter-regionais. Esse é o ponto de partida do projeto Inter Residências Ações (I.R.A.), uma iniciativa cultural inédita, pautada no campo da experimentação artística.
O projeto, selecionado pelo “Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 9ª Edição”, tem coordenação do fotógrafo Pedro Motta e do sociólogo e gestor cultural Daniel Perini. Eles convidaram o coletivo "Sem Eira Nem Beira", de São João Del Rei, para se envolver em uma residência criativa de dez dias na cidade com os artistas Eustáquio Neves (Diamantina/MG) e Miguel Chikaoka (Belém/PA).
Deste encontro – reunindo duas personalidades da fotografia com ampla experiência na realização de projetos inovadores, e jovens artistas de São João Del Rei – espera-se uma interseção que produza interações estéticas e uma realização inédita, a partir de uma intervenção física (não predatória) na paisagem natural da região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais.
Ainda que a realização da intervenção em uma paisagem, seja um produto inovador, este projeto pretende produzir um livro de 144 páginas com registro de todo o processo colaborativo: encontros, residência, ações e textos reflexivos e críticos. O I.R.A. também prevê a realização de palestras com os artistas, jovens e organização do projeto, para que possam descrever o percurso traçado por cada participante – abrindo, portanto, o processo para o público em geral.
Preservação Além do ineditismo de seu processo, o projeto também está voltado para o cuidado com a preservação e divulgação cultural em nosso país. A região é detentora de um vasto patrimônio natural e histórico, e por isso a ação proposta pelos integrantes do projeto levantará questões cuja resposta será dada pela conscientização da população acerca da necessidade de se preservar e recuperar essas riquezas regionais.
O work in progress do projeto, com fotos, registros, impressões e ficha técnica, pode ser acompanhado pelo site www.ira.art.br. De acordo com seus realizadores, os desdobramentos do projeto certamente irão contribuir para a difusão e a memória da arte contemporânea, tão caras ao Estado de Minas Gerais.
O I.R.A. tem patrocínio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Federal de São João Del Rei.
Serviço:
Daniel Perini
Pedro Motta
Atualizada às 10:41.
Por Bruno Bento.

Nesta quinta-feira, 28 de fevereiro, Rose Medeiros assumiu a gestão da cultura em Teófilo Otoni, como Diretora da Casa de Cultura. Formada pela Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais-UEMG, Rose é empresária do ramo de publicidade e comunicação, foi presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teófilo Otoni-CDLTO.
Depois de dois meses de ansiedade, o setor agora aguarda as primeiras ações oficiais da Prefeitura Municipal no que se refere à Cultura. E há muito o que ser feito. Projetos estruturantes com o MinC estão em andamento, Usina da Cultura e CEU das Artes (antiga PEC) e a aguardada implementação do Sistema Municipal de Cultura, aprovado pela lei 6510 de dezembro de 2012.
O prefeito Getúlio Neiva “destacou as qualidades de profissional de comunicação […], sua reconhecida competência e militância no segmento da cultura como empresária, produtora de eventos, presidente da CDL e agitadora cultural” segundo informações do Resumo de Notícias da Câmara dos Vereadores desta sexta-feira.
Como já vimos falando por aqui, o setor vive um momento muitíssimo importante, uma das razões pela nossa ansiedade para a nomeação do gestor público da cultura. Estamos trabalhando fortemente para o desenvolvimento setorial no município e na região. Há um grande dinamismo provocado pelos grupos, entidades, artistas e outros trabalhadores da cultura, esperamos de Rose uma gestão proativa e aberta ao diálogo e à articulação, em sintonia com o setor.
Para tal, já nos colocamos à disposição para contribuirmos no que for necessário. Temos certeza, a partir da experiência e história de nossa nova gestora, que teremos muito trabalho e construção, quais torcemos e nos disponibilizamos para que sejam coletivas.
Com fizemos ontem nas redes sociais, parabenizamos e desejamos muita coragem, força e determinação à Rose para que atue no desenvolvimento setorial da economia criativa teófilo-otonense.
Retirado do Cultura e Mercado em 01/03/13 do endereço:
http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/patrocinios-da-intuicao-a-qualificacao/
Por Eliane Costa
Falar de patrocínios é falar de escolhas. Não me refiro à decisão quanto a patrocinar, ou não, um projeto específico. Falo de escolhas anteriores, aquelas que definem o posicionamento de uma empresa no mercado, e que, mais adiante, vão pautar suas estratégias de comunicação. Estas, por sua vez, alimentarão, na seqüência, as escolhas de patrocínios, desde a definição das áreas-foco (cultura ou esportes, por exemplo), até as decisões pontuais sobre patrocinar ou não um projeto específico.
Sendo o patrocínio uma das ferramentas da comunicação empresarial integrada, qualquer ação nessa atividade deve refletir escolhas prévias relacionadas à identidade, ao posicionamento de marca e às metas estratégicas da empresa. Quem são seus públicos prioritários e que valores ela deseja comunicar são perguntas cujas respostas precisam anteceder a decisão sobre o que patrocinar. São esses parâmetros que vão orientar, e, conseqüentemente, distinguir, a ação das diferentes instituições nessa atividade.
Uma política de patrocínios deve traduzir o contexto e os anseios específicos da organização. É natural, portanto, que as estratégias de uma empresa que defende ferozmente sua participação em um mercado altamente competitivo sejam distintas de outra que busca agregar valor à sua marca em uma perspectiva de longo prazo. Se o segmento dos grandes eventos, com artistas famosos e forte apelo midiático, poderia ser uma boa alternativa para a primeira, a preservação de acervos significativos da cultura brasileira se mostraria mais adequada às necessidades da segunda. Entre esses dois extremos, cabem, evidentemente, infinitas outras escolhas; o importante é ressaltar que o patrocínio pode estabelecer horizontes para além de uma perspectiva imediatista sobre o mercado.
Integrado às demais ferramentas que compõem o mix da comunicação, o patrocínio permite que a organização se comunique a partir da associação de sua própria marca a projetos, e, por extensão, aos valores que estes portam. Mas essas escolhas deverão, obrigatoriamente, fazer sentido para os públicos que lhe são caros.
De uma maneira mais ampla, as escolhas de patrocínio devem buscar ressaltar atributos de identidade da empresa, potencializar admiração, gerar espaços de relacionamento, atuar sobre alertas apontados em pesquisas, além de otimizar sua gestão tributária, no caso de recursos afetos às leis de incentivo.
No entanto, a maximização de visibilidade da marca e a otimização do usufruto de benefícios fiscais não devem ser as únicas variáveis a serem ponderadas quando uma empresa atua no incentivo a projetos culturais ou esportivos. Cada vez mais a responsabilidade cultural e socioambiental impõe perspectivas mais amplas a essa ação, exigindo, por exemplo, sintonia e articulação com as políticas públicas para cada setor. O patrocínio é, sem dúvida, uma ferramenta de comunicação com grande capacidade de agregar reputação a uma marca, ativo cada vez mais valioso para qualquer instituição.
Vemos, portanto, que uma política de patrocínios precisa dialogar com uma complexa gama de questões, que envolve, desde reputação e valor de marca, até sustentabilidade, direitos culturais, democratização do acesso às verbas, descentralização regional, diversidade étnica, passando ainda pelo viés da otimização tributária. Deve, também, atuar em sintonia com a cena contemporânea: novos protagonistas, novos arranjos produtivos, novas tecnologias sociais, novos paradigmas suscitados pela cultura das redes.
Fica claro, assim, que o patrocínio não se limita (ou não deveria se limitar) a um conjunto de ações pontuais ou voluntariosas do patrocinador, ou mesmo a escolhas focadas apenas na perspectiva do benefício fiscal: falamos aqui de um potente instrumento de comunicação e de gestão.
Nos últimos anos, a compreensão das potencialidades do patrocínio passou a requerer uma abordagem mais complexa dessa ferramenta de comunicação, por vezes ainda entendida de forma simplista (embora nem sempre ingênua), como um mero repasse de recursos. Isso exige das organizações uma maior sistematização de sua ação de patrocínios, incluindo a adoção de mecanismos de gestão democrática da demanda (editais de seleção pública de projetos, por exemplo), bem como o refinamento de seus processos e controles, ao lado da qualificação de seus técnicos e gestores.
Como vimos, a associação “empresa-projeto” não é aleatória, nem meramente intuitiva, mas deve representar a percepção de afinidades. E isso começa a ser compreendido tanto por patrocinadores quanto por patrocinados, que, nos últimos anos, buscam espaços de profissionalização/qualificação para suas atividades. Uma providência que certamente será positiva para todos.