retirado do Eus-R em 05/11/2011 do endereço:
http://eusr.wordpress.com/2011/11/03/imagens-e-sons-da-periferia/
1ª Mostra Favela É Isso
De sexta a domingo
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro)
Entrada gratuita
Há cerca de 7 anos, a ONG Favela É Isso Aí vem desenvolvendo uma série de ações voltadas ao apoio e à divulgação de iniciativas artísticas e culturais produzidas nas periferias de Belo Horizonte e de outras cidades brasileiras. É justamente com o intuito de reunir e apresentar ao público o resultado de duas de suas principais realizações que acontece, de hoje a domingo, no Sesc Palladium, a 1ª Mostra Favela É Isso Aí.
“Sempre fizemos eventos particulares para celebrar o encerramento de nossos projetos e, neste ano, decidimos reunir tudo em apenas uma mostra. Acredito que, desse modo, a produção ganha, ao mesmo tempo, consistência e visibilidade”, defende a antropóloga Clarice Libânio, coordenadora-executiva do evento e da ONG Favela É Isso Aí, em referência às atrações musicais oriundas do projeto Diversidade Cultural e aos vídeos selecionados para o 3º Festival Imagens da Cultura Popular Urbana.
Navalah. Formada em 2003, no glomerado da Serra, a banda mistura grunge, punk e pop alternativo. Quando? Sábado, a partir das 20h (ao lado de Cacá Gualberto).
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO
“De um lado, os artistas têm a oportunidade de produzir e expor seus trabalhos com qualidade, em um espaço situado no centro da cidade, o que facilita o acesso a distintos públicos. De outro, a própria cidade passa a ter ao alcance uma produção pouco conhecida, podendo, a partir desse encontro, reduzir preconceitos e construir debates qualificados”, completa.
Programação. No contexto do estreante projeto Diversidade Musical, serão apresentados à população de Belo Horizonte seis artistas relacionados a diferentes estilos musicais e diversas regiões da periferia da cidade.
“Trata-se de um projeto que teve origem no ano passado, por meio do lançamento de um edital que obteve cerca de 60 inscrições. A ideia desse edital era mostrar a diversidade musical das vilas e favelas e o que apresentamos, nesse sentido, são artistas que representam rap, funk, rock, MPB, sertanejo e chorinho”, descreve Clarice, sobre as seis atrações que se apresentam de hoje a sábado, sempre a partir das 20h.
A Corte Convida. Participante assíduo do Duelo de MCs, o grupo mistura MPB, samba e rap. Quando? Amanhã, a partir das 20h.
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO
“Depois de selecionados, os artistas tiveram conversas com o César Maurício, coordenador artístico do projeto e da mostra, sobre o desenvolvimento de seus trabalhos, assim como foram produzidos videoclipes, fotos e vários materiais que devem facilitar a sua circulação por outros circuitos”, explica a antropóloga, que entende a iniciativa como um estímulo à carreira dos artistas contemplados.
Já o Festival Imagens da Cultura Popular Urbana, em sua 3ª edição, tem como principal objetivo a divulgação de curtas, médias e longas-metragens que se voltem à cultura das periferias das grandes cidades.
“Se nas outras edições recebemos inscrições de vários Estados brasileiros e até mesmo do Paraguai, esse ano tivemos muitas inscrições de Belo Horizonte e dos municípios da região metropolitana, o que aponta, em certo sentido, uma nova direção para o festival”, analisa Clarice.
Além dos inscritos, conta, a mostra traz algumas obras convidadas, como os longas “8 Mil”,
direção coletiva, e “Uma Avenida no Meu Quintal”, de Frederico Triani e Samira Motta.
Mc Fael. Morador do Conjunto Granja de Freitas já acumula dez anos de carreira dedicada ao funk e seus desdobramentos. Quando? Amanhã, a partir das 20h.
PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO



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