quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MinC lança piloto de sistema nacional de indicadores culturais

Retirado do Cultura e Mercado em 15/08/12 do endereço:

http://www.culturaemercado.com.br/politica/minc-lanca-piloto-de-sistema-nacional-de-indicadores-culturais/

Da Redação

O projeto piloto do Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura (SNIIC) foi lançado em Florianópolis no início deste mês, durante o encerramento do II Seminário de Planos Estaduais de Cultura. O sistema é uma base de dados nacional unificada, que trará o mapeamento de produtores culturais, grupos, pesquisadores e artistas em suas diferentes habilidades e expressões artísticas.

Segundo Evaristo Nunes, coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais do MinC e responsável pela finalização do sistema, o SNIIC deve entrar em funcionamento ainda este mês. Embora deva ser alimentado pelo próprio usuário, em regime de rede colaborativa, o sistema irá iniciar suas operações com o cadastro de 70 mil usuários registrados pelo MinC  no sistema de acompanhamento da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de Cultura.

O SNIIC deve disponibilizar para consulta informações sobre a cultura brasileira dentro e fora do país, com o intuito de subsidiar pesquisas sobre sua penetração no exterior. Os indicadores deverão ser usados pelos governos estaduais e municipais para estabelecerem suas metas e diretrizes dentro dos planos de cultura.

Com a consolidação do projeto, será possível gerar pesquisa a partir do cruzamento comparativo dos indicadores culturais com outras bases de dados, como o Siape, o Salic (Sistemas de Apoio às Leis de Incentivo), para obter dados sobre financiamento cultural.

A ideia é que em pouco tempo o SNIIC possa expandir-se a ponto de se tornar uma plataforma de serviços para que artistas e pesquisadores encontrem seus pares ou saibam, por exemplo, quais as pesquisas mais abordadas em sua área. Produtores poderão localizar outros produtores e a sociedade poderá encontrar espaços para consumir bens culturais.

Para saber mais, acesse a página do SNIIC.

*Com informações do site da Universidade Federal de Santa Catarina

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Centro de Arte Popular – Cemig (CAP)

Retirado do site da SeC-MG em 15/08/12 do endereço:

http://www.cultura.mg.gov.br/museus-de-minas-gerais/centro-de-arte-popular

APRESENTAÇÃO

O antigo Hospital São Tarcísio, na Rua Gonçalves Dias, foi transformado no Centro de Arte Popular - Cemig, inaugurado no dia 19 de março de 2012. Com projeto dos arquitetos Janete Costa e Acácio Gil Borsoi, o novo equipamento cultural, que está sob a administração da Superintendência de Museus e Artes Visuais, integra o Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

O Centro é um espaço dinâmico, capaz de refletir a riqueza e a diversidade cultural de Minas Gerais, de dinamizar a produção, o consumo e a fruição culturais e de atuar como poderoso fator de inclusão social, na geração de empregos e de renda.

Espaço privilegiado de divulgação e apreciação do trabalho dos artistas populares de Minas e do Brasil, o Centro oferece a seus visitantes a oportunidade de conhecer nossa arte de raiz, participando, compartilhando e visualizando ativamente as diferentes artes produzidas no país.

O projeto museológico do Centro de Arte Popular - Cemig foi elaborado para conduzir o visitante ao mundo do imaginário do artista que, através de sua arte, nos leva às suas origens, culturas, histórias, crenças, religiões, lendas, verdades, fazeres e práticas de um povo que traz nas mãos a tradução de um sincretismo cultural próprio e característico do povo brasileiro.

Histórico do prédio

A edificação principal, projetada inicialmente para uso residencial pelo arquiteto Luiz Signorelli, segue as características do ecletismo. Aprovado em 1928, o projeto recebeu mais tarde, em 1946, acréscimo de um terceiro pavimento e, posteriormente, foi implantado um anexo, já com influência modernista. As áreas construídas somam aproximadamente 1.500m² e seus espaços são possíveis de sofrer adequação ao novo uso proposto.

Não há tombamento em qualquer instância de governo, mas por se localizar no entorno da Praça da Liberdade, deve seguir diretrizes altimétricas definidas pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, que solicitou o tombamento da edificação em nível municipal.

ARQUITETURA E MUSEOGRAFIA

Arquitetura

Nome de destaque na valorização da Arte Popular Brasileira, a arquiteta responsável pelo projeto do Centro de Arte Popular - Cemig, Janete Ferreira da Costa nasceu em Garanhuns (PE), em 1932 e faleceu em novembro de 2008. Janete cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, e a de Planejamento de Interiores, no Instituto Joaquim Nabuco, em Recife (PE).

Responsável por centenas de projetos de arquitetura de interiores e ambientação de residências, prédios públicos, escritórios de empresas e, sobretudo, de hotéis, Janete executou projetos em todo o Brasil e no exterior, usando como complemento obras de artistas brasileiros.

Seu trabalho tem como características, além da linguagem contemporânea e do profundo conhecimento dos materiais e da sua adequação e coerência com os ambientes criados, a valorização da Arte Popular Brasileira e a criação de design exclusivo e personalizado para os projetos.

O escritório responsável pelo projeto do Centro de Arte Popular -Cemig é o Borsoi Arquitetura Ltda., sendo que também participaram do projeto os arquitetos Acácio Gil Borsoi, falecido em 4 de novembro de 2009, Rosa Aroucha e Marcelo Neves.

Museografia

A museografia do Centro de Arte Popular - Cemig teve como finalidade valorizar e deixar claro ao visitante as referências materiais e não-materiais que definem a identidade de diferentes grupos humanos – artistas e artesãos – no tempo e no espaço.

Assim, o novo espaço cultural deu ao artista popular a oportunidade de mostrar sua arte em um espaço próprio, onde as obras estão sendo exibidas museograficamente. Com curadoria criteriosa e ampla, as obras foram selecionadas com rigor e destaque aos grandes artistas mineiros vivos ou mortos.

O projeto de museografia e a curadoria são de Eliane Guglielme e Mário Santos. O projeto luminotécnico é de Mário Santos e o de ambientação é de Carmem Roberta Gil Borsoi e Mário Santos.

 O ESPAÇO

Tecnologia

Preparado tanto para abrigar exposições de longa duração quanto temporárias, o Centro de Arte Popular - Cemig conta com moderno aparato tecnológico.

Mídias, som e imagem tornam as exposições mais dinâmicas, contemporâneas e interativas, e ajudam na contextualização dos temas, mostrando ao visitante uma dimensão mais ampla e profunda do histórico cultural de cada região. Assim, as músicas regionais, entrevistas e imagens locais das comunidades são complementos expositivos e interativos com referências às obras expostas, suas origens, seus autores, entre outras informações.

A cenografia geral do Centro de Arte Popular - Cemig inclui projeções de imagens, sound tube, mapa interativo no chão,backlights, totem com computador touch screen, fotografias nas paredes, TVs LCD, entre outros equipamentos.

Diversos ambientes

Nos 1° e 2° andares, estão duas salas de arte popular mineira, com esculturas e obras organizadas por materiais, temas e cronologia. Dessa forma, há espaços distintos para: esculturas em madeira e em cerâmica; telas; teares; instrumentos musicais; sala multimídia, e um espaço que destacará os principais celeiros de arte popular de Minas Gerais, como por exemplo, o Vale do Jequitinhonha.

O Centro conta ainda com sala multiuso e auditório para realização de seminários, conferências, palestras, laboratórios de arte, workshops, cursos de atualização cultural, entre outros, além de um espaço multidisciplinar para realização de atividades cujo objetivo principal é informar, formar e dotar o museu de uma dinâmica cultural.

Na área externa, há um jardim para o café com mesas e comercialização de produtos alimentícios locais.

Exposição Temporária e de Longa Duração

O acervo total do Centro de Arte Popular Cemig tem cerca de 800 peças, grande parte delas pertencente ao Estado, mas também oriundas de empréstimo, através de comodato, de acervo de colecionadores privados e de outras instituições museais.

A exposição de longa duração apresenta ao público cerca de 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais. Isso inclui desdeas manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos.

Para demonstrar a diversidade da produção de arte popular do Estado, a mostra traz obras de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Araxá, São João Del Rey, Ouro Preto, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados e Sabará. Há fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, instalações, peças de festas religiosas, ex-votos pintados, oratórios, santos e pinturas populares de artistas como Noemisa, GTO, Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica, além de outros anônimos.

Primeira exposição temporária

A mostra "Atos de fé" exibe ao público, pela primeira vez, um recorte da coleção de 3.000 peças da colecionadora tiradentina Maria Zahle Penna, composta por oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVII, XVIII e XIX. Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII produzido por escravos e com peças feitas pelo Mestre Borboleta.

 

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Implantação do Sistema Municipal de Cultura em Teófilo Otoni e região

clip_image001Nos dias 09 e 10 de agosto (quinta e sexta da semana passada), estivemos no seminário sobre o Sistema Nacional de Cultura – SNC e a implantação do Sistema Municipal de Cultura em Teófilo Otoni e municípios da região. Organizado pela Prefeitura de Teófilo Otoni, por meio de sua Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Aberto na manhã desta última quinta-feira (09) no auditório da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM – teve como tema a construção de políticas públicas de cultura, com foco em orientações sobre o Sistema Nacional de Sistema Municipal de Cultura nos Municípios da nossa região, que possibilitará a construção de diretrizes norteadoras para a elaboração do Plano de Cultura.

Coordenando o evento, o consultor da Unesco, José de Oliveira Júnior, falou que 17 consultores foram contratados no país inteiro para essa atividade de implantação e orientação do Sistema Nacional de Cultura:

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“Temos uma função importante, de dar suporte aos municípios que fizeram adesão ao sistema, lembrando a estes que não há limitações para a assinatura do Acordo de Cooperação Federativa com o Ministério da Cultura neste período eleitoral, e todos podem faze-lo (visando a implantação dos sistemas municipais). Uma das dificuldades históricas que o Brasil tem por parte dos ministérios é dar suporte para os municípios. Os programas são muito interessantes para o país, mas os municípios que tem menos recursos pela distribuição dos tributos, não conseguem avançar nas políticas propostas nacionalmente por não terem suporte. A Unesco e o Ministério da Cultura pensaram que estes 17 consultores poderão orientar durante o tempo de um a dois anos os municípios e acompanha-los na implantação do Sistema Nacional de Cultura”.

A secretária municipal de Educação e Cultura, Rosiane de Lima Brito, informou que o município de Teófilo Otoni já fez a adesão ao SNC desde 2005, segundo ela:

“É de extrema importância a participação da comunidade na construção das políticas públicas de cultura. O setor cultural no município tem tomado rumos diferentes, muitos artistas vêm se destacando na cidade e fora da cidade, mas cultura não é apenas apresentações musicais ou teatrais, vai além disso”.

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Já a prefeita Maria José disse que fica feliz por inserir o município no sistema:

“Gostaríamos de agradecer a presença do Consultor da Unesco-MG, José de Oliveira Junior, que veio nos instruir nas mudanças que se fazem necessárias para a implementação das propostas do Sistema Nacional de Cultura”.

Diversos municípios se fizeram representados, Itambacuri, Pescador, Novo Cruzeiro, Itaipé, Frei Gaspar, Poté, entre outros. O primeiro dia do seminário portanto, foi um momento para a apresentação do Sistema Nacional de Cultura e o que espera-se para as versões municipais, incluindo os procedimentos para que as municipalidades possam aderir ao novo formato de formatação, implementação e gestão pública da cultura em nosso país.

Ao final do dia foram formados grupos de trabalho para o planejamento e desenvolvimento de ações para a mobilização do setor cultural e da sociedade civil em geral para a construção coletiva do Plano Municipal de Cultura, que é decenal e norteará a política pública cultural em nosso município.

No dia 10, iniciou-se a discussão e apresentação do sistema para os diversos segmentos do setor cultural, instituições, produtores e artistas participaram das conversas e discussões, assim como representantes das redes pública e privada de educação, atores imprescindíveis à construção de uma sólida e profícua política cultural em nosso município.

O José Júnior, ressaltou durante todo o seminário que o planejamento da cultura tem de estar atrelado a todos os demais aspectos das políticas públicas, tais como a saúde, educação, planejamento urbano, e em última instância, ela tem de ser levada em consideração quando planejamos com a cidade que desejamos construir.

clip_image004Após o término do seminário, ocorreu uma reunião no gabinete da Prefeita Maria José para discutir sobre recursos para destinados ao Sistema Municipal de Cultura em Teófilo Otoni. Participaram o José Júnior, consultor da UNESCO/MinC, as secretarias municipais de Planejamento, Fazenda, Educação e Cultura.

Segundo Júnior, o encontro serviu para mostrar aos gestores municipais a importância do investimento no setor e a elaboração de políticas públicas sintonizadas com as necessidades da nova economia.

“Nesse encontro, apresentamos à prefeita, bem como as secretárias municipais de Planejamento, Fazenda, e Educação, a necessidade de o município investir um percentual razoável do orçamento municipal no Fundo Municipal de Cultura, que também receberá repasses de recursos do governo federal, nos mesmos moldes do Sistema Único de Saúde.”

Já a diretora da Divisão de Cultura, Beatriz Farias, destacou a atenção dirigida ao município:

“Viemos discutir recursos que iremos destinar à cultura em Teófilo Otoni; discutir o Sistema Municipal de Cultura, Plano Municipal de Cultura e quais diretrizes norteadoras que vamos traçar a partir de agora para a política cultural do município”.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni e fotos: Sérgio Guimarães.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

primeiro encontro de violeiros de teófilo otoni, nesta sexta!

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Processo seletivo de apoio a projetos do FNC

Retirado do site do MinC em 13/08/12 do endereço:

http://www.cultura.gov.br/site/2012/08/10/processo-seletivo-de-apoio-a-projetos-do-fnc/

Edital prevê R$ 10,5 milhões em investimentos

O Ministério da Cultura publicou nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial da União (seção 3, páginas 14 a 16), edital abrindo processo seletivo de apoio a projetos do Fundo Nacional de Cultura (FNC). As inscrições vão até 24 de setembro.

Podem participar órgãos da administração pública direta e indireta nos estados, municípios e Distrito Federal, além de instituições privadas de natureza cultural sem fins lucrativos com, no mínimo, três anos de atividade comprovada.

Inscrições

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio do Sistema SalicWeb, disponível no site do MinC e cada participante pode participar com apenas um projeto por categoria.

Serão distribuídos, ao todo, R$ 10,5 milhões para projetos iniciados entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013. Os recursos serão divididos em cinco categorias:

Acesse os arquivos referentes ao edital:

Cartilha

Anexos I e II do Edital

Edital

Relação dos Editais vigentes

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

BECO DAS CULTURA 2012 GANHA APOIO DO CIRCUITO DAS PEDRAS PRECIOSAS

Retirado do site do Circuito das Pedras Preciosas em 10/08/12 do endereço:

http://www.pedraspreciosas.tur.br/index.php?p=topico1&codigo=18

BECO DAS CULTURA 2012 GANHA APOIO DO CIRCUITO DAS PEDRAS PRECIOSAS

O Beco das Cultura 2012 vem  ganhando novas parcerias. Desta vez foi a vez da Associação dos Municípios do Circuito Turístico das Pedras Preciosas se integrar nesta arrojada e vanguardista empreitada.

Criado em 2011 por um grupo de artistas, produtores e incentivadores da cultura de Teófilo Otoni e região, o evento, inspirado no Beco das Garrafas carioca, movimento que deu novo impulso à cultura brasileira, é uma espécie de tropicalismo borun-mucuriano, no qual as mais diversas expressões culturais, como hip hop, artes visuais, artesanato, fotografia, teatro, música, cinema, graffitti, dentre outras expressões, têm sua vez  através de apresentações em espaços públicos e privados de Teófilo Otoni. Nesta edição foram escolhidos coletivamente três conceitos que definem a proposta: diversidade, sustentabilidade e liberdade criativa.

Nestes pilares, artistas do município, de municípios dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e até de outras localidades do estado e do país podem se inscrever e participar nesta, que já está sendo considerada uma das mais importantes iniciativas culturais do Brasil. Para Bruno de Sá, gestor do Circuito: “É imprescindível que a Associação do Circuito das Pedras Preciosas se una a esta iniciativa. Não tem como desvincular um trabalho do outro. Afinal, trata-se de uma proposta de fomento e desenvolvimento da cultura local, que é uma matéria prima do turismo regional. Oportunizar a participação dos artistas dos municípios filiados ao Circuito é evidenciar estes municípios também no conceito turístico, pois o público que irá a este evento também será despertado a conhecer as riquezas culturais do entorno de Teófilo Otoni.”- refletiu Bruno.

AmpliarJá para a comissão organizadora do Beco das Cultura  2012,  o objetivo do evento é proporcionar a  Teófilo Otoni 17 horas ou mais de programação cultural ininterrupta, inovadora, criativa, diversa, democrática, de caráter sustentável, para fins de formação de público, articulação e profissionalização do setor cultural e o estabelecimento de uma agenda cultural de qualidade para a cidade. O evento está marcado para o dia 15 de dezembro, época em que tradicionalmente Teófilo Otoni já começa a receber seus “filhos” ausentes, turistas em transito e outros visitantes diversos. Neste contexto, o Beco ajudará a suprir a demanda por diversidade de atrações para este período. 

Informações sobre o evento e sobre  inscrições para a participação de artistas podem ser obtidas no site do Beco das Cultura. O evento vem recebendo inscrições diárias, inclusive de artistas de outros estados, que passarão posteriormente por uma seleção da Comissão Organizadora, que então definirá a programação final. Além de apoiar a participação dos artistas da região, a Associação do Circuito também facilitará a participação de artistas de outras partes do país. Parabéns ao terceiro setor da cultura e do turismo de Teófilo Otoni e Região!!!

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Energia e Dinergia para empreender de forma sustentável

Retirado do Cultura e Mercado em 10/08/12 no endereço

http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/energia-e-dinergia-para-empreender-de-forma-sustentavel/

Por Minom Pinho

Em 2009, eu e André Martinez decidimos convergir nossos conhecimentos, experiências e utopias para elaborar e disseminar juntos uma metodologia capaz de dar conta da complexidade dos empreendimentos culturais, criativos e sociais.

Desde então, tivemos a oportunidade enriquecedora de colaborar e mediar reflexões entre empreendedores e gestores de diferentes segmentos culturais e criativos: Pontos de Cultura do Estado de São Paulo, bandas de música independente em Belo Horizonte, projetos culturais em periferias de metrópoles brasileiras, realizadores e produtores culturais do interior do Estado de São Paulo e do pampa gaúcho, jovens empreendedores da “Manhatan” paulistana, ativistas da Rio+20 e tantos outros.

Percorremos dezenas de localidades somando interior, litoral e capitais. Somente no 5º Encontro de Capacitação da Rede de Pontos de Cultura, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Comissão Paulista dos Pontos de Cultura, dialogamos com cerca de 600 empreendedores socioculturais nos nove encontros realizados no primeiro semestre de 2012.

Durante os encontros, conhecemos muita gente “de verdade” e iniciativas absolutamente inspiradoras. Assistimos a espetáculos musicais, cênicos e de cultura popular, resultado do trabalho cuidadoso de educadores e realizadores culturais.

Singularidade, afeto, diversidade, expressão, mitos e símbolos exalavam o Brasil que amamos mais. Há outros Brasis que amamos menos. Mas, estes, não estavam lá … Lá, só tinha congada, jongo, gente de todas as idades tocando juntas, jovens dançando brasilidades e contemporaneidades, figureiras de Taubaté esculpindo e pintando belezas azuis em punhados de terra, tropeiros cozinhando memórias de quintal, presentes encantados da Festa do Divino de Joanópolis, viola caipira, hip hop de Ribeirão, samba de Americana, poesia-repente do Sarau do Charles, costureiras cantoras vestidas de chita e crianças que acordam às 5 da matina felizes e viajam hora e meia para cantar epifanias em Bolhas de Sabão.

Lá vai o trem sem destino…

Lá vai a vida a rodar…

Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar…

Vai ensinar o quê para este povo? Singularidade? Diversidade? Dimensão simbólica? Inclusão social? Valor cultural? Arranjos criativos locais? Potenciais do território? Pois é. Aprendemos mais do que ensinamos.

É dispensável dizer que somos entusiastas dos Pontos de Cultura e daquelas outras iniciativas comunitárias que também atuam como pontos de difusão cultural, simbólica, mítica e afetiva pelo Brasil. Somos entusiastas da Economia Criativa e de todo e qualquer fluxo de pensamento-ação que aponte para a interdisciplinaridade e para o diálogo entre setores. Somos, antes de tudo devotos das soluções locais e acreditamos serem elas a luz e o caminho que nos conduzirão às almejadas, porém complexas, soluções globais.

Quando falamos sobre economia criativa e seus diálogos com iniciativas socioculturais locais há de se aprofundar o debate: quais os desafios que se apresentam aos empreendedores socioculturais e criativos? Neste momento, em que a Economia Criativa ganha destaque no panorama atual (econômico, cultural, social e ambiental) modificando pautas de desenvolvimento, torna-se necessário entendermos o que motiva o Brasil e outras nações pelo mundo a estabelecer políticas de investimento e de fomento a empreendimentos culturais e criativos nos seus territórios.

O conceito de Economia Criativa, embora recente, mantém intensa convergência com as questões de sustentabilidade local e global e está intimamente relacionado com as novas fronteiras tecnológicas: informação, inteligência, convivência e colaboração. Elas irrompem perspectivas jamais experienciadas: virtualidade, hipertextualidade, interatividade, potenciais de cocriação, intercâmbio de conhecimentos, difusão de conteúdos e novas formas de aprender. Diferente da economia tradicional, fortemente amparada na produção de bens de consumo (tangíveis) e dependente de recursos materiais para sustentar seus fluxos, a economia criativa baseia-se na produção e difusão de bens intangíveis e dependentes de insumos imateriais para a sua sustentação como criatividade, diversidade cultural, inovação, know-how, recursos intelectuais e ativação de potenciais locais.

Os conceitos de Economia Criativa e de Economia Verde nascem da necessidade da transição e mudança de paradigmas de atuação humana: da Era industrial para a Era do Conhecimento; da Sociedade de Consumo para a Sociedade da Informação; da economia de alto impacto ambiental para uma economia de baixo impacto ambiental, do pensamento individual e concentrador de patrimônios, ativos e renda para o pensamento coletivo e gerador de riquezas compartilhadas; da competição para a colaboração, da lógica da escassez para a lógica da abundância, do sucesso econômico do negócio individual para os fluxos e interações da cadeia produtiva e criativa no território, da atuação setorial para a intersetorialidade.

A questão colocada é simples: a produção e distribuição de bens de consumo degradam o meio ambiente, dependem de recursos materiais e finitos e, em geral, perdem valor com o tempo. Por outro lado, a criação, produção e circulação de bens intangíveis, culturais e criativos, dependem da criatividade humana, são recursos imateriais e infinitos e, portanto, não impactam o meio ambiente e, em geral, não perdem valor com o tempo.

A economia criativa traz inúmeros potenciais de transformação local e global, mas fazer isto acontecer de fato não é tarefa tão simples. Vários questionamentos e desafios configuram-se a partir do enunciado presente no Plano da Secretaria de Economia Criativa: a criatividade e a diversidade cultural brasileiras como recursos para um novo desenvolvimento.

Como conciliar na prática desenvolvimento econômico, preservação ambiental, diversidade cultural, inclusão social? Cultura é negócio? Como compor arranjos produtivos e criativos locais compreendendo potenciais do território e a formação de cadeias sustentáveis e justas? Como repensar a atuação empreendedora no território como geradora e potencializadora de ativos culturais e criativos, sem perder de vista as perspectivas social, simbólica, ambiental e política? Como conciliar perspectivas individuais e coletivas? Como garantir que contextos culturais, sociais, humanos, digitais e intangíveis contemplados pela economia criativa possam ajudar a resolver impasses atuais da economia tradicional focada apenas no consumo? As cadeias criativas e produtivas podem ser cadeias afetivas? Os modelos convencionais de empreendedorismo de negócios atendem plenamente às propostas transformadoras da economia criativa? É possível dar saltos criativos e inovadores compreendedo apenas o atendimento ao mercado?

São muitas perguntas e as respostas dependem das práticas que serão consolidadas por todos nós: governos, organizações sociais, empresas, sociedade civil, realizadores culturais, empreendedores criativos, públicos atendidos.

Acreditamos que tudo começa pelo modelo de empreendedorismo que adotaremos no percurso. Para concretizar os potenciais trazidos pelos princípios e conceitos da economia criativa é preciso criar novos modelos de empreendedorismo. O empreendedorismo social é um bom exemplo da necessidade de rever padrões de planejamento e gestão sob óticas mais sustentáveis e colaborativas. Quando falamos de inovação em empreendedorismo aplicado ao universo criativo e sociocultural, precisamos inserir novos elementos de análise e planejamento: linguagens artísticas aplicadas, ética, estética, redes culturais e criativas atuantes, espaço para rupturas e criação de novos conteúdos, diversidade cultural presente nos territórios e tantos outros. O empreendedorismo convencional utiliza lógicas exclusivamente econômicas e focadas em parâmetros de mercado. Esta abordagem é insuficiente para dar conta da complexidade da economia criativa e dos seus empreendimentos. Talvez, por este motivo, tenhamos avançado tão pouco no alcance dos índices de sustentabilidade global e local. Ecologicamente correto, socialmente justo e culturalmente aceito são elementos que ajudam a avaliar a sustentabilidade de um empreendimento humano , entretanto costumam ficar em segundo plano, enquanto o quesito “economicamente viável” ocupa quase todos os espaços na balança das escolhas que movem os empreendedores hoje.

Na prática, os modos tradicionais de análise e planejamento de empreendimentos utilizam abordagens binárias “ou/ou”. É um padrão de pensamento linear que focaliza uma única disciplina, a econômica. Esta prática se torna mais danosa, quando os empreendedores socioculturais e criativos estabelecem uma hierarquia entre a lógica do mercado e as demais lógicas aplicáveis: motivação sociocultural ou criativa, benefícios sociais gerados, promoção de diversidade cultural local, contribuição para processos de aprendizado coletivo, preservação ambiental dentre outras que podem e devem embasar a atuação empreendedora nos territórios. Sem dúvida, os empreendedores socioculturais e criativos estão diretamente envolvidos com processos que impactam a economia local. Entendemos que a gestão de projetos, programas e empreendimentos culturais e criativos envolve processos econômicos, mas incorporar perspectivas econômicas à atuação cultural e criativa não pode significar abandonar as finalidades artísticas, as transversalidades e os efeitos bio-psico-sociais produzidos. Tratar elementos intangíveis exclusivamente como objetos mercadológicos é uma espécie de esterilização que rouba a fertilidade criativa e desvirtua o sentido que move os empreendedores.

Para que a economia criativa alcance seus potenciais no Brasil e no mundo, precisamos repensar e ampliar os conceitos, métodos e práticas empreendedoras inspirando mudanças de paradigmas que nos permitam migrar do pensamento linear para o complexo. A proposta apresentada é a de incorporar dinergias que equilibrem e harmonizem as energias criadoras e produtivas desenhando caminhos para um novo empreendedorismo, mais sustentável e justo. Para tanto, sugerimos um novo conceito, o planejamento dinergético.

Dinergia é o processo de criação de padrões pela união dos opostos. Historicamente, o termo foi cunhado por György Doczi para exemplificar a distribuição energética presente nas harmonias naturais e estudadas pelos artistas, filósofos e cientistas, do passado e da atualidade. Tendo como signo o Retângulo Áureo, dinergia é um vocábulo que expressa a energia criadora pela ordem harmônica.

O planejamento dinergético, é inclusivo “e/e” e não deixa de lançar mão dos instrumentos tradicionais de análise e planejamento, mas se apropria deles em diálogo com outras disciplinas. São novos padrões de pensamento e ação. Razão e intuição. Ciência e arte. Isto e aquilo. Lado direito e esquerdo do cérebro. Concreto e abstrato. Tangível e intangível. Singularidade e diversidade. Linear e complexo. Os opostos gerando o equilíbrio.

O planejamento dinergético nos permite conjugar vários movimentos que nos conduzem a um novo modelo de empreendedorismo, mais harmônico e conectado à vida. Empreender pensando exclusivamente em lógicas de mercado nos induz a reproduzir ao invés de criar, repetir ao invés de inovar, desenvolver linearmente ao invés de aprender a partir da complexidade. Empreender de forma sustentável implica compreender os impactos das ações nos territórios e reorientar práticas a partir dos aprendizados acumulados no processo, isto é, empreender com sentido coletivo, propósito compartilhado, método vivo e flexível e aprendizado expansivo. Estes quatro elementos (sentido, propósito, método e aprendizado) são fundamentais à construção do planejamento dinergético. Quando compreendemos que empreender é “aprender” e não “desenvolver”, criamos espaço para o surgimento de novos pontos de vista, de novos paradigmas.

Pensamento que gera ação. Ação que gera pensamento. Sustentabilidade passa a ser um ciclo contínuo em que todos os sistemas são fundados do equilíbrio e no respeito integral à vida.

O filósofo francês Edgar Morin afirma em seu livro Rumo ao Abismo (Editora Bertrand Brasil, 2007):

Se é verdade que o nosso organismo traz em si células-tronco indiferenciadas capazes, como as células embrionárias, de criar todos os diversos órgãos de nosso ser, a humanidade também possui em si as virtudes genéricas que permitem criações novas. Não devemos mais continuar na rota do “desenvolvimento”. Precisamos mudar de caminho, precisamos de um novo começo.

Se empreender significar aprender, poderemos experimentar novas formas de atuação que extrapolem a disciplina econômica para abrigar contextos de colaboração entre atores internos e externos das iniciativas, integrando processos de pesquisa, ação e aprendizado e utilizando a interdisciplinaridade e a dinergia para buscar o equilíbrio econômico, ambiental, cultural e social desejado. Este pode ser o novo começo que precisamos.

A economia criativa abre janelas para a valorização dos bens intangíveis, para a criatividade, para o que é infinito, para uma cultura da abundância, para os potenciais locais, para a diversidade cultural como valor. Compreender as perspectivas econômicas das iniciativas socioculturais e criativas é um bom começo. Compreender o afeto, o simbólico, o coletivo, o intangível, o diálogo, a colaboração e o aprendizado expansivo no desenho e planejamento de novos empreendimentos socioculturais, criativos e convencionais é um bom começo. Isto e aquilo. Energia e dinergia. Para além do mercado, há a vida, há o simbólico, o afeto, os mitos, os pulsos criativos, o aprendizado, o novo paradigma.

Todos nós, pensadores e fazedores socioculturais e criativos, temos muito que compreender, aprender e colaborar nestes novos começos em que os princípios norteadores da economia criativa brasileira (diversidade cultural, inovação, sustentabilidade e inclusão social) podem e devem ser aplicados, vivenciados e compartilhados, coinspirando pessoas, órgãos e gestores públicos, organizações sociais e iniciativa privada e construindo novos paradigmas de empreendedorismo no país.

Bons aprendizados e novos começos para todos.

Minom Pinho

Sócia-diretora da Casa Redonda Cultural e consultora. Em coautoria com o pesquisador e conferencista André Martinez, idealizou a plataforma Sociocultural em Rede. Para mais artigos deste autor clique aqui

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