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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os donos da cultura

Comecemos oficialmente 2014 com algumas reflexões, já que estamos em um ano eleitoral, nada como discutirmos um bocadinho sobre a política cultural. Iniciemos com o panorama nacional:

Do Observatótio da Imprensa

Por Paulo Vasconcellos *

Reproduzido do suplemento “Eu & Fim de Semana” do Valor Econômico, 27/12/2013; intertítulos do OI

No ano em que brasileiros protestaram nas ruas e condenados pelo mensalão foram para a prisão, a cultura do país gritou. Cantores do primeiro time da MPB elevaram a voz para defender seus interesses; artistas plásticos, galeristas e colecionadores criticaram supostas intervenções estatais no mercado e um coro diverso voltou a questionar as engrenagens da Lei Rouanet, principal mecanismo de financiamento à cultura. Ficam para 2014 possíveis regulamentações sobre questões que embaralham o privado e o público.

O debate sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) dos artigos 20 e 21 do Código Civil no Supremo Tribunal Federal (STF), que pede o fim da autorização prévia para as biografias, estigmatizou meia dúzia de medalhões da MPB como inimigos da liberdade de expressão. De um lado, contrários à autorização prévia, estão nomes como Fernando Morais (autor de “Olga”); Ruy Castro (“Carmen – Uma Biografia”) e Lira Neto (“Getúlio – Uma Biografia”). Do outro, estão cantores como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Carlos, que, em 2007, proibiu, por meio de ação na Justiça, a circulação do livro “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo Cesar de Araújo.

Inicialmente unidos no grupo Procure Saber, Roberto Carlos e os músicos tomaram rumos diferentes após divergências públicas sobre o tema. Procurada pelo Valor, a porta-voz do grupo, a produtora Paula Lavigne, preferiu não se pronunciar. O processo vai entrar na pauta de julgamentos do STF no primeiro semestre de 2014.

Pelo mundo, são vários os exemplos de legislações mais liberais em relação a biografias não autorizadas. “Nem na França, que protege a privacidade das pessoas, existe o mecanismo de consentimento prévio”, afirma Gustavo Binenbojm, advogado da Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel), que entrou com a ação direta de inconstitucionalidade no Supremo. A cantora Carla Bruni-Sarkozy, mulher do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, teve que engolir em seco recentemente o lançamento de uma biografia sobre ela. Nos EUA, onde as biografias representam um segmento importante do mercado editorial e movimentam por ano US$ 15 bilhões, poucos artistas ainda tentam barrar obras que expõem suas vidas.

Em “Oprah”, escrito em 2010 por Kitty Kelley, a célebre autora de biografias não autorizadas diz que a apresentadora Oprah Winfrey, uma das personalidades mais influentes dos EUA, teve romances secretos com mulheres e se prostituiu na adolescência. Frank Sinatra (1915-1998) acionou advogados, esperneou contra a invasão de privacidade, mas após um ano retirou a ação em que pedia a proibição de “His Way”, lançada por Kitty em 1986. O protesto do cantor só ajudou a alavancar as vendas do livro, que ficou 22 semanas na lista de mais vendidos.

Algumas das informações mais reveladoras sobre personalidades da história são conhecidas por meio de biografias não oficiais. Se dependesse de autorização, talvez o inglês Ian Kershaw não tivesse revelado nos dois volumes (1998 e 2000) da biografia de Adolf Hitler (1889-1945) que o ditador alemão tinha controle direto dos crimes perpetrados por seu regime, nem o americano Joseph Lelyveld poderia ter publicado em “Mahatma Gandhi e Sua Luta com a Índia” (2011) que o herói indiano nem sempre foi um pacifista anticolonialista.

Direito autoral

No Brasil, a necessidade de autorização dos biografados também tem impactos no cinema. “Outro Sertão” (2013), documentário de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela sobre Guimarães Rosa (1908-1967), só é exibido fora dos circuitos comerciais porque a família do escritor não autorizou a obra. Um dos vetos mais famosos por parte de familiares é relativo a “Di Glauber” (1977), curta-metragem de Glauber Rocha (1939- 1981) sobre Di Cavalcanti (1897- 1976), que traz imagens do velório e funeral do pintor.

O diretor Antônio Carlos da Fontoura nem cogitou fazer “Somos Tão Jovens” (2013) sem a permissão da família de Renato Russo (1960-1996) e de todos os músicos retratados no longa-metragem. “Biografias literárias tomam muito tempo, mas têm menor custo. Um filme custa R$ 6 milhões, R$ 7 milhões, R$ 8 milhões. Seria uma loucura não poder estrear depois.”

No mercado editorial, a lei tem provocado pelo menos três efeitos nocivos. O primeiro é o efeito silenciador: 25 livros já foram recolhidos pelas editoras por decisão judicial. O segundo efeito é uma distorção, em que a autorização, quando concedida, é condicional. O biografado ou os familiares sempre querem ver antes o que foi escrito e costumam fazer alterações na obra. Por fim há o efeito balcão de negócios em que as autorizações dependem de pagamento da licença.

A lei dá margens para diferentes interpretações. O artigo 20 do Código Civil brasileiro estabelece que “a divulgação de escritos, a transmissão da palavra ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas”. Já o artigo 21 diz que “a vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma”. O inciso X, do artigo 5 da Constituição Brasileira, afirma que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Os defensores da inconstitucionalidade rebatem com o inciso anterior, o IX, que afirma: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A favor dos defensores da liberdade de expressão há precedentes recentes do STF. Em 2009, com sete votos dos 11 ministros da corte, a Lei de Imprensa, um dos últimos resquícios legais da ditadura (1964-1985), foi derrubada. O Supremo também arquivou, no mês passado, a tentativa do cantor e compositor João Gilberto de proibir o livro “João Gilberto” (ed. Cosac Naify), uma biografia não autorizada escrita por Walter Garcia.

Em outra “briga” antes da divisão, Roberto, Caetano e Erasmo Carlos chegaram a posar unidos nas sessões da Câmara dos Deputados e Senado que aprovaram em julho as mudanças na Lei dos Direitos Autorais. A nova regra destina 85% da arrecadação a compositores e intérpretes – 10% mais do que recebem atualmente. O Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais (Ecad) e as seis associações que o integram, que antes ficavam com 25%, agora vão receber 15%. No ano passado, o Ecad arrecadou R$ 624,6 milhões em direitos autorais, distribuiu R$ 470,2 milhões e ficou com R$ 172,4 milhões. A lei 12.853 também procura dar maior transparência à gestão dos valores pagos pela execução de obras protegidas por direitos autorais, inclusive em produções audiovisuais.

O Ecad e as seis associações que compõem o escritório terão que se habilitar junto ao Ministério da Cultura para comprovar que têm condições de administrar os direitos de forma eficaz. As regras estão em vigor desde o dia 13, mas na prática os donos dos direitos autorais talvez tenham que esperar mais até perceberem a diferença na conta bancária. O Ecad recorreu ao STF contestando a constitucionalidade da lei com base no argumento de que ela dá ao Estado poder para interferir na gestão de uma atividade de direito privado.

Antes já era assim, mas desde a extinção do Conselho Nacional do Direito Autoral, no governo Fernando Collor (1990-1992), o escritório estava livre de controle. O resultado foi um aumento tão grande no volume de denúncias contra a entidade que o Senado criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as irregularidades.

Uma mudança mais completa da Lei dos Direitos Autorais (lei nº 9.610), que é de 1998, deve esquentar ainda mais o ambiente. Em estudo desde que Gilberto Gil assumiu o Ministério da Cultura, no primeiro governo Lula (2003-2006), ela tramita com lentidão. A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou audiências públicas com 15 representantes de diversos setores ligados ao direito autoral, mas não avançou muito além disso à espera de um anteprojeto de revisão que o governo ficou de mandar neste ano. A proposta não chegou ao Congresso. Uma parte da discussão deve ser desviada para o debate em torno do Marco Civil da Internet, mas nada que tire o foco do MinC.

Direito de preferência

Um debate intenso, mas de menor apelo público, uma vez que seus personagens não são tão populares quanto Roberto Carlos e Chico Buarque, foi levantado pelo setor das artes plásticas. O decreto presidencial publicado em outubro para regulamentar o Estatuto dos Museus, determinando a criação de um inventário nacional de obras de arte, deixou artistas, galeristas, colecionadores e marchands em pé de guerra contra uma suposta tentativa de intervenção estatal no mercado.

“O Estado é incapaz de fazer o inventário das obras de arte que estão nos palácios da Alvorada e do Itamaraty ou nos acervos da Caixa Econômica Federal e do Banco Central, mas se arroga o direito de policiar as obras de arte privadas. Essa lei veio para policiar um mercado que não precisa de polícia”, diz o presidente da Bolsa de Artes do Rio de Janeiro, Jones Bergamin, dono de uma coleção que inclui obras de Iberê Camargo (1914-1994) e Volpi (1896-1988). Durante dez dias, a reportagem solicitou entrevista à ministra da Cultura, Marta Suplicy, sobre questões como o Estatuto dos Museus, biografias e as mudanças na Lei Rouanet. A assessoria de imprensa do ministério disse que Marta não poderia atender.

“Há um fogo cruzado de versões, mas o espírito da legislação não está em choque com o mercado. O decreto não defende o interesse estatal, mas o interesse público”, afirma Ângelo Oswaldo, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura.

Oswaldo foi o primeiro integrante do governo que sentou com representantes do setor desgostosos com o decreto 8.124, de 17 de outubro de 2013, regulamentando a lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, que instituiu o Estatuto dos Museus. Há ao menos dois pontos polêmicos no decreto. Um prevê que uma obra de arte pode ser declarada de interesse público, o que daria ao Estado preferência de compra. O outro determina que o colecionador será notificado, fiscalizado e até punido pelo Ibram se a obra não estiver sendo bem conservada. Num encontro em São Paulo no mês passado que durou três horas, com Oswaldo, artistas plásticos, galeristas, colecionadores e marchands, ficou decidido que eles vão encaminhar sugestões por escrito. O trabalho está a cargo de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. O diálogo aparou algumas arestas.

“A intenção do decreto é boa, porque cuida do patrimônio histórico, mas deixa muitas dúvidas. O importante foi que a gente ouviu e foi ouvida”, diz Alessandra D’Aloia, sócia-diretora da Galeria Fortes Vilaça, de São Paulo, que representa Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, duas artistas brasileiras recordistas em leilões internacionais.

“Há exagero dos críticos em dizer que o decreto prevê o confisco de obras de arte, mas há pontos que precisam ser aprimorados. Tem obra de arte que precisa de restauro urgente, não pode depender de autorização do Ibram”, afirma o presidente do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chateaubriand. “A lei é boa, o problema é o decreto. Não dá para anulá-lo, mas na instrução normativa é possível corrigir pontos nebulosos, como o tempo que o Estado tem para exercer o direito de compra de uma obra considerada de interesse público”, diz Eduardo Saron.

Apesar do barulho, o debate parece ter um ponto de consenso: o inventário das obras de arte. A França não teria o Louvre, nem a Espanha o Museu do Prado, pelo menos nos padrões que se conhece hoje, se não houvesse uma legislação que protegesse o patrimônio cultural. Na França, por exemplo, onde a política formal do inventário é de 1837, existem atualmente cerca de 40 mil monumentos no Inventário Complementar dos Monumentos Históricos.

“Mudar a Lei Rouanet é importante, até porque o mercado se tornou dependente químico dos incentivos culturais”, diz Claudio Botelho

O acervo de mais de 380 mil itens do Museu do Louvre, que foi visitado por 9,7 milhões de pessoas em 2012, foi construído com obras confiscadas da família real e dos aristocratas fugidos da Revolução Francesa, nas conquistas das guerras napoleônicas, por doações, mas também por intervenções do governo francês. Ainda assim, a cada ano desaparecem do país entre 6.000 a 7.000 obras e objetos de artes. Na Carta de Atenas, que reúne as conclusões da conferência da antiga Sociedade das Nações, realizada em 1931 para tratar da proteção dos monumentos culturais, já se preconizava a publicação de inventários dos monumentos históricos nacionais. Quase todos os países europeus são dotados de dispositivos que proíbem ou limitam as exportações de bens culturais.

“Há um lado polêmico porque as pessoas não entenderam direito, mas também porque há o temor de que o inventário implique a declaração de bens num mercado meio informal”, afirma Ângelo Oswaldo, do Ibram. Em 2011, o país registrou um recorde nas exportações de obras de arte, com uma movimentação de US$ 60 milhões, mas isso é quase tudo o que se sabe oficialmente sobre o setor. Colecionadores e galeristas gostariam de discutir antes a carga tributária que pagam para trazer ao país uma obra feita por um artista brasileiro que more no exterior. Hoje, esse imposto chega a 45%.

Para alguns entrevistados, o que é culturalmente relevante para o país, como obras do barroco, já foi tombado. “Os museus mantidos pelo poder público estão caindo aos pedaços. Não há dinheiro para a restauração de obras de arte, mas agora se pretende com uma legislação inconstitucional, que fere o direito à propriedade, desapropriar obras de arte como se isso fosse a mesma coisa que desapropriar casas para a passagem de um viaduto”, diz Bergamin. “O direito de preferência do Estado só pode ser exercido em leilões públicos e se o Estado tiver dinheiro para comprar. Não vou entrar numa galeria ou numa coleção e dizer que o Estado quer ficar com a obra de arte”, afirma Oswaldo.

Proposta de júri

O próximo grande debate na fila é a nova Lei Rouanet, o Procultura. O projeto de lei foi aprovado no fim do mês passado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, para o Senado. Se não tiver mudanças significativas, pode ser aprovada terminativamente, isto é, sem ir a plenário.

O projeto original propõe o fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura, que poderá fazer empréstimos e repassar recursos para fundos municipais e estaduais, amplia as duas faixas de renúncia fiscal (de 30% e 100%) para mais quatro (60%, 70%, 80% e 90%) e aumenta a atratividade do Fundo de Investimento Cultural e Artístico (Ficart), fundo de capitalização na Bolsa de Valores para atrair investimentos.

A ideia era dar maior transparência e ampliar os benefícios da Lei Rouanet, mas nem isso livrou o projeto da acusação de tentativa de dirigismo do Ministério da Cultura, na época (2008-2010) comandado por Juca Ferreira, atual secretário municipal de Cultura de São Paulo.

O projeto chega agora à CCJ com mais dois dispositivos. Um transfere parte dos recursos da renúncia fiscal para o Fundo Nacional de Cultura. Outro cria o conceito de território certificado, que permite, por exemplo, que o bairro do Bixiga, em São Paulo, ou o auto do Cavalo Marinho, em Recife, sejam considerados de relevância cultural e recebam até 100% de incentivos fiscais em projetos de preservação.

“Algumas críticas podem estar deslocadas no tempo. Não se está tirando nada de ninguém”, diz o deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE), que relatou o projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. A necessidade de mudança se tornou evidente a partir da constatação de que, embora tenha ajudado no crescimento do setor (que hoje responde por 16% do PIB brasileiro), a Lei Rouanet (criada há 17 anos) não impediu que 19 segmentos de interesse histórico e cultural (como bibliotecas e acervos) sobrevivam com apenas 14% dos recursos movimentados pela renúncia fiscal.

“Mudar a Lei Rouanet é importante, até porque o mercado se tornou dependente químico dos incentivos culturais. Mas é preciso cuidado para que a mudança não se torne uma pedra num caminho que custou muito para ser pavimentado”, afirma Claudio Botelho, um dos renovadores do teatro musical no país ao lado de Charles Möeller.

Uma pesquisa encomendada ao Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) revelou que nos dez primeiros anos de existência da lei apenas 10% do valor global investido em patrocínios foi constituído por recursos próprios das empresas. O restante era dinheiro público, facilitado aos produtores culturais pela renúncia fiscal permitida ao mecenato.

Em outras palavras, empresas se beneficiam da lei, patrocinando projetos que “agregam valor” às suas marcas –, mas quem pagava a conta era o governo. Além disso, apenas 3% dos proponentes, estabelecidos no eixo Rio-São Paulo, captaram mais de metade dos recursos. As empresas patrocinadoras, por sua vez, se acostumaram com os incentivos fiscais de 100% do valor do projeto permitidos para certos segmentos culturais (como artes cênicas e música erudita ou instrumental) e deixaram de injetar recursos próprios em outras áreas culturais.

Foi com base na Lei Rouanet que o Rock in Rio deste ano obteve do Ministério da Cultura autorização para captar R$ 12 milhões, apesar de ser um dos eventos mais bem-sucedidos de público e marketing do país, com faturamento de R$ 87,9 milhões só com a venda de ingressos. Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da empresa Rock in Rio não retornou o pedido de entrevista com os diretores até o fechamento desta edição.

Um dos casos mais polêmicos envolveu a autorização para que o estilista Pedro Lourenço captasse até R$ 2,8 milhões, via Lei Rouanet, para a semana de moda em Paris, em outubro. O projeto havia sido rejeitado pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic), grupo que escolhe quem pode captar por meio da lei. Uma intervenção de Marta Suplicy reverteu a decisão e gerou um debate sobre a inclusão da moda entre os setores que podem recorrer às leis de incentivos – o estilista não conseguiu captar o montante. No Procultura há a proposta de criação de uma espécie de júri do Ministério da Cultura encarregado de definir que projetos prescindem de recursos incentivados e devem buscar dinheiro no Ficart. Em 2014, os bastidores da cultura prometem ser a atração principal.

* Paulo Vasconcellos, para o Valor Econômico

Retirado em 06/01/13, daqui.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Caravana de Artesania em Pescador

Enviado por Niel Flávio

Caravana de Artesania

Programação:

Dia 19/11 (terça)

17h30 - Roda de Conversa (Encontro Rede Comunitária de Cultura) na Escola Municipal São Geraldo

Dias 20/11 (quarta)

9h – Vivências teatrais e circenses na Praça São Pedro*

Cortejo e visita a Escola Estadual Dr. Tristão

Dia 21/11 (quinta)

14h - Vivências teatrais e circenses na Escola Estadual Dr. Tristão

Dia 22/11 (sexta)

Manhã - Intervenção artística na E. M. São Geraldo

17h30 – Vivência de Arte Terapia na E. M. São Geraldo

Dia 23/11 (sábado)

17h - Vivências teatrais e circenses na Praça São Pedro*

Dia 24/11 (domingo)

16h - Vivência teatrais e circenses na Praça São Pedro*

Dia 25/11 (segunda)

16h - Visita artística ao Asilo

Dia 26/11 (terça)

Visita de retorno em Governador Valadares

*Em caso de chuva, a atividade será transferida para a quadra poliesportiva.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

V Fórum dos Pontos de Cultura acontece às vésperas da Conferência Estadual de Cultura

Da SEC-MG

Nos dias 23 e 24 de setembro [hoje e amanhã], será realizado o V Fórum dos Pontos de Cultura, em Belo Horizonte (MG). O Fórum, que conta com a representatividade das três esferas do poder público – federal, estadual e municipal – se propõe a promover a troca de saberes, vivências e experiências entre representantes dos 180 projetos conveniados desde o início do programa Cultura Viva.

O encontro é também uma oportunidade para os representantes dos Pontos de Cultura discutirem e aprovarem diretrizes para o movimento, além de contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de cultura no país. A plenária final elege a nova Comissão Estadual dos Pontos de Cultura, entidade que representa os pontos no Estado, e dois representantes à Comissão Nacional.

Com o tema “O Início de Tudo”, este ano o Fórum foi escolhido para ser realizado estrategicamente dois dias antes da III Conferência Estadual de Cultura, pois, além de os temas da Conferência serem pautas prioritárias dentro do Fórum, este espaço constitui-se em ambiente de mobilização, uma vez que vários representantes dos Pontos de Cultura também são delegados municipais na Conferência Estadual.

No foco da discussão está o papel das entidades proponentes nas políticas públicas de interiorização e de implantação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), além do futuro do programa Cultura Viva no Estado.

Pontos de Cultura

Os Pontos de Cultura são ações de cunho cultural desenvolvidas pela comunidade que ganham o reconhecimento do Estado e passam a receber aporte de recursos para aplicar conforme plano de trabalho próprio. São selecionados por edital público e são responsáveis por articular, expandir e impulsionar ações culturais que já desenvolvem nas comunidades.

Em Minas Gerais, o convênio nº 470/07, para a implementação descentralizada do Programa Mais Cultura em Minas Gerais, mediante a realização do Projeto Piloto de Pontos de Cultura foi firmado entre o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais em 31 de dezembro de 2007.

Retirado do site da SEC-MG em 23/09/13 do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/component/gmg/story/1595-v-forum-dos-pontos-de-cultura-acontece-as-vesperas-da-conferencia-estadual-de-cultura

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Lei Cultura Viva aprovada na CCJ

Do MinC

Por Patrícia Saldanha, SCDC/MinC

A transformação do Programa Cultura Viva em lei foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara Federal (CCJ), na ultima terça-feira (27). Caso não receba pedido de recurso para ser analisado em plenário, o Projeto de Lei nº 757/11, de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), segue para análise do Senado.

O Projeto de Lei propõe a transformação dos princípios norteadores do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC), em uma lei federal, que unifique e dê perenidade à gestão do programa nas esferas nacional, estadual e municipal, em parceria com a sociedade civil. O Ministério da Cultura colaborou na elaboração do projeto emitindo parecer favorável e fornecendo um conjunto de contribuições para a qualificação do PL.

A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, responsável pela gestão nacional do programa, disse que a aprovação da lei na CCJ representa um importante passo para a aprovação do PL no Congresso Nacional. "É muito positivo que as três comissões da Câmara dos Deputados tenham aprovado o projeto por unanimidade", comemorou a secretária. Ela disse que isto representa um alinhamento das forças políticas para uma institucionalização do Programa Cultura Viva como política de Estado.

A relatora do projeto, deputada Sandra Rosado (PSDB-RN), recomendou a aprovação da matéria em forma de substitutivo, com alterações feitas pela Comissão de Finanças e Tributação, que retiram do texto itens como a capacitação prévia de integrantes dos núcleos culturais, em obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite a criação de despesa sem que seja determinada a fonte de recursos.

Caberá ao MinC a regulamentação do PL, criando um Cadastro Nacional de Pontos e Pontões com mecanismos de transferência direta dos recursos do Cultura Viva e das prestações de contas simplificadas em acordo e com aval dos órgãos de controle, conforme estabelece o projeto. Para tanto, a SCDC/MinC vai instaurar, ainda este ano, um Grupo de Trabalho com a participação da sociedade civil - Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNdPC) e do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), entre outros.

Programa Cultura Viva

O programa foi criado pelo MinC, em 2004, com o propósito de fortalecer o protagonismo cultural na sociedade brasileira, valorizando as expressões de grupos e comunidades, além de ampliar o acesso da população aos bens e produtos da cultura, bem como apoiar a sua difusão e circulação.

Os Pontos e Pontões de Cultura, espalhados por todo o país, são a base de sustentação do programa. De 2004 a 2012 foram comprometidos recursos para fomento a 3.662 mil Pontos de Cultura em todo o país. O programa é financiado com recursos do Governo Federal, de governos estaduais e municipais e de outros parceiros públicos e privados, por meio de convênios, bolsas ou prêmios concedidos através de chamamento público.

As principais diretrizes do Cultura Viva são: reconhecer as iniciativas e entidades culturais; fortalecer processos sociais e econômicos da cultura; ampliar a produção, fruição e difusão cultural; promover a autonomia da produção e circulação cultural; promover intercâmbios estéticos e interculturais; ampliar o número de espaços para atividades culturais; estimular e fortalecer redes estéticas e sociais; qualificar agentes de cultura como elementos estruturantes de uma política de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura (SNC).

Veja aqui o infográfico da tramitação do PL 757/11 no Congresso Nacional

Retirado do site do MinC em 29/08/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/lei-cultura-viva-aprovada-na-ccj/10901?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_x9zwCh7U69gP__column-1%26p_p_col_count%3D2

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Pontos de Cultura

A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) deu início, na manhã desta segunda-feira (6), ao Encontro de Gestores e Procuradores Estaduais e Municipais das Redes de Pontos de Cultura, em Brasília. A secretária Márcia Rollemberg presidiu a mesa de abertura e mediou o debate entre os cerca de 100 participantes – de 16 estados e 24 municípios do país.

O objetivo geral da reunião é discutir o alinhamento jurídico e a construção de propostas dentro da legislação vigente para a produção de normativas menos burocráticas que forneçam novos instrumentos para o processo de ampliação do Programa Cultura Viva (PCV). A secretária Márcia Rollemberg ainda salientou que "é preciso prevenir a formação de passivos e possibilitar a obtenção de maior efetividade na avaliação dos resultados do Programa".

A secretária de Cultura de Londrina (PR), Solange Batigliana, cumprimentou o MinC pela iniciativa "em proporcionar o debate do assunto com gestores das comunidades e com representantes da área jurídica do governo".

Também conversaram com os participantes da reunião o assessor Especial de Controle Interno do MinC (AECI/MinC), Cleômenes Viana Batista; o Consultor Jurídico do MinC, Cláudio Péret Dias; o Diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Pedro Vasconcellos; e a assessora da Secretaria Geral da Presidência da República, Laís Lopes. O encontro dos Gestores e Procuradores Estaduais e Municipais das Redes de Pontos de Cultura terá agenda de reuniões até a tarde desta terça-feira.

Para 2013 a SCDC trabalha como prioridades o fortalecimento do Programa Cultura Viva como política de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura (SNC); a qualificação da gestão compartilhada e articulação das redes sociais; e a maior efetividade do Programa com a modernização da gestão institucional.

(Texto: Lara Aliano / Ascom MinC

Fotos: Alan Rones)

Retirado do site do MinC em 07/05/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/pontos-de-cultu-1/10883;jsessionid=6E5837E6D12A32428A1908EDF7C4E724.portal2?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Bjsessionid%3D6E5837E6D12A32428A1908EDF7C4E724.portal2%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_x9zwCh7U69gP__column-1%26p_p_col_count%3D1

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Programa Cultura Viva

A secretária da Cidadania e da Diversidade do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg,  participou ontem (22) de uma reunião com secretários de cultura e dirigentes de cultura das capitais e regiões metropolitanas. No encontro, ela apresentou aos secretários e dirigentes - que estão em Brasília para participar, de 23 (hoje) a 25, do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável – Desafio dos novos governantes locais- , as novas bases do Programa Cultura Viva.

"O Programa nasceu reconhecendo as ações das comunidades e agora estamos no momento de expandí-lo, principalmente em relação aos municípios", afirmou Márcia Rollemberg.  Segundo ela, o Cultura Viva é o Programa de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura e tem como desafio agora envolver não apenas os estados, mas também os municípios.

"Vamos trabalhar no sentido de sensibilizar os prefeitos para a bandeira da cidadania e da diversidade", informou a secretária. Ela apresentou um histórico sobre todas as etapas do Cultura Viva e do processo de redesenho do Programa, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). "O nosso objetivo agora é trabalhar com parcerias para buscar a sua ampliação e, neste sentido, as prefeituras são fundamentais", destacou a secretária, acrescentando que essas parcerias para a ampliação e qualificação do Programa se darão também dentro do Sistema MinC.

Márcia Rollemberg informou que, para fortalecer o Programa na base, uma das ideias é utilizar agentes de cultura – como os agentes de saúde – para trabalhar na capacitação de grupos e dos pontos de cultura. "Poderíamos até formar os agentes de saúde, sensibilizá-los para a questão da cultura", ponderou Silvestre Ferreira, ex-secretário de Cultura e presidente da Fundação Cultural de Joinville (SC). Para a vice-presidente da Fundação Cultural de Aracaju, Aglaé D'Avila Fontes, com esta ação o Ministério da Cultura acabaria com a intermediação e acompanharia mais de perto os processos dos Pontos de Cultura.

A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC informou que, para ajudar no processo de prestação de contas e qualificação dos pontos de cultura, as novas bases do Programa prevê ainda que os pontões funcionem com articuladores dos pontos de cultura. "Esses pontões teriam convênios diretos com o Ministério da Cultura e trabalhariam com  os eixos comunicação, cultura e educação", disse.

Márcia Rollemberg aproveitou para divulgar a agenda da SCDC, com destaque para o encontro com os procuradores que acontecerá dias 6 e 7 de maio em Brasília e que tem com o objetivo ajudar nos processos de prestação de contas dos pontos de cultura. Ela pediu aos secretários e dirigentes de cultura das capitais e regiões metropolitanas para que reflitam sobre o Programa e sobre como os municípios podem ser inseridos na implementação e gestão do Cultura Viva nos estados.

O presidente da Fundação Cultural de Joiville, Silvestre Ferreira, considerou o momento oportuno para a discussão  das novas bases do Programa. "O Fórum é a ponte para criarmos políticas e discutir gestão política", afirmou. Na sua opinião, o Cultura Viva "tira o viés de que, no Brasil, apenas a cultura de entretenimento é valorizada".  

(Redação: Heli Espíndola, Comunicação/SCDC)

(Fotos: Anna Paula Alvarenga, Comunicação/SCDC)

Retirado do site do MinC em 23/04/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/programa-cultura-viva/10901;jsessionid=10470CA43C1C0E4A2BCDE73D26F59285.portal1?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Bjsessionid%3D10470CA43C1C0E4A2BCDE73D26F59285.portal1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_x9zwCh7U69gP__column-1%26p_p_col_count%3D1

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Pontos de Cultura

Secretária Márcia Rollemberg e secretário Muncipal de Cultura de São Paulo durante reunião na capital paulistaA Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) vai trabalhar conjuntamente com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo na implantação da Rede de Pontos de Cultura do município. Para discutir a parceria a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, reuniu-se na última sexta (4), em São Paulo, com o secretário Municipal de Cultura da capital paulista, Juca Ferreira.

No encontro que também contou com as presenças do chefe da Representação Regional do Ministério da Cultura em São Paulo, Valério Bemfica, e do diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural da SCDC, Pedro Vasconcellos, a secretária Márcia Rollemberg destacou que "o fato de que o município de São Paulo tem em seu Programa de Metas declarado compromisso com a ampliação dos Pontos de Cultura na cidade, é demonstração de que estamos alinhados no fortalecimento do Programa Cultura Viva".

O Programa de Metas estabelecido pela administração municipal para o período de 2013-2016 prevê a inclusão de 300 novos Pontos de Cultura na cidade de São Paulo. No âmbito Federal, o Plano Nacional de Cultura tem como meta a criação de 15 mil Pontos de Cultura, em todo território nacional, até o ano de 2020.  "Para que possamos realizar esta meta, é fundamental a participação dos estados e das cidades na gestão e execução do Programa", lembrou Márcia Rollemberg.

No encontro foi discutida ainda a criação de um grupo focal para integrar as ações do Programa Cultura Viva, além da parceria nas realizações da TEIA estadual - encontro que reunirá os Pontos de Cultura do Estado, na capital paulista, de 06 a 09 de junho - e a de um Seminário Nacional de Cultura Popular, previsto, inicialmente, para acontecer no mês de setembro.

(Redação: Monica Severo, Comunicação/RRSP/MinC)

(Fotos: Sylvia Masini,Comunicação/Secult/Prefeitura/SP)

Retirado do site do MinC em 09/04/13 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/pontos-de-cultura/10901?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cultura.gov.br%2Fnoticias-destaques%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_x9zwCh7U69gP__column-1%26p_p_col_count%3D1%26_101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn_currentURL%3D%252Finicio%26_101_INSTANCE_OiKX3xlR9iTn_portletAjaxable%3D1

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cultura Viva agora será política de Estado

Na semana passada, dia 27/06, o  projeto de Lei (PL) nº 757/2011, que institucionaliza o programa Cultura Viva, foi aprovado pela comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Agora, o programa que desde 2005 é desenvolvido pelo Ministério da Cultura, transforma-se em em política de Estado, ou seja, a partir de então, o programa passa a contar com perenidade e não está mais à mercê dos gestores do MinC, garantindo a manutenção e ampliação dos Pontos e Pontões de Cultura, por exemplo.

Segundo a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, responsável pelo programa, “é um importante avanço na implementação das políticas públicas para a cidadania e diversidade”.

A lei então cria  a Política Nacional de Cultura Viva e atende ao que estabelece a Constituição Federal (art.215) no que diz respeito aos direitos culturais, também torna mais simples a prestação de contas por parte dos Pontos Cultura, uma antiga reivindicação das comunidades já atendidas pelo programa.

A autora do PL, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) salienta o fim dos excessos burocráticos: “Desburocratiza o processo de avaliação e prestação de contas, retirando algumas imposições da Lei 8.666/93 (lei das licitações), o que facilita para um Ponto de Cultura Indígena por exemplo, que não tem familiaridade com esses trâmites”.

A deputada também comemora o fato de o projeto ter ultrapassado a comissão de Educação e Cultura, na qual é analisado o conteúdo da matéria. “Foi aprovado na comissão temática, estou segura de que passa pelas outras duas.”

Para entrar em vigor, o projeto ainda passa pelas comissões de Finança e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, tramitando em caráter conclusivo nas comissões, segue direto para o Senado. Se aprovado, vai à sanção presidencial.

Com informações do MinC.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pontos de Cultura - MinC dá início ao processo de aperfeiçoamento do Programa Cultura Viva

Retirado do site do MINC em 16/12/2011 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2011/12/15/pontos-de-cultura-18/

O Ministério da Cultura (MinC) vai aperfeiçoar o programa Cultura Viva, que coordena os projetos dos Pontos de Cultura em todo o país. A decisão foi anunciada pela secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, na tarde desta quarta-feira, 14, durante o lançamento do livro Cultura Viva – As Práticas de Pontos e Pontões, realizado no auditório da TV Câmara, em Brasília.

O livro traz o resultado de uma pesquisa sobre os Pontos de Cultura, feita pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), e faz um estudo reflexivo sobre o desempenho do programa do MinC, sobre o impacto das ações dos Pontos de Cultura na população,  além de identificar problemas de funcionamento e de sugerir melhorias. A partir desta quinta-feira (15) será criado um Grupo de Trabalho, na Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, para discutir o redesenho do Programa Cultura Viva.

O GT será formado pelos parceiros institucionais do MinC, que contribuíram na elaboração do programa, como a Fundação Joaquim Nabuco, o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o SESC/SP, a Controladoria Geral da União (CGU), o Ipea e cinco representantes da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, entre outros colaboradores.

Os principais pontos de estrangulamento do Programa Cultura Viva, segundo o coordenador da pesquisa, Frederico Barbosa, são a falta de instrumentos jurídicos de gestão por parte do Estado, as dificuldades de monitoramento e avaliação contínua do programa, e problemas com o fluxo financeiro de apoio aos projetos.

O GT deve se debruçar sobre esses aspectos buscando soluções futuras. A baixa geração de renda para os integrantes dos Pontos de Cultura foi outro aspecto apontado pela pesquisa. “Esse é um dos problemas a serem resolvidos no redesenho. A gente viu que diante do potencial dos Pontos de Cultura, a renda gerada é muito pequena”, comentou o pesquisador.

Secretária de Cidadania Cultural, Márcia Rollemberg

A secretaria Márcia Rollemberg disse que o MinC está dando início ao planejamento e a institucionalização de um processo reflexivo sobre as políticas públicas da Casa. “Nosso esforço neste momento é o de dar materialidade, começar a demonstrar os resultados e o lado positivo dos programas. Continuaremos o trabalho com a importante parceria da Secretaria de Economia Criativa, já que uma das questões que se colocam para o bom funcionamento dos Pontos de Cultura é a questão do empreendedorismo e da autonomia dos projetos culturais”, afirmou.

A Pesquisa

O Ipea fez uma pesquisa de amostragem para a realização do livro, junto a 21 Pontos de Cultura e a todos os Pontões distribuídos pelo país. O trabalho levou em conta a avaliação dos integrantes dos projetos sobre as práticas culturais realizadas e o acompanhamento das ações praticadas pelas unidades pesquisadas, em um período de três anos.

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, disse que o Programa Cultura Viva é um trabalho contemporâneo e uma das experiências de políticas culturais mais inovadoras de toda a América Latina, nos últimos tempos, porque potencializa o protagonismo cultural da sociedade e traz um novo regionalismo econômico para o país, liderado pelos estados do Norte e Centro-Oeste. Complementado as informações sobre os Pontos de Cultura, o pesquisador do Ipea, Frederico Barbosa, comentou que a primeira pesquisa realizada pela instituição sobre o projeto, junto a 360 unidades, constatou a geração de cerca de 4 mil empregos diretos nos Pontos de Cultura e o envolvimento de 1,164 milhão de pessoas que visitaram esporadicamente os projetos.

As deputadas Jandira Feghali, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, e Fátima Bezerra, presidente da Comissão da Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, entre outros parlamentares presentes no lançamento do livro, comentaram a disposição da Casa em apoiar a expansão do Programa Cultura Viva e a intenção dos integrantes da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura de transformar o programa em uma política de Estado. “Torná-lo uma política de Estado significa dar sustentabilidade orçamentária e programática ao programa”, comentou a deputada Fátima Bezerra. A parlamentar disse que já está sendo debatido, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, um Projeto de Lei que institucionaliza o Mais Cultura.

(Texto: Patrícia Saldanha – Ascom/MinC)
(Fotos: Paulino Menezes – Ascom/MinC)

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pontos de Cultura mineiros fazem encontros prepartórios para Teia Minas 2011

Da Redação do Cultura e Mercado retirado em 28/09/2011 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/agenda/pontos-de-cultura-mineiros-fazem-encontros-prepartorios-para-teia-minas-2011/

Agentes culturais de todas as regiões do estado de Minas Gerais se preparam para os encontros regionais dos Pontos de Cultura, que acontecem nas próximas semanas em sete cidades mineiras. Em cada uma delas, as entidades que firmaram convênio com o Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura desde o primeiro edital do programa Cultura Viva, em 2005, irão trocar vivências, analisar os processos de transformação catalisados pelos convênios e propor ações concretas para o funcionamento da rede dos Pontos de Cultura do Estado.

Articulados pelos próprios Pontos de Cultura, os encontros regionais são preparatórios para a Teia Minas 2011, que acontece em novembro em Belo Horizonte. Na ocasião, haverá o 4º Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, quando as entidades elegem nova comissão estadual e discutem diretrizes para políticas públicas do setor, em especial o programa Cultura Viva.

Os Pontos de Cultura são entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministério da Cultura, desenvolvendo ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades. Somam, segundo dados de abril de 2010, 2,5 mil atividades em 1.122 cidades brasileiras, atuando em redes sociais, estéticas e políticas. O Ponto de Cultura não tem um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e comunidade.

A partir da aprovação em edital e assinatura de convênio, as entidades recebem o valor de R$ 60 mil reais em três parcelas anuais, por meio das quais estruturam serviços e atividades culturais e adquirem kit multimídia para registrar os processos criativos estabelecidos, compartilhando os resultados em rede.

Minas Gerais tem 100 Pontos de Cultura conveniados com a Secretaria de Estado de Cultura, além de outros 67 conveniados em editais lançados pelo Ministério da Cultura entre 2005 e 2007. Existem ainda redes municipais, onde as prefeituras gerem os convênios, em Uberaba, Juiz de Fora, Governador Valadares e Contagem.

Datas e locais dos próximos encontros regionais:

Norte / Noroeste – 24 de setembro – Arinos
Triângulo / Alto Paranaíba – 24 de setembro – Uberaba
Zona da Mata – 30 de setembro e 1º de outubro – Ubá
Vale do Rio Doce – 3 de outubro – Governador Valadares
Central e RMBH – 22 de outubro – Belo Horizonte

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