segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Patrocínios: da intuição à qualificação

Por Eliane Costa

Do Cultura e Mercado

Falar de patrocínios é falar de escolhas. Não me refiro à decisão quanto a patrocinar, ou não, um projeto específico. Falo de escolhas anteriores, aquelas que definem o posicionamento de uma empresa no mercado, e que, mais adiante, vão pautar suas estratégias de comunicação. Estas, por sua vez, alimentarão, na seqüência, as escolhas de patrocínios, desde a definição das áreas-foco (cultura ou esportes, por exemplo), até as decisões pontuais sobre patrocinar ou não um projeto específico.

Sendo o patrocínio uma das ferramentas da comunicação empresarial integrada, qualquer ação nessa atividade deve refletir escolhas prévias relacionadas à identidade, ao posicionamento de marca e às metas estratégicas da empresa. Quem são seus públicos prioritários e que valores ela deseja comunicar são perguntas cujas respostas precisam anteceder a decisão sobre o que patrocinar. São esses parâmetros que vão orientar, e, conseqüentemente, distinguir, a ação das diferentes instituições nessa atividade.

Uma política de patrocínios deve traduzir o contexto e os anseios específicos da organização. É natural, portanto, que as estratégias de uma empresa que defende ferozmente sua participação em um mercado altamente competitivo sejam distintas de outra que busca agregar valor à sua marca em uma perspectiva de longo prazo. Se o segmento dos grandes eventos, com artistas famosos e forte apelo midiático, poderia ser uma boa alternativa para a primeira, a preservação de acervos significativos da cultura brasileira se mostraria mais adequada às necessidades da segunda. Entre esses dois extremos, cabem, evidentemente, infinitas outras escolhas; o importante é ressaltar que o patrocínio pode estabelecer horizontes para além de uma perspectiva imediatista sobre o mercado.

Integrado às demais ferramentas que compõem o mix da comunicação, o patrocínio permite que a organização se comunique a partir da associação de sua própria marca a projetos, e, por extensão, aos valores que estes portam. Mas essas escolhas deverão, obrigatoriamente, fazer sentido para os públicos que lhe são caros.

De uma maneira mais ampla, as escolhas de patrocínio devem buscar ressaltar atributos de identidade da empresa, potencializar admiração, gerar espaços de relacionamento, atuar sobre alertas apontados em pesquisas, além de otimizar sua gestão tributária, no caso de recursos afetos às leis de incentivo.

No entanto, a maximização de visibilidade da marca e a otimização do usufruto de benefícios fiscais não devem ser as únicas variáveis a serem ponderadas quando uma empresa atua no incentivo a projetos culturais ou esportivos. Cada vez mais a responsabilidade cultural e socioambiental impõe perspectivas mais amplas a essa ação, exigindo, por exemplo, sintonia e articulação com as políticas públicas para cada setor. O patrocínio é, sem dúvida, uma ferramenta de comunicação com grande capacidade de agregar reputação a uma marca, ativo cada vez mais valioso para qualquer instituição.

Vemos, portanto, que uma política de patrocínios precisa dialogar com uma complexa gama de questões, que envolve, desde reputação e valor de marca, até sustentabilidade, direitos culturais, democratização do acesso às verbas, descentralização regional, diversidade étnica, passando ainda pelo viés da otimização tributária. Deve, também, atuar em sintonia com a cena contemporânea: novos protagonistas, novos arranjos produtivos, novas tecnologias sociais, novos paradigmas suscitados pela cultura das redes.

Fica claro, assim, que o patrocínio não se limita (ou não deveria se limitar) a um conjunto de ações pontuais ou voluntariosas do patrocinador, ou mesmo a escolhas focadas apenas na perspectiva do benefício fiscal: falamos aqui de um potente instrumento de comunicação e de gestão.

Nos últimos anos, a compreensão das potencialidades do patrocínio passou a requerer uma abordagem mais complexa dessa ferramenta de comunicação, por vezes ainda entendida de forma simplista (embora nem sempre ingênua), como um mero repasse de recursos. Isso exige das organizações uma maior sistematização de sua ação de patrocínios, incluindo a adoção de mecanismos de gestão democrática da demanda (editais de seleção pública de projetos, por exemplo), bem como o refinamento de seus processos e controles, ao lado da qualificação de seus técnicos e gestores.

Como vimos, a associação “empresa-projeto” não é aleatória, nem meramente intuitiva, mas deve representar a percepção de afinidades. E isso começa a ser compreendido tanto por patrocinadores quanto por patrocinados, que, nos últimos anos, buscam espaços de profissionalização/qualificação para suas atividades. Uma providência que certamente será positiva para todos.

*Eliane Costa estará no Cemec nos dias 18 e 19 de outubro, para o curso Patrocínio, Marca e Reputação. Clique aqui para saber mais.

Retirado do Cultura e Mercado em 09/09/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/patrocinios-da-intuicao-a-qualificacao/

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Lançamento do livro Copyfight: Pirataria e Cultura Livre

Enviado por Marcelo Soares Souza

No dia 10 de Setembro de 2013 reuniremos no Balaio Café, em Brasília (http://balaiocafe.com.br/), uma mesa com representantes de diferentes segmentos da cultura, política e tecnologia para debater temas relacionados à Pirataria, Liberdade de Expressão, Cultura Livre, Direitos Autorais, a Internet, o universo DIY, a produção do comum e os novos paradigmas da comunicação.

Além do lançamento do livro e da mesa de debates o evento também marcará o lançamento da webradio "Rádio Balaio" e de um servidor local "Balaio Livre" para compartilhamento de mídias livres no local. O debate será disponibilizado online via streaming ao vivo no site www.copyfight.in, e após o mesmo a noite seguirá com apresentação musical e vídeos relativos aos temas.

19 às 23hs: Mesa "Copyfight":

23 às 00hs: Projeção de curta metragens

00 às 2hs: Musicos + Dj + Vj + Jam  (9/11 J4M)

O Evento sera transmitido pelo Estúdio Livre: http://www.estudiolivre.org/stream/

O Livro

Copyfight: Pirataria e Cultura Livre

Para além dos conflitos travados pelos direitos de cópia, Copyfight nos leva às múltiplas trincheiras de um polêmico tema da atualidade: a propriedade privada sobre o imaterial. Artistas, pesquisadores, agricultores, camelôs, hackers, médicos... Qualquer pessoa encontra-se atualmente atravessada pelas questões de "propriedade intelectual" no seu dia a dia.

As redes e as ruas são os campos de batalha de uma guerra que se materializa nas campanhas anti-pirataria, na repressão aos ambulantes nas metrópoles e nos dolorosos dobramentos que as patentes de medicamentos e o controle sobre formas de vida causam. Mas que também se materializa no vazamento de informações "confidenciais" de governos e grandes empresas, na ocupação e produção autônoma das cidades e da internet, no desenvolvimento de software livre etc.

Copyfight se coloca nessa disputa a partir da constatação de que a dualidade "Copyright X Copyleft" e a tentativa de síntese efetuada pelo Creative Commons são incapazes de dar conta da multiplicidade de perspectivas e práticas que são desenvolvidas em torno da pirataria e cultura livre. Copyfight é um convite à produção de novos pontos de vista e práticas sobre esses temas, assim como a ocupação das redes e das ruas.

Baixe o livro Copyfight: Pirataria e Cultura Livre: http://www.copyfight.in

Participantes confirmados até então:

- Bruno Tarin (Copyfight / Universidade Nômade)

- Pedro Paranaguá  (Doutorando, Prof. da FGV e Assessor Técnico do PT na Câmara d@s Deputad@s nos assuntos relacionados a direitos autorais)

- Marcos Alves de Souza (Direitor de Direitos intelectuais do MINC)

- Bruno Lewicki  (Assessor da comissao de cultura e especialista em direitos autorais)

- Nara Oliveira (Designer que trabalha exclusivamente com software livre e produtora de conteúdo livre, sócia da empresa Gunga, www.gunga.com.br)

- Rafael Beznos (Produtor Musical e Audiovisual, desenvolvedor de tecnologias livres e sistemas DIY em hardware/software livre)

- Thiago Novaes (DRM Brasil)

- Deivi Kuhn  (Desenvolvedor e Assessor de Diretoria e Coordenador Estratégico de Software Livre da SERPRO)

- Laura Tresca (Artigo 19)

- Fabiana Goa  (Ativista e Militante da Cultura Livre)

Serviço

Evento: Lançamento do livro Copyfight: Pirataria e Cultura Livre

Programação:

Data: 10/09/13

  • 19 às 23hs: Mesa "Copyfight":
  • 23 às 00hs: Projeção de curta metragens
  • 00 às 2hs: Musicos + Dj + Vj + Jam  (9/11 J4M)

Local: Balaio Café, em Brasília DF (http://balaiocafe.com.br/)

O Evento sera transmitido pelo Estúdio Livre: http://www.estudiolivre.org/stream/

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Para que serve a Lei Rouanet?

Do Cultura e Mercado

Por Leonardo Brant

Não existe uma orientação clara sobre a função pública do principal mecanismo de financiamento à cultura do país no cenário político, econômico e cultural. A Lei Rouanet deve estimular a economia da cultura, deve fomentar e promover a diversidade cultural ou garantir os direitos e liberdades culturais aos cidadãos? Deve financiar a nossa precária infraestrutura, induzir o empreendedorismo, sustentar a classe artística, manter os nossos museus funcionando, desenvolver as indústrias criativas?

Foto: Véronique Debord-Lazaro A ausência de estratégia tem uma explicação. Enquanto o Estado não declara para que serve, a renúncia fiscal vira remédio para todos males, mesmo sem curar nenhum. Por enquanto, sabemos que é um excelente instrumento de comunicação empresarial, no caso do mecenato privado, e uma torneira que irriga o clientelismo político, no caso do Fundo Nacional de Cultura e do mecenato estatal. A cartilha “Cultura é um bom negócio” ainda impera, justamente porque nenhuma outra foi editada depois dela.

Sem definir exatamente o propósito da Lei Rouanet não podemos avaliar o seu sucesso ou fracasso. Tampouco podemos estabelecer metas, monitorar o sistema, aprimorá-lo, azeitar a máquina para produzir mais resultados, simplesmente porque não sabemos onde queremos chegar, com parâmetros objetivos. Tanto que a gestão do mecanismo é 100% focada no acesso ao sistema e em sua inegável melhoria processual. O que não se discute, avalia e corrige são os efeitos culturais e econômicos daquilo que ela produz.

Está claro que a Lei Rouanet não atende a nenhum dos objetivos estratégicos aqui levantados. Como instrumento de estímulo à economia é insuficiente, pois concentra todo o dinheiro na produção cultural, atrofiando as relações de mercado. É inócuo para promover a diversidade, já que concentra a decisão nas mãos de grandes empresas, grandes proponentes e do próprio governo, com seus grupos de sustentação. E não atua diretamente nos direitos e liberdades culturais porque não é um sistema articulado. Cada projeto tem seu objetivo próprio, pontual, isolado. Poderia ser orientado e coordenado pelo Estado.

O processo de discussão e construção do mecanismo que revoga a Lei Rouanet e cria o Procultura é um avanço em termos de reduzir os efeitos colaterais da Lei Rouanet. Mas ainda é um remédio que não cura qualquer doença, não revigora e não propõe nada de concreto para a cultura brasileira. Continua cheia de boas intenções mas carente de propósitos.

Retirado do Cultura e Mercado em 02/09/13 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/destaque/para-que-serve-a-lei-rouanet/

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Beco das Cultura 2013

Realizado de 14/12/2013 a 15/12/2013, em sua 3ª edição:

O ”‘Beco das Cultura’, que surge no intuito de fomentar as iniciativas artísticas no cenário local, fortalecendo os diversos meios, como a música,cinema,artes plásticas e as artes cênicas.

Tudo isso, para valorizar a cultura, visando uma intensa proposta de articular grupos locais e regionais a fim de se construir um intercâmbio, criando mais um meio para que os talentos das cidades passem a trocar experiências para além das fronteiras da Região dos Vales” (1).

As inscrições estão abertas até 28/09/13.

Mais informações e inscrições: aqui, aqui e aqui.

(1) Texto retirado do perfil do evento no TNB.

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Pereira da Viola da 29ª Festa Cultural de Poté

SERVIÇO

Evento: Show de Pereira da Viola – 29ª Festa Cultural de Poté

Dia: 12/09/13, às 22h00

Local: Centro de Eventos (Parque de Exposições)

Mais informações:

(33) 3525-1273

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A importância das etapas estaduais da III Conferência Nacional de Cultura

Do Implantação do SNC em MG

Neste momento importante de definições, os estados terão até o dia 29 de Setembro para realizar as etapas estaduais da III Conferência Nacional de Cultura. Para lembrar dos direcionamentos sobre os resultados destas etapas estaduais o MinC publicou recomendação no último dia 23 de Agosto, indicando aos estados que encaminhem 04 propostas por eixo temático, preferencialmente 01 por sub-eixo.

 

Clique aqui para acessar a Recomentação nº 01 do MinC

 

É fundamental que lembremos de conciliar objetividade e participação quando da realização das conferências. Assim, os delegados eleitos nas etapas municipais podem se organizar de uma vez para podermos já chegar na etapa estadual com um pouco mais de clareza e de força coletiva que nos ajude a atuar de forma compartilhada na gestão pública da Cultura. Como as etapas municipais já discutiram previamente os temas e apontaram conjuntos de prioridades, já temos os textos-base, além de todas as discussões já realizadas até hoje. Podemos nos antecipar.

Minas Gerais tem a criação do plano estadual de cultura como obrigatoriedade constitucional (através da emenda 81/2009, que alterou o artigo 207), indicando que cabe ao estado, entre outras coisas (coloco ao final do e-mail a íntegra do artigo atualizado pela emenda):

- Desenvolvimento de política que articule, integre e divulgue as manifestações

- Criação e manutenção de núcleos culturais regionais

- Estímulo às atividades de caráter artístico cultural, notadamente as de cunho regional

- Formação de pessoal qualificado para a Gestão da Cultura

- Manter Fundo de Desenvolvimento Cultural

- Estabelecer plano estadual de cultura, de caráter plurianual, para a garantia do exercício dos direitos culturais

Acredito sejam estes que nossos pontos iniciais de discussão da conferência estadual de cultura, afinal, Constituição não se discute, se cumpre, segundo meu entendimento.

Caso ainda restem dúvidas a quaisquer interessados, temos um documento da ALMG compilado durante o Fórum Democrático realizado brilhantemente pela instituição em 2010, como parte das ações do Direcionamento Estratégico “Assembleia 2020”, o qual visava orientar a agenda da Assembleia Legislativa Estadual até o ano de 2020, e que traz sólidas contribuições à Construção das políticas de Cultura do Estado. O árduo trabalho da Diretoria de Planejamento e Coordenação da ALMG e toda a equipe técnica do órgão deixam clara a importância do envolvimento efetivo do legislativo neste processo, afinal é ali que podemos consolidar em leis os rumos que definirmos como prioridade durante nossos trabalhos coletivos. Ademais, penso que temos uma importante e necessária recuperação dos documentos das conferências de 2005 e 2009, os quais devem ser compilados e distribuídos de imediato à sociedade civil e aos delegados eleitos de modo a subsidiar as deliberações da III Conferência Estadual de Cultura.

 

Clique aqui para acessar o documento final do Fórum Democrático para o Desenvolvimento de Minas Gerais : Cultura

 

Outros estados devem ter legislação semelhante. Vamos nos organizar enquanto sociedade civil e trocar informações sobre isto. Bahia, São Paulo, Pernambuco, Acre, Espírito Santo, Ceará, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Alagoas. A hora de a Cultura fazer a diferença para as nossas cidades chegou.

Retirado do blog Implantação do SNC em MG em 30/08/13 do endereço:

http://sncmg.wordpress.com/2013/08/30/a-importancia-das-etapas-estaduais-da-iii-conferencia-nacional-de-cultura/

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FESTIVALE Faz a Festa da Cultura Popular

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