sexta-feira, 23 de março de 2012

Juca Ferreira diz que houve retrocesso no Ministério da Cultura

Retirado do Cultura e Mercado em 23/03/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/politica/juca-ferreira-diz-que-houve-retrocesso-no-ministerio-da-cultura/

Da Redação

O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve na noite desta quarta-feira (20/3) em São Paulo, fazendo a conferência de abertura do I Fórum Internacional de Gestão Cultural: Para Além do Mercado. O encontro é organizado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Comunicação e Cultura (CELACC), núcleo de pesquisas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, em parceria com a Livraria Cultura.

Em duas entrevistas exclusivas, uma para o site Farofafá e outra para o jornal Folha de S. Paulo, Juca falou sobre sua gestão e fez duras críticas aos caminhos tomados pelo governo Dilma Rousseff na área cultural. “Desastre” e “retrocesso” foram as principais palavras utilizadas pelo ex-ministro, apesar das afirmações de que não poderia avaliar o atual governo, visto que está longe – hoje ele mora na Espanha, onde trabalha na Secretaria Geral Ibero-Americana, órgão da Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de governo, que reúne 22 países, incluindo o Brasil.

Entre explicações sobre troca de partido – Juca acaba de se filiar ao PT, após deixar o PV – e opiniões sobre direito autoral e a fiscalização do Ecad, ele afirmou que esteve com Ana de Hollanda logo após sua nomeação e lhe apresentou sua caderneta pessoal com 18 pontos a serem cuidados no Ministério da Cultura, entre eles a Bienal de São Paulo, o apoio a João Gilberto na demanda de recuperar o controle de “Chega de Saudade”, e atenção às leis que estavam no Congresso e que, segundo ele, foram fruto de “gigantesco processo de consulta pública”.

Sobre a reforma da Lei Rouanet, Juca disse que ela foi desvirtuada, a partir da recuperação da proposta dos 100% de isenção fiscal para financiadores privados.

Ao ser questionado pelos jornalistas da Folha se não seria o proponente o prejudicado se as empresas recuassem ao não ter 100% de isenção, Juca afirmou que, quando chegou ao Ministério da Cultura, o orçamento era de R$ 217 milhões; quando saiu, esse valor tinha subido para R$ 2,3 bilhões. “Não era só trabalhar a Lei Rouanet, a gente estava afirmando um projeto. Nós construímos um processo no Ministério da Cultura a partir de critérios públicos. A Cultura nunca foi tão forte que nem no governo Lula”, disse.

Para ler a entrevista completa de Juca Ferreira ao jornal Folha de S. Paulo, clique aqui. Para ler a conversa com o site Farofafá, clique aqui.

Debate - No dia 19 de maio, Cemec e Cultura e Mercado promovem o Seminário #procultura, que vai reunir importantes nomes para discutir os caminhos do projeto que altera a Lei Rouanet. Clique aquipara saber mais.

*Com informações do site Farofafá e do jornal Folha de S. Paulo

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Encontro MinC / Funarte

Retirado do site da Funarte em 22/03/12 do endereço:

http://www.funarte.gov.br/funarte/encontro-funarte-minc/ 

Com participação das representações regionais do MinC e da Funarte, centros da Instituição apresentaram seus projetos

Encontro Funarte

Encontro Funarte

Para ampliar a integração das diversas representações regionais do Ministério da Cultura e da Funarte, representantes do MinC e da Fundação reuniram-se na terça-feira, 20 de março, no Salão Portinari do Palácio Gustavo Capanema (Rio de Janeiro). No encontro, foi feito um balanço dos projetos realizados no ano passado e apresentadas as ações programadas para 2012.

Na abertura, o presidente da Funarte, Antonio Grassi, destacou que os investimentos diretos da instituição passaram de R$ 35 milhões, em 2007, para R$ 87 milhões, em 2011. “Foi o maior volume de recursos dos últimos anos”, enfatizou. Grassi ressaltou também que até o mês de abril, a Funarte já terá pago os prêmios referentes a todos os editais. Ele anunciou, ainda, o acordo que será firmado entre a Funarte, o governo do estado do Rio de Janeiro e a prefeitura de Paty do Alferes, para a restauração da Aldeia de Arcozelo, e a realização, a partir de setembro, do Ano de Portugal no Brasil e do Ano do Brasil em Portugal.

A chefe de gabinete do MinC, Maristela Rangel, falou sobre a importância do encontro e a necessidade de fortalecer a atuação das representações regionais do MinC e da Funarte para que as ações alcancem todo o país.

Também participaram do evento os diretores da Funarte, Antonio Gilberto, do Centro de Artes Cênicas; Xico Chaves, de Artes Visuais; Bebeto Alves, da Música e Ana Claudia Souza, de Programas Integrados, além dos coordenadores de representações regionais: Miriam Lott – Funarte MG; Tadeu de Souza – Funarte SP; Débora Aquino – Funarte Brasília e Naldinho Freire –  escritório Nordeste (Recife – PE). Entre os representantes do Ministério da Cultura estavam presentes Marcelo Murtha Velloso, da Representação Regional do RJ e ES; Valério da Costa Bemfica (Representação SP); Cesária Alice Macedo (MG); Fábio Henrique Lima de Almeida (Região Nordeste); Margarete Costa Moraes (Sul); Delson Luis Cruz e Alberdan Batista (Norte); Monica Trigo (BA), e Keilah Diniz (AC).

Com a palavra, os centros da Funarte

Os diretores e coordenadores dos centros da Funarte apresentaram as ações realizadas e a previsão de projetos. O diretor do Centro de Artes Visuais, Xico Chaves, disse que a estimativa de recursos, em 2012, para sua área é de mais de R$ 12 milhões. Dentre os programas previstos estão: a 9ª edição do Rede Nacional Funarte Artes Visuais, o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, a Bolsa de Estímulo à Produção de Artes Visuais, o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça e o Conexão Artes Visuais, realizado pelo MinC e Funarte, com patrocínio da Petrobras.

O diretor do Centro da Música Bebeto Alves, ressaltou a participação de artistas brasileiros em projetos internacionais. Falou também do Projeto Pixinguinha, que ganhará um novo formato. Ainda foram apresentados resultados dos projetos das coordenações de Bandas, de Música Erudita e de Música Popular.

Antonio Gilberto, diretor do Centro de Artes Cênicas (Ceacen) falou sobre os projetos de ocupação dos espaços do RJ, SP, MG e DF e destacou importantes projetos para este ano, como a programação do Centenário de Luiz Gonzaga. Estão previstos os editais dos prêmios de Teatro Myriam Muniz, de Dança Klauss Vianna e o Carequinha, criados na primeira gestão de Antonio Grassi na Funarte, além do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia (já com inscrições abertas). Na área de Circo, está previsto o relançamento da campanha “Receba o circo de braços abertos” (desta vez, juntamente com o Ministério da Saúde. De acordo com o coordenador de circo, Marcos Teixeira, a ideia é acabar com o preconceito que algumas cidades ainda têm com relação à atividade circense. Marcos lembrou também que, de 2003 a 2011, a Coordenação de Circo contou com cerca R$ 24 milhões em recursos.

O coordenador de Dança, Fabiano Carneiro, apresentou as metas da Codança, com um painel abrangente: “Executar e sugerir novas políticas para a área, bem como registrar e divulgar as atividades do setor são os principais objetivos. Nossas propostas surgiram de um contínuo diálogo com o colegiado setorial da área”, disse Fabiano. Há estimativa de ampliação do Cadastro Naconal do setor – um banco de dados para troca de informações, de livre acesso, no Portal da Funarte. O presidente Antonio Grassi elogiou a iniciativa, recomendando que as demais áreas da desenvolvam instrumentos semelhantes. O coordenador de dança acrescentou que este é o passo inicial de um mapeamento nacional da atividade. Fabiano citou também programas para difundir o ensino de dança, oficinas de capacitação, difusão e intercâmbio, com instituições brasileiras e estrangeiras, e a Bolsa Funarte de Residências Interamericanas, direcionado à especialização artística. Também está planejada a publicação de obras literárias de dança. Entre os editais, foram citados o Prêmio Funarte Artes na Rua (que inclui circo e teatro), o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna e os editais de ocupação do Teatro Cacilda Becker (RJ) e da Sala René Gumiel (SP), que contemplarão dois projetos de espetáculos de dança, um para cada semestre. O Galpão 3 da Funarte MG e o Teatro Dulcina (RJ) também poderão receber montagens de dança. “O Projeto Outras Danças que, em 2011, no Ceará, reuniu artistas do Chile, Colômbia e Brasil, terá nova edição, em outra região, com outros países estrangeiros. Há projetos também para a Bienal Internacional de Dança de Veneza e para a Bienal Internacional de Dança de Curitiba (PR), em convênio com a Fundação Cultural do Município. Já o Fundo Iberescena, representado pela Funarte, já com inscrições abertas, ele oferece prêmios para dança, circo e teatro. Pretendemos também apoiar o Circuito Brasileiro de Festivais Internacionais de Dança, com quatro eventos, já tradicionais no calendário”, expôs Fabiano. O coordenador comentou ainda a volta do Projeto Mambembão em 2012, que inclui, pela primeira vez, a dança – desde seu protótipo, a Mostra Nacional Mambembão.

O coordenador do CTAC, Erisvaldo Lins, servidor concursado da Funarte, expôs a atividades do Centro, que oferece consultoria, apoio em obras de teatros, capacitação e acervo. É referência nacional nas técnicas cênicas, tanto para cenotécnicos, quanto para iluminadores, cenógrafos, figurinistas, maquiadores, maquinistas e todos os profissionais que lidam com os palcos e seus bastidores. “Funcionamos na área-limite entre a criação e execução da obra”, resumiu o coordenador. Ele destacou a realização de oficinas de capacitação, nas diversas áreas do CTAC, em diversos estados, com apoio das representações regionais do MinC e da Funarte, com especial ênfase às do Nordeste – principalmente a de Recife, com o tema “Administração e produção cultural”, com Rômulo Avelar. Erisvaldo também destacou que houve uma produtiva aproximação com a recém-criada Secretaria da Economia Criativa do MinC, no levantamento de dados sobre algumas profissões, que estão quase desaparecendo, e que precisam muito de ações didáticas como as oficinas. “É o caso da cenotécnica”, exemplificou. “Como o CTAC possui um grande acervo de publicações sobre estes ofícios, somos muito procurados por pesquisadores. Temos aproveitado isso para promover a aproximação com a comunidade universitária. Já na área de consultoria e apoio técnico, a demanda é constante. Atuamos em parceria com a Divisão de Engenharia da Funarte” elencou Erisvaldo. Na agenda de 2012, ele deu destaque à reforma do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo. A Sala Funarte Sidney Miller, no Rio, também foi citada – ela passa por obras no piso e no Palco. Erisvaldo comentou que o CTAC busca a excelência em seu trabalho. “Os espaços da Funarte devem ser referência”, completou.

A diretora do Cepin, Ana Cláudia Souza, apresentou novidades. A primeira foi o lançamento do livro “Iconografia Teatral de Walter Pinto e Eugénio Salvador”, de Filomena Chiaradia, que reúne em fotografias, reprodução de programas e páginas de publicações semanais, acervo de produções do inovador da revista à brasileira, nos anos 1950, e da companhia do ator português. E ainda, o relançamento do livro “MPB – Um Século de História”, de Ricardo Cravo Albin. Ele faz parte da coleção “História Visual”, editada pela Funarte e apresenta um panorama da histórico da música popular brasileira e do arquivo iconográfico da Fundação. Os livros serão lançados pela Gerência de Edições do Cepin. Ações de 2011 foram lembradas: a realização do Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura, em parceria com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC); a continuidade do projeto Brasil Memória das Artes, de digitalização e difusão de acervo; e a programação comemorativa pelos 25 anos do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF).

Representações da Funarte

Miriam Lott, coordenadora da Funarte MG, ressaltou a importância dos editais de ocupação, que têm trazido um público expressivo para os espaços culturais de Minas, e o edital Microprojetos São Francisco; as oficinas de artes cênicas e o programa “Arte em Foco” (4ª edição), que promove uma troca de conhecimento entre pesquisadores, o artistas e público. Débora Aquino, coordenadora da Funarte Brasíia, também deu ênfase à importância do programa Microprojetos Rio São Francisco e da abrangência nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Naldinho Freire, coordenador da Funarte Nordeste (Recife – PE), falou sobre as oficinas da Funarte, em Arapiraca e Maceió, e da importância das parcerias do governo estadual e das prefeituras, para que as oficinas cheguem ao interior. Durante a apresentação, Naldinho sugeriu ao presidente da Funarte, Antonio Grassi, o lançamento de um programa Microprojetos Vale do Paraíba.

Tadeu de Souza, coordenador da Funarte SP, enalteceu a importância de encontros como este, para que todos se conheçam, troquem experiências e caminhem sempre em conjunto. Tadeu falou do sucesso dos editais 2011, que já proporcionaram o trânsito de cerca de 20 mil pessoas nos espaços culturais da instituição. “Espetáculos de música, dança e teatro são apresentados simultaneamente, o que já rendeu a visita de 600 pessoas em uma única noite. Oficinas e exposições também estão entre as preferências do público”, avalia o gestor.

O presidente Antonio Grassi agradeceu a presença dos representantes do MinC e da Funarte: “Quero agradecer e parabenizar toda a equipe pelo trabalho consistente e a dedicação com que desempenham suas funções. Me surpreendi com a apresentação de todos os projetos e prometo olhar com carinho para cada um deles. Vejo o quanto o nosso volume de trabalho é grande – um dia de encontro é pouco para avaliarmos tudo. Precisamos tornar mais frequentes estas reuniões.” Segundo Grassi, é muito importante acompanhar todas as ações realizadas, para que não caiam no vazio. O presidente ressaltou, ainda, o empenho do diretor do Centro de Artes Cênicas, Antonio Gilberto, para que o encontro acontecesse: “Ele insistiu para que esta reunião fosse realizada. Ela representa uma forma de estreitar nossa relação com o MinC e olharmos juntos, com olhares diversos, para novas direções”, concluiu Grassi.

MinC – representações escritórios regionais

“Esse encontro é emblemático. Vai transformar e melhorar a relação entre a Funarte e as regionais”, disse Margareth Costa Moraes, representante da Região Sul. Ela ressaltou que a Funarte produz sempre uma agenda positiva, de ações que repercutem e todo o Brasil, e enalteceu o trabalho conjunto da Fundação e das representações em relação a áreas que necessitam de fomento, dando por exemplo o circo. “Ele mantém a dignidade desta área artística”, destacou. “Os gestores do MinC têm-se preocupado em viajar pelo país, em contato direto e constante com a sociedade. O Ministério hoje exerce um protagonismo nesta relação. Aumentou, portanto, a importância das representações regionais”. Quanto ao papel da Regional Sul, ela lembrou a importância do MinC na política de fronteiras nacionais.

“Esse Brasil não é só litoral”, disse Alberdan Batista, da Regional Norte, citando Milton Nascimento. Alberdan lembrou que sua região representa 45 por cento do território nacional. “Além de rica em recursos naturais, é rica em gente – pessoas que representam culturas de diversos povos. Daí a importância do MinC nestes locais. Cultura é vida e, para estas pessoas, representa a realização de sonhos que, basicamente, são simples. Cito Eduardo Galeano: ‘Somos o que fazemos, mas, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos’. E o Ministério e a Funarte têm papel importante nisso. Assim como os antigos construtores descobriram a pedra angular, nós estamos, cada vez mais, descobrindo a pedra fundamental da cultura” – fundamentos essenciais sobre os quais desenvolver políticas.

Keilah Diniz, coordenadora do escritório do Acre, disse que, apesar dos grandes esforços feitos para descentralizar ações do eixo das metrópoles do Sudeste, ainda existe centralização e que muito ainda há o que fazer nesta área. Elogiou a aproximação com a Funarte, informando que é servidora de carreira e que já trabalhou na Fundação. Keilah valorizou vários programas da Casa, com exemplo no Projeto Bandas, por sua força social e por envolver a juventude. “Agradeço a Funarte o convite às representações regionais. Afinal, as diversas políticas culturais do MinC vem ganhando uma dimensão muito grande, nos últimos anos. Mas é preciso agora reforçar a frase de Antonio Grassi: ‘Arte também é Cultura’. Cada linguagem tem um setor, demandado como um verdadeiro instituto – e o Brasil precisa deste trabalho”, disse Keilah. Ela também frisou a importância do diálogo inter-regional da Funarte, para que ela ganhe dimensão cada vez mais nacional.

Valério da Costa Bemfica, representante do MinC em SP, agradeceu a parceria constante com a Funarte paulista. “O trabalho das representações e vinculadas deve ser cada vez mais integrado”, afirmou. Para ele, apesar do trabalho de nacionalização das ações, é preciso lembrar que os grandes centros tem enorme concentração populacional, com bolsões de pobreza e exclusão de acesso a bens e serviços culturais. Valério pôs em evidência projetos como o Mambembão e o Pixinguinha. Para ele, seriam fundamentais em todos os sentidos da discussão, como ações de política cultural.

Cesária Macedo, representante do MinC MG, disse que todos os eventos da Funarte em seu estado tiveram um retorno muito positivo “A Fundação é importantíssima para o país e deve espalhar suas representações por toda parte”, disse. Ela citou o Fórum Cultural de MG, desenvolvido junto à Funarte MG, envolvendo 15 instituições “vários secretários municipais e convidados participam do trabalho, que vai cada vez mais para o interior, em uma divulgação do Sistema Nacional de Cultura e o papel do MinC. Cesária sugeriu, ainda, que Funarte criasse ações ligadas à área de arte-educação.

Fábio Lima, chefe da representação Nordeste, apresentou relatório de atividades em 2011, com ênfase na importância do programa MinC/Funarte Microprojetos – Semi-Árido. “Se a cultura fosse medicina, as representações regionais seriam clínicas gerais, porque temos de entender um pouco de tudo”, comparou Fábio. “Uma das áreas artísticas mais importantes da Funarte, nos últimos anos, no Nordeste, foi a de música, com apoio da regional Nordeste da Instituição”, registrou. Ele também falou em artes visuais, ao citar a ocupação da Sala Funarte Nordeste, por edital. “Também acompanhamos os fóruns setoriais na região, juntamente com a Funarte”. Fábio destacou que há constante trabalho de orientação a proponentes e candidatos aos editais da Funarte. “Para isso, são de fundamental  importância as oficinas. Elas difundem os editais”. Finalmente, ele agradeceu à Direção da Funarte o empenho ao enviar  informações completas sobre as ações da Casa no Nordeste, conforme seu pedido.

Marcelo Velloso, representante do RJ e ES, comentou que, a partir de 2003, foi aplicada a política de nacionalização da Funarte. Segundo Marcelo, o período também é marcado pela quebra da “lógica da política de balcão”, na qual a seleção de projetos se dava a partir do contato pessoal, em primeiro lugar. Marcelo argumentou que os editais tornaram as ações democráticas e deram a elas transparência nas informações. “É importante a parceria entre regionais e Funarte na construção de programas colaborativos entre união, estados e municípios”.

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Revistas Legais: Revista OLD

Retirado do Queimando o Filme em 22/03/12 do endereço:

http://www.queimandofilme.com/2012/03/21/revistas-legais-revista-old/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=revistas-legais-revista-old

Por André Corrêa

“Sempre senti falta de uma publicação brasileira que discutisse a fotografia com uma perspectiva documental, artistica, pessoal”.

É assim que Felipe Abreu, estudante de Audiovisial na USP e editor da revista OLD abre sua primeira edição. A meu ver, esse sentimento é compartilhado por muita gente. Existe apenas uma revista à venda hoje que se encaixa nesse perfil, na minha opinião: a revista ZUM, da qual já falei várias vezes aqui. Então entendo a vontade do Felipe de colocar bloco na rua.

A revista está na sua oitava edição digital, e acabou de nascer, em janeiro desse ano, em versão impressa. É daquelas bem gostosas de ler. Seja no papel (ela é distribuida em escolas e centros culturais de São Paulo) ou no digital, através de seu layout na horizontal, que se encaixa perfeitamente bem em uma tela de computador.

Em suas (geralmente de 36 a 46) páginas, a revista traz um conteúdo colaborativo muito fluido e rico em imagens, com um certo destaque (não sei se intencional) pras fotos preto e branco. Os temas são tratados com cuidado e profundidade, sem com isso ficarem pedantes ou cansativos, o que é raro, como você sabe… :-)

Você vai encontrar desde uma edição especial sobre fotografia com iPhone até fotógrafos clássicos sérios e sisudos. Entrevistas com figuras como o Phill, da Lomography do Rio, até Luli Radfahrer, famoso publicitário, marketeiro, palestrante e incentivador das mais diversas iniciativas. Ou seja, é uma revistinha legal de se colecionar. Ela traz sempre entrevistas, portifólios (você pode mandar o seu!), debates sobre temas fotográficos e o que mais der na telha da cabeça do Felipe.

Se pudesse, comprava todas as edições impressas pra guardar e colocar na mesa pros amigos lerem quando me visitassem em casa. Essa revista é daquelas que te dá vontade de fazer isso… ;-)

Então chega de perder tempo. Parte logo pra cima, escolhe uma edição, e começa a ler!

 

André Corrêa

Marketeiro e fotógrafo amador (não necessariamente nessa ordem), criou o QueimandoFilme.com já que não consegue fazer fotos tão legais assim, e achou que de repente, como fotógrafo, daria um bom blogueiro. Fotografa com digitais e analógicas, sem preconceito e nem frescuras.

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Visão cultural anacrônica caracteriza audiência pública de Ana de Hollanda na Câmara

Retirado do Cinema & Outras Artes em 22/03/12 do endereço:

http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com.br/2012/03/visao-cultural-anacronica-caracteriza.html

Por Maurício Caleiro

A audiência pública de Ana de Hollanda na Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados, realizada ao final da manhã de hoje, dissipa qualquer eventual dúvida quando ao anacronismo de sua visão das relações entre cultura e internet.

Foi um espetáculo deprimente: ante arguidores em sua maioria anestesiados, desinteressados, a ministra da Cultura demonstrou não possuir os conhecimentos mínimos requeridos de um gestor cultural em sua posição, ostentando uma postura que choca pelo primarismo – expressado numa visão reducionista da cultura tão-somente enquanto produto cultural comercializável -, pelo conservadorismo – em contraste com o discurso da candidata Dilma – e, sobretudo, pelo atraso intelectual - ficou claro que as concepções de Ana quanto às relações entre produção cultural, mercado e internet apresentam uma defasagem de décadas e não se coadunam com os fluxos culturais que caracterizam o mundo contemporâneo.

A ministra afirmou temer pelo futuro da cultura brasileira devido à pirataria e à internet. Ou seja, para ela, a rede mundial de computadores, cujas imensas possibilidades de produção e circulação cultural são exaltadas por pesquisadores do porte de um Jesus Martín-Barbero, representa uma ameaça, e não um devir.

Foi constrangedor ouvir uma figura ligada a uma tradição familiar caracterizada pelo culto à inteligência e pela participação política progressista proferir uma visão a um tempo tão retrógrada, desinformada e, ao mesmo tempo, tão contrária ao bem coletivo e favorável ao lucro privado. A ministra deu mostras de confundir troca de arquivos pela web com furto e, assim, chamou veladamente tais internautas de ladrões.

Causa enorme preocupação a constatação de que o órgão máximo de gestão da cultura brasileira está sob o comando de alguém tão despreparado. É ingenuidade, porém, a crença de que o problema do MinC seja de ordem individual e que uma simples troca de nomes resolveria a questão. Ana de Hollanda é uma peça da política federal de cultura do governo Dilma Rousseff, e qualquer mudança só será efetiva se a ideologia orientadora de tal política for alterada a favor de uma abordagem positiva da cultura digital, da retomada dos grandes projetos de inclusão cultural da gestão Gilberto Gil/Juca Ferreira, hoje claramente boicotados, e do fim da visão mercadista e atrasada de direitos autorais que colocou o suspeitosíssimo Ecad no centro da cena cultural brasileira - a qual ora se encontra muito aquém de suas imensas potencialidades, em larga medida devido ao estrabismo cultural do Estado.

A audiência de Ana na Câmara dá-se em um momento em que a insatisfação acumulada pela classe artística, por ativistas digitais e pelos produtores culturais encontra-se na iminência de transbordar. Circula um manifesto, que une tanto artistas de centro-esquerda quanto do campo oposicionista, pedindo a substituição de Ana por Danilo Miranda, diretor cultual do SESC. Os ativistas digitais, que foram ponta-de-lança durante as eleições, formam certamente o grupo mais insatisfeito: se sentem traídos, dada a disparidade entre os compromissos com a cultura digital assumidos em campanha - para a qual contribuíram intensamente - e a postura mercantilista e corporativa assumida pelo MinC.

Dilma parece dar, cada vez mais e a um número cada vez maior de pessoas, a impressão de que seu governo concentra-se sobretudo em um esforço gerencial, alegadamente “desideologizado”, da economia – e que tudo o mais – políticas de gênero, educação, cultura - é supérfluo. A classe artística é numericamente pequena, mas tende a ser politicamente mais volátil e a ter um grande poder de influência. A insistência no retrocesso das políticas culturais, do qual Ana de Hollanda tornou-se o símbolo, além dos graves danos à cultura, à cidadania e à segurança jurídica na internet que já vem causando, pode vir a cobrar um alto preço eleitoral no futuro.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

O homem-bomba do brega

Retirado do Overblog em 21/03012 do endereço:

http://www.overmundo.com.br/overblog/o-homem-bomba-do-brega

Palestina. Foi neste pequeno município do sertão alagoano, em 2011, que encontrei pessoalmente o Bin Laden do Brega pela primeira vez. Eu estava cobrindo um evento que acontecia na cidade, e entre a correria do trabalho sob o cruel sol sertanejo e o calor desesperador, achei que estava alucinando quando vi aquele sujeito caracterizado de Bin Laden, ou melhor, Bin Laden do Brega, o terrorista do amor.

Claro que sua fama o precedia. Conheci Bin Laden do Brega, o artista, bem antes, de seus vídeos no YouTube. O mais popular deles, da música “O homem bomba”, de Bin Laden do Brega e João Alves, tem mais de 700 mil acessos! Naquela manhã quente em Palestina, não consegui sequer trocar uma ideia com ele. Sempre quis entrevistá-lo.

A oportunidade surgiu em janeiro de 2012. Após alguns contatos telefônicos com Bin Laden do Brega, e depois de rever seus vídeos na internet, tomei o rumo de Jacaré dos Homens, sua cidade natal, no sertão de Alagoas. E foi com este provável hit, “O homem bomba”, na cabeça, que peguei a estrada.

De Maceió, no litoral, até Arapiraca (AL), na região agreste, passei por três estradas agitadas com obras de duplicação, tratores, caminhões, carros e anúncios publicitários. Quando deixei Arapiraca para trás, o mundo mudou de repente.

Road movie

Oeste. Continuei nesta direção, e o agreste virou sertão. Estradas menos movimentadas, quase vazias. A terra em tons laranja e vermelho marciano anunciava mais uma estação de seca no semiárido alagoano. Ao longe, montanhas afegãs completavam uma paisagem semelhante à do Oriente Médio do Bin Laden original. Cores e texturas road movie me enchiam os olhos, enquanto cortava a AL-220 para Jacaré dos Homens. No céu nublado, nuvens carregadas de uma chuva que não cai. Um tipo de malvadeza climática, de tortura meteorológica, que zomba da fé do sertanejo.

A corrida desenvolvimentista do litoral ao agreste atrasou um pouco minha viagem. Já eram quase 11h da manhã, e Bin Laden do Brega me esperava na praça central de Jacaré dos Homens. Encontrei sinal de celular e consegui falar com o entrevistado. Tudo ok. Iria me esperar. Naquele dia, Bin Laden do Brega estava às voltas com as gravações do seu DVD. Disse a ele que chegaria logo, mas que adiantasse seu trabalho. Acompanharia as gravações quando chegasse por lá.

Jacaré dos Homens

Localizada na região da bacia leiteira do estado, Jacaré dos Homens, 5.413 habitantes, é uma típica cidade pequena do sertão. A igreja matriz, a praça central, a curiosidade com os forasteiros como eu, o calor assassino. Tudo ali.

Como previsto, não foi difícil encontrar Bin Laden do Brega. Ele estava na praça, a caráter: roupa camuflada, enormes bombas na cintura, armamento cenográfico em punho, Bin me esperava com a equipe de filmagem, formada por Elias Fotografias. Apresentações e saudações feitas, indaguei o nome do cinegrafista. “Elias Fotografias”, ele disse. Perguntei “Como?”. Ele respondeu com um gesto, apontou para o adesivo em sua moto. “Elias Fotografias”, dizia. Ok.

Apresentei-me. Conversamos rapidamente sobre sua participação, no domingo anterior, no programa do Faustão, na Rede Globo. Disse a ele que ficasse a vontade, e que gostaria de acompanhar as gravações. Dito isto, Bin Laden do Brega e Elias Fotografias começaram a discutir as tomadas do videoclipe que iriam filmar, o brega romântico “Um amor e nada mais”, autoria de Elton Matias, de Olho D’Água das Flores (AL), cidade vizinha.

Pronto. Começaram as filmagens. Um aparelho de som portátil tocava o mp3 enquanto Bin Laden fazia a dublagem. Gostei da canção. Um desses bregas bem clássicos, de rimar amor e dor. Uma beleza. Mais tarde comentei que gostei de como a voz dele soava naquela música, que cantou muito bem. “Bem mal”, respondeu ele sorrindo. “tem gente aqui em Jacaré dos Homens que já pagou para não me ouvir cantando.”

Após as gravações. Conversamos com mais calma. E ele me contou sua história.

De pedreiro a celebridade

“Programa do Jô, Show do Tom, Câmara Record, Ana Hickman, Legendários, Programa da Eliana”, Bin Laden do Brega enumerava os programas de TV que participou como atração musical, com as canções de seu primeiro disco, “Melô do Fusquinha” (2011). Neste momento, já éramos o epicentro das atenções de Jacaré dos Homens. Alguns fãs vieram tirar fotos com o cara que mostrou “Jacaré dos Homens para todo o Brasil”, como diz o texto em seus vídeos no YouTube.

Aos 53 anos de idade, José Almir Martins tinge a barba de branco com creme dental pra encarnar o Bin Laden do Brega. Pedreiro de profissão, é casado há quase 30 anos com Cícera Maria Martins. Foram dez filhos, mas três deles morreram antes de completar um ano de idade. Sua família foi vítima dos altos índices de mortandade infantil que Alagoas amargou durante muitos anos. Felizmente, estes índices foram reduzidos consideravelmente. Segundo informações oficiais, a Unicef vai produzir um livro sobre a experiência de Alagoas na redução da mortalidade infantil, com base em histórias como a que atesta o próprio Bin Laden: “Antigamente, 20 ou 30 anos atrás, sempre tinha três ou quatro caixões de criança subindo esta ladeira. Hoje em dia nem se vê nem se ouve falar disso. Nem aqui na cidade, nem na região.”

Sobre sua ascensão a celebridade regional através da música, e das suas mais de 700 mil visualizações no YouTube, Bin Laden do Brega conta que tudo começou depois dos atentados de 2001. “Alguns amigos falaram que eu era parecido com o Bin Laden e incentivaram a criação do personagem. Eu nem trabalhava com música nesta época. Passado algum tempo, o pessoal da produção do Programa do Jô e da TV Gazeta (afiliada da Rede Globo em Alagoas) passaram pela região para falar sobre cidades e lugares com nomes exóticos, como Coité do Nóia e Jacaré dos Homens. Aí eles conheceram meu trabalho, filmaram, e os vídeos foram parar na internet. Agora faço meus próprios vídeos.” Ele também contou que os amigos o ajudam a postar o material na rede, principalmente seu filho, Romário Martins, de 25 anos, que vive em São Paulo, onde trabalha em uma empresa ferroviária.

Pelo que conversei com Bin Laden e com os moradores de Jacaré, a cidade tem um bom acesso à internet e muitos moradores frequentam as lan-houses locais. Segundo o pessoal que passava na praça, parando para conversar um pouco comigo e Bin, todos na cidade já acessaram os vídeos do conterrâneo famoso. Percebi também, que Bin Laden do Brega inspira respeito, admiração e simpatia nos cidadãos de bem de Jacaré dos Homens. Escutei muitos depoimentos dos transeuntes, “Ele é muito esforçado. Muito sério”, ou “Uma pessoa muito boa!”, entre outras demonstrações de carinho e consideração com este patrimônio jacareense.

Ao vivo, Bin Laden do Brega apresenta-se com duas formações diferentes. Dependendo da ocasião, canta acompanhado apenas do tecladista Pedrão, ou da Banda Raio de Luz, de Neilton dos Teclados, que fez os arranjos do primeiro CD, gravado em Santana do Ipanema (AL), no Silvério Estúdio, e em Olho D’Água das Flores, no Ailton Estúdio. “Os meninos me ajudam”, diz o artista.

Seja qual for a formação, Bin Laden já se apresentou em quase todo o sertão alagoano, em festas municipais e eventos em Delmiro Gouveia, Palestina, Pão de Açúcar, Olho D’Água das Flores, Craíbas, São José da Tapera, Batalha e Monteirópolis (AL). “Ah! Também me apresentei em Juazeiro (CE), na TV Vale Verde do Cariri”, lembrou.

Apesar do aparente sucesso local e na rede, Bin Laden do Brega afirma que as 738.941 exibições de seu vídeo no YouTube não pagam suas contas, e que ele e a família lutam para conseguir reformar a casa onde vivem. O negócio da música e espetáculo ainda está longe de gerar a renda que eles sonham para suas vidas.

Making off

Seguimos para o segundo set de filmagens, próximo à casa de um amigo que emprestaria, mais uma vez, seu elegante fusca dourado para as produções do artista. Seguiram as gravações, aproveitei para fazer algumas fotos. Entre uma tomada e outra, sob o sol excruciante do começo da tarde, Bin Laden do Brega dizia “É difícil embaixo deste sol, com esta roupa e as bombas. Você pensa que ser artista é fácil?”, sorria e enxugava o suor da testa.

Realmente, as coisas nunca foram fáceis para o terrorista do amor. “Sou teimoso. Por isso, insisto. Aqui na cidade muitos diziam que isso não ia dar certo, mangavam de mim com gozação. Mas levei a sério, e estou tendo resposta, como os convites de várias TVs. Muitos me ajudaram – como o prefeito, ou o Galego do Seguro lá de Delmiro Gouveia. Tem muita gente que torce por mim. Outros não. Mas vou mostrar que vou vencer.”

Bin Laden do Brega contou seus próximos planos: terminar de gravar o DVD, com cenas nas serras e paisagens do sertão que lembram o Oriente Médio – “Muito criativo”, segundo o artista –, e seguir em frente, incansavelmente dedicado na divulgação de seu trabalho. Seu maior objetivo no momento é conseguir um produtor ou empresário, alguém que invista em sua carreira, ou algum patrocinador. “Nos finais de semana, tenho ido vender meus discos na Praia do Francês (em Marechal Deodoro, AL) e em Maceió. Nas praias, eu paro o trânsito, todos querem tirar fotos e conversar. É muito gratificante isso para mim.”

Antes de deixar Jacaré dos Homens, coloquei Bin Laden do Brega em contato com Caíque Guimarães, da Banquinha Popfuzz (assunto naedição nº 1 da Revista Overmundo), loja itinerante de discos independentes, um dos projetos mais exitosos do Coletivo Popfuzz. O grupo trabalha em uma perspectiva de economia solidária da cultura, para inserir artistas e produtores independentes na cadeia produtiva da música em Alagoas. Após o contato, me preparei para dar carona ao primeiro lote de “Melô do Fusquinha” para o catálogo da Banquinha Popfuzz.

De repente me dei conta de uma coisa! Onde andavam as binladinhas? Elas são as dançarinas dos vídeos na internet que acompanham Bin Laden do Brega, e que receberam elogios apaixonados de internautas do Oiapoque ao Chuí nos comentários do YouTube. Onde é que estavam? Ele me informou que em breve deve selecionar a quarta geração de binladinhas! “Pois é rapaz, as primeiras binladinhas já casaram e seguiram suas vidas. É assim, elas ficam famosas, arrumam namorados, casam, e eu sigo solo. O Bin Laden do amor, como dizem.”

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Esta reportagem integra a Revista Overmundo nº 5. Saiba mais noblog da Revista.

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Indústria fonográfica brasileira registra alta em 2011

Retirado do Cultura e Mercado em 21/03/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/mercado/industria-fonografica-brasileira-registra-alta-em-2011/

Da Redação

A Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) divulgou nesta segunda-feira (19/3) pesquisa que revela os números da indústria fonográfica nacional em 2011. A boa performance dos lançamentos de artistas nacionais alavancou as vendas e houve crescimento de 8,4% em valores, com faturamento total de R$ 373,2 milhões, sendo 7,6% relativos a CDs, DVDs e Blu-Rays e 12,8% às vendas em formato digital.

O consumo de música nacional aumentou seis pontos percentuais, com participação de 73,5% em 2011. As paradas também foram ocupadas pelos brasileiros, que tiveram 15 entre os 20 discos mais vendidos do ano. “Ágape Musical”, do Padre Marcelo Rossi, chegou a 1,5 milhão de cópias vendidas. Outro fenômeno foi a sertaneja Paula Fernandes, que também bateu a casa de 1 milhão, somados os discos “Ao Vivo” e “Pássaro de Fogo”.

A proporção de consumo entre vídeos músicas (DVD e blu-ray), CD e segmento digital (internet e telefonia móvel) manteve-se estável, com o setor de discos ainda na liderança, com 53%. Na segunda posição, a área de vídeo digital, com 31% do mercado, registrou crescimento de 9,6% em relação a 2010. As receitas com DVDs de música saltaram de R$ 102 milhões para R$ 107 milhões, enquanto o faturamento com blu-ray passou de R$ 3 milhões para R$ 9 milhões, ainda com tímida participação.

Já o setor digital permanece como terceira fonte de receita, respondendo por 16% do mercado, abaixo da média mundial de 32%, mas com surpreendente destaque para o download de músicas avulsas, que teve aumento de 310%. Os números de 2012 devem ser ainda maiores graças ao impacto da chegada do iTunes, loja virtual da Apple, ao Brasil. As vendas da empresa não representaram grande mudança em 2011, já que o início da operação foi no meio de dezembro.

*Com informações dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo e da coluna Avant-Première, de João Bernardo Caldeira, no Valor.

Redação http://www.culturaemercado.com.br

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